segunda-feira, 13 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2022: genial duelo Messi-Mbappé, emergência de Seleções africanas e árabes, golaço de Richarlison, lágrimas de CR7, Neymar e Suárez

Cartaz da Copa do Mundo de 2022. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 2022, disputada no Qatar, assinalou a primeira vez em que um Mundial foi organizado num país árabe e no Médio Oriente, tendo um significado geopolítico evidente. O Qatar utilizou a competição como instrumento de afirmação internacional, projeção diplomática e demonstração de capacidade organizativa. Os estádios modernos, as infraestruturas e a concentração geográfica do torneio criaram uma experiência muito diferente das Copas anteriores.

Ao contrário de Mundiais mais dispersos, como Brasil 2014 ou Rússia 2018, em 2022 as deslocações eram curtas e vários jogos podiam ser acompanhados no mesmo dia, o que atribuiu à competição uma lógica quase compacta e concentrada.

Outro acontecimento inédito foi o calendário que, pela primeira vez, se deslocou de junho/julho para novembro/dezembro, tendo com principal razão o intenso calor do verão qatariano, alterando radicalmente a relação entre o Mundial e a época dos clubes europeus, porquanto os atletas chegaram à competição em plena temporada futebolística e com ritmo competitivo – embora com escasso tempo para a preparação coletiva.

A organização do Mundial foi acompanhada por forte debate internacional sobre direitos humanos, condições dos trabalhadores migrantes, liberdade de expressão, direitos das mulheres, entre outros, ocorrendo discussões sobre braçadeiras, protestos simbólicos, limitações à expressão política e tensão entre normas culturais locais e expectativas internacionais.

Em campo a competição foi brilhante, mas fora dele a Copa foi permanentemente atravessada por debates éticos e geopolíticos.

Antes e durante a competição várias seleções europeias discutiram o uso da braçadeira OneLove, associada a mensagens contra a discriminação. A FIFA acabou por impor limites e possíveis sanções desportivas, levando as seleções a recuar, mas a Alemanha divulgou uma fotografia de equipe tapando a boca, em sinal de protesto contra a restrição da liberdade de expressão.

Por seu lado, a Seleção do Irã também esteve no centro de forte carga política por causa dos protestos no país após a morte de Mahsa Amini, e os jogadores iranianos não cantaram o hino nacional, em sinal de solidariedade.

Tais acontecimentos evidenciaram muita tensão política entre ativismo, regulação institucional, cultura local e interesses desportivos, tornando-se a Copa, sobretudo para os iranianos, uma extensão visível de conflitos sociais e políticos muito profundos.

Marrocos: Yassine Bounou e Achraf Hakimi. Crédito: Photo | Icon Sport.

Uma das maiores peripécias aconteceu logo na primeira jornada: a Arábia Saudita venceu a Argentina por 2x1. Foi uma surpresa monumental porque a Argentina vinha de longa série invicta e era uma das favoritas, mas a Arábia Saudita, com uma linha defensiva muito subida e enorme coragem, virou o jogo.

Porém, a maior de todas as surpresas foi a Seleção de Marrocos, que se consagrou como a primeira seleção africana, e árabe, a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. A equipe de Walid Regragui, eliminou a Espanha nos pênaltis e depois venceu Portugal por 1x0 nas quartas de final. Antes disso, já tinha liderado um grupo com Croácia, Bélgica e Canadá.

Dois nomes ficaram particularmente associados à campanha marroquina: Yassine Bounou, goleiro de serenidade, segurança e liderança, que foi decisivo nos pênaltis contra a Espanha; Achraf Hakimi marcou o pênalti decisivo contra a Espanha com uma cavadinha (ou à Panenka, no léxico europeu), num gesto de enorme confiança. Depois celebrou com a mãe, levando para a Copa uma simbologia familiar e comunitária muito forte, juntando mães, famílias, bandeiras, fé, diáspora e pertença.

Além da vitória saudita sobre a Argentina e do percurso notável de Marrocos, também houve outros resultados simbólicos de seleções árabes e africanas. A vitória da Tunísia por 1x0 sobre a França foi um deles, embora fosse eliminada na fase de grupos.

Camarões venceu o Brasil por 1x0 na fase de grupos, com gol de Aboubakar. O Brasil já estava apurado e jogou com uma equipe alternativa, mas o resultado teve valor histórico porque foi a primeira vitória de uma seleção africana contra o Brasil num Mundial – o craque recebeu o 2º amarelo e foi expulso pós despir a camisa para celebrar. Numa Copa no mundo árabe, africanos e árabes foram bem sucedidos.

Gana e Uruguai teve enorme carga simbólica na fase de grupos em virtude do episódio de 2010, quando Luis Suárez impediu com a mão um gol ganês nas quartas de final.  Gana. O Uruguai venceu o jogo, mas acabou eliminado na mesma, por diferença de gols – e Suárez desfez-se em lágrimas no banco, fechando um ciclo iniciado há 12 anos.

A Espanha começou goleando a Costa Rica por 7x0, mas depois empatou com a Alemanha, perdeu com o Japão e foi eliminada por Marrocos nos pênaltis, num jogo com muita posse de bola e pouca capacidade para desmontar o adversário – reabrindo a discussão sobre a posse estéril: controlar a bola não é igual a controlar o perigo.

A Bélgica foi uma das grandes desilusões, chegando com a geração de De Bruyne, Hazard, Lukaku, Courtois, Vertonghen, Alderweireld, entre outros, e foi eliminada na fase de grupos. Contra a Croácia Lukaku desperdiçou gols e simbolizou o fim de ciclo belga – a ‘geração dourada’ nunca chegou a uma final de Mundial ou de Europeu.

O Canadá regressou aos Mundiais após longa ausência e mostrou-se uma equipe rápida, intensa e entusiástica, mas foi eliminada na fase de grupos, deixando, n entanto, sinais importantes antes de coorganizar o Mundial de 2026.

Alemanha eliminada na fase de grupos. Crédito: GE.

Por seu lado, a Alemanha simbolizou a pior das surpresas, tornando a ser eliminada na fase de grupos, como em 2018: venceu a Costa Rica no último jogo, mas foi comprometida pela derrota para o Japão e o empate com a Espanha, confirmando que a Alemanha continuava em crise competitiva pós-2014 [que atualmente se veio a estender com a 3ª eliminação sucessiva na Copa de 2026 na América do Norte].

O Japão consolidou a sua caminhada como a Seleção asiática mais consistente, vencendo a Alemanha e a Espanha na fase de grupos, ambas por 2x1, sempre de virada, e perdeu com a Costa Rica. Nas oitavas de final foi eliminada pelo Croácia nos pênaltis, mas tornou a evidenciar organização, humildade, disciplina e capacidade de competir com potências mundiais.

Portugal chegou às quartas de final com esperança renovada, sobretudo depois da goleada à Suíça por 6x1, jogo em que Gonçalo Ramos marcou três gols. Porém, contra Marrocos, Portugal perdeu por 1x0, com gol de Youssef En-Nesyri, ficando a imagem de Cristiano Ronaldo saindo em lágrimas pelo túnel.

A Copa de 2022 foi difícil para Cristiano Ronaldo. Após tensão com o Manchester United e perda da titularidade na Seleção portuguesa durante a fase a eliminar, ainda marcou contra o Gana, tornando-se o primeiro jogador a estufar as redes em cinco Mundiais sucessivos, mas terminou a competição como suplente nos jogos decisivos.

O Brasil chegou ao Mundial como uma das seleções favoritas. A equipe de Tite tinha grande profundidade ofensiva: Neymar, Vinicius Júnior, Richarlison, Raphinha, Rodrygo, Gabriel Jesus e Antony, entre outros.

Golaço acrobático de Richarlison contra a Sérvia. Fonte: Youtube | FIFA.

O Brasil teve momentos de brilho, especialmente na vitória por 4x1 contra a Coreia do Sul, com futebol ofensivo e celebrações dançadas. O gol de Richarlison contra a Sérvia, de pontapé acrobático, foi provavelmente o mais bonito da competição.

Porém, a equipe caiu nas quartas de final contra a Croácia, nos pênaltis. Neymar marcou na prorrogação e parecia ter decidido o jogo, igualando Pelé como artilheiro da seleção brasileira, mas a Croácia empatou perto do fim, venceu nos pênaltis e seguiu para as semifinais.

Para Neymar, 2022 foi outra Copa de grande ambivalência: lesionou-se na fase de grupos, regressou nas eliminatórias e marcou um grande gol, mas Neymar terminou o Mundial como Suárez e Cristiano Ronaldo – em lágrimas.

Lágrimas de Suárez, Neymar e Cristian Ronaldo. Crédito: www.diariocambio.com.uy.

O jogo entre Argentina e Países Baixos nas quartas de final foi um dos mais tensos da competição: a Argentina vencia por 2x0, os Países Baixos empataram no final e a Argentina classificou-se nos pênaltis.

A Argentina esteve a vencer por 2x0, mas os Países Baixos empataram no final, com uma jogada ensaiada num livre. O jogo foi para pênaltis, e a Argentina venceu.

Depois do jogo, Messi protagonizou uma frase que se tornou viral: “¿Qué mirás, bobo? Andá pa’ allá?” (“Que estás olhando, tolo? Anda pra lá”), dirigida a Wout Weghorst. O episódio mostrou o protegido da FIFA sem a máscara de ‘inocência’ habitual, evidenciando uma postura bem mais irritada e provocadora do que a imagem pública habitual.

Enzo Hernández e Julián Álvarez foram decisivos: Hernández ganhou espaço durante a competição, marcou um grande gol contra o México e tornou-se peça fundamental no meio-campo, além de ser eleito o melhor jovem jogador da competição; Álvarez ganhou a titularidade no ataque, pressionou, atacou a profundidade e marcou gols importantes.

Di María tornou a ser decisivo: já tinha marcado na final da Copa América de 2021 contra o Brasil e em 2022 rubricou uma exibição brilhante na final do Mundial.

“¿Qué mirás, bobo?” Fonte: X / @DjMaRiiO

Porém, a grande narrativa desportiva foi a Argentina campeã do mundo, liderada por Messi. Começou perdendo por 2x1 para a Arábia Saudita por 2x1, mas a derrota acabou por funcionar como ponto de viragem. A Argentina cresceu emocionalmente, ajustou a equipe e foi construindo uma campanha de sofrimento, intensidade e identidade coletiva – e Messi chegou finalmente ao título com uma boa dose de sorte na final da Copa.

A imagem de Messi a levantar a Taça do Mundo encerrou uma das grandes narrativas da história do futebol: o gênio que já tinha vencido tudo a nível de clubes, finalmente conquistou o troféu mais desejado pela sua Seleção.

Maradona estava presente na memória coletiva e a Argentina de 2022 parecia jogar também com essa herança simbólica: unir a era de Maradona e a era de Messi num mesmo imaginário nacional – e quando Messi levantou a Taça, Maradona continuava o grande mito popular, mas Messi entrava definitivamente no mesmo território simbólico.

A final de 2022, entre França e Argentina, foi uma das mais dramáticas da história do futebol: a Argentina chegou a 2x0, com gols de Messi e Di María; a França parecia sem resposta, mas, perto do fim, Mbappé marcou dois gols em poucos minutos e levou o jogo para prorrogação.

Messi tornou a marcar na prorrogação, colocando a Argentina em vantagem, mas Mbappé empatou novamente, de pênalti, fazendo o 3x3 e completando um hat-trick numa final de Mundial.

Depois tudo foi decidido nos pênaltis, numa final que concentrou tudo: gênio, drama, colapso, recuperação, legado, juventude, ansiedade e catarse.

O duelo entre Messi e Mbappé. Fonte: Paris Saint-Germain.

Kylian Mbappé fez uma final extraordinária, marcou três gols e converteu o seu pênalti no desempate final, mas antes dos pênaltis, no último minuto da prorrogação, desperdiçou o gol que daria o título à França e o póquer de gols a si mesmo num só jogo – a sorte esteve do lado de Messi e companhia.

Messi quase perdeu a final que parecia ganha e Mbappé quase a reescreveu, mas mesmo derrotado saiu da final com rosto do futuro.

Em suma, a Copa do Mundo de 2022 foi  o primeiro Mundial realizado no Médio Oriente, o primeiro disputado no outono/inverno europeu, o Mundial da consagração de Messi e da Argentina, do “quase” tricampeonato de Mbappé herdeiro da próxima Era, da afirmação histórica de Marrocos, da queda de várias seleções tradicionais e de muitas tensões políticas, culturais, éticas e mediáticas.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Argentina 3(4)x3(2) França

» Gols: Messi, aos 23’ (pen.) e 108’, e Di María, aos 36’ (Argentina) Kylian Mbappé, aos 80’ (pen.), 81’ e 118’ (pen.) (França)

» Pênaltis: Messi, Dybala, Paredes e Montiel (Argentina);Mbappé e Kolo Muani (França)

» Data: 18.12.2022

» Local: Estádio Nacional Lusail, em Lusail (Qatar)

» Público: 88.966 espectadores

» Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)

» Disciplina: cartão amarelo –

» Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo de Paul, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Julián Álvarez; Lionel Messi e Di María. Técnico: Lionel Scaloni.

» França: Hugo Lloris; Jules Koundé, Raphaël Varane, Dayot Upamecano e Theo Hernández; Tchouaméni, Adrien Rabiot e Antoine Griezmann; Ousmane Dembélé, Olivier Giroud e Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.

Fontes principais: en.wikipedia.org; maisfutebol.iol.pt; www1.folha.uol.com.br; www.britannica.com; www.espn.com.br; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.theguardian.com.

domingo, 12 de julho de 2026

Os maiores artilheiros do Botafogo nas Copas Conmebol e Sul-Americana

Sinval comemora gol na final. Crédito: Júlio César Guimarães | O Globo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

1. SINVAL (8 gols)

O atacante Sinval é o maior artilheiro do Botafogo das Copas Conmebol e Sul-Americana, tendo assinalado 8 gols, incluindo o gol decisivo na final que valeu ao Botafogo adiantar-se por 2x1 no placar, embora o Peñarol tivesse empatado posteriormente e a disputa seguisse para os pênaltis, vencidos pelo Botafogo. Sinval foi emprestado ao Botafogo em 1993, pela Portuguesa, e em 1997, pelo Lugano, totalizando 20 gols em 47 jogos. Sinval foi imprescindível na conquista da Copa Conmebol em 1993.

13.08.1993: Botafogo 3x1 Bragantino (Brasil), 2 gols.

20.08.1993: Bragantino (Brasil) 2x3 Botafogo, 2 gols.

26.08.1993: Caracas (Venezuela) 0x1 Botafogo, 1 gol.

08.09.1993: Atlético Mineiro (Brasil) 3x1 Botafogo, 1 gol.

15.09.1993: Botafogo 3x0 Atlético Mineiro (Brasil), 1 gol.

30.09.1993: Botafogo 2(3)x2(1) Peñarol (Uruguai), 1 gol.

2. Lúcio Flávio (7 gols)

O meio-campista Lúcio Flávio foi titular indiscutível do Botafogo nos anos 2007 a 2010, e embora fosse contestado por parte da torcida tornou-se artilheiro do campeonato carioca de 2008 com 31 gols e marcou, na sua estadia no Botafogo, 64 gols em 180 jogos, tendo sido o Clube pelo qual mais jogou e mais gols marcou.

Gols de Lúcio Flávio:

22.08.2007: Botafogo 3x1 Corinthians (Brasil), 1 gol.

12.09.2007: Corinthians (Brasil) 1x2 Botafogo, 1 gol.

27.09.2007: River Plate (Argentina) 4x2 Botafogo, 1 gol.

27.08.2008: Atlético Mineiro (Brasil) 2x5 Botafogo, 2 gols.

05.11.2008: Botafogo 2x2 Estudiantes (Argentina), 1 gol.

16.09.2009: Botafogo 3x2 Atlético Paranaense (Brasil), 1 gol.

3. Carlos Alberto (4 gols)

O meio-campista Carlos Alberto foi emprestado ao Botafogo pelo Werder Bremen em 2008 e mais tarde contratado pelo Glorioso em 2014, tendo marcado 10 gols em 41 jogos.

14.08.2008: Botafogo 3x1 Atlético Mineiro (Brasil), 2 gols.

27.08.2008: Atlético Mineiro (Brasil) 2x5 Botafogo, 1 gol.

01.20.2008: Botafogo 3x1 América de Cali (Colômbia), 1 gol.

3. Erik (4 gols)

O atacante Erik foi emprestado pelo Palmeiras ao Botafogo, atuando apenas em 46 jogos e marcando 14 gols. Posteriormente o Palmeiras vendeu-o para um clube chinês e depois Erik seguiu para o Japão, onde ainda atua aos 31 anos de idade.

06.02.2019: Botafogo 1x0 Defensa y Justicia (Argentina), 1 gol.

20.02.2019: Defensa y Justicia (Argentina) 0x3 Botafogo, 2 gols.

22.05.2019: Sol de América (Paraguai) 0x1 Botafogo, 1 gol.

5. André Lima (3 gols)

O atacante André Lima foi jogador do Botafogo em 2007,posteirmente vendido e emprestado ao Botafogo em 2009 pelo Hertha Berlim, marcando 33 gols em 64 jogos pelo Glorioso, seu Clube de coração.

22.08.2007: Botafogo 3x1 Corinthians (Brasil), 1 gol

23.09.2009: Botafogo 2x0 Emelec (Equador), 1 gol.

30.09.2009: Emelec (Equador) 2x1 Botafogo, 1 gol.

04.11.2009: Botafogo 1x3 Cerro Porteño (Paraguai), 1 gol.

5. Rodrigo Pimpão (3 gols)

O ponta-esquerda Rodrigo Pimpão esteve no Botafogo em 2015, foi vendido ao Emirates e regressou ao Botafogo no período 2016-2019, assinando 28 gols em 196 jogos pelo Clube com o qual mais se identificou, mais jogou e mais gols assinalou.

12.04.2018: Audax Italiano (Chile) 1x2 Botafogo, 1 gol.

20.09.2018: Bahia (Brasil) 2x1 Botafogo, 1 gol.

03.10.2028: Botafogo 2x1 Bahia (Brasil), 1 gol.

5. Tiquinho Soares (3 gols)

O atacante Tiquinho Soares esteve no Botafogo entre 2022 e 2024, vindo do Olimpyacos, da Grécia, marcando 44 gols e atuando em 120 jogos pelo Botafogo. Soares foi ídolo da torcida em 2023 quando o Botafogo esteve à beira de conquistar o campeonato brasileiro. Atualmente joga no Mirassol.

06.04.2023: Magallanes (Chile) 2x2 Botafogo, 1 gol.

20.04.2023: Botafogo 4x0 Universidad César Vallejo (Peru), 1 gol.

02.08.2023: Botafogo 2x1 Guaraní (Paraguai), 1 gol.

sábado, 11 de julho de 2026

Copas Conmebol e Sul-Americana – todos os jogos do Botafogo

Botafogo campeão da Copa Conmebol. Crédito: CONMEBOL.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

TODOS OS JOGOS

COPA CONMEBOL

1993: Botafogo 3x1 Bragantino (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

1993: Botafogo 3x2 Bragantino (Brasil), em Bragança Paulista, Brasil

1993: Botafogo 1x0 Caracas (Venezuela), em Caracas, Venezuela

1993: Botafogo 3x0 Caracas (Venezuela), no Rio de Janeiro, Brasil

1993: Botafogo 1x3 Atlético Mineiro (Brasil), em Belo Horizonte, Brasil

1993: Botafogo 3x0 Atlético Mineiro (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

1993: Botafogo 1x1 Peñarol (Uruguai), em Montevidéu, Uruguai

1993: Botafogo 2(3)x2(1) Peñarol (Uruguai), no Rio de Janeiro, Brasil

1994: Botafogo 1x1 Minerven (Venezuela), em Puerto Ordaz, Venezuela

1994: Botafogo 0(4)x0(5) Minerven (Venezuela), no Rio de Janeiro, Brasil

COPA SUL-AMERICANA

2006: Botafogo 1x1 Fluminense (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2006: Botafogo 1(2)x1(4) Fluminense (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2007: Botafogo 3x1 Corinthians (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2007: Botafogo 2x1 Corinthians (Brasil), em São Paulo, Brasil

2007: Botafogo 1x0 River Plate (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2007: Botafogo 2x4 River Plate (Argentina), em Buenos Aires, Argentina

2008: Botafogo 3x1 Atlético/MG (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2008 Botafogo: 5x2 Atlético/MG (Brasil), em Belo Horizonte, Brasil

2008: Botafogo 0x1 América Cali (Colômbia), em Cali, Colômbia

2008: Botafogo 3x1 América Cali (Colômbia), no Rio de Janeiro, Brasil

2008: Botafogo 0x2 Estudiantes (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2008: Botafogo 2x2 Estudiantes (Argentina), em La Plata, Argentina

2009: Botafogo 0x0 Atlético/PR (Brasil), em Curitiba, Brasil

2009: Botafogo 3x2 Atlético/PR (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2009: Botafogo 2x0 Emelec (Equador), no Rio de Janeiro, Brasil

2009: Botafogo 1x2 Emelec (Equador), em Guaiaquil, Equador

2009: Botafogo 1x2 Cerro Porteño (Paraguai), em Assunção, Paraguai

2009: Botafogo 1x3 Cerro Porteño (Paraguai), no Rio de Janeiro, Brasil

2011: Botafogo 2x1 Atlético/MG (Brasil), em Belo Horizonte, Brasil

2011: Botafogo 1x0 Atlético/MG (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2011: Botafogo 1x1 Independiente Santa Fé (Colômbia), no Rio de Janeiro, Brasil

2011: Botafogo 1x4 Independiente Santa Fé (Colômbia), em Santa Fé, Colômbia

2012: Botafogo 0x2 Palmeiras (Brasil), em São Paulo, Brasil

2012: Botafogo 3x1 Palmeiras (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2018: Botafogo 2x1 Audax Italiano (Chile), em Santiago, Chile

2018: Botafogo 1x1 Audax Italiano (Chile), no Rio de Janeiro, Brasil

2018: Botafogo 1x2 Nacional (Paraguai), em Assunção, Paraguai

2018: Botafogo 2x0 Nacional (Paraguai), no Rio de Janeiro, Brasil

2018: Botafogo 1x2 Bahia (Brasil), em Salvador, Brasil

2018: Botafogo 2(4)x1(5) Bahia (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2019: Botafogo 1x0 Defensa y Justicia (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2019: Botafogo 3x0 Defensa y Justicia (Argentina), em Florencio Varela, Argentina

2019: Botafogo 1x0 Sol de América (Paraguai), em Villa Elisa, Paraguai

2019: Botafogo 4x0 Sol de América (Paraguai), no Rio de Janeiro, Brasil

2019: Botafogo 0x1 Atlético/MG (Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil

2019: Botafogo 0x2 Atlético/MG (Brasil), em Belo Horizonte, Brasil

2023: Botafogo 2x2 Magallanes (Chile), em Rancagua, Chile

2023: Botafogo 4x0 Universidad César Vallejo (Peru), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 0x0 LDU de Quito (Equador), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 3x2 Universidad César Vallejo (Peru), em Trujillo, Peru

2023: Botafogo 0x0 LDU de Quito (Equador), em Quito, Equador

2023: Botafogo 1x1 Magallanes (Chile), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 2x0 Patronato (Argentina), em Paraná, Argentina

2023: Botafogo 1x1 Patronato (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 2x1 Guaraní (Paraguai), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 0x0 Guaraní (Paraguai), em Assunção, Paraguai

2023: Botafogo 1x1 Defensa y Justicia (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2023: Botafogo 1x2 Defensa y Justicia (Argentina), em Florencio Varela, Argentina

2026: Botafogo 1x1 Caracas (Venezuela), no Rio de Janeiro, Brasil

2026: Botafogo 3x2 Racing (Argentina), em Avellaneda, Argentina

2026: Botafogo 3x0 Independiente Petrolero (Bolívia), no Rio de Janeiro, Brasil

2026: Botafogo 2x1 Racing (Argentina), no Rio de Janeiro, Brasil

2026: Botafogo 3x0 Independiente Petrolero (Bolívia), em Assunção, Paraguai

2026: Botafogo 3x1 Caracas (Venezuela), em Caracas, Venezuela

» Nota: Botafogo campeão da Copa Conmebol 1993.

SÍNTESE: 64 jogos, 32 vitórias, 18 empates, 14 derrotas; saldo de gols favorável por 107-70.

CONFRONTOS POR PAÍSES

Argentinos: 6 vitórias, 3 empates e 3 derrotas

Bolivianos: 2 vitórias

Brasileiros: 12 vitórias, 3 empates e 5 derrotas

Chilenos: 1 vitória e 3 empates

Colombianos: 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas

Equatorianos: 1 vitória, 2 empates e 1 derrota

Paraguaios: 4 vitórias, 1 empate e 3 derrotas

Peruanos: 2 vitórias

Uruguaios: 2 empates

Venezuelanos: 3 vitórias e 3 empates

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2018: consagração de Mbappé e Modrić, colapso alemão e espanhol, fair play e tecnologia VAR

Cartaz da Copa do Mundo de 2018. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia, foi um Mundial de transição e afirmação de novos craques e que teve também uma dimensão política e tecnológica com a inovação do VAR.

A Rússia organizou o torneio num contexto de relações tensas com vários países ocidentais, após a anexação da Crimeia em 2014, acusações de interferência política externa e debates sobre direitos humanos.

Apesar desse contexto, a organização foi, em geral, considerada eficiente. Os estádios, as cidades-sede, a segurança e a logística funcionaram melhor do que muitos antecipavam. Para a Rússia, o torneio foi uma tentativa de projetar uma imagem de modernidade, hospitalidade e capacidade organizativa.

Simbolicamente foi uma Copa em que o futebol serviu também como instrumento de diplomacia, imagem pública e afirmação geopolítica.

A grande surpresa da Copa foi a eliminação da Alemanha, campeã em título, logo na fase de grupos, perdendo com o México, vencendo a Suécia com um gol tardio de Kroos e sendo eliminada com a inesperada derrota contra a Coreia do Sul por 2x0.No final da partida a imagem dos jogadores alemães incrédulos com o resultado tornou-se uma icônica fotografia do colapso dos campeões.

Para a Coreia, foi uma vitória de grande prestígio; para a Alemanha, uma ‘humilhação’ histórica, simbolizando a imprevisibilidade dos Mundiais de futebol.

Foi a primeira vez, desde 1938, que a Alemanha não ultrapassou a primeira fase de um Mundial, tendo representado, simbolicamente, o fim de um ciclo longo de preparação iniciado em 2006 e culminado com o título de 2014.

A Espanha viveu uma situação invulgar quando o técnico Julen Lopetegui foi despedido na véspera do início do Mundial, em virtude de ser anunciado como futuro treinador do Real Madrid.

A equipe ficou sob orientação de Fernando Hierro, num ambiente de instabilidade, apresentando-se lenta previsível e emocionalmente fragilizada. Os espanhóis foram eliminados nas oitavas de final pela Rússia, nos pênaltis, depois de um jogo em que teve muita posse de bola, mas pouca capacidade de criar perigo – evidenciando o esgotamento definitivo do velho modelo espanhol sem a energia de 2008-2012.

Tecnologia do VAR no Mundial de 2018. Fonte: www1.folha.uol.com.br.

A Islândia, país com pequena população, estreou-se em Mundiais e empatou com a Argentina no primeiro jogo. O goleiro Hannes Halldórsson defendeu uma grande penalidade de Messi e o resultado foi celebrado como um feito histórico, mostrando novamente que em matéria de Copas os favoritos também são surpreendidos.

O Peru tornou a disputar um Mundial após longa ausência e apesar de ser eliminado na fase de grupos, a simples presença teve forte carga emocional para os torcedores peruanos, que viajaram em grande número para a Rússia e foram entusiásticos.

Equipes como Marrocos e Irã não foram longe, mas deixaram boa imagem competitiva. O Irão quase eliminou Portugal na fase de grupos e Marrocos criou dificuldades a Espanha e Portugal.

Um dos jogos mais memoráveis da fase de grupos foi Portugal 3x3 Espanha. Cristiano Ronaldo marcou três gols e segurou praticamente sozinho o empate português contra uma das seleções teoricamente mais fortes da Copa. Foi uma das grandes exibições individuais de Cristiano em Mundiais, evidenciando liderança, resistência e capacidade de decidir.

Portugal, apesar de ser campeão europeu em 2016, caiu nas oitavas de final frente ao Uruguai. Cavani marcou duas vezes e Portugal não conseguiu reagir o suficiente.

A Inglaterra eliminou a Colômbia nos pênaltis, nas oitavas de final, ultrapassando finalmente o estigma de derrotas sucessivas na disputa por grandes penalidades através da defesa decisiva de Pickford.

O jogo França 4x3 Argentina, nas oitavas de final, foi um dos melhores da competição. Teve gols, ritmo, alternância emocional e a queda da Argentina de Messi, desgastada e desequilibrada. Os argentinos tinham chegado à competição com problemas internos, indefinições táticas e dependência extrema de Messi.

Antes da eliminação com a França, a Argentina viveu uma fase de grupos dramática: empatou com a Islândia, perdeu pesadamente com a Croácia por 3x0 e chegou ao último jogo, contra a Nigéria, em risco de eliminação, superando o adversário com o gol decisivo de Marcos Rojo perto do fim, garantindo a passagem aos oitavos.

Harry Kane, Chuteira de Ouro, gol contra o Panamá. Fonte: Divulgação | England | Jogada10.

A Rússia chegou às quartas de final, superando expectativas: goleou a Arábia Saudita e eliminou a Espanha nos pênaltis, com grande exibição do goleiro Igor Akinfeev. Mesmo sem chegar às semifinais, a campanha da equipe permitiu ao público russo criar uma narrativa desportiva positiva.

O Uruguai realizou o Mundial com a sua identidade habitual: organização defensiva, intensidade, experiência e ataque perigoso. A dupla Suárez-Cavani contra Portugal, mas a lesão de Cavani condicionou o Uruguai nas quartas de final contra a França, que a equipe perdeu por 2x0.

Nas semifinais, a Croácia venceu a Inglaterra por 2x1, após prorrogação. A Inglaterra marcou cedo, por Kieran Trippier, num livre direto. Mas a Croácia reagiu, empatou por Perišić e decidiu com gol de Mandžukić na prorrogação.

A equipe de Gareth Suthgate era jovem, disciplinada e emocionalmente mais serena do que várias seleções inglesas anteriores. A frase “It’s coming home” tornou-se o lema popular da campanha, misturando ironia, esperança e identidade futebolística.

Apesar da derrota com a Croácia, a Inglaterra voltou a acreditar após tantos anos afastada das semifinais. Harry Kane terminou como artilheiro da competição com 6 gols, embora parte desses gols tenham origem em pênaltis e bolas paradas, o que também refletia a identidade da Inglaterra de 2018: forte em lances estudados, escanteios, livres e organização.

A Bélgica teve um excelente Mundial, terminando em terceiro lugar. Com Hazard, de Bruyne, Lukaku, Courtois, Kompany, Vertonghen, Alderweireld e Witsel, a equipe confirmou o valor da sua geração dourada.

Nas oitavas de final a Bélgica esteve a perder por 2x0 contra o Japão, mas venceu por 3x2. O gol decisivo surgiu no último lance, numa transição rápida concluída por Chadli. Foi uma das jogadas mais dramáticas do Mundial.

Fair Play do Japão dentro e fora de campo. Fonte: Elaboração IA.

Para o Japão, foi uma derrota cruel; para a Bélgica, um sinal de maturidade competitiva. A imagem dos jogadores japoneses devastados contrastou com o reconhecimento internacional pela qualidade e coragem da sua exibição, e mesmo após a eliminação os jogadores deixaram o balneário limpo e uma mensagem de agradecimento – evidenciando civismo, respeito e ética coletiva.

Porém, o ponto alto foi a vitória contra o Brasil nas quartas de final, por 2x1. A Bélgica foi taticamente inteligente, explorou transições rápidas e teve em Courtois um goleiro decisivo.

O Brasil, treinado por Tite, chegou ao Mundial com expectativas elevadas. Tinha uma equipe equilibrada, com Neymar, Coutinho, Gabriel Jesus, Willian, Casemiro, Marcelo, Thiago Silva, Miranda e Alisson.

Neymar, teoricamente o maior trunfo brasileiro, teve momentos de qualidade, mas ficou também marcado pelas quedas, protestos e dramatização de contatos, fixando-se a imagem do craque rolando no gramado teatralmente e sendo alvo de inúmeros memes – e a Seleção Canarinha reforçou a ideia de continuar longe da aura de domínio mundial de outrora.

A França venceu o Mundial pela segunda vez, vinte anos depois do título de 1998.

A equipe de Didier Deschamps não foi uma seleção de futebol permanentemente exuberante, mas foi extremamente equilibrada, física, rápida, madura e eficaz. Tinha talento em todos os setores Lloris, Varane, Umtiti, Pavard, Lucas Hernández, Kanté, Pogba, Matuidi, Griezmann, Mbappé e Giroud.

Sobretudo, foi menos dependente da posse prolongada, mais orientada para a transição, para a velocidade e para a eficácia. A França de Didier Deschamps foi criticada por vezes por não jogar de forma mais estética, mas o percurso mostrou enorme competência competitiva.

A grande revelação foi Kylian Mbappé, que com apenas 19 anos assumiu protagonismo ao mais alto nível. O jogo contra a Argentina, nas oitavas de final, foi o seu momento de consagração: arrancadas em velocidade, capacidade de desequilíbrio e dois gols numa vitória francesa por 4x3.

Kylian Mbappé, o ‘Furacão’ francês. Fonte: ec.world-like-home.com.

Na final, marcou contra a Croácia e tornou-se o primeiro adolescente a marcar numa final de Mundial desde Pelé, em 1958. Mbappé simbolizou juventude, velocidade, mudança geracional e futuro. Em 2018, o futebol mundial percebeu que estava perante uma nova estrela global.

Griezmann foi outro elemento decisivo que participou na organização ofensiva e foi fundamental nas bolas paradas, funcionando como jogador de ligação, interpretando espaços, acelerando quando necessário e dando equilíbrio à equipe.

Na final, esteve envolvido em momentos decisivos: o livre que originou o gol contra de Mandžukić e o pênalti convertido após decisão do VAR.

O meio-campo francês foi uma das chaves do título: N´Gol Kanté fez trabalho invisível, cobertura defensiva e equilíbrio; Pogba, muitas vezes criticado pela irregularidade, fez um grande Mundial e na final marcou o terceiro gol da França que consolidou a vantagem.

A Croácia, país com pouco mais de quatro milhões de habitantes, chegou à final do Mundial pela primeira vez através da sua qualidade técnica, experiência e uma enorme capacidade de sofrimento. Contando com Modrić, Rakitić, Perišić, Mandžukić, Brozović, Lovren, Vida e Subašić, a Croácia superou três prorrogações consecutivas nas fases a eliminar contra Dinamarca, Rússia e Inglaterra.

A final foi disputada em Moscovo, no Estádio Luzhniki, e a França venceu a Croácia por 4x2. Foi uma final invulgar: aconteceu o primeiro gol contra numa final, da autoria de Mandžukić, empate de Ivan Perišić, pênalti assinalado com recurso ao VAR, gols de Griezmann, Pogba e Mbappé, e ainda um erro de Hugo Lloris que permitiu a Mandžukić reduzir.

A Croácia teve mais bola, mas começou a final perdendo através do lance infeliz de Mandžukić, enquanto a França foi mais eficaz e mais forte nos momentos decisivos. Curiosamente, Mandžukić viria depois a marcar também na baliza certa, após erro de Lloris, e como prêmio de consolação Luka Modrić foi eleito o melhor jogador da competição.

Luka Modrić, o craque da Copa. Fonte: Franck Fife – 15.07.2018 – AFP.

A Copa de 2018 foi o primeiro Mundial com utilização do VAR, tecnologia que teve grande impacto, sobretudo em grandes penalidades, revisões de contato e lances dentro da área. Na final, o VAR foi decisivo no pênalti assinalado por mão de Perišić.

Simbolicamente, 2018 marcou uma viragem na arbitragem internacional, porque a partir daí o Mundial deixou de depender apenas da percepção imediata do árbitro em campo. Ainda por aprimorar, o VAR trouxe, contudo, mais correção em certos lances.

Outra curiosidade foi a qualificação do Japão para os oitavos de final através do critério de fair play, por ter recebido menos cartões do que o Senegal.

Foi a primeira vez que esse critério teve impacto tão visível num Mundial, podendo decidir a classificação numa competição tão equilibrada.

Em termos simbólicos, 2018 foi a Copa da transição geracional e tecnológica: marcou o segundo título mundial da França, a consagração de uma geração jovem liderada por Mbappé, Griezmann, Pogba, Kanté e Varane, a chegada da Croácia à primeira final da sua história, a despedida amarga de várias gerações, a eliminação precoce da Alemanha campeã em título e a consolidação do VAR como elemento central do futebol moderno.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

França 4x2 Croácia

» Gols: Mandžukić, aos 18’ (contra), Griezmann, aos 38’ (pen.), Pogba, aos 59’, e Mbappé, aos 65’ (França); Perišić, aos 28’, e Mandžukić, aos 69’ (Croácia)

» Data: 15 de julho de 2018

» Local: Estádio Lujniki, em Moscou (Rússia)

» Público: 78.011 espectadores

» Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

» Disciplina: cartão amarelo – Kanté e Lucas Hernández (França)

» França: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Kanté (N’Zonzi) e Pogba; Mbappé, Griezmann, Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir). Técnico: Didier Deschamps.

» Croácia: Subašić; Vrsaljko, Lovren, Vida, Strinić (Pjaca); Brozović; Rebić (Kramarić), Modrić, Rakitić, Perišić; Mandžukić. Técnico: Zlatko Dalić.

Fontes principais: en.wikipedia.org; maisfutebol.iol.pt; www1.folha.uol.com.br; www.britannica.com; www.espn.com.br; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.theguardian.com.

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