sábado, 6 de junho de 2026

André Leal vence Copa ‘Mundial’ de Dadinho Retrô

Crédito: FEFUMERJ.

por RUY MOURA, Editor do Mundo Botafogo | Texto adaptado de FABRÍCIO CESARINO, Diretor de Comunicação Dadinho Retrô da FEFUMERJ

André Leal, atleta do Botafogo de Futebol e Regatas, sagrou-se campeão da Copa Futebol de Mesa Mundial Fefumerj de Dadinho Retrô 2026, apoiada e a divulgada pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ), que decorreu no Shopping Barra Garden, na Barra da Tijuca, no dia 16 de maio de 2026.

O torneio teve a presença de 32 botonistas que representaram os seus clubes e simbolicamente as 32 Seleções presentes da Copa do Mundo de Futebol 2026.

Na 1ª Fase Classificatória os 32 botonistas foram divididos em 4 grupos de 8 jogadores e os 16 melhores avançaram para a 2ª Fase Classificatória, sendo então divididos em 4 grupos com 4 jogadores, classificando-se os 8 melhores.

Após as 2 Fases Classificatórias decorreram as quartas-de-finais, as semifinais e a final com os seguintes resultados:

QUARTAS-DE-FINAIS

André Leal (Botafogo F.R./Uruguai) 3x3 Octávio (Grajaú T.C./Suécia)

Vitor Luzes (Grajaú T.C./Canadá) 2x2 Léo Bento (C.R. Flamengo/Alemanha)

Luciano (Fluminense F.C./França) 2x2 Mosquito (Grajaú T.C./Equador)

Paulo Quartarone (Fluminense F.C./Países Baixos) 5x1 Nine (LAFUME/Brasil)

[Classificaram-se por vantagem do empate: Vitor Luzes, André Leal e Luciano]

SEMIFINAIS

André Leal (Botafogo F.R./Uruguai) 2x2 Luciano (Fluminense F.C./França)

Paulo Quartarone (Fluminense F.C./Países Baixos) 5x4 Vitor Luzes (Grajaú T.C./Canadá)

[Classificou-se por vantagem do empate: André Leal]

FINAL

André Leal (Botafogo F.R./Uruguai) 4x3 Paulo Quartarone (Fluminense F.C./Países Baixos)

Quartarone abriu o placar, Leal empatou e virou o resultado, mas Quartarone empatou na última ação antes do intervalo. Na saída após o intervalo foi Leal que passou para a frente do marcador com um remate no canto do goleiro: 3x2. No entanto, ao fazer a nova saída, Quartarone rematou e empatou novamente o jogo. Partida tensa, empate favorecendo André Leal, mas o atleta botafoguense queria mais e com um remate novamente no canto do goleiro decretou a vantagem final a seu favor: 4x3 e título conquistado.

Fonte: https://www.fefumerj.com.br.

Robson Marfa conquista Taça Guanabara de Cavado 2026

Crédito: FEFUMERJ.

por RUY MOURA, Editor do Mundo Botafogo |Texto adaptado de ROBSON MARFA, Vice-presidente 1 Toque da FEFUMERJ

O campeoníssimo Robson Marfa, atleta do Botafogo de Futebl e Regatas, sagrou-se campeão da Taça Guanabara de 1 Toque Cavado 2026, competição organizada pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ), que decorreu nas instalações do Olaria Atlético Clube, em parceria com o SESC, no dia 30 de maio de 2026.

Robson Marfa realizou a melhor campanha da competição e na decisão contra Tiago Rosa, da Associação Atlética Portuguesa, bastava empatar para conquistar o título, o que realmente aconteceu após o empate por 0x0 e muita tensão nos minutos finais da partida.

Concorreram 12 atletas e o pódio ficou assim organizado:

1º Robson Marfa (Botafogo F.R.)

2º Tiago Rosa (A.A. Portuguesa)

3º Hercules Oliveira (Olaria A.C.)

4º Paulo Carmo (A.A. Portuguesa)

Fonte: https://www.fefumerj.com.br/robson-marfa-botafogo-conquista-a-taca-guanabara-de-cavado-2026/

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Entre o céu e o inferno (VII): da bancarrota financeira à segunda despromoção do futebol (2014)

Fonte: Youtube.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Em janeiro de 2014, após ano e meio no Botafogo, 81 jogos, 24 gols e uma sequência de invencibilidade durante 19 jogos, Clarence Seedorf disse adeus ao último Clube da sua vencedora carreira.

Sem a ‘mola impulsionadora’ do holandês, a gestão presidencial do Botafogo, em fim de segundo mandato, evidenciou a incapacidade de Maurício Assumpção conduzir o grande barco botafoguense e de se manter distante do saber futebolístico.

O presidente conseguiu iludir as suas incapacidades financeiras e futebolísticas por duas razões principais: dispunha das receitas do Engenhão desde o seu 1º ano de mandato e em 2010 e 2013 apostou em duas contratações de ‘fechar aeroporto’, altamente responsáveis pelos bons anos de futebol em 2010 e 2013 – Loco Abreu e Clarence Seedorf, respectivamente.

Porém, Assumpção estava debaixo de fogo desde março de 2013 na medida em que dentro do Botafogo, e na própria torcida, era acusado de ceder a interesses político-económicos aquando da interdição do Engenhão porque, eventualmente, buscaria fazer caminho na política do estado do Rio de Janeiro quando deixasse a presidência no final ano seguinte.

Por outro lado, a desconfiança sobre a gestão financeira do Clube foi crescendo dentro do Botafogo e no seio da torcida. Carlos Eduardo Pereira tornou-se crítico acirrado do presidente e prometeu, aquando da sua candidatura como sucessor de Assumpção para o triênio 2015-2017, proceder a uma rigorosa auditoria para esclarecer o que teria sido uma gestão financeira ‘opaca’.

Paulatinamente, por entre problemas financeiros e desaires desportivos após a saída de Seedorf e do técnico Oswaldo de Oliveira, substituído por Eduardo Húngaro (apenas 114 dias no posto), o cerco foi-se fechando em torno de Assumpção.

A nível estadual o Botafogo classificou-se na 1ª Fase em 9º lugar (entre 16 clubes), com a pífia campanha de 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas (37,8% de aproveitamento), encerrando assim a sua participação.

Na Copa Libertadores o Botafogo eliminou o Deportivo de Quito na 1ª Fase pelo saldo de gols (0x1 e 4x0), mas na 2ª Fase o desastre foi total: San Lorenzo, 2x0 e 0x3; Unión Española, 1x1 e 0x1; Independiente del Valle, 1x2 e 1x0. O Botafogo quedou-se pela 4ª e última posição com 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas (38,9% de aproveitamento).

O Campeonato Brasileiro decorreu tão mal ou pior para o Botafogo do que o Campeonato Estadual e a Copa Libertadores. O afundamento foi total e absoluto: 19º e penúltimo lugar com uns absurdos 29,8% de aproveitamento.

Crédito: Michel Filho | O Globo.

Desde o início do campeonato o Botafogo girou sempre em torno do Z4, sendo muito mal treinado por Eduardo Húngaro (114 dias) e Vagner Mancini (239 dias), aumentando gradualmente a crise desportiva.

Por outro lado, as finanças deterioravam-se assustadoramente e no final do ano o défice era de cerca de 1 bilhão de reais, levantando diversas suspeitas sobre a gestão.

Em tal situação o Botafogo regressou aos salários em atraso e os cinco principais jogadores da equipe lideraram as reclamações contra a presidência de Assumpção: Bolívar, Edílson, Emerson Sheik, Jefferson e Júlio César.

Tal conjuntura agravou-se subitamente no dia 17 de setembro de 2014 no jogo contra o Bahia, que terminou com uma derrota por 3x2 no Maracanã, apesar de o Botafogo ter saído na frente do placar com dois gols de Emerson Sheik. No fim, Sheik foi expulso, houve muita reclamação contra a arbitragem e a partida virou símbolo de descontrolo emocional e institucional da equipe.

Nos bastidores do Clube considerava-se que os atrasos salariais, estrutura precária e atritos com a direção justificavam a insatisfação da equipe representada pelo quinteto de atletas. Acossado internamente Assumpção procurou, uma vez mais, iludir os problemas radicalizando-se e rescindindo o contrato com quatro dos atletas líderes.

Assumpção e os líderes do Grupo tinham fortes divergências e o presidente argumentou que o problema financeiro era a desculpa deles para tudo, rescindindo unilateralmente com Bolívar, Edílson, Emerson Sheik e Júlio César, expulsando-os do treinamento. E por que razão não rescindiu com Jefferson, o quinto membro do grupo-líder? Não o fez por falta de coragem, receando a reação da torcida se colocasse fora do Clube o seu maior ídolo do século XXI!

Fica-se por saber se o ‘desvario demissionário’ se deveu a Assumpção optar por fuga para a frente dentro do Clube, se o fez simplesmente por ira pessoal contra os atletas que o contestavam, se ‘lavou as mãos’ das consequências desportivas de despedir 4 dos 5 mais influentes jogadores nas manobras da equipe ou se foi tudo junto – e esse despedimento foi o golpe decisivo para o Botafogo desabar na tabela até ao penúltimo lugar, apenas a dois pontos do último classificado.

O Botafogo terminou o campeonato brasileiro em penúltimo e pior lugar de sempre até aquela data, por única responsabilidade de Maurício Assumpção. Fonte: Internet | Reprodução.

Salvou-se da pavorosa gestão de Maurício Assumpção no que respeita ao futebol – secundando as péssimas presidências de José Luiz Rolim e Mauro Ney Palmeiro –, o incremento significativo das demais modalidades ‘olímpicas’, sobretudo as grandes conquistas do remo botafoguense resgatado de décadas sem títulos estaduais ou nacionais: em 2014 o Botafogo assegurou a Tríplice Coroa do Remo Brasileiro (‘Campeão de Tudo’) pelo segundo ano consecutivo, sagrando-se Bicampeão Brasileiro Sênior, Bicampeão Brasileiro Júnior e Bicampeão Estadual.

Conquistas do Botafogo em todas as modalidades em 2014: https://mundobotafogo.blogspot.com/2015/01/todos-os-titulos-do-botafogo-em-2014.html

Porém, Assumpção interpretou mal o seu mandato na medida em que o que conta verdadeiramente é o futebol como carro-chefe, enquanto os sucessos das modalidades são realçados pela maioria dos torcedores basicamente quando a equipe de futebol se encontra desenvolvendo bom futebol.

E nessa matéria Assumpção não poderia ter sido pior: incapaz de frear o descarrilhamento financeiro e não proteger os interesses desportivos do futebol, despedindo aqueles que poderiam ser os maiores atores na manutenção do Clube na Série A, deixou como legado à diretoria seguinte o estádio encerrado, a derrocada financeira à beira do abismo e a despromoção do futebol ao segundo escalão nacional.

Fontes principais: mundobotafogo.blogspot.com; oglobo.globo.com; www.terra.com.br; www.uol.com.br

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Copa do Mundo de 1930: Jules Rimet, a força motriz

Cartaz da Copa do Mundo de 1930. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 1930, disputada no Uruguai, entre 13 e 30 de julho, foi a primeira edição da história do Mundial masculino de futebol, a qual instituiu a entrega da Taça Jules Rimet ao vencedor (*). A FIFA escolheu o Uruguai como sede porque o país celebrava o centenário da sua primeira Constituição e vinha de dois ouros olímpicos no futebol, em 1924 e 1928.

O torneio contou apenas com 13 seleções: sete da América do Sul, quatro da Europa e duas da América do Norte. Muitas seleções europeias não participaram devido à longa viagem transatlântica e às dificuldades económicas da época, em plena Grande Depressão. Não houve eliminatórias e as equipes foram convidadas.

O Botafogo enviou para a Copa do Mundo de 1930 Benedicto, Carvalho Leite, Nilo e Pamplona (este permaneceu reserva). Carvalho Leite, com apenas 18 anos, tornou-se nos anos seguintes uma das maiores estrelas do futebol brasileiro da década de 1930 e figura central do Esquadrão Imortal do Botafogo de 1932-1935.

Da esquerda para a direita, em cima, Póvoa, Rogério, Burlamaqui, Benedicto, Nilo, Pamplona e Martim; em baixo, Álvaro, Paulinho, Germano, Carvalho Leite, Orlando e Celso. Foto original: Castro, Alceu Mendes de Oliveira (1951). O Futebol no Botafogo (1904-1950). Rio de Janeiro: Gráfica Milone, Ltda.

Um dos acontecimentos mais simbólicos foi a construção do Estádio Centenario, em Montevidéu, feito especialmente para o torneio, tornando-se o palco principal da Copa e anfitrião da final. Mais tarde, a FIFA declarou-o Monumento Histórico do Futebol Mundial.

Dentro de campo a Copa começou com dois jogos simultâneos: França 4x1 México e Estados Unidos 3x0 Bélgica. O francês Lucien Laurent marcou contra o México o primeiro gol da história das Copas do Mundo.

O formato era simples: quatro grupos, e apenas os vencedores avançavam às semifinais. Os classificados foram Uruguai, Argentina, Estados Unidos e Iugoslávia. Nas semifinais, tanto Uruguai quanto Argentina venceram com goleadas por 6x1, eliminando Iugoslávia e Estados Unidos, respectivamente.

A final entre Uruguai e Argentina, em 30 de julho de 1930, foi o grande momento do torneio, apimentado pela enorme rivalidade entre os dois países do Rio da Prata. O Uruguai inaugurou o marcador, mas a Argentina virou o placar e encerrou o primeiro tempo vencendo por 2x1. Porém, o Uruguai reagiu no segundo tempo e ganhou por 4x2 com três gols no etapa derradeira, tornando-se o primeiro campeão mundial.

Primeiro gol do Uruguai na final da Copa do Mundo de 1930 (colorizada). Crédito: AP Images.

Outro destaque foi o argentino Guillermo Stábile, artilheiro da competição com 8 gols. A Copa também teve algumas curiosidades de arbitragem, como o jogo Argentina-França, em que o árbitro brasileiro Gilberto de Almeida Rêgo encerrou a partida alguns minutos antes do tempo regulamentar, causando protestos.

Em suma, os acontecimentos mais importantes foram a criação efetiva da Copa do Mundo, a escolha simbólica do Uruguai como sede, a baixa participação europeia, o primeiro gol de Copas marcado por Lucien Laurent, a força das seleções sul-americanas, a final dramática contra a Argentina e a consagração do Uruguai como primeiro campeão mundial.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Uruguai 4x2 Argentina

» Gols: Pablo Dorado, aos 12’, Pedro Cea, aos 57’, Victoriano Iriarte, aos 68’, e Hector Castro, aos 89’ (Uruguai); Carlos Peucelle, aos 20’, e Guillermo Stábile, aos 37’ (Argentina)

» Data: 30.07.1930

» Local: Estádio Centenario, em Montevideo (Uruguai)

» Uruguai: Enrique Ballestrero, Álvaro Gestido, Ernesto Mascherni, Hector Castro, Hector Scarone, José Andrade, José Nasazzi, Lorenzo Fernández, Pablo Dorado, Pedro Cea e Victoriano Iriatre. Técnico: Alberto Suppici.

» Argentina: Juan Botasso, Carlos Peucelle, Fernando Paternoster, Francisco Varallo, Guillermo Stábile, José Della Torre, Juan Evaristo, Luis Monti, Manuel Ferreira, Mário Evaristo e Pedro Suárez. Técnico: Francisco Olazar.

(*) Jules Rimet foi um dirigente francês de futebol, conhecido sobretudo por ter sido presidente da FIFA entre 1921 e 1954 e por ter criado o Campeonato do Mundo de futebol. Foi graças ao seu esforço que aconteceu a primeira Copa do Mundo FIFA de 1930, realizada no Uruguai. Em sua homenagem, o troféu original do Mundial ficou conhecido com o seu nome e entregue definitivamente ao Brasil após conquistar o 3º título mundial em 1970.

Fontes principais: maisfutebol.iol.pt; pt.wikipedia.org; www.britannica.com; www.planetworldcup.com; www.theguardian.com; www.the-sun.com.

André Leal vence Copa ‘Mundial’ de Dadinho Retrô

Crédito: FEFUMERJ. por RUY MOURA, Editor do Mundo Botafogo | Texto adaptado de FABRÍCIO CESARINO, Diretor de Comunicação Dadinho Retrô da ...