quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Thâmela e Vic incríveis campeãs pré-olímpicas sul-americanas

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Thâmela Coradello e Victoria Lopes, representando o Brasil e o SESC/Botafogo Praia, sagraram-se campeãs do Torneio Sul-americano de Vôlei de Praia, organizado pela Confederación Sudamericana de Voleibol, que se realizou no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026.

A dupla realizou uma campanha simplesmente sensacional, vencendo os seis jogos e os 12 sets, obtendo 258 pontos contra 169 das adversárias e uma média de resultado por cada set de 21,5-14.

A conquista classifica a dupla Thâmela Coradello e Victoria Lopes diretamente para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Eis a soberba campanha das atletas da equipe SESC/Botafogo Praia:

GRUPO A

Thâmela & Vic 2x0 Edith Gonzáles & Alexandra Mendoza (Peru)

» Parciais: 21-13; 21-12

» Data: 03.09.2026

Thâmela & Vic 2x0 Karen Santander & Antonella Mori (Chile)

» Parciais: 21-09; 21-14

» Data: 04.09.2026

Thâmela & Vic 2x0 Valeria Moreno & Darlin Rodríguez (Venezuela)

» Parciais: 21-13; 21-16

» Data: 04.09.2026

O ponto indefensável que valeu o título em set final arrasador. Crédito: Confederación Sudamericana de Voleibol. Captura de tela, 06.09.2026.

QUARTAS DE FINAL

Thâmela & Vic 2x0 Lisbeth Allcca & Claudia Gaona (Peru)

» Parciais: 22-20; 21-14

» Data: 05.09.2026

SEMIFINAIS

Thâmela & Vic 2x0 Fiorella Núñez & Denisse Álvarez (Paraguai)

» Parciais: 21-19; 21-11

» Data: 06.09.2026

FINAL

Thâmela & Vic 2x0 Michelle Valiente & Giuliana Corrales (Paraguai)

» Parciais: 26-24; 21-07

» Data: 06.09.2026

Fonte: Youtube Confederación Sudamericana de Voleibol

Torcedor botafoguense soltando pipa imaginária!

É muito divertida a participação deste torcedor soltando pipa imaginária!

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A maior constelação jornalística desportiva de todos os tempos: cultura, protagonismo, provocação e botafoguismo

Mesa Redonda da Grande Resenha Facit encenada por IA.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A história do jornalismo desportivo carioca da segunda metade do século XX não se compreende apenas mediante percursos profissionais individuais, porquanto em torno das redações dos grandes jornais do Rio floresceram verdadeiras comunidades de jornalistas, escritores e cronistas, para os quais trabalho, amizade, rivalidades futebolísticas e vida quotidiana se misturavam.

Dentre essas comunidades a mais singular foi certamente formada por um conjunto invulgarmente numeroso de jornalistas botafoguenses, cujo lugar central era o Jornal do Brasil, localizado na Avenida Brasil, com a sua editoria de Desporto que reuniu, durante décadas, os mais importantes jornalistas da imprensa brasileira cujo convívio era diário: Fernando Calazans, João Máximo, João Saldanha, José Inácio Werneck, Márcio Guedes, Marcos de Castro, Oldemário Touguinhó, Roberto Porto, Sandro Moreyra e muitos outros.

Na expressão de um estagiário que entrou no jornal na década de 1970, havia ali jornalistas que davam para formar “três seleções”. E nessas “seleções”, ainda na 1ª metade da década de 1970, cabiam, num total de 24 elementos, 12 jornalistas botafoguenses: Antônio Maria Filho, Cláudio Dienstman, Eloir Maciel, João Jobim Alves Saldanha, Luiz Fernando ‘Gauchinho’ Lima, Mara Bentes Cardoso, Márcio Guedes, Mesquita (diagramador), Oldemário Vieira Toguinhó, Otávio Name, Roberto Porto e Sandro Luciano Moreyra.

O Botafogo era, assim, uma espécie de ‘corrente subterrânea’ dentro daquela redação. Todavia, José Inácio Werneck, que era o editor desportivo do JB e não era botafoguense, manifestou que a preferência clubística não contaminava o tratamento jornalístico dos acontecimentos, cuja cultura profissional era muito reputada, suportada pela qualidade da informação, da escrita e da capacidade crítica.

Caricatura de João Saldanha da autoria de Ique.

Dentro deste núcleo, João Saldanha ocupava uma posição quase inevitavelmente central. A relação de Saldanha com o Botafogo foi muito além da condição de tocedor: esteve ligado ao clube como jogador ocasional, dirigente e treinador, tendo conduzido a equipa ao título de Campeão Carioca de 1957. Mais tarde, tornou-se uma das figuras mais influentes da crônica desportiva brasileira. Roberto Porto, que trabalhou com ele durante anos, considerava-o um verdadeiro símbolo do clube.

João Saldanha assumia uma posição central pela sua experiência como jornalista, dirigente e treinador, organizando espontaneamente conversas principalmente com João Máximo, Oldemário Touguinhó e Sandro Moreyra, que atraíam jornalistas mais novos e foram descritas mais tarde, em evento comemorativo a João Saldanha, como mais valiosas “do que uma faculdade de jornalismo”.

Caricatura de Sandro Moreyra (de braços cruzados) recriada por IA a partir da caricatura do artista Aroeira, intitulada ‘Time – Cabeça do Botafogo’, que reunia um time de 15 jornalistas e intelectuais botafoguenses.

Sandro Moreyra era uma figura complementar, apaixonado pelo Glorioso e que tinha acesso privilegiado ao Botafogo, mantendo relações próximas com os jogadores, designadamente Garrincha, Nilton Santos e outro craques, chegando a chefiar uma excursão da equipe à Europa.

Saldanha e Sandro eram amigos, mas isso não significava concordância permanente, tanto mais que Saldanha era muito cioso da sua autoridade como treinador e desfeiteava certas sugestões de Sandro Moreyra.

Roberto Porto, o último grande jornalista dessa geração botafoguense a desaparecer, que sempre difundiu a ideia de o Botafogo ser a “maior paixão imaterial” de sua vida, abandonou o curso de Direito pelo jornalismo desportivo para “estar mais próximo do Botafogo”. No Jornal do Brasil passou a ir aos jogos acompanhado por João Saldanha, Sandro Moreyra e Salim Simão. Isto é, saíam os quatro da redação e iam ao futebol, convivendo profissional e pessoalmente.

Caricatura de Salim Simão elaborada por IA a partir de foto de Salim Simão entregando um prêmio individual a Afonsinho (1969).

Salim Simão era uma figura pública menos visível, mas particularmente interessante e marcante naquele meio, lembrado pelos seus súbitos e célebres gritos. José Inácio Werneck, de quem Salim Simão era Assistente na editoria do JB, evocou Salim como uma figura emblemática daquele tempo, uma personalidade que entrava e transformava o ambiente, classificando-o de “estentórico”.

Botafoguense ‘roxo’, e em simultâneo profundamente amigo do famoso tricolor Nelson Rodrigues, quiçá o maior dramaturgo brasileiro à época, Salim e Nelson desfrutavam de uma relação íntima espantosa, que era cultural para lá do desporto, sabendo-se que ambos eram torcedores adversários, que um era marxista e o outro anticomunista, que tinham muito de radicais e se colocavam tantas vezes em polos opostos, ao mesmo tempo que aparentemente se agrediam e fruíam essa relação invulgar.

Ao recordar Nelson Rodrigues, o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony recordou que do círculo íntimo de Nelson faziam parte figuras culturais como Hans Henningsen, José Lino Grünewald, Pedro do Coutto e… Salim Simão.

A amizade era tão profunda que Nelson tomou Salim Simão como personagem das suas peças de teatro mantendo o seu verdadeiro nome, sobretudo na obra ‘Anti-Nelson Rodrigues’. Foram 50 anos de amizade profunda entre redação, arquibancada, bar, televisão e literatura, atravessando a fronteira entre a vida e a ficção.

Leia aqui essa espantosa relação entre Salim Simão e Nelson Rodrigues, cuja II parte inclui excertos das peças de Nelson que ilustram Simão como figura principal:

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/02/salim-simao-botafoguense-roxo-i.html

https://mundobotafogo.blogspot.com/2026/02/salim-simao-botafoguense-roxo-ii.html

Caricatura de Armando Nogueira (de braço dado com Sandro Moreyra) recriada por IA a partir da caricatura do artista Aroeira, intitulada ‘Time – Cabeça do Botafogo’, que reunia um time de 15 jornalistas e intelectuais botafoguenses.

Outro elo fundamental era Armando Nogueira, igualmente botafoguense, jornalista de enorme importância institucional, que chegara a dirigir o jornalismo da Rede Globo, que partilhava com João Saldanha a paixão pelo Botafogo num dos programas mais importantes da história da televisão brasileira: a Grande Resenha Facit, que transformou a cultura oral das redações e das discussões de futebol numa fórmula televisiva, reunindo em torno da mesma mesa figuras representando diversas paixões clubísticas como Armando Nogueira (Botafogo), João Saldanha (Botafogo), José Maria Scassa (Flamengo), Nelson Rodrigues (Fluminense), Vitorino Vieira (Vasco da Gama), entre outros. Luiz Mendes era o ‘mediador’ do programa.

Isto significa que a mesa redonda televisiva brasileira nasceu, de certo modo, da transferência para o ecrã de uma sociabilidade previamente vivida nas redações desportivas, que não buscava a neutralidade, apresentando protagonistas que possuíam biografia, clube, linguagem e personalidade reconhecíveis, em ambiente de provocação entre amigos e adversários.

A relação entre Saldanha e Nelson teve momentos televisivos inesquecíveis. Por exemplo, quando o videoteipe contrariava a versão apaixonadamente clubista de Nelson, ele podia preferir a sua própria visão à prova das imagens, respondendo que se o videoteipe discordava dele, “pior para o videoteipe” – emergindo um ambiente saudável de provocação entre amigos e adversários futebolísticos.

Caricatura de Roberto Porto da autoria do artista Ique.

Quanto a Roberto Porto, destaca-se a sua amizade com José Inácio Werneck, que é muito importante para reconstituir a ‘rede’ na medida em que Porto dedicou os últimos anos da sua vida a preservar as histórias do Botafogo e da antiga imprensa. Em vários textos declara-se amigo de José Inácio e quando publicou ‘Botafogo – O Glorioso’, em 2009, confiou-lhe a escrita da orelha do livro.

Roberto Porto funcionou, assim, como uma espécie de memorialista daquela geração, narrando muitas situações vividas por esta extraordinária plêiade de jornalistas, não apenas botafoguenses, que juntos viviam situações reais: trabalhavam juntos, iam juntos aos estádios, debatiam futebol, provocavam-se uns aos outros, bebiam juntos, escreviam sobre os mesmos personagens e muitas décadas depois continuaram reconhecendo-se mutuamente.

Por isso seria redutora a tentação de chamar a essas relações uma “escola botafoguense de jornalismo”, porque embora houvesse uma fortíssima presença alvinegra, a excepcionalidade daquele meio era resultado direto de uma enorme interação entre jornalistas e escritores de outras paixões e de áreas diversas, os quais circulavam em espaços físicos concretos, designadamente na redação do Jornal do Brasil, Maracanã, General Severiano, estúdios da TV Rio e da Globo, cabina da rádio e bares do centro do Rio.

Foi um tempo em que os jornalistas não se limitavam a autoria das histórias, sendo eles próprios personagens das histórias uns dos outros.

Nelson transformava Salim numa personagem teatral; Roberto Porto transformava Saldanha, Sandro e Salim em personagens das suas memórias; Sandro construía parte significativa das suas crônicas a partir da convivência com Garrincha, Manga, Nilton Santos e os bastidores do Botafogo; Saldanha misturava a experiência de jornalista, dirigente, treinador e homem de futebol; Armando Nogueira transportava para a televisão uma escrita de forte dimensão literária; José Inácio Werneck, décadas depois, e já vivendo na América exercendo a atividade de Supervisor do Serviço Brasileiro da ESPN International, continuava a evocar o ambiente humano daquelas redações como algo praticamente desaparecido.

A memória sobreviveu porque não foi apenas uma geração de jornalistas, mas sim uma comunidade narrativa que contava histórias entre eles.

O Botafogo que emerge dos textos desta geração formidável de jornalistas não é apenas uma equipe de futebol ou um Clube, mas também um lugar de pertença, uma memória da cidade e uma linguagem mediante a qual esses jornalistas se reconheciam uns aos outros.

Fontes: blogdorobertoporto.blogspot.com; ge.globo.com ; memoriaglobo.globo.com; mundobotafogo.blogspot.com; pickscribe.com; www.abi.org.br; www.ihu.unisinos.br; www.jb.com.br; www.joseinaciowerneck.com; www.observatoriodaimprensa.com.br; https://www.researchgate.net

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Hakim Ziyech: um criativo vencedor buscando reencontrar-se

Ziyech no Chelsea. Fonte: Wikipédia.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Hakim Ziyech nasceu no dia 19 de março de 1993, em Dronten, Países Baixos, mas tem nacionalidade marroquina, atua como meia-atacante e ponta-direita, é esquerdino, mede 1,81m de altura e pesa 70kg.

A sua formação foi realizada no Reaal Dronten (20001-2004), ASV Dronten (2004-2007) e Sportclub Heerenveen (2007-2012), ascendendo à equipe principal deste último clube em 2012,

Na equipe principal do Heerenveen (2012-2014) estreou no dia 2 de agosto de 2012, pela Liga Europa, contra o Rapid Bucaresti. Na temporada 2013-2014 da Eredivisie (escalão principal dos Países Baixos), Ziyech foi realce da equipe, faturando 9 gols e muitas assistências, ajudando o clube a disputar os play-offs da Liga Europa.

No tempo em que esteve no clube foi chamado para as Seleções de base dos Países Baixos, atuando nas equipe Sub-19 (2012), Sub-20 (2012-2013) e Sub-21 (2013-2014), realizando um total de 8 jogos e marcando 3 gols.

A relevância das suas atuações chamou a atenção de outros clubes e, após 46 jogos e 13 gols pelo Heerenveen, ingressou no FC Twente (2014-2016), a troco de 3,5 M€. Estreou no dia 21 de agosto de 2014 no empate por 0x0 contra o Qarabağ pelo play-off da Liga Europa 2014-2015. Em setembro marcou o 1º gol pelo novo clube, na vitória por 4x1 sobre o Heracles Almelo, da Eredivisie.

Nesse período demonstrou grande qualidade, marcando 15 gols e anotando 16 assistências em 38 jogos, liderando as assistências da Eredivisie. Ainda assim, a equipe não teve bom desempenho geral por conta de muito pontos perdidos no início da competição, mas na Copa dos Países Baixos chegou às semifinais, tendo Ziyech marcado 4 gols em 5 jogos.

Na temporada de 2015-2016 o atleta decidiu representar a Seleção principal de Marrocos e estreou em setembro de 2015 contra a Costa do Marfim, mantendo-se na Seleção até à atualidade.

Nessa temporada chegou a capitão da equipe, aos 22 anos de idade, marcou 17 gols e realizou 10 assistências, tendo sido essencial para assegurar a permanência do Twente na divisão principal.

O seu desempenho despertou o foco de grandes equipes europeias, já que Ziyech era capa de jornais em diversos países. Então, após 76 jogos, 34 gols e 1 assistência decidiu ingressar no AFC Ajax (2016-2020), a troco de 11 M€, clube pelo qual assinou em agosto de 2016.

Estreou no dia 11 de setembro de 2016, na vitória por 1x0 sobre o SBV Vitesse, pela Eredivisie, tendo marcado o seu 1º gol dez dias depois, na vitória por 5x0 sobre o Willem II Tilburg, pela Copa KNVB.

Porém, o bom desempenho não valeu troféus, porque o Ajax perdeu a final da Liga Europa 2016-2017 para o Manchester United FC e foi apenas vice-campeão neerlandês. No entanto, individualmente Ziyech foi bem sucedido, marcando 10 gols em 42 jogos e liderando o ranking nacional de assistências com 12 passes decisivos, além de mais 4 assistências em 13 jogos da Liga Europa. A temporada seguinte (2017-2018) foi semelhante à anterior: a equipe foi sucessivamente eliminada nos play-offs da Liga do Campeões e da Liga Europa e amargou o vice-campeonato novamente para o PSV Eindhoven. Todavia, Ziyech marcou 9 gols em 34 jogos e liderou novamente o ranking de assistências, com 15 passes.

Posição e valor de mercado. Crédito: www.transfermarkt.pt

Na temporada de 2018-2019 o atleta conheceu finalmente a glória individual e coletiva em simultâneo, especialmente quando passou para a posição de ponta-direita. Ziyech disputou 49 jogos e marcou 21 gols, sendo 16 gols e 13 assistência em 29 jogos da Eredivisie, tornando a liderar o ranking de assistências. Tudo somado, Ziyech viu a sua equipe destronar o PSV e conquistar o título nacional, além da Copa dos Países Baixos diante do Willem II Tilburg.

Não obstante os títulos, Ziyech brilhou sobretudo na Liga dos Campeões 2018-2019. O Ajax classificou-se no difícil grupo que incluía AEK Atenas, SL Benfica e FC Bayern München. Depois foram eliminados Real Madrid CF e Juventus FC, até que nas semifinais o Tottenham Hotspur FC superou o Ajax. Em eleição da UEFA Ziyech foi o oitavo melhor meia-atacante da Europa.

Ao nível de Seleção foi convocado para representar Marrocos na Copa do Mundo de 2018, participando como titular nos três jogos da fase de grupos, mas a sua Seleção foi eliminada.

Na sua última temporada no Ajax conquistou o único título nacional que lhe faltava no Países Baixos: venceu a Supercopa dos Países Baixos em 2019, superando o PSV por 2x0 na final. Neste período conviveu com lesões ocasionais e alternância de posição, ora meia-atacante, ora ponta-direita. Porém, Ziyech inspirava confiança e outras grandes equipes europeias monitoravam o seu desempenho.

Após 165 jogos, 50 gols e 68 assistências ao serviço do Ajax e de ter sido premiado como o futebolista neerlandês do ano 2017-2018 e jogador do ano do Ajax em 2017-2018, 2018-2019 e 2019-2020, o meia-atacante e ponta-direita ingressou no Chelsea FC (2020-2024) em fevereiro de 2020, a troco de 40 M€.

A estreia oficial ocorreu no dia 17 de outubro de 2020 no empate por 3x3 com o Southampton FC, entrando nos minutos finais; dois jogos depois assinalou o 1º gol na Premier League, bem como a 1ª assistência, na vitória por 3x0 sobre o Burnley FC, seguindo-se duas assistências na vitória seguinte por 4x1 sobre o Sheffield United FC.

Porém, surgiram lesões e menos participação em jogos. Ainda assim, apesar da falta de grandes desempenhos, Ziyech marcou 2 gols e sagrou-se campeão da Champions League 2020-2021, tendo o Chelsea derrotado na final o Manchester City FC de Pep Guardiola.

Na qualidade de campeão europeu, o Chelsea disputou mais duas competições: a Supercopa da UEFA e o Mundial de Clubes. Enfrentando o Villarreal CF na Supercopa, Ziyech abriu o placar, aos 27’, mas lesionou-se no fim do 1º tempo e comemorou o troféu já no banco. No Mundial o atleta foi titular na semifinal contra o Al-Hilal SFC e na final entrou nos últimos minutos, desta vez comemorando o título de campeão mundial em campo.

O marroquino continuou jogando, mas escasseavam as oportunidades e no último ano conheceu o banco de reservas na maior parte das vezes, efetuando apenas 24 jogos e anotando 3 assistências.

Não obstante, Ziyech foi convocado para a Copa do Mundo de 2022, por Marrocos, e mostrou-se fundamental para a sua Seleção alcançar o 4º lugar do mundo e assinar a melhor participação de sempre de um país africano. Marrocos eliminou as poderosas seleções da Bélgica na fase de grupos, da Espanha nas oitavas de final e de Portugal nas quartas de final, acabando derrotada pela França na semifinal. Ziyech é o atleta marroquino com mais jogos pela Seleção do seu país.

Ziyech na semifinal da Copa do Mundo de 2022. Fonte: Wikipédia.

Porém, após 107 jogos, 14 gols e 13 assistências, Ziyech transferiu-se para o Galatasaray SK em agosto de 2023, por empréstimo, com opção de compra. Em setembro estreou na vitória por 4x2 sobre o Samsunspor KD e uma semana depois marcou o seu 1º gol pelo clube turco, na vitória por 2x1 sobre o Istanbul Basaksehir FC.

O atleta mostrou-se eficaz no seu novo clube, ainda que tivesse, novamente, convivido com frequentes leões do pé e do tornozelo. Em 18 partidas assinou 6 gols na Süper Lig 2023-2024 e ainda marcou dois gols na Champions League contra o Manchester City, em empate por 3x3, além de vencer a Supercopa da Turquia por W.O.

Devido a tais resultados, após 23 jogos, 8 gols e 4 assistências o Galatasaray acionou a opção de compra, mas a sorte não favoreceu nem o clube nem o atleta. O marroquino mostrou-se insatisfeito com o técnico, fez declarações públicas contra ele e disse arrepender-se de ter assinado com o clube. E onze jogos após ter assinado em definitivo com o clube, Ziyech rescindiu o contrato em janeiro de 2025.

Ingressou, então, no Al-Duhail SC, clube do Qatar, mas durou apenas quatro meses e 12 jogos, anotando 1 gol e 1 assistência. Chegou então ao Wydad AC, de Casablanca, onde realizou 16 jogos, assinou 9 gols e 2 assistências.

Tendo sido campeão mundial, campeão europeu e conquistado diversos títulos nacionais importantes, ter atuado em 457 jogos e marcado 127 gols por clubes, além de 73 jogos e 28 gols por Seleções de Marrocos (65 jogos e 25 gols na Seleção principal), Hakim Ziyech estás prestes a chegar ao Botafogo de Futebol e Regatas aos 33 anos de idade, se entretanto não houver nenhum contratempo.

Quanto ao perfil do atleta Ziyech tem sido um futebolista com capacidade de liderança e de grande qualidade técnica e criatividade, mas cujo rendimento, a avaliar pelos seus últimos anos menos felizes, depende do contexto tático e, sobretudo, da sua condição física.

Segundo especialistas, aquando do seu auge no Ajax, foi um dos grandes criativos da Europa, tanto no drible como na organização defensiva, com níveis de qualidade de 9 num máximo de 10 no que respeita a técnica individual, visão de jogo, último passe e cruzamento, além de muita inteligência ofensiva, remate de meia distância e bola parada.

Os seus pontos menos fortes são jogar na pressão sem bola, capacidade física nos duelos, velocidade atual e pé direito.

Ziyech parte geralmente da direita para zonas interiores e executa passes diagonais, mudanças de flanco e cruzamentos tensos para sítios vitais dentro da grande área. Compensa a menor velocidade com criatividade. Em forma é um grande atleta, com a vantagem adicional de ter enorme experiência em todos os torneios mundiais e europeus oficiais a nível de clubes e de Seleção, nos quais se destacou.

No entanto, face à sua idade e às lesões, bem como às últimas trajetórias descendentes em matéria de clubes, dos quais tem saído sem custos, a questão central é descobrir se ele consegue recuperar a boa performance física e a regularidade durante as partidas, ou não. Se o fizer, tendo em conta a realidade do futebol brasileiro, pode ainda ser muitíssimo interessante para produzir disrupções nas defesas adversárias – algo que somente Álvaro Montoro tem conseguido, e que pode melhorar em parceria com Ziyech – e servir os companheiros com a sua habitual capacidade técnica. Além de poder marcar gols de meia distância e de bola parada.

Fontes: https://pt.wikipedia.org; https://www.fifa.com/pt; https://www.fotmob.com; https://www.ogol.com.br; https://www.sofascore.com; https://www.transfermarkt.pt; https://www.zerozero.pt

Thâmela e Vic incríveis campeãs pré-olímpicas sul-americanas

Crédito: sescbotafogopraia por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Thâmela Coradello e Victoria Lopes, representando o Brasil e o SESC/...