quarta-feira, 11 de março de 2026

Botafogo 0x1 Barcelona (Equador)

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

 A eliminação do Botafogo da Copa Libertadores da América é, afinal, o corolário de uma sucessão de erros estratégicos, e também operacionais, cometidos desde janeiro de 2025, mantidos e ampliados em 2026.

O desmanche das equipes com a venda dos atletas que se realçam do elenco pelo seu bom desempenho tem sido permanente, transacionando-se goleiros, defensores, meio-campistas e atacantes sem que as reposições supram capazmente a saída dos melhores, alguns dos quais nem chegam a estar um ano na equipe principal e são imediatamente vendidos para equilibrar as teias financeiras da Eagle Football – que, por outro lado, ao deixar escapar títulos e classificações registra perdas financeiras importantes, seja de premiações, patrocinadores ou bilheteria.

Por outro lado, diversos erros têm sido cometidos com a contratação de treinadores, quer pelo tempo de demora, quer pelas suas saídas, em geral por desentendimentos entre John e treinadores, seja por desejo de intromissão no seu trabalho técnico, seja por falta de esforço em cativá-los para continuarem, seja por outras razões.

As nossas temporadas não se têm iniciado adequadamente para quem se assume como equipe postulante a conquistar títulos significativos.

Textor disse recentemente que “Eu sou um cara do futebol”, mas na verdade não é. Textor é sobretudo um investidor, que gosta de futebol e não tem preparação em matéria de gestão desportiva, e que por isso deveria escolher equipes de dirigentes que sejam verdadeiramente a cara do futebol – equipes com as quais, quer no Botafogo, quer na Eagle Fotball, se desentende amiudadas vezes.

Aos problemas estratégicos de topo no que respeita aos diversos modos de gerir uma SAF e um plantel de futebol, sobre os quais o Mundo Botafogo se manifestou diversas vezes, soma-se, na atualidade, a questão da comissão técnica.

A carreira de treinador de Anselmi, tal como o Mundo Botafogo mencionou na sua biografia, foi precedida das funções de comentarista e narrador, as quais desempenhou com qualidade analítica, concluindo a sua formação aos 21 anos de idade e acabando por chegar a treinador de futebol posteriormente.

Teve alguns insucessos, conseguiu um bom desempenho no Independiente del Valle, mas foi despedido do FC Porto ao cabo de cinco meses – algo muito raro no clube – porque não foi capaz de entrosar minimamente a equipe no seu esquema 3x4x3 a que nenhum atleta estava habituado.

Anselmi não desarmou e no Botafogo insiste no mesmo esquema inadequado a estes jogadores, mostrando mais teimosia do que inteligência. Um treinador realmente inteligente ajusta o esquema tático à conjuntura (atualmente adversa devido à política de contratações do Botafogo) e ao estilo dos jogadores que possui até dispor de novos recursos que o permitam, então, seguir esquemas táticos do seu agrado. Anselmi manteve intacto, jogo a jogo, o seu 3x4x3, que na verdade deixa apenas duas peças no meio campo enquanto os lateais avançam e têm dificuldade de recomposição quando o adversário rouba a bola e contra-ataca.

Consequentemente, do topo à base, as inadequações de gestão do plantel são várias e o Botafogo de Anselmi, fora o 4x0 contra o Cruzeiro do já ultrapassado Tite, apenas venceu adversários muito modestos.

Contra o Barcelona, um dos maiores erros da temporada fez desequilibrar o jogo desde o início, e o diferencial chama-se ‘goleiro’ – de um lado, há goleiro, de outro, equipe em goleiro.

Um campeão não se faz sem goleiro – caso do ineficiente Léo Linck – nem sem atacantes capazes de boas definições nos remates, e os casos de Matheus Martins e Arthur Cabral são flagrantes, porque para marcarem um só gol precisam de muitos jogos e alguma sorte.

Os títulos que Textor disse recentemente que estamos prontos para conquistar são uma quimera.

Neste jogo contra o Barcelona repetiram-se cenas anteriores. Houve muita posse de bola, geralmente inócua (mais de 80%), futebol burocrático sem a criatividade necessária a uma equipe que opta pela posse de bola e necessita ‘abater’ verdadeiras muralhas a proteger a grande área e desentrosamento claro entre os setores, acrescendo que Léo Linck toma um gol decisivo por sua culpa em cada jogo (ontem nem uma bola fácil conseguiu encaixar e deixou-a escapar, além da falha no gol do Barcelona) e a dupla de ataque Matheus Martins e Arthur Cabral terem falhado, como habitualmente, um nos remates ‘cegos’ para a baliza e o outro em cabeçadas que saem quase sempre ao lado ou permitem a defesa do goleiro.

O Botafogo iniciou bem o jogo, trocando bolas e conseguindo chegar à área, mas os seus atacantes não têm o sentido posicional adequado e geralmente chegam atrasados ao local onde deveriam estar. E pouco depois, aos 8’, num contra-ataque equatoriano pela esquerda a bola sobrou para a marca do pênalti e Céliz foi feliz no remate que escapou das mãos de Léo Linck.

Foi o único remate verdadeiramente para gol do Barcelona. Mas bastou. O Botafogo sentiu o gol, dominou a posse de bola burocraticamente, fazendo sempre muita cerimônia para trocar passes, tornando as ações lentas e só muitos minutos depois começou a reerguer-se.

Somente aos 42’ houve realmente oportunidade de empate: Montoro passou a bola em boas condições para Matheus Martins, descaído à esquerda, mas com ângulo de remate, e uma vez mais saiu um bico direto a Contreras, que defendeu.

Após o intervalo o esquema tático foi modificado, com maior ofensividade, mas claramente sem que tivesse havido treinos táticos para o efeito, mantendo-se a equipe sem um modelo de jogo bem definido. Ainda assim, Alex Telles cobrou uma falta aos 47’ que o goleiro conseguiu espalmar in extremis para escanteio; aos 54’ Arthur Cabral cabeceou e novamente o goleiro defendeu.

Depois foi mais um período de muita posse de bola infrutífera, o Barcelona bem amuralhado na sua defesa e o Botafogo jogando sobretudo antes da grande área equatoriana. Somente aos 72’ houve realmente perigo: após cruzamento de Arthur e cabeçada de Arthur Cabral, Vitinho rematou muito pelo alto; aos 80’ foi o canto do cisne do ataque alvinegro: em cobrança de escanteio Arthur Cabral finalmente cabeceou bem, no cantinho, mas… o Barcelona tinha um goleiro na baliza que disse ‘presente!’ numa defesa notável.

No conjunto assistiu-se a uma equipe burocrática na posse de bola, muito lenta no ataque, sem criatividade e sem rasgos de técnica para converter as poucas oportunidades que ocorreram.

Em vésperas do jogo John Textor manifestou-se por esperar "que a gente dê uma surra neles", mas o que ocorreu foi o Barcelona deixar uma lição para estudo conjunto de Textor e Anselmi.

Em suma, comemore-se a Taça Rio – ironia trágica do editor do MB – porque não haverá outra para comemorar em 2026 se se mantiverem as caóticas políticas de gestão seguidas por Textor e a permanência de Anselmi à frente do seu 3x4x3 despropositado no contexto atual e desadequado das características dos atletas.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x1 Barcelona (Equador)

» Gols: Céliz, aos 8’

» Competição: Copa Libertadores da América:

» Data: 10.03.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos

» Público: 30.347 pagantes; 32.903 espectadores

» Renda: R$ 1.179.937,00

» Árbitro: Piero Maza (Chile); Assistentes: Claudio Urrutia (Chile) e Miguel Rocha (Chile); Var: Juan Lara (Chile)

» Disciplina cartão amarelo – Alexander Barboza (Botafogo); Perlaza, Héctor Villalba, Byron Castillo, Contreras e Céliz (Barcelona); carta vermelho – Martín Anselmi (Botafogo)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte (Joaquín Correa), Bastos (Arthur Cabral) e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Danilo e Alex Telles; Jordan Barrera (Artur), Matheus Martins (Nathan Fernandes) e Álvaro Montoro (Caio Valle). Técnico: Martín Anselmi.

» Barcelona: Contreras; Rangel, Báez e Sosa; Carabalí (Chalá), Céliz, Jhonny Quiñónez e Vallecilla (Jonnathan Mina); Héctor Villalba (Benedetto), Joao Rojas (Byron Castillo) e Tomás Martínez (Perlaza). Técnico: Grenddy Perozo.

O ‘Jacaré’ regressou a casa

O Mundo Botafogo deseja um grande sucesso a Júnior Santos após o regresso à ‘casa’ de onde nunca deveria ter saído. Aplica-te de corpo e alma, meu ídolo!

Vida privada moderada e vida profissional de rigor absoluto na preparação, física, técnica e mental são chave-mestra para restituir sucesso à carreira e engrandecer o Botafogo!

terça-feira, 10 de março de 2026

Botafoguenses campeões sul-americanos de futebol de praia

Fonte: CONMEBOL.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Os atletas Carlos Daniel, Lemos e Driei e os treinadores Juninho e Anderson Rafael do futebol de praia do Botafogo sagraram-se campeões continentais da Conmebol Liga Evolución Fútbol Playa, categoria Sub-20, competição organizada pela Conmebol, que decorreu na Praia da Enseada, em Guarujá, São Paulo, cujas finais ocorreram no dia 8 de março de 2026.

O Brasil conquistou os títulos em ambas as categorias em disputa  Sênior e Sub-20. Eis os resultados das duas finais:

SÊNIOR

Brasil 6x3 Paraguai

» Gols: Mauricinho, Beijinha, Catarino, Túlio, Rodrigo e Antonio.

SUB-20

Brasil 4x3 Paraguai

» Gols: Girlian, Gabriel, Warlison e Eduardo.

Fonte: https://www.conmebol.com

Talita e Taiana conquistam Bronze no Circuito Brasileiro

Crédito: Confederação Brasileira de Voleibol.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Talita Antunes e Taiana Lima, representando o Sesc / Botafogo Praia, alcançaram a Medalha de Bronze da 2ª etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, competição organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol, que decorreu em João Pessoa, estado de Pernambuco, entre os dias 7 e 9 de março de 2026.

Eis a campanha completa:

FASE DE GRUPOS

Talita e Taiana 2x0 Jullhia e Julia

Talita e Taiana 2x1 Aline / Ana Luiza

OITAVAS-DE-FINAIS

Talita e Taiana 2x1 Carolina e Giulia

QUARTAS-DE-FINAIS

Talita e Taiana 2x0 Thamela e Vic

SEMIFINAIS

Talita e Taiana 0x2 Carolina e Rebeca

3º LUGAR

Talita e Taiana 2x0 Aline e Ana Luiza

» 21-18; 21-14

Fonte: Confederação Brasileira de Voleibol.

Botafogo 0x1 Barcelona (Equador)

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo  A eliminação do Botafogo da Copa Libertadores da América é, afinal, o corolário de uma sucessã...