sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Viradas de mesa: alertando a memória…


As ‘viradas de mesa’ têm sido uma constante do futebol brasileiro, diminuindo-lhe o mérito e a credibilidade.

Creio que todos nós devemos manter vivas na memória as ‘viradas de mesa’ que foram operadas nas últimas décadas, divulgando-as se possível e contribuindo para que essa situação escasseie no futebol brasileiro.

Transparência e desenvolvimento são sinónimos, tal como ‘virada de mesa’ e desenvolvimento são antónimos. A divulgação destas matérias e o direito à indignação são essenciais para um futuro melhor do futebol e outras modalidades desportivas.

Inclui neste artigo dois textos integrais cujas fontes e autores cito. Não asseguro a fiabilidade absoluta de todas as informações, mas certamente – pelo menos – a maioria esmagadora dos casos são adequadamente retratados.

As duas fontes não são completamente coincidentes na enumeração de ‘viradas de mesa’, pelo que resolvi incluir os dois artigos e deixar ao julgamento do leitor segundo os seus conhecimentos sobre o assunto.


Viradas de mesa
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por Eriberto Moura

Amigos do CEV e FEF UNICAMP, como tricolor preciso discordar de grande parte da mídia esportiva que julga apenas o Fluminense como o único clube que realizou a ‘virada de mesa’. Abaixo vai a relação das ‘viradas de mesa’ de nosso futebol.

Obs: Não aceitei a virada de mesa do Flu e nem aceitarei nenhuma virada de mesa de qualquer clube.

· Palmeiras – subiu, em 1981, em um mesmo ano, da Taça de Prata (2ª Divisão da época) para a Taça de Ouro (1ª Divisão), após a disputa de duas fases na Taça de Prata;

· Corinthians – idem, em 1982;

· Guarani – idem, em 1983;

· Botafogo-SP – idem, em 1983;

· Santos – entrou convidado no Campeonato Brasileiro de 1983, disputado por 40 clubes, já que no campo não obtivera classificação, pois foi 9º colocado no Estadual de São Paulo (classificatório para o Brasileiro), em 1982 (acabou montando um grande time e foi vice-campeão brasileiro em 1983);

· Vasco – entrou convidado no Campeonato Brasileiro de 1984, disputado por 40 clubes, já que no campo não obtivera classificação, pois foi 9º colocado (entre 12 times) no Estadual do Rio de Janeiro (classificatório para o Brasileiro), em 1983 (acabou vice-campeão brasileiro em 1984);

· Botafogo-RJ – foi incluído na 2ª fase do Brasileiro de 1986 por mudança de regulamento no meio da competição;

· Vasco, de novo – idem;

· Flamengo – recusou-se a disputar o quadrangular final do Campeonato Brasileiro de 1987, previsto em regulamento com o qual sua diretoria havia concordado (lembrando que o Coritiba foi rebaixado no campeonato de 1989 por recusar-se a disputar um jogo contra o Santos);

· Internacional – idem;

· Santos, de novo – foi penúltimo colocado (15º) no módulo verde de 1987 e mesmo assim participou do Brasileiro de 1988, pois não rebaixaram ninguém;

· Corinthians, de novo – foi último colocado (16º) no módulo verde de 1987 e mesmo assim participou do Brasileiro de 1988;

· Vitória-BA - recebeu de volta os cinco pontos que deveria ter perdido por escalar jogador irregularmente no Brasileiro de 1990, livrando-o do rebaixamento (sobrou pro São José);

· Grêmio – foi rebaixado em 1991 e não conseguiu a volta no campo, sendo resgatado, em 1993, por manobra que inchou novamente o campeonato que já contava com 20 clubes (fato que o gremista Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, que defende a queda do Flu, não deve se lembrar, pois não devia ser nascido à época, há longínquos seis anos);

· Botafogo-RJ, de novo – foi penúltimo (31º) em 1993, e não foi rebaixado porque havia o grupo dos que não podiam ser rebaixados (16 times);
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· Atlético-MG – foi último (32º) em 1993, e não foi rebaixado porque havia o grupo dos que não podiam ser rebaixados (16times);

· Atlético-PR – envolvido diretamente em casos de suborno, em 1996;

· Corinthians – envolvido direto em casos de suborno, em 1996.

· Figueirense e Fortaleza – estavam na 3ª em 99 e só subiram para a 2ª graças à Taça JH.

· Criciuma e Paysandu – caíram para a 3ª em 99 e nem jogaram, graças a Taça JH.

· Juventude – Caiu para a 2ª em 99 e jogou a Taça JH na primeira.
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· Americano – estava na 3ª desde 98 e voltou para a segunda graças à taça JH. Há outros times como ele que já caíram para a 3ª de novo.

· América – Foi incluído na taça JH na segunda divisão, sem ter disputado nenhuma divisão em 98 e alijado no ano seguinte. E não esquecendo o São Caetano e Paraná, sobretudo o primeiro, que subiram num campeonato onde não havia descenso nem ascenso, e ainda foi parar na libertadores, jogando contra apenas 4 times da primeira divisão.
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Os Times Beneficiados pelas "Viradas de Mesa"

por José Renato Sátiro Santiago Jr.
http://blogdobirner.net/2008/03/28/os-times-beneficiados-pelas-viradas-de-mesa/

Ao longo das edições do Campeonato Brasileiro, muitas vezes o regulamento foi mudado durante a competição, quando não foi simplesmente ignorado. Segundo o levantamento que fiz, 45 equipes já foram beneficiadas, direta ou indiretamente, por estas modificações.

São as tristes e famosas “Viradas de Mesa”.

América MG

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 (a Copa João Havelange).

América RJ

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

América RN

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Americano

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Anapolina

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bahia

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 (a Copa João Havelange).

Bandeirante DF

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bangu

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Botafogo RJ

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Botafogo SP

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Bragantino

Ao se classificar em último lugar, entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Brasil RS

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Caxias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ceará

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Central PE

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Comercial MS

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Coritiba

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Criciúma

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

CSA

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Desportiva

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Figueirense

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Fluminense

Ao ficar em penúltimo lugar entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde tinha conseguido acesso ao ser campeão da Terceira Divisão em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 (a Copa João Havelange).

Fortaleza

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Goiás

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Goiatuba

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Grémio

O Regulamento do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1992 previa o acesso de apenas duas equipes, no entanto, com uma fraca campanha durante a Primeira Fase, o Grêmio foi beneficiado pela mudança do regulamento que passou a classificar 12 equipes para a Primeira Divisão de 1993.

Joinville

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Juventude

De acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro de 1999, que considerava a média de pontos, o Juventude teria sido rebaixado, no entanto, a confusão provocada pelos problemas que envolveram a falsificação de documentos do jogador Sandro Hiroshi, permitiu que seu rebaixamento fosse cancelado.

Marcílio Dias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Nacional AM

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Náutico

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Paraná

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Paysandu

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ponte Preta

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1996 foi cancelado.

Remo

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Ríver PI

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Santa Cruz

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Santos

Em 1982, o Santos ficou apenas em décimo no campeonato paulista que era classificatório para o campeonato brasileiro. Deveria disputar a Taça de Prata em 1983, no entanto, o critério para definição dos participantes foi deixado de lado, e o Santos foi convidado a disputar a Taça de Ouro de 1983, quando chegou a um surpreendente vice-campeonato.

São Caetano

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Sergipe

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Serra ES

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Sobradinho

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama).

União São João

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992 (vide texto do Grêmio).

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Vasco da Gama

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1974 previa que a final do campeonato teria como mandante a equipe com melhor campanha ao longo de todo o campeonato. No caso o jogo seria no Mineirão, uma vez que o Cruzeiro tinha a melhor campanha, no entanto a equipe mineira foi punida, devido problemas ocorridos em um jogo anterior realizado no Mineirão frente o próprio Vasco da Gama. A CBD (atual CBF) não apenas tirou a partida final do Mineirão como colocou no Maracanã, isto é, o regulamento foi ignorado.

O mesmo fato ocorrido com o Santos aconteceu com o Vasco em 1983, quando ficou em nono no estadual daquele ano e foi “levado” para a Taca de Ouro de 1984, quando também conquistou o vice-campeonato.

Na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o regulamento previa a classificação de 6 equipes em cada um dos grupos que contava com 11 participantes. A equipe carioca fazia má campanha e inúmeras manobras foram feitas tendo em vista punir outras equipes, com perda de pontos, entre elas o Joinville e a Portuguesa. A solução foi aumentar o número de equipes classificadas, o que significou a classificação do Vasco para a Segunda Fase.

Villa Nova MG

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

4 comentários:

Vinícius Barros disse...

Rui, o Botafogo , quando era para ser rebaixado em 93, não foi!!! Mas não foi por causa de uma ação dos dirigentes e sim por um combinado que ocorreu antes da competição!!! Talvez isso não condene oi Botafogo(beneficiado), mas quem teria de ser condenado, é a própria CBF que vem dano exemplos de má administração e nem sinal de melhoras!!! A desorganização e falta de coerência por parte da organização dos campeonatos é incrível!!! Como pode mudar o regulamento periodicamente com módulos e Copas JH, etc. Isso tudo mostra que a CBF não está preocupada em profissionalizar o nosso futebol, mas beneficiar um grupo, só por ter mais ou menos tradição, mesmo que seja dirigida por um grupo de incompetentes!!!

Saudações Alvinegras!

Carlão Azul disse...

Primeiramente parabéns por abordar esse assunto que acaba por nos fazer mergulhar nessa parte "negra" do futebol Brasileiro.

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Parabéns também por não omitir que o seu time foi também beneficiado por "viradas de mesa".

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Agora acho que meu time até mereceria um post especial, isso é verdade, afinal só consegui encontrar o nome do Cruzeironesse belo post, figurando como vítima da grotesca e inacreditável "virada de mesa" de 1974, quando o clube cruzmaltino sagrou-se ilicitamente campeão Brasileiro.

Abraços Amigo Rui, gostei demais do post e como tinha previsão de fazer um post desses, vou guardar o seu link e na época linkarei esse seu texto.

Saudações Celestes

SITE/BLOG.....CRUZEIRO: O MAIOR DE MINAS
Sou Cruzeirense - Site
Sou Cruzeirense – Blog 1º ano
ENTREM E SINTAM-SE A VONTADE

Rui Moura disse...

Vinícius, penso que no futebol brasileiro existem muitos grupos com enormíssima influência. É assim em todo o mundo, mas a desfaçatez é tanto maior quanto um povo não é capaz de se impor enquanto conjunto. Em França, por exemplo, os governos são obrigados a recuar perante manifestações de rua gigantescas e grupos éticos também muito infuentes. Isto é, quanto maior é o desenvolvimento, menor é o espaço para os lobbies agirem sem nenhum escrúpulo. Portanto, seria necessário que um povo no seu conjunto, que grupos de torcedores e outros manifestassem publicamente o seu repúdio. Quanto menos o fizerem maior é a falta de escrúpulos. E não há desenvolvimento. Por isso o futebol brasileiro perdeu o carisma e a força que tinha. Há que agir!

Quero também dizer-lhe que um clube é tanto mais beneficiado quanto maior for. Por isso o nosso Botafogo estará também entre os mais influentes, só que há mais influentes do que ele... Ou acha que o regresso a a General Severiano e a conquista do Engenhão não foram coisas muito mexidas nos bastidores?... Aliás, foi confirmado por dirigentes da influência outrora de Montenegro no caso da Sede e da influência recente de João Pedro Figueira na licitação do Engenhão... Não são só viradas de mesa... são também 'influências'...

Na verdade, o dilema maior, e que nós maioritários não consideramos, é o dos clubes pequenos que sistematicamente são espoliados pelos árbitros e pelos dirigentes em favor dos grandes. Espoliado mesmo não será o Botafogo, mas talvez mais o Boavista... Espoliado mesmo não será o Cruzeiro, mas talvez mais o América... Espoliado mesmo não será o Santos, mas talvez mais o Botafogo de RP, espoliado mesmo não será o Grêmio, mas talvez mais o Caxias... Também nos devemos lembrar desses!...

O meu grande sonho era que um título fosse sempre ganho em campo! Pelo meu clube e pelos outros clubes! Porque no nosso caso teríamos sido Bicampeões cariocas em 2007 e, provavelmente, campeões da Copa do Brasil em 2007. Mas outros clubes mais influentes na época andavam por lá...

Saudações Gloriosas!

Rui Moura disse...

Obrigado pela deferência, Carlão.

Talvez ainda se consiga arrumar alguma coisita para o Cruzeiro, não?... rsrsrs...

Saudações Gloriosas!