
É o retrato dos desempenhos de dirigentes, técnicos e jogadores de futebol do Botafogo… É o retrato dos disparates quotidianos de dirigentes e assalariados do futebol botafoguense exposto nos jornais, o qual envergonha a inteligência que sempre foi sinónimo de Botafogo.
Diz-se que enquanto há vida há esperança… Mas pode haver esperança quando a vida não habita a oralidade das pessoas?... Nem habita a massa cinzenta que compõe a inteligência humana?... Nem habita a noção do ridículo acerca de palavras vãs e perdulariamente supérfluas?... Pode haver esperança quando a vida do futebol botafoguense parece estar ligada a uma máquina de sobrevivência e alimentada através de tubos avulsos?...
A não qualidade é algo que sempre me desatinou. Nos dirigentes, técnicos, especialistas e jogadores de futebol do Botafogo, o senso comum mais comezinho e banal de todos os sensos comuns impera ‘arrepiavelmente’ falando – é de arrepiar ouvir tantas palavras sem sentido ou tão óbvias que nem mereciam ser ditas. Leiam as declarações do treinador após o último jogo:
– “Depois de vencermos o Internacional fizemos outra bela partida. Mas neste campeonato, se não matar o adversário, você é punido, e hoje isso aconteceu. O futebol castiga. O segundo gol que levamos nasceu de um erro que não pode acontecer”.
Podia citar muitos outros protagonistas deste Botafogo representado pela superficialidade de quem o ocupa, mas aconteceu ler, na manhã seguinte ao jogo contra o Coritiba, as declarações do treinador botafoguense. Talvez Ney Franco tenha aprendido muito sobre educação física na universidade que frequentou, mas de futebol seguramente aprendeu pouco e acerca da vida, nada.
1ª pergunta: Senhor doutor em educação física, há algum campeonato do mundo em que não se é punido se não se ‘matar’ o adversário?...
2ª pergunta: Senhor doutor em educação física, há alguma modalidade desportiva, entre as quais o futebol, que não castigue os erros?...
3ª pergunta: Senhor doutor em educação física, o primeiro gol não foi outro erro da defesa que após a cobrança de uma falta a favor do Botafogo recuou tão lentamente que permitiu uma deslocação rápida e eficaz do atacante coritibano?...
4ª pergunta: Senhor doutor em educação física, quantas vezes já afirmou, enquanto treinador do Botafogo, que tomamos um gol devido a “um erro que não pode acontecer”?...
5ª pergunta: Senhor doutor em educação física, não é o senhor que manda a equipa do Botafogo recuar, neste e nos jogos anteriores em que tomamos gol nos últimos minutos (o que já sucede desde o ano passado) e faz acontecer o erro de que fala como se ele não fosse seu?...
6ª pergunta: Senhor doutor em educação física, quando é que emenda os mesmos e sucessivos erros que identifica nas entrevistas jogo após jogo?...
7ª pergunta: Senhor doutor em educação física, quando é que lê o que se escreve sobre os seus desempenhos profissionais, porque talvez assim pudesse aprender algo que melhorasse os seus desempenhos?...
8ª pergunta: Senhor doutor em educação física, quando é que regressa ao cargo de treinador do Ipatinga?...
Perguntas semelhantes são extensivas, com os devidos ajustes, às superficialidades proferidas por dirigentes e jogadores que, com as suas banalidades inócuas e inconsequentes, ofendem os meus sentidos e a minha inteligência, ofendem os sentidos e a inteligência de milhões de botafoguenses que lutam vidas inteiras todos os dias para melhorarem qualitativamente a sua intervenção social. E que são tratados, pelo conjunto das palavras balofas e das ideias ocas, como se fossem imbecis.
QUEREMOS GENTE QUE SAIBA FALAR À INTELIGÊNCIA!
QUEREMOS GENTE QUE SAIBA PRODUZIR IDEIAS!
QUEREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!










































