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terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Voz de Allan, flamenguista

«Flamenguista desde o nascimento, minhas primeiras incursões no Mario Filho tinham um único objetivo, em companhia de um tio: ver “A alegria do povo”. Quando comecei a frequentar o Maracanã, Garrincha já estava em decadência. Ninguém me impressionou mais como jogador e personagem do futebol do que Garrincha. O Canal 100 era um dos motivos para ir ao cinema naqueles anos, pois as imagens das partidas eram sensacionais. Com Garrincha morreu a poesia no futebol e a minha vontade de frequentar estádios.» – Allan, comentário recente de um  leitor num fórum da Internet.

Tatuagens (59)


Ascensão e Queda do Botafogo 1957-1972 (VI) – Quero é patrimônio

O começo da crise alvinegra coincide com o fim do milagre econômico brasileiro e seu auge com a gestão de um filho dileto da repressão, o truculento Charles Borer.” – Sérgio Augusto, Placar Magazine de 9 de Março de 1984.

Finalmente, neste último artigo da série Ascensão e Queda do Botafogo 1957-1972 (VI), será dada a palavra a Charles Borer Macedo. Sob o título ‘Quero é patrimônio’ foi publicada uma entrevista com o presidente do Botafogo à época, na Placar Magazine, nº 556, de 30 de Janeiro de 1981.

Assim que chegou à presidência, Charles Borer vendeu General Severiano e também Marinho Chagas, o maior ídolo do Botafogo á época.

Na Wikipédia (rubrica Estádio de General Severiano), lê-se o seguinte:

O estádio [inaugurado em 1938] foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970. A última partida neste estádio deu-se em 30/11/1974, empate em 2 a 2 com o Madureira. Em 1977, a sede foi vendida para a Companhia Vale do Rio Doce, o clube na época era presidido por Charles Macedo Borer. Com a venda da sede, o futebol do Botafogo foi para Marechal Hermes, e como o antigo estádio foi demolido, lá foi construído um novo.”

Note-se que sendo a entrevista que se segue datada de 1981, Borer nunca nela aludiu à delapidação do patrimônio com a venda da nossa sede à Companhia Vale do Rio Doce e defendeu (?), em toda a entrevista, o aumento de patrimônio…

Eis alguns excertos da entrevista de Charles Borer Macedo:

Nesta entrevista exclusiva, Borer acusa de corrupta a oposição que quer derrubá-lo do poder. E aponta como culpados pela decadância do time do Botafogo a torcida, os técnicos incompetentes, a imprensa e os comunistas que, segundo ele, queriam destruí-lo.

O senhor vai passar para a história do Botafogo como um presidente odiado pela torcida, um presidente que jamais formou um grande time. Isso não o incomoda?

Pouco me importa a torcida. Torcedor é volúvel, só aparece na vitória. Se o time perde, ele some. […] Torcida não é património, não faz o clube. Posso sair sem título, mas deixo um clube. Se não consigo ser o primeiro, tanto faz ser vice como último. […] A tese de João Saldanha de que clube de futebol não precisa de patrimônio, e sim de títulos, é desastrosa. O futebol dentro do clube é como uma vesícula no corpo humano: tem importância relativa, mas o sujeito vive sem ela.

Em sua gestão, o senhor sempre deu mais ênfase ao património do que ao futebol. Mas em que o senhor aumentou o patrimônio do Botafogo?

Em nada. Ou melhor, conseguimos Marechal Hermes. Onde construímos um estádio de 30 milhões, e um terreno em São Gonçalo, Niterói, além de gastarmos 25 milhões em obras no porão do Mourisco mar e outras coisinhas.

Então é a lei do cão: para o time, nada; para o património tudo?

Fiquei como diretor técnico administrativo. […] Sabe o que descobri? O supervisor [Fulano de Tal], padrasto de [Fulano de Tal], desviava compras para sua casa. Falei com o presidente e não deu em nada. […] depois, numa excursão ao México, [Fulano de Tal] trouxe todas as notas de despesas grosseiramente adulteradas. E sabe o que me disse o [presidente]? Que eu estava lhe criando muitos problemas.

Essa acusação ao [Fulano de Tal] é grave. O senhor prova?

Tenho muito mais coisas. E as contas de uísque que o Botafogo pagava para o ex-presidente [Fulano de Tal] e sua troupe de mordomos? […] Compraram até uma geladeira especial e colocavam um produto para dar gosto de côco ao gelo. Uma escandalosa mordomia. Por isso trato a todos como um bando. […]

Todos o acusam de imobilismo e querem expulsá-lo. Que lhe parece?

Absurdo! O time não é ruim, apenas dá azar. Os culpados foram os técnicos, um bando de incompetentes.

Então porque o time não ganha?

Um dos grandes culpados é a torcida, que persegue o time, vaia, xinga, desestimula nossos atletas. Quando fomos bicampeões em 67/68 e efetivamos a garotada, a torcida queria resultados imediatos. A pressa afundou uma geração promissora.

Mas a torcida tem direito a cobrar, porque paga ingresso e é dona do espetáculo.

Como dona? Tem que saber respeitar o time. Olga, eu já não aguento mais cobranças. Já estou com o saco cheio de ser esculhambado por qualquer um. Parte da imprensa tem rabo preso e me critica. É gente que…

Quer dizer que o Botafogo perde no campo e a imprensa é que é a culpada?

São comunistas, comunistas. Sou perseguido porque meu irmão, Cecil Borer, foi delegado chefe da divisão de polícia política e social, e depois passou para o Dops. […] Sou um homem perseguido pelo Partido Comunista, o martelo está permanentemente erguido sobre a minha cabeça. Tenho informação oficial – repito, ocicial – de que há infiltração comunista entre os botafoguenses. A partir disso, acionaram uma campanha para me desmoralizar. Uma vingança contra meu irmão, que militou contra os comunistas.

Na última reunião do Conselho Deliberativo, a tal em que propuseram o seu impeachement, o senhor compareceu acompanhado de forte segurança pessoal. Era contra quem: oposição, torcedores exaltados ou comunistas?

Vale tudo em política. Requisitei oficialmente três carros da PM e um da polícia ci Lá estavam o superintendente da minha empresa de segurança e quatro amigos que também trabalham lá Era para qualquer “eventualidade”. E mais: não perco a próxima eleição presidencial. Vou fazer meu candidato, que seguirá a mesma linha de manutenção do património. E sabe por que não perco? Porque coloquei, com meu dinheiro, 400 novos sócios que votam até em índio se eu mandar. Isso é política, e vence quem pode mais (ri com ironia).

Ainda estão faltando 11 meses para o senhor deixar o Botafogo definitivamente – para seus inimigos, uma eternidade. Serão seis anos de mandato e em nenhum momento o senhor cumpriu o slogan de sua campanha: “da arquibancada para a presidência”.

Era da arquibancada sim, mas da arquibancada de vôlei, de basquete e da que construi em Marechal Hermes. Será que entenderam que era só da arquibancada de futebol? (E ri novamente, agora com cinismo).

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Voz de Mangala

«Somos produtos financeiros, temos de ser realistas. Trazemos valor para as empresas. Cada um de nós tem um valor de mercado, o qual pode subir ou descer consoante o nosso rendimento.» - Eliaquim Mangala, defesa-central francês esclarecido e incisivo, atualmente ao serviço do Manchester City.

Ascensão e Queda do Botafogo 1957-1972 (V) – Fora Borer! Abaixo a ditadura!

por ANDRÉ BARROS
5 de janeiro de 2011
blogue Movimento Carlito Rocha

O Brasil estava sob a ditadura militar e o presidente do Botafogo, entre 1976 e 1981, Charles Borer, apoiava aquele regime. Em 1977, o Botafogo perdeu sua sede em General Severiano, tomada pela então forte estatal militar Vale do Rio Doce. Às custas de sua sede histórica, tendo sido o único clube brasileiro a quitar suas dívidas previdenciárias, o Botafogo, paradoxalmente, tem hoje um enorme débito com a Previdência Social.

Abandonada, nossa até então famosa divisão de base não estava revelando ninguém. O time principal andava mal e amargávamos mais de uma década sem um título. A cada derrota, a torcida, liderada por Russão, encostava nas grades da cadeira especial e puxava dois gritos: “fora Borer!” e “êêêê, sou Botafogo, estou cansado de sofrer”.

Nesta época, eu participava de duas lutas: pela liberdade do Botafogo e pela liberdade do Brasil. Minha família ansiava pela volta de tia Verinha, banida do país, que havia saído daqui em cadeira de rodas, de tanto que sofreu no pau-de-arara e outras terríveis torturas.

Minha avó, que também havia sido presa pela ditadura, queria me presentear com uma bateria. Porém, além de meu negócio não ser exatamente rock, e sim, samba, meu pai não permitiria a entrada daquela “barulheira” em nosso apartamento. Com os instrumentos da bateria de samba doados por minha avó, com apenas 13 anos, decidi fundar uma torcida organizada. Assim surgia a FOGO LIVRE, nome que caracterizava tanto a luta pela liberdade do Botafogo e quanto do Brasil. Com apenas 10 componentes, eu era o presidente dessa “imensa” organizada.

Mas o controle no clube era tamanho que, para se fundar uma torcida, era necessário solicitar permissão à diretoria de Charles Borer, através da ASTOB – Associação das Torcidas Organizadas do Botafogo –, presidida por Pedro Memória, um cara simpático, mas que não tinha qualquer vínculo com as organizadas. Acho que não entenderam a crítica presente no nome, daí a torcida ter sido autorizada.

Começamos, então, um movimento da torcida contra Borer. Pichávamos o muro do clube e saíamos correndo, com as mãos cheias de fichas, direto para um orelhão, de onde ligávamos para vários jornais, e o primeiro deles era sempre o ‘Jornal dos Sports’. Por essas ações, combinadas aos gritos nas arquibancadas, a torcida do Botafogo mobilizava a cidade em sua luta pela liberdade. Borer começou a se movimentar e criou os chamados “boreméritos”, conselheiros beneméritos biônicos e vitalícios, nomeados por ele, a fim de obter maioria no Consellho Deliberativo e se perpetuar na presidência.

João Saldanha, um verdadeiro Benemérito, era contra Borer. A cada vez que a bandeira do fogão estava hasteada a meio pau, ele comemorava dizendo que aquilo deveria ser sinal da morte de algum conselheiro daquela ditadura no Botafogo.

Foi daí que nasceu o movimento pelo impeachment de Charles Borer. Precisávamos de 200 assinaturas de sócios para pedir sua desitituição. Colocamos várias mesas de assinatura pela cidade, nas ruas Miguel Lemos, General Severiano, Sete de Setembro, dentre outras, e conseguimos coletar um número bem superior ao necessário, além de milhares de assinaturas de apoio dos torcedores. Conseguimos entrar com o pedido e, apesar do Conselho, dominado pelos “boreméritos”, não haver aprovado oimpeachment, saímos mais fortes daquela luta.

Surgiu então o movimento BFR – Botafogo Força e Renovação -, cuja chapa disputou e venceu as eleições em 1981, levando à presidência Juca Mello Machado. Até hoje, não entendo a razão de terem lançado alguém pouco conhecido, ao invés do advogado Luiz Fernando Maia, candidato natural a presidente do movimento. São curiosas as semelhanças entre a história do Botafogo e a do Brasil, tanto durante a ditadura quanto na abertura, pois o país foi dormir com Tancredo e acordou com Sarney na presidência da República.

De fato, a relação da história do Botafogo com a do Brasil é mais que umbilical. Nosso jejum começou exatamente quando entramos no pior período da ditadura militar, em 1969, já que o último título havia sido no ano anterior.

Assim como o país sofreu durante vinte anos uma ditadura militar, o Botafogo sofreu vinte anos sem um título. Em 1989, enquanto os brasileiros começavam a viver os ares da democracia, pois elegeriam um Presidente da República por voto direto, na memorável noite de 21 de junho, solstício de inverno, após duas décadas de jejum, o grito de liberdade dos botafoguenses ecoava por todo Rio de Janeiro e Brasil: É CAMPEÃO!

Dois comentários de leitores do Movimento Carlito Rocha:

(1) “Acho que você está mal informado. Não foi a estatal Vale do Rio Doce que tomou o Botafogo na mão grande. O picareta Charles Borer vendeu o clube com mirabolantes promessas aos sócios e torcedores, as quais não cumpriu. Logo comprou o iate Cristina, que ficava ancorado em Itacurussá, se não me falha a memória, e montou uma empresa de segurança com sede em jacarepaguá. Eu era sócio proprietário na época e fiquei indignado. Não gosto de política em clube ou qualquer lugar, pois para mim são quase todos safados e vigaristas. Se você teve problemas com os governos militares, eu respeito, mas eles não forçaram o Borer a nada.” – JGR.

(2) “A decadência do Botafogo e ascenção do flamengo tem tudo a ver com a ditadura. Foi a partir do momento em que a família rubro-negra Marinho assumiu o controle da comunicação do regime militar. O trauma do Botafogo era muito grande e era preciso acabar com aquele clube de tantos craques e que tanto batia no inexpressivo (até então) flamengo. No momento em que a Globo passou a controlar o futebol, o flamengo começou a crescer e o Botafogo decrescer. Era preciso destruir aquela "maldita sede" que gerava anjos que insistiam em bater no mal. Um desses anjos tinha pernas tortas.” – Anônimo.

Sporting Clube de Portugal: recordes e destaques

Clube de dimensão mundial e global
Possui 380 Filiais, Delegações e Núcleos espalhados pelos cinco continentes

Clube europeu com mais troféus em todas as modalidades
São mais de 20 mil troféus, catalogados, arrumados e devidamente estruturados

Único Clube mundial com dois Museus oficiais
Lisboa (Estádio José Alvalade) e Leiria

Jornal de Clube mais antigo do Mundo
O primeiro nº foi publicado a 31/março/1922 com o nome 'Boletim Sporting'

FUTEBOL

Único Clube mundial que formou dois 'FIFA World Player':
Luis Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008 e 2013)

Clube português que mais futebolistas cedeu à Selecção de Portugal em fases finais do Campeonato do Mundo
24 no total contra 21 do Benfica e 18 do Porto

2º Clube mundial a ter certificado 'ISO' para a sua Academia de futebol
Após o Maccabi Haifa (Israel)

2º Melhor Academia de futebol do mundo
Bleacher Report (dezembro/2013) da European Club Association (ECA), reconhecida pela FIFA: 1º Barcelona; 2º Sporting; 3º Ajax

Recorde de vitórias consecutivas no Campeonato de Lisboa
Hexacampeão - 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939

Recorde de vitórias consecutivas no Campeonato Nacional até 1997
Tetracampeão - 1950/51, 1951/51, 1952/53, 1953/54 (superado pelo Porto)

Maior goleada da história do Campeonato de Portugal
18x0 Torres Novas (4 de março de 1928)

Maior goleada da história do Campeonato Nacional
14x0 frente ao Leça (22 de fevereiro de 1942)

Maior goleada da história da Taça de Portugal
21x0 frente ao Mindelense (23 de maio de 1971)

Recorde de gols num só jogo do Campeonato Nacional
Fernando Peyroteo com 9 golos (contra o Leça)

Recorde de gols (por equipa) numa só época do Campeonato Nacional
123 golos em 26 jornadas (1946/1947) com uma média de 4.7 gols por partida

Recorde de gols (por jogador) numa só época do Campeonato Nacional
Hector Yazalde com 46 golos (1973/1974) - média de 1.58 gols por jogo

Recorde de gols num só jogo da Taça de Portugal
Fernando Peres com 7 golos (contra o Mindelense)

Maior goleada da história das competições europeias da UEFA
16x1 Apoel Nicósia do Chipre (13 de novembro de 1963)

Maior goleada fora de casa da história das competições europeias da UEFA
9x0 IA Akranes da Islândia (17 de setembro de 1986) 
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Recorde de gols num só jogo em competições europeias
6 gols de Mascarenhas; 16x1 contra o Apoel Nicósia (Taça das Taças 1963/64)

1º Gol na inauguração da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em futebol
João Martins frente ao Partizan de Belgrado (4 de setembro de 1955)

Treinador de futebol mais jovem a ganhar o Campeonato Nacional
Júlio Pereira ‘Juca’ (1962/1963) com apenas 33 anos

3º Clube com mais presenças nas competições europeias da UEFA
Real Madrid (54), FC Barcelona (53) e Sporting Clube de Portugal (51)

1º Jogador português a ser chamado à "Selecção da Europa"
José Travassos em 1955 (Selecção da Europa 4x1 Inglaterra, em Belfast)

Jogador mundial com melhor média de gols em Campeonatos Nacionais
Fernando Peyroteo (331 gols, 197 jogos) com uma média de 1.68 gols por jogo

TODAS AS MODALIDADES

Clube europeu com mais atletas e títulos de campeão europeu, campeão mundial e medalhados em Jogos Olímpicos, coletivamente e individualmente
30 atletas, que conquistaram 93 títulos europeus, mundiais e olímpicos

1º Clube português e 3º Clube europeu em número de taças europeias conquistadas
FC Barcelona, 66 títulos; Real Madrid, 26 títulos; Sporting Clube de Portugal, 24 títulos (1 em futebol, 1 em andebol, 2 em futsal, 5 em hóquei em patins e 15 em atletismo)

Clube europeu com mais títulos no atletismo, em pista e em cross
14 Taças dos Campeões Europeus de Cross e 1 de Pista (conquistada em 2000)

Recorde mundial dos 20 mil metros, em atletismo
Dionísio Castro com a marca de 57.14,4 (La Fléche, 1990)

Recorde mundial da Maratona, em atletismo
Carlos Lopes com a marca de 2.07.12 (Roterdão, 1985)

OLIMPÍADAS

Recorde olímpico da Maratona
Carlos Lopes com a marca de 2.09.21 (Los Angeles, 1984)

Clube português com mais medalhas olímpicas
Sporting Clube de Portugal (9 medalhas: 3 de ouro, 5 de prata e 1 de bronze)

Clube português com mais participações olímpicas
24 presenças em 28 possíveis (desde que existe Comité Olímpico Português)

1º Atleta português a participar nos Jogos Olímpicos
António Stromp na prova dos 100 metros (Estocolmo, 1912)

1º Atleta português a ganhar uma Medalha de Ouro
Carlos Lopes na prova da Maratona (Los Angeles, 1984)

2º Clube europeu com mais atletas olímpicos
110 atletas, secundando o FC Barcelona (Espanha)

Recorde europeu dos 100 metros, em atletismo
Francis Obikwelu com a marca de 9,86 (Atenas, 2004)

Recorde mundial dos 10 mil metros, em atletismo
Fernando Mamede com a marca de 27.13,81 (Estocolmo, 1984)

Recorde europeu (quiçá do mundo) em nº de modalidades olímpicas
16 modalidades olímpicas, 122 atletas

Único Clube português (quiçá europeu e mundial) com atletas em todos os Jogos Olímpicos realizados desde 1960, inclusive

Clube português com mais presenças olímpicas
19 em 23 Jogos Olímpicos realizados pelo COI (ausente em 1920, 1934, 1936 e 1956).

Clube português com atletas com mais medalhas olímpicas conquistas
10 no total: 3 de ouro, 6 de prata e 1 de bronze).

CONDECORAÇÕES

» Oficial da Ordem de Benemerência (1936)
» Comendador da Ordem Militar de Cristo (1940)
» Medalha do Instituto de Socorros a Náufragos (1950)
» Medalha Cruz Vermelha de Benemerência (1951)
» Medalha de Mérito Desportivo (1956)
» Instituição de Utilidade Pública Desportiva (1960)
» Medalha Bons Serviços Federação Portuguesa Ginástica (1963)
» Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa (1964)
» Medalha Bons Serviços Federação Portuguesa Patinagem (1977)
» Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique (1981)
» Sócio de Mérito da Federação Portuguesa Andebol (1982)
» Sócio de Mérito da Federação Portuguesa Ginástica (1982)
» Medalha de Honra de Mérito Desportivo (1986)
.  
Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)

domingo, 31 de Agosto de 2014

Tatuagens (58)


Soy Louco

Só louco
para amar como eu amei
Só louco
para marcar como eu marquei
Aquele pênalti
em 2010
Bola para um lado
Bruno para o outro
E o falso tetra do Flamengo
a ir para o esgoto
Só louco
marca cavadinha como eu fiz
Só louco
sem medo de ser feliz
sou Loco, Abreu
e a torcida do Botafogo sou eu.

Leonel de Jesus, Lisboa, agosto de 2014

Botafogo 1x0 Santos

Não vi todo o jogo, mas o que vi foi o costume: dois times lentos e muitos passes errados – mais do Santos.

Como o Santos estava na 1ª metade da tabela classificativa poder-se-ia considerar expectável que ganhasse a partida, porque é cada vez mais natural este time do Botafogo perder para os adversários da 2ª metade da tabela e ganhar aos da 1ª metade da tabela. Chega até a ser irritante.

Mas havia outra razão fundamental para o Botafogo ganhar: jogava contra um clube treinado (?) pelo lastimoso Oswaldo Oliveira, persona non grata de má memória para a torcida botafoguense xingada por ele.

Já vejo os jogos praticamente sem emoção, e não os vejo o tempo todo porque não consigo concentrar-me 90 minutos em tanta mediocridade, mas ganhar contra esse sujeito sem caráter é mais.

Torno a dizer o que já disse antes: o jogo terá valido pelos preciosos três pontos conquistados, pelo afastamento da linha d’água da segundona e… pelo golaço à campeão do jovem Daniel.

Uma última nota: estava a ver o jogo e a relembrar-me de uma certa partida no Maracanã em que Garrincha e Pelé envergavam ambos camisas alvinegras…

FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x0 Santos
» Gol: Daniel, aos 62’
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 31.08.2014
» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
» Público: 12.221 pagantes e > 14.000 espectadores
» Renda: R$ 231.585,00
» Árbitro: Rodrigo D'Alonso Ferreira (SC); Assistentes: Kleber Lucio Gil (SC) e Nadine Camara Bastos (SC)
» Disciplina: cartão amarelo – Edilson, Emerson (Botafogo); Edu Dracena, Cicinho (Santos)
» Botafogo: Jefferson, Edilson, Bolívar, André Bahia e Júnior César; Gabriel, Bolatti, Daniel (Wallyson) e Ramírez (Felipe Souto); Emerson Sheik e Bruno Correa (Rogério). Técnico: Vagner Mancini.
» Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena (Zé Carlos); Alison (Souza), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Thiago Ribeiro (Leandro Damião) e Robinho. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Imagem: Daniel Bruno / LANCE!Press

Sporting 1x1 Benfica

O maior clássico português de sempre terminou empatado. Ao contrário do ano passado, o Sporting entrou com muito mais vontade no jogo, sofreu um gol cedo, aos 12, mas empatou cedo, aos 20’ – em ambos os casos ‘frangos’ dos goleiros.

Ao longo do jogo houve oportunidades de parte. O Benfica começou bem no início do 1º e do 2º tempo, mas o Sporting equilibrou a partida e acabou por cima no final dos dois tempos.

Os Leões poderiam ter ganho no último minuto dos acréscimos. Porém, estava lá o goleiro Artur Moraes, que foi eleito pela mídia como o homem do jogo e isso diz tudo sobre a possibilidade real do Sporting ter vencido a partida. Apesar disso, um empate na Luz não é despiciendo, num jogo intenso, tecnicamente mediano, com jogadores aguerridos e dois gols consentidos pelos goleiros.

No entanto, o treinador sportinguista não realçou o empate, sublinhando que os Leões não saíram do Estádio da Luz super moralizados porque o que queriam mesmo era ganhar – eis como uma pessoa ambiciosa deve reagir.

Nas duas próximas rodadas o Sporting tem dois jogos em que se espera ganhar e depois tem outra pedreira para partir: o FC Porto em Alvalade.

FICHA TÉCNICA
Sporting 1x1 Benfica
» Gols: Slimani, aos 20‘ (Sporting); Gaitán, aos 12’ (Benfica)
» Competição: Campeonato Português
» Data: 31.08.2014
» Local: Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Lisboa
» Árbitro: Pedro Proença (Lisboa); Assistentes:  Paulo Soares e André Campos
» Disciplina: cartão amarelo – Esgaio, Carrillo (Sporting); Maxi Pereira (Benfica)
» Sporting: Rui Patrício; Esgaio, Maurício, Sarr e Jefferson; André Martins (Rosell), William Carvalho e Adrien Silva (Carlos Mané); Carrillo (Capel), Slimani e Nani. Técnico: Marco Silva.
» Benfica: Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Jardel e Eliseu; André Almeida, Salvio e Enzo Peréz; Gaitán, Lima e Talisca (Derley). Técnico: Jorge Jesus.

Imagem: Portal do jornal A Bola