_______________________________

sábado, 20 de Setembro de 2014

Um dia de 1970…

Dia 6 de dezembro de 1970. Botafogo 4x0 Bahia. Última partida do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (campeonato brasileiro unificado). O Glorioso vinha de um conjunto de jogos com resultados irregulares que levaram Xisto Toniato a demitir o treinador campeão do Mundo em 1970, Mário Zagallo. Admildo Chirol também foi dispensado. Em Sergipe, um grupo de botafoguenses manifestou-se contrário à decisão de Toniato demitir Zagallo.

Ainda assim, a vitória sobre o Bahia colocou o Botafogo a um ponto da classificação para o quadrangular final, isto é, se no penúltimo jogo não houvesse empatado e tivesse marcado mais um gol, classificar-se-ia. Porém, nesse domingo já não havia nada a fazer: era o último dia do campeonato e a melancolia parecia ser a nota dominante para aquele jogo.

A partida despertaria pouco interesse se não fosse a presença dos atacantes campeões do mundo em 1970, Jairzinho e Paulo Cézar. Os dois campeões não desiludiram: o Botafogo marcou os seus gols através de Paulo Cézar, Ferretti, Jairzinho e Torino.

A nota de realce é sobre o Botafogo ter o costume de ficar ‘atravessado na garganta’ dos adversários, subtraindo-lhes o prazer de certas marcas. Nesse jogo, realizado no Batistão, em Aracaju, Sergipe, o Bahia completava 100 jogos no campeonato brasileiro unificado (desde 1959) e o resultado desiludiu completamente os baianos.

O Botafogo alinhou com: Ubirajara; Moreira, Chiquinho, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Nei; Ferretti, Jairzinho e Paulo Cézar. O Bahia apresentou a seguinte formação: Picasso Aguira, Zé Oto, Roberto e Sousa; Amorim e Balaco; Carlinhos Zé Eduardo, Lourival e Sanfilipo.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo).

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Livro 56: 'General Severiano: 100 anos de um campo glorioso'

2013: General Severiano: 100 anos de um campo glorioso, de BFR

FLAtulências (36)

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: Apenas Mil [09]

por ADILSON TAIPAN
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

Se eu fosse técnico do botafogo
Colocaria esse menino de castigo
Ficaria de joelhos no caroço de milho
Diante do DVD
E assistir mil vezes a jogada perdida.

Mais dois pontos jogados fora.

[…]

Depois que saciasse bem a sua fome
Escreveria mil vezes
“Eu não jogo sozinho”

Pagaria mil desculpas para cada amiguinho
Como onze e os reservas são muito pouco
Pagaria mil penitências
Nas rampas e escadas do Engenhão
E imploraria a cada torcedor mais mil perdões.

[…]

O massagista lhe daria mil palmadas

[…]

Mais mil exames de próstata
Pelo dedo grosso quintuplicado do médico

[…]

O preparador físico também quer o seu quinhão

[…]

Mil vezes em volta do campo.

Ah! O tesoureiro dividiu o se salário por mil
999 Partes serão do clube
E sinta-se honrado mil vezes
Por você jogar no Botafogo. […]

Excertos de ‘A Estrela da Manhã’, de Adilson Taipan, pp. 40 e 41 [excertos de poemas].

Contatos para aquisição de livros:
adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

Sporting 1x1 NK Maribor

Tenho sempre evidenciado as semelhanças entre Sporting e Botafogo. Mas há algumas que são realmente impressionantes.

A 1ª: Dentro da área, em vez de rechaçar a bola para longe da baliza, Dankler tocou para trás e fez um gol contra, importantíssimo para o Bahia; Maurício, depois de falha do seu companheiro de zaga, em vez de despachar a bola tocou-a para trás, para um atleta adversário que empatou a partida.

A 2ª: Como tem sido muito típico de ambos os clubes, o Botafogo perdeu o jogo ao minuto 90; o Sporting deixou o adversário empatar dois minutos depois dos 90, nos acréscimos.

A 3ª: Sendo raras as expulsões nos dois clubes, eis que o Botafogo engendrou uma sucessão de expulsões (creio que cinco, nos últimos jogos) e o Sporting teve uma expulsão em cada um dos jogos anteriores.

A 4ª: Boas oportunidades de gols desperdiçadas por botafoguenses e sportinguistas; se o Sporting tivesse chegado ao 2x0 com as oportunidades que teve, certamente não teria deixado o jogo escapar-se por entre os dedos.

Não me canso de chamar a atenção: as zagas do Botafogo e do Sporting são frágeis, perdem bolas estupidamente e oferecem gols de bandeja, especialmente nos últimos minutos de jogo em que a concentração inacreditavelmente desaparece.

No que respeita a expulsões, no Botafogo deve-se ao desmando total em campo e fora dele; no Sporting deve-se sobretudo a muita pressão a que os jogadores estão sujeitos, porque a diretoria cobra a sério.

Em resumo: o Botafogo entrou no Z4 e o Sporting perdeu a possibilidade da liderança isolada no Grupo e 500.000 euros, já que o prêmio da UEFA era de 1.000.000 de euros pela vitória e metade desse valor pelo empate. Cá por mim os jogadores deviam ser penalizados em 500.000 euros a dividir proporcionalmente pelos minutos que cada um esteve em campo, porque as infantilidades em futebol altamente competitivo pagam-se caro, muito caro – especialmente quando se trata da mais competitiva e milionária Liga do mundo.

O Sporting não perde, mas também não ganha: 5 jogos oficiais; 1 vitória e 4 empates. Tendo entrado o ano a jogar bem, o Sporting está desiludindo os seus adeptos e os jogadores não têm maneira de interiorizar o novo esquema tático do treinador. Parece-me que os Leões não terão possibilidades de disputar o título nacional, o grande objetivo definido para a temporada 2014/2015.

[Nota de hoje - dois dias depois do jogo - do treinador do SCP: em face dos erros sucessivos da zaga, o treinador do Botafogo vai alterar a escalação já no próximo jogo  - na zaga e no meio campo]

FICHA TÉCNICA
Sporting 1x1 NK Maribor
» Gols: Nani, aos 80’ (Sporting); Zahovic, aos 90+2 (Maribor)
» Competição: Liga dos Campeões Europeus
» Data: 17.09.2014
» Local: Estádio Ljudski VRT, em Maribor
» Público: 12.211 presentes
» Árbitro: Turpin, Clement
» Disciplina: cartão amarelo – Maurício (Sporting) e Marcos (Maribor)
» Sporting: Rui Patrício; Cédric, Maurício, Sarr e Jefferson; André Martins (João Mário), William Carvalho e Adrien Silva; Nani, Slimani (Fredy Montero) e Carrillo (Carlos Mané). Técnico: Marco Silva.
» Maribor: Handanovic; Petar Stojanovic, Aleksandre Rajcevic, Arghus e Mitja Viler; Sintayehu Sallallich (Damjan), Mertelj e Filipovic; Vrsic (Zahovic), Marcos (Jean-philippe Mendy) e Ibraimi. Técnico: Ante Simundza.

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Série: sabia que... (55)


FLAtulências (35)


Fragmentos ‘jogos memoráveis do botafogo’: o primeiro “Roberto Gomes Pedrosa" [15]

por AURIEL DE ALMEIDA
Investigador esportivo
especialmente para o Mundo Botafogo

A Taça Brasil, criada em 1969, dava ao seu vencedor o título oficial de campeão brasileiro, mas era o Torneio Roberto Gomes Pedrosa – até então apelidado de “Rio-São Paulo” – a competição mais difícil do Brasil. [...] O Botafogo vinha de dois vice-campeonatos […], em 1960 e 1961.

No quadrangular decisivo o alvinegro deu o troco no rival [Flamengo] (1 a 0), venceu o São Paulo (2 a 1) e só precisava de um empate contra o Palmeiras, no Maracanã, para alcançar o título inédito. O alviverde […] necessitava vencer, empatar em pontos e superar o Glorioso no saldo de gols, e ainda torcer por um tropeço são-paulino contra o Flamengo. Poucos palmeirenses acreditavam em tal combinação. […]

Logo na saída […] Quarentinha, na velocidade, ganhou de dois adversários e chegou antes na bola, tocando com categoria no cantinho: 1 a 0 para os alvinegros, em pouco menos de um minuto.

O Botafogo […] preferiu diminuir o ritmo. […] O Palmeiras se achou no jogo. […] Aos três minutos os alviverdes agradeceram a gentileza […] empatando a partida. […] O desempate alvinegro veio aos seis minutos [do segundo tempo], quando Amarildo disparou um petardo que ainda desviou em Valdemar antes de entrar: 2 a 1. […]

Após uma blitz alvinegra de dez minutos, […] veio mais um gol, dos pés de Garrincha. O ídolo, apertado por um marcador, cruzou com classe para Amarildo, que não desperdiçou: 3 a 1 para o Glorioso. […]

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi o primeiro de três que o Clube da Estrela Solitária conquistou [em 1998 realizou-se novamente um torneio semelhante e o Botafogo tornou a vencer, arrecadando o 4º Rio-São Paulo].

[Além da narração completa do jogo e da ficha técnica, Auriel de Almeida ainda fez três destaques e curiosidades, elaborando fichas sobre Nilton Santos, Quarentinha e o Torneio que foi embrião do Brasileirão.]

Excerto autorizado pelo autor. In: ALMEIDA, A. (2012). Jogos Memoráveis do Botafogo. Rio de Janeiro: ed. iVentura, pp. 81 a 84 (à venda nas livrarias Travessa e Saraiva ou no portal www.iventura.com.br)

Botafogo 2x3 Bahia

Comentar o quê? Três expulsões? Mais uma ´pintura’ de Dankler? Um bando que não sabe segurar a bola? Atletas indisciplinados em que cada qual faz o que quer? Derrota novamente no último minuto? Que caminha a passos largos para a segunda divisão? Que é a cara do NÓDOA? Que o nível das arbitragens da CBF tresandam de um fedor a bosta?

Pois… e já lá moramos… no Z4… como seria de esperar…

Limito-me a reproduzir brevíssimos comentários que fiz aos quatro jogos a seguir mencionados:

Botafogo 0x2 Internacional: O NÓDOA caminha a passos largos para se sagrar o segundo presidente da história do nosso Clube a descê-lo à segunda divisão do campeonato brasileiro de futebol, com uma dívida estimada em mais de um bilhão de reais.

Botafogo 2x4 São Paulo: De expulsão em expulsão até à desbunda final. Num Botafogo sem eira nem beira, ao sabor de ventos e marés e completamente destruído pelo NÓDOA […], preparem-se todos os botafoguenses para o pior destino da nossa história.

Botafogo 0x1 Atlético Mineiro: O astro da partida sem dúvida que foi um botafoguense que não devia sê-lo: Dankler. Rapaz esperto tá aí!

Botafogo 1x2 Ceará: Um bando excelentemente bem descomandado por Vagner Mancini. Um bando sem estratégia, sem tática, sem dinâmica de jogo, sem jogadas, sem objetivos, sem profissionalismo, sem brio. Agora digam que eu sou pessimista… O saco de pancada está para durar. Time e treinador têm entranhado na pele o cheiro a segundona…

Botafogo 2x3 Bahia
» Gols: Sheik, aos 29'/ e 42’ (Botafogo); Dankler, aos 31' (contra), Maxi Biancucchi, aos 72' e Branquinho, aos 90' (Bahia)
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 17.09.2014
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
» Público: 4.678 pagantes; 5.216 presentes
» Renda: R$ 106.275
» Árbitro: Igor Júnio Benevenuto (MG); Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Guilherme Dias Camilo (MG)
» Disciplina: cartão amarelo – Ramírez, Emerson e Gabriel (Botafogo); Marcelo Lomba, Guilherme Santos e Maxi Biancucchi (Bahia); cartão vermelho – Ramírez, Emerson e Júlio César (Botafogo)
» Botafogo: Jefferson, Dankler, Bolívar, André Bahia e Júlio César; Airton (Bolatti), Gabriel e Ramírez; Rogério (Wallyson), Emerson e Zeballos (Yuri Mamute). Técnico: Vagner Mancini.
» Bahia: Marcelo Lomba; Railan, Lucas Fonseca, Demerson e Guilherme Santos; Uélliton, Rafael Miranda (Branquinho), Leo Gago (Marcos Aurélio) e Emanuel Biancucchi (Maxi Biancucchi); Rafinha e Kieza. Técnico: Gilson Kleina.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Voz de Jefferson

«Nunca perdi tanto em um ano.» Jefferson, goleiro do Botafogo e da Seleção Brasileira

Nota do Mundo Botafogo: frase ao cuidado da leitura do senhor NÓDOA sempre antes de uma entrevista para que minimize as suas sucessivas mentiras sobre sucessos inexistentes.