sábado, 4 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2006: entre a queda e a redenção de seleções e a transição para novos craques no palco mundial

Cartaz da Copa do Mundo de 2006. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha, foi um Mundial de grande densidade simbólica e vivido num ambiente muito particular após a reunificação alemã, que se apresentou ao mundo como um país moderno, aberto, festivo e bem organizado, tendo a competição ficado associada à expressão Sommermärchen, isto é, “conto de verão” em alemão.

Para a Alemanha foi mais do que uma competição desportiva, constituindo um momento de afirmação nacional após décadas em que a exibição pública de símbolos nacionais era culturalmente sensível, devido ao peso histórico do século XX. Em 2006, as bandeiras alemãs surgiram massivamente nas ruas, nas praças, nos automóveis e nos estádios, num ambiente mais leve, popular e de celebração.

A Alemanha não venceu a competição, conquistada pela Itália que comemorou o tetracampeonato, mas saiu dele com uma imagem renovada.

O Brasil chegou ao Mundial de 2006 como campeão em título e com enorme expectativa numa seleção que tinha nomes fortíssimos: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Roberto Carlos, Cafu, Dida, Lúcio, Juan e Zé Roberto.

Falava-se muito no chamado ‘quadrado mágico’, com Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano, mas a equipe nunca encontrou um verdadeiro equilíbrio e o rendimento coletivo ficou muito aquém do enorme talento individual.

O Brasil foi eliminado pela França nas quartas de final, com gol de Thierry Henry, após assistência de Zidane, que se traduziu numa das grandes desilusões da Copa e um dos momentos altos de Zidane em 2006.

Zidane dominou o ritmo do jogo, protegeu a bola, distribuiu, desequilibrou e mostrou uma autoridade técnica impressionante. A assistência para o gol de Henry nasceu de uma cobrança de falta na lateral.

Para muitos especialistas foi a última grande exibição ‘perfeita’ de Zidane antes da final e simbolicamente teve um peso enorme nas expectativas criadas porque o francês, que tinha arrasado o Brasil em 1998, tornou a ser decisivo contra o mesmo adversário em 2006.

Apesar da eliminação brasileira, Ronaldo Nazário marcou em 2006 e tornou-se, na altura, o maior artilheiro da história dos Mundiais, ultrapassando o recorde de Gerd Müller. Foi uma marca individual importante, embora ofuscada pela eliminação e pela crítica ao rendimento físico da equipe brasileira.

Cannavaro, único defensor Bola de Ouro. Fonte: BR Football.

No que respeita a Ronaldinho Gaúcho, chegou ao Mundial como melhor jogador do mundo e grande estrela global, esperando-se que fosse, se não o melhor, um dos maiores protagonistas da competição. Porém, o craque teve uma participação discreta, sem o brilho demonstrado no Barcelona, e o seu desempenho ficou marcado pela frustração, evidenciando que o futebol de clubes não se traduz automaticamente no domínio de um Mundial.

A Argentina fez uma Copa muito interessante, contando com jogadores como Riquelme, Crespo, Saviola, Mascherano, Heinze, Ayala, Tevez e o jovem Messi.

Na fase de grupos goleou a Sérvia e o Montenegro por 6x0. O gol de Esteban Cambiasso, após uma longa combinação coletiva, foi um dos melhores do Mundial.

No entanto, a Argentina caiu nos quartas de final contra a Alemanha, nos pênaltis, depois de empatar por 1x1. A substituição de Riquelme e a ausência de Messi nos momentos finais foram muito discutidas.

A Copa de 2006 marcou a estreia de Lionel Messi em Campeonatos do Mundo, ainda muito jovem. Entrou em campo contra a Sérvia e Montenegro, marcou um gol e mostrou sinais do talento que viria a dominar o futebol mundial nos anos seguintes.

A Espanha começou bem o Mundial e havia expectativa em torno de uma equipe jovem e talentosa, com jogadores como Xavi, Xabi Alonso, Iniesta, Fenando Torres, David Villa, Puyol e Casillas, porém foi eliminada pela França nas oitavas de final. Esse jogo teve um simbolismo ‘geracional’: a Espanha jovem e promissora foi vencida por uma França experiente, liderada por Zidane.

Poucos anos depois, essa geração espanhola transformaria o futebol europeu e mundial, vencendo a Eurocopa 2008, o Mundial 2010 e a Eurocopa 2012.

A Ucrânia, liderada por Andriy Shevchenko, chegou às quartas de final na sua primeira participação em Mundiais como país independente. A campanha ucraniana teve peso simbólico nacional por ser uma seleção recente no palco mundial a conseguir uma presença entre as oito melhores. Foi eliminada pela Itália, mas deixou uma marca importante.

O Gana fez uma campanha muito positiva, passando a fase de grupos numa estreia em Mundiais, dispondo de jogadores como Michael Essien, Stephen Appiah, Sulley Muntari e Asamoah Gyan, tendo sido eliminado pelo Brasil nas oitavas de final, mas mostrou força física, organização e qualidade técnica, afirmando-se como uma das seleções africanas mais promissoras daquele ciclo.

Gol de Materazzi na final contra França. Fonte: Réplica IA.

A Argentina eliminou o México nas oitavas de final num jogo muito equilibrado. O momento decisivo foi um grande gol de Maxi Rodríguez na prorrogação: recebeu no peito e rematou de pé esquerdo, de fora da área. Foi um dos gols mais bonitos do Mundial e simbolizou a capacidade argentina de resolver jogos através da qualidade técnica individual.

Uma curiosidade estatística marcante foi a Suíça ter sido eliminada nas oitavas de final sem sofrer qualquer gol no decorrer da competição. Mais curioso ainda foi ter empatado 0x0 com a Ucrânia e perdido nos pênaltis, falhando-os todos nesse desempate.

A Alemanha terminou em terceiro lugar, mas a sua campanha foi celebrada como um ‘conto de verão’ e um renascimento.

A equipe de Jürgen Klinsmann tinha uma imagem mais jovem, ofensiva e emocional do que algumas seleções alemãs anteriores, tendo jogadores como Miroslav Klose, Lukas Podolski, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger e Michael Ballack.

O jogo inaugural, com vitória por 4x2 frente à Costa Rica, mostrou uma Alemanha mais dinâmica e atacante. O país viveu intensamente a campanha, e mesmo a derrota nas semifinais contra a Itália não apagou o sentimento positivo.

A semifinal entre Alemanha x Itália, em Dortmund, foi um dos grandes jogos do Mundial. O jogo estava empatado em 0x0 na prorrogação e parecia encaminhar-se para os pênaltis, mas a Itália marcou dois gols nos minutos finais da prorrogação, por Fabio Grosso e Alessandro Del Piero.

O gol de Grosso, após passe de Pirlo, foi um momento de grande beleza futebolística, e a celebração emocionada de Grosso, correndo e gritando, tornou-se uma das imagens icônicas do Mundial.

No caso de Portugal a Copa de 2006 foi muito importante porque a Seleção chegou às semifinais, algo que não acontecia exatamente há 40 anos. A equipe de Luiz Felipe Scolari tinha jogadores como Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Deco, Maniche, Ricardo Carvalho, Miguel, Nuno valente, Costinha, Pauleta e Ricardo.

Foi uma campanha de afirmação internacional, na sequência da Eurocopa 2004, e Portugal consolidou-se como uma seleção competitiva ao mais alto nível.

Um dos jogos mais polêmicos da história dos Mundiais foi Portugal x Países Baixos, nas oitavas de final. Os portugueses venceram por 1x0, com gol de Maniche, mas o jogo ficou marcado por enorme agressividade, muitas faltas, confrontos, cartões amarelos e expulsões.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, rivais ‘extraterrestres’ com maior permanência ininterrupta no topo do futebol mundial estrearam em jogos e artilharia de Copas do Mundo. Crédito: Elaboração IA.

Ficou conhecido como a ‘Batalha de Nuremberga’, tendo sido expulsos Costinha e Deco, por Portugal, e Boulahrouz e Van Bronckhorst, pelos Países Baixos. A imagem de Deco e Van Bronckhorst sentados lado a lado após terem sido expulsos – colegas no Barcelona, adversários naquele jogo – tornou-se uma das imagens curiosas da competição.

Nas quartas de final, Portugal eliminou a Inglaterra nos pênaltis. O jogo terminou 0x0 e ficou marcado pela expulsão de Wayne Roney, após lance com Ricardo Carvalho.

Nos pênaltis, o goleiro Ricardo foi decisivo, defendendo grandes penalidades e confirmando a sua reputação nesse tipo de momento, já construída na Eurocopa 2004. Portugal tornou a eliminar a Inglaterra numa grande competição por pênaltis, reforçando uma narrativa de frustração inglesa e resistência portuguesa.

A Copa também foi  relevante para Cristiano Ronaldo, tornando-se uma figura central, mas também polêmica. Após a expulsão de Rooney no jogo Portugal x Inglaterra, Cristiano foi acusado por parte da imprensa inglesa de ter pressionado o árbitro. A imagem do seu piscar de olho depois do lance tornou-se muito comentada.

Esse episódio aumentou a tensão em torno da sua relação com o futebol inglês, já que jogava no Manchester United, mas também marcou a sua passagem definitiva para um patamar de grande visibilidade mundial.

A seleção italiana chegou ao Mundial num contexto interno muito complexo, marcado pelo escândalo Calciopoli, que abalava o futebol italiano. Vários clubes estavam sob investigação e o ambiente em torno da Serie A era pesado.

Essa circunstância tornou o título ainda mais simbólico: a seleção italiana apresentou-se como uma equipe unida, defensivamente fortíssima, emocionalmente resistente e capaz de transformar a crise em coesão competitiva.

A Itália de Marcello Lippi não dependia apenas de uma ‘estrela’, porque tinha uma estrutura coletiva muito forte composta por Buffon, Cannavaro, Nesta, Zambrotta, Pirlo, Gattuso, Totti, Del Piero, Inzaghi, Toni e Materazzi, entre outros.

Fabio Cannavaro foi uma das grandes figuras do Mundial. Foi o capitão da Itália e realizou um desempenho extraordinário baseado na sua liderança defensiva, antecipação, leitura de jogo e autoridade.

Num Mundial em que a Itália sofreu muito poucos gols, Cannavaro tornou-se o símbolo máximo da defesa italiana e a sua performance foi tão valorizada que, nesse ano, acabou por conquistar a Bola de Ouro, algo raro para um defensor.

Gianluigi Buffon, um colosso na baliza italiana. Fonte: imortaisdofutebol.com.

O grande goleiro Gianluigi Buffon também teve um Mundial notável, transmitindo enorme segurança e sendo decisivo em momentos críticos.

A Itália construiu o título numa base defensiva muito forte, mas não se tratava apenas de defender em bloco, porque efetivamente havia liderança, experiência e controle emocional, representando Buffon essa serenidade.

Na final, embora a França tenha marcado cedo de pênalti, Buffon manteve a equipe viva e fez uma defesa memorável a um cabeceamento de Zidane na prorrogação.

Não obstante o desempenho italiano, a maior carga simbólica do Mundial de 2006 ocorreu pela negativa e ficou ligada a Zinedine Zidane.

Zidane tinha regressado à seleção francesa e anunciou que terminaria a carreira depois do Mundial. O seu desempenho seguiu em crescendo na Copa depois de uma fase de grupos difícil para a França, e Zidane elevou o nível nas eliminatórias.

Contra a Espanha, marcou no final e confirmou que ainda podia decidir grandes jogos; contra o Brasil, nas quartas de final, fez uma exibição extraordinária; contra Portugal, na semifinal, marcou o pênalti que colocou a França na final.

Parecia desenhada uma despedida perfeita: Zidane, no último jogo da carreira, a conduzir a França a mais um título mundial. Todavia, a final transformou a sua história numa tragédia desportiva.

Efetivamente, o momento que ficou mais famoso da Copa de 2006 foi a cabeçada de Zidane em Marco Materazzi, no prorrogação da final.

Zidane e Materazzi trocaram palavras azedas; Materazzi provocou Zidane com ofensas familiares, sobretudo à irmã dele. Eis que de repente Zidane voltou-se, deu uma cabeçada no peito do defensor italiano e foi expulso. A imagem de Zidane passando pela Taça do Mundo, no túnel de saída, sem lhe tocar, tornou-se uma das mais simbólicas da história do futebol.

Esse episódio condensou várias dimensões: gênio e fragilidade, honra e impulso, grandeza e queda. Zidane terminou a carreira não com a imagem da consagração, mas com uma expulsão numa final mundial que a França perdeu nos pênaltis. A cabeçada tornou-se mito, peripécia e símbolo ao mesmo tempo.

A final terminou 1x1 após prorrogação. Zidane marcou cedo, de pênalti, com uma ‘cavadinha’ que embateu na trave e deslizou para o fundo das redes italianas. Materazzi empatou de cabeça, após escanteio.

O jogo ficou marcado pela tensão, pela qualidade tática e pelo desgaste físico, e a expulsão de Zidane mudou o ambiente emocional da partida.

A cabeçada de Zidane em Materazzi na despedida amarga do francês. Fonte: www.reddit.com.

David Trezeguet, jogador da Juventus e campeão europeu pela França em 2000 contra a própria Itália, falhou o pênalti decisivo para os franceses, acertando na trave, enquanto a Itália converteu todas as cobranças.

Marco Materazzi tornou-se a figura central da final. Fez o pênalti sobre Malouda que permitiu o gol de Zidane, marcou o gol do empate, esteve envolvido no episódio da cabeçada e converteu o seu pênalti no desempate final – num lapso ínfimo de tempo passou de vilão a protagonista.

Foi uma personagem quase literária: culpado, redimido, provocador, artilheiro e campeão. Talvez nenhum jogador tenha concentrado tantos acontecimentos decisivos numa só final.

Em suma, foi um Mundial de transição em que Messi e Cristiano Ronaldo começaram ganhando centralidade, enquanto Zidane, Figo, Ronaldo, Cafu e outras figuras de uma geração anterior se aproximavam do final dos seus grandes ciclos internacionais.

Foi, enfim, uma Copa do Mundo de grande densidade simbólica: marcou o tetracampeonato da Itália erguendo-se acima da crise, a despedida amarga de Zidane, a consolidação da Alemanha como país reunificado e moderno, a queda do Brasil de Ronaldinho/Ronaldo, o retorno de Portugal entre as grandes seleções e uma final que fica para sempre associada à cabeçada de Zidane em Materazzi.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Itália 1x1 França [5x3 nos pênaltis]

» Gols: Zidane, aos 7’ (pênalti) (França); Materazzi, aos 19’ (Itália)

» Disputa de pênaltis: Andrea Pirlo, Marco Materazzi, Daniele de Rossi, Alessandro del Piero e Fabio Grosso (Itália); Sylvain Wilford, Éric Abidal e Willy Sagnol, enquanto Buffon defendeu a cobrança de David Trezeguet (França)

» Data: 9 de julho de 2006

» Local: Olympiastadion, em Berlim (Alemanha)

» Público: ~69.000 espectadores

» Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina)

» Disciplina: cartão amarelo –

» Itália: Gianluigi Buffon; Gianluca Zambrotta, Fabio Cannavaro, Marco Materazzi e Fabio Grosso; Mauro Camoranesi (Alessandro del Piero), Andrea Pirlo, Gennaro Gattuso e Simone Perrotta (Daniele de Rossi); Francesco Totti (Vincenzo Iaquinta) e Luca Toni. Técnico: Marcello Lippi.

» França: Fabien Barthez; Willy Sagnol, Lilian Thuram, William Gallas e Éric Abidal; Patrick Vieira (Alou Diarra) e Claude Makélélé; Franck Ribéry (David Trezeguet), Zinedine Zidane e Florent Malouda; Thierry Henry (Sylvan Wilford). Técnico: Raymond Domenech.

Fontes principais: en.wikipedia.org; football-italia.net; imortaisdofutebol.com; maisfutebol.iol.pt; www.reddit.com; www.britannica.com; www.espn.com.br; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.theguardian.com.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Botafogo é campeão carioca de voleibol em três categorias master – todos os resultados

Taças e Medalhas conquistadas. Crédito: Instagram botafogo.voleimaster.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo participou no Campeonato Carioca de Voleibol Master, organizado pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, reconhecida pela International Master Games Association, que decorreu entre 1 de março e 28 de junho de 2026.

O Botafogo sagrou-se CAMPEÃO nas categorias Feminino 40+, Feminino 45+, Masculino 59+; VICE-CAMPEÃO nas categorias Feminino 30+ e Masculino 63+; 3º LUGAR na categoria.

Eis todos os resultados, por categoria:

Equipe feminina 40+. Crédito: Lalo Caetano | Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro.

FEMININO 40+ (CAMPEÃO)

1ª FASE

Botafogo 2x0 Fênix Master RJ

» Parciais: 25-17; 25-09

» Data: 29.03.2026

» Local: SESC Tijuca

Botafogo 2x0 Comary/Marra

» Parciais: 25-14; 25-14

» Data: 12.04.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 1x2 Mirim A Master

» Parciais: 17-25; 26-22; 13-15

» Data: 17.05.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 2x1 Açores

» Parciais: 26-24; 22-25; 15-13

» Data: 24.05.2026

» Local: Grajaú Country Club

SEMIFINAL

Botafogo 2x1 Açores

» Parciais: 21-25; 25-12; 15-08

» Data: 21.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

FINAL

Botafogo 2x1 Mirim A Master

» Parciais: 25-22; 22-25; 15-10

» Data: 28.06.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Equipe feminina 45+. Crédito: LD.CLICS | Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro.

FEMININO 45+ (CAMPEÃO)

1ª FASE

Botafogo 2x0 Vôlei na Veia

» Parciais: 25-16; 25-16

» Data: 22.03.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 2x0 Fénix Master

» Parciais: 25-15; 25-13

» Data: 26.04.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 2x0 Açores

» Parciais: 25-19; 25-09

» Data: 14.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

SEMIFINAL

Botafogo 2x0 Fênix

» Parciais: 25-16; 25-06

» Data: 21.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

FINAL

Botafogo 2x0 Açores

» Parciais: 25-18; 25-11

» Data: 28.06.2026

» Local: Sesc Tijuca

Equipe masculina 59+. Fonte: Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro.

MASCULINO 59+ (CAMPEÃO)

1ª FASE

Botafogo 2x1 DUSAMIGOS

» Parciais: 28-26; 14-25; 15-10

» Data: 01.03.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 2x1 Fluminense

» Parciais: 25-22; 20-25; 17-15

» Data: 22.03.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 1x2 Voleissauros

» Parciais: 25-23; 13-25; 11-15

» Data: 26.04.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 2x1 Rio Vôlei Master

» Parciais: 19-25; 25-15; 15-12

» Data: 24.05.2026

» Local: Grajaú Country Club

SEMIFINAL

Botafogo 2x1 Grupo Master Light

» Parciais: 25-21; 23-25; 15-13

» Data: 21.06.2026

» Local: CEC Barra

FINAL

Botafogo 2x0 Phenix

» Parciais: 25-22; 25-19

» Data: 28.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

Equipe masculina 63+. Crédito: Lalo Caetano | Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro.

MASCULINO 63+ (VICE-CAMPEÃO)

1ª FASE

Botafogo 1x2 Grupo Master Light

» Parciais: 27-25; 15-25; 17-19

» Data: 15.03.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 2x0 Voleissauros

» Parciais: 25-19; 25-11

» Data: 15.03.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 1x2 Voleissauros

» Parciais: 23-25; 25-17; 13-15

» Data: 12.04.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 2x1 Grupo Master Light

» Parciais: 25-23; 25-27; 17-15

» Data: 12.04.2026

» Local: Grajaú Country Club

CLASSIFICATÓRIA

Botafogo 1x1 Grupo Master Light

» Parciais: 21-25; 27-25; 13-13

» Data: 07.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

Botafogo 2x0 Voleissauros

» Parciais: 25-21; 25-11

» Data: 07.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

FINAL

Botafogo x Grupo Master Light (resultado ainda não informado)

» Parciais:

» Data: 28.06.2026

» Local: Grajaú Country Club

Equipe feminina 45+. Crédito: LD.CLICS | Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro.

FEMININO 30+ (VICE-CAMPEÃO)

1ª FASE

Botafogo 1x2 ALP Vôlei

» Parciais: 14-25; 27-25; 10-15

» Data: 22.03.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 2x1 Açores

» Parciais: 25-11; 23-25; 15x08

» Data: 26.04.2026

» Local: Clube Militar da Lagoa

Botafogo 2x1 Vôlei na Veia

» Parciais: 25-20; 22-25; 15-08

» Data: 31.05.2026

» Local: Botafogo FR

SEMIFINAL

Botafogo 2x0 Açores

» Parciais: 25-17; 25-23

» Data: 21.06.2026

» Local: GCC Principal

FINAL

Botafogo x ALP Vôlei (resultado ainda não informado)

» Parciais:

» Data: 28.06.2026

» Local: SESC Tijuca

Fontes: Facebook Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro; fvmr.com.br; Instagram @botafogo.voleimaster; Instagram @federacaovoleibolmasterrj; www.youtube.com

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2002: Brasil de Ronaldo e Ronaldinho pentacampeão, goleiro Kahn Bola de Ouro, Beckham destaque e Jung-Hwan demitido

Cartaz da Copa do Mundo de 2002. Crédito: Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Copa do Mundo de 2002, organizada conjuntamente pela Coreia do Sul e pelo Japão, foi profundamente simbólica por várias razões: foi o primeiro Mundial realizado na Ásia – ampliando a importância geopolítica e desportiva da região –, o primeiro organizado por dois países, assinalou o inédito pentacampeonato do Brasil, a redenção de Ronaldo Nazário, a explosão internacional de Ronaldinho Gaúcho, a queda precoce de várias potências europeias e a campanha histórica — e muito polêmica — da Coreia do Sul.

A organização conjunta entre Coreia do Sul e Japão também foi simbólica porque envolvia dois países com relações históricas complexas, mas saldou-se por uma forte capacidade organizativa, tecnológica e cultural em estádios modernos e a entusiástica participação dos torcedores asiáticos.

O Brasil entrou no Mundial de 2002 com muitas dúvidas porque a qualificação tinha sido difícil, a equipa mudara várias vezes de treinador e havia grande desconfiança em torno do seu rendimento, embora tivesse jogadores extraordinários.

Luiz Felipe Scolari, conhecido como Felipão, assumiu a seleção e construiu uma equipa mais pragmática, competitiva e emocionalmente forte. A equipa assentava no sistema com três centrais, dois alas muito ofensivos – Cafu e Roberto Carlos – e o trio ofensivo que ficou conhecido como os 3R: Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.

A grande simbologia da Copa de 2002 foi a redenção de Ronaldo Nazário, evidenciando uma vez mais que a linha separadora entre a queda e a redenção é muito tênue.

Depois do episódio traumático da final de 1998, em França, e depois de lesões graves no joelho, Ronaldo era a grande interrogação da equipe brasileira. Havia dúvidas sobre a sua condição física, sobre a sua explosão e sobre a sua capacidade para voltar ao nível anterior. Porém, Ronaldo respondeu em campo, marcou oito gols, incluindo os dois da final contra a Alemanha, e foi o artilheiro da competição.

Ronaldo, o artilheiro da Copa. Crédito: Andreas Rentz | Getty Images.

A imagem de Ronaldo, em 2002, com o corte de cabelo peculiar na parte frontal da cabeça, tornou-se icônica, mas a narrativa humana foi muito mais importante: o jogador cuja queda foi estrondosa no momento decisivo, em 1998, regressou quatro anos mais tarde para decidir a final e conduzir o Brasil ao pentacampeonato.

A final foi disputada entre Brasil e Alemanha, duas das maiores potências da história dos Mundiais e que nunca se tinham defrontado numa Copa do Mundo.

O jogo terminou com vitória do Brasil por 2x0, com dois gols de Ronaldo. O primeiro surgiu após um erro raro de Oliver Kahn, que largou uma bola rematada por Rivaldo; Ronaldo aproveitou o rebote. O segundo resultou de uma jogada mais construída, com Rivaldo deixando passar a bola e Ronaldo finalizando com precisão.

A final teve uma dicotomia clara: de um lado, a Alemanha organizada, competitiva e liderada por Kahn; do outro, o Brasil talentoso, mas também disciplinado e taticamente equilibrado.

Oliver Kahn foi uma das figuras maiores da Copa do Mundo, mas deixou uma imagem amarga ao permitir que Ronaldo abrisse o placar na final. Kahn simbolizou a crueldade do futebol de alto nível — um desempenho quase perfeito ensombrado por um único erro no jogo decisivo. Porém, o seu desempenho foi tão brilhante que conseguiu, ainda assim, receber a Bola de Ouro, distinção rara para um goleiro.

Outro momento simbólico foi a subida da Cafu ao pódio para levantar a taça. No momento da celebração, mostrou uma mensagem original escrita na camisa: “100% Jardim Irene’, referência ao bairro paulista onde cresceu.

Cafu tornou-se também o primeiro jogador a disputar três finais consecutivas de Mundiais: 1994, 1998 e 2002 – e neste ergueu a taça como capitão.

A imagem de Cafu expressava uma narrativa muito brasileira: origem humilde, perseverança, liderança e reconhecimento das raízes.

Cafu, tri-finalista grato ao Jardim Irene. olympics.com.

Um dos momentos mais extraordinários da Copa foi o gol de Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra, nas quartas de final. O Brasil era derrotado com um gol de Michael Owen, Rivaldo empatou ainda antes do intervalo e depois Ronaldinho cobrou uma falta muito distante, aparentemente em busca de um cruzamento, mas a bola acabou por encobrir David Seaman e entrar na baliza.

Pouco depois, Ronaldinho foi expulso por uma entrada sobre Danny Mills. O jogo teve, portanto, uma sequência quase cinematográfica: gênio, surpresa, polêmica e expulsão. Esse momento projetou definitivamente Ronaldinho para o imaginário mundial, provavelmente o único jogador artístico capaz de rivalizar com o mítico Garrincha em seus melhores momentos.

Brasil e Turquia encontraram-se duas vezes no Mundial de 2002: na fase de grupos e na semifinal. O primeiro jogo foi difícil e polêmico; o Brasil venceu por 2x1. Na semifinal, venceu por 1x0, com gol de Ronaldo. Já no final da partida, no jogo da fase de grupos, Hakan Ünsal chutou a bola em direção a Rivaldo na bandeirola de escanteio, a bola bateu na perna do jogador turco e Rivaldo atirou-se para o chão agarrado ao rosto. O árbitro mostrou o segundo amarelo a Hakan e expulsou-o, numa jogada de simulação do brasileiro que só o desmereceu como antidesportista.

A Turquia foi uma das grandes surpresas do torneio. Terminou em terceiro lugar, o melhor resultado da sua história em Mundiais.

Jogadores como Hakan Sükür, Hasan Sas, Rüstü Reçber e Ílhan Mansiz marcaram a competição. A Turquia simbolizou a emergência de seleções competitivas fora do círculo habitual dos grandes favoritos.

Quanto a Rivaldo, teve um desempenho absolutamente decisivo na ligação entre meio-campo e ataque, mas a sua simulação, que valeu a expulsão injusta de Hakan, fê-lo desmoronar do trono para o qual poderia ter sido escolhido – o melhor jogador da Copa.

Ronaldinho no fabuloso remate que encobre o goleiro e a bola se aninha no ângulo superior direito da baliza inglesa. Crédito: Youtube FIFA (captura de tela). Endereço: https://www.youtube.com/watch?v=4JcwixRnFhs

No jogo de atribuição do terceiro lugar, entre Turquia e Coreia do Sul, Hakan Sukür marcou logo nos primeiros segundos, tornando-se o gol mais rápido da história das Copas. É uma das imagens estatísticas e simbólicas mais recordadas da competição: a Turquia fechava a sua melhor campanha com um momento absolutamente histórico.

A campanha da Coreia do Sul foi uma das grandes histórias de 2002. Sob orientação de Guus Hiddink, a equipa chegou às semifinais, tornando-se a primeira seleção asiática a atingir essa fase.

O país viveu a Copa como uma verdadeira mobilização nacional. As multidões vestidas de vermelho, conhecidas como Red Devils, transformaram ruas e estádios num cenário de celebração coletiva.

Porém, a campanha sul-coreana foi envolvida em grande polêmica, sobretudo nos jogos contra Itália e Espanha. Houve decisões de arbitragem muito contestadas, gols anulados e expulsões muito discutíveis. A Coreia beneficiou de arbitragens demasiado favoráveis – costume não combatido pela FIFA, que é o favorecimento sistemático da Seleção do país anfitrião.

A simbologia da Coreia do Sul em 2002 é, por isso, ambivalente: por um lado, afirmação histórica do futebol asiático; por outro, uma das campanhas mais debatidas e polêmicas da história dos Mundiais.

Nas oitavas de final, a Itália foi eliminada pela Coreia do Sul, com um ‘gol de ouro’ de Ahn Jung-hwan, mas a partida teve enorme carga dramática. A Itália sentiu-se prejudicada pela arbitragem, sobretudo pela expulsão de Francesco Totti e por decisões ofensivas anuladas. O resultado foi sentido em Itália como uma injustiça histórica.

Curiosamente, Ahn Jung-hwan jogava em Itália, no Perugia, e após o gol que eliminou a seleção italiana, o presidente do Perugia demitiu-o após - disse ele - “arruinar” o futebol italiano. E nunca mais jogou em Itália.

Ahn Jung-hwan fez o ‘gol de ouro’ que eliminou a Itália na prorrogação e foi demitido do Perugia. Fonte: www.panenka.org.

Nas quartas de final a Coreia do Sul eliminou a Espanha nos pênaltis, novamente em um jogo repleto de lances muitíssimo discutíveis. A Espanha teve lances invalidados, incluindo jogadas que poderiam ter decidido o encontro e a eliminação aumentou ainda mais a polêmica em torno do percurso sul-coreano.

A França chegou ao Mundial como campeã do mundo em 1998 e campeã europeia em 2000. Era uma das grandes favoritas, mas teve uma campanha desastrosa, tendo sido eliminada ainda na fase de grupos e… sem marcar qualquer gol!

A ausência de Zinedine Zidane nos primeiros jogos, por lesão, foi importante, mas não suficientemente explicativa de uma equipe desgastada, sem criatividade e emocionalmente bloqueada. A eliminação francesa foi uma das maiores surpresas da competição e simbolizou a dificuldade de manutenção de ciclos vitoriosos no futebol internacional.

Contra a França o Senegal foi autor do primeiro grande choque da Copa, logo no jogo inaugural: os senegaleses venceram a França por 1x0. O gol de Papa Bouba Diop tornou-se histórico. A celebração junto à bandeirola de escanteio, com os jogadores a dançar em redor da camisa no relvado, ficou como uma das imagens mais alegres da competição.

O Senegal chegou às quartas de final igualando o melhor desempenho africano até então, simbolizando irreverência, talento, orgulho nacional e afirmação africana.

A Argentina também tombou apesar de dispor de Batistuta, Verón, Ortega, Crespo, Zanetti, Simeone e Pochettino. O grupo era difícil (Inglaterra, Suécia e Nigéria) e foi eliminada com derrota contra a Inglaterra, com pênalti convertido por David Beckham.

O resultado foi muito simbólico porque para Beckham foi uma espécie de redenção após a expulsão contra a Argentina em 1998; para a Argentina, foi uma eliminação amarga e inesperada, agravada pelo contexto de crise económica e social que o país vivia. Em 1998 Beckham fora vilão, em 2002 tornou-se capitão, líder e figura redimida.

Beckham. Fonte: www.thesun.co.uk.

Os americanos fizeram uma campanha muito forte, chegando às quartas de final, eliminando o México nas oitavas de final, num jogo muito simbólico pela rivalidade regional. Porém, nas quartas de final perderam com a Alemanha por 1x0, num jogo em que se queixaram de uma grande penalidade não assinalada por mão na bola. Ainda assim, a campanha foi uma das melhores da história da seleção americana em Mundiais modernos.

A Alemanha chegou à final, mas não era vista como uma equipa brilhante. Era considerada sólida, disciplinada e muito dependente de Oliver Kahn e de Miroslav Klose, que se destacou pelos gols de cabeça. A campanha alemã mostrou a força competitiva tradicional do país, e Klose, então ainda pouco conhecido internacionalmente, iniciou em 2002 a trajetória que o levaria a tornar-se o maior artilheiro da história dos Mundiais.

Portugal chegou ao Mundial com a chamada ‘geração de ouro’, com jogadores como Luís Figo, Rui Costa, João Pinto, Sérgio Conceição, Fernando Couto, Paulo Sousa e Nuno Gomes. Havia expectativas elevadas, mas a seleção foi eliminada na fase de grupos, perdendo com os americanos, vencendo a Polônia e caindo contra os sul-coreanos em jogo de expulsão de … dois portugueses!

Uma das peripécias anteriores ao início da Copa foi o conflito entre Roy Keane e o selecionador irlandês Mick McCarthy. Keane criticou as condições de preparação da equipe e acabou por abandonar ou ser afastado da seleção antes do início da competição, dividindo a Irlanda, que ainda chegou às oitavas de final e foi eliminada pela Espanha.

Oliver Kahn. Fonte: trivela.com.br.

Em suma, o Mundial de 2002 ficou marcado por vários significados fortes: a expansão e globalização geoestratégica do futebol; o pentacampeonato do Brasil, com muito talento ofensivo, disciplina tática e redenção de Ronaldo; as quedas precoces e inesperadas de argentinos, franceses, italianos e portugueses; as boas surpresas protagonizadas por americanos, senegaleses, sul-coreanos e turcos; e… sobretudo de arbitragens tendenciosas a favor do pais anfitrião sul-coreano.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

Brasil 2x0 Alemanha

» Gols: Ronaldo, aos 67’ e 79’

» Data: 30 de junho de 2002

» Local: International Stadium, Yokohama (Japão)

» Público: 69.029 espectadores

Árbitro: Pierluigi Collina (Itália); Assistentes: Leif Lundberg (Suécia) e Philip Sharp (Inglaterra); 4º Árbitro: Hugh Dallas (Escócia)

» Disciplina: cartão amarelo – Roque Júnior (Brasil) e Miroslav Klose (Alemanha)

» Brasil: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos; Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista) e Rivaldo; Ronaldo (Denílson). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

» Alemanha: Oliver Kahn; Thomas Linke, Christoph Metzelder e Carsten Ramelow; Torsten Frings, Dietmar Hamann, Jens Jeremies (Gerald Asamoah) e Bernd Schneider; Marco Bode (Christian Ziege); Miroslav Klose (Oliver Bierhoff) e Oliver Neuville. Técnico: Rudi Völler.

Fontes principais: en.wikipedia.org; maisfutebol.iol.pt; olympics.com; trivela.com.br; www.britannica.com; www.espn.com.br; www.fifa.com; www.rsssf.org; www.theguardian.com; www.thesun.co.uk.

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