sexta-feira, 31 de julho de 2026

Lucas Emanuel: o mais jovem artilheiro do Botafogo XXI

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Lucas Emanuel Jales do Nascimento nasceu no dia 3 de junho de 2009, em Assu, estado do Rio Grande do Norte, atua como ponta de lança, é destro (preferência) e mede 1,85m de altura.

Em 2022-2023 jogou no sub-13, sub-14 e sub-15 do São Paulo FC, em 2024-2025 jogou no sub-15, sub-16, sub-17 e sub-20 do Club Athletic Paranaense e ainda em 2025 ingressou no sub-17 do Botafogo FR.

Em 2025 realizou 21 jogos e marcou 8 gols; em 2026 realizou 15 jogos e marcou 15 gols. Entretanto Lucas renovou contrato e o técnico Franclim Carvalho, reconhecendo-lhe qualidade, surpreendentemente integrou-o diretamente no plantel principal, sobretudo porque marcou gols em todos os amistosos realizados.

No regresso do Botafogo ao Brasileirão 2026, em jogo contra o Santos FC, Lucas Emanuel foi titular e autor de um golaço de ‘cavadinha’ que desamarrou o resultado e foi crucial para a vitória do Botafogo por 2x1.

O gol, assinalado aos 40’ de jogo, fê-lo tornar-se o jogador mais jovem a marcar um gol pelo Botafogo em Campeonatos Brasileiros do século XXI.

Botafogo campeão da Comary Cup de Fut7

Crédito: Instagram botafogofeminino.base.

por Ruy Moura | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo de Futebol de 7 sagrou-se campeão da Comary Cup, categoria sub-17 Feminina, que se realizou na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 28 de julho de 2026, superando o Rio Athletic na final no shoot-out.

Eis a campanha da Gloriosas:

1ª FASE

Botafogo 3x0 Villa Cruz (Juiz de Fora)

» Gols: Isa, Aninha e Duda

Botafogo 2x2 Rio Athletic

» Gols: Duda e Carol (Botafogo); Maria Júlia (2) (Rio Athletic)

Botafogo 1x0 PSG Academy (Barra da Tijuca)

» Gols: Katarina

Crédito: Instagram botafogofeminino.base.

FINAL

Botafogo 0x0 Rio Athletic [2x0 no shoot-out]

» Gols: –

Fonte: https://copafacil.com

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Don Carlito em território inimigo

Crédito: IA.

por LÚCIA SENNA | Escritora e Cantora | Colunista do Mundo Botafogo

Há pessoas que desafiam o destino. Don Carlito Bandoneon desafia o bom senso. Tudo começou quando ele anunciou, com a solenidade de quem comunica um noivado real:

“Meus queridos alunos, hoje não haverá aula de tango. A pátria me convoca.”

Perguntei qual pátria, porque com Don Carlito nunca se sabe. 

Ele levou a mão ao peito, fechou os olhos e respondeu:

“A Argentina, naturalmente.”

Era noite de Copa do Mundo. Argentina em campo. O problema é que o jogo seria assistido num bar tomado por brasileiros. Gente pintada de verde e amarelo, usando chapéu com bandeira, camiseta da seleção, peruca, corneta e uma confiança injustificável na tímida seleção da Inglaterra.   

Eu deveria ter desconfiado quando Don Carlito apareceu vestido como se fosse receber uma medalha do presidente da República. Terno azul-marinho impecável. Sapatos de verniz capazes de refletir o telão. Lenço de seda no bolso. Cachecol azul e branco cuidadosamente dobrado sobre os ombros. E um perfume tão forte que chegou ao bar antes dele.

Quando a porta se abriu, o ambiente silenciou.

Foi um daqueles silêncios históricos, semelhantes ao momento em que alguém derruba um bolo de casamento ou anuncia aumento de condomínio.

Don Carlito observou lentamente a multidão verde-amarela e perguntou, com absoluta tranquilidade:

 “Buenas noches... Onde fica a torcida civilizada?”

Um rapaz respondeu:

“Aqui é Brasil, professor!”

Don Carlito sorriu com piedade:

“Meu jovem, civilização não tem nacionalidade. Tem elegância.”

Sentou-se exatamente no centro do bar, como quem ocupa um território diplomático. Pediu um café. O garçom perguntou se ele não preferia cerveja. Don Carlito suspirou e alertou que cerveja antes do jogo compromete a precisão emocional do torcedor. Ninguém compreendeu mas todos fingiram que sim. 

O jogo começou.

A cada ataque da Argentina, Don Carlito se levantava da cadeira, como se fosse decolar. A cada ataque do adversário fazia sinal da cruz, ajustava o cachecol e murmurava frases em espanhol que provavelmente não existiam em nenhum dicionário.

Foi, então, que um brasileiro decidiu provocá-lo:

“Maradona acabou!”

Don Carlito virou-se lentamente, como um vilão elegante de novela mexicana:

“Meu jovem, Pelé jogava futebol. Maradona escrevia poesia com a chuteira.”

O bar explodiu em protestos.

Outro rapaz gritou:

“Messi nem é tudo isso!”

Don Carlito levou a mão ao peito:

“Senhor, existem blasfêmias que nem o VAR consegue revisar.”

As mesas começaram a rir. Até quem discordava dele achava impossível não gostar daquela figura. Mas o verdadeiro espetáculo ainda estava por vir. Descobrimos, durante um escanteio, que Don Carlito possuía uma teoria secreta. Segundo ele, a Argentina só vencia quando certas condições energéticas eram respeitadas:

“Este terno é o mesmo da semifinal de 2022. Este perfume foi usado contra a Holanda. E estes sapatos nunca testemunharam uma derrota em mata-mata.”

A partir desse momento, o bar entrou num regime de ditadura supersticiosa. Ninguém podia mudar de lugar. Ninguém podia cruzar as pernas. Ninguém podia levantar durante cobrança de falta. O garçom tentou servir uma cerveja. Don Carlito ergueu a mão como um maestro interrompendo a orquestra.

“Agora não! A espuma interfere na circulação astral da bola!”

E quando a televisão travava por um segundo, Don Carlito apontava para o telão:

“Viu? O universo está recalculando a jogada.”

No intervalo, a situação piorou. Ele resolveu explicar por que torcia pela Argentina mesmo cercado de brasileiros. Levantou-se, ajeitou o bigode e discursou:

“Meus amigos, eu não torço contra o Brasil. Eu torço a favor do tango. Abandonar a Argentina seria como um filho negar a própria mãe.”

Uma senhora perguntou:

“E o futebol?”

“Futebol dura noventa minutos. O tango dura a vida inteira.”

Alguns aplaudiram, outros vaiaram. No segundo tempo, a tensão atingiu níveis absurdos. Don Carlito já não piscava. Segurava a xicara de café como quem segura um artefato nuclear.

A cada lance perigoso, agarrava o braço do desconhecido mais próximo. Em determinado momento, abraçou um torcedor da Inglaterra sem perceber. O inglês ficou tão emocionado que começou a torcer pela Argentina também.

Então, aconteceu o GOOOOOLLLL!!!!

O bar explodiu. Metade comemorava, metade lamentava.  

No meio do caos, Don Carlito levantou-se, retirou o celular do bolso, conectou uma caixa de som e, para espanto geral, começou a tocar um tango.

Todos pararam. Ele abriu os braços e declarou:

“Senhores, gol se comemora de pé. Vitória se agradece dançando.”

Antes que alguém reagisse, já havia convidado uma brasileira para dançar. Ela aceitou por puro choque psicológico. Don Carlito a conduziu pelo corredor entre as mesas com a elegância de quem atravessa a Avenida Corrientes.

Os argentinos bateram palmas. Os brasileiros começaram a marcar o compasso. Em menos de um minuto, o bar inteiro dançava. Ninguém mais discutia impedimento. Ninguém falava de arbitragem. Ninguém lembrava da Inglaterra.

Havia apenas um professor de tango, um salão improvisado e uma multidão descobrindo que rivalidade fica mais difícil quando alguém nos convida pra dançar.

Quando a música terminou, um brasileiro perguntou:

“Professor, afinal o senhor veio aqui para ver futebol ou para dar aula?” 

Don Carlito ajeitou o cachecol, alisou o bigode e respondeu:

“Meu rapaz, eu vim provar que existem três idiomas universais: o sorriso, o futebol e o tango. Felizmente, eu falo os três com sotaque portenho.”

O bar veio abaixo em gargalhadas.

Na saída, já perto da meia-noite, encontrei Don Carlito na calçada observando a lua como um poeta aposentado.

Perguntei se estava feliz com o resultado. Ele sorriu daquele jeito perigosamente charmoso que costumava preceder uma frase inesquecível.

“Minha querida, ganhar um jogo é importante. Mas transformar um bar cheio de rivais em um salão de dança... isso, sim, merece prorrogação.”

E saiu caminhando pela rua com seus sapatos de verniz brilhando sob os postes, enquanto eu concluía que Don Carlito talvez seja o único argentino capaz de entrar em território inimigo e sair aplaudido pelos próprios adversários.   

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Mercado de contratações: Danilo Pereira, possibilidades táticas interessantes

Crédito: Divulgação.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Danilo Pereira da Silva nasceu no dia 7 de abril de 1999, em São Paulo, atua como atacante, mede 1,74m de altura e pesa 68kg.

Danilo começou jogando futebol na escolinha do São Caetano, passando depois pela Portuguesa (2006-2009) e Corinthians (2010-2014), que o dispensou para o Audax (2014-2015), que por sua vez o dispensou para a Ponte Preta (2015-2016), que também o dispensou.

Danilo pensou desistir, mas os pais incentivaram-no a prosseguir o sonho e foi para o Vasco da Gama (2016-2017) à experiência, mas também o dispensaram quando chegou a hora de assinar contrato. Acabou rumando ao Santos (2017), foi aprovado para o Sub-17 e destaque santista no Campeonato Paulista Sub-20 com 7 gols e 7 assistências.

Porém, ainda antes de ir para os profissionais chegou uma proposta do Ajax, e como o seu contrato ainda era de formação foi fácil ser transferido para o clube holandês por 2,00 M€.

Danilo permaneceu no Ajax entre 2017 e 2022, tendo pelo meio sido emprestado ao Twente (2020-2021) para recuperar de uma paragem na temporada anterior, clube onde jogou 34 partidas, marcou 17 gols e fez 5 assistências.

Em 2020 foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-23 e jogou uma partida, sem gols.

No Ajax a vida profissional correu-lhe muito bem, começando por ganhar a Eerst Divisie (divisão B) e na temporada seguinte foi o artilheiro com 19 gols. No conjunto da divisão B atuou em 51 jogos, marcou 31 gols e fez 6 assistências.

Foi promovido definitivamente ao profissional onde conquistou duas Eredivisie (divisão A) e a KNVB Cup, na qual foi o artilheiro com 6 gols. Porém, apesar de ter marcado 8 gols em 17 jogos na última temporada, Danilo nunca teve muitas oportunidades de jogar e optou por se transferir para o Feyenoord a custo zero, após 20 jogos, 9 gols e 1 assistência pela equipe A do Ajax.

Posições e valor de mercado. Crédito: www.transfermarkt.pt.

Pelo Feyenoord (2022-2023) Danilo fez a sua estreia contra o Vitesse marcando dois gols na vitória por 5x2, e no final da temporada sagrou-se campeão neerlandês pela 3ª vez ao conquistar a Eredivisie (2022/2023).

Após 48 jogos, 14 gols e 5 assistências, Danilo foi adquirido pelo Rangers por 6,30 M€. No Rangers (2023-2026) atuou em 74 jogos, marcou 16 gols e fez 11 assistências, mas entretanto foi emprestado ao NEC Nijmegen (2026), clube pelo qual atuou em 12 jogo e fez apenas 1 gol e a assistência.

No conjunto da carreira atuando pelas equipes principais dos clubes Danilo assinalou 0,30 gols por jogo, isto é, cerca de 1 gol em cada 3 jogos. Não é de todo improvável, apesar dos seus modestos números no NEC Nijmegen, que Danilo consiga regressar aos seus melhores tempos tendo em conta que ainda é jovem e busca retomar a regularidade que apresentava em 2023.

Essa possibilidade é patente pelo seu perfil se adequar às necessidade táticas do Botafogo, que eventualmente já terá acertado a contratação do atacante, em virtude de Danilo ser um atacante com boa mobilidade, boa técnica e apresentar uma disciplina tática muito interessante.

Efetivamente, Danilo gosta de recuar para servir como ‘terceiro homem’, abrindo espaço para a infiltração de outro companheiro, seja pelo meio ou pelas pontas. É por isso um atacante versátil e muito móvel, que faz pressão, sustenta bem a bola de costas para a baliza, tem bom passe e capacidade de finalização.

Em suma, Danilo pode ser crucial na frente de ataque do Botafogo atuando como falso 9 arrastando os defensores adversários, ou uma referência móvel em ataque direto, ou descaindo do meio para as alas em busca de tabelas combinadas.

Fontes: pt.wikipedia.org; www.transfermarkt.pt; www.zerozero.pt

Lucas Emanuel: o mais jovem artilheiro do Botafogo XXI

Crédito: Vitor Silva | Botafogo. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Lucas Emanuel Jales do Nascimento nasceu no dia 3 de junho de ...