sábado, 17 de outubro de 2026

Retrospecto Botafogo x Chapecoense (2014-2026) – jogos, artilheiros e estatísticas

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (2014-2026)

» 13 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 4 derrotas; saldo de gols favorável em 14-10.

1º JOGO

Botafogo 1x0 Chapecoense

» Gol: Ramírez, aos 31’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 23.08.2014

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro

» Público: 15.909 pagantes / 18.450 presentes

» Renda: R$ 273.615,00

» Árbitro: Anderson Daronco (RS); Auxiliares: Fábio Pereira (TO) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)

» Disciplina: cartão amarelo – Bolívar, Ferreyra (Botafogo) e Fabiano (Chapecoense)

» Botafogo: Jefferson; Edilson, Bolívar, André Bahia e Júnior César; Airton (Bolatti), Gabriel, Ramírez e Daniel (Yuri Mamute); Zeballos (Sidney) e Ferreyra. Técnico: Vagner Mancini.

» Chapecoense: Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Douglas Grolli e Ednei; Wanderson, Abuda (Tiago Luis), Dedé (Rychely) e Zezinho; Camilo (Mailson) e Bruno Rangel. Técnico: Celso Rodrigues.

ÚLTIMO JOGO

Botafogo 0x2 Chapecoense

» Gols: Marcinho, aos 19’, e Bolasie, aos 45+4’

» Competição: Copa do Brasil

» Data: 14.05.2026

» Local: Arena Condá

» Público: 9.897 espectadores

» Renda: R$ 307.310,00

» Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES); Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Douglas Pagung (ES); VAR: Daiane Muniz (FSP)

» Disciplina: cartão amarelo – Arthur Cabral e Franclim Carvalho – técnico (Botafogo) e Marcinho, Bruno Pacheco, Rafael Carvalheira e Ítalo (Chapecoense)

» Botafogo: Neto; Vitinho (Lucas Villalba), Bastos, Alexander Barboza e Marçal (Alex Telles); Cristian Medina, Edenílson (Santiago Rodríguez) e Danilo; Júnior Santos (Kadir), Arthur Cabral e Álvaro Montoro (Joaquín Correa). Técnico: Franclim Carvalho.

» Chapecoense: Anderson; Eduardo Domam, Bruno Leonardo (Victor Caetano) e João Paulo; Everton, Camilo, Rafael Carvalheira e Bruno Pacheco (João Vitor); Ênio (Ítalo), Bolasie (Garcez) e Marcinho (Giovanni Augusto). Técnico: Fábio Matias.

OS JOGOS

23.08.2014 – Botafogo 1x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (c)

– Gols: Ramírez

23.11.2014 – Botafogo 0x2 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Sem gols

24.07.2016 – Botafogo 1x2 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Camilo

16.11.2016 – Botafogo 0x2 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (c)

– Sem gols

18.06.2017 – Botafogo 2x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Roger e Rodrigo Pimpão

11.10.2017 – Botafogo 2x1 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (c)

– Gols: Brenner e Vinícius Tanque

26.07.2018 – Botafogo 1x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (c)

– Gols: Marcinho

15.11.2018 – Botafogo 1x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Luiz Fernando

26.08.2019 – Botafogo 0x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (c)

– Sem gols

27.11.2019 – Botafogo 1x0 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Rhuan

18.04.2026 – Botafogo 4x1 Chapecoense – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Edenilson (2) e Matheus Martins (2)

21.04.2026 – Botafogo 1x0 Chapecoense – Copa do Brasil (c)

– Gols: Alex Telles

14.05.2026 – Botafogo 0x2 Chapecoense – Copa do Brasil (f)

– Sem gols

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Botafogo campeão invicto da U12 Brasil Soccer Cup

Crédito: Instagram @brasilsoccercup.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo sagrou-se campeão invicto da U12 Brasil Soccer Cup, organizada pela Liga Macaense de Desportos, chancelada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, que decorreu no Estádio Municipal Cláudio Moacyr de Azevedo, o ‘Moacyrzão’, em Macaé, estado do Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 12 de outubro de 2026, vencendo na final o Parceiros FC, do Ceará.

Estiveram presentes 20 equipes de 4 estados, divididas em 4 grupos com 5 equipes cada; o tempo de cada jogo foi de 50 minutos, divididos em dois tempos de 25 minutos.

O Botafogo disputou 7 partidas, venceu seis e empatou uma, a qual venceu no desempate por pênaltis. Davi William foi o artilheiro da competição com 10 gols.

Eis a campanha invicta do Glorioso:

1ª FASE

Botafogo 4x0 Búzios FC

» Gols: Pantera, aos 3’ e 6’, e Benício, aos 27’ e 38’

» Data: 2026.10.09

Botafogo 2x0 AFAP

» Gols: Miguelzão, aos 13’, e Romarinho, aos 26’

» Data: 2026.10.10

Botafogo 10x0 Friburgo Sporting

» Gols: Davi William (4) e mais seis gols por identificar

» Data: 2026.10.10

Botafogo 8x0 Independente

» Gols: Davi William, aos 2’, 20’, 21’ e 47’, Índio, aos 10’, Marquinhos, aos 23’, Bernardo Lopes, aos 26’, e Zaion, aos 41’

» Data: 2026.10.11

QUARTAS DE FINAL

Botafogo 4x1 Carapebus

» Gols: Gabriel CDD, aos 2’, adversário (contra), aos 9’, Davi William, aos 13’, e Miguelzão, aos 36’

» Data: 2026.10.11

SEMIFINAIS

Botafogo 2x1 Vasco da Gama

» Gols: Davi William, aos 3’, e Gabriel CDD, aos 30’

» Data: 2026.10.12

FINAL

Botafogo 2x2 Parceiros FC [4x3 nos pênaltis]

» Gols: Benício, aos 11’, e Pantera, aos 27’

» Penâltis convertidos: Benício, Pantera, Coelho e Bernardo Lopes

» Data: 2026.10.12

Fontes: TV Liga Macaense de Desportos; www.sofascore.com.

Bernardo Lopes: símbolo de superação e dedicação

B. Lopes em campo e comemorando seu gol na U12 Brasil Soccer Cup. Crédito: @brasilsoccercup.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Bernardo Lopes é um jovem que integra a equipe Sub-12 do Botafogo e acabou de conquistar a U12 Brasil Soccer Cup, na qual marcou um gol e converteu o último pênalti da equipe que permitiu ao Glorioso conquistar a Taça.

Porém, o destaque principal dado pelo Mundo Botafogo a B. Lopes (nome pelo qual aparece na escalação) deve-se ao seu percurso de superação pessoal.

Bernardo sofreu um acidente doméstico quando tinha um ano e dois meses de idade ao puxar uma chaleira com água a ferver, causando-lhe queimaduras graves em cerca de 80% do corpo e no rosto.

O então ainda bebê permaneceu cerca de sete meses internado n hospital m estado grave, passando por cirurgias e enxertos de pele, mas acabou por contrariar o diagnóstico inicial dos médicos que apontava para não sobreviver.

Natural de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro, Bernardo começou jogando em projetos sociais, designadamente no CT Meninos de Ouro, e chamou a atenção do scouting do Botafogo durante um torneio no estádio Olímpico Nilton Santos.

O jovem passou nos testes realizados no Clube, integrou a equipe sub-11 do Botafogo e tornou-se símbolo de superação e dedicação.

O acidente da infância deixou cicatrizes, mas não impediu Bernardo Lopes de seguir em frente com a sua maior paixão – o futebol.

Confira a entrevista de Bernardo Lopes no Botafogo Podcast:

https://www.youtube.com/watch?v=5cigRououQQ&t=566s

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Treinadores e contextos (V): de 38 contratações de treinadores em 18 anos à chegada de Valdir Espinosa

Crédito: Marco Antônio Cavalcanti | revista Placar.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Após 1972 o declínio da competitividade desportiva iniciou uma marcha imparável de acompanhamento da crise financeira.

Foram anos aterrorizantes que persistiam em acabar com o Botafogo, enquanto a torcida era uma fortaleza que jamais se renderia e mantinha acesa a sua paixão pelo Glorioso tal como dantes, nos tempos dourados do futebol e das demais atividades desportivas, que de tão diversas e importantes permitiram ao Botafogo inaugurar as ‘Olimpíadas Botafoguenses’, plenas de inovação, que duraram sete anos (1957 a 1963), tendo o seu epílogo no ano em que o Presidente Paulo Antônio Azeredo (1954-1963) cessou definitivamente funções como o maior presidente da história do Glorioso até à data.

Foram anos muito difíceis, de certo modo trágicos, com a perda do maior símbolo material do Glorioso – o Palacete de General Severiano e tudo aquilo que representava, e continua a representar, quebrando várias linhas de continuidade do desporto botafoguenses.

Carlito Rocha, dirigente-símbolo do espírito botafoguense e último grande lutador contra a negociata entre o Botafogo e a Companhia Vale do Rio Doce: – “O Botafogo não pode sair daqui, o Botafogo é o maior clube do Brasil, é uma instituição nacional. O Botafogo não pode sair daqui, esse chão é nosso, é a vida do Clube.”

O octogenário presidente – uma espécie de pai-espiritual que viveu intensamente o Botafogo por sete décadas –, perdeu a sua última batalha desportiva e provavelmente apressou, sob uma tristeza profunda, o acontecimento da sua partida.

21 anos…

Após 1968 e de Mário Zagallo como treinador, sucederam-se Paulinho de Almeida (1971), Paraguaio (1971), Tim (1972), Sebastião Leônidas (1972-73), Paraguaio (1973-74), Paulistinha (1974), Mário Zagallo (1974-75), Telê Santana (1975-76), Paulo Amaral (1976), Sebastião Leônidas (1976-77), Zezé Moreira (1977), Paulistinha (1977), Danilo Alves (1977), Mário Zagallo (1977-78), Danilo Alves (1978), Joel Martins (1979), Jorge Vieira (1979), Paulo Amaral (1979-80), Othon Valentim (1980), Paulo Emílio (1980), Paulinho de Almeida (1980-81), Jorge Vieira (1981-82), Ernesto Guedes (1982), Zé Mário (1982-83), Sebastião Leônidas (1983), Didi (1983-84), Humberto Rêdes (1984), Jair Pereira (1984), Orlando Fantoni (1984), Jorge Vieira (1985), Abel Braga (1985), Carbone (1985-86), Mário Zagallo (1986), Joel Martins (1986-87), Jair Pereira (1987), Zé Carlos (1987-88), Pinheiro (1988) e Jair Pereira (1988).

De 1971 a 1988 foram 38 entradas à média de 2,1 treinadores anualmente, muitas repetições dos mesmos treinadores afetos ao Botafogo, sucessivas interrupções precoces, somente Mário Zagallo (1974-75, 518 dias) e Zé Mário (1982-83, 369 dias) conseguiram sobreviver mais do que 365 dias na função de treinador.

Nenhum logrou conquistar um título carioca – a linhagem de conquistadores iniciada por Charles Williams e Nicolas Ladanyi em 1929 foi interrompida em Mário Zagallo desde a sua saída em 1970.

70 anos depois de Williams e Ladanyi chegarem ao Botafogo, e quebrada a linhagem técnica, eis que é contratado um treinador sem relação de espécie alguma com o Glorioso: o gaúcho Valdir Atahualpa Ramires Espinosa.

Espinosa jogou no sul e no nordeste, e como jogador e treinador apenas havia passado por um grande clube brasileiro: o Grêmio, mas conquistara a Copa Libertadores da América (1983), a Copa Intercontinental (1983) e o Campeonato Gaúcho (1986) como treinador, entre os 36 e os 39 anos de idade.

Vinha também de duas experiências recentes e bem sucedidas no estrangeiro: o saudita Al-Hilal e o paraguaio Cerro Porteño, tendo conquistado um campeonato nacional em cada um desses países.


Os resultados que obteve como jovem treinador convenceram Emil Pinheiro, figura forte e dirigente do futebol botafoguense, a contratá-lo, tendo ido a Porto Alegre propositadamente para levar Espinosa para o Botafogo.

Pelas suas características profissionais e pessoais, provavelmente Espinosa foi o treinador ideal para conduzir o Botafogo à reconquista do futebol carioca, devolvendo-lhe a glória de vencer.

Valdir Espinosa enfrentou uma equipe de muita ‘malandragem’, especialmente de Josimar, Maurício e Renato Gaúcho, os quais procuravam recorrentemente driblar as regras da concentração, e para tornear o problema mostrou-se um treinador muito maleável e compreensivo, mas que em seguida cobrava desempenho dos jogadores.

Espinosa convivia inteligentemente com as brincadeiras e fugas dos jogadores. Em certa ocasião os jogadores encobriram Josimar, que tinha saído da concentração para uma festa, mas entretanto Espinosa deu pela sua falta e os jogadores inventaram desculpas rápidas para ganhar tempo de modo a Josimar entrar pelas traseiras do prédio.

Espinosa conhecia perfeitamente o perfil folgazão de Josimar e em lugar de o punir, fingia que era enganado de modo a manter o ambiente leve, cobrando depois o rendimento em campo através de conversas privadas regadas a churrasco.

Outra tática que o próprio Espinosa contou mais tarde reportava aos momentos em que tentavam esconder dele que iam beber cerveja u fazer feitas. Então, percebendo que era enganado, Espinosa inverteu o jogo e passou ele próprio a organizar e liberar o churrasco e a cerveja para o elenco um dia após as partidas. A única regra consistia nas esposas ficarem numa mesa e os jogadores noutra, só podendo falar de futebol.

Espinosa era considerado um predestinado para a psicologia. Na véspera da segunda partida decisiva para se encontrar o campeão carioca de 1989, 21 anos depois do último título botafoguense na competição, Valdir Espinosa ‘sonhou’ que Maurício marcaria o gol do título, e foi o próprio Maurício e companheiros que, mais tarde, contaram esse ‘histórico sonho’.

Ao intervalo Maurício estava febril, chorava e pediu para ser substituído. Sucede que as superstições acompanharam toda a campanha de 1989, porque Espinosa também foi contagiado pela tradição botafoguense nessa matéria. Então, Espinosa recusou a saída do jogador e disse-lhe que tinha sonhado que Maurício faria o gol do título, mandou-o lavar o rosto e regressar ao campo.

Maurício regressou e aos 12’ do 2º tempo, ou se o leitor quiser, aos 57’ de jogo (5+7 = 12), a cruzamento de Mazolinha, Maurício marcou o gol da vitória e do título de campeão carioca de 1989, encerrando o jejum o botafoguense.

Campanha completa aqui: https://mundobotafogo.blogspot.com/2011/04/botafogo-campeao-estadual-invicto-de.html

Foi a consagração das superstições, tanto do ‘sonho’ de Espinosa como do lado da aritmética: o jogo realizou-se no dia 21 de junho; após 21 anos sem o título; o gol saiu aos 12’ do segundo tempo (invertido é 21), ou se o leito quiser, aos 57’ de jogo (5+7=12, invertido também é 21); e o placar do Maracanã registrava 21 graus centígrados.

O mais fantástico do lado do ‘sonho’ do treinador-psicólogo é que, após o jogo, Maurício foi à fala com o treinador mostrando-se satisfeito sobre o ‘sonho’. Então, para seu espanto, Espinosa confessou que não tinha sonhado coisa nenhuma – estava tão nervoso que nem sequer tinha dormido.

O resultado da deliberada invenção de Espinosa é que a doença aconteceu e o sonho era falso, mas o título foi verdadeiro.

Fontes principais da série: br.bolavip.com; brasil.elpais.com; jbemfolhas.com.br; jornalggn.com.br; mundobotafogo.blogspot.com; museudapessoa.org; operamundi.uol.com.br; pesquisaescolar.fundaj.gov.br; pt.wikipedia.org; www.uol.com.br; https://sopanomel.blogspot.com; terceirotempo.uol.com.br; tnonline.uol.com.br; www.campeoesdofutebol.com.br; www.correiobraziliense.com.br; www.jb.com.br; www.museudapelada.com; www1.folha.uol.com.br

Retrospecto Botafogo x Chapecoense (2014-2026) – jogos, artilheiros e estatísticas

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