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quinta-feira, 26 de março de 2015

Artefatos (44)


Obrigado, Roberto Porto!


Luiz ROBERTO Ribeiro PORTO, o último samurai jornalista dos anos dourados de futebol do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas, deixou o nosso Clube sem nenhum grande jornalista vivo das décadas áureas de 1950 e 1960.

Obrigado por tudo, ROBERTO PORTO!

56 pênaltis para definir o campeão!


O recorde de pênaltis cobrados num jogo brasileiro cujo empate recorreu à decisão por pênaltis, pertencia, até prova em contrário, ao jogo Botafogo (RJ) x Santo André (SP) válido para a 2ª fase da Copa São Paulo de Juniores, em 2004, que o Botafogo perdeu por 12 penâltis a favor e 13 contra, após 26 cobranças..

Porém, o recorde foi finalmente batido na várzea do Grande ABC: o Vila Junqueira, de Santo André, bateu o Dínamo, no domingo passado, na decisão da Copa Amizade, por 24 pênaltis a favor e 23 contra, após empate de 1x1 no tempo regulamentar. Foram batidos 56 pênaltis, convertidos 47 e desperdiçados 9.

Outras curiosidades:

(1) O Livro de Recordes registra, no futebol profissional, o recorde de 28 cobranças de pênaltis no jogo Aldershot x Fulham, em 1987, em Inglaterra, vencendo o Aldershot por 11x10.

(2) No futebol amador, o Livro dos Recordes registra 66 cobranças no jogo Mickleover Lightning Blue Sox x Chellaston Boys B, disputado em 1998 na Copa Sub-10 da Derby Community League, em Inglaterra, após empate em 1x1 no tempo regulamentar, O mais incrível é que 35 pênaltis foram defendidos e 28 desperdiçados para fora do alvo, vencendo o Blue Sox por apenas… 2x1!

(3) O oposto de tal desperdício registrou-se no futebol amador, ainda em Inglaterra, entre o Litletown e o Storthes Hall, em 2001, com 34 pênaltis batidos e 17 convertidos para cada lado! Portanto, 100% de eficácia. As conversões terminaram 17x17 por falta de luz.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)

Artefatos (43)


FLAtulências: goleiro flamenguista bate recorde mundial absoluto (56)


Botafogo 1x1 Barra Mansa

Mais uma vez elogiei a equipe antes de tempo. Tenho que aprender a tornar-me mais parcimonioso nos elogios a uma equipa que claramente não tem capacidade técnica. No último jogo comentei que “à falta de técnica, foi uma vitória que apelou novamente à raça e à capacidade de resistência”.

Fora de tempo. Um time absurdo, que a jogar em casa contra uma das piores equipes do campeonato foi completamente dominado na 2ª parte, acabando por tomar o gol do empate quando todo o time estava desarticulado.

E à falta de técnica e clarividência aliou-se a falta de raça, parecendo mesmo a equipe do ano passado. Tudo lento, previsível e mau. Um pênalti batido com uma displicência inconcebível para um profissional.

Compreendo a exaltação de Mantuano dentro do vestiário. E concordo em absoluto que tanta falta de profissionalismo na cobrança de um pênalti decisivo deva mesmo ser alvo de algum prejuízo ao atleta. Para que não se repitam as canalhices comportamentais promovidas pela incompetência e a maldade do NÓDOA, chefe da corja da praia, que se refletiu no equipe que acabou na 2ª divisão de ‘mãos dadas’ com o canalha do ex-presidente que particamente levou o Botafogo à extinção.

No penúltimo jogo – contra o Resende – referi que “continuamos a vencer e isso é bom, mas a defesa não convence, o meio tem pouca imaginação e o ataque má definição." Preto no branco. Confirma-se.

A 1ª divisão do campeonato brasileiro pode tornar-se um ‘sonho delirante’…

FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x1 Barra Mansa 
» Gols: Roger Carvalho, aos 27' (Botafogo); Hudson, aos 78' (Barra Mansa)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 25.03.2015 
» Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ) 
» Público: 2.712 pagantes
» Renda: R$ 65.230,00
» Árbitro: Patrice Maia (RJ) 
» Barra Mansa: Thiago Leal; Dudu, Rômulo, Thiagão e Wallace; Sena, Maicol (Kaike), Rafhael e Vitinho; Hudson e Nandinho (Jefferson). Técnico: Manoel Neto.
» Botafogo: Renan; Fernandes, Roger Carvalho, Renan Fonseca e Jean (Diego Giaretta); Marcelo Mattos, Willian Arão, Tomas (Gegê) e Diego Jardel (Murilo); Jobson e Bill. Técnico: René Simões.

terça-feira, 24 de março de 2015

Artefatos (42)


Um dia de 1986…

29 de abril de 1986. Estádio Ricardo Saprissa, San José, na Costa Rica. Decisão do Torneio Pentagonal da Costa Rica. O Botafogo bateu o Saprissa, da Costa Rica, por 2x0, com Alcides Silva, aos 64' e Lepe (pen.), aos 85', sagrando-se campeão.

Antes, o Botafogo empatou com o Puntaneras (Costa Rica) em 0x0 e venceu o Atlante (México) por 2x0, com gols de Idevaldo e Zé Roberto (pen.), e a Seleção de Cuba, por 1x0, gol de Lepe.

A equipe apresentou-se com jogadores suplentes e juniores devido a disputar o campeonato estadual.

O Botafogo alinhou com Laguzza, Rogério, Christiano, Zé Luiz Azevedo e Mânica; Demétrio, Rivelino e Luiz Cláudio; Isaac, Idevaldo (Coutinho) e Alcides Silva (Lepe). Técnico: Kléber Camerino. O Saprissa alinhou com D. Rojas, R. Salazar, C. Hines, B. Mayorga (G. Guardia), A. Sáenz, M. A. Peñaranda, V. Quesada, A. Guimarães, A. Zenobio, E. Coronado e J. Morales. Técnico: Guillermo ‘Coco’ Hernández.

Os campeões: Alexandre Jorge Laguzza Cavalcante, Gabriel da Conceição Vieira, Christiano Linhares de Lima, José Luiz (Zé Luiz) da Silva Azevedo, Rogério Vieira da Silva, Roberto Maia Mânica, José Roberto (Zé Roberto) Corrêa Rocha, Luís Almeida, Demétrio Coelho Filho, Fabiano Soares Pessoa, Rivelino da Silva Pinho, Isaac Custódio de Oliveira, Moacyr Barcelos de Souza, Idevaldo Messias Ferreira, Cláudio Matias da Silva, Alcides de Oliveira e Silva Neto, Luiz Cláudio, Lepe e Coutinho.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Fragmentos ‘futebol no botafogo 1951-1960’: atribulações de João Saldanha no Botafogo [5]

por CARLOS VILARINHO
especialmente para o Mundo Botafogo
sócio-proprietário e historiador do Botafogo de Futebol e Regatas

Faltavam 5 dias para as eleições do Conselho. A propósito do 24º aniversário da fusão de 1942, Saldanha deu o seguinte toque: “Amanhã [8/12/1966], o Botafogo marca mais um aniversário da fusão do FUTEBOL com o REGATAS. Pena que, a propósito, um associado alvinegro, ao ler o boletim do clube, escreveu para o Jornal dos Sports reclamando que a publicação fala em tudo, menos em FUTEBOL E REGATAS. Realmente, a concentração que o Botafogo de hoje faz no vôlei, atletismo, basquete e outros esportes conduz fatalmente a estes esquecimentos. Lógico que isto é muito perigoso. Toda a vez que o Botafogo ficou enfraquecido em futebol, os outros esportes foram para o buraco e ainda mais: o corpo social contribuinte deu no pé. Em 1932, o Botafogo tinha quase dez mil sócios e um timaço. Em 1933, com um timinho, chegou a ficar com menos de duzentos sócios quites. Nos anos subsequentes, a coisa foi mais ou menos parecida. Quem quiser, consulte os arquivos do clube”.

Em primeiro lugar, Saldanha deveria ter explicado ao leitor o que aconteceu em 1933 para transformar o “timaço” num “timinho”. Traído por Flamengo, São Cristóvão e Vasco, que foram se juntar ao Fluminense e associados (América e Bangu), o Botafogo ficou sozinho com os clubes pequenos, mas avisou que “jogaria enquanto houvesse adversários”.

O Glorioso pagou um alto preço pela fibra. Martim Silveira e Paulinho Goulart, por terem defendido um time universitário num amistoso contra profissionais, na Argentina, foram punidos pela CBD com a perda do registro de amador. Repudiando o Fluminense, Martim se profissionalizou e assinou com o Boca Juniors. Paulinho abandonou o futebol, enojado com a situação em que foi envolvido. Benedicto e Álvaro foram para o Fluminense. Almir, para o Vasco. Em fins de julho, Canali se transferiu para o Torino. O Botafogo lhe ofereceu um banquete de despedida. Em 5/11/1933, o Botafogo sagrou-se bicampeão carioca.

Em março de 1934, Martim Silveira e Canali romperam o contrato com o América e retornaram ao Botafogo, cujo solitário apoio permitiu que o Brasil disputasse a Copa do Mundo. Em 2/12/1934, o Botafogo sagrou-se tricampeão.

Na mesma época, o Vasco, Bangu, São Cristóvão, Carioca e Madureira abandonaram a Liga pirata. A FMD (Federação Metropolitana de Desportos) sucedeu a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Em 26/01/1936, o Botafogo sagrou-se tetracampeão carioca (1932-1935).

Com a pacificação (29/07/1937), surgiu a LFRJ (Liga de Futebol do Rio de Janeiro), regida pelo sistema misto, o mesmo da FMD, defendido pelo Botafogo desde o início. Os anos 1933-1934 foram de luta e sofrimento para o Botafogo, mas só os fracos (e os dissidentes) pularam fora do barco.

Poucos leitores da Última Hora conheciam certas passagens da biografia esportiva de Saldanha. Em dezembro de 1937, na qualidade de sócio do Guanabara, ele foi eleito pelo Conselho Deliberativo para o posto de diretor de voleibol. Em agosto de 1938, ele defendeu (na reserva) o Botafogo FC no campeonato de basquete. O Botafogo foi vice-campeão. Em maio de 1939, trocou outra vez de camisa, transferindo-se para o Olympico Club (campeão de 1938). Deu azar, pois o título ficou com o Botafogo FC.

Passagem autorizada pelo autor, extraída de: VILARINHO, C. F. O Futebol do Botafogo 1966-70. Rio de Janeiro: Edição do Autor, no prelo.

[O primeiro volume, O Futebol do Botafogo 1951-1960, pode ser adquirido nas melhores livrarias do Rio de Janeiro e a partir do sítio www.ofuteboldobotafogo.com]

domingo, 22 de março de 2015

NA LIDERANÇA!


Merecem ser parabenizados pela liderança do Campeonato Carioca: Carlos Eduardo Pereira, que soube resgatar o Clube, Antônio Lopes, que soube contratar atletas face às limitações financeiras, René Simões, que soube disciplinar um plantel, e todo o plantel, que soube, rodada após rodada, chegar modestamente e ambiciosamente ao topo!