quinta-feira, 9 de julho de 2026

Os maiores artilheiros do Botafogo na Copa Libertadores – sinopses e jogos dos gols

Júnior Santos, campeão sul-americano e brasileiro. Crédito: TNT Sports.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

1. JÚNIOR SANTOS (10 gols)

O atacante Júnior Santos é o maior artilheiro do Botafogo na Copa Libertadores da América, tendo marcado 10 gols na fabulosa presença do Botafogo, em 2024, quando conquistou o seu segundo título continental, após a conquista da Copa Conmebol em 1993.

Júnior Santos foi absolutamente decisivo na fase preliminar da competição marcando 8 gols em apenas 4 jogos. Entretanto o nosso atleta lesionou-se e somente regressou em fase avançada da competição, atuando novamente com muita oportunidade, força física e entrega total, acrescentando mais 2 gols ao seu pecúlio, sendo o autor do gol que consagrou o título do Botafogo como Campeão da Libertadores em Buenos Aires.

O atleta foi emprestado ao Botafogo pelo clube japonês Sanfrecce Hiroshima em 2022 e em 2023 foi adquirido pelo Botafogo, que o vendeu ao Atlético Mineiro em 2025 e posteriormente o resgatou por empréstimo em 2026, tendo assinado 30 gols em 128 jogos pelo Glorioso.

Gols de Júnior Santos:

21.02.2024: Aurora (Bolívia) 1x1 Botafogo (2ª fase preliminar, ida), 1 gol.

28.02.2024: Botafogo 6x0 Aurora (Bolívia) (2ª fase preliminar, volta), 4 gols.

06.03.2024: Botafogo 2x1 Bragantino (Brasil) (3ª fase preliminar, ida), 2 gols.

13.03.2024: Bragantino (Brasil) 1x1 Botafogo (3ª fase preliminar, volta), 1 gol.

08.05.2024: Botafogo 2x1 LDU Quito (Equador) (fase de grupos), 1 gol.

30.11.2024: Atlético Mineiro (Brasil) 1x3 Botafogo (final), 1 gol.

Jairzinho classifica o Botafogo contra o Palmeiras (3x2 em 29.03.1973). Crédito: O Globo.

2. JAIRZINHO (5 gols)

Jairzinho, o ‘Furacão da Copa’, também está entre os maiores artilheiros do clube na Libertadores, com 5 gols marcados, recorde que perdurou por várias décadas. Na sua 1ª participação na competição, em 1963, o Botafogo alcançou as semifinais com um elenco recheado de craques, como Garrincha, Didi e Nilton Santos, além de Jairzinho, que já se assumia como um craque da nova geração, tendo marcado 2 gols.

Na campanha de 1973 da Copa Libertadores, já mundialmente conhecido como campeão do mundo, Jairzinho marcou mais 3 gols, mostrando ainda velocidade, explosão e capacidade de decisão.

Cria do Botafogo e cotado entre os três maiores ídolos do Botafogo de Futebol e Regatas, Jairzinho esteve nos profissionais do Botafogo entre 1963-1974 e 1981-1982, assinalando 126 gols em 288 jogos.

Gols de Jairzinho:

31.07.1963: Botafogo 2x1 Alianza Lima (Peru) (fase de grupos), 1 gol.

24.02.1973: Botafogo 3x2 Nacional (Uruguai) (fase de grupos), 1 gol.

01.03.1973: Botafogo 4x1 Peñarol (Uruguai) (fase de grupos), 1 gol.

17.03.1963: Nacional (Uruguai) 1x2 Botafogo (fase de grupos), 1 gol.

29.03.1973: Botafogo 2x1 Palmeiras) (Brasil (fase de grupos), 1 gol.

Da esquerda para a direita em pé – Miranda, Wendell, Osmar, Brito, Marinho Chagas e Carlos Roberto; agachados – Zequinha, Marco Aurélio, Fischer, Jairzinho e DIRCEU (1973). Fonte: https://terceirotempo.uol.com.br (foto enviada pelo leitor Walter Roberto Peres).

2. DIRCEU (5 gols)

O ponta-esquerda e meio-campista Dirceu também assinalou 5 gols pela Copa Libertadores, atuando pelo clube na década de 1970 e assumindo-se como um dos principais atletas do Glorioso na edição de 1973, evidenciando visão de jogo na criação e capacidade técnica para a finalização.

Os seus gols foram muito importantes nessa campanha, na qual se destacou para consolidar uma caminhada que o levaria à Copa do Mundo de 1974 pela Seleção Brasileira.

O atleta de Seleção Brasileira esteve no Botafogo no período de 1973-1976 e marcou 9 gols em 52 jogos.

Gols de Dirceu:

17.02.1973: Palmeiras (Brasil) 3x2 Botafogo (fase de grupos), 1 gol.

26.04.1973: Cerro Porteño (Paraguai) 3x2 Botafogo (semifinal /triangular), 1 gol.

08.05.1973: Colo-Colo (Chile) 3x3 Botafogo (semifinal /triangular), 2 gols.

15.05.1973: Botafogo 2x0 Cerro Porteño (Paraguai) (semifinal /triangular), 1 gol.

Rodrigo Pimpão. Crédito: Eduardo Carmim | Photo Premium.

2. RODRIGO PIMPÃO (5 gols)

O ponta-esquerda Rodrigo Pimpão marcou 5 gols e foi um dos nomes mais badalados na campanha de 2017, na qual o Botafogo derrotou 5 ex-campeões da Copa Libertadores, tendo o atleta sido decisivo entre a fase preliminar e as quartas de finais.

Rodrigo Pimpão foi precioso não apenas por marcar gols, mas também pelo seu posicionamento tático e pela entrega total em todos os jogos.

O atleta esteve no Botafogo em 2015, foi vendido ao Emirates e regressou ao Botafogo no período 2016-2019, assinalando 28 gols em 196 jogos pelo Clube com o qual mais se identificou, mais jogou e mais gols assinalou.

Gols de Rodrigo Pimpão:

08.02.2017: Colo-Colo (Chile) 1x1 Botafogo (2ª fase preliminar, volta), 1 gol.

15.02.2017: Botafogo 1x0 Olimpia (Paraguai) (3ª fase preliminar, ida), 1 gol.

14.03.2017: Botafogo 2x1 Estudiantes (Argentina) (fase de grupos), 1 gol.

18.05.2017: Botafogo 1x0 Atlético Nacional (Colômbia) (fase de grupos), 1 gol.

10.08.2017: Botafogo 2x0 Nacional (Uruguai) (oitavas de final, volta), 1 gol.

Wallyson. Crédito: EFE.

5. WALLYSON (4 gols)

O atacante Wallyson destacou-se no pódio dos cinco maiores artilheiros do Botafogo quando disputou a Copa Libertadores da América em 2014, anotando 4 gols e brilhando principalmente na 1ª Fase contra o Deportivo Quito.

Não obstante a eliminação precoce da equipe, Wallyson foi a grande figura botafoguense, rubricando momentos muito intensos durante as partidas.

O atleta esteve no Botafogo em 2014, emprestado pelo Deportivo Maldonado, do Uruguai, atuando em 41 jogos e assinalando 8 gols – metade dos quais ocorreram em jogos da Copa Libertadores.

Gols de Wallison:

05.02.2014: Botafogo 4x0 Deportivo Quito (Equador) (1ª fase preliminar, volta), 3 gols.

11.02.2014 Botafogo 2x0 San Lorenzo (Argentina) (fase de grupos), 1 gol.

Botafogo de Azeiteiro sagra-se campeão Inter Ruas de Travessão

Fonte: Divulgação.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Associação Sport Club Botafogo do Azeiteiro conquistou o 8º Campeonato Inter Ruas Adulto de Futsal de Travessão, título inédito para o clube, superando o Tijuquinha no Ginásio de Esportes Jordão Manuel Santana, em Travessão, município Braço do Norte (SC), no dia 7 de junho de 2026.

Nas semifinais o Botafogo do Azeiteiro venceu o Brasília por 1x0, gol de Jonas no último lance da partida, tendo os goleiros Marlon do Botafogo e Welington do Brasília sido as figuras do jogo.

A final traduziu-se por um duelo equilibrado e intenso no qual o Botafogo venceu o Tijuquinha por 3x2 de virada, com gols de Gui (2) e Dion (que fez o gol da virada), tendo Cauã e Tiago marcado pelo Tijuquinha.

O campeão realizou 6 jogos, ganhou 5 e perdeu 1; marcou 17 gols e sofreu 9; Marlon do Botafogo foi o goleiro menos vazado.

Fontes: Instagram canalbinho; rcnoticia.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2014: colapso brasileiro e espanhol, maturidade alemã, recorde de Klose, brilho de Navas, dentada de Suárez e tecnologia na linha da meta

Cartaz da Copa do Mundo de 2014. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, teve festa, tensão social, grandes jogos, colapsos inesperados, afirmações individuais e uma das derrotas mais traumáticas da história do futebol.

O Brasil é o país mais associado à história dos Mundiais: cinco títulos, Pelé, Garrincha, Didi, Jairzinho, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Maracanã, futebol de rua, identidade nacional. Porém, o país vivia forte tensão social e política na medida que em 2013 grandes manifestações tinham contestado os custos da organização da Copa, os investimentos em estádios, a qualidade dos serviços públicos, a corrupção e as prioridades do Estado.

Assim, a Copa de 2014 teve uma ambivalência clara: por um lado, celebração mundial do futebol num país apaixonado pela modalidade; por outro, desconforto social com o contraste entre espetáculo global e desigualdades internas.

Antes do Mundial havia a sombra histórica do Maracanazo de 1950, quando o Brasil perdeu a final do Mundial para o Uruguai, no Maracanã. Em 2014, muitos brasileiros viam a Copa dentro de portas como oportunidade de reparar simbolicamente essa ferida histórica, vencendo no Brasil, apagando 1950 e reconquistando o mundo.

Porém, o que aconteceu foi ainda mais traumático, porque em vez da reparação simbólica, surgiu uma nova ferida: a derrota por 7x1 contra a Alemanha, a qual ficou conhecida como ‘Mineirazo’.

A seleção de Scolari não era vista como uma das seleções brasileiras mais brilhantes da história, mas jogava em casa e tinha Neymar como grande figura que carregava o peso emocional da equipe e do país. Era o jogador mais criativo, desequilibrador e mediático, e o Brasil dependia muito da sua inspiração.

Neymar marcou gols importantes e assumiu o papel de protagonista, mas essa dependência tornar-se-ia dramática com a sua lesão nas quartas de final contra a Colômbia. O Brasil venceu por 2x1, mas saiu do jogo profundamente ferido.

Contra o Brasil Miroslav Klose bate recorde de gols em Copas. Fonte: Facebook.

Neymar sofreu uma fratura numa vértebra após uma entrada de Juan Camilo Zúñiga. Além disso, Thiago Silva, capitão e líder defensivo, recebeu cartão amarelo e ficou suspenso para a semifinal contra a Alemanha.

O Brasil perdeu, de uma só vez, o seu principal jogador ofensivo e o seu principal líder defensivo, ficando a equipe emocionalmente desprotegida antes do jogo mais difícil.

E, como consequência, o acontecimento central da Copa de 2014 antes da final foi a semifinal em que o Brasil foi estrondosamente goleado por 7x1 pela Alemanha, no Mineirão, em Belo Horizonte, numa derrota sem precedentes pela dimensão, pelo contexto e pelo impacto emocional – em menos de 30 minutos de jogo o Brasil já perdia por 5x0 e a Alemanha deu-se ao luxo de aliviar o pé do acelerador.

O 7x1 tornou-se mais do que um resultado: tornou-se expressão cultural, metáfora nacional e trauma coletivo, passando a significar o colapso de um projeto.

A Inglaterra caiu na fase de grupos, num grupo difícil com Itália, Uruguai e Costa Rica. Apesar de ter alguns jovens promissores, como Sterling, a Seleção inglesa mostrou fragilidades e saiu cedo, evidenciando, uma vez mais, a longa distância entre a Premier League, muito forte comercialmente, e os resultados da Seleção em Mundiais.

A Espanha, que era campeã mundial e bicampeã europeia, dominou o futebol internacional entre 2008 e 2012, mas contra os Países Baixos foi goleada por 5x1, com destaque para o gol de cabeça de Robin van Persie, num mergulho espetacular. Foi o fim do ciclo espanhol, cuja Seleção do ‘tiki-taka’, que parecera quase invencível, surgiu vulnerável, desgastada e previsível, sendo eliminada ainda na fase de grupos.

A Bósnia-Herzegovina estreou-se em Mundiais em 2014 e teve um simbolismo interessante, dada a história recente do país e a sua construção nacional pós-guerra. Embora não tenha passado da fase de grupos, a participação representou afirmação desportiva e identitária.

O Chile, treinado por Jorge Sampaoli, fez uma prova intensa, agressiva e muito competitiva. Nas oitavas de final, esteve muito perto de eliminar o Brasil, pois no último minuto da prorrogação Maurício Pinilla rematou à trave, num lance que poderia ter eliminado o anfitrião – perdendo apenas nos pênaltis.

Van Persie faz gol de peixinho na goleada contra a Espanha. Fonte: Reuters.

O México fez uma boa campanha, mas foi eliminado pelos Países Baixos nas oitavas de final, tendo o jogo sido marcado por uma grande penalidade assinalada sobre Robben nos minutos finais, cuja conversão de Huntelaar classificou os Países Baixos. No México, a frase “No era penal” tornou-se símbolo de frustração nacional e de contestação à decisão arbitral.

A Argélia fez um dos seus melhores Mundiais e deu enorme trabalho à Alemanha nas oitavas de final, que só conseguiu vencer na prorrogação perante um adversário corajoso, veloz e organizado, expondo fragilidades alemãs que foram corrigidas nos jogos seguintes.

Os americanos, treinados por Jürgen Klinsmann, chegaram às oitavas de final e foram eliminados pelos belgas após prorrogação. O goleiro Tim Howard fez uma exibição extraordinária e tornou-se herói mediático e símbolo da crescente popularidade do futebol na América.

A Bélgica chegou ao Mundial com uma geração muito promissora: Hazard, De Bruyne, Lukaku, Courtois, Kompany, Witsel, Fellaini, Vertonghen e Alderweireld. Chegou às quartas de final, onde perdeu com a Argentina, tendo amadurecido na Copa seguinte, em 2014, e confirmado a emergência da chamada ‘geração dourada’ belga.

Os colombianos concretizaram um bom Mundial, que viu em James Rodríguez a grande revelação individual da Copa. Na ausência de Falcão, lesionado antes do torneio, James assumiu o protagonismo, marcou em todos os jogos que disputou e terminou como artilheiro do Mundial, com seis gols. Contra o Uruguai fez um elegante gol: controlou a bola no peito e rematou de primeira, de fora da área, com a bola a bater na trave e a entrar.

James foi o selo de qualidade da Colômbia, uma das seleções mais cativantes do torneio, jogando com intensidade, talento e alegria. Chegou às quartas de final, o melhor resultado de sempre, e aí foi eliminada pelo Brasil, mas revelou-se uma Seleção vibrante técnica e emocionalmente.

Keylor Navas, goleiro sensação da surpreendente Costa Rica. Fonte: Damir Sagolj | Reuters.

A Costa Rica foi a grande surpresa da Copa, terminando invicta com 2 vitórias e 3 empates. Num grupo com Uruguai, Itália e Inglaterra, previa-se a sua eliminação, mas os costa-riquenhos venceram o Uruguai e a Itália e empataram com a Inglaterra, terminando em 1º lugar. Depois eliminaram a Grécia nos pênaltis e só caíram nas quartas de final contra os Países Baixos, também nos pênaltis.

Keylor Navas esteve em grande destaque como uma das grandes figuras da competição. As suas defesas foram decisivas para a campanha histórica da Costa Rica e pouco tempo depois chegaria ao Real Madrid para acumular grandes títulos.

Os Países Baixos fizeram uma campanha muito boa, orientados por Louis van Gaal e contando com Robben, van Persie, Sneijder, Kuyt, de Vrij, Vlaar, Blind e Depay. A Seleção começou com uma goleada histórica sobre a Espanha por 5x1, vingando a final perdida em 2010. Foi uma equipe muito pragmática, alternando sistemas e explorando a velocidade de Robben, chegou às semifinais e terminou em terceiro lugar, após vencer o Brasil por 3x0.

A Argentina conseguiu chegar à final, mas Messi, figura central da equipe, não foi tão brilhante como muitos esperavam. Na fase de grupos foi decisivo, com gols importantes contra Bósnia, Irão e Nigéria. Acabou conquistando injustamente a Bola de Ouro, uma clara ‘oferta’ da FIFA para um craque que decepcionou e cuja imagem que ficou foi a sua passagem junto à Taça do Mundo, sem a levantar.

A Argentina não foi uma equipe exuberante. Ao contrário do que se poderia esperar de uma seleção com Messi, Higuaín, Agüero, Di María e Lavezzi, tornou-se uma equipe de grande contenção, disciplina e sofrimento.

Nas fases a eliminar, venceu a Suíça na prorrogação, a Bélgica por margem mínima e os Países Baixos nos pênaltis. Foi uma Argentina de resistência, mais do que de espetáculo.

Na semifinal contra os Países Baixos, Mascherano tornou-se símbolo da alma argentina. Fez cortes decisivos, liderou emocionalmente a equipe e terá dito ao goleiro Sergio Romero, antes dos pênaltis: “Hoje viras herói.”

Tecnologia de linha da meta. Fonte: Agência RBS.

Romero defendeu pênaltis e a Argentina passou à final. Mascherano representou a dimensão sacrificial da Argentina: menos brilho ofensivo, mais entrega, concentração e resistência.

A Alemanha campeã de 2014 foi o resultado de um processo longo de maturação desde a renovação iniciada após o ano 2000. Tinha jogadores como Neuer, Lahm, Hummels, Boateng, Schweinsteiger, Khedira, Kroos, Özil, Klose, Götze e Schürrle.

Era uma equipe com organização, capacidade técnica, disciplina tática, transições fortes e experiência. A vitória em terras brasileiras teve ainda uma carga simbólica adicional: a Alemanha tornou-se a primeira seleção europeia a vencer um Mundial disputado na América do Sul.

Na semifinal contra o Brasil, Klose marcou e tornou-se o maior artilheiro da história dos Mundiais, ultrapassando Ronaldo Nazário e aumentando a dimensão simbólica por ocorrer em solo brasileiro. Sem ser o jogador mais exuberante da sua geração, Klose representou a persistência, a eficácia e a longevidade competitiva.

A final foi disputada no Maracanã, entre Alemanha e Argentina e terminou com a vitória alemã por 1x0, após prorrogação.

A Argentina teve oportunidades claras, sobretudo por Higuaín, Messi e Palacio, mas não conseguiu marcar. A Alemanha foi mais paciente e acabou por decidir com um gol de Mario Götze, após cruzamento de Schürrle.

A imagem de Götze a dominar a bola no peito e a rematar de pé esquerdo tornou-se a fotografia decisiva do título alemão. Götze entrou durante o jogo e marcou o gol mais importante da sua carreira.

Aquela que foi, talvez, a maior peripécia da Copa ocorreu com a dentada de Luis Suárez em Giorgia Chiellini, no jogo entre Uruguai e Itália. Suárez envolvera-se antes em episódios semelhantes na carreira e essa dentada gerou enorme polêmica mundial. Foi suspenso pela FIFA e afastado do resto da competição, marcando profundamente a imagem do Uruguai e reforçando a ambiguidade de Suárez: jogador competitivo e decisivo, mas também associado a comportamentos inaceitáveis.

Suárez morde o ombro do italiano Chiellini. Fonte: www1.folha.uol.com.br.

Em matéria de regras houve inovações na tecnologia da linha da meta e o uso da espuma na composição das barreiras. A introdução da tecnologia marcou uma nova fase na arbitragem internacional, sobretudo após erros históricos em Mundiais anteriores, e abriu caminho futuro para a introdução do VAR.

O uso da espuma, parecendo um detalhe menor, tornou-se importante para marcar a posição da bola e da barreira na cobrança de faltas, sendo rapidamente incorporada mundialmente.

Em suma, foi a Copa do colapso emocional e competitivo do Brasil e da maturidade plena da Alemanha, do fim do ciclo espanhol e da afirmação de novas narrativas vindas da América Latina, da consagração de James Rodríguez e do sofrimento argentino até à final, da dentada de Luis Suárez e da consolidação do futebol como espetáculo planetário.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Alemanha 1x0 Argentina

» Gols: Mario Götze, aos 112’

» Data: 13 de julho de 2014

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (Brasil)

» Público: 74.738 espectadores

» Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália); Assistentes: Renato Faverini (Itália) e Andrea Stefani (Itália)

» Disciplina: cartão amarelo – Schweinsteiger e Howedes (Alemanha) e Mascherano e Aguera (Argentina)

» Alemanha: Manuel Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schürrle); Müller, Kroos e Özil (Mertesacker); Klose (Mario Götze). Técnico: Joachim Low.

» Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio). Técnico: Alejandro Sabella.

Fontes principais: en.wikipedia.org; maisfutebol.iol.pt; www1.folha.uol.com.br; www.britannica.com; www.espn.com.br; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.theguardian.com.

terça-feira, 7 de julho de 2026

De Garrinsha a Jairson, Jairzinho e Josimar

Garrinsha, Jairzinho e Josimar 'Vozinha' | Montagem Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Garrinsha Estinphile nasceu no Haiti e o seu nome próprio é uma homenagem a Garrincha, o maior ídolo do Botafogo de Futebol e Regatas, porque opai sempre torceu pela Seleção Brasileira e, vendo os vídeos de Garrincha, tornou-se fã do ‘Alegria do Povo’ – bicampeão mundial, Bola de Ouro na Copa do Mundo de 1962 e ponta-direita da Seleção FIFA do Século XX.

Garrinsha acabou ingressando no projeto social e desportivo de raízes haitianas em 2016 (no Haiti), mudando-se para o Brasil em 2019, tendo uma forte ligação ao Rio de Janeiro. Atualmente é atacante da Academia Pérolas Negras e tem sido alvo de empréstimos estruturados para ganhar experiência em diferentes divisões regionais.

Estreou-se na equipe de Pérolas Negras e foi sucessivamente emprestado ao São Bernardo (SP), Penopolense (SP), Comercial (SP) e Aymorés (MG). Regressou ao Rio de Janeiro e integrou o Sampaio Corrêa e depois o Petrópolis, até que chegou ao Bangu no início de 2026, clube pelo qual disputou a 1ª divisão do campeonato carioca e na estreia marcou um gol espetacular que valeu a vitória sobre o Flamengo por 2x1.

Findo o campeonato carioca foi novamente emprestado ao Joinville (SC) e ao Marcílio Dias (SC).

Jairson é uma história semelhante à de Garrinsha no que respeita a homenagear um dos mais famosos futebolistas do Botafogo de Futebol e Regatas. Em São Tomé e Príncipe, no âmbito de um estudo internacional, reuni-me com um diretor de hotel que entendi chamar-se Jaílson, mas quando houve troca de cartões de visita descobri que o meu interlocutor se chamava ‘Jairson’.

Comentei, espontaneamente, que nunca conhecera um ‘Jairson’ e que era um nome bem original, acrescentando que o nome mais próximo que eu conhecia era ‘Jair’, lembrando-me, claro, do ‘Furação’ Jairzinho.

Então, o meu interlocutor explicou-me que sendo o pai apaixonado pelo futebol brasileiro e pela campanha da Copa do Mundo de 1970, decidiu batizar o seu filho juntando o nome Jair do Glorioso futebolista à expressão ‘son’ (filho em inglês). Portanto, Jairson, seu filho, em honra do famoso sucessor de Garrincha com a Camisa 7.

Algo semelhante terá ocorrido com Jairzinho Rozenstruik, kickboxer surinamês e lutador de artes marciais (MMA), que atualmente compete na categoria peso-pesado do UFC (Ultimate Fighting Championship), tendo sido campeão mundial.

O seu nome Jairzinho advém diretamente do campeão mundial Jairzinho, sendo uma homenagem ao formidável futebolista botafoguense.

‘Vozinha’, na verdade Josimar José Évora Dias, de seu nome completo, é a mais recente descoberta da mídia mundial após a Seleção de Cabo Verde ter imposto um empate por 0x0 à Espanha no Mundial de 2026, tendo Vozinha, goleiro cabo-verdiano de 40 anos de idade, sido o responsável principal por manter as suas redes invioláveis.

Vozinha foi criado pelos avós e o seu apelido surgiu na infância porque os amigos o mandavam “chorar com a avó” quando reclamava muito ou chorava durante as peladas. Porém, o seu nome próprio advém de Josimar Higino Pereira, lateral botafoguense, que se destacou pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, quando marcou dois gols espetaculares contra a Irlanda do Norte e a Polônia, pelo que o seu pai, Zé Pedro, o batizou como Josimar em homenagem ao grande lateral direito do Botafogo de Futebol e Regatas.

Durante a carreira Vozinha passou por Cabo Verde, Angola, Moldávia, Portugal, Chipre, Eslováquia e novamente Portugal, onde atua atualmente no Desportivo de Chaves. Após tornar-se viral com as fantásticas defesas contra a Espanha, Vozinha / Josimar passou de cinquenta mil para vários milhões de seguidores nas redes sociais.

Ah!... Onipresente Botafogo da Estrela Solitária!

Os maiores artilheiros do Botafogo na Copa Libertadores – sinopses e jogos dos gols

Júnior Santos, campeão sul-americano e brasileiro. Crédito: TNT Sports. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo 1. JÚNIOR SANTOS (10 go...