quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

FELIZ 2026!

2025 de ponta a ponta em 7 itens

Por um novo amanhecer no Botafogo FR e na SAF Botafogo. Crédito: Vitor Silva/Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O destaque:

Igor Jesus, um ‘herói’ improvável, infiltrado na zaga francesa para derrotar o Paris Saint-Germain por 1x0 no Campeonato Mundial de Clubes.

O desastre:

A gestão errática da cúpula da SAF Botafogo, desmantelando a equipe campeã sul-americana (John, Jair, Thiago Almada, Luiz Henrique, Gregore, Igor Jesus, Júnior Santos, etc. etc. etc.) e substituindo-a por reforços como Rwan Cruz, Mastriani ou Arthur Cabral; foco quase total no Lyon, divórcio quase pleno no que respeita ao planejamento para o ano, ações incompreensíveis na contratação e na demissão de treinadores e opacidade no que respeita às ações de natureza financeira, evidenciando a necessidade de, em 2026, se reforçar a equipe, estabilizar uma comissão técnica de média/longa duração, manutenção da perspectiva de melhoria de infraestruturas e consolidação financeira da SAF.

O ineditismo:

Não obstante um ano sem planejamento e falha sistemática das competições em que o futebol do Botafogo estava envolvido, ainda assim conseguiu-se, pela 1ª vez, a terceira classificação consecutiva para a Copa Libertadores, o que suscita a questão: e se tivéssemos uma gestão assertiva e não errática, até onde teríamos chegado?

O desinvestimento ‘olímpico’:

O Botafogo FR desinvestiu novamente nas demais modalidades desportivas, seguindo as peugadas de diretorias anteriores (desorçamentação do remo, supressão do voleibol e do basquetebol, da natação e do polo aquático, inutilização da piscina do Mourisco…); na atual diretoria o remo foi ainda mais desorçamentado e algumas modalidades perderam os seus atletas principais de nível sul-americano e mundial, investindo-se sobretudo nas escolas e no basquetebol para a competição NBB, mas nesta a baixo custo, o que nos coloca meramente como coadjuvantes, colecionando derrotas sucessivas.

O futebol de base:

O futebol de base cresceu muito, tal como o acionista maioritário pretendia inicialmente, de modo a gerar boas revelações para a equipe principal e posteriormente para o mercado internacional; a nova perspectiva de se vencerem competições de base é muito importante, ao contrário de outros diretores anteriores que consideravam que as bases são meramente para revelar craques individualmente, como se os novos craques não devessem ganhar mentalidade coletiva consistente e vencedora desde as bases para insuflar novos ventos de ambição na equipe principal – um modelo certo que merece ser seguido em 2026, sobretudo desde os sub-12.

O paradoxo:

O basquetebol de 2025 trouxe-nos, nada mais, nada menos, do que diversas conquistas a nível das equipes de base, desde os sub-15 aos sub-22, e nas categorias master conquistamos 5 títulos estaduais em 6 possíveis; em contrapartida, o basquete adulto na competição NBB ocupou o 19º lugar na Fase de Classificação no conjunto de 20 equipes, obtendo 3 escassas vitórias e 16 derrotas, agregando o maior saldo negativo dos 20 clubes (-240 pontos).

A surpresa:

A provocada (?) demissão de Ancelotti quando o treinador parecia estar construindo um modelo de jogo mais consistente, sobretudo de ataque vertical com muitos gols marcados nos últimos jogos, apesar da inexistência de homens de área capazes e, por isso, também com muitos gols sofridos nas últimas partidas; o modelo carecia de uma maior capacidade de proteção à zaga e maior entrosamento entre os defensores, que devido a diversas contusões foram sempre mudando as ‘parcerias’ e naturalmente dificultando o mecanicismo defensivo automático essencial em qualquer grande equipe – desejando-se que a nova aposta em Martín Anselmi seja, finalmente, a carta certa, isto é, um coringa de elevada craveira técnica que saiba corrigir em cada momento o baralho do plantel 2026 com os trunfos certos.

***

Tendo em consideração a nossa sucinta análise crítica do que foi positivo e do que foi negativo, o Mundo Botafogo espera que os protagonistas do Botafogo FR e da SAF Botafogo possam lidar melhor com as insuficiências reveladas em 2025 e aportem novas competências estratégicas, táticas e operacionais para a gestão global em 2026.

OUSAR CRIAR! OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!

FELIZ 2026!