sexta-feira, 8 de maio de 2026

Entre o céu e o inferno (I): do caos financeiro e administrativo à despromoção no futebol e queda das atividades desportivas (2000-2002)

Torcedores lançando bombas em Caio Martins revoltados com a despromoção no jogo contra o São Paulo. Crédito: Hipólito Pereira | O Globo.

[Nota preliminar – Após a série de resenhas publicadas sobre a década de 1990, o Mundo Botafogo inicia uma nova série de resenhas desde o início do século XXI, esmiuçando os momentos altos e baixos de um Clube Glorioso em permanente ressurreição e que, como sublinha a sua torcida, é uma fortaleza que jamais se renderá.]

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A presidência de José Luiz Rolim (1997-1999), que conquistara a Taça Guanabara, a Taça Rio e o Campeonato Estadual, em 1997, e o 4º título do Torneio Rio-São Paulo, em 1998, poderia ter sido coroada com a cereja no cimo do bolo conquistando a Copa do Brasil, em 1999, mas terminou amargamente com a perda do título, com o Botafogo à beira da sua primeira descida de divisão e o prenúncio da quase-tragédia anunciada da gestão e das finanças do Botafogo.

Em 2000 Mauro Ney Machado Monteiro Palmeiro foi eleito presidente do Glorioso (2000-2002) e uma nova e mais profunda crise desabou em cima do Clube, tanto no futebol como em outras modalidades, que se saldou por um desastre financeiro e desportivo estrondoso que nos levou à beira da falência técnica e financeira.

No futebol, 2000 foi o ano de alerta. O Botafogo disputou a Copa João Havelange no módulo principal porque tinha escapado do descenso anterior no contexto do Caso Sandro Hiroshi, em 1999, e o início da década foi marcado por campanhas pífias no campeonato brasileiro e de proximidade à zona de rebaixamento, perdendo-se competitividade no cenário nacional.

Entretanto, na vertente financeira e estrutural, o ano 2000 foi a sequência da deterioração iniciada em fins de 1999, operando com fortes limitações administrativas e sem a solidez de fases anteriores, e determinando a impossibilidade de uma base estável e moderna que pudesse sustentar o futebol e as demais modalidades desportivas.

Não obstante nos abeirarmos de uma profunda crise, o Botafogo disputou o Torneio Rio-São Paulo em 2001 e conseguiu chegar à final, iludindo os torcedores de que poderia reagir desportivamente.

A caminhada iniciou-se com a fase de grupos na qual o Botafogo empatou 3x3 com o Corinthians, perdeu por 3x0 para o Santos, empatou 1x1 com o São Paulo e venceu o Palmeiras por 3x1.

Nas semifinais empatou por 2x2 com o Santos, em casa, e classificou-se para as finais vencendo por 1x0 em Vila Belmiro. Nas finais contra o São Paulo perdeu por 4x1 em casa e por 2x1 fora.

Torcedor em contestação na goleada para o Juventude. Crédito: Cezar Loureiro | O Globo.

No basquete também houve um momento desportivo que indiciava capacidade competitiva, porquanto o Botafogo realizou uma grande campanha no campeonato brasileiro de 2001, eliminando o Fluminense nas quartas-de-final e caindo apenas nas semifinais diante do COC/Ribeirão Preto.

Porém, o Clube não traçou uma estratégia de recuperação e não resolveu nenhum dos grandes problemas de fundo, pelo contrário. A crise financeira e administrativa latente anunciava-se e a gestão era pressionada por soluções que não foi capaz de criar e implementar.

E em 2002 o desastre anunciado concretizou-se. O futebol do Botafogo foi decapitado pela saída de jogadores antes do início do campeonato brasileiro porque financeiramente esse ano representou o colapso do Clube, repleto de dívidas para com jogadores e empresários, salários em atraso, sem patrocinador, sem local adequado para treinar e atletas pedindo para não atuarem mais pelo Clube.

A equipe de futebol do Botafogo foi treinada a maior parte do tempo por Ivo Wortmann, depois teve Carlos Alberto Torres nos jogos finais, mas acabou rebaixada à Série B, após ser derrotada pelo São Paulo por 1x0 no estádio Caio Martins, consumando a primeira queda do Glorioso à divisão secundária do futebol nacional.

No dia 17 de novembro de 2002, no estádio Caio Martins, justamente no dia de aniversário (tristonho nessa data específica) do editor do Mundo Botafogo, Dill marcou aos 54’ o gol que nos enviou para a Série B à 29ª rodada. Comandado por Carlos Alberto Torres, o Botafogo alinhou com Carlos Germano; Márcio Gomes (Rodrigão), Gilmar, Sandro Barbosa e Rodrigo Fernandes; Carlos Alberto, Almir, Lúcio Bala e Esquerdinha (Camacho); Daniel Mendes (Geraldo Madureira), e Ademilson.

Também no basquete as consequências foram devastadoras, porque apesar das campanhas competitivas o departamento profissional de basquete foi encerrado em 2002.

Bebeto e Freitas, recém-eleito presidente para o biênio 2003-2005, assistindo à despromoção do Botafogo em 2002, sob a presidência de Mauro Ney Palmeiro. Crédito: Cezar Loureiro | O Globo.

A gestão de Mauro Ney Palmeiro ficou, pois, marcada pela decadência do futebol relegado para segundo plano, pela extinção do basquete e pela pré-falência financeira e patrimonial.

Em suma…

…desportivamente o Botafogo deixou simplesmente de competir em todas as frentes, alienando o enorme prestígio de mais de uma centena de anos;

…financeiramente o triênio foi marcado por dívidas, salários em atraso, falta de patrocinador e uma gestão de absoluta incompetência;

…estruturalmente o problema central residia na precariedade da estrutura, na medida em que o Clube não dispunha de um estádio e de um centro de operações à altura da sua história, da sua torcida e das exigências competitivas, porquanto o Caio Martins consistia apenas numa solução transitória.

Foi este Clube, que não tinha dinheiro sequer para comprar bolas de futebol ou papel higiênico, que Mauro Ney Palmeiro deixou após três anos de permanente delapidação desportiva, financeira e estrutural.

A dinastia oligárquica do Clube estava esgotada pela falta de profissionalismo e modernidade, e das suas fileiras não havia quem mostrasse capacidades e competências para regenerar o Clube.

Urgia alguém fora dessa oligarquia, com novas ideias, com visão e competência para arrancar o Botafogo de novo das correntes do inferno em que fora lançado.

Esse alguém tinha nome sonante: Paulo Roberto de Freitas, carinhosamente tratado por ‘Bebeto de Freitas’, que venceu as eleições para o triênio 2003-2005 com a incumbência gigantesca de sanar financeiramente e administrativamente o Clube e devolver-lhe competitividade no futebol e nas modalidades desportivas de que tanto nos orgulhámos sempre como secular Clube Multiesportivo.

Fontes principais: https://ge.globo.com; https://extra.globo.com; www.mundobotafogo.blogspot.com; www.transfermarket.com.br

Imagens: https://extra.globo.com/esporte/relembre-fatos-fotos-do-ultimo-rebaixamento-do-botafogo-no-brasileirao-de-2002-14670385.html

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Botafogo 2x1 Racing – classificação antecipada na sorte do jogo

Cristian Medina,  melhor em campo. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O embate contra a equipe argentina do Racing foi muito positivo em termos de resultado final, mas menos positivo em termos de desempenho e, sobretudo, evidenciou que, ao contrário do que se começara a pensar anteriormente face aos progressos verificados com a equipe, não conseguimos ainda apresentar uma identidade consistente e duradoura.

É certo que o Botafogo dominou de modo geral a 1ª parte do encontro, mas fê-lo muito à custa de uma peleja muito nervosa, sobretudo do Racing, com a bola pingando para um lado e para o outro em sucessivas divididas.

Só por volta do quarto de hora, em jogada típica do Botafogo, é que surgiu uma oportunidade após escanteio de Alex Telles, mas as tentativas de conclusão de Newton e Barboza mostraram-se fracassadas, com o zagueiro cabeceando para fora à boca da baliza.

Porém, três minutos volvidos, e depois de má saída de bola do Racing, Cristian Medina lançou espetacularmente Júnior Santos, que entre dois zagueiros forçou a arrancada, e Di Césare, na afobação de desviar a bola da sua baliza desviou-a do goleiro que se fizera ao lance e a pelota foi morrer lentamente no fundo das redes. Botafogo 1x0.

Foi uma vantagem conseguida pela insistência de Júnior Santos, mas, sobretudo, pelo desentendimento do setor defensivo do Racing, que é frágil como, aliás, toda a equipe.

O Racing quis ripostar e aos 21’ Solari concretizou o único lance perigoso dos argentinos na 1ª parte, mas Neto desviou. A propósito de Neto, em toda a partida, como noutras anteriores, nunca soca a bola para fora da área, mas espalma sempre para a frente com a sua mãozinha de alface – e em vários lances poderiam ter saído gols do Racing se o seu ataque fosse eficiente.

Daí em diante o Botafogo desacelerou a partida, o que fez bem, apostando em surtidas rápidas no ataque, mas o perigo foi escasso. Numa falta descaída pelo lado direito, em boa posição de remate, Matheus Martins cobrou com força, mas à figura do goleiro. Em rigor, só posteriormente houve a melhor oportunidade, também após bola parada em cobrança longa de lateral para a área argentina, tendo Barboza servido Kadir de cabeça e este novamente de cabeça obrigou o goleiro a uma boa defesa no canto inferior do poste esquerda da sua baliza.

Atacando quase sempre pelo lado esquerdo, e com Matheus Martins a descair para o interior, quando na verdade funciona melhor como ponta, não se verificava variedade de jogadas nem criação suficiente – excepto alguns bons lançamentos de Cristian Medina, o único que verdadeiramente criou alguma coisa – para aproveitar os muitos espaços deixados pelo sistema tático do Racing.

As melhores tentativas do Botafogo foram de bola parada. É certo que devemos aproveitar – e treinar – bem essas oportunidades, mas tecnicamente a equipe tem imensa dificuldade em elaborar jogadas coletivas de pé em pé, ao nível do gramado.  

E assim se chegou ao intervalo sem grande qualidade técnica, com o Botafogo ‘cozinhando’ o jogo.

Após o intervalo o Racing entrou melhor e logo aos 49’, como vem sendo costume, o Botafogo entrou mole no jogo, o Racing contra-atacou e obrigou Neto a efetuar mais uma defesa, que espalmando para a frente com a sua mão de alface fez a bola bater no peito de Barboza e quase foi gol contra.

Com os jogadores claramente distraídos, sem capacidade de foco durante os 90 minutos de jogo, aos 50’ o Racing realizou um contra-ataque rápido a partir de uma bola lançada na ala esquerda, Rojas recebeu e efetuou um centro primoroso para o miolo da área, Adrián Martínez cabeceou e colocou a bola (aparentemente) fora do alcance de Neto (estaria mal posicionado, ou não?), empatando a partida.

Claro que a torcida alvinegra pensou novamente no pior, especialmente porque o Racing mostrava-se mais afoito após o gol, em busca da virada, e aos 56’ nem sequer Danilo foi capaz de concluir vitoriosamente um ótimo lançamento, novamente da autoria de Medina, rematando dentro da área, frente a frente com Cambeses, chutando à figura.

O Racing insistiu e aos 70’ Adrián Fernández rematou a meia distância e Neto espalmou de novo com muito perigo para a frente, mas a zaga aliviou.

A partida tornou-se truncada, pouco agradável, mas aos 74’, após mais uma insistência de Júnior Santos, a bola sobrou para Danilo que rematou fraco e à figura do goleiro – que deixou a bola passar calmamente debaixo do seu corpo. Botafogo novamente na frente: 2x1.

Daí em diante o Racing tentou remendar o ‘frangaço’ de Cambeses e aos 82’, dentro da pequena área, a zaga permitiu que Zaracho rematasse de bicicleta e, mais uma vez, por pura sorte, a bola foi fraca e direitinha aos braços de Neto.

Entretanto, como o trio de ataque estava desgastado, saíram Júnior Santos e Matheus Martins, enquanto Arthur Cabral entrara já antes no lugar de Kadir, sem que houvesse novidades em matéria de agressividade atacante. E a única oportunidade realmente flagrante foi de Cabral aos 85’, que uma vez mais, frente a frente com Cambeses, não conseguiu concluir. Aparentemente o atacante não vai evoluir mais.

E um minuto depois o Racing perdeu a última oportunidade de empatar com Zaracho rematando por cima do travessão.

Aos 90+3’ Cambeses foi expulso por falta in extremis sobre Villalba que procurava dominar a bola. E acabou o jogo.

O Botafogo não tem identidade definida, Franclim Carvalho ainda não definiu um Onze mais fixo após uma dezena de jogos, e a vitória só foi alcançada em dois lances de pura felicidade, e por força da insistência de Júnior Santos, que tiveram como causa um gol contra e ‘frango’ monumental de Cambeses. É muito pouco para o mata-mata da Copa Sul-americana e para os jogos do Brasileirão até ao final de maio.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x1 Racing

» Gols: Di Césare, aos 18’ (contra), e Danilo, aos 74’ (Botafogo); Adrián Martínez, aos 49’ (Racing)

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 06.05.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 11.252 pagantes; 12.644 espectadores

» Renda: R$ 294.867,00

» Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia); Assistentes: Alexander Guzmán (Colômbia) e Sebastián Vela (Colômbia): VAR: Leodán González (Uruguai)

» Disciplina: cartão amarelo – Kadir, Lucas Villalba e Edenílson (Botafogo) e  Adrián Fernández, Baltasar Rodríguez e Di Césare (Racing); cartão vermelho – Cambeses (Racing)

» Botafogo: Neto; Vitinho, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Newton, Cristian Medina e Danilo; Júnior Santos (Lucas Villalba), Kadir (Arthur Cabral) e Matheus Martins (Edenílson). Técnico: Franclim Carvalho.

» Racing: Cambeses; Di Césare, Santiago Sosa e Basso (Tomas Pérez); Martirena, Baltasar Rodríguez (Zaracho), Forneris (Zuculini) e Gabriel Rojas; Solari (Conechny), Adrián Martínez e Adrián Fernández (Miljevic). Técnico: Gustavo Costas.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Retrospecto Botafogo x Racing Club (1966-2026) – súmulas

Crédito: Wikipédia. Montagem Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo defrontou o Racing Club de Avellaneda em cinco ocasiões e três desses jogos valeram dois títulos: um para cada lado. No confronto o Botafogo tem 2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, 5 gols a favor e 6 gols contra.

No campeonato Argentino o Racing Club registra atualmente 5 vitórias, 6 empates e 5 derrotas, 17 gols a favor e 15 gols contra (média de 1,06 x 0,94 gols por jogo),

Desde o último jogo contra o Botafogo o Racing Clube jogou e empatou 3 vezes para o Grupo B do campeonato argentino, mantendo o 8º lugar (a 13 pontos do líder) entre os 15 participantes do Grupo, mas o aproveitamento caiu de 46.15% para 43.75% – aproveitamento semelhante ao do Botafogo com 43.6% e 10º lugar a 16 pontos do líder, mas em grupo único de 20 equipes.

OS JOGOS

Botafogo 2x0 Racing Club (Argentina)

» Gols: Parada, aos 18’, e Roberto Miranda, aos 87’

» Competição: Taça Carranza de Buenos Aires

» Data: 16.02.1966

» Local: Campo do Independiente, Avellaneda, Grande Buenos Aires (Argentina)

» Público: ~40.000 espectadores

» Árbitro: J. L. Praddande

» Botafogo: Manga, Joel, Adevaldo, Dimas e Rildo; Élton e Gérson; Jairzinho, Parada, Bianchini (Roberto Miranda) e Afonsinho. Técnico: Admildo Chirol.

» Racing: Cejas, O. Martin, Basile, Vidal e R. Díaz; Mori e J. J. Rodríguez; Rulli, Parenti J. Vicente), Cárdenas (Canadel) e Martinoli. Técnico: J. J. Pizzuti.

Nota: O Botafogo conquistou a Copa Carranza em decisão contra o Racing Club.

Conquista em https://mundobotafogo.blogspot.com/2011/09/botafogo-campeao-internacional-em_13.html

Botafogo 0x0 Racing Club (Argentina)

Gols: –

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 12.10.1966

» Local: Estádio General San Marín, em Mar del Plata (Argentina)

» Árbitro: R. Goicoechea

» Público: ~20.000 espectadores

» Botafogo: Cao; Joel, Zé Carlos, Paulistinha e Dimas; Leônidas e Gérson; Roberto, Parada (Sicupira), Valdir e Humberto. Técnico: Admildo Chirol.

» Racing: L. Carrizo (A. Cejas); R. Perfumo, O. Martín, R. Díaz e A. Basile (M. A. Mori); Chabay e J. Martinoli; J. C. Rulli, J. C. Cárdenas (F. Parenti), J. J. Rodríguez (R. Vicente) e H. Maschio (N. Rambert). Técnico: J. J. Pizzuti.

Nota: O segundo jogo entre os dois clubes, amistoso internacional, ocorreu em circunstâncias delicadas. O Botafogo disputava o campeonato carioca, a equipe estava em dificuldades por excesso de jogos e Gérson e companheiros não queriam jogar na Argentina, argumentando que devido ao cansaço representariam mal o futebol brasileiro, que esse cansaço aumentaria com a viagem de ida e volta e especialmente porque no regresso enfrentariam o Flamengo pelo estadual. O presidente Ney Cidade Palmeiro retrucou que o Botafogo estava com problemas financeiros e precisava dos 5.000 dólares de cachê. O Glorioso teve uma péssima atuação e não dignificou o futebol brasileiro, tal como Gérson previra – terminando a partida num triste nulo.

Botafogo 0x2 Racing Club (Argentina)

» Gols: Vietto, aos 30’ (pen.), e Adrián Martínez, aos 62’

» Competição: Recopa Sul-Americana

» Data: 20.02.2025

» Local: Estádio El Cilindro, em Avellaneda, Grande Buenos Aires (Argentina)

» Árbitro: Felipe González (Chile); Assistentes: José Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile); VAR: Rodrigo Carvajal (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Alexander Barboza, Danilo Barbosa, Newton e Rwan Cruz (Botafogo) e Di Cesare, Zuculini, Martirena e Nardoni (Racing); cartão vermelho – Cuiabano (Botafogo)

» Botafogo: John; Vitinho, Danilo Barbosa, Alexander Barboza e Alex Telles; Newton, Allan (Rwan Cruz) e Marlon Freitas; Savarino (Kauê), Igor Jesus e Matheus Martins (Cuiabano). Técnico: Cláudio Caçapa.

» Racing: Gabriel Arias; Di Cesare, Colombo e Quirós; Martirena, Nardoni, Zuculini e Gabriel Rojas; Vietto (Zaracho), Maximiliano Salas (Nacho Rodríguez) e Adrián Martínez. Técnico: Gustavo Costas.

Botafogo 0x2 Racing Club (Argentina)

» Gols: Zaracho, aos 49’, e Zuculini, aos 69’

» Competição: Recopa Sul-americana

» Data: 27.02.2025

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (Brasil)

» Público: 30.975 espectadores

» Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela); Assistentes: Jorge Urrego (Venezuela) e Tulio Moreno (Venezuela); VAR: Juan Soto (Venezuela)

» Disciplina: cartão amarelo – Gregore, Jair e Alexander Barboza (Botafogo) e Vietto, Adrián Martínez e Nardoni (Racing)

» Botafogo: John; Vitinho (Mateo Ponte), Jair, Alexander Barboza e Alex Telles; Gregore (Rwan Cruz), Marlon Freitas e Savarino (Newton); Artur (Jeffinho), Igor Jesus e Matheus Martins (Kayke). Técnico: Cláudio Caçapa.

» Racing: Gabriel Arias; Di Ceare (Conti), Colombo e Quirós; Martirena (Mura), Nardoni, Zuculini (Almendra), Vietto (Zaracho) e Gabriel Rojas; Maximiliano Salas e Adrián Martínez (Solari). Técnico: Gustavo Costas.

Nota: O Racing Club conquistou a Recopa Sul-americana.

Botafogo 3x2 Racing

» Gols: Arthur Cabral, aos 22’, Júnior Santos, aos 41’, e Danilo, aos 90+3’ (Botafogo); Santiago Sosa, aos 3’, e Adrián Martínez, aos 63’ (Racing)

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 15.04.2026

» Local: Estádio Presidente Perón (‘El Cilindro’), em Avellaneda, Argentina

» Público: Portões fechados.

» Árbitro: Cristián Garay (Chile); Assistentes: Claudio Urrutia (Chile) e Alejandro Molina (Chile); VAR: Rodrigo Carvajal (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Allan, Arthur Cabral, Mateo Ponte e Franclim Carvalho, técnico (Botafogo) e Baltasar Rodríguez, Cannavo e Adrian Fernández (Racing)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Caio Roque); Allan, Edenílson (Danilo) e Cristian Medina; Júnior Santos (Lucas Villalba), Arthur Cabral (Kadir) e Matheus Martins (Jordan Barrera). Técnico: Franclim Carvalho.

» Racing: Cambeses; Cannavo, Pardo, Colombo e Ignacio Rodríguez; Santiago Sosa, Baltasar Rodríguez (Zuculini) e Gonzalo Sosa (Adrian Fernández); Martirena (Vergara), Adrián Martínez e Conechny (Solari). Técnico: Gustavo Costas.

Pódio 7, mês de abril

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

No mês de abril, em matéria de futebol, quatro retrospectos contra adversários e a I Parte da publicação que coteja os contributos de Paulo Azeredo e Carlito Rocha, provavelmente os dois presidentes do Clube que mais marcaram o nosso perfil clubista, posicionaram-se entre as 7 publicações mais lidas.

Porém, a melhor surpresa foi a nossa Grande Cronista, Lúcia Senna, com a sua crônica ‘A Voz de Sara’, em 3º lugar, e quanto à sua outra crônica, publicada no dia do seu aniversário (22 de abril), intitulada ‘A Dama, o Giro e a Coluna’, perdeu os habituais comentários dos seus fãs, assim como os acessos dos leitores, em favor de publicação de Parabéns que o Mundo Botafogo lhe endereçou – e que teve honras de 1º lugar!

Então, duplos Parabéns, minha querida!

01. Muitos Parabéns, Lúcia Senna!!!

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/muitos-parabens-lucia-senna.html

por Lúcia Senna

02. Retrospecto Botafogo x Coritiba (1942-2024)

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/retrospecto-botafogo-x-coritiba-1942.html

por Ruy Moura

03. A Voz de Sara

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/a-voz-de-sara.html

por Lúcia Senna

04. Retrospecto Botafogo x Racing Club (1966-2025)

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/retrospecto-botafogo-x-racing-club-1966.html

por Ruy Moura

05. Retrospecto Botafogo x Mirassol

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/retrospecto-botafogo-x-mirassol.html

por Ruy Moura

06. Retrospecto Botafogo x Vasco da Gama (2007-2026)

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/retrospecto-botafogo-x-vasco-da-gama.html

por Ruy Moura

07. Paulo Azeredo versus Carlito Rocha, a razão e a emoção nos destinos alvinegros (I)

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/04/paulo-azeredo-versus-carlito-rocha.html

por Ruy Moura

Entre o céu e o inferno (I): do caos financeiro e administrativo à despromoção no futebol e queda das atividades desportivas (2000-2002)

Torcedores lançando bombas em Caio Martins revoltados com a despromoção no jogo contra o São Paulo. Crédito: Hipólito Pereira | O Globo. [...