quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Voz de Vágner Mancini

Não há dinheiro que pague a dignidade.” – Vágner Mancini, treinador do Botafogo.

Nota do Mundo Botafogo: Pode ser que Mancini seja mediano como penso que é, e não faça nenhum brilharete no Botafogo, mas pelo menos conseguiu, em poucos dias, produzir uma frase curta e cheia de significado depois de termos que aturar durante mais de dois anos o arrogante e medíocre Oswaldo Oliveira e o não arrogante mas medíocre Eduardo Húngaro. Lufada de ar fresco…

Acácia Angelopoulos


Opróbrio


Jefferson versus Seedorf: quem tinha/tem razão?

Nossa relação [de Jefferson com Seedorf] era muito profissional. Até uma vez eu disse o seguinte: ninguém era obrigado a jantar na casa de ninguém, mas tinha que ter o respeito. O Seedorf chegou aqui no Botafogo e revolucionou. Pela postura, profissionalismo dele. Claro que a cobrança dele em certos momentos era muito forte. Mas é um cara chato para o bem. É que às vezes ele tentou mudar as coisas muito rápido. Acho que em três, quatro meses ele tentou mudar coisas que duraria talvez anos. Então acho que nisso que ele pecou. Mas com certeza ele acrescentou muito pro Botafogo, o Botafogo cresceu muito com a chegada dele. Claro que a gente peneirava muita coisa, mas ele acrescentou bastante.” – Jefferson, goleiro do Botafogo.

Comentário do Mundo Botafogo:

Aprecio muito o profissional Jefferson – o único craque do Botafogo que ombreava com Seedorf –, mas não sou fã da pessoa Jefferson – não obstante ele ser socialmente correto. Jefferson não só utiliza lugares comuns na sua linguagem como está profundamente errado em parte das suas apreciações, especialmente no que respeita a Seedorf. Era justamente Seedorf que estava absolutamente correto.

Seedorf sabia que ou se mudava rapidamente de postura ou nunca mais se mudaria. Isto é, em vez de ser coisa para mudar em anos, ele sabia que tinha que ser coisa para mudar em meses – sob pena de não ser mudada. O que Jefferson e os seus colegas claramente preguiçosos e sem vontade precisavam era de um balde de profissionalismo pela cabeça abaixo. Assim como outros dois baldes de profissionalismo se faziam sentir: um balde enfiado na cabeça do líder frouxo da comissão técnica e outro balde enfiado na cabeça do omisso e submisso presidente. O que Seedorf quis fazer – e realmente fez, embora ‘à força’ – foi introduzir profissionalismo no Botafogo. Profissionalismo nos seus líderes, no seu treinador e auxiliares, nos seus jogadores. Se estivermos à espera anos para mudar as coisas, como sugere Jefferson, não mudaremos nada.

E, contudo, nesta mesma semana, Jefferson afirmou que “temos, realmente, que mudar de atitude”. Ora, não era isso que Seedorf andava à procura para os atletas do Botafogo sem perda de tempo inútil? E não é isso mesmo que Jefferson criticou em Seedorf para logo em seguida reconhecer que o time tem que mudar de atitude? Em que ficamos?

Se estivermos anos à espera para mudar as coisas, como sugeriu Jefferson, como poderá ele pretender que o time “mude realmente de atitude”?

A prova mais cabal é que a diretoria não mudou nada em cinco anos e Seedorf conseguiu, em um ano, fazer o que durante 17 anos a incompetência e a falta de profissionalismo não conseguiram: acesso à Taça Libertadores. De tal modo se esforçou em mudar tudo para melhor que até chegou ao ponto de criticar a própria torcida do Botafogo – obviamente numa perspetiva positiva de ‘ligação’ da torcida ao time. E ligou-se, embora eu não tenha gostado dessa crítica de Seedorf. As assistências de público na Libertadores mostraram exatamente isso: os últimos reflexos de um Seedorf exigente que levou o Botafogo à Libertadores e apostava na ligação torcida-time, que os senhores Assumpção e Húngaro destruíram completamente em apenas três meses numa gestão sem rei nem roque onde os atletas fazem o que muito bem entendem. Dentro e fora de campo.

Bastou Seedorf sair para que a pressão desaparecesse e o time fizesse a figura que fez no Campeonato Carioca e na Taça Libertadores, estampando um Botafogo que tornou a ser a cara do seu incapaz presidente e do equivocado Eduardo Húngaro ao decidir ser treinador de futebol. E não venham dizer que é um problema de salários, porque esse problema já existia no tempo de Seedorf. A diferença é que Seedorf liderou os protestos dos jogadores justamente para contê-los e – como disse recentemente Mancini – exigindo que a dignidade estivesse à frente do dinheiro. E conseguiu manter o time jogando pela dignidade.

O que se passou realmente foi o confronto de duas mentalidades futebolísticas: a europeia e a sul-americana. A mentalidade europeia tem pouco ou nada a ver com a mentalidade sul-americana, e a verdade é que a mentalidade europeia recriou o futebol, modernizou-o e encheu os estádios de adeptos, estruturando equipas ao mais alto nível, de tal modo que nenhuma equipa sul-americana se compara aos 15 ou 20 melhores clubes europeus da atualidade – de acordo com todas as estatísticas produzidas atualmente. Enquanto a Liga dos Campeões é vista em todos os países do mundo por milhões e milhões de pessoas, e constitui a mais importante competição mundial de futebol de clubes, a Taça Libertadores é algo absolutamente abandonado nas prateleiras das televisões por esse mundo afora.

Foi o profissionalismo de Seedorf que nos levou à Libertadores. Foi por ele esbracejar dentro de campo com os jogadores e fora de campo também com o próprio treinador, que o Botafogo mudou durante uns meses – o que bastou para chegar à Taça Libertadores da América. Foi por ele manter uma relação “muito profissional” – como disse Jefferson ao referir-se à relação entre ambos – com todos os jogadores, comissão técnica e diretoria, que foi possível ganhar o respeito de todos e impor “imperativamente” as atitudes certas para o crescimento do time do Botafogo. Mas parece que a relação “muito profissional” não se dá com os jogadores do Botafogo, que certamente gostam mais de relações descomprometidas, tal como preferem o ‘rachão’, que é tecnicamente inútil, ao treino propriamente dito.

Seedorf saiu do Botafogo justamente devido a ser bloqueado por jogadores de hábitos pessoais muito ‘cadenciados’ e pouca produção profissional em campo, e por um presidente que Seedorf percebeu ser absolutamente incompetente para um projeto sério e capaz. Seedorf, o homem que mudou o Botafogo durante um ano, infelizmente não deixou legado, porque como o próprio Jefferson afirmou, “ele queria mudar tudo em meses e aí foi exagerado” – e nenhum jogador guardou os seus ensinamentos, porque só muda quem quer mudar, e estes jogadores só mudaram, contra vontade própria, enquanto foram pressionados e cobrados por Seedorf. Aliás, é típico dos medíocres: funcionam de maneira aceitável quando pressionados por um líder forte; deixam de funcionar quando o líder se afasta. Dito de outro modo à maneira proverbial portuguesa: “patrão fora, dia santo na loja”.

Como o patrão nº 1 – Assumpção – esteve sempre fora desde que assumiu funções para arruinar o Botafogo, e a/s diretoria/s que se perfilam como candidatas ao comando do Botafogo parece que nada irão acrescentar, então teremos um Botafogo medíocre por muitos e muitos anos. À espera que os anos mudem as coisas…

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Voz de Sidnei Loureiro

Não nos arrependemos do planejamento.” – Sidnei Loureiro, dirigente do Botafogo.

Comentário do Mundo Botafogo: As declarações deste senhor só podem ser piada de mau gosto. Ele existe mesmo? Gerindo o futebol? Ah… então está tudo explicado… Ou por outras palavras: os néscios e os medíocres nunca se arrependem.

Série: sabia que... (26)


Izabela


Remadores do Botafogo brilham no Campeonato Sul-Americano de Remo Juvenil e Sub-23


O Campeonato Sul-Americano Juvenil e Sub-23 de Remo e Pré-Olímpico decorreu no Lago Botavara, em Montevideo, Uruguai, entre 14 e 20 de Abril de 2014, tendo os remadores do Botafogo, em representação do Brasil, brilhado em diversas provas.

O Botafogo participou na conquista de 3 medalhas de Ouro e 1 medalha de Prata tendo os nossos remadores obtido os seguintes resultados:

Single Skiff Júnior Masculino
1º BRASIL: Uncas Tales Batista (BOTAFOGO), em 3’25”71
2º Chile: Ignacio Abraham, em 3’28”05
3º Argentina: Joel Rabel, em 3’28”40

Double Skiff Júnior Masculino
1º BRASIL: Uncas Tales Batista (BOTAFOGO) e David Boeira Souza (União), em 3’00”70
2º Chile: Ignacio Abraham e Sergio Córdova Lopez, em 3’01”48
3º Uruguai: Ezequiel Fasini e Santiago Cuelho, em 3’07”70

Dois Sem Peso-Leve Sub-23 Masculino
1º BRASIL: Felipe Soares (BOTAFOGO) e Marciel Souza (BOTAFOGO), em 3’25”82
2º Argentina, em 3’26”77
3º Chile, em 3’27”61

Single Skiff Peso-Leve Sub-23 Masculino
1º Chile: Nibaldo Ortiz (3'30"53),
2º BRASIL: Guilherme Gomes (BOTAFOGO), em 3’33”10
3º Argentina: Pablo Conte, em 3’34”43

Pesquisa de Rui Moura (Blogue Mundo Botafogo)