sábado, 13 de junho de 2026

Botafoguenses campeões da Conmebol Liga Evolución Fútbol Playa – Zona Norte

Botafoguenses campeões. Fonte: Instagram botafogosocialolimpico.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Os atletas Driei, Carlos e Amaral e os técnicos Juninho e Anderson Rafael do Botafogo Futebol Praia sagraram-se campeões da Conmebol Liga Evolución Fútbol PLaya – Zona Norte 2026, em representação da Seleção Brasileira, cuja realização ocorreu na Praia de Las Palmas, em Esmeraldas, no Equador, entre os dias 3 a 7 de junho de 2026.

A Liga decorreu com jogos em duas categorias, Adulto e Sub-20, e a classificação final da Zona Norte corresponde à soma dos pontos obtidos nas duas categorias.

Eis a campanha do Brasil na Zona Norte:

ADULTO

Brasil 3x2 Peru

» Gols: Miguel Jr. (2) e Dener

» Data: 03.06.2026

Brasil 6x5 Colômbia [vitória na prorrogação]

» Gols: Dener (3) e Matheus ‘Show’ (tempo regulamentar), Xandy e Fabrício (tempo extra)

» Data: 05.06.2026

Brasil 2x3 Venezuela

» Gols: Dener e Robinho

» Data: 06.06.2026

Brasil 6x4 Equador

» Gols: Digão (2), Dener, Robinho, Teleco e Zé Lucas

» Data: 07.06.2026

Seleção Brasileira. Crédito: Conmebol | Divulgação.

SUB-20

Brasil 6x2 Peru

» Gols: Yuri (2), Carlos, Daniel, Eduardo e Girlian

» Data: 03.06.2026

Brasil 2x2 Colômbia [nos pênaltis 3x4]

» Gols: João Pedro (2)

» Data: 05.06.2026

Brasil 2x2 Venezuela [nos pênaltis 7x6]

» Gols: Eduardo e Warlison

» Data: 06.06.2026

Brasil 6x1 Equador

» Gols: Carlos, Eduardo, Girlian, João Pedro, Yuri e Warlison

» Data: 07.06.2026

O jogo decisivo da categoria Adulto para o título foi épico: o Equador chegou aos 4x3, mas nos últimos três minutos o Brasil marcou três gols e virou o resultado para 6x4 a seu favor, conquistando o octacampeonato.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º Brasil, 18 pts.

2º Venezuela, 15 pts.

3º Colômbia, 14 pts.

4º Equador, 9 pts.

5º Peru, 8 pts.

Entretanto o Brasil fica aguardando como adversário para a finalíssima da Liga o vencedor da Zona Sul. Os dois vencedores jogarão entre si quatro jogos: dois jogos na categoria Adulto e dois jogos na categoria Sub-20. O título será entregue à Seleção que obtiver maior pontuação global nos quatro jogos.

Fontes: www.cbf.com.br; www.conmebol.com; www.futbolperuano.com.

O Paraíso das Lacraias

Fonte: Instagram johnnycarioca.

A imagem é do dia 6 de maio de 1900 na primeira sede do Club de Regatas Botafogo, na enseada de Botafogo, apelidada de ‘Paraíso das Lacraias’ pelos remadores da Estrela Solitária, porque o local, situado na Enseada de Botafogo, era infestado de lacraias (centopeias) e a beira-mar favorecia o surgimento desse grupo de animais invertebrados conhecidos como miriápodes.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Copa do Mundo de 1954: o duvidoso ‘Milagre de Berna’

Cartaz da Copa do Mundo de 1954. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça entre 16 de junho e 4 de julho, foi uma das edições mais espetaculares e estranhas da história: muitos gols, formato pouco comum, violência em campo, chuva, calor extremo, uma Hungria aparentemente imbatível e, no fim, uma das maiores surpresas de sempre – o ‘Milagre de Berna’, com a Alemanha Ocidental campeã.

A grande favorita era a Hungria, a equipa dos ‘Mágicos Magiares’, com Ferenc Puskás, Sándor Kocsis, Nándor Hidegkuti, József Bozsik, Zoltán Czibor e Gyula Grosics. A equipa vinha invicta há anos, era campeã olímpica e já tinha humilhado a Inglaterra em Wembley por 6x3 em 1953 e por 7x1 em Budapeste pouco antes do Mundial.

O Brasil terminou a competição em 6º lugar e estreou o uniforme da famosa camisa amarela e calção azul, substituindo o anterior uniforme branco, considerado azarado após a derrota de 1950.

No que respeita ao Botafogo, o seu único representante foi novamente Nilton Santos, mais tarde apelidado de ‘Enciclopéia’ por se considerar que sabia tudo sobre futebol. O craque participou nas oito partidas que o Brasil realizou na Copa do Mundo de 1954.

Nilton Santos em ação na Copa de 1954. Crédito: Reprodução (colorizada).

Uma das primeiras peripécias foi o formato da competição. Havia quatro grupos de quatro equipas, mas cada seleção só fazia dois jogos: os cabeças de série não se enfrentavam entre si, e os não cabeças de série também não. Além disso, jogos empatados na fase de grupos podiam ter prolongamento, e empates em pontos para a segunda vaga eram resolvidos por jogos de desempate. Isso levou a situações curiosas, como a Alemanha Ocidental ter de jogar novamente contra a Turquia, apesar de já a ter vencido na fase inicial.

Logo na primeira fase, a Hungria assustou o mundo: venceu a Coreia do Sul por 9x0 e depois goleou a Alemanha Ocidental por 8x3. Esse jogo parecia confirmar a superioridade húngara, mas teve duas consequências importantes: Puskás saiu lesionado após uma entrada de Werner Liebrich, e o treinador alemão Sepp Herberger usou uma equipa parcialmente poupada, algo que mais tarde alimentou a ideia de que ele preparava uma revanche na final.

O torneio também ficou marcado pelo número absurdo de gols. A Copa de 1954 ainda detém a maior média de gols da história dos Mundiais masculinos: 5,38 por jogo. A própria Hungria marcou 27 gols no torneio, e Sándor Kocsis terminou como artilheiro com 11 gols.

Ferenc Puskás, o grande craque húngaro do Honved e depois do Real Madrid e da Seleção de Espanha.

Uma das partidas mais loucas foi Áustria 7x5 Suíça, nas quartas-de-final, em Lausanne. É até hoje o jogo com mais gols na história das Copas masculinas. A partida ficou conhecida como a “Batalha do Calor de Lausanne”, pois foi jogada sob temperatura altíssima, perto dos 40°C. A Suíça chegou a abrir 3x0, mas a Áustria virou e venceu por 7x5.

Outra peripécia célebre foi a ‘Batalha de Berna’, entre Hungria e Brasil, também nas quartas-de-final. A Hungria venceu por 4x2, mas o jogo ficou famoso pela violência: três jogadores foram expulsos – Nílton Santos e Humberto, do Brasil, e József Bozsik, da Hungria – e a confusão continuou depois do apito final, inclusive nos corredores e vestiários. A FIFA acabou por deixar a disciplina a cargo das federações.

Nas semifinais, a Alemanha Ocidental goleou a Áustria por 6x1, enquanto a Hungria teve de sofrer muito contra o Uruguai, campeão de 1950. A Hungria venceu por 4x2 após prolongamento, num jogo importantíssimo porque foi a primeira derrota uruguaia em fases finais de Copas do Mundo.

A final colocou novamente frente a frente Hungria e Alemanha Ocidental. Quase todos esperavam nova vitória húngara, ainda mais porque a Hungria já vencera os alemães por 8x3 no grupo. Mas a final foi disputada com chuva no Wankdorf Stadium, em Berna, e as condições ajudaram a tornar o jogo ainda mais dramático.

A Hungria começou como um furacão: Puskás marcou aos 6’ e Czibor fez 2x0 aos 9’. Parecia que a final seria uma consagração tranquila. Mas a Alemanha reagiu imediatamente: Max Morlock reduziu aos 11’ e Helmut Rahn empatou aos 18’. No fim, aos 84’, Helmut Rahn marcou o 3x2 que deu o título aos alemães.

Gol de Max Morlock na final. Crédito: Jason Coles, Golden Kicks The Shoes That Changed Sports.

Ainda houve drama no fim: Puskás marcou um gol que seria o empate húngaro, mas o lance foi anulado por impedimento. A decisão gerou discussão durante décadas, assim como outras polêmicas da final, incluindo fortes suspeitas posteriores de doping na equipa alemã, nunca resolvidas de forma plenamente conclusiva (*).

O impacto histórico foi enorme. Para a Alemanha Ocidental, o título de 1954 tornou-se um símbolo de recuperação moral e identidade nacional no pós-guerra. Para a Hungria, foi uma tragédia esportiva: a melhor equipa do mundo perdeu justamente o jogo que mais importava. O “Milagre de Berna” permanece como uma das maiores zebras e uma das finais mais famosas da história do futebol.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Alemanha Ocidental 3x2 Hungria

» Gols: Max Morlock, aos 11’, Helmut Rahn, as 18’ e 84’ (Alemanha Ocidental); Ferenc Puskás, aos 6’, e Zoltán Czibor, aos 9’ (Hungria)

» Data: 4 de julho de 1954

» Local: Wankdorf Stadium, em Berna (Suíça)

» Público: 62.500 espectadores

» Árbitro: William Ling (Inglaterra)

» Alemanha Ocidental: Toni Turek; Jupp Posipal e Werner Kohlmeyer; Horst Eckel, Werner Liebrich e Karl Mai; Helmut Rhan, Max Morlock, Ottmar Walter, Fritz Walter e Hans Schäfer. Técnico: Sepp Herberger.

» Hungria: Gyula Grosics; Jenö Buzánszky e Mihály Lantos; József Bozsik, Gyula Lóránt e József Zakariás; Zoltán Czibor, Sándor Kocsis, Nándor Hidegkuti, Ferenc Puskás e Nihály Tóth. Técnico: Gusztáv Sebes.

(*) A suspeita era alicerçada na súbita resistência alemã e em razão de a Hungria pertencer à designada “Cortina de Ferro”, expressão que descrevia a divisão política, militar e ideológica da Europa durante a “Guerra Fria”, usada pelo primeiro-ministro inglês Winston Churchill num discurso em 1946, quando afirmou que uma “cortina de ferro” descera sobre a Europa, separando o Bloco Ocidental, que incluía E.U. da América e democracias europeias, e o Bloco Oriental, dominado pela União Soviética e composto por regimes comunistas no leste europeu, incluindo a Hungria, que representavam censura e controlo político, limitação da circulação de pessoas e forte dispositivo militar que incluía muros, cercas e vigilância fronteiriça – cujo símbolo mais conhecido foi o “Muro de Berlim”, derrubado em 1989. Do ponto de vista político não seria conveniente uma vitória Oriental. Porém, é uma hipótese sem comprovação.

Fontes principais: gq.globo.com; maisfutebol.iol.pt; pt.wikipedia.org; www.britannica.com; www.planetworldcup.com; www.theguardian.com; www.the-sun.com

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Copa do Mundo de 1950: Ghiggia, ‘herói’ do Maracanazo

Cartaz da Copa do Mundo de 1950. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil, foi uma das mais dramáticas da história. Foi a primeira Copa depois de 12 anos de interrupção, já que os Mundiais de 1942 e 1946 não aconteceram devido à Segunda Guerra Mundial. O torneio marcou a retomada da competição e terminou com o episódio mais famoso e trágico do futebol brasileiro: o ‘Maracanazo’, a vitória do Uruguai sobre o Brasil por 2x1 no Maracanã.

O primeiro grande acontecimento foi o próprio contexto da competição. O Brasil queria mostrar modernidade, entusiasmo popular e capacidade de organizar um grande evento. Para isso, foi construído o Maracanã, no Rio de Janeiro, concebido como um estádio gigantesco: na época, podia receber perto de 200 mil espectadores em pé, embora a assistência oficial do jogo decisivo tenha sido de 173.850 espectadores.

A Copa também teve muitas ausências e desistências. A Alemanha e o Japão ainda estavam afastados do cenário internacional após a guerra porque pertenciam ao ‘Eixo’, derrotado pelos ‘Aliados’, e a Índia, embora classificada, acabou não participando sob o pretexto de que a FIFA não permitia que os atletas jogassem descalços, mas o verdadeiro problema foram as dificuldades financeiras de uma longa viagem de navio. Turquia e Escócia também desistiram e em seu lugar foram convidadas as seleções de Portugal, França e Irlanda, que declinaram o convite; os franceses desistiram porque teriam que percorrer três mil quilómetros para realizarem os seus jogos.

A situação mais trágica foi a dos italianos, cuja Seleção seria uma dos favoritas a conquistar a Copa, principalmente com atletas da fabulosa equipe do Torino. Porém, faleceram um ano antes na 'Tragédia de Superga' quando em maio de 1949 um avião Fiat G.212, da Avio Linee Italiane, colidiu com o muro da Basílica de Superga, morrendo 31 pessoas entre jogadores, treinadores e funcionários do Torino.

Feitas as contas, o Mundial ficou com 13 seleções apenas, como em 1930.

A II Grande Guerra interrompeu as Copas do Mundo e a sequência do Botafogo como maior fornecedor de jogadores para cada Copa, alguns dos quais, com Heleno de Freitas pontificando, seriam indiscutivelmente titulares nas suprimidas Copas de 1942 e 1946. Em 1950 apenas o então jovem Nilton Santos foi convocado, mas permaneceu na reserva durante a competição em que Barbosa foi injustamente excomungado, visto que a haver um responsável principal pela derrota na final só poderia ser o técnico Flávio Costa que cometeu o erro fatal de não saber gerir a dimensão mental da equipe brasileira.

Uma peripécia importante foi o formato incomum. Ao contrário da ideia tradicional de uma final única, a Copa de 1950 teve uma fase inicial por grupos e depois um quadrangular final com Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. O campeão seria decidido por pontos. Por isso, tecnicamente, Brasil x Uruguai não era uma final oficial, mas na prática tornou-se uma verdadeira final porque chegou-se à última rodada com o Brasil precisando apenas empatar e o Uruguai obrigado a vencer.

O Brasil chegou ao quadrangular final em clima de euforia. Na fase decisiva, goleou a Suécia por 7x1 e a Espanha por 6x1, exibindo um futebol ofensivo que encantou a torcida. A confiança era tão grande que parte da imprensa e da população já tratava o título como praticamente conquistado antes do jogo contra o Uruguai.

O Uruguai, por outro lado, teve uma campanha menos vistosa, mas muito resiliente. A seleção uruguaia trazia a memória de sua tradição olímpica e mundial – campeã olímpica em 1924 e 1928 e campeã da Copa de 1930 – e entrou no jogo decisivo como azarão, mas não como equipe sem história. O capitão Obdulio Varela tornou-se uma figura central pela liderança emocional e pela capacidade de esfriar o jogo quando o Brasil abriu o placar.

Estádio do Maracanã, o Colosso de 1950. Reprodução.

O momento mais famoso veio em 16 de julho de 1950, no Maracanã. O Brasil saiu na frente no início do segundo tempo, com gol de Friaça. O estádio parecia caminhar para a festa esperada, porém o Uruguai empatou com Juan Alberto Schiaffino e aos 79’ Alcides Ghiggia marcou o gol da virada. O placar final, Uruguai 2x1 Brasil, produziu um silêncio histórico no Maracanã e entrou para a memória do futebol como o ‘Maracanazo’.

Uma das peripécias mais lembradas é que já havia clima de celebração brasileira antes da partida. Segundo relatos históricos, jornais e autoridades preparavam homenagens ao Brasil campeão. A derrota transformou a festa em trauma nacional. O goleiro brasileiro Barbosa acabou injustamente marcado por décadas como símbolo da derrota, embora o resultado tenha sido coletivo e o Uruguai tenha vencido por mérito.

Aliás, toda a comitiva brasileira, no auge da euforia, parece ter esquecido que no dia 6 de maio de 1950 o Uruguai tinha vencido o Brasil por 4x3 na Copa Rio Branco, e que apesar de o Brasil lhe ter ganho os dois jogos seguintes dessa Copa, por 3x2 e 1x0, era uma Seleção com muitas tradições e difícil de superar.

A Inglaterra participou pela primeira vez de uma Copa do Mundo e sofreu uma das maiores zebras da história: perdeu em Belo Horizonte por 1x0 para os amadores da América (E.U. da), que entre outras profissões eram carteiros e empregados de mesa – e o caso até poderia ter sido designado por ‘Belorizontazo’. O resultado foi tão inesperado que quando chegou a Londres o telegrama dando conta do placar (0x1), vária agências de informação consideraram que havia sido lapso do número 1 a menos antes do zero e anunciaram a vitória inglesa por 10x1, tornando-se uma das grandes histórias do Mundial e evidenciando que a Copa já não era apenas uma competição entre potências tradicionais.

No fim, o Uruguai conquistou o seu segundo título mundial, depois de ter vencido a primeira edição da Copa em 1930. A vitória teve dimensão quase mítica: uma Seleção pequena, enfrentando o país anfitrião, diante de uma multidão imensa, num jogo em que quase todos esperavam a consagração brasileira. Para o Brasil, a derrota teve impacto profundo e influenciou até debates posteriores sobre identidade, pressão emocional e a própria camisa da seleção.

Em suma, os acontecimentos e peripécias mais importantes foram a volta da Copa após a guerra, a construção do Maracanã, o formato estranho com quadrangular final, as desistências e ausências, a estreia frustrante da Inglaterra com derrota para os americanos, as goleadas brasileiras contra Suécia e Espanha, a confiança exagerada antes do último jogo, a liderança uruguaia de Obdulio Varela, os gols de Schiaffino e Ghiggia, e o trauma histórico do Maracanazo.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Uruguai 2x1 Brasil

» Gols: Friaça, aos 47’ (Brasil); Schiaffino, aos 66’, e Ghiggia, aos 79’ (Uruguai)

» Data: 16.07.1950

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (Brasil)

» Brasil: Barba; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Técnico: Flávio Costa.

» Uruguai: Roque Máspoli; Matías González e Eusébio Tejera; Schubert Gambetta, Obdulio Varela e Victor Rodríguez Andrade; Alcides Ghiggia, Júlio Pérez, Óscar Míguez, Juan Alberto Schiaffino e Rúben Morán. Técnico: Juan López Fontana.

Fontes principais: maisfutebol.iol.pt; pt.wikipedia.org; www.britannica.com; www.planetworldcup.com; www.theguardian.com; www.the-sun.com.

Botafoguenses campeões da Conmebol Liga Evolución Fútbol Playa – Zona Norte

Botafoguenses campeões. Fonte: Instagram botafogosocialolimpico. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Os atletas Driei, Carlos e Ama...