sábado, 1 de agosto de 2026

Mercado de contratações: Domingos Andrade, um volante combativo e intenso

Crédito: mercadoazul.pt.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Domingos Paulo Andrade nasceu no dia 7 de maio de 2003, em Luanda, Angola, atua como volante (e eventualmente como zagueiro), mede 1,83m de altura e pesa 75kg.

Andrade foi formado nas categorias de base do G.D. Interclube, de Angola, clube no qual se manteve entre 2016-2021.

Em 2019 foi convocado para a Seleção de Angola Sub-17, na qual realizou 9 jogos.

O atleta juntou-se ao Sporting C.P. ‘B’ no dia 13 de setembro de 2021. Nesse mesmo ano, no dia 16 de setembro, estreou pela Seleção de Angola, no empate por 1x1 com a Líbia, gol de Zini, aos 81’, em partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. A equipe inicial formou com H. Marques; K. Gaspar, J. Buatu, E. Afonso (Carlinhos) e V. Passos Carneiro; H. Costa, M. Pedro (Depú) e Estrela (D. Liberal); A. Papel (Kinito), M. Balbúrdia (Domingos Andrade) e Zini. Entraram ainda Até à atualidade Domingos Andrade atuou 7 vezes em representação da Seleção principal do seu país.

Posicionamento e valor de mercado. Crédito: www.transfermarkt.pt.

No Sporting estreou profissionalmente no dia 10 de abril de 2022, na derrota por 1x0 fora de casa para o Oliveira do Hospital, em jogo válido pela Liga Portugal 3. Sob o comando de Tiago Teixeira a equipe formou com Diogo Pinto; Eduardo Felicíssimo (Alexandre Grito), Miguel Alves e Lucas Taibo; Mauro Couto, Rafael Besugo, Henrique Arraiol, Flávio Gonçalves (Denílson Tavares) e Leonardo Barroso (Luís Gomes); Manuel Mendonça e Lucas Anjos (Gabriel Silva.

No dia 6 de setembro de 2023, após 50 jogos pelo Sporting, Domingos Andrade transferiu-se a custo zero para o F.C. Felgueiras 1932, também da Liga 3, tendo o Sporting mantido 50% dos seus direitos econômicos.

No dia 18 de julho de 2024, após 27 jogos disputados pelo Felgueiras 1932, Andrade ingressou no F.C. Porto ‘B’ para disputar a Liga 2 Portugal, tendo disputado 58 jogos até à atualidade.

Visão geral dos atributos. www.sofascore.com

Certos analistas consideram Andrade um volante intenso, bom no desarme e na proteção à defesa. O seu perfil de jogo é tático e essencialmente ‘destruidor’, não sendo um atleta que marque muitos gols ou chegue frequentemente ao ataque.

Todavia, a avaliação acima mencionada por Sofascore, embora coincida com um perfil bastante mais forte na proteção à defesa do que em chegadas ao ataque, a pontuação obtida apenas entre 44 e 57 pontos não é particularmente favorável ao jogador.

Um aspecto significativo é que devido à sua intensidade e combatividade usa e abusa de jogadas duras e é recorrentemente amarelado e mesmo expulso, o que significa que precisa de orientação para ser mais contido, sobretudo em bolas divididas.

Fontes: en.wikipedia.org; https://mercadoazul.pt; www.sofascore.com; www.transfermarkt.pt; www.zerozero.pt

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Lucas Emanuel: o mais jovem artilheiro do Botafogo XXI

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Lucas Emanuel Jales do Nascimento nasceu no dia 3 de junho de 2009, em Assu, estado do Rio Grande do Norte, atua como ponta de lança, é destro (preferência) e mede 1,85m de altura.

Em 2022-2023 jogou no sub-13, sub-14 e sub-15 do São Paulo FC, em 2024-2025 jogou no sub-15, sub-16, sub-17 e sub-20 do Club Athletic Paranaense e ainda em 2025 ingressou no sub-17 do Botafogo FR.

Em 2025 realizou 21 jogos e marcou 8 gols; em 2026 realizou 15 jogos e marcou 15 gols. Entretanto Lucas renovou contrato e o técnico Franclim Carvalho, reconhecendo-lhe qualidade, surpreendentemente integrou-o diretamente no plantel principal, sobretudo porque marcou gols em todos os amistosos realizados.

No regresso do Botafogo ao Brasileirão 2026, em jogo contra o Santos FC, Lucas Emanuel foi titular e autor de um golaço de ‘cavadinha’ que desamarrou o resultado e foi crucial para a vitória do Botafogo por 2x1.

O gol, assinalado aos 40’ de jogo, fê-lo tornar-se o jogador mais jovem a marcar um gol pelo Botafogo em Campeonatos Brasileiros do século XXI.

Botafogo campeão da Comary Cup de Fut7

Crédito: Instagram botafogofeminino.base.

por Ruy Moura | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo de Futebol de 7 sagrou-se campeão da Comary Cup, categoria sub-17 Feminina, que se realizou na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 28 de julho de 2026, superando o Rio Athletic na final no shoot-out.

Eis a campanha da Gloriosas:

1ª FASE

Botafogo 3x0 Villa Cruz (Juiz de Fora)

» Gols: Isa, Aninha e Duda

Botafogo 2x2 Rio Athletic

» Gols: Duda e Carol (Botafogo); Maria Júlia (2) (Rio Athletic)

Botafogo 1x0 PSG Academy (Barra da Tijuca)

» Gols: Katarina

Crédito: Instagram botafogofeminino.base.

FINAL

Botafogo 0x0 Rio Athletic [2x0 no shoot-out]

» Gols: –

Fonte: https://copafacil.com

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Don Carlito em território inimigo

Crédito: IA.

por LÚCIA SENNA | Escritora e Cantora | Colunista do Mundo Botafogo

Há pessoas que desafiam o destino. Don Carlito Bandoneon desafia o bom senso. Tudo começou quando ele anunciou, com a solenidade de quem comunica um noivado real:

“Meus queridos alunos, hoje não haverá aula de tango. A pátria me convoca.”

Perguntei qual pátria, porque com Don Carlito nunca se sabe. 

Ele levou a mão ao peito, fechou os olhos e respondeu:

“A Argentina, naturalmente.”

Era noite de Copa do Mundo. Argentina em campo. O problema é que o jogo seria assistido num bar tomado por brasileiros. Gente pintada de verde e amarelo, usando chapéu com bandeira, camiseta da seleção, peruca, corneta e uma confiança injustificável na tímida seleção da Inglaterra.   

Eu deveria ter desconfiado quando Don Carlito apareceu vestido como se fosse receber uma medalha do presidente da República. Terno azul-marinho impecável. Sapatos de verniz capazes de refletir o telão. Lenço de seda no bolso. Cachecol azul e branco cuidadosamente dobrado sobre os ombros. E um perfume tão forte que chegou ao bar antes dele.

Quando a porta se abriu, o ambiente silenciou.

Foi um daqueles silêncios históricos, semelhantes ao momento em que alguém derruba um bolo de casamento ou anuncia aumento de condomínio.

Don Carlito observou lentamente a multidão verde-amarela e perguntou, com absoluta tranquilidade:

 “Buenas noches... Onde fica a torcida civilizada?”

Um rapaz respondeu:

“Aqui é Brasil, professor!”

Don Carlito sorriu com piedade:

“Meu jovem, civilização não tem nacionalidade. Tem elegância.”

Sentou-se exatamente no centro do bar, como quem ocupa um território diplomático. Pediu um café. O garçom perguntou se ele não preferia cerveja. Don Carlito suspirou e alertou que cerveja antes do jogo compromete a precisão emocional do torcedor. Ninguém compreendeu mas todos fingiram que sim. 

O jogo começou.

A cada ataque da Argentina, Don Carlito se levantava da cadeira, como se fosse decolar. A cada ataque do adversário fazia sinal da cruz, ajustava o cachecol e murmurava frases em espanhol que provavelmente não existiam em nenhum dicionário.

Foi, então, que um brasileiro decidiu provocá-lo:

“Maradona acabou!”

Don Carlito virou-se lentamente, como um vilão elegante de novela mexicana:

“Meu jovem, Pelé jogava futebol. Maradona escrevia poesia com a chuteira.”

O bar explodiu em protestos.

Outro rapaz gritou:

“Messi nem é tudo isso!”

Don Carlito levou a mão ao peito:

“Senhor, existem blasfêmias que nem o VAR consegue revisar.”

As mesas começaram a rir. Até quem discordava dele achava impossível não gostar daquela figura. Mas o verdadeiro espetáculo ainda estava por vir. Descobrimos, durante um escanteio, que Don Carlito possuía uma teoria secreta. Segundo ele, a Argentina só vencia quando certas condições energéticas eram respeitadas:

“Este terno é o mesmo da semifinal de 2022. Este perfume foi usado contra a Holanda. E estes sapatos nunca testemunharam uma derrota em mata-mata.”

A partir desse momento, o bar entrou num regime de ditadura supersticiosa. Ninguém podia mudar de lugar. Ninguém podia cruzar as pernas. Ninguém podia levantar durante cobrança de falta. O garçom tentou servir uma cerveja. Don Carlito ergueu a mão como um maestro interrompendo a orquestra.

“Agora não! A espuma interfere na circulação astral da bola!”

E quando a televisão travava por um segundo, Don Carlito apontava para o telão:

“Viu? O universo está recalculando a jogada.”

No intervalo, a situação piorou. Ele resolveu explicar por que torcia pela Argentina mesmo cercado de brasileiros. Levantou-se, ajeitou o bigode e discursou:

“Meus amigos, eu não torço contra o Brasil. Eu torço a favor do tango. Abandonar a Argentina seria como um filho negar a própria mãe.”

Uma senhora perguntou:

“E o futebol?”

“Futebol dura noventa minutos. O tango dura a vida inteira.”

Alguns aplaudiram, outros vaiaram. No segundo tempo, a tensão atingiu níveis absurdos. Don Carlito já não piscava. Segurava a xicara de café como quem segura um artefato nuclear.

A cada lance perigoso, agarrava o braço do desconhecido mais próximo. Em determinado momento, abraçou um torcedor da Inglaterra sem perceber. O inglês ficou tão emocionado que começou a torcer pela Argentina também.

Então, aconteceu o GOOOOOLLLL!!!!

O bar explodiu. Metade comemorava, metade lamentava.  

No meio do caos, Don Carlito levantou-se, retirou o celular do bolso, conectou uma caixa de som e, para espanto geral, começou a tocar um tango.

Todos pararam. Ele abriu os braços e declarou:

“Senhores, gol se comemora de pé. Vitória se agradece dançando.”

Antes que alguém reagisse, já havia convidado uma brasileira para dançar. Ela aceitou por puro choque psicológico. Don Carlito a conduziu pelo corredor entre as mesas com a elegância de quem atravessa a Avenida Corrientes.

Os argentinos bateram palmas. Os brasileiros começaram a marcar o compasso. Em menos de um minuto, o bar inteiro dançava. Ninguém mais discutia impedimento. Ninguém falava de arbitragem. Ninguém lembrava da Inglaterra.

Havia apenas um professor de tango, um salão improvisado e uma multidão descobrindo que rivalidade fica mais difícil quando alguém nos convida pra dançar.

Quando a música terminou, um brasileiro perguntou:

“Professor, afinal o senhor veio aqui para ver futebol ou para dar aula?” 

Don Carlito ajeitou o cachecol, alisou o bigode e respondeu:

“Meu rapaz, eu vim provar que existem três idiomas universais: o sorriso, o futebol e o tango. Felizmente, eu falo os três com sotaque portenho.”

O bar veio abaixo em gargalhadas.

Na saída, já perto da meia-noite, encontrei Don Carlito na calçada observando a lua como um poeta aposentado.

Perguntei se estava feliz com o resultado. Ele sorriu daquele jeito perigosamente charmoso que costumava preceder uma frase inesquecível.

“Minha querida, ganhar um jogo é importante. Mas transformar um bar cheio de rivais em um salão de dança... isso, sim, merece prorrogação.”

E saiu caminhando pela rua com seus sapatos de verniz brilhando sob os postes, enquanto eu concluía que Don Carlito talvez seja o único argentino capaz de entrar em território inimigo e sair aplaudido pelos próprios adversários.   

Mercado de contratações: Domingos Andrade, um volante combativo e intenso

Crédito: mercadoazul.pt . por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Domingos Paulo Andrade nasceu no dia 7 de maio de 2003, em Luanda, ...