segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lucy Burle, nadadora botafoguense multicampeã

Fonte: revista ‘Botafogo’ | Datafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Lucy Maurity Burle Kalache nasceu no dia 21 de fevereiro de 1955, no Rio de Janeiro, foi nadadora de topo que defendeu as cores do Botafogo de Futebol e Regatas, possuindo à época 1,73m de altura e 63kg de peso.

A par de outras modalidades com títulos sul-americanos, como o Atletismo Feminino e o Voleibol Masculino, entre outras modalidades em que o Botafogo conquistou também múltiplos títulos Brasileiros nas décadas de 1960 e 1970, destacou-se a Natação, que no masculino teve como maior protagonista Sylvio Fiollo, recordista mundial, e no feminino Lucy Burle, a qual conquistou inúmeros títulos pelo Botafogo e pela Seleção Brasileira.

Lucy Burle começou nadando no Club Naval Piraquê, na Lagoa Rodrigo de Freitas, mas ainda criança passou a treinar no Botafogo. Nadando sobretudo nas especialidades de ‘nado livre’ e ‘nado borboleta’, Lucy Burle chegou ao estrelato aos 16 anos de idade no Troféu Brasil de 1971 pelo Botafogo, conquistando os 400m nado livre, os 100m nado costas e os 100m nado livre, tendo nesta especialidade batido o recorde sul-americano com o tempo de 1’01”6.

Nesse e nos anos seguintes o Botafogo venceu 7 das 8 maiores provas da natação brasileira, sagrando-se tetracampeão consecutivo do Troféu Brasil (1971, 1972, 1973, 1974), já o fora antes em 1967, e tricampeão consecutivo do Troféu José Finkel (1972, 1973, 1974), tendo Lucy Burle continuado a colecionar nessas competições medalhas de Ouro, e algumas de Prata, nas especialidades de 100m nado livre, 100m nado cotas e revezamento 4x100m nado medley.

Nos Jogos Pan-americanos de 171, realizados em Cáli, na Colômbia, obteve a medalha de Bronze na prova de revezamento 4x100m nado livre e na prova de 100m nado borboleta, na qual estabeleceu o novo recorde sul-americano com o tempo de 1’08”79 – além do anteriormente mencionado recorde sul-americano nos 100m nado livre na Taça Brasil.

Em 1972 participou nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, competindo nas provas de 100m e 200m nado livre, alcançando novo recorde sul-americano nesta especialidade.

Em 1973 participou no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Belgrado, que foi o 1º mundial de natação, onde obteve resultados relevantes: 13º lugar nos 100m nado livre, 18º lugar nos 200m livre e 12º lugar no revezamento 4x100m medley, com Valéria Borges, Jaqueline Mross e Cristina Teixeira. Nesse ano tornou a melhorar o seu recorde sul-americano do 100m nado livre.

Em 1975 apresentou-se aos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, no México, e obteve novamente duas medalhas de Bronze: nos 4x100m nado livre e 4x100m nado medley.

Ainda nesse ano tornou a disputar Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, também na Cidade do México, nas especialidades de 100m nado livre e revezamento 4x100m nado medley, fazendo equipe com Christiane Paquelet, Flávia Nadalutti e Cristina Teixeira, terminando em 12º lugar com o tempo de 4’38”75.

No ano seguinte, em 1976, Lucy Burle encerrou a sua brilhante carreira aos 21 anos de idade e mudou-se para os E.U. da América, onde estudou na University of Illinois. Continuou treinando e depois casou-se com Celso Alexandre Kalache, ex-atleta do voleibol botafoguense e foi morar na Califórnia, onde vive até à atualidade.

Fontes principais: Mundo Botafogo; pt.wikipedia.org/wiki/Lucy_Burle; www.datafogo.blogspot.com; www.olympedia.org/athletes/45592.

domingo, 3 de maio de 2026

Botafogo 1x2 Clube do Remo - regressão temporal

Ilustração da capa do livro ‘Mão de Alface’, de Hermes Batalha. Crédito: www.amazon.com

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Vitória justa do Remo por ter lutado sempre com as armas de que dispunha e soube punir o Botafogo com uma lição que talvez Franclim Carvalho e os atletas aprendam. Ou talvez não…

Domínio do Botafogo no 1º quarto de hora, com gol de cabeça de Ferraresi aos 12’, na sequência de um escanteio cobrado por Alex Telles, e o resto do tempo foi de atabalhoamento. Depois dos 20’ abrandou, ainda assim perdeu duas oportunidades de ampliar por Arthur Cabral e Kadir.

Mais ou menos por essa altura o Botafogo encerrou o seu repertório, deixou de controlar a partida e foi o Remo que desenvolveu contra-ataques perigosos que até podiam ter empatado o jogo.

E foi assim que se chegou ao intervalo.

Esperava-se um 2º tempo mais vivo por parte do Botafogo, mas Arthur Cabral esgotara o seu desempenho na 1ª parte, Álvaro Montoro não jogava bem, Edenílson foi uma péssima substituição, surpreendentemente Danilo jogou recuado muito agarrado à zaga e a não menos surpreendente saída de Cristian Medina – que jogava bem – acabou por piorar o Botafogo, que ora rematava quando devia chutar ou chutava quando devia rematar, errava passes e não conseguia controlar a partida.

E o Remo fez o que perseguia há algum tempo: Alef Manga empatou aos 69’ após receber um passe de… Bastos!

Faltava então Franclim Carvalho fantasiar-se de Rei Midas invertido, tocando no ouro e transformando-o em coisa nenhuma ao mandar entrar Joaquín Correa, o tal sujeito que de cada vez que entra nas partidas mata o jogo do Botafogo – foi o golpe de misericórdia de uma derrota absurda.

Aos 90+2’ o Mão de Alface concretizou o golpe fatal espalmando mais uma vez para a frente e colocando a bola nos pés de Jajá, que já, já, fez a virada. Dois gols do Remo com dois belos passes de Bastos e Mão de Alface.

E finalmente continuo muito curioso por saber a razão da paixão desenfreada de Franclim por Joaquín… Alguém sabe?...

Donde, feitas as contas, não se pode dizer que o Botafogo, jogando em casa, vindo de nove jogos de invencibilidade e jogando contra o penúltimo classificado do campeonato, tenha sido injustamente derrotado.

Resta saber se a lição é aprendida ou se, na verdade, no carrossel voraz do Brasileirão, não iremos ainda lutar contra a despromoção, como alguns previam há poucas semanas, e entrar em fase de saldos.

Então, e agora?... Agora seguem-se oito jogos até ao final de maio, dois em casa e… seis fora!

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x2 Clube do Remo

» Gols: Ferraresi, aos 12’ (Botafogo); Alef Manga, aos 69’ (Clube do Remo) e Jajá, aos 90+2’ (Clube do Remo)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 02.05.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 18.780 pagantes; 22.116 espectadores

» Renda: R$ 692.020,00

» Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE); Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE); VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)

» Disciplina: cartão amarelo – Vitinho e Danilo (Botafogo) e Tchamba e Picco (Clube do Remo)

» Botafogo: Neto; Vitinho, Bastos, Ferraresi e Alex Telles (Marçal); Cristian Medina (Allan, depois Joaquín Correa), Danilo e Álvaro Montoro (Júnior Santos); Matheus Martins, Kadir (Edenílson) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.

» Clube do Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (David Braga); Zé Welison (Leonel Picco), Patrick, Zé Ricardo (Jaderson) e Yago Pikachu; Jajá e Alef Manga (Poveda). Técnico: Léo Condé.

Afonsinho, cidadão honorário do Rio de Janeiro

Afonsinho, ladeado pelo vereador Leonel e a filha Violeta Reis. Fonte: odia.ig.com.br

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Em 1971, Afonsinho, meio-campista do Botafogo de Futebol e Regatas, recorreu à justiça diante do cenário de as saídas dos atletas necessitarem de autorização do clubes, iniciando o combate à Lei do Passe e tornando-se o primeiro jogador do país a conquistar o passe livre, abrindo o caminho de mudanças nas relações de trabalho no futebol.

Biografia de Afonsinho:

https://mundobotafogo.blogspot.com/2013/07/afonsinho-o-rebelde.html

sábado, 2 de maio de 2026

Retrospecto Botafogo FR x Clube do Remo (1927-2021)

Créditos: Elson Souto | Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (1927-2021): 21 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 5 derrotas; saldo de gols favorável em 41-22.

1º JOGO:

Botafogo 5x1 Clube do Remo

» Gols: Ariza (2), Neco, Alkindar e Claudionor (Botafogo); Sant’Anna (Clube do Remo)

» Competição: Amistoso

» Data: 27.11.1927

» Local: Campo do Clube do Remo, em Belém (PA)

» Árbitro: Cláudio Lima

» Botafogo: Neiva; Alemão e Octacílio; Alberto Corrêa, Aguiar e Rogério; Ariza, Neco, Alkindar, Aché e Claudionor.

» Clube do Remo: Francelísio; Propércio e Evandro Almeida; Lindolpho, Vivi e Pamplona; Formiga, Secundino, Cordeiro, Marinheiro e Sant’Anna.

ÚLTIMO JOGO:

Botafogo 1x0 Clube do Remo

» Gols: Warley, aos 64’

» Competição: Campeonato Brasileiro – Série B

» Data: 04.09.2021

» Local: Estádio Baenão, em Belém (PA)

» Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO; Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Hugo Savio Xavier Correa (GO); VAR: Leone Carvalho Rocha (GO)

» Disciplina: cartão amarelo – Rafael Moura, Diego Loureiro e Romildo (Botafogo) e Felipe Gedoz, Victor Andrade e Felipe Conceição – técnico (Clube do Remo)

» Botafogo: Diego Loureiro; Daniel Borges, Kanu, Joel Carli e Jonathan Silva (Carlinhos); Barreto, Pedro Castro (Romildo) e Chay (Ênio); Marco Antônio (Luiz Henrique), Warley (Luís Oyama) e Rafael Moura. Técnico: Enderson Moreira.

» Clube do Remo: Vinícius; Thiago Ennes, Rafael Jansen, Marlon e Igor Fernandes (Wallace); Anderson Uchoa, Lucas Siqueira (Ronald), Arthur (Jefferson) e Felipe Gedoz (Tiago Mafra); Victor Andrade e Matheus Oliveira (Rafinha). Técnico: Felipe Conceição.

OS JOGOS:

27.11.1927 – Botafogo 5x1 Remo – Amistoso

15.12.1927 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso

14.02.1954 – Botafogo 1x1 Remo – Amistoso

17.02.1954 – Botafogo 3x0 Remo – Amistoso

18.02.1959 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso

17.05.1962 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso

24.06.1964 – Botafogo 2x0 Remo – Amistoso

05.05.1966 – Botafogo 2x1 Remo – Torneio Pará-Guanabara

24.09.1972 – Botafogo 1x1 Remo – Campeonato Brasileiro

10.06.1973 – Botafogo 1x0 Remo – Amistoso

10.03.1974 – Botafogo 2x2 Remo – Campeonato Brasileiro

10.11.1976 – Botafogo 0x2 Remo – Torneio Ney Braga

21.11.1976 – Botafogo 0x1 Remo – Torneio Ney Braga

24.02.1980 – Botafogo 3x1 Remo – Campeonato Brasileiro

04.04.2001 – Botafogo 1x2 Remo – Copa do Brasil

11.04.2001 – Botafogo 1x2 Remo – Copa do Brasil

28.06.2003 – Botafogo 3x1 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B

11.10.2003 – Botafogo 2x3 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B

18.10.2003 – Botafogo 4x1 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B

13.06.2021 – Botafogo 3x0 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B

04.09.2021 – Botafogo 1x0 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Eugênia Borer, estrela brilhante do basquete botafoguense

Crédito: Revista do Botafogo FR, nº 198, Ano XVIII, Maio de 1963.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Eugênia Rindeika Borer foi uma atleta de basquetebol que se iniciou no Clube Atlético Paulistano (P) e mais tarde participou nos Jogos de Inverno de Santos no basquete.

Entretanto a família mudou-se para o Rio de Janeiro e Eugênia começou treinando no Jacarepaguá TC, cujo técnico era Charles Borer, com o qual iniciou namoro em 1954 e casaram-se em 1956.

Devido ao matrimônio Eugênia fez uma pausa desportiva e um curso de culinária, dedicou-se à casa e ao marido e finalmente deu à luz o filho Charles Júnior.

Em 1959 Charles Borer era o técnico da equipe de basquete feminino do Botafogo de Futebol e Regatas, razão pela qual Eugênia Borer regressou às quadras. Mais tarde Borer tornou-se presidente do Clube (1976-1981), sendo na sua diretoria que se efetuou a venda do Casarão e do estádio à Companhia Vale do Rio Doce, concretizando o processo preparado e desenvolvido pela diretoria de Rivadávia Corrêa Meyer Jr. (1973-1975), que entretanto cessara funções.

No início da década de 1960 Eugênia conheceu um fulgor inédito na sua carreira, destacando-se durante o período de maior força da equipa feminina alvinegra.

Integrante de uma geração marcante do basquete feminino do Clube, Eugênia fez parte do grupo que conquistou o tetracampeonato carioca adulto feminino de 1960-1961-1962-1963, sendo dois desses campeonatos vencidos de modo invicto.

Campanhas em https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/tetracampes-de-basquetebol-feminino.html

Nas campanhas do tetracampeonato, conquistado no dia 29 de setembro de 1963, Eugênia Borer (recordista de jogos somando as quatro conquistas), Neuci Ramos da Silva e Lúcia Maria Borges (Luci) foram as únicas atletas campeãs em todas as edições.

No conjunto das quatro conquistas o Botafogo realizou 65 jogos, obtendo 62 vitórias e apenas 3 derrotas, tendo Eugênia convertido 366 pontos.

Na última edição a equipe alinhou com Hellé, Eugênia, Marly, Luci, Renate, Neuci, Rosinha, Nádia, Teresa, Verinha, Marinha e Dinimar. A comissão técnica era composta por Charle Borer (técnico), Honorato Bernardo (assistente), Nílson Alan (médico), José Augusto Reis, o ‘Toucinho (Massagista) e ‘Seu Arthur’ (roupeiro).

Além do desempenho em quadra, Eugênia é lembrada como capitã da equipa e uma das jogadoras fundamentais do Botafogo naquela fase.

Logo em 1960 a atleta foi alvo de relevante destaque com uma foto sua na revista do Esporte (nº 75, de 13 de agosto de 1960), numa época em que a revista não agraciava mulheres com a primeira página. Nas bocas do mundo, Eugênia foi homenageada com um troféu, em 1961, pelo Jornal do Sports, como a ‘Mãe do Ano’.

No ano do glorioso tetracampeonato (1963), a basquetebolista também foi destaque na capa da revista ‘Botafogo’, órgão oficial do Clube (edição nº 198, ano XVIII).

Além dos campeonatos cariocas pelo Botafogo, Eugênia conquistou três Torneios Início (1959, 1961-1962) e os Jogos Abertos de Poço de Caldas (1960), sendo também atleta da Seleção Brasileira de Basquete.

Campanha em https://mundobotafogo.blogspot.com/2021/01/basquete-campeao-dos-iv-jogos-abertos.html

A trajetória de Eugênia Borer também se relaciona à vida institucional do Botafogo, tendo sido reconhecida como sócia benemérita do Clube, distinção concedida a personalidades que prestaram serviços relevantes à instituição.

O seu nome foi preservado na memória do basquete carioca por meio da Copa Eugênia Borer, competição feminina disputada nas décadas de 1990 e 2000.O Botafogo venceu essse torneio na categoria adulto feminino em 1993 e 1996 e na categoria adulto masculino em 1995, além de conquistas em outras categorias de base, o que demonstra que a sua contribuição continuou sendo homenageada décadas depois da sua aposentadoria das quadras.

Eugênia Borer é reconhecidamente uma das personagens mais relevantes da história do basquetebol feminino do Botafogo de Futebol e Regatas: atleta titular de uma geração multicampeã, capitã e líder em quadra, recordista de jogos do tetracampeonato, benemérita do clube e homenageada posteriormente com uma competição que levou seu nome.

Fontes principais: esporterio.blogspot.com; kikedabola.blogspot.com; mundobotafogo.blogspot.com; Revista do Botafogo de Futebol e Regatas, nº 198, Ano XVIII, Maio de 1963.

Gatito Fernández, a defesa do título carioca de 2018

O Botafogo venceu o Vasco da Gama na decisão do campeonato estadual nos pênaltis em 2018 e Gatito Fernández fez a defesa do título.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Hugo Ibeas, o grande patrono do remo alvinegro

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Dr. Hugo Ibeas é uma das figuras históricas ligadas ao remo e à vida institucional do Botafogo de Futebol e Regatas. Ex-remador, dirigente e Grande Benemérito do Clube, construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao desporto alvinegro, pela defesa das tradições náuticas do Botafogo e pelo compromisso com a formação de atletas.

Profissionalmente Hugo Ibeas teve uma carreira jurídica longa e relevante, especialmente no Rio de Janeiro, atuando em Direito Civil, Direito Comercial, Contratos e Arbitragem, tendo fundado, com Carlos Augusto da Silveira Lobo, o escritório Lobo & Ibeas Advogados, sediado na Avenida Rio Branco, atuando por quatro décadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, até 2018, ano em que o escritório foi encerrado e Hugo Ibeas passou à situação de atividade individual, continuando a prestar relevantes serviços de jurista.

A sua ligação com o Clube alvinegro ultrapassa a mera dimensão desportiva, porquanto ao longo dos anos Hugo Ibeas se consolidou como referência de conduta, ética e pertencimento institucional, sendo reconhecido como uma personalidade profundamente associada ao remo botafoguense. Em ata do Conselho Deliberativo do Botafogo, ele é citado como “Grande Benemérito e patrono do remo do Botafogo”, em contexto de homenagem ao atleta olímpico Lucas Verthein e à história dos remadores alvinegros.

Como se sabe, o remo ocupa lugar central na identidade do Botafogo por via do Club de Regatas Botafogo, com atividade desde 1886, mas fundado oficialmente no 1º de julho de 1894, na Praia de Botafogo, tendo as suas origens diretamente ligadas às competições náuticas da Enseada de Botafogo. Nesse ambiente de tradição, Hugo Ibeas tornou-se um guardião da memória e dos valores do Clube, ajudando a preservar o vínculo entre passado, presente e futuro da modalidade.

No dia 18 de abril de 2026 o Botafogo de Futebol e Regatas prestou-lhe homenagem em vida na sede do Remo, em Sacopã, com a inauguração de uma placa dedicada ao Grande Benemérito Hugo Ibeas. A cerimônia reuniu dirigentes, ex-presidentes, atletas, beneméritos, familiares e convidados, destacando a sua trajetória, a sua dedicação ao remo alvinegro e valores como caráter, ética e compromisso com a formação de atletas.

Mais do que dirigente, Hugo Ibeas representa a figura do botafoguense abnegado: aquele que participa, preserva, orienta e contribui para que o Clube permaneça fiel às suas raízes. O seu nome está associado à valorização do remo, ao fortalecimento da cultura desportiva do Botafogo e à transmissão de princípios que ultrapassam resultados competitivos.

Eric Menezes, amigo de Felipe Rafael Ibeas, filho de Hugo Ibeas, narra assim o que se dizia do célebre personagem à época em que Eric tinha 13 anos, e já remava no Botafogo: “Hugo Ibeas era um dirigente abnegado do Botafogo. Talvez mais um amigo do clube do que um dirigente. Lembro que alguém se referindo a ele o chamou de ‘abnegado’.” – in historiasderemador.com.br.

Pelo seu exemplo como ex-remador, dirigente, benemérito e patrono do remo, Hugo Ibeas integra o grupo de personalidades que ajudaram a sustentar a grandeza institucional do Botafogo de Futebol e Regatas, especialmente no universo dos desportos olímpicos e da memória alvinegra.

Fontes principais: botafogoderegatas.wordpress.com; botafogofrsocialolimpico.com.br; estrellasdalva.wordpress.com; historiasderemador.com.br; www.botafogo.com.br; www.escavador.com.

Remo Costal - Beach Sprint - funcionamento



Fonte: Time Brasil TV (Youtube).

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jogo fácil do início ao fim e em estilo de treino na 1ª parte, de tal modo que o jogo se tornou entediante para o espectador.

Face a um adversário claramente inferior às restantes equipes do Grupo o Botafogo apresentou-se num 4-4-2 que variava para o 3-5-2 quando atacava, mas nem por isso se tornou mais efetiva, porque adormeceu a partir dos 15’ quando se adiantou no marcador.

Desde o início parecia claro que o adversário não conseguiria medir forças com o Botafogo, organizado em triângulo no meio campo e com Alan mais avançado, ao mesmo tempo que os nossos laterais progrediam nas duas alas e lançavam sucessivos cruzamentos para a área.

Apesar disso, a jogada mais perigosa só surgiu aos 12’, quando um cruzamento de Arthur Cabral do lado esquerdo encontrou o jovem Kadir ao segundo pau, que tocou de cabeça para Edenílson na pequena área, que por um triz não inaugurava o marcador. E em seguida, aos 15’, Alex Telles centrou novamente da esquerda ao segundo pau e Mateo Ponte entrou fulminante para balançar as redes adversárias. Botafogo 1x0.

E foi aí que o treino praticamente começou: posse de bola com mais de 70%, jogo cadenciado, tentativas pouco efetivas e muito mornas para ampliar o marcador, sobretudo porque boa parte das bolas chegavam na direção de Arthur Cabral que, aparentemente com peso acima do que devia, não consegue correr o suficiente e as bolas tornaram a escapar-lhe – por não as alcançar ou não dominar –, depois de duas ou três boas apresentações em jogos anteriores, inviabilizando a pretendida articulação com Álvaro Montoro.

O jogo atingiu um nível de ‘banho-maria’ tão alto que após o gol passaram-se 25 minutos até uma nova grande oportunidade dentro da área aos 40’ com Cabral novamente fora de rota da bola; aos 45’ o jovem Kadir – bastante mais perigoso do que Cabral  insistiu na busca da bola após hesitação da zaga e conseguiu rematar com a bola saindo rasteira rente ao poste.

O 1º tempo terminou com um único e frouxo remate do Independiente à nossa baliza contra uma dúzia de remates do Botafogo, que evidenciou volume de jogo atacante, mas muito pouco eficaz.

Na 2ª parte, certamente por instruções do treinador, a mesma equipe da 1ª parte e com o mesmo esquema tático apresentou-se bastante mais veloz desde o minuto inicial, quando Kadir, aos 46’ deu o tom, rematando de primeira e ganhando escanteio; aos 50’ o mesmo Kadir, muito móvel no ataque, cruzou para trás desde a linha de fundo e Montoro rematou para o goleiro espalmar com boa defesa.

Ainda assim, somente aos 62’ o Botafogo foi capaz de vencer pela 2ª vez a atabalhoada equipe do Independiente: Alex Telles cobrou uma falta descaído para a direita, o goleiro espalmou, Montoro recebeu o rebote para lá do segundo poste e conseguiu, com pouco ângulo, rematar cruzado e ampliar o placar. Botafogo 2x0.

Entretanto o nosso estimado Franclim continuou ‘dando bola’ para Joaquín Correa que tornou a entrar em mais um jogo, no lugar de Kadir, sem concretizar coisa alguma. Kadir, apesar de não conseguir um gol merecido, mostrou-se o mais aplicado, móvel e com diversas boas assistências para os companheiros.

Embora perceba que é necessário rodar a equipe face ao elevadíssimo número de jogos de três em três dias, não entendo a razão de Lucas Villalba continuar encostado emperrando-se a possibilidade de ganhar minutos e subir de forma – porque é muito melhor do que a nulidade de jogadas apresentadas por Correa.

Vencida e cansada, a frágil equipe adversária tomou pela 1ª vez um contra-ataque do Botafogo, excelentemente trabalhado de pé em pé, e Newton – que entrara há pouco – teve a felicidade de concluir com sucesso aos 77’. Botafogo 3x0.

Aos 86’ Marçal rematou ao poste; aos 87’ Bastos desperdiçou uma grande oportunidade com uma cabeçada para fora; aos 90+3’ terminou uma partida desinteressante.

E aos ‘trancos e barrancos’ o Botafogo alcança o 9º jogo sem conhecer o sabor da derrota e Franclim Carvalho mantém a sua invencibilidade como técnico há 7 jogos.

O Remo também é para vencer – desejavelmente com menos ‘banho-maria’ do que contra o Independiente Petrolero.

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

» Gols: Mateo Ponte, aos 15’, Álvaro Montoro, aos 62’, e Newton, ao 77’

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 28.04.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 7.198 pagantes; 8.434 espectadores

» Renda: R$ 168.497,00

» Árbitro: Fernando Vejar (Chile); Assistentes: Carlos Poblete (Chile) e Eric Pizarro (Chile)

; VAR: Miguel Araos (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Bastos e Santi Rodríguez (Botafogo); Eduardo (Independiente); cartão vermelho – Eduardo (Independiente)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Allan, Cristian Medina, Edenílson (Newton) e Álvaro Montoro (Santi Rodríguez); Kadir Barría (Joaquín Correa) e Arthur Cabral (Chris Ramos). Técnico: Franclim Carvalho.

» Independiente Petrolero: Johan Gutiérrez; Saúl Torres, Eduardo, Palma e Francisco Rodríguez (Leaños); Daniel Rojas, Diego Vargas (Gustavo Cristaldo) e Willie; Ruddy Cardozo (Mercado), Wagner Pinote (Lutkowski) e Jonatan Cristaldo (Rivas). Técnico: Thiago Leitão.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Paulo Azeredo versus Carlito Rocha, a razão e a emoção nos destinos alvinegros (II)

Fonte: Reprodução | Montagem MB.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Carlito Rocha teve uma participação desportiva intensa em toda a sua vida, principalmente no futebol, mas também no remo e no polo aquático.

Nascido em 11 de novembro de 1894, no mesmo ano da fundação do Club de Regatas Botafogo, Carlito Rocha chegou ao Botafogo Football Club em 1913 [segundo as fichas técnicas do livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro], jogando no Segundo Quadro, e ascendeu à equipe principal em 1914.

Estreou na equipe principal aos 20 anos de idade, no dia 22 de novembro de 2014, na vitória por 3x2 sobre o Rio-Cricket, tendo o Botafogo formado com Baby, Carlito e Dutra; Oswaldo, Lulú e Pino; Juca, Aluizio, Fontenelle, Dorinho e Menezes.

Consta que Carlito Rocha jogou pelo Botafogo FC como atacante e zagueiro, ocasionalmente também como goleiro.

À época era normal que alguns atletas jogassem tanto no Primeiro Quadro como no Segundo Quadro. Foi nessas circunstâncias que Carlito Rocha se sagrou campeão do Segundo Quadro em 1915, embora também jogasse no Primeiro Quadro.

Ademais, Carlito Rocha era um aficionado dos desportos aquáticos, sendo simultaneamente atleta do Club de Regatas Guanabara, no qual foi bicampeão brasileiro de single-skiff em 1916 e 1917. No mesmo ano de 1917 também foi campeão carioca invicto de polo aquático pelo CR Guanabara.

No dia 7 de setembro de 1918 Carlito Rocha viveu o momento mais dramático da sua carreira de atleta. Totalmente devotado ao Botafogo insistiu em ir a jogo numa partida contra o América FC, com pneumonia e febre alta, ficando em estado de coma após o jogo e salvando-se por um triz após um longo período de convalescença.

Nas décadas de 1920 e 1930 permaneceu ligado ao Botafogo nos bastidores, integrando comissões técnicas (que à época tinham cariz coletivo), assumindo cargos dirigentes e até mesmo arbitrando jogos de futebol com uma ética tal que nunca favoreceu o Botafogo em jogos do Glorioso cuja arbitragem dirigiu.

Em 1934, a par de Paulo Azeredo, presidente do Clube, teve papel importante na luta entre o amadorismo e o profissionalismo e participou na montagem da Seleção Brasileira da CBD para a Copa do Mundo, em Itália.

Em 1935 assumiu a liderança da equipe principal no cargo de treinador e sagrou-se campeão carioca, completando o tetra-campeonato carioca de 1932-33-34-35, cujo presidente à época era Paulo Azeredo.

Oposto ao faro político-diplomático e à predominância da racionalidade, Carlito Rocha agia fundamentalmente segundo valores patriarcais e emocionais em diversos momentos da história do Glorioso, como quando forçou a demissão do grande Leônidas da Silva em 1936, figura de topo da equipe botafoguense e do futebol nacional, porque o craque revelou, em uma entrevista, que desde criança era torcedor do Clube de Regatas do Flamengo – e seguiu a sua vida brilhando no Flamengo (1936-1941) e no São Paulo (1942-1950).

Em 1942 teve um papel importante no ambiente político e institucional que conduziu à fusão entre o Botafogo Football Club e o Club de Regatas Botafogo, embora Augusto Frederico Schmidt, presidente do clube de remo, tenha sido alegadamente o cérebro da fusão, renovando-se a anuência do ‘Almirante’, Antônio Mendes de Oliveira Castro, revelada já em 1931.

No ano seguinte, em 1943, Carlito Rocha foi eleito presidente da Federação Metropolitana de Remo do Rio de Janeiro, tendo organizado a primeira regata noturna do mundo nesse ano, contando com cerca de 400 remadores.

De 1948 a 1951 foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, lançando-se definitivamente para a ribalta com a conquista do campeonato carioca, 13 anos depois dele próprio ter vencido a última conquista em 1935, como técnico, e sobretudo em virtude de todas as suas superstições que, na perspectiva de Carlito Rocha, foram a razão da conquista que teve, como símbolo maior das suas crendices, a ‘descoberta’ do cachorro Biriba que viria a ser a mascote e amuleto do Botafogo FR.

Daí em diante o criador da mística e da superstição botafoguense passou a ser sobretudo um símbolo do Clube, agindo na década de 1970 como opositor à ideia de vender a sede de General Severiano, cujo ato prenunciava perda de identidade do mais antigo Clube multiesportivo brasileiro, tendo até ao fim da sua vida lutado para que o Casarão fosse tombado como patrimônio do estado do Rio de Janeiro, cidade onde faleceu em 12 de março de 1981.

A comparação entre as obras de Paulo Azeredo e de Carlito Rocha apresenta poucos pontos em comum, embora sejam os dois maiores ‘craques’ dirigentes a influenciar a vida e o perfil do Clube.

Por que razão, então, apesar de Paulo Azeredo ter sido a alavanca maior do Botafogo para a concentração de uma fenomenal elite de craques em inúmeras modalidades desportivas, de múltiplos títulos multiesportivos, de enorme patrimônio acrescentado e de projeção mundial inédita, Carlito Rocha firmou-se como a figura dirigente mais celebrada pelas hostes botafoguenses?

Carlito Rocha era portador de um perfil complexo e singular: profundamente religioso, carismático, folclórico e de convicções inabaláveis. Respeitado dentro do Clube pelo seu carisma e devoção, no exterior era conhecido por homem de fé e de frases tonitruantes.

Carlito realçava a cada momento a sua religiosidade, carregando santinhos nos bolsos, distribuindo imagens aos jogadores antes das partidas e instava-os a beijar tais objetos de modo a ‘abençoar’ a equipe. Por fim conseguiu construir uma capelinha à entrada de General Severiano e cotidianamente interpretava sinais divinos e transformava esses ‘presságios’ em rituais.

Amarrar cortinas na sede para ‘amarrar’ o adversário, definir horários e rotinas rígidas, impor pequenos gestos repetitivos antes das partidas, eram elementos fundamentais que misturavam fé, psicologia e liderança.

O cachorro Biriba foi o clímax dessa mistura e virou talismã da equipe e do Clube a partir do dia em que invadiu o campo para ‘comemorar’ o 10º gol do Botafogo contra o Madureira, o que para Carlito foi um sinal premonitório que tornou a equipe invencível até ao final do campeonato carioca, o qual conquistou em 1948 sobre o poderoso Vasco da Gama, apelidado de ‘Expresso da Vitória’.

O episódio e a conquista do campeonato consolidaram o Biriba como mascote histórico e fortaleceu a narrativa mística de Carlito Rocha. Biriba não tornou a ‘ganhar’ campeonatos, mas a aura religiosa e mística de Carlito robusteceu-se – e o cachorro virou, provavelmente para sempre, a mascote do Glorioso.

Em 1957, na campanha histórica do Botafogo, que culminou na vitória sobre o Fluminense por 6x2 na final do campeonato estadual, o título afinal não se deveu ao papel de Paulo Azeredo e outros dirigentes e profissionais, mas… a uma fala de Carlito Rocha com Deus!

Qual teria sido a contribuição carlitiana para o título? – questionou Nelson Rodrigues,  tricolor derrotado dessa final, e ele próprio respondeu: “Carlito ligou o jogo ao sobrenatural, pôs Deus ao lado do Botafogo e, mais do que isso, pôs Deus contra o Fluminense”.

Mais do que meramente ‘folclórico’, Carlito Rocha influenciou definitivamente a cultura botafoguense, desde a capelinha na sede à mascote Biriba, criando uma narrativa que atravessou gerações.

Essa fama encontrou a sua consagração quando publicamente assegurou que havia “conversado com Deus” e que o título de campeão seria do Botafogo, consagrando uma união indissociável entre a superstição pagã e a religiosidade extrema que Carlito institucionalizou na identidade do Clube.

Paulo Antônio Azeredo levou o Botafogo aos títulos, ao patrimônio físico, à projeção no mundo, mas Carlos Martins da Rocha, por entre santinhos, sinais, mascote, capelinha e toda uma série de superstições, institucionalizou uma narrativa cultural que se tornou patrimônio cultural dos torcedores botafoguenses e na qual se reconhecem a si mesmos como a torcida mais supersticiosa do planeta, por obra e graça de Carlito Rocha.

Fontes: [1] Blogue Mundo Botafogo (publicações sobre Paulo Azeredo, Carlito Rocha, sortilégios e superstições). [2] Boletins Oficiais do Botafogo de Futebol e Regatas. [3] Castro, Alceu Mendes de Oliveira (1951).O Futebol no Botafogo (1904-1950). Rio de Janeiro: Gráfica Milone. [4] www.otempo.com.br.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Botafogo, sensacional conquista da 2ª regata estadual

Troféu de Campeão da 2ª Regata. Crédito: FRERJ – Youtube | Captura de tela, 26.04.2026.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O remo do Botafogo alcançou uma vitória sensacional na 2ª Regata Estadual – Dr. Hugo Ibeas (grande benemérito dedicado ao remo botafoguense), organizada pela Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro, que decorreu no Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, no dia 26 de abril de 2026, conquistando metade das provas disputadas com robusta vantagem sobre o rival CR Flamengo.

Após a saída de diversos atletas de nível mundial, como Lucas Verthein e Beatriz Tavares, entre outros remadores nacionais de topo, por reestruturação do remo botafoguense, devido a dificuldades financeiras, eis que após um ano difícil o Botafogo conseguiu ser bem-sucedido nessa tarefa a partir de muito trabalho realizado com as bases, sempre sob a batuta do extraordinário técnico Paulo Vinícius, o 'Paulinho', com apoio total do vice-presidente de remo João Gualberto.

O ano de 2026 começou do melhor modo: Campeão Brasileiro Masculino de Barcos Curtos, Campeão Brasileiro de Barcos Mistos Sêniores e Campeão da 2ª Regata Estadual.

Crítico das diversas ações do Clube no que respeita a menorizar a capacidade competitiva do remo, estatutariamente ao lado do futebol, o Mundo Botafogo rende-se ao trabalho profundo que está sendo efetuado por dirigentes, comissão técnica e atletas, não obstante o baixo orçamento do remo, esperando vivamente que se prossiga a rota dos últimos meses, que se iniciou com a conquista do Campeonato Brasileiro Interclubes Jovens Talentos de Remo, em novembro de 2025.

Double Skiff Aspirante Feminino. Crédito: FRERJ – Youtube | Captura de tela, 26.04.2026.

Eis os pódios das seis provas conquistadas pelo Botafogo na 2ª Regata:

DOUBLE SKIFF – PESO LEVE – ABERTO – 2000M

1º Botafogo FR – B (Pedro Henrique Alves de Souza Ferreira e Marcelo Barbosa de Almeida)

2º CR Flamengo – A (Piedro Xavier Tuchtenhagan e Evaldo Mathias Becker Morais)

3º CR Flamengo – B (Gabriel Melo de Oliveira e Iago Rodrigues Costa)

SINGLE KIFF – SUB-23 – MASCULINO 2000M

1º Botafogo FR – A (Bernardo Barreto de Oliveira)

2º Botafogo FR – C (João Guilherme Vianna dos Santos Soares)

3º CR Flamengo – A (Arthur Veiga Aguiar)

Four Skiff Aspirante Feminino. Crédito: FRERJ – Youtube | Captura de tela, 26.04.2026.

DOUBLE SKIFF – ASPIRANTE – MASCULINO – 2000M

1 º Botafogo FR – B (Alexandre Hahn Nóbrega Drumond e Alan Rocha Rodrigues)

2º CR Vasco da Gama – (Kevin Luca dos Santos e Iuri Henrique)

3º CR Flamengo (Isaac Norberto Pires e João Vitor Freire)

DOUBLE SKIFF – ASPIRANTE – FEMININO – 2000M

1º Botafogo FR – A (Maria Eduarda Batista e Aline Richter Paggio de Carvalho)

2º Botafogo FR – B (Camila dos Santos Gomes e Beatriz Justo Lessa)

3º CR Flamengo – A (Nicolle Batista Oliveira e Lavinnia de Oliveira Cabral)

FOUR SKIFF – ASPIRANTE – FEMININO – 2000M

1º Botafogo FR – A (Georgina Carnaux Grummser, Fernanda Siqueira de Carvalho, Luana de Azevedo Gonçalves e Marisa Alejandra Peguri)

2º CR Flamengo – A (Deborah Amorin, Júlia Silva Duarte, Ana Cristian Chequeti e Kissya Cataldo da Costa)

3º CR Piraquê – A (Erika Santinoni, Fernanda de Morais Machado, Ilka Ribeiro Garante e Lívia Maria Barbosa Sancho)

Double Skiff Aberto Masculino que valeu a conquista antecipada da Regata. Crédito: FRERJ – Youtube | Captura de tela, 26.04.2026.

DOUBLE SKIFF – ABERTO – MASCULINO – 2000M

1º Botafogo FR (Bernardo Barreto de Oliveira e Martins Nicolas Aguirre)

2º CR Flamengo – A (Alexandre Roberto Leandro Agapito e Breno Robert de Ornellas Félix)

3º CR Flamengo – B (Fábio José Moreira Baiano e Matheus Freitas de Souza)

CLASSIFICAÇÃO GERAL DA REGATA

1º Botafogo FR, 6 vitórias

2º CR Flamengo, 4 vitórias

3º CR Vasco da Gama, 1 vitória

3º CR Rio de Janeiro, 1 vitória

Após as duas regatas a classificação do campeonato estadual é a seguinte: 1º CR Flamengo, 212 pts; 2º Botafogo FR, 195 pts; 3º  CR Vasco da Gama, 81 pts.

Fonte: Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro | Youtube.

Botafogo, Clube Formador 2025

 

Prêmio Clube Formador 2025 atribuído pelo Comitê Brasileiro de Clubes. Fonte: Instagram botafogosocialolimpico.

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