sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Voz de Mircea Lucescu

É muito difícil trabalhar com eles. Eu gosto muito deles e aprecio demais o futebol brasileiro. Mas o seu profissionalismo deixa a desejar.Quando se assina um contrato, ele precisam entender que esse contrato deve ser respeitado. O Shakhtar subiu para um nível que não pode ter jogadores pouco profissionais. Porque do Shakhtar se exige unicamente que melhore os resultados. Os treinadores fazem frequentemente críticas dirigidas aos jogadores brasileiros. Dizem que é difícil manter mais do que dois na mesma equipe. Não é nada fácil trabalhar com eles. Eles são tão talentosos, quanto confiantes em seus instintos para tomar decisões. E acabam tomando muitas vezes decisões sem pensar. – Mircea Lucescu, técnico do Shakhtar Donetsk.

Dívidas tributárias dos clubes brasileiros


Fragmentos ‘jogos memoráveis do botafogo’: nunca foi tão fácil [14]

por Auriel de Almeida
Investigador esportivo
especialmente para o Mundo Botafogo

Em 1960 surgiram as primeiras críticas doídas. […] Os cronistas esportivos deram a sentença: o Botafogo era um timaço, mas “não tinha alma”.

Em 1961, o estigma começaria a mudar, com a chegada do técnico Marinho Peres. […] O Botafogo começou a jogar a sério, respeitando os adversários, e a superioridade da equipe alvinegra finalmente se fez valer. […]

O Glorioso colocou tamanha distância para os seus rivais que se deu ao luxo de disputar amistosos no Brasil e no exterior durante a competição. Com a mão na taça muito cedo, a torcida levava aos estádios a faixa com a inscrição: “Nunca foi tão fácil.”

A tarefa começou a ser cumprida com a vitória sobre o Vasco da Gama, por 2x1. […] E, na semana seguinte, finalizando o torneio, o rival seria o Flamengo. […]

A vitória de 3x0 foi, com a licença do cliché, uma chave de ouro para um campeonato brilhante.

[No mesmo capítulo Auriel de Almeida ainda descreve o último jogo do campeonato nos seus momentos essenciais e inclui três fichas respeitantes a Amarildo e Paulistinha.]

Excerto autorizado pelo autor. In: ALMEIDA, A. (2012). Jogos Memoráveis do Botafogo. Rio de Janeiro: ed. iVentura, pp. 81 a 84 (à venda nas livrarias Travessa e Saraiva ou no portal www.iventura.com.br)

Modelo de Gestão – Presidente Maurício Assumpção participa de ciclo de palestra na UCAM

O NÓDOA ensinando na Universidade, em 2011, o segredo da sua 'gestão profissional'

BLOG DA MALLU CABRAL
02.06.2011

Olhares atentos, auditório repleto. No ar, a curiosidade dos presentes: “qual o segredo da gestão profissional implantada pelo Maurício Assumpção a frente do Botafogo?”. “Administração esportiva não tem mágica, não tem receita de bolo. O que a gente faz é copiar um modelo que dá certo em qualquer empresa e adaptá-lo ao clube, ao futebol, com todas as suas nuances”, explicou o presidente alvinegro durante a sua fala no ciclo de palestras sobre gestão e marketing esportivo na unidade Ipanema da Universidade Cândido Mendes, na noite desta segunda-feira

Acompanhado do Diretor de Esportes Olímpicos e também palestrante Miguel Ângelo, que falou sobre a situação do desporto no país, Maurício explicou algumas das atitudes e diretrizes que adotou no Botafogo quando assumiu a presidência, em janeiro de 2009. Uma delas foi a contratação de profissionais do mercado para gerir o clube.

“O estatuto do Botafogo determina que os vices devem ser não-remunerados. Isso impede que nós cobremos uma dedicação integral dessas pessoas, que tem seus trabalhos e precisam se sustentar. O que fizemos foi ir ao mercado e contratarmos profissionais qualificados para tocar o clube” revelou Maurício.

“Ao dar uma estrutura executiva para cada departamento, podemos criar metas realizáveis e cobrar esses resultados, tudo baseado em um planejamento”, concluiu o presidente. Ao final de sua palestra, Assumpção respondeu às perguntas dos presentes e agraciou com uma camisa oficial uma torcedora tatuada com o escudo do Fogão.

Um destes profissionais de mercado é justamente Miguel Ângelo da Luz, que dirige os esportes olímpicos do Botafogo. Assim como Assumpção, o diretor fez parte da primeira turma de MBA em gestão e marketing esportivo da Trevisan.

“Um dos problemas do esporte no Brasil é a falta de pessoas qualificadas adequadamente para geri-lo, este é um dos motivos pelos quais dependemos de fenômenos individuais, com exceção do vôlei, que tem uma estrutura adequada. Isso é fruto do trabalho de gestores competentes que passaram por esta modalidade”, analisou Miguel durante sua fala.

Miguel Ângelo e Maurício Assumpção fizeram parte de uma noite de palestras sobre gestão e marketing esportivo finalizada com os testemunhos do jornalista Marco Larosa e de Luiz André Mello, docente da área na Trevisan e na Gama Filho, além de trabalhar diretamente no setor na Golden Goal Sports Ventures.

Outra presença alvinegra no ciclo foi a de José Carlos Júnior, Coordenador de Esportes Olímpicos e professor universitário no curso de administração de empresas, que foi um dos organizadores das palestras ao lado da professora Emília Parentoni.

Rodrigo Paradella
Assessor de Imprensa
Esportes Olímpicos do Botafogo de Futebol e Regatas

Petição de impugnação do NÓDOA

Pessoa não identificada deixou este endereço aos interessados em exigir a inpugnação de Maurício Assumpção, o NÓDOA: http://peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR73442.

Mais Botafogo, menos Assumpção

[Nota preliminar: o Mundo Botafogo publicará quaisquer outros textos sérios de combate a esta administração, que não estejam enfeudados ao grupelho que domina a política interna do Botafogo e aponte soluções concretas. Embora concordando com o texto, chamo a atenção para que nenhuma solução foi avançada. Admitindo, teoricamente, que o NÓDOA seja desempossado do cargo, que solução dar à sequência do principal cargo vago no Botafogo de Futebol e Regatas? Indiciação criminal do NÓDOA por lesar o Botafogo? Uma comissão de gerência que certamente sairia do grupelho dominante? Eleições antecipadas para rapidamente se encontrar alguém sério que dê a volta à situação? Soluções precisam-se.]

Prezado Sócio do Botafogo de Futebol e Regatas,

Ao longo dos últimos anos o grupo Mais Botafogo tem, com imensa apreensão, revelado-lhe os graves erros, equívocos, decisões temerárias e outros atos lesivos aos interesses do Botafogo, que vem sendo cometidos pelo Sr Maurício Assumpção.

Em abril, percebendo a enormidade e a gravidade da crise em que tínhamos sido colocados pelo presidente do Clube ao, deliberadamente, sonegar ao Tribunal Regional do Trabalho informações referentes ao valor das receitas auferidas pelo Botafogo, provocou nossa exclusão do Ato Trabalhista, solicitamos que o Sr Maurício renunciasse ao cargo ou que, caso não o fizesse, que o presidente do Conselho Deliberativo, usando as prerrogativas do artigo 54 do Estatuto, propusesse a cassação do seu mandato.

Infelizmente nada disto aconteceu e, em nome de uma pretensa preservação do nome do Botafogo, nada foi feito, preferindo-se empurrar a crise com a barriga ou esconder-se dela, como se isso tivesse o poder de resolvê-la.

A consequência está aí, à vista de todos: o problema se agravou, os atrasos salariais foram aumentando. Como um pré aviso o time negou-se a viajar para disputar amistoso em João Pessoa, o ambiente deteriorou-se. O Vice de Futebol deu declarações à imprensa onde ficou patente que não tinha nenhum controle sobre o elenco. Já o presidente, demonstrando desamor pelo Botafogo, ganhou as manchetes de toda a imprensa e a notoriedade que sempre desejou ao declarar, em encontro com a Presidente da República, que estava considerando retirar o time do Campeonato Brasileiro.

Mas, em uma demonstração de que o fundo do poço a que estamos sendo levados por esta administração ainda não foi atingido e que nada está tão ruim que não possa piorar, matéria publicada ontem nos informa que “Empresa de familiares de Assumpção recebe 5% de patrocínio do Botafogo”, o que foi confirmado pelo próprio sr Maurício, o qual, além de tudo, não vê nenhum problema nisto, achando normal remunerar a referida empresa, desde 2010, com mais de um milhão de reais por ano.

Prezados sócios: BASTA!!!

É a existência do Botafogo que está ameaçada!!!

É chegada a hora dos verdadeiros BOTAFOGUENSES se manifestarem e exigirem o afastamento deste nefasto senhor do nosso Clube.

Ele não é digno de usar o título que foi usado por Flávio Ramos, Paulo Antonio Azeredo, Benjamin Sodré, Carlito Rocha, Althemar Dutra de Castilho, Ney Cidade Palmeiro, dentre tantos grandes Presidentes, estes com P maiúsculo, que engrandeceram o nosso Clube.

Senhor José Luiz Rolim, Presidente do Conselho Deliberativo: assuma seu papel neste momento histórico e convoque, imediatamente, o Conselho para demitir este senhor, responsável por tantos e talvez irreparáveis prejuízos ao Botafogo e que nem mesmo deveria ter o direito de declarar-se botafoguense, do cargo que hora ocupa. Faça isto antes que seja demasiadamente tarde.

Saudações Alvinegras,

Grupo Mais Botafogo.

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Regras de futebol de rua


Camila Emanuely

Creio que ela é Cruzeirense, mas...  é espetacular! Fica bem na rubrica zz.belas adversárias. Imagem: Reprodução / Facebook.

À mulher de César não basta ser séria...


Considero não ser positivo o combate público entre BEBETO DE FREITAS vs MAURÍCIO ASSUMPÇÃO. O ex-presidente e o Botafogo de Futebol e Regatas têm prestígio suficiente para se superiorizarem infinitamente ao desastre absoluto que constituíram os dois mandatos do presidente NÓDOA, apoiado por Carlos Augusto Montenegro, que durante os mandatos de Bebeto de Freitas detonou constantemente a sua ação e agora nem uma palavra ouvimos dele sobre o desmoronar de uma gestão que apoiou, tal como apoiou a gestão de Rolim e de Palmeiro, que nos levou à 2ª divisão. Além disso, a realidade há-de mostrar, se já não mostrou, quem foi BEBETO DE FREITAS e quem é o NÓDOA no futebol brasileiro.

No entanto, seria bom lembrar que os dois não devem ser metidos no mesmo saco. Há diferenças fundamentais entre ambos:

# UM, reergueu o Botafogo da 2ª divisão; OUTRO, recoloca o Botafogo seriamente à beira da 2ª divisão.

# UM, implantou uma gestão que recuperou o clube e nos legou uma dívida consolidada e negociada, com todas as certidões negativas em mãos, embora com salários em atraso; OUTRO, desbarata as fontes de receita herdadas, aumenta estrondosamente a dívida do clube, sonega impostos à Fazenda, é expulso do Ato Trabalhista, vê as receitas penhoradas e deixa de pagar a funcionários e atletas – tornando o Botafogo tecnicamente falido.

# UM, montou um time competitivo após o desastre 2002, foi a todas as finais do campeonato carioca em 2006-2007-2008, tendo sido campeão apenas uma vez porque as arbitragens entregaram dois campeonatos ao flamengo, levou-nos a duas semifinais da Copa do Brasil, numa das quais fomos garfados escandalosamente, atingiu as quartas-de-final da Copa Sul-americana e alcançou a liderança do campeonato brasileiro durante 15 rodadas consecutivas, não tendo o nosso clube sido campeão por manobras do 'inimigo'; OUTRO, desmembrou três times nos últimos três anos, foi eliminado consecutivamente da Copa do Brasil, por times da 3ª divisão e nunca chegou a brilhar em coisa nenhuma se excetuarmos dois triviais campeonatos cariocas, tendo obtido a classificação para uma Taça Libertadores, logo seguida da decisão sobre o novo e incapaz treinador que nos fez a pior campanha de sempre no campeonato carioca e na Taça Libertadores, envergonhando-nos como há vários anos não éramos envergonhados.

# UM, combateu sempre contra os energúmenos dirigentes, árbitros e mídia flamenguistas; OUTRO, aceitou que a diretoria almoçasse com a diretoria do flamengo a dois dias da decisão da Taça Rio de 2009, na qual o nosso jogador Émerson fez o gol da vitória do flamengo contra a própria baliza com um bico violentíssimo a dois metros de distância…

# UM, legou-nos o Engenhão e a sua fonte de rendas; OUTRO, deixou que nos levassem o Engenhão sem uma única declaração pública até hoje.

Não tenho maneira de saber, absolutamente, e por enquanto, se os dois são sérios, se nenhum é ou se um é e outro não. Mas, especulando, inspirado numa conversa com o Gil, direi:

BEBETO DE FREITAS pode não ser sério, mas parece sê-lo; o NÓDOA pode ser sério, mas não parece sê-lo.

Nelson Milesi versus Bernardo Santoro: que caminho?

O Movimento Carlito Rocha, uma voz prestigiada, presente no universo da Internet, solicitou a Nelson Milesi, que entretanto se socorreu do sobrinho Victor Cerqueira para ‘fazer as contas’ do futuro, a sua opinião sobre o texto de Bernardo Santoro.

Baseando-se na concatenação financeira dada pelo sobrinho, Nelson Milesi de Albuquerque Cerqueira, sócio-proprietário nº 40113, escreve:

O diagnóstico que Bernardo dá para a “construção” de nossa dívida é basicamente verdadeiro. A posologia é que julgo muito pessimista.”

Continuo pensando que Santoro, que não errou a predição sobre o Botafogo 2014, tem mais razão, mas há direito em gizar-se soluções alternativas. Eis, pois, o texto publicado no blogue do Movimento Carlito Rocha:

Conheço o Bernardo desde 2009. Leio-o no Canal Botafogo mais ou menos desde aquele ano. Considero-o um bom botafoguense e respeito suas opiniões.

Sou músico por profissão, engenheiro eletrônico(UnB e Uerj) por formação, botafoguense fanático desde 1967 e sócio-proprietário desde 2001. Participei da campanha de eleição de Bebeto de Freitas em 2002 pelo Movimento Carlito Rocha, grupamento botafoguense do qual sou partícipe e atuante desde 2002, e de novo em 2005 quando tive honra de fazer parte do Conselho Deliberativo do Botafogo.

Concordo com boa parte do texto, discordando do vaticínio que prevê o fim do Botafogo. Sabemos que o caminho para recuperação do clube será difícil, mas tenho motivos e argumentos para acreditar que nossa dívida é pagável – a longo e rigoroso prazo – e que podemos sonhar que o Botafogo tem condições para continuar como grande clube do futebol brasileiro e mundial mesmo durante esta dificílima travessia.

O diagnóstico que Bernardo dá para a “construção” de nossa dívida é basicamente verdadeira. A posologia é que julgo muito pessimista até para os ditames da escola de Viena, da qual sei que Bernardo é adepto e entusiasta.

Como não sou economista de formação, pedi a ajuda de um botafoguense que é, no caso meu sobrinho Victor Cerqueira, que é formando de Economia pela IBMEC, 1º de turma e já está em atividade no mercado financeiro passando por empresas como SPX Capital e Canepa Asset Brazil. O parecer dele é relevante pelo fato do IBMEC ser uma faculdade de economia com orientação filosófica próxima a de Bernardo Santoro, a qual é Liberal, de forte inspiração da escola de Viena, Hayek e afins.

Para os cálculos de como se gerir esta dívida, fizemos aproximações por tudo o que lemos e o que é noticiado sobre o Botafogo, uma vez que o nosso Conselho Fiscal se esmerou mais em atribuir culpas à gestão salvadora de Bebeto de Freitas que em esmiuçar e aconselhar o que deve ser feito com o dinheiro que o Botafogo receberia a partir de 2009, quando para todos os efeitos estava em dia com o Fisco, salários e obrigações trabalhistas.

Os dados e premissas iniciais seriam:

1) Dívida confessada do Botafogo: R$ 700 milhões (inclusive tributárias);

2) Cota de TV do Botafogo (divulgado pela Globo e Botafogo): R$ 70 milhões/ano;

3) Total de patrocínios do Botafogo (divulgado pela diretoria do Botafogo): R$ 30 milhões/ano;

4) A princípio não incluiremos receitas futuramente importantes como as de Sócios-Torcedores, pois como será um período de difícil transição pensamos que não deverá contar com uma adesão que mude fundamentalmente o montante de nossas receitas;

5) Assumimos que o obtido por sócios-proprietários, aluguéis e escolinhas seja (obrigatoriamente) o suficiente para pagar manutenção das sedes, impostos e funcionários dos complexos sócio-desportivos de Venceslau Brás, Mourisco e Sacopã. Também não os incluímos no cálculo de amortização das dívidas do Botafogo;

6) As receitas geradas pelo e para o futebol teriam correção pela inflação;

7) Amortização + juros como 75% da receita gerada no futebol;

8) Pagamento da última parcela da dívida em 2034.

Teríamos que nos contentar em tocar o futebol com uma verba de R$ 2 milhões/mês, o que acho bastante razoável se for feito com talento e verdadeiro amor ao Botafogo. Por quem entenda de futebol e não obedeça à ditadura dos empresários-proxenetas de jogadores que empesteiam o futebol brasileiro, tendo um porto-mais-que-seguro neste Botafogo Falido do Lido que vemos agora.

O desastre que foi a participação do Brasil na Copa de 2014, no Vexame dos Vexames em todos os tempos, escancara o abismo técnico, tático e administrativo no qual está nosso futebol.

A distância gerencial e técnica de Barcelona ou Bayern para Corinthians e Flamengo – clubes mais celebrados por nossa parcial imprensa esportiva – é muito maior que a destes para Botafogo, Fluminense ou Atlético-MG, tratados como patinhos feios por esta mesma mídia.

O Botafogo pode e deve se aproveitar destas circunstâncias, fazendo desde já radical mudança em sua gerência e, sobretudo, na refundação de sua escola de futebol que foi fundamental para fazer com que o Brasil, num passado já distante, fosse reconhecido e celebrado como o “país do futebol”. Se fizermos isto temos todas as chances de um salto qualitativo e relativo que novamente nos colocará em nosso lugar de direito no futebol.

Eis o endereço, no qual também encontrará a planilha elaborada por Victor Cerqueira: http://www.movimentocarlitorocha.com.br/