sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Garrincha, o maior símbolo do futebol-arte em palco Glorioso

Garrincha, 1963. Fonte: Facebook de Flamínio Lobo.

[Título original: Garrincha e o Botafogo: a história do craque que virou símbolo do futebol-arte]

por GABREL PORTA | Excerto da Gazeta do Paraná

«Poucos nomes se confundem tanto com a identidade de um clube quanto Garrincha com o Botafogo. Dono de um estilo irreverente, dribles imprevisíveis e alegria espontânea, o ponta-direita construiu no time alvinegro o capítulo mais marcante de sua carreira e se consolidou como um dos maiores ídolos da história do futebol nacional.

Entre as décadas de 1950 e 1960, Garrincha foi o principal rosto da fase mais gloriosa do Botafogo. Em um período repleto de esquadrões históricos, o clube reuniu jogadores que formariam a base da Seleção Brasileira bicampeã do mundo. Nenhum, porém, simbolizou tanto esse momento quanto o camisa 7.

Sua importância vai além de estatísticas. Garrincha redefiniu o papel do ponta-direita, desequilibrando partidas praticamente sozinho e transformando jogos comuns em verdadeiros espetáculos. Com ele em campo, o Botafogo enfrentou de igual para igual, e frequentemente superou grandes forças do futebol brasileiro, como o Santos de Pelé e os principais clubes do eixo Rio-São Paulo.

Mesmo após o encerramento da carreira, a imagem de Garrincha segue intimamente ligada ao clube. Ele não foi apenas um grande jogador do Botafogo. Foi o atleta que projetou o Alvinegro como referência mundial do futebol.

[…]

Garrincha atuava como ponta-direita clássico, mas com características únicas. Dribles curtos, aceleração explosiva, cruzamento precisos e uma capacidade rara de decidir partidas sozinho marcaram o seu estilo. Suas penas tortas, longe de serem limitação, tornaram-se vantagem técnica.

No Botafogo, formou com Didi uma das duplas mais emblemáticas da história do futebol, liderando um time que encantou torcedores no Brasil e no exterior. Foi também peça fundamental da Seleção Brasileira campeã mundial em 1958 e 1962, sendo protagonista absoluto no título do Chile.

Ainda assim, foi no Botafogo que sua genialidade encontrou palco ideal. Garrincha permanece como símbolo máximo do futebol-arte. No Alvinegro, não foi apenas um craque. Foi a personificação da alegria, da irreverência e da capacidade de transformar o futebol em espetáculo eterno.»

Matéria completa no endereço https://gazetadoparana.com.br/artigo/garrincha-botafogo-historia-craque-futebol-arte

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Botafogo 2x0 Nacional Potosí – classificação à tangente

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Estamos na 3ª fase da Copa Libertadores e esse objetivo principal foi alcançado, mas tanto os 90 minutos em casa como os 180 minutos no conjunto da eliminatória deixam-nos com bastante mais incertezas do que certezas.

Em um primeiro momento – que nos surpreendeu positivamente – o Botafogo evidenciou uma postura atacante e dominante invejável. Sabendo-se que provavelmente o Nacional jogaria com uma marcação alta, a nossa equipe aproveitou a situação para lançamentos longos nas costas dos adversários, apostando no contra-ataque e na velocidade.

Foi assim que ainda antes do minuto 1, em contra-ataque veloz, Vitinho acertou o poste esquerdo da baliza de Galindo; aos 4’ houve novo lançamento em profundidade pela ala esquerda, Alex Telles ganhou em corrida ao adversário, tocou ligeiramente para a frente com a cabeça e à saída do goleiro assinou um gol espetacular, picando a bola e encobrindo o guardião boliviano. Botafogo 1x0.

Ainda insatisfeitos com o placar empatado, aos 9’ houve nova jogada perigosa que acabou em boa defesa do goleiro, mas um minuto após, os 10’, Alexander Barboza emendou de cabeça uma cobrança de escanteio pelo lado esquerdo e carimbou o travessão!

Os ataques continuaram e aos 15’ ocorreu uma nova jogada perigosa, em que Galindo defendeu; finalmente, aos 19’, Vitinho rematou de meia distância e a bola embateu no poste direito da baliza do Nacional – isto é, em 19 minutos o Botafogo fez um gol e carimbou toda a baliza adversária com três remates que beijaram o travessão e os dois postes à guarda de Galindo.

Entretanto, uma paragem para substituir o equipamento de rádio do árbitro esfriou um pouco mais o domínio botafoguense e o treinador do Nacional também aproveitou para povoar melhor o meio-campo e travar as jogadas em profundidade do Botafogo.

Ainda assim, aos 28’, Matheus Martins, tal como lhe é habitual, cara a cara com o goleiro em mais um contra-ataque rápido do Botafogo, chutou à figura de Galindo; aos 30’, em novo contra-ataque rápido, os nossos atletas remataram três vezes sucessivas na mesma jogada, mas a bola foi defendida pelo goleiro, depois bloqueada pela zaga e finalmente rematada para fora.

Entretanto, Léo Linck abusava de jogar próximo do círculo do meio-campo trocando a bola com os zagueiros, certamente com a crença, e provavelmente também de Anselmi, que é o Manuel Neuer II, e que estávamos a jogar uma partida de futsal em situação desesperada de derrotados nos minutos finais, arriscando que uma perdida de bola a meio-campo e um bom remate longo para a nossa baliza surpreendesse Léo Linck, mas felizmente não houve bolas dessas perdidas, esperando nós que o goleiro seja corrigido para não termos dissabores futuro com esse comportamento excessivo.

Por outro lado, em duas situações os jogadores do Nacional poderiam ter sido expulsos, e certamente num dos casos não havia dúvida: Orellana levantou excessivamente o pé e atingiu a cabeça de Vitinho, constituindo clara situação de expulsão.

Após o tempo regulamentar esgotado, aos 45+4’ houve um desvio in-extremis da zaga boliviana para escanteio, e quando todos já esperavam o apito do árbitro, numa falta a nosso favor cobrada por Álvaro Montoro aos 45+5’, Barboza cabeceou para o meio da área, a zaga não conseguiu afastar capazmente a bola e Danilo aproveitou a confusão rematando para o fundo das redes. Botafogo 2x0.

A vantagem no placar era um bom começo para a 2ª parte do jogo, tanto mais quanto na 1ª parte tivemos 77% de posse de bola, dois gols, três bolas a travessão e as postes, nenhum ataque perigoso do Nacional e nenhum remate à nossa baliza. Creio que todos nós, comissão técnica, atletas, espectadores ao vivo e espectadores de televisão, foram para o intervalo crentes de que a 2ª parte seria um novo passeio para alcançar um placar tranquilo de 3x0 ou 4x0.

Ledo engano!

Alex Telles ainda tentou, logo aos 46’, dar o mesmo tom ao jogo com um remate perigoso por cima do travessão, mas ficamos por isso mesmo até aos 60’, quando Galindo defendeu bem uma cabeçada, isto é, 14 minutos sem nenhuma relevância, com o nervosismo crescendo nas nossas hostes face ao placar apertado, o Nacional bem melhor organizado do que em Potosí e ainda procurando brechas na nossa defesa na esperança do empate, e aos 66’, em remate de Villalba de meia-distância, com Léo Linck totalmente batido, o Nacional esteve à beira de empatar a eliminatória com a bola embatendo no travessão. Ufa!...

Aos 72’, em corrida, Artur foi claramente desequilibrado pelo zagueiro dentro da área, mas o árbitro e o VAR tornaram a ignorar um caso que merecia óbvia revisão. E dos 80’ em diante foi um sobressalto para todo nós, com o Botafogo irreconhecível, nervoso e sem gás mesmo após as substituições – porque não tínhamos no banco reservas para os titulares da partida, e nem sequer temos atacantes capazes, sendo caricata a substituição de Matheus Martins por Arthur Cabral ou vice-versa, porque ambos são quase-nulidade. E tudo leva a crer que vamos continuar não priorizando um atacante que faça o que os nossos atacantes não sabem fazer – gols!

Em suma, aliviados – novamente aliviados… – com a classificação à tangente e com algum dramatismo à mistura, mas temerosos do que vem a seguir na 3ª fase da Copa Libertadores, esperançados que o Barcelona de Guayaquil esteja ao nosso alcance e que os reforços melhorem significativamente a equipe daí em diante.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x0 Nacional Potosí

» Gols: Alex Telles, aos 4’, e Danilo, aos 45+5’

» Competição: Copa Libertadores | 2ª Fase

» Data: 25.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 26.331 pagantes; 28.318 espectadores

» Renda: R$ 800.618,00

» Árbitro: Piero Maza (Chile); Assistentes: José Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile); Var: Juan Lara (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Mateo Ponte e Alex Telles (Botafogo) e Orellana, Pavia, Solis e Maxi Núñez (Nacional Potosí)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte (Justino), Bastos e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Danilo e Alex Telles; Jordan Barrera (Artur), Matheus Martins (Arthur Cabral) e Álvaro Montoro (Correa). Técnico: Martín Anselmi.

» Nacional Potosí: Galindo; Baldomar (Peña), Restrepo, Demiquel e Hoyos; Orellana (Torrico), Otormin (Pavia), Azogue e Solis; William Álvarez (Villalba) e Hugo Rojas (Maxi Núñez). Técnico: Leonardo Égüez.

Mosaico Libertadores 2026 - Nacional Potosí

 
Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Garrincha Divinal, pesquisa internacional única culmina no centenário do nascimento

Crédito: Facebook de Wojciech Borowa, foto de capa.

PREÂMBULO (do Mundo Botafogo)

Os botafoguenses e todos aqueles que imparcialmente defendem que Garrincha merece um lugar muito mais proeminente na galeria nacional do futebol, de certo modo espantam-se como as publicações e homenagens a Garrincha permanecem a fluir em todo o mundo e o craque conquista, já depois do seu falecimento, novos fãs nascidos antes e depois de deixar o mundo das vivos – permanecendo, afinal, absolutamente vivo em todas as partes do mundo.

O Mundo Botafogo publicou na sua rubrica ‘lançamentos’, entre 15 de agosto de 2014 e 22 de junho de 2015, cerca de 20 publicações sobre as duas monumentais obras dedicadas a Garrinha pelo americano de origem francesa Dominique Beaucant, cuja biografia ilustrada por centenas de fotos foi resultado de uma apaixonada pesquisa de vários anos, bem como publicações acerca de suas visitas ao Rio de Janeiro e homenagens que empreendeu.

Agora é a vez de dar à estampa a história da pesquisa de Wojciech Borowa, cidadão polonês, nascido em novembro de 1984, devoto de Garrincha e que sobre o fenomenal craque efetua pesquisas há diversos anos, correspondendo-se desde há largo tempo com o editor do Mundo Botafogo, e que prepara uma homenagem impressa em um monumento virtual que fará a sua aparição na web, livro e filme absolutamente fantástica, rigorosa e abundante sobre o ‘Divino Anjo’ que continua voando por todo o planeta.

Tem a palavra Wojciech Borowa!

PROJETO MONUMENTAL NO CENTENÁRIO DE GARRINCHA

por WOJCIECH BOROWA

Em 1999, quando estava terminando o 8º ano, li o texto de Antoni Piontek "Os tristes destinos da ALEGRIA DA NAÇÃO" no “Piłka Nożna” (revista polonesa de futebol equivalente, por exemplo, à revista “France Football”). Não foi o primeiro texto polonês sobre Garrincha, mas até hoje – de tudo o que sei – o melhor. Antes e depois inúmeros jornais, revistas e documentários retrataram a vida de Garrincha nas suas mais variadas dimensões.

Este ano, em abril, completa-se 27 anos – mais de um quarto de século – desde então e é uma boa oportunidade para antecipar de forma mais ampla e publicamente o seguinte:

1999-2004:

O texto de Piontek, em 1999, quando eu tinha pouco menos de 15 anos, foi o início de uma busca permanente em coletar material relacionado a Garrincha. As pessoas da minha geração lembram-se como era o mundo e a rede naquela época. Sem smartphones, Wikipedia, redes sociais, YouTube ou Facebook. Em 1999 nem todos tinham um computador portátil e acesso à internet. Lembro-me que na escola um colega trazia-me pequenas impressões de notas biográficas de Garrincha, encontradas em algumas páginas polonesas. Foram apenas quatro frases. Mas o processo começou...

2005-2008:

O processo intensificou-se tanto que, em 2005-2007, usando os materiais coletados – fotos, documentários e relatos de jogos –, criei o meu primeiro portal dedicado a Garrincha (hoje já não está disponível online). Curiosamente, o site polonês mais antigo sobre Garrincha (não meu) ainda existe hoje em www.garrincha.prv.pl. Ao mesmo tempo, decidi editar as imagens de vídeo usando o programa Adobe Premiere. Foi assim que o projeto "The Sad Story Of Some Happiness" foi criado ao longo de quase três anos – um filme principal de 20 minutos e diversas versões mais curtas. Antigamente estavam disponíveis no YouTube, mas agora podem ser encontrados parcialmente em serviços como CDA ou Dailymotion. Em 2008, com material muito mais rico do que nos dois anos anteriores, comecei a criar uma nova versão do filme. Foi criado um conceito e os primeiros minutos do filme, aos quais regresso regularmente, mas depois a ideia não foi finalizada.

2009-2015:

Ao longo dos anos seguintes a minha coleção de material aumentou consideravelmente, incluindo material filmado, embora neste caso não tenha sido tão significativo como foi em suporte papel – tanto em termos de quantidade como de qualidade.

2016:

Por volta de 2016 deparei-me com um livro online de Dominique Beaucant – um americano com raízes francesas a viver em Nova Iorque há vários anos. Dominique, muito antes de mim (ele é 30 anos mais velho), começou a colecionar todos os assuntos que encontrava relacionadas a Garrincha e em determinado momento decidiu publicar um álbum. A história desta publicação é notável, e o livro, com capa em relevo e estojo para o proteger, é em si mesmo monumental: quando aberto, tem mais de 55 cm de largura e 35 cm de altura, pesa 2,7 kg sem estojo e conta com mais de 288 páginas, a maioria das quais com pelo menos uma fotografia de Garrincha. De acordo com o autor ainda ficaram por publicar mais de 100 fotografias oriundas diretamente do arquivo de um dos jornais franceses. O livro, financiado por um cavalheiro filantrópico, foi publicado e distribuído pelo próprio Dominique Beaucant – e não se encontra disponível em livrarias, lojas online ou leilões, constituindo um precioso caráter de colecionador. Um segundo livro sobre ‘O Rei dos Reis’’, suplemento do primeiro livro, também foi publicado. Após quase dez anos da sua publicação, em setembro de 2025, consegui tornar-me um dono feliz da majestosa obra – provavelmente, com uma probabilidade de 99,99%, serei o único detentor dessa obra na Polônia.

Crédito: Arquivo de Wojciech Borowa.

2016-2017:

Na mesma época em que descobri o livro de Dominique deparei-me com uma nova fonte de recursos – o serviço digital da Biblioteca Nacional do Brasil. Até lá eu confiei principalmente nas pesquisas do Google. A Biblioteca Nacional do Brasil (BNB) compartilha, entre outros, centenas de milhares de páginas digitalizadas de jornais brasileiros, incluindo as décadas de 1950 a 1980. Também tem ótimas ferramentas para procurar e navegar nas culturas. A imensidão dessa filmagem é tão grande que até hoje não consegui visitar tudo o que se relacionado com Garrincha na BNB.

2017:

Em 2017, comecei uma página no Facebook onde ocasionalmente postava coisas relacionadas com Garrincha (incluindo principalmente BNB) por mais de dois anos. Desta forma, mais de 1000 fotos foram recolhidas lá – provavelmente a maior coleção do tipo na Internet num só lugar.

2020-2021:

Naquela época, enquanto executava uma página e expandia a minha coleção – principalmente materiais do BNB – inspirada na história de Dominique, pensei em escrever e publicar o meu próprio livro. E pensei: porque não fazer isso pelo centésimo aniversário do Manoel, que é em 2033? Por um lado, esta é uma oportunidade ideal, por outro, ainda há tempo suficiente para a implementar.

2023:

Em 2023 deparei-me com um portal do arquivo de jornais suecos online. Diferente do serviço brasileiro, este não compartilha publicamente materiais da década de 1950. No entanto, interessado em saber qual é a página do jornal do dia após a lendária partida do Brasil contra a URSS (questão que consegui descobrir), pedi uma cópia digital paga dela. Vamos para a 21ª página desta edição e vê-se um grande título: "PARABÉNS, GOTEBORG!" Você verá Garrincha novamente na quinta-feira!", e mais abaixo uma nota: "O rei do drible só é feliz quando tem uma bola!”

2024:

Em 2024 pude estabelecer uma colaboração com uma das livrarias brasileiras locais e com o Sr. André. Primeiro, comprei diretamente um livro deles, que já procurava há muito tempo: "Garrincha – O Demônio de Pernas Tortas". Posteriormente, graças à ajuda deles, em 2024 e 2025, trouxe mais uma dúzia de publicações.

Também fiz contato com um jornalista chileno que estava criando um projeto cinematográfico sobre a Copa do Mundo no Chile em 1962, relacionado com a recente descoberta (algures no sótão de uma das casas chilenas) de mais de 1000 fotografias, desconhecidas antes, feitas na época por um dos fotógrafos chilenos. Aqui também mencionarei material de mais um colecionador chileno, sobre quem encontrei uma pequena reportagem televisiva do seu tempo no YouTube e com quem pude contactar. Então ele se tornou dono de um vídeo absolutamente único, com duração de uma boa dúzia de minutos, filmado das bancadas, segundo seu relato, por um dos "fuzileiros navais" americanos, com uma câmera gravando a imagem colorida, durante as partidas do Brasil na Copa do Mundo de 1962.

2025:

Mais ou menos em meados do ano estabeleci contato e cooperação com um colecionador do Brasil – dono talvez da maior coleção digital privada de jornais, revistas e livros de futebol do mundo inteiro (incluindo brasileiro, claro). Graças a ele, tive acesso ao italiano "La Gazzetta dello Sport" referente aos anos de 1958 e 1962. No final do ano estabelecemos cooperação adicional, cujo efeito em poucos dias irá para a minha base de conhecimento, entre outras coisas. Atualmente encomendei três edições da revista "Fatos e Fotos" de 1962 e 1983 que estão chegando à alfândega em Varsóvia).

Também entrei em contato com um dos netos do jornalista e cineasta brasileiro César Nunes, que compartilhou comigo uma pequena parte da coleção digital de seu avô. Em meados de 2025, através de um dos grupos do facebook, estabeleci contato com um analista, pesquisador e colecionador francês, que compartilhou comigo edições da “France Football” de 1958 e 1962 difíceis de encontrar. No final do ano, absolutamente pelo destino, obtive um enorme apoio na obtenção de novo material sobre a Copa do Mundo na Suécia, graças à ajuda inestimável de um dos membros da equipe da Universidade de Gotemburgo.

Ao longo dos anos também me correspondi com outras pessoas que não mencionei antes, como, pelo menos, um colecionador, jornalista e autor de livros sobre as vitórias do Brasil em Copas do Mundo (incluindo as de 1958 e 1962), Thiago Uberreich. Finalmente, graças ao meu colega de trabalho, consegui obter livros de língua russa, incluindo, por exemplo, um livro publicado em 1959, alguns fragmentos dos quais presumo que não tenham sido anexados a nenhum local até agora, e que esclarecem o caráter de Garrincha.

Desde 20 de janeiro de 2026, aos 43 anos do aniversário da morte de Manoel dos Santos, está oficialmente lançado o projeto "Garrincha 2033". Junto com ele, o site www.garrincha2033.pl está ganhando um novo visual.

O leitor também pode visitar o facebook de Wojciech Borowa, no endereço https://www.facebook.com/dayhanpl, e mais concretamente a página em idioma polonês que descreve a caminhada realizada desde há 27 anos, no endereço https://www.facebook.com/dayhanpl/posts/pfbid02Ue9CAkNygXajiUaAxJZ4FNCMNju7EDXNtoLE1BvWeia8n6bigWF21HmCQM6Sb1KUl.

Se tudo der certo, daqui a exatamente sete anos, em 20 de janeiro de 2033, um monumento virtual aparecerá na web; em 18 de outubro de 2033, surgirá um livro; e dez dias depois, em 28 de outubro de 2033, o projeto finaliza com a apresentação de um filme.

Há um mito sobre Sísifo, há um mito sobre Ícaro. É hora de um mito sobre a Alegria!

Garrincha, o maior símbolo do futebol-arte em palco Glorioso

Garrincha, 1963. Fonte: Facebook de Flamínio Lobo. [Título original: Garrincha e o Botafogo: a história do craque que virou símbolo do fu...