sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Botafogo 0x1 Fluminense - uma calamidade

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo perdeu o 4º clássico seguido, confirmando-se alguns dos temores que têm sido mencionados pelo Mundo Botafogo.

Anselmi venceu algumas partidas inicialmente contra clubes modestos e também contra o Cruzeiro que tem apresentado desempenhos muito sofríveis desde que é comandado por Tite. Desde aí a equipe tem sido um desastre acumulando quatro derrotas seguidas.

Desde a contratação de Anselmi que nos temos vindo a referir, em diversas análises, que os esquemas de 3x4x3 e 3x5x2 preferidos do treinador não se ajustam à equipe na medida em que não tem jogadores para o efeito.

Aliás, já na biografia apresentada pelo Mundo Botafogo aquando da chegada de Anselmi, esse assunto foi devidamente mencionado. O treinador foi demitido do FC Porto após cinco meses de insucesso e nós referimos na biografia que os jogadores do Porto “consideravam o seu esquema inadequado e desconfortável, que gerou desequilíbrios defensivos e pouca consistência ofensiva, e a direção entendeu ser um esquema inócuo para um clube da dimensão do FC Porto” (https://mundobotafogo.blogspot.com/2025/12/martin-anselmi-comentarista-desportivo.html).

É certo que nós sempre referimos não gostar pessoalmente desse esquema de jogo, e por isso somos suspeitos a esse respeito desde a chegada de Anselmi, mas até poderia funcionar se houvesse jogadores para o efeito. Não há. Recentemente Ruben Amorim foi demitido do Manchester United porque o seu esquema de 3x4x3, um ano depois da sua posse, ainda não funcionava bem para os seus jogadores. O sucessor mudou o esquema e subitamente, com os mesmos jogadores, o United emplacou cinco vitórias consecutivas, incluindo clássicos, com a simples mudança de esquema.

Por outro lado, não temos tido reforços capazes e alguns dos últimos reforços já deixavam a desejar. O caso mais flagrante é o de Neto, que na sua longa vida profissional foi na maioria das vezes goleiro-reserva (https://mundobotafogo.blogspot.com/2025/08/neto-o-goleiro-reserva.html) e já falhou em vários gols adversários nos poucos jogos em que atuou. Em suma, não temos goleiro, função tão fundamental como a dos atacantes que marcam gols – muitos títulos são ganhos ou perdidos em função do desempenho dos goleiros.

Ythallo é outro atleta que referenciamos na bibliografia como sendo dispensado sucessivamente pelos clubes por onde passou. Resta-nos perceber se outros atletas anteriormente contratados, e que já podem atuar após cancelamento do transferban, conseguem enquadrar-se melhor no esquema de Anselmi – ou então o treinador perceber que o esquema para o seu plantel é outro que não o esquema de três zagueiros.

Também não há certeza, face a contratações tão duvidosas, que as eventuais novas contratações obedeçam a critérios de esquemas de jogo como o 3x4x3 ou o 3x5x2. Não basta John Textor dizer, após a resolução do transferban, que agora é “atacar, atacar e atacar”. Quando se ataca demais defende-se de menos e não temos craques no elenco que possam superar com muitos gols as carências defensivas.

Os diversos setores da equipe não conseguem interligar-se, evidenciando falta de estabilidade e equilíbrio, além de atualmente a equipe cometer graves erros cruciais ao longo das partidas.

O jogo contra o Fluminense revelou todos os nossos problemas ainda com maior nitidez. Durante o primeiro tempo do clássico o Fluminense apresentou um jogo muito truncado e o Botafogo não soube desembaraçar-se do adversário, pelo contrário, reproduziu o próprio Fluminense. A partir dos 24’ a lesão de Allan fez o Botafogo perder o meio-campo até ao fim do jogo porque Barrera não sabe jogar a volante.

A equipe tricolor teve mais posse de bola, mas a eficácia foi a mesma de parte a parte num 1º tempo paupérrimo de futebol. Não houve remates à baliza, não houve oportunidades de gol. Na verdade, somente aos 45+4’ é que Canobbio, lançado a partir de uma bola em profundidade, acertou o poste da baliza botafoguense.

A 2ª parte abriu tal como fechou a 1ª: bola em profundidade, a zaga do Botafogo falhou e John Kennedy, cara a cara com o goleiro, tentou gol por cobertura e a bola saiu por cima. Aos 51’, em cobrança de falta por Alex Telles, o Botafogo rematou à baliza pela primeira vez em todo o jogo, mas foi tão fácil para a defesa do goleiro que nem precisou de se mexer para defender.

Mais perigoso na 2ª parte, o Fluminense atacou em velocidade aos 54’, saiu remate, Neto defendeu para dentro da área, novo remate, Neto espalmou para a frente e depois Acosta surgiu para encobrir o goleiro na pequena área e ainda conseguir empurrar para as redes com a cabeça. Mais um gol na conta de Neto.

Seis minutos depois, aos 60’, Canobbio foi expulso por cotovelada em Montoro. Abria-se a chance de o Botafogo jogar mais e melhor, mas nada disso aconteceu. O Fluminense, ciente da inferioridade numérica, manteve-se no ataque, geriu o jogo e incrivelmente foi o Botafogo que, se já vinha mal organizado, se desorganizou de vez.

Fora um chute de Artur em posição frontal à figura do goleiro aos 66’, somente aos 90’ houve a possibilidade de empate quando Danilo cobrou uma falta, a bola foi ligeiramente desviada pela barreira e bateu no poste da baliza do Fluminense – exatamente no mesmo sítio em que Canobbio carimbou o poste na 1ª arte do jogo.

Parecendo estar com 9 contra 11, o Botafogo descontrolou-se, evidenciando que não tem domínio do seu esquema de jogo e também não consegue ajustar as peças e os setores em casos de vantagem numérica.

No conjunto da partida, as insuficiências do Botafogo foram elementares: não se consegue chegar ao ataque (Arthur Cabral está isolado e recebe poucas bolas, e quando recebe, perde na dividida, deixa passar a bola porque está mal posicionado ou simplesmente cabeceia mal e remata mal); não se trocam passes em sequência e consequentemente não há domínio de bola e não se consegue a sua posse; não se recuperam bolas, sendo a 2º bola quase sempre do Fluminense; não se marca com rigor e falha-se em jogadas cruciais, especialmente pelo lado esquerdo porque nem Telles nem Montoro sabem fazer marcação; não se contra-ataca capazmente, tendo-se realizado uma única jogada bem trabalhada coletivamente em todo o jogo, que terminou com um remate fraco de Artur à figura de Fábio.

Em suma, neste momento não temos técnico, não temos goleiro, não temos uma dupla de zaga que se entenda e seja eficaz; o meio-campo não consegue jogar articuladamente; o ataque praticamente inexiste, deixado a cargo de Arthur Cabral que é péssimo e de Artur que às vezes tem relâmpagos de luz e na maioria dos casos desaparece em campo.

Falta avaliar o desempenho de Textor e do departamento de futebol com as contratações efetuadas (Riquelme, Lucas Villalba e Ythallo, sendo que a biografia de Ythallo, também publicada no Mundo Botafogo, por enquanto não abona em seu favor) e com as contratações que estão prometidas.

E, claro, como Anselmi vai organizar o sistema de jogo do Botafogo face à sua completa ineficiência em quatro derrotas sucessivas, que o colocam em 2026 como clube modesto no panorama nacional e candidato a coisa nenhuma se tudo se mantiver como está.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x1 Fluminense

» Gols: Acosta, aos 54’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 12.02.2026

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 27.748 pagantes; 30.397 espectadores

» Renda: R$ 1.396.716,50

» Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS); Assistentes: Maira Mastella Moreira (RS) e Michael Stanislau (RS); Var: Daniel Nobre Bins (RS)

» Disciplina: cartão amarelo – Ythallo, Álvaro Montoro e Newton (Botafogo) e Samuel Xavier, Canobbio, Luis Zubeldía, Lucho Acosta, Guga, Freytes (Fluminense); cartão amarelo – Canobbio (Fluminense)

» Botafogo: Neto; Ythallo (Nathan Fernandes), Newton e Alexander Barboza; Vitinho (Lucas Villalba), Allan (Jordan Barrera), Danilo e Alex Telles (Matheus Martins); Artur (Kadir), Arthur Cabral e Álvaro Montoro. Técnico: Martín Anselmi.

» Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Guilherme Arana), Jemmes, Freytes e Renê; Bernal, Martinelli e Lucho Acosta (Guga); Serna (Ganso), John Kennedy (Hércules) e Canobbio. Técnico: Luis Zubeldía.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Retrospecto do ‘Clássico Vovô’ (1905-2026)

Arte: Elson Souto.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (1905-2026)

» 383 jogos, 130 vitórias, 113 empates e 140 derrotas; saldo de gols desfavorável em 532-572.

SÍNTESE DOS ÚLTIMOS 20 ANOS (2006-2026)

» 78 jogos, 31 vitórias, 22 empates e 25 derrotas, com saldo de gols favorável em 84-78.

MAIOR SÉRIE DE VITÓRIAS CONSECUTIVAS (8) ENTRE OS DOS CLUBES

Botafogo 1x0 Fluminense

Gol: Victor Sá, aos 60’

Campeonato Estadual, em 29.01.2023

Botafogo 1x0 Fluminense

Gols: Victor Cuesta, aos 74’

Campeonato Brasileiro, em 20.05.2023

Botafogo 2x0 Fluminense

Gols: Júnior Santos, aos 19’, e Tiquinho Soares, aos 21’

Campeonato Brasileiro, em 08.10.2023

Botafogo 4x2 Fluminense

Gols: Marlon Freitas, aos 2’ e 86’ (pen.), Raí, aos 14’, e Emerson Urso, aos 90+9’ (Botafogo); Lelê, aos 25’, e John Kennedy, as 82’ (Fluminense)

Campeonato Estadual, em 03.03.2024

Botafogo 1x0 Fluminense

Gols: Basto, aos 65’

Campeonato Brasileiro, em 11.06.2024

Botafogo 1x0 Fluminense – Campeonato Brasileiro

Gols: Luiz Henrique, aos 90+4’

Campeonato Brasileiro, 21.09.2024

Botafogo 2x1 Fluminense – Campeonato Estadual

Gols: Igor Jesus, aos 11’, e Savarino, aos 81’ (pen.) (Botafogo); Cano, aos 70’ (Fluminense)

Campeonato Brasileiro, em 29.01.2025

Botafogo 2x0 Fluminense – Campeonato Brasileiro

Gols: Vitinho, aos 36’, e Savarino, aos 90+4’

Campeonato Brasileiro, 26.04.2025

ÚLTIMO JOGO

Botafogo 0x1 Fluminense

» Gols: John Kennedy, aos 68’

» Competição: Campeonato Estadual

» Data: 01.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 8.596 pagantes; 9.766 espectadores

» Renda: R$ 400.648,00

» Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ); Assistentes: Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) e Gustavo Mota Correia (RJ); Var: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

» Disciplina: cartão amarelo – Jordan Barrera, Léo Linck e Santi Rodríguez (Botafogo) e John Kennedy e Ignácio (Fluminense)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte, Bastos e Marçal; Kadu (Vitinho), Allan (Danilo), Jordan Barrera e Nathan Fernandes (Alex Telles); Artur (Álvaro Montoro), Kadir (Santi Rodríguez) e Matheus Martins. Técnico: Martín Anselmi.

» Fluminense: Fábio, Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Bernal, Martinelli (Nonato) e Lima (Savarino); Santi Moreno (Serna), Canobbio (Lucho Acosta) e John Kennedy (Everaldo). Técnico: Luis Zubeldía.

MAIOR GOLEADA ABSOLUTA EM DECISÕES DO CAMPEONATO ESTADUAL NA ‘ERA AMADORA’ (1910)

Botafogo 6x1 Fluminense

» Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré (Botafogo); Lulu Rocha (contra) (Fluminense)

» Competição: Campeonato Carioca

» Data: 25.09.1910

» Local: Rua Voluntários da Pátria, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 6.000 espectadores

» Árbitro: A. H. Hassell

» Botafogo: Coggin, Edgard Pullen e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulu Rocha e Lefèvre; Emmanuel Sodré, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Mimi Sodré e Lauro Sodré.

» Fluminense: Waterman, Félix Frias e Ernesto Paranhos; Nery, Mutzenbecher e Gallo; Millar, Oswaldo Gomes, Edwin Cox, Gilbert Hime e Alberto Borgerth.

MAIOR GOLEADA ABSOLUTA EM DECISÕES DO CAMPEONATO ESTADUAL NA ‘ERA PROFISSIONAL’ (1957)

Botafogo 6x2 Fluminense

» Gols: Paulo Valentim (5) e Garrincha (Botafogo); Escurinho e Valdo (Fluminense)

» Data: 22.12.1957

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 89.100 espectadores

» Renda: Cr$ 3.267.639,00

» Juiz: Alberto da Gama Malcher

» Botafogo: Adalberto, Thomé e Nilton Santos; Servílio, Beto e Pampolini; Garrincha, Didi, Paulinho Valentim, Édson e Quarentinha. Técnico: João Saldanha.

» Fluminense: Castilho, Cacá e Pinheiro; Jair Santana, Clóvis e Altair; Telê, Jair Francisco, Valdo, Robson e Escurinho. Técnico: Sylvio Pirilo.

Desfile carnavalesco: eu tenho dois amores…


 

…o G.R.E.S. Botafogo Samba Clube, desde 2018.

Fonte: Botafogo Samba Clube (@botafogosambaclube).

…e o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, desde 1965.

Fonte: Acadêmicos do Salgueiro (@salgueirooriginal).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Salim Simão, botafoguense roxo (II): personagem de Nelson Rodrigues existiu mesmo

Fonte: Jornal do Sports, 12.069 / 1967.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A fechar esta matéria, a título de curiosidade e, de certo modo, em homenagem à amizade de dois homens opostos na maioria das ideias – políticas e outras –, transcreve-se dois excertos da peça rodrigueana “Anti-Nelson Rodrigues”, com a 1ª montagem em 1974, na qual existem 147 diálogos de Salim Simão (fonte: teatroemescala.com):

1º Excerto:

«(a luz passa para a casa de Salim Simão, em Quintino. Ele, pai de Joice, é bonito, velho, com os cabelos de um branco sedoso, bem-vestido, paletó cintado, colarinho e punhos engomados. Salim Simão está com Hele Nice, criada da casa, negra, de ventas triunfais, busto enorme. O dono da casa anda de um lado para outro, em largas e furiosas passadas)

SALIM

— E minha filha que não chega! A que horas ela telefonou, Hele Nice? Uma?

HELE NICE

— Duas.

SALIM

(começa a chorar e para) — São cinco, Hele Nice, são cinco! E ela disse: — “Volto já.” E quedê?

HELE NICE

— Dr. Salim, é a condução, dr. Salim!

SALIM

— Mas quando minha filha sai, meu Deus, penso o diabo. Quando eu era solteiro, tinha uma vizinha que era uma moreninha linda! Estava na calçada, veio um táxi, trepou no meio-fio e achatou a menina contra o muro. Morreu na hora.

HELE NICE

— Não fala assim, dr. Salim, pelo amor de Deus!

SALIM

— É, vamos mudar de assunto. Mas o que é mesmo que eu estava dizendo? Já sei. Me mandaram fazer a nota e eu escrevi. O dono do jornal começou a ler e, de repente, deu um pulo. “Quem é que escreveu entrementes? Quero saber o nome do redator que escreveu entrementes!”

HELE NICE

— Seu patrão era neurastênico!

SALIM

— Me chamaram e eu fui lá. O dono do jornal espumava. “Foi você que escreveu entrementes? No meu jornal não sai entrementes. Tira essa bosta.” Apanhei a matéria e botei lá outra palavra. Leu e picou a matéria e jogou para o alto como confete. “Riscou entrementes e pôs outrossim. No meu jornal, não sai outrossim.” E disse mais: — “Você não pode escrever sobre o brigadeiro.”

HELE NICE

— Por que é que o senhor não passou uma esculhambação no cara?

SALIM

— Hele Nice, não diz isso na casa de Joice. Esculhambação é a palavra mais feia da língua. Eu disse bosta, porque a minha filha não está em casa. Mas o dono do jornal demitia e nomeava ministro pelo telefone. Tinha uma coragem cívica formidável. E, todos os dias, apanhava uma surra da mulher. (entra Joice)»

2º Excerto:

SALIM

«— Agora eu quero saber o seguinte: o que é que teu noivo diz?

JOICE

(sem entender) — Meu noivo?

SALIM

— Que é que ele diz do teu emprego?

JOICE

— Nada.

SALIM

(furioso) — É teu noivo e não diz nada?

JOICE

— Quando conversamos, disse que o problema era meu.

SALIM

— Só teu? Mas ele não é o homem do casal? Ao menos, tem ciúmes de ti?

JOICE

— Confia em mim.

SALIM

(como num comício) — Então, minha filha, escuta. Eu também confiava em tua mãe. Era uma santa. E quantas vezes fui pra esquina espiar se entrava homem na minha ausência? Minha filha, isso é a natureza das coisas

Fontes: Boletim do Botafogo FR, Ano XLI – Maio de 1981 – Nº 240; Castro, Ruy (2017). Anjo Pornográfico – a vida de Nelson Rodrigues. Tinta-da-China. Lisboa: editora Tinta-da-China; https://blogdorobertoporto.blogspot.com; https://blogs.oglobo.globo.com; https://teatroemescala.com; https://x.com/brauneoficial; https://www1.folha.uol.com.br.

Botafogo 0x1 Fluminense - uma calamidade

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo O Botafogo perdeu o 4º clássico seguido, confirmando-se alguns dos temores que têm sido mencion...