Fachada da Igreja Matriz de
São João Batista e fachada iluminada
por FERNANDO MOURA PEIXOTO (ABI
0952-C)
[Deferência especial para o Mundo
Botafogo]
“E tu, menino, serás chamado de Profeta do Altíssimo, pois irás
adiante do Senhor preparar-lhe os caminhos.” (Lucas 1:76)
Relógio restaurado em 1999 e
entrada principal
Edificada na primeira metade do século 19 para poder atender aos
fiéis da Freguesia da Lagoa – Botafogo, Urca e a futura Copacabana, ainda um
areal –, em estilo neoclássico e grandes proporções arquitetônicas, a Igreja Matriz de São João Batista da Lagoa,
localizada na Rua Voluntários da Pátria,
em Botafogo – a mais antiga (1809) da zona sul do Rio de Janeiro –
teve o padroeiro escolhido numa homenagem a D. João VI, rei de Portugal,
e não propriamente por devoção dos vindouros paroquianos ao ‘precursor do Messias’. Através dos
anos, a igreja sofreu inúmeras reformas em seu interior, descaracterizando-o.
Entrada principal
Nos registros iniciais deste trabalho a imagem de São João Batista aparece fora do
altar-mor, pois tanto o nicho em que repousava e a estátua de madeira estavam
passando por um longo processo de descupinização. Em junho de 2012, no mês do
padroeiro, ela retornaria a seu local de origem, no fundo da nave, sã e salva.
Nave central e missa na
sexta-feira de Paixão
Pregador judeu e primo de Jesus, João Batista foi o responsável pelo seu batismo às margens do rio
Jordão. Viveu e morreu na Palestina: 2 a.C.-27 d.C. (encarcerado
e degolado em Pereia a mando de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia).
Jesus Cristo e São José e o
Menino Jesus
Filho do sacerdote Zacarias
e de Isabel – prima de Maria, a mãe de Jesus –, descendentes de Aarão,
ele nasceu em Aim Kaim, pequena
aldeia montanhosa de Judá. Por
realizar batismos e pronunciamentos sobre a vinda do Salvador, recebeu a alcunha de ‘Batista’. O imperador romano na época era Tibério Gaspar.
Abóboda e lustre
Acende a fogueira, João nasceu!”. Assim, através do lume, Isabel comunicou a Maria,
distante, em outro lugar do vale, o nascimento de João – a fogueira da santa se mantém acesa até hoje, alimentando ‘a mais brasileira das festas’.
Retratado na forma de um menino com cabelos encaracolados, enlaça nos braços um
carneirinho (“o Cordeiro de Deus que
tira os pecados do mundo”).
Vitral da Pia Batismal e Pia
Batismal
As pregações e os ensinamentos do profeta tinham grande
similaridade com os de Jesus Cristo,
que demonstrava muita estima por João, bem expressa nesta sua frase: “Que entre os nascidos de mulher, não há
maior profeta que João Batista”.
São Miguel Arcanjo e Nossa
Senhora da Conceição
‘O anunciador de Cristo’ executava também cerimônias de purificação
corporal, imergindo na água os seguidores, com o significado de uma
transformação interior. “Mudem de comportamento,
porque chegou o Reino dos céus” ou “Arrependam-se,
porque já chegou o Reino de Deus”, apregoava. João Batista integrava os essênios, uma seita judaica cujos
adeptos nutriam-se de mel e insetos silvestres. Eremita, cajado na mão,ele habitava
uma gruta no deserto.
Órgão secular e Capela do
Santíssimo
Festeja-se São João Batista
em 24 de junho, data de seu
natalício, período coincidente com os cultos agrícolas, de origem dionisíaca, e
os solares, de procedência germânica e celta.
As tradições e comemorações do santo (‘festas joaninas’) representam um encontro significativo de
elementos sincréticos cristãos com rituais pagãos.
Confessionário e Escadaria
São João, o ‘Batizador’, é admirado em vários países do
mundo, também em outras religiões. Ele
fecha o antigo testamento e abre o novo, apresentando a todos a figura do Cristo Redentor.
São João Batista e Nossa
Senhora das Dores
“Aquele que vem do alto está acima de todos; aquele que é da terra
pertence à terra e fala como quem é da terra. Aquele que vem dos céus está
acima de todos.”
(João3:31)
Orando a São João Batista
“... Porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.”
(Mateus 24:44)
Vitrais e Jesus Cristo
Fotos obtidas entre 2012 e 2013, enfeixadas pela SONATA OP. 21 Nº 1, de Ferdinando Carulli (1770-1841), com
transcrição de Heinrich Albert,
interpretada pelo quarteto de violões do QUATERNAGLIA:
BRENO CHAVES, EDUARDO FLEURY, FÁBIO RAMAZZINA e SIDNEY MOLINA.
(Igreja de São João Batista da
Lagoa)