terça-feira, 5 de maio de 2026

Brenão, atleta de futsal após 251 quilos

por RUY MOURA |Editor do Mundo Botafogo

Breno Eduvige, o ‘Brenão’, 31 anos de idade, é um jogador de futsal que reforçou o Botafogo de Futebol e Regatas na temporada de 2026, regressando à atividade desportiva depois de a ter abandonado por excesso de peso, chegando a somar 251kg!

Em criança Brenão começou jogando futebol, atuando na posição de volante pelo Florença, em Vila Kosmos (RJ), e aos 13 anos de idade foi convidado para um torneio dizendo-se pivô e acabando por marcar 38 gols.

Entretanto o Madureira convidou-o a integrar uma equipe de futsal e depois passou pelo futebol do América, Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense e Botafogo (sub-17), alvinegro à época treinado por Maurício Souza.

No sub-20 começou a ficar mais robusto e a balança tornou-se o seu maior inimigo, chegando a pesar 98kg no Fluminense. Depois dos clubes cariocas ainda esteve no Itaúna (MG), mas não vingou como atleta, arrumou um emprego e em 2014 começou atuando no futebol de 7.

Em 2015, com 130kg, aceitou um convite do ACAF (RS) para o futebol, perdeu 15kg, jogou cinco jogos, lesionou-se, fez cirurgia e ficou sem condições para a modalidade.

Regressado ao Rio de Janeiro ingressou na Faculdade de Educação Física, teve duas filhas, mas tornou-se excessivamente sedentário e foi sempre em crescendo: 200kg, 225kg, 251kg!

Finalmente conseguiu abater 30kg jogando ‘peladas’, a esposa Bruna filmava-o, divulgou-o o ‘craque’ nas redes sociais e um gol em um torneio amador viralizou.

Brenão tornou-se, assim, o atleta mais pesado a marcar um gol no futsal, quando pesava 181kg!

Entretanto perdera 85kg, tornou-se ‘influenciador’ em emagrecimento, nas redes sociais nasceu um exemplo de determinação e superação a seguir pelos obesos dispostos a emagrecer e retomar vidas saudáveis, e subitamente viu-se contratado pelo futsal do Botafogo de Futebol e Regatas, que o foi buscar ao Country Club/Cesin para atuar como pivô – e ‘apenas’ com 165kg realizou seis jogos e somou 5 gols pelo campeonato carioca de futsal. E vai em busca de títulos!!!

As coisas inéditas, extraordinárias e surpreendentes sempre acontecem ao Botafogo!

Fontes: btbsports.com.br; futebolnaweb.com.br; www.bol.uol.com.br; www.instagram.com/brenao

Enredo do G.R.E.S. Botafogo Samba Clube 2027

Fonte: Botafogo de Futebol e Reegatas.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O enredo do G.R.E.S. Botafogo Samba Clube para o Carnaval 2027 é "Basta! Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim", abordando a valorização da mulher.

Lançado em General Severiano, o enredo-manifesto foca-se no grito ‘basta’, denuncia e combate a violência e o desrespeito à mulher.

A escola quer fazer história com uma temática social de grande relevância, levando essa pauta urgente para a Marques de Sapucaí.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lucy Burle, nadadora botafoguense multicampeã

Fonte: revista ‘Botafogo’ | Datafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Lucy Maurity Burle Kalache nasceu no dia 21 de fevereiro de 1955, no Rio de Janeiro, foi nadadora de topo que defendeu as cores do Botafogo de Futebol e Regatas, possuindo à época 1,73m de altura e 63kg de peso.

A par de outras modalidades com títulos sul-americanos, como o Atletismo Feminino e o Voleibol Masculino, entre outras modalidades em que o Botafogo conquistou também múltiplos títulos Brasileiros nas décadas de 1960 e 1970, destacou-se a Natação, que no masculino teve como maior protagonista Sylvio Fiollo, recordista mundial, e no feminino Lucy Burle, a qual conquistou inúmeros títulos pelo Botafogo e pela Seleção Brasileira.

Lucy Burle começou nadando no Club Naval Piraquê, na Lagoa Rodrigo de Freitas, mas ainda criança passou a treinar no Botafogo. Nadando sobretudo nas especialidades de ‘nado livre’ e ‘nado borboleta’, Lucy Burle chegou ao estrelato aos 16 anos de idade no Troféu Brasil de 1971 pelo Botafogo, conquistando os 400m nado livre, os 100m nado costas e os 100m nado livre, tendo nesta especialidade batido o recorde sul-americano com o tempo de 1’01”6.

Nesse e nos anos seguintes o Botafogo venceu 7 das 8 maiores provas da natação brasileira, sagrando-se tetracampeão consecutivo do Troféu Brasil (1971, 1972, 1973, 1974), já o fora antes em 1967, e tricampeão consecutivo do Troféu José Finkel (1972, 1973, 1974), tendo Lucy Burle continuado a colecionar nessas competições medalhas de Ouro, e algumas de Prata, nas especialidades de 100m nado livre, 100m nado cotas e revezamento 4x100m nado medley.

Nos Jogos Pan-americanos de 171, realizados em Cáli, na Colômbia, obteve a medalha de Bronze na prova de revezamento 4x100m nado livre e na prova de 100m nado borboleta, na qual estabeleceu o novo recorde sul-americano com o tempo de 1’08”79 – além do anteriormente mencionado recorde sul-americano nos 100m nado livre na Taça Brasil.

Em 1972 participou nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, competindo nas provas de 100m e 200m nado livre, alcançando novo recorde sul-americano nesta especialidade.

Em 1973 participou no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Belgrado, que foi o 1º mundial de natação, onde obteve resultados relevantes: 13º lugar nos 100m nado livre, 18º lugar nos 200m livre e 12º lugar no revezamento 4x100m medley, com Valéria Borges, Jaqueline Mross e Cristina Teixeira. Nesse ano tornou a melhorar o seu recorde sul-americano do 100m nado livre.

Em 1975 apresentou-se aos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, no México, e obteve novamente duas medalhas de Bronze: nos 4x100m nado livre e 4x100m nado medley.

Ainda nesse ano tornou a disputar Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, também na Cidade do México, nas especialidades de 100m nado livre e revezamento 4x100m nado medley, fazendo equipe com Christiane Paquelet, Flávia Nadalutti e Cristina Teixeira, terminando em 12º lugar com o tempo de 4’38”75.

No ano seguinte, em 1976, Lucy Burle encerrou a sua brilhante carreira aos 21 anos de idade e mudou-se para os E.U. da América, onde estudou na University of Illinois. Continuou treinando e depois casou-se com Celso Alexandre Kalache, ex-atleta do voleibol botafoguense e foi morar na Califórnia, onde vive até à atualidade.

Fontes principais: Mundo Botafogo; pt.wikipedia.org/wiki/Lucy_Burle; www.datafogo.blogspot.com; www.olympedia.org/athletes/45592.

domingo, 3 de maio de 2026

Botafogo 1x2 Clube do Remo - regressão temporal

Ilustração da capa do livro ‘Mão de Alface’, de Hermes Batalha. Crédito: www.amazon.com

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Vitória justa do Remo por ter lutado sempre com as armas de que dispunha e soube punir o Botafogo com uma lição que talvez Franclim Carvalho e os atletas aprendam. Ou talvez não…

Domínio do Botafogo no 1º quarto de hora, com gol de cabeça de Ferraresi aos 12’, na sequência de um escanteio cobrado por Alex Telles, e o resto do tempo foi de atabalhoamento. Depois dos 20’ abrandou, ainda assim perdeu duas oportunidades de ampliar por Arthur Cabral e Kadir.

Mais ou menos por essa altura o Botafogo encerrou o seu repertório, deixou de controlar a partida e foi o Remo que desenvolveu contra-ataques perigosos que até podiam ter empatado o jogo.

E foi assim que se chegou ao intervalo.

Esperava-se um 2º tempo mais vivo por parte do Botafogo, mas Arthur Cabral esgotara o seu desempenho na 1ª parte, Álvaro Montoro não jogava bem, Edenílson foi uma péssima substituição, surpreendentemente Danilo jogou recuado muito agarrado à zaga e a não menos surpreendente saída de Cristian Medina – que jogava bem – acabou por piorar o Botafogo, que ora rematava quando devia chutar ou chutava quando devia rematar, errava passes e não conseguia controlar a partida.

E o Remo fez o que perseguia há algum tempo: Alef Manga empatou aos 69’ após receber um passe de… Bastos!

Faltava então Franclim Carvalho fantasiar-se de Rei Midas invertido, tocando no ouro e transformando-o em coisa nenhuma ao mandar entrar Joaquín Correa, o tal sujeito que de cada vez que entra nas partidas mata o jogo do Botafogo – foi o golpe de misericórdia de uma derrota absurda.

Aos 90+2’ o Mão de Alface concretizou o golpe fatal espalmando mais uma vez para a frente e colocando a bola nos pés de Jajá, que já, já, fez a virada. Dois gols do Remo com dois belos passes de Bastos e Mão de Alface.

E finalmente continuo muito curioso por saber a razão da paixão desenfreada de Franclim por Joaquín… Alguém sabe?...

Donde, feitas as contas, não se pode dizer que o Botafogo, jogando em casa, vindo de nove jogos de invencibilidade e jogando contra o penúltimo classificado do campeonato, tenha sido injustamente derrotado.

Resta saber se a lição é aprendida ou se, na verdade, no carrossel voraz do Brasileirão, não iremos ainda lutar contra a despromoção, como alguns previam há poucas semanas, e entrar em fase de saldos.

Então, e agora?... Agora seguem-se oito jogos até ao final de maio, dois em casa e… seis fora!

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x2 Clube do Remo

» Gols: Ferraresi, aos 12’ (Botafogo); Alef Manga, aos 69’ (Clube do Remo) e Jajá, aos 90+2’ (Clube do Remo)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 02.05.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 18.780 pagantes; 22.116 espectadores

» Renda: R$ 692.020,00

» Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE); Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE); VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)

» Disciplina: cartão amarelo – Vitinho e Danilo (Botafogo) e Tchamba e Picco (Clube do Remo)

» Botafogo: Neto; Vitinho, Bastos, Ferraresi e Alex Telles (Marçal); Cristian Medina (Allan, depois Joaquín Correa), Danilo e Álvaro Montoro (Júnior Santos); Matheus Martins, Kadir (Edenílson) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.

» Clube do Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (David Braga); Zé Welison (Leonel Picco), Patrick, Zé Ricardo (Jaderson) e Yago Pikachu; Jajá e Alef Manga (Poveda). Técnico: Léo Condé.

Brenão, atleta de futsal após 251 quilos

Crédito: www.instagram.com/brenao por RUY MOURA |Editor do Mundo Botafogo Breno Eduvige, o ‘Brenão’, 31 anos de idade, é um jogador de f...