terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dayane Pacheco, Bernardo Barreto e Pedro Henrique Ferreira medalhados nos Jogos Sul-americanos

Crédito: Olimpíada Todo Dia (@otd_oficial).

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Dayane Pacheco, Bernardo Barreto e Pedro Henrique Ferreira foram os remadores do Botafogo convocados para disputaram os Jogos Sul-americanos 2026, em representação da Seleção Brasileira, promovidos pela Organização Desportiva Sul-Americana (ODESUL) e cuja modalidade de remo decorreu na Argentina, cidade de Santa Fé, na Laguna de Setubal, Costanera Este, entre os dias 15 e 18 de setembro de 2026.

Dayane conquistou uma Medalha de Prata e uma Medalha de Bronze, Bernardo Barreto uma Medalha de Bronze e Pedro Henrique Ferreira uma Medalha de Bronze. Eis os resultados das finais:

OITO COM TIMONEIRO FEMININO

1º Chile (Antonia Abraham, Melita Abraham, Christina Hostetter, Victoria Hostetter, Antonia Liewald, Isidora Niemeyer, Josefa Yáñez, Emily-Louise Serandour e Josefa Ceballos – timoneira), em 5’53”08

2º BRASIL (Beatriz Tavares, Dayane Pacheco, Isabelle Falck, Jennifer Almeida, Lorrayne Melo, Lara Pizarro, Mariana Macedo, Yanka de Britto e Erick Oliveira – timoneira), em 5’57”26

3º Paraguai (Nicole Martínez, Alejandra Alonso, Clara Correa, Rocío Bordón, Adriana Sanabria, Bianca Wollmeister, Fiorela Rodríguez, Agustina López e Martina Noguera – timoneira), em 6’08”77

OITO COM TIMONEIRO MISTO

1º Uruguai (Ynela Aires, Lucía Arrieta, Tatiana Seijas, Luciano García, Leandro Rodas, Marcos Sarraute, Martín Zócalo, Zoe Acosta e Romina Cetraro – timoneira), em 5’35”01

2º Chile (Antonia Abraham, Melita Abraham, Victoria Hostetter, Ignacio Wilson, Andoni Habash, Macelo Poo, Nahuel Reyes e Josefa Ceballos – timoneira), em 5’36”77

3º BRASIL (Dayane Pacheco, Lorrayne Melo, Beatriz Tavares, Mariana Macedo, Erick Oliveira, Lucas Verthein, Gabriel Campos, Matheus Freitas e Pedro Henrique Ferreira – timoneiro),em 5’41”08

DOUBLE SKIFF MASCULINO

1º Chile (Abraham e Andoni Habash), em 5’58”39

2º Uruguai (Bruno Cetraro e Felipe Klüver), em 6’02”49

3º BRASIL (Breno Ornellas e Bernardo Barreto, em 6’09”92

Os atletas do Botafogo classificaram-se, ainda, nas seguintes provas e respectivos lugares:

» Dayane Pacheco, 4º lugar no Quatro Sem Feminino;

» Bernardo Barreto, 4º lugar no Oito Masculino e no Quatro Sem Masculino;

» Pedro Henrique Ferreira, 4º lugar no Quatro em Masculino e no Oito Masculino e 5º lugar no Dois Sem Masculino.

Fonte: www.olimpiadatododia.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Ditos do dia mais almejado do séc. XX

Os três torcedores de Manaus: promessa cumprida. Crédito: Marco Antônio Cavalcanti | Placar.

por PLACAR, 30 de junho de 1989.

«Campeão invicto. Feito que, desde o início da era Maracanã em 1950, só tinha acontecido exatamente uma década com o Flamengo. E, se o vice-campeão teve os dois artilheiros – Bebeto com dezoito gols e Renato com doze –, o Botafogo orgulha-se da defesa menos vazada e do maior total de pontos ganhos – quarenta

VÍTOR

«Na Taça Rio, o rubro-negro fez 3x1 e passeava em campo em busca de uma goleada. Mas o Botafogo reagiu e chegou ao empate no último minuto com um gol de Vítor. “Estava escrito desde esse dia que venceríamos o Flamengo na final”, contava, na quarta passada, já com o título na mão

ESPINOSA

«Nem todos tinham a certeza do atleta de Cristo. “Só acredito quando vir o marcador eletrônico escrever ‘Botafogo campeão’”, esperava o técnico Valdir Espinosa enquanto já começava a ser carregado como o grande herói da conquista

JOSIMAR

«“Eu também só saí comemorando quando li ‘Campeão’ no marcador do Maracanã”, afirma Josimar. “Foi o melhor dia da minha vida.”»

PAULINHO CRICIÚMA

«Artilheiro do time com dez gols, ele estava tão certo do título que tomou uma atitude inusitada. Pela primeira vez em todo o campeonato, o atacante entrou em campo com uma cueca sob o calção. “Temia que os torcedores me deixassem nu no meio do campo”, contou.»

CARLOS ALBERTO

«Anunciava o fim de uma tradição no futebol carioca. “Diziam que o Botafogo era uma fria por causa do tabu. Não acreditei e o resultado está aí.”»

Maurício comemorando reservadamente com poucos amigos. Crédito: Ari Gomes | Placar.

MAURÍCIO

«Preferia refugiar-se com poucos amigos numa churrascaria de Ipanema. Perto dali, na badalada boate Calígola, os outros jogadores botafoguenses comemoravam o título esperado há 21 anos.

“Ser campeão pelo Flamengo, Fluminense ou Vasco é muito fácil. Difícil era dar essa conquista ao Botafogo”, proclamava o autor do gol decisivo, que, no entanto, insistia em relembrar os duros dias vividos no clube. A noite era especial para quem, no ano passado, foi emprestado ao Internacional de Porto Alegre com a fama de farrista e viciado. “Saí como um marginal e agora sou consagrado como um herói”, desabafava, queixando-se da torcida. “Ela nunca entendeu que eu era apenas uma peça de uma máquina que não funcionava.”

Para que a conversão, finalmente, acontecesse, o jogador aponta um único responsável: Valdir Espinosa. “Ele uniu o grupo.”»

EMIL PINHEIRO

«O vice-presidente de futebol, Emil Pinheiro, era outro eufórico folião no carnaval alvinegro. “Agora posso morrer em paz”, dizia.»

ALTHEMAR DUTRA DE CASTILHO

«Proibido de ir ao Maracanã, pois se recuperava de uma cirurgia, o presidente Althemar Dutra de Castilho, o mesmo de 1968, ficou trancado em casa sob os cuidados da mulher, dona Maria. “Nossa Senhora da Medalha Milagrosa vai ajudar este time”, orava ela antes da final.»

FOLIA TOTAL

«Às 7 horas da manhã, dezenas de torcedores ainda dançavam [na sede social, no Mourisco]. Os jogadores preferiram dirigir-se para a boate Calígola, em Ipanema. Paulinho Criciúma, Mauro Galvão, Mazolinha, entre outros, viraram atração num espaço reservado ao brilho do beautiful people da zona sul carioca.

Vítor não teve a mesma sorte. Ele foi o responsável por um congestionamento que, durante uma hora, parou o trânsito no túnel Rebouças, o maior do Rio. Identificado num automóvel, um dos heróis do título foi arrancado do carro e carregado em triunfo.

A loucura era tamanha que o tradicional restaurante Chopp´s abriu suas portas, oferecendo 10% de desconto a todo botafoguense que fosse almoçar lá com a camisa do time. Enquanto isso, os amazonenses Benedito Coelho, Francisco Araújo e Eliana dos Santos subiam os 365 degraus da tradicional Igreja da Penha. Promessa de quem gastou todas as economias em passagens aéreas desde Manaus para ver o Fogão campeão.»

O gol mais badalado de sempre do futebol botafoguense

Arte: Beto Lages | Placar, 30.06.1989.

Crédito: Jornal dos Sports, 22.06.1989.

domingo, 20 de setembro de 2026

Botafogo 0x2 Mirassol - regressando à moda antiga

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Francamente, nem sei o que dizer, tão absolutamente ineficaz foi a equipe. Falhas gritantes na defesa originaram dois gols do Mirassol, o meio-campo tocando bola pra lá, bola pra cá, mas sem criar, o ataque falhou no último passe ou no remate final.

De nada adiantou o Botafogo começar o jogo com posse de bola, lento, manso, sem velocidade. Foi presa muito fácil para os leões, que se mantiveram cautelosos e atentos.

Vai daí, conseguiram ir ao ataque e… toma gol de Eduardo em falha de Alex Telles aos 16’.

Esperava-se por reação?... Não, o Botafogo sentiu o gol e quebrou a já pouco dinâmica que gerara.

Cadê Montoro?... Cadê Danilo?... Cadê o jogo de interior próximo à grande área alternando com pontas inexistentes?...

Como é que se perde, de um jogo para outro, toda a capacidade técnica e tática do jogo anterior?...

Entre remates primários e cabeçadas sempre para o alto de Arthur Cabral – e de Danilo Pereira nem sequer isso se viu –, o Mirassol passou a controlar facilmente o Botafogo.

E no final do 1º tempo o Mirassol aproveitou nova falha da zaga, logo após a zaga andar trocando bola inutilmente na intermediária do seu meio campo, e Eduardo bisou com grande oportunidade aos 45+1’.

Ao intervalo Tite substituiu Huguinho, Montoro e Danilo Pereira por Júnior Santos, Edenílson e Ziyech, respectivamente.

A mudança gerou maior dinâmica do Botafogo e Ziyech comandou o ataque, criando oportunidades que os atacantes desperdiçaram por ineficácia de remate.

Após vinte minutos mais agitados por parte do Botafogo com o Mirassol mantendo a sua baliza inviolável mediante marcação alta no seu meio-campo, a nossa equipe mostrou-se incapaz de pressionar eficazmente e cansou-se novamente, deixando o jogo ficar novamente à feição do Mirassol.

Aliás, creio que há um problema de preparação física dos jogadores por parte das comissões técnicas do Botafogo.

O Mirassol até poderia ter chegado à goleada através dos seus súbitos e intervalados ataque, designadamente aos 70’ através de uma bicicleta à boca da baliza, que saiu ao lado do poste.

Em suma, numa disputa entre equipes que se querem afastar da despromoção, somente Ziyech se salvou no Botafogo, enquanto o ‘fogo’ em labaredas incertas foi engolido pelo consistente e harmonioso ‘sol’.

Antes a desculpa foi enfrentarmos os três primeiros classificados em sequência, mas agora qual será a desculpa para somarmos apenas 4 pontos contra a sequência Bragantino, Grêmio e Mirassol com um saldo de gols negativo?...

Pode ser apenas erro de percepção, mas a nossa equipe parece resultar de vários equívocos de gestão à moda antiga, em temeroso regresso às Diretorias que nos ‘premiaram’ com três despromoções, enquanto o papel da GDA Luma continua aparentemente distante e omisso, prenunciando uma gestão burocrática ou, pelo menos, avessa à busca de soluções de gestão efetivas capazes de mudar o triste rumo do nosso futebol.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x2 Mirassol

» Gols: Eduardo, aos 16’ e 45+1’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 19.09.2026

» Local: Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP)

» Público: 5.899 espectadores

» Receita: R$ 155.736,00

» Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG); Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Alex dos Santos (SC); VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)

» Disciplina: cartão amarelo – Huguinho (Botafogo)

» Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Lucas Monzón e Alex Telles; Cristian Medina (Kauan Toledo), Huguinho (Júnior Santos), Danilo e Álvaro Montoro (Edenílson); Danilo Pereira (Ziyech) e Arthur Cabral (Lucas Villalba). Técnico: Tite.

» Mirassol: Walter; Igor Formiga (Daniel Borges), Willian Machado, João Victor e Reinaldo; Neto Moura, Denilson (Wallisson), Chico Kim e Eduardo (Shaylon); Edson Carioca (Carlos Eduardo) e Bruno Santos (Zé Roberto). Técnico: Rafael Guanaes.

Dayane Pacheco, Bernardo Barreto e Pedro Henrique Ferreira medalhados nos Jogos Sul-americanos

Crédito: Olimpíada Todo Dia (@otd_oficial). por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Dayane Pacheco, Bernardo Barreto e Pedro Henrique ...