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sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Feliz Dia das Bruxas

THE ROLLING STONES

Interne-se Parreira no hospício mais próximo


Carlos Alberto Parreira compara 7 a 1 da Alemanha no Brasil à queda das Torres Gêmeas, considerando ser semelhante a sensação vivida ao ver as Torres Gêmeas caindo e uma simples goleada num campo de futebol. Há uns anos o Sporting levou 7 do Bayern, o Benfica levou 7 do Celta de Vigo, o Santos levou 8 do Barcelona e o homem é o único que considera isso semelhante à visão das Torres desabando, a gente se atirando das janelas para fugir ao fogo e a cerca de 3.000 mortos. Eu acho que estes sujeitos do futebol estão nascendo já enlouquecidos e proponho um novo programa social intitulado 'Minha Casa e Meu Hospício'. A avaliar pelo conteúdo das notícias da atualidade, vai faltar dinheiro para erguer os hospícios necessários.

Leia mais: http://oglobo.globo.com/esportes/parreira-compara-7-1-da-alemanha-no-brasil-queda-das-torres-gemeas-14422295#ixzz3HlBpl8Nr

O legado envenenado de Maurício NÓDOA Assumpção


O Futirinhas compara clubes a seleções e a frase destinada ao nosso Clube não é de todo irreal. Urge uma presidência séria, trabalhadora e competente que reponha a reputação do Botafogo de Futebol e Regatas ao nível que sempre habitou os seus torcedores.

Nani: o fenômeno sportinguista


Nani é cria do Sporting e foi vendido em 2007 ao Manchester United tal como Cristiano Ronaldo. É o indiscutível camisa 7 da Seleção de Portugal e o Sporting 'repatriou-o' ao vender Marcos Rojo por 20 milhões de euros ao Manchester United e ainda dispor de Nani por um ano com remunerações pagas pelo clube inglês. Nani, que era reserva em Manchester, está a realizar a sua maior temporada de sempre, fazendo gols e passes para gols na maioria das jogadas dos Leões. O treinador Van Gaal, que o dispensou, decidiu agora inclui-lo na lista de jogadores a observar durante a temporada. Uma negócio magnífico! Pena que seja só por um ano e o Sporting não possa pagar os elevados salários de Nani. A não ser que dispensasse ao Manchester outra 'pérola' vinda das bases e fizesse outro negócio vantajoso. Atualmente é considerado o melhor jogador do campeonato português de futebol.

CR7: impecável dentro e fora de campo


Um CRAQUE com letras maiúsculas dentro e fora de campo. Em cima, o gol que lhe valeu o troféu do gol mais bonito do campeonato espanhol na temporada 2013/2014; em baixo, o endereço da resposta à moda de 'loco abreu' a propósito de uma das sistemáticas perguntas de repórteres com QI abaixo de 50.

A falácia da falta de apoio dos torcedores


Nestas páginas dedicadas à compilação e divulgação da história do Botafogo de Futebol e Regatas e orientadas para análises prospetivas do futuro do nosso Clube, pugnei sempre pela defesa dos torcedores quando quase todo o mundo insistia na tecla que os torcedores do Botafogo haviam abandonado a equipe de futebol.

A falácia do argumento era reproduzida pelo presidente do Botafogo, por alguns dirigentes do Botafogo, pelo treinador Oswaldo Oliveira e até mesmo por Seedorf e por Jefferson, nosso último ídolo, além, obviamente, dos medíocres eternos rivais flamenguistas e das suas respectivas mídias. E, infelizmente, também por uma franja de torcedores botafoguenses que embarca vezes demasiadas em falácias.

Nestas páginas defendi que isso não era verdade, e que se mais torcedores não iam ao estádio é pela simples razão que não devem ser os torcedores a atrair a equipe para jogar bem, mas ‘jogar bem’ é que deve atrair os torcedores. Por muito menos os torcedores de alguns dos maiores clubes do mundo afastaram-se dos estádios em virtude da sua justa insatisfação com o rendimento das suas equipes de futebol.

Portanto, tudo ao contrário: são os dirigentes, técnicos e jogadores que têm a obrigação de atrair os torcedores ao estádio, e não são os torcedores que têm a obrigação de puxar por uma equipe fruto da incapacidade de dirigentes, técnicos e torcedores.

Os torcedores puxam pela equipe sempre que ela merece, sempre que as exibições o justificam ou sempre que reconhecem que, apesar de maus resultados, todos estão fazendo o seu melhor.

Nunca os torcedores são problema! Eles são o maior patrimônio de um Clube e o único patrimônio que sobrevive quando todos os demais patrimônios foram delapidados por dirigentes tão incompetentes como esse execrável Maurício NÓDOA Assumpção, cuja criminalização por gestão danosa deveria ser proposta em barra de tribunal.

Os torcedores são a solução que supre a ineficiência dos profissionais pagos pelo Clube e de eventuais dirigentes amadores, sem remuneração. E ainda são condenados por em certas ocasiões vaiarem a equipe.

Não estou defendendo a vaia pela vaia, estou afirmando, perentoriamente, que os aplausos e os apupos dos torcedores cumprem um papel. Como pode um torcedor manifestar os seus sentimentos imediatos e fazer valer certas razões durante um jogo senão através dos aplausos e dos apupos?


Ou pretende alguém que uma equipe que erra sucessivamente oportunidades flagrantes, que erra sistematicamente sobre os mesmos erros, que fracassa na hora H, que tem um treinador com más escalações, má leitura de jogo e más substituições, e quiçá jogadores que não dão – como se costuma dizer – o sangue em campo, merece ter estádios cheios?

Ninguém vai a um estádio de futebol com o pensamento na derrota nem nas más exibições; o pensamento é positivo e, por isso, os jogadores, os técnicos e os dirigentes têm que proporcionar bons espetáculos se quiserem ser recompensados por torcedores que são amplamente generosos quando sentem que o seu Clube está utilizando da melhor forma os recursos de que dispõe..

E, contudo, apesar de tantos e tantos erros técnicos, gestionários e financeiros que levaram o Botafogo à medíocre situação atual, a torcida sempre esteve lá. Há meses foi revelada a posição que o Botafogo ocupou no final da 1ª fase de grupos da Taça Libertadores das Américas: 1º lugar em número de torcedores no estádio!!!

A recompensa dada por Assumpção, Húngaro e os atletas foi um humilhante último lugar após 17 anos de ansiosa espera.

Agora temos a revelação que os torcedores do Botafogo ocupam o 3º lugar relativo em presença nos estádios, suplantados apenas por Coritiba e Atlético Paranaense, ambos do Estado do Paraná.

O Mundo Botafogo fica triplamente satisfeito:

(1) o torcedor do Botafogo é valoroso, é um dos mais aguerridos do Brasil e o mais aguerrido do Estado do Rio de Janeiro;

(2) todos os botafoguenses e não botafoguenses protagonistas da falácia foram inapelavelmente desmascarados;

(3) como sempre – no mínimo, quase sempre – o Mundo Botafogo é portador das melhores análises e das melhores propostas para o presente e o futuro do nosso Glorioso Clube.

Em nome da minha paixão de uma vida inteira, o meu muito obrigado, camaradas botafoguenses, por esta suprema lição!

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Vozes de Grandes Botafoguenses

“UM REFÚGIO DE SENSATEZ, O MUNDO BOTAFOGO.” – Antonio Oswaldo Cruz.

“E UMA TRINCHEIRA PARA NOSSO RESGATE. – Pedrin.

"LEITURA DIÁRIA OBRIGATÓRIA QUE NÃO NOS DEIXA ABANDONAR O BOTAFOGO E NOS ENCHE DE ORGULHO." – Sergio Di Sabbato.

Turma do Roma: não torcer??!!

FLUtuações (47): categorias de base do futebol carioca


UM CLUBE, UM POVO

Amigos, quem acompanha o Mundo Botafogo há vários anos percebeu que eu defendo atitudes e comportamentos firmes, baseados no uso das capacidades reflexivas da nossa razão, moderadas pelo bom senso, coisa que a ciência rejeitava há uns anos por ser de natureza empírica e a qual sempre defendi como um elemento a considerar na abordagem científica – e um dia a ciência deu-me razão, finalmente.

Este introito é para avançar para duas questões que passo a descrever.


I – UM CLUBE

Fui sempre firme na condenação da diretoria do Botafogo desde o ano de 2009, quando os indícios eram claros quanto à sua incompetência e ausência de boa-fé. Fui sempre firme ao defender a disciplina no plantel do Botafogo visando favorecer uma posição ética e moral, racional e rigorosa, que permitisse o exercício adequado dos dirigentes e comissões técnicas no exercício das suas funções condutoras do clube e do time de futebol. A firmeza de princípios não poderia permitir que atitudes como as de Dodô, Zé Roberto, Somália, Jobson e outros que não me chegam agora à memória, pudessem ser relevadas no clube, porque de indisciplina em indisciplina destrói-se uma família, uma empresa, um clube.

A diretoria do Botafogo, desde Abril de 2009, ao aceitar um almoço com os dirigentes do flamengo em véspera de decisão da Taça Rio, que perdemos com um chute direto de Emerson à nossa baliza, cujo gol contra deu a vitória e a Taça ao flamengo e depois o campeonato, com o apoio da arbitragem e com outro gol contra de Emerson, mostrou a sua frouxidão e deu o mote para uma série de equívocos ao longo de seis anos.

Desde 2011 também alerto para o buracão financeiro que poderia ser o grande pretexto para as entidades oficias aproveitarem e destruírem o Clube pela asfixia financeira – como está ocorrendo. Esse buracão foi-me sendo mostrado paulatinamente com os desmanches sucessivos de plantel sem nenhuma explicação de aplicação do dinheiro, os jogadores comprados que nunca jogaram, a destruição de Marechal Hermes, o abandono do Caio Martins, a cedência no caso Engenhão, os impostos sonegados, os 5% do patrocínio para a família e muitos outros acontecimentos fatais para nós. Pois meus amigos, não obstante muitos de vós pensarem que o Rui Moura era um exagerado nas suas observações e análises – coisa típica de botafoguenses conforme descreve a lenda –, creio que agora pensarão: afinal, a imoralidade e o desastre instalados no Botafogo são superiores àquilo que o blogueiro anunciava. É verdade: embora estivesse sempre mais próximo da realidade do que a maioria dos botafoguenses que não se preocupavam muito com a gestão do Clube, nunca pensei que pudesse haver negociatas diretas com a Odebrecht, uma espécie de polvo com múltiplas influências tentaculares em todas as direções.

A lição fica para o futuro: mais importante do que uma vitória, mais importante do que um título, é a gestão rigorosa e profissional do nosso Clube, a transparência das finanças, o conhecimento das metas e da visão, as quais, por maioria de razão, permitem a conquista consistente de títulos no futuro. E, sobretudo, um desiderato de todos nós: que o vencedor das eleições – seja ele qual for – tenha a capacidade de seguir as tradições de pacifismo e democracia do nosso Botafogo, reunir em torno de si as correntes divergentes e que estas cumpram o seu dever de colaboração para que os próximos anos, os mais difíceis da vida Glorioso desde que em 1911 ficou reduzido a 12 sócios, sejam os anos da Fénix renascida.


II – UM POVO

Quanto à segunda questão, direi que o blogueiro tem ideologia, prestou serviços nacionais durante dois governos de um determinado partido, nas eleições votou a maior parte das vezes, exceto quando estava fora do país ou quando as figuras em presença não infundiam confiança e tanto fazia que o poder fosse assumido por um ou por outro candidato político. Em diversas ocasiões a emoção galgou o patamar superior ao da razão, mas a razão e o bom senso acabaram por prevalecer.

Participei no 25 de Abril de 1974 em Portugal como militar em cumprimento do serviço militar obrigatório. Em seguida envolvi-me civicamente – embora sem nunca ter sido militante de partido até hoje – com as ações subsequentes à Revolução, num país com uma ditadura de 48 anos, esperando alguns que o extremar de posições e a violência tomasse conta da vida portuguesa. Houve muita tensão social, receava-se que o partido comunista, a única organização de esquerda forte que emergiu no 25 de abril, e que a pouco e pouco foi tomando posições no aparelho de Estado, pudesse tomar conta do país. Ledo engano. O próprio partido comunista sabia que não havia contexto internacional para instalar uma ditadura de esquerda civil ou militar na Europa, até porque Portugal foi um dos pouquíssimos países do mundo em que a Revolução foi comandada por militares e o poder entregue a civis com marcação de eleições para a Assembleia Constituinte e depois para a Assembleia da República.

Nesse tempo, vindos do obscurantismo de 48 anos de ditadura civil de direita, sem praxis em termos de democracia, a tensão entre as pessoas era forte, os grupos espiavam-se uns aos outros, os colegas discutiam, os vizinhos zangavam-se, os amigos cortavam relações e por aí vai. A mim – imagine-se! – chamaram fascista e traidor da classe operária – porque me posicionava num movimento de esquerda não comunista e, em minha opinião, à esquerda do partido comunista cujas práticas à época não eram democráticas – e não sei se já serão hoje. Eu respondia com o conhecimento relativamente profundo das ideologias políticas que estudei e dizia que jamais poderia ser traidor a uma classe à qual nunca pertenci, sendo a minha defesa do operariado e das camadas mais desfavorecidas baseada naquilo que Marx designava como ‘opção de classe’.

Efetivamente, desde há séculos muitas pessoas da pequena e da grande burguesia optaram pela opção de classe. Fizeram-no grandes figuras da Revolução Francesa, fizeram-no o Príncipe Kropotkin, Marx, Engels, Bakunin, Lenine e muita gente anônima. Efetivamente, independentemente dos palcos da vida por onde passei, e que foram / são muitos, as minhas orientações basearam-se sempre numa opção de classe. E a verdade é que passado o tempo das tensões entre as pessoas, a estabilização da democracia teve a virtude de reunir novamente as pessoas desavindas, e os amigos tornaram à sua amizade, os colegas fizeram as pazes, os vizinhos tornaram a falar-se, o povo português regressou às suas características humanistas, pacifistas e democráticas.

Em todo o Brasil houve eleições. Não um golpe de Estado. Não uma Revolução. Apenas eleições. Apenas e simplesmente eleições. Democráticas. Num país democrático. No qual, contudo, alguns queriam a mudança porque entendiam – e estão no seu direito – que 12 anos de poder do mesmo partido é uma imensidão e não ocorre em países muito desenvolvidos. Não é verdade. O Luxemburgo vem de 23 anos de domínio de um só partido e a grande Alemanha teve ainda há poucos anos em Helmut Khol um Chanceler por 16 anos. Mas, enfim, uma parte do Brasil queria a mudança; a outra parte entendia que os 12 anos foram globalmente positivos – apesar dos erros cometidos que acontecem com os governos – e, então, formaram-se dois blocos opostos e que se confrontaram muito fortemente como nunca a democracia brasileira vira antes.

Os vizinhos deixaram de se falar, os colegas zangaram-se, os amigos perderam-se. A xenofobia nacional invadiu os mídia na segunda-feira. No país da diversidade. Onde convivem negros, brancos, índios, mestiços, orientais. Onde há gente de todas as religiões. O país do mundo com o maior números de clubes grandes e futebol repleto de craques. O país onde há imenso mar, o maior rio e a maior floresta. As cataratas e as pampas gaúchas. A Baía de Guanabara e o aprazível Nordeste. A cidade capital que representa a modernidade e o traçado arquitetônico das antigas casas portuguesas. Os arranha-céus de São Paulo e a ondulante vida carioca à beira-mar. Até mesmo um país carecido de muita educação e capaz de construir aviões. Um país com muita violência nas suas maiores urbes, mas um país com um amor inexcedível.

Amigos da grande nação irmã, foi apenas uma eleição. Num país de um povo humanista, pacífico e democrático. Há quatro anos pela frente para as duas partes se estruturarem, mostrarem seriamente o que valem, prepararem propostas políticas plausíveis e não uma lenga-lenga inútil e submeterem-se a eleições com uma preparação adequada. O povo brasileiro precisa disso e deve exigir isso aos governos, os quais devem conduzir o país em nome do povo que assegura ao Estado os recursos necessários para a sua ação mediante o pagamento dos seus impostos.

Talvez torne a haver tensão daqui a quatro anos. Talvez. Até porque há franjas de esquerda e de direita - para as quais não apelo sequer - cujos preconceitos e 'certeza' da 'verdade' são irreconciliáveis e imutáveis. Mas até lá há um povo humanista, pacífico e democrático que quer e precisa viver as pequenas e as grandes coisas da sua vida. Sem xenofobia. Com ‘saúde, paz e amor’.

Nenhum de nós pode viver sem o outro, nem sequer sem o adversário. Que seria da nossa opinião se fosse a única? Não seria opinião, seria a ‘verdade absoluta’ de todos, monótona e repetitiva. Seria a famosa ‘unanimidade burra’ de Nélson Rodrigues. Não tenho ilusões sobre a harmonia absoluta, nem dela gostaria. O conflito e a transformação permanente em outra realidade existirá sempre. Mas... cada povo só tem o seu país para viver. Apesar do meu universalismo, arrisco dizer que cada povo dispõe de um território com fronteiras onde está destinado que viva com os seus em sociedade. Aguardemos uma semana e façamos da segunda-feira da próxima semana, dia 3 de Novembro, o dia do reencontro. É hora de tornar a falar com os vizinhos, de fazer as pazes com os colegas e de receber os amigos em casa.