por RUY MOURA
| Editor do Mundo Botafogo
É Tempo de Social!
Desde 2020 não se via
uma temporada como esta. Erros graves de gestão que se refletiram/refletem no
plantel e no rendimento da equipe, cujos valores individuais são bastante
superiores aos resultados alcançados.
Muitos de nós receamos
este novo ‘Tempo de Social’ e tudo se encaminha para ser o pior ano desde 2020,
o que não espanta muitos de nós.
A atitude e a eficácia
estiveram do lado do Internacional, que mais uma vez o Botafogo ressuscitou
exatamente como nos tempos antigos, apresentando uma fragilidade defensiva
impressionante e pouca capacidade de reação – o que significa que a atitude
permanece a nível meramente cadenciado e burocrático.
Foi a terceira derrota
sob o comando de Tite, que tem o ‘magnífico’ aproveitamento de 26,7% em 5
jogos, numa equipe que ainda possuía alguma esperança de chegar à zona de
classificação para a Libertadores e em vez disso continua flertando com o Z4.
Ademais, 3x0 é um
resultado escandaloso em se tratando de um adversário do Z4, permitido por
sucessivos erros de uma equipe desligada, embora a qualidade individual
disponível devesse traduzir-se numa equipe mais criativa e mais combativa.
Tite continua a
escavar soluções que não encontra, em vez de fazer o tradicional ‘feijão com
arroz’, tornando a equipe mais pragmática e estável num campeonato demasiado
avançado para experiências prolongadas.
O Internacional jogou
com a urgência de quem precisava desesperadamente de vencer e o Botafogo foi
incapaz de responder, aceitando a urgência dos gaúchos e deixando-nos dúvidas
muito sérias sobre a organização coletiva, a intensidade competitiva e a
capacidade de Tite para melhorar a equipe no curto prazo.
A defesa mostrou-se
vulnerável às investidas laterais, evidenciando dificuldades de anular o arranque
colorado pela ala direita e de acompanhar a chegada de Matheus Bahia ao segundo
poste no primeiro gol; no segundo gol a defesa não conseguiu afastar a bola,
quicando de cabeça em cabeça até sobrar para Bernabei que rematou em zona
proibitiva já no miolo da grande área; no terceiro gol a nossa defesa encontrava-se
totalmente desarticulada, concedendo um espaço imenso para a transição e o
remate vitorioso.
De modo geral o
meio-campo apresentou-se muito pouco competitivo, tendo Allan e Danilo muitas
dificuldades nos duelos e na proteção à defesa, dificultando a recuperação de
bola e consequentemente a construção de jogadas.
No ataque, além de
aqui e ali Kauan Jesus tenha sido acionado, os movimentos atacantes mais perigosos
ocorreram tardiamente, já depois do 3x0, através de Ziyech numa boa defesa de
Kauan Jesus e de Marçal acertando a trave.
É certo que a chuva
tornou o campo pesado e dificultou a circulação de bola, mas as equipes têm que
se preparar para isso, e foi o Internacional que se adaptou melhor mediante
decisões simples, atenção às segundas bolas e agressividade nos duelos.
Em suma, o Botafogo
não funciona coletivamente e o conjunto dos cinco jogos de Tite permitem
avançar com uma pergunta oportuna e legítima: até que ponto o péssimo
rendimento do Botafogo resulta das opções táticas de Tite?
Esperemos que a equipe
consiga vencer o Remo no próximo desafio, caso contrário…
FICHA TÉCNICA
Botafogo 0x3 Internacional
» Gols: Matheus Bahia,
aos 31’, Juninho, aos 41’, e Bernabei, aos 66’
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 24.10.2026
» Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS)
» Público: 30.703
pagantes; 33.406 espectadores
» Renda: R$
1.450.464,00
» Árbitro: Davi de
Oliveira Lacerda (ES); Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e
Douglas Pagung (ES); VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
» Disciplina: carta amarelo – Álvaro Montoro e Ferraresi (Botafogo) e Bernabei
(Internacional)
» Botafogo: Gabriel
Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles; Allan (Domingos Andrade),
Danilo (Huguinho) e Álvaro Montoro; Cristian Medina (Júnior Santos), Tiquinho
Soares (Arthur Cabral) e Matheus Martins (Ziyech). Técnico: Tite.
» Internacional: Kauan
Jesus; Bruno Gomes, Maripán e Juninho; Aguirre, Ronaldo (Bruno Henrique),
Thiago Maia (Paulinho) e Matheus Bahia; Alan Patrick (João Victor), Alerrandro
(João Bezerra) e Bernabei (Calebe). Técnico: Eduardo Baptista.



