sexta-feira, 26 de junho de 2026

Botafogo disputa cinco finais da Supercopa Master de Vôlei

Fonte: Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro,

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo participa, no próximo domingo, dia 28 de junho, em cinco finais da Supercopa Master de Vôlei, competições organizadas pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, competindo em três categorias do feminino e duas categorias do masculino.

Eis as finais em disputa:

FEMININO 30+

Botafogo x ALP Vôlei

» Data: 28.06.2026

» Local: SESC Tijuca

FEMININO 40+

Botafogo x Mirim A Master

» Data: 28.06.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

FEMININO 45+

Botafogo x Açores

» Data: 28.06.2026

» Local: Sesc Tijuca

MASCULINO 59+

Botafogo x Phenix

» Data: 28.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

MASCULINO 63+

Botafogo x Grupo Master Light

» Data: 28.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo vence Copa Fictor Sub-15 série prata

Fonte: Divulgação.

[Nota: O Mundo Botafogo acompanha todas as modalidades desportivas do Botafogo, além do futebol, e publica todos os resultados das conquistas do nosso amado Glorioso; porém, ocasionalmente escapam a esse acompanhamento competições menos divulgadas, de que é exemplo a 1ª Copa Fictor Sub-15, realizada em janeiro deste ano e agora resgatada desse passado recente.]

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A equipe sub-15 do Botafogo conquistou a taça referente à série prata da Copa Fictor Sub-15, cuja final correspondeu ao confronto entre 3º e 4º classificados por pontos corridos. A Copa Fictor foi organizada pela Sociedade Esportiva Palmeiras e decorreu entre 15 e 20 de janeiro de 2026.

Eis a campanha das ‘Joias do Bairro’:

FASE DE GRUPOS

Botafogo 2x1 EC Vitória

» Data: 15.01.2026

» Local: CF Laudo Natel

Botafogo 4x0 Referência FC

» Data: 16.01.2026

» Local: Arena Barueri

Botafogo 1x3 São Paulo FC

» Data: 17.01.2026

» Local: CF Laudo Natel

Botafogo 2x4 Santos FC

» Data: 18.01.2026

» Local: Arena Barueri

Botafogo 1x1 Ibrachina FC

» Data: 19.01.2026

» Local: Academia de Futebol 2

Os seis primeiros classificados no conjunto da Fase de Grupos disputaram as séries Ouro, Prata e Bronze deste modo:

Série Ouro: Palmeiras (1º) x São Paulo (2º)

Série Prata: Santos (3º) x Botafogo (4º)

Série Bronze: Bragantino (5º) x Vitória (6º)

FINAL – SÉRIE PRATA

Botafogo 1x1 Santos FC [penâltis 4x3]

» Gol do Botafogo: Callebe

» Data: 20.01.2026

» Local: Arena Barueri

Nota: O Palmeiras (1x0) venceu a série Ouro e o Bragantino (1x0) venceu a série Bronze.

Fonte: www.sofascore.com

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Copa do Mundo de 1986: a ‘mão de Deus’, o ‘gol do século’ e a desdita de Zico

Cartaz da Copa do Mundo de 1986. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 1986, realizada no México, ficou marcada sobretudo por uma figura: Diego Armando Maradona. Foi um Mundial de grande intensidade emocional, com jogos memoráveis, episódios polémicos e uma das campanhas individuais mais influentes da história do futebol.

A Copa decorreu entre 31 de maio e 29 de junho de 1986 e terminou com a vitória da Argentina, que derrotou a Alemanha Ocidental por 3x2 na final, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Inicialmente o Mundial de 1986 estava previsto para ser organizado pela Colômbia, mas o país desistiu por dificuldades económicas e organizativas devido à FIFA alargar a competição de 16 para 24 países. A FIFA convidou então para país organizador a América, depois o Brasil e em seguida o Canadá, mas todos recusaram. Chegou-se, então, a entendimento com o México para assumir a organização, tornando-se o primeiro país a receber duas fases finais da Copa do Mundo, depois de ter organizado a edição de 1970. E nem os terramotos de 1985 que afetaram o país impediram a sua realização.

O torneio ficou muito associado à altitude, ao calor e aos grandes estádios mexicanos, em particular o Estádio Azteca, palco de importantes confrontos futebolísticos.

A Argentina chegou ao México com uma equipa competitiva, mas não era unanimemente vista como a grande favorita, e o que tornou essa Seleção distinta das demais foi a dimensão extraordinária de Maradona, que assumiu um protagonismo quase absoluto através de desempenho estratosféricos.

Maradona foi capitão, organizador de jogo, desequilibrador e líder emocional da equipa, marcou gols decisivos (5), foi o jogador com mais assistências (5), criou o maior número de oportunidades (27) e em matéria de dribles efetuou 53, ficando apenas atrás de Garrincha, que em 1962 efetuou 62 dribles, conduzindo a Argentina ao título. A sua influência foi tão grande que o Mundial de 1986 é frequentemente descrito como “o Mundial de Maradona”, tal como o de 1962 é conhecido como “o Mundial de Garrincha”. Nem antes de Garrincha, nem depois de Maradona, apareceu um craque de tão grande dimensão numa Copa do Mundo.

A ‘mão de Deus’. Crédito: Bob Thomas | Getty Images.

O encontro das quartas de final entre Argentina e Inglaterra, disputado em 22 de junho de 1986, foi um dos jogos mais famosos da história do futebol porque tinha uma carga política e emocional particular devido à Guerra das Malvinas/Falklands (*) ocorrida entre a Argentina e o Reino Unido em 1982. A Argentina venceu por 2x1, com dois gols de Maradona completamente opostos entre si.

O primeiro ficou conhecido como a ‘Mão de Deus’. Maradona disputou a bola com o goleiro inglês Peter Shilton e fez gol com a mão. O árbitro validou o gol, apesar da infração, e o episódio tornou-se uma das maiores polêmicas da história dos Mundiais.

Apenas três minutos depois de ter enganado a equipe de arbitragem, Maradona marcou aquele que muitos consideram ‘o gol do século’: recebeu a bola ainda no meio-campo argentino, correu 68 metros em 10 segundos e após 12 toques na bola, sempre com o pé esquerdo, ultrapassou 6 jogadores ingleses e depois driblou o goleiro Peter Shilton, antes de finalizar. Foi um lance de extraordinária técnica, velocidade, equilíbrio e leitura de jogo.

Maradona reuniu, assim, dois momentos extremos do futebol: a astúcia transgressora e a genialidade pura.

O ‘gol do século’. Crédito: France Press | AFP PHOTO.

Veja aqui o ‘gol do século’: https://www.youtube.com/watch?v=RnAHSO57W_w

Razão teve Diego Maradona quando um dia disse: “Imaginem o que teria ido a minha carreira sem as drogas…”.

A Bélgica realizou uma das melhores campanhas da sua história até então, tendo crescido durante a competição, após uma fase inicial discreta e chegou às semifinais, tendo vencido antes a União Soviética nas oitavas de final num jogo espetacular que venceu por 4x3 após prolongamento e afastado a Espanha nos pênaltis nas quartas de final, afastou a Espanha nos pênaltis. Porém, nas semifinais não foi suficiente para vencer o esquadrão de Maradona, que marcou os dois gols da vitória argentina.

O jogo entre França e Brasil, nas quartas de final, foi outro momento particular da Copa da Mundo de 1986,o qual terminou empatado em 1x1 após prolongamento, e a França venceu nos pênaltis.

O Brasil ainda tinha Sócrates, Zico e Júnior do futebol criativo de 1982,embora sem o fulgor coletivo de outrora, e a França dispunha de uma geração fortíssima, liderada por Michel Platini na companhia de jogadores como Tigana, Giresse e Fernández.

O jogo foi tecnicamente rico, equilibrado e dramático, tendo Zico entrado aos 71’ e pouco depois dispôs de um pênalti a favor do Brasil. Zico teve nos pés a passagem do Brasil às quartas de final, mas o chute saiu fraco, a meia altura, e o goleiro Bats salvou a França. No desempate por pênaltis a França foi melhor e seguiu para as semifinais. Para o Brasil, foi mais uma eliminação dolorosa de uma geração admirada pelo seu futebol técnico, mas que terminou sem conquistar o Mundial.

Por seu lado, a Alemanha Ocidental tornou a evidenciar uma grande capacidade competitiva, mostrando-se muito eficaz nas fases decisivas, tendo eliminado Marrocos nos oitavos de final, México nas quartas de final, nos pênaltis, e a França nas semifinais, por 2x0 – e tal como em 1982 chegou à final cm o seu futebol físico, organizado e competitivo, contrastando com a inspiração de Maradona e a criatividade da Argentina.

A grande surpresa da competição foi Marrocos, que venceu o seu grupo deixando atrás de si Inglaterra, Polónia e Portugal e tornou-se a primeira seleção africana a passar a fase de grupos numa Copa do Mundo. Todavia, soçobrou perante a Alemanha Ocidental nos oitavos de final, por 1x0, com um gol tardio de Lothar Matthäus.

Inversamente, Portugal foi a grande desilusão no regresso a uma Copa do Mundo depois de vinte anos. A equipe qualificara-se ‘milagrosamente’ para a Copa do Mundo ao vencer a Alemanha por 1x0 e começou bem vencendo a Inglaterra por 1x0, mas o chamado ‘caso Saltillo’, designação associada à cidade mexicana onde os portugueses se concentravam, destruiu completamente a campanha em meio a conflitos entre jogadores, dirigentes e equipa técnica, relacionados com prêmios, condições de preparação, organização interna e disciplina – e Portugal terminou em último lugar no grupo após perder para a Polônia e Marrocos.

Futebol de ‘encher o olho’ foi o da Dinamarca, que entusiasmou a arquibancada com jogadores como Michael Laudrup, Preben Elkjær e Jesper Olen, vencendo os três jogos do grupo, incluindo uma expressiva vitória sobre o Uruguai por 6x1. Esperava-se, então, que a Dinamarca fosse uma Seleção seriamente candidata a prosseguir, mas nas oitavas-de-final caiu estrondosamente perante a Espanha por 5x1, com 4 gols de Emilio Butragueño – uma das maiores figuras da competição.

Outra figura importante, apesar da eliminação frente à Argentina, foi o inglês Gary Lineker, artilheiro da competição com 6 gols, tendo feito um hat-trick frente à Polónia, assim como o gol inglês na derrota com a Argentina e quase chegando a empate nos minutos finais.

Gol do artilheiro Gary Lineker contra a Argentina. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=1lAO0uq6gps

A final foi disputada no dia 29 de junho de 1986, no Estádio Azteca, e a Argentina arrancou com dois gols de José Luis Brown e Jorge Valdano. Porém, a Alemanha Ocidental reagiu e empatou com gols de Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Völler, fazendo acreditar os espectadores que a virada estaria chegando.

Ledo engano quando, pouco depois, Maradona encontrou espaço para o passe decisivo dirigido a Jorge Burruchaga que estufou as redes alemãs e decretou o segundo título mundial da Argentina.

Em resumo, foi a Copa do Mundo que consagrou Diego Maradona ao mais alto nível, com a sua ‘Mão de Deus’ e o seu ‘gol do século’; conheceu a afirmação de Marrocos e a queda de Portugal com o ‘caso Saltillo’; viu desfilar o futebol atrativo da Dinamarca e a grande surpresa da Bélgica chegada às semifinais; e ainda a ‘zica’ de Zico frente à França e a resiliente Seleção Alemã disputando a segunda final seguida.

Talento e polémica, beleza e pragmatismo, foram ingredientes de uma das mais históricas Copas do Mundo de futebol.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Argentina 3x2 Alemanha Ocidental

» Gols: José Luis Brown, aos 23’, Jorge Valdano, aos 56’, e Jorge Burruchaga, aos 84’ (Argentina); Karl-Heinz Rummenigge, aos 74’, e Rudi Völler, aos 81’ (Alemanha Ocidental)

» Data: 29 de junho de 1986

» Local: Estádio Azteca, na Cidade do México (México)

» Público: 114.600 espectadores

» Árbitro: Romualdo Arppi Filho (Brasil)

» Disciplina: cartão amarelo – Diego Maradona, Julio Olarticoechea, Héctor Enrique e Nery Pumpido (Argentina) e Lothar Matthäus e Hans-Peter Briegel (Alemanha Ocidental)

» Argentina: Nery Pumpido; José Luis Brown, Oscar Ruggeri e José Cuciuffo; Ricardo Giusti, Sergio Batista, Héctor Henrique, Diego Maradona e Julio Olarticoechea; Jorge Burruchaga (Marcelo Trobianni) e Jorge Valdano. Técnico: Carlos Bilardo.

» Alemanha Ocidental: Harald Schumacher; Thomas Berthold; Norbert Eder, Ditmar Jakobs, Karl-Heinz Förster e Hans-Peter Briegel; Lothar Matthäus, Andreas Brehme e Felix Magath (Dieter Hoeness); Karl-Heinz Rummenigge e Klaus Allofs (Rudi Völler). Técnico: Franz Beckenbauer.

(*) A Guerra das Malvinas/Falklands foi um conflito armado de 74 dias que opôs a Argentina e o Reino Unido, entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, tendo começado quando a ditadura militar argentina invadiu as ilhas. O arquipélago é alvo de reivindicações históricas, considerado pela Argentina extensão do seu território herdado da colonização espanhola, enquanto os britânicos possuem a administração efetiva desde 1883. À época a junta militar argentina, liderada por Leopoldo Galtieri, enfrentava uma forte rejeição interna associada a uma grave crise econômica e usou a invasão, respaldada pela disputa histórica, como estratégia nacionalista para desviar a atenção dos problemas do país e unir a população. Porém, Margaret Tatcher enviou uma poderosa força naval, aérea e terrestre ao Atlântico Sul e as tropas britânicas retomaram a capital Port Stanley levando à rendição argentina ao 74º dia do conflito e mantiveram o território sob sua administração.

Fontes principais: businessreport.co.za; en.wikipedia.org; maisfutebol.iol.pt; www.britannica.com; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.youtube.com.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Copa do Mundo de 1982: a ‘vergonha de Gijón’, o recorde de Dino Zoff e a superação de Paolo Rossi

Cartaz da Copa do Mundo de 1982. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 1982, realizada em Espanha entre 13 de junho e 11 de julho,  foi também a primeira fase final com 24 seleções, em vez de 16, e terminou com a vitória da Itália, que derrotou a Alemanha Ocidental por 3x1 na final, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid.

A Itália teve um início pouco convincente, empatando os três jogos com Polónia, Peru e Camarões e classificando-se apenas pelo saldo de gols. Porém, a equipe de Enzo Bearzot cresceu ao longo da competição e a partir da segunda fase, eliminou a Argentina de Maradona, depois venceu o Brasil num dos jogos mais célebres da história dos Mundiais, afastou a Polónia nas semifinais e superou a Alemanha Ocidental na final, destacando-se a grande figura de Paolo Rossi, que de discreto passou a artilheiro da Copa, com seis golos, e consagrou-se o melhor atleta da competição.

O Brasil de Telê Santana foi das seleções mais admiradas que nunca ganharam um Mundial, dispondo de jogadores como Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Júnior e Cerezo e jogando um futebol ofensivo, técnico e muito fluido.

Botafogo de 1981. Em pé: Gaúcho, Zé Eduardo, Rocha, Serginho, Paulo Sérgio e Perivaldo. Agachados: Édson, Mendonça, Mirandinha, Marcelo e Ziza. Crédito: Ignácio Ferreira | revista Placar – 50 times do Botafogo.

Na primeira fase o Brasil impressionou, derrotando a União Soviética, a Escócia e a Nova Zelândia; na segunda fase venceu a Argentina por 3x1, mas depois baqueou frente à Itália, perdendo por 3x2 com hat-trick de Paolo Rossi.

Paolo Rossi quase não se destacou na fase inicial, mas foi absolutamente decisivo marcando 6 gols nas fases cruciais da competição: fez 3 gols ao Brasil, 2 gols à Polônia nas semifinais e 1 gol à Alemanha Ocidental na final, assumindo-se como figura central da Copa e símbolo da capacidade italiana de resistir, sofrer e vencer.

Em matéria de controvérsia destacou-se  jogo Alemanha Ocidental x Áustria. A Argélia surpreendera a Alemanha Ocidental vencendo por 2x1, mas no último jogo entre alemães e austríacos, ambas as equipes se qualificavam se os alemães vencessem apenas por um ou dois gols.

A Alemanha marcou cedo, o jogo entrou em versão lenta e terminou em 1x0, eliminando a Argélia, ficando o episódio conhecido como a ‘vergonha de Gijón’, onde se disputou a partida, e teve como consequência que as Copas seguintes tivessem os últimos jogos de cada grupo disputados à mesma hora.

Sócrates e Dino Zoff, capitães do Brasil e da Itália trocando galhardetes. Crédito: DR | FIFA.

A Argélia ficou apenas com a honra de ter afirmado mundialmente o futebol africano fora do eixo europeu e sul-americano.

A semifinal entre França e Alemanha Ocidental, em Sevilha, foi um dos grandes jogos da história dos Mundiais. Terminou 3x3 após prolongamento e foi decidido nos pênaltis, com vitória alemã por 5x4.

O momento mais recordado foi o choque violento entre o goleiro alemão Harald Schumacher e o francês Patrick Battiston. Battiston ficou inconsciente e perdeu dentes, mas o árbitro não assinalou falta e o episódio foi dos mais polêmicos da história da competição.

A França, com Michel Platini, Alain Giresse, Jean Tigana e Luis Fernández, chegou a estar vencendo por 3x1 no prolongamento, mas a Alemanha Ocidental recuperou para 3x3 e venceu nos pênaltis.

Nesse ano Diego Maradona já era uma estrela, mas este não foi o seu Mundial de consagração, e a Argentina, campeã em título, não conseguiu repetir o sucesso de 1978.

Paolo Rossi, primeiro gol da final. Crédito: Peter Robinson -  EMPICS | Getty Images.

Na segunda fase os argentinos perderam com a Itália e depois com o Brasil. No jogo contra o Brasil, Maradona foi expulso após uma entrada sobre João Batista e aumentou a sua frustração na prova – mas o México esperava por ele em 1986.

Verificaram-se outros episódios marcantes, entre os quais a Hungria ter estabelecido a maior goleada da história dos Mundiais até hoje, vencendo El Salvador por absurdos 10x1!

Por seu lado, a Irlanda do Norte surpreendeu ao vencer a Espanha por 1x0, sobretudo porque os irlandeses jogaram parte do segundo tempo com dez jogadores.

A Seleção de Camarões foi eliminada sem perder qualquer jogo, registrando três empates na fase de grupos e colocando-se dignamente ao lado da Argélia como Seleção africana competitiva.

Na final, a Itália confirmou a sua transformação ao longo da prova. No 1º tempo Antonio Cabrini falhou um pênalti, mas os italianos dominaram a segunda parte. Paolo Rossi abriu o placar, Marco Tardelli fez o segundo gol e Alessandro Altobelli marcou o terceiro. Paul Breitner reduziu para a Alemanha Ocidental, mas a vitória italiana já estava consolidada.

Dino Zoff, a maior longevidade numa Copa do Mundo à data. Fonte: Facebook.

A imagem mais icônica da final foi o festejo de Marco Tardelli depois de marcar o segundo golo da Itália, lançando-se numa corrida emocionada que se tornou uma das celebrações mais famosas da história do futebol.

Com a conquista do 3º título mundial a Itália igualou o Brasil em número de títulos e o capitão e goleiro Dino Zoff, com 40 anos de idade, tornou-se o jogador mais velho a vencer uma Copa do Mundo.

Em resumo, a Copa do Mundo de 1982 ficou na história por várias razões: a vitória improvável de uma Itália inicialmente discreta; a queda estrondosa do Brasil de Zico, Sócrates e Falcão; a afirmação de Paolo Rossi como figura principal da competição; a injustiça sentida pela Argélia; a polémica de Gijón; a violência não sancionada sobre Battiston; e uma final em que a Itália mostrou eficácia, maturidade competitiva e força emocional.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Itália 3x1 Alemanha Ocidental

» Gols: Paolo Rossi, aos 57’, Marco Tardelli, aos 69’, e Alessandro Altobelli, aos 81’ (Itália); Paul Breitner, aos 83’ (Alemanha Ocidental)

» Data: 11 de julho de 1982

» Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid (Espanha)

» Público: ~90.000 espectadores

» Árbitro: Arnaldo Cézar Coleho (Brasil)

» Disciplina: cartão amarelo – Bruno Cnti e Gabriele Oriali (Itália) e Wolfgang Dremmler, Uli Stielike e Pierre Littbarski

» Itália: Dino Zoff; Claudio Gentile, Gaetano Scirea, Giuseppe Bergomi, Fulvio Collovati, Antonio Cabrini, Marco Tardelli, Gabriele Oriali, Bruno Conti, Francesco Graziani Alessandro Altobelli e depois Franco Caui) e Paolo Rossi. Técnico: Enzo Bearzot.

» Alemanha Ocidental: Harald Schumacher, Manfred Kaltz, Karl-Heinz Förster, Uli Stielike, Bernd Förster, Hans-Peter Briegel, Paul Breitner, Wolfgang Dremmler, Horst Hrubesch), Pierre Littbarski, Karl-Heinz Rummenigge Hansi Müller e Klaus Fischer. Técnico: Jupp Derwall.

Fontes: cincinnatisoccertalk.com; en.wikipedia.org; imortaisdofutebol.com, maisfutebol.iol.pt; www.britannica.com; www.fifa.com; www.ogol.com.br.

Botafogo disputa cinco finais da Supercopa Master de Vôlei

Fonte: Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo O Botafogo participa, no próximo domingo...