quarta-feira, 13 de maio de 2026

Que associação entre ‘Botafogo’ e ‘cavalos de ferro’?

Velódromo Paulista (imagem melhorada). Crédito: Lauthenay Perdigão.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A associação entre a designação ‘Botafogo’, o futebol e as regatas é pauta certa e consolidada, a qual foi originalmente alavancada pelos Clubes que oficializaram no bairro o futebol e o remo, e que se fundiram e originaram o Botafogo de Futebol e Regatas, projetando o Bairro para o Mundo através dos desportos e, sobretudo, através do futebol – incontestável rei no seio dos desportos do planeta.

E, claro, como vimos anteriormente, ainda se consegue estabelecer uma associação simultaneamente simbólica e concreta entre Botafogo e corridas de cavalos, seja por via do turfe ou do hipismo. Mas… e com o ciclismo?... Haverá alguma associação interessante que se possa realçar?...

– Há, sim!

A bicicleta foi introduzida no Rio de Janeiro ainda no século XIX e tornou-se popular através de competições inusitadas. Designadamente no final do século XIX e no início do século XX os ‘cavalos de ferro’, como assim se designavam à época as bicicletas, na cidade aristocrática foram ganhando espaço e tornaram-se um uso elegante da elite carioca que, rapidamente, transformou as bicicletas em desporto competitivo com bancas de apostas, hábito carioca que tendia a fazer apostas em todos os desportos – e que no remo acabou por levar Luiz Caldas a romper com o CR Guanabara e criar o Grupo de Regatas Botafogo, em 1891.

Naturalmente que nesses tempos do Império a bicicleta era um luxo, já que era necessário rumar à Europa e gastar uma boa quantia para obtê-la e consequentemente era de acesso restrito para a população carioca.

Porém, a bicicleta passou gradualmente a fazer parte da vida quotidiana da cidade, quer por facilitação no trânsito, quer por ser aprazível passear no ‘cavalo de ferro’.

Foram, então, organizadas as primeiras corridas na cidade, num tempo em que a cidade também vivia os primórdios do atletismo, realizando-se provas a pé em velocípedes através de agremiações como o Club Athletico Brazileiro e a Real Sociedade Club Gymnastico Portuguez, ou o Sport Club Villa Izabel, o qual anunciava “grandes corridas a pé em velocípedes” no seu prado.

Especialmente a partir de 1892, quando o Rio de Janeiro se tornou capital da República, a elite republicana incentivou a realização das corridas de bicicletas para mostrar que a cidade estava na crista da onda e apoiava a mais moderna modalidade desportiva: o ciclismo.

Leia melhor o assunto no excelente artigo de André Maia Schetino em https://mundobotafogo.blogspot.com/2023/02/o-rio-dos-cavalos-de-ferro.html

Anúncio de jornal do Bellodromo Guanabara. Reprodução.

Foi nesse tempo que surgiram os Velódromos exclusivamente dedicados a competições com ‘cavalos de ferro’, nascendo o Vellodromo Nacional, que chegou a realizar corridas diariamente.

Um ano depois surgiu uma nova pista velocipédica: o Bellodromo Guanabara, no Bairro de Botafogo – associando o bairro ao novel desporto carioca.

As bicicletas foram perdendo a sua graça original e passaram a integrar o quotidiano da cidade e do Bairro de Botafogo, embora ainda se mantivessem as corridas nos velódromos por um bom período de tempo.

Entretanto, em São Paulo, foi criado o Velódromo Paulista e, em 1906, passados dois anos apenas da fundação do Botafogo de Football Club, eis que o Clube foi convidado para enfrentar a Seleção Paulista em virtude do prestígio que já ganhara no Rio de Janeiro.

No dia 4 de agosto de 1906, o Botafogo F.C. defrontou a Seleção Paulista, em jogo amistoso, estando em disputa o belo e valioso Troféu Bronze Elihu Root, entregue ao vencedor pelo Secretário de Estado dos E.U. da América, que deu o nome ao troféu. O Botafogo venceu sensacionalmente a Seleção Paulista por 2x1, sendo o 1º clube brasileiro a derrotar uma seleção estadual, formando com Álvaro Werneck, Octávio Werneck e João Leal; Raul Rodrigues, Lulu Rocha e Bernaud; Norman Hime, Flávio Ramos, Ataliba Sampaio, Gilbert Hime e Paulino Souza.

Porém, o mais fantástico foi o Botafogo Football Club ficar associado para a eternidade da sua história às corridas dos ‘cavalos de ferro’ na viragem do século XIX para o século XX: o duelo ocorreu no Velódromo Paulista, templo do ciclismo brasileiro e posteriormente do futebol brasileiro!

Portanto, o Botafogo do futebol começou a sua história de conquistas dentro de um templo de corridas de bicicletas!

História

Mais tarde, entre as décadas de 1930 e 1950, 1º o Botafogo FC e depois o Botafogo FR ficaram formalmente ligados ao desporto ciclista através da criação de um Departamento de Ciclismo.

Há diversas notícias de jornais da época, entretanto publicadas na Etiqueta ‘z.ciclismo’ do Mundo Botafogo, que comprovam competições em que o Clube participou desde a década de 1930 até à década de 1950.

Os jornais narram diversas provas promovidas pela Federação Metropolitana de Ciclismo como, por exemplo, a Volta do Leblon, no dia 8 de dezembro de 1935, na qual José de Souza Ferreira, do Botafogo Football Club, conquistou a medalha de prata; ou a Prova Ciclística 17 de Dezembro, no dia 17 de dezembro de 1945, tendo representado o Botafogo de Futebol e Regatas os ciclistas Alfredo Teixeira Dias, José Teixeira Dias e José da Silva, classificados respectivamente em 6º, 7º e 10º lugares.

Consequentemente, tanto o Bairro de Botafogo com o seu Vellodromo Guanabara, quanto o Botafogo Football Club conquistando o seu 1º troféu de futebol no Velódromo Paulista, templo do ciclismo brasileiro, e o Botafogo de Futebol e Regatas com a participação em provas de ciclismo através do seu departamento respectivo, estão associados simbolicamente e por prática desportiva aos ‘cavalos de ferro’ que deslumbraram o Bairro de Botafogo na viragem do século XIX para o século XX.

Fontes: botafogofrsocialolimpico.com.br; mundobotafogo.blogspot.com; Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (2005).Ciclovias cariocas. Rio de Janeiro: Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos; riomemorias.com.br; Weber, Eugene (1988). “Le Petit Reine”. In: França Fin de Siècle. São Paulo: Companhia das Letras; www.terra.com.br.

Botafogo Futsal do Acre conquista Copinha Arasuper de Futsal

Em pé, da esquerda para a direita: Paul Roberto, Ednelson, Leandro, Diogo, Heitor, Gabriel, Pietro, Grey e Edson Maria (comissão técnica); agachados: Luan, Lukinha, Davi, Artur, Ezequiel, Karen e Levi. Crédito: Manuel Façanha.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo Futsal do município de Rio Branco, no Acre, conquistou a 11ª Copinha Arasuper de Futsal Sub-12, cujos jogos foram disputados no Ginásio do Sesc/Bosque entre os dias 18 de janeiro e 8 de maio de 2026.

Na final o Botafogo venceu com muita clareza o Camisa 11 por 4x1, gols de Lukinha (2), Luan e Artur, para o Botafogo, e Yan para o Camisa 11.

O goleiro Gabriel (Botafogo) foi eleito o melhor da categoria. A artilharia pertenceu a Marcos Guilherme, com 16 gols, seguido de Lukinha, com 14 gols.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Entre o céu e o inferno (II): resgate do ‘Mais Tradicional’ das profundezas do Hades e nova ameaça de degola (2003-2005)

O plantel vitorioso de 2003. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Paulo Roberto de Freitas, o ‘Bebeto de Freitas’, sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha e primo do jogador de futebol Heleno de Freitas, fez carreira desportiva como jogador e treinador de voleibol, presidente do Botafogo de Futebol e Regatas e Gestor do Atlético Mineiro.

Bebeto de Freitas venceu onze campeonatos cariocas consecutivos de voleibol pelo Botafogo, representou a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 1972 e 1976, conquistou cinco títulos nacionais dirigindo um clube do voleibol italiano e sagrou-se campeão da Liga Mundial de Voleibol, em 1997, e do Campeonato Mundial de Voleibol, em 1998, ambos os títulos como treinador da Seleção Italiana.

Foi esse homem íntegro e vitorioso que os botafoguenses elegeram para resgatar o desporto, as finanças, a estrutura e o prestígio do Botafogo de Futebol e Regatas, feitos novamente em pedaços.

Bebeto assumiu o Clube no início de 2003 num momento de trauma desportivo e institucional com a queda inédita do futebol para a Série B do Brasileirão, receitas em queda livre e crise financeira, salários atrasados e estrutura precária, tendo então arregaçado as mangas e iniciado a reorganização emergencial do ambiente futebolístico para retorno à Série A do campeonato brasileiro, com vista a resgatar a autoestima botafoguense.

Desde logo Bebeto de Freitas traçou uma estratégia e um conjunto de objetivos que transformou em medidas que pudessem dar um mínimo de estabilidade ao Clube, de modo ao futebol regressar rapidamente à Série A.

As principais medidas financeiras centraram-se na renegociação de dívidas com credores e redução de passivos urgentes; adopção de uma política de austeridade com corte de gastos e controlo rigoroso de despesas; reformulação de contratos e busca de receitas através de patrocínios, direitos e bilheteria; e implementação de uma gestão mais transparente para recuperar a credibilidade do Clube no mercado.

Tais medidas permitiram sair do risco imediato de colapso e o Clube tornou a revelar-se minimamente sustentável.

As principais medidas de reorganização administrativa focaram-se na profissionalização da gestão, abandonando o clássico amadorismo político; criação de rotinas administrativas mais ágeis e modernas; maior controlo interno e prestação de contas; e redução da interferência política no quotidiano do futebol.

Tais medidas permitiram um funcionamento muito mais próximo do padrão empresarial e não apenas de uma associação cristalizada na sua desorganização.

As principais medidas de base estrutural foram a consolidação do processo de concessão ao Botafogo do Estádio Olímpico João Havelange (o ‘Engenhão’), atualmente designado por Nilton Santos; planejamento para transformar o estádio em fonte central de receitas futuras; e organização das estruturas internas do Clube com melhoria das condições de trabalho.

Levir Culpi e Bebeto de Feitas, líderes do Clube e da equipe. Crédito: Cezar Loureiro | O Globo.

As principais medidas de reconstrução desportiva foram a montagem de um elenco de futebol crescentemente competitivo enquadrado na realidade financeira; aposta em jogadores experientes e com capacidade de liderança de grupo; e estruturação mais profissional do departamento de futebol.

Tais medidas lograram que a equipe de futebol fosse vice-campeã da Série B, regressasse de imediato à Série A de 2004 e estabilizasse na elite do futebol nos anos seguintes.

Foi também fundada a pioneira Companhia Botafogo, precursora da atual SAF Botafogo, mas o projeto não evoluiu muito em anos posteriores devido à sua estrutura jurídica frágil, que mantinha a Companhia como associação amarrada ao Clube, o que não propiciou o interesse de investidores fortes, além de a legislação brasileira não definir claramente o modelo de clube-empresa.

Em suma, com competência, seriedade e dedicação, Bebeto de Freitas evitou o colapso financeiro, profissionalizou a gestão, criou bases estruturais e reconstruiu a competitividade desportiva.

No dia 22 de novembro de 2003, no quadrangular final do campeonato brasileiro da Série B, que ocorreu no estádio Caio Martins superlotado, com estimativa de 15.000 espectadores, o Botafogo venceu o Marília por 3x1, gols de Sandro, aos 24’, Camacho, aos 55’ (pen.) e aos 75’ (pen.) e qualificou-se antecipadamente para a promoção à Série A do campeonato brasileiro, sagrando-se vice-campeão no final e o Palmeiras campeão. O Glorioso, comandado por Levir Culpi, formou com Max; Rodrigo Fernandes, Sandro, Edgar e Daniel; Túlio, Fernando, Valdo e Camacho (Renatinho); Almir (Dill) e Leandrão (Edvaldo).

O objetivo desportivo primordial foi conseguido, sendo destaques da campanha botafoguense o treinador Levir Culpi, o artilheiro Leandrão, o meio-campista decisivo Almir e o líder Túlio, volante experiente – e todos sob a batuta global de Bebeto de Freitas, o ‘redentor’.

Tendo vindo da Série B o Botafogo surpreendeu com o 9º lugar no campeonato brasileiro de 2004, mostrando a consistência pretendida, mas em 2005 ‘namorou’ intensamente com o Z4, lutando com Coritiba, Paysandu e Atlético Mineiro e somente na última rodada conseguiu o ponto que lhe faltava para segurar o 16º lugar e manter-se na Série A, empatando com a Ponte Preta por 1x1, gol de Reinaldo, e relegando o Atlético Mineiro para a Série B.

Bebeto de Freitas tomou um grande susto, mas o último ano do seu 1º mandato à frente do Glorioso cumpriu – embora à tangente – os objetivos de manutenção e lançou um sério aviso de que o futebol do Botafogo ainda não estava consolidado, seja do ponto de vista nacional, seja estadual, e que a urgência de competitividade teria que constituir o ponto central do 2º mandato de Bebeto de Freitas para o triênio de 2006-2008 para o qual o presidente em exercício foi reeleito.

Fontes principais: ge.globo.com; extra.globo.com; www.mundobotafogo.blogspot.com; www.transfermarket.com.br; www.uol.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Botafogo 1x1 Atlético Mineiro – empate justo

Neto, finalmente uma grande exibição. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Eram decorridos 85’ quando pensei que, à partida, jogando fora com um adversário da mesma igualha que vinha de vencer o Cruzeiro por 3x1, e atravessando nós uma fase de altos e baixos nos últimos jogos, ainda sem uma identidade futebolística consolidada, poderíamos perder, mas visto bem o jogo o empate seria merecido porque se o Atlético foi melhor na 1ª parte, o Botafogo reagiu e foi melhor na 2ª.

E eis que poucos minutos depois do meu pensamento, aos 89’, pelo pé do atleta menos esperado, em jogada relâmpago, o empate fez jus ao que se passou em campo – Cabral, em reflexo rápido, não deu chances ao goleiro e estufou o barbante.

No 1º tempo o Botafogo parece ter-se assustado com o gol do Atlético no 1º minuto de jogo, que acabou por ser anulado devido a claro impedimento.

Os mineiros penetravam facilmente na nossa intermediária e aproximavam-se da baliza com uma permissão clara da defensiva botafoguense. A pressão mantinha-se mais ou menos constante e a nossa equipe não conseguia boa saída de bola, e quando ocasionalmente isso ocorria os homens da frente não conseguiam segurar a bola no campo adversário.

A pressão resultou quando aos 22’, num contra-ataque rápido, a zaga do Botafogo afastou mal a bola, a bola resvalou em Ferraresi e sobrou para Mateo Cassierra rematar vitoriosamente da marca do pênalti.

Os ataques perigosos sucediam-se e não seria de espantar que o Atlético ampliasse o placar, e somente aos 34’ é que o Botafogo conseguiu rematar perigosamente após escanteio e Barboza chutar de virada dentro da grande área para defesa do goleiro.

Porém, a incapacidade de o Botafogo urdir ataques coletivos obrigava a chutões para a frente na esperança de ‘achar’ um gol. Mas como isso não ocorria, eis que Barboza decidiu, aos 42’, disparar um chutaço de longe que rasou o poste da baliza de Everson.

O Botafogo só tornou a aparecer após nova jogada de Barboza, aos 46’,que Danilo aproveitou para rematar à entrada da área, mas muito fraco e à figura do goleiro.

O Botafogo foi tentando chegar à baliza adversária, mas não conseguia aproximação necessária e consistente. E o Galo, embora mantendo os ataques, geriu o jogo na parte final sentindo-se confortável com o placar e com a incapacidade do Botafogo de chegar ao empate.

Não obstante, foi um 1º tempo muito agradável de seguir, com as duas equipes buscando – com maior ou menor eficiência – superar (CAM) ou resistir ao adversário (BFR) de um modo digno de jogar futebol.

Chegou-se ao intervalo de um 1º tempo que se pode caracterizar por um Atlético com vontade de ganhar e um Botafogo sem vontade de perder, mas necessitado de fluir muito mais o seu jogo para chegar ao empate.

O Atlético entrou a 2ª parte substituindo Bernard por Alexsander aos 49’, face a um recomeço agitado com o Botafogo segurando a posse de bola e ameaçando o Atlético, que satisfeito com o resultado optou por reforçar a linha de meio campo em detrimento do ataque.

Aos 56’, Danilo teve chance de ouro para empatar no miolo da área, mas rematou mal, a bola depois resvalou na zaga e foi ao poste do lado inverso, perdendo-se a hipótese do empate.

Fazendo um parêntesis, não estou muito convencido da melhor utilidade de Danilo no ataque, porque se tem mostrado pouco produtivo nos dois últimos jogos em que esteve mais próximo da grande área – que não é a melhor posição dele. Tanto mais quanto Danilo, pela sua capacidade de criar, provavelmente seria mais útil na sua posição original – a vantagem é que consegue geralmente rematar melhor do que Cabral, Martins ou Kadir.

Aos 58’ o Atlético apareceu e Neto fez boa defesa. Tentando responder ao maior volume de jogo do Botafogo e retomar a iniciativa, Lodi descolou um lançamento para dentro da área aos 61’, Cuello cabeceou e Neto faz a defesa da noite, realizando uma grande exibição e contrariando os gols que anteriormente a sua mão leve não conseguiu deter.

Daí em diante houve muita luta de parte a parte com o Botafogo fazendo o que podia para não perder o jogo, enquanto o Atlético geria a partida, tanto mais quanto se aproximava do final e a sua torcida cantava alegremente com mais uma vitória.

Porém, aos 89’, Marçal insistiu na linha de fundo e acabou por ganhar uma lateral, cobrada em lançamento longo para a área. Na disputa pelo alto a bola resvalou num defensor – parecidíssimo com o resvalar no gol do Atlético – e sobrou para Arthur Cabral, no exato local onde deve estar um ’matador’, girou com a velocidade de um relâmpago e fuzilou as redes de Everton. O justo empate chegara, para suspiro de alívio da nossa torcida e apreensão profunda da torcida adversária que estava em festa.

Temos jogado 'sem' goleiro nem centroavante, e agora foram justamente esses dois 'ausentes' que evitaram os gols do Atlético e asseguraram o gol de empate. É o futebol...

Agora é eliminar a Chapecoense (14 de maio) da Copa do Brasil e realizar um jogo com maior identidade e mais convincente para vencer o Corinthians (17 de maio) em casa, pelo Brasileirão.

PS: Arbitragem invisível, evitando interrupções e ‘palco’ desnecessário, como deviam ser todas as arbitragens, e um jogo disputado com muita lealdade de parte a parte entre os jogadores. É de saudar.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x1 Atlético Mineiro

» Gols: Arthur Cabral, aos 89’ (Botafogo); Cassierra, aos 22’ (Atlético Mineiro)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 10.05.2026

» Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)

» Público: 33.043 espectadores

» Renda: R$ 1.731.166,89

» Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC); Assistentes: Neuza Inês Back (SP) e Henrique Neu Ribeiro (SC); VAR: Diego Pombo Lopez (BA)

» Disciplina: cartão amarelo – Alex Telles e Mateo Ponte (Botafogo)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Newton (Álvaro Montoro), Edenílson (Kadir), Cristian Medina e Danilo; Matheus Martins (Jordan Barrera) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.

» Atlético Mineiro: Everson; Natanael, Iván Román (Vitor Hugo), Júnior Alonso e Renan Lodi; Tomás Pérez, Maycon e Bernard (Alexsander); Cuello (Reinier), Alan Minda (Cissé) e Mateo Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez.

Que associação entre ‘Botafogo’ e ‘cavalos de ferro’?

Velódromo Paulista (imagem melhorada). Crédito: Lauthenay Perdigão. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo A associação entre a desig...