terça-feira, 31 de março de 2026

Remadores botafoguenses brilham no Campeonato Sul-Americano de Remo

Crédito: @ducker_gremio

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A remadores botafoguenses brilharam no Campeonato Sul-Americano Júnior e Sub-23 de Remo, que decorreu na Raia da lha do Pavão, em Porto Alegre, nos dias 28 e 29 de março de 2026, conquistando medalhas de Ouro e Prata em representação do Brasil.

Participaram da competição sete países sul-americanos: Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Bernardo Barreto de Oliveira conquistou duas Medalhas de Ouro e uma Medalha de Prata; Isabella Silveira Fonseca Gomes conquistou uma Medalha de Prata e uma Medalha de Bronze.

Os pódios dos medalhados ficaram assim constituídos (2 Ouros, 2 Pratas e 1 Bronze):

SINGLE SKIFF SUB-23 MASCULINO – 1500M 

1º Bernardo Barreto de Oliveira (Brasil/Botafogo), em 5’16”970

2º Emilio Genaro Battilana (Argentina), em 05’19”530

3º Ferran Habash (Peru), em 5’27”490

DOUBLE SKIFF SUB-23 MASCULINO – 1500M

1º Bernardo Barreto de Oliveira (Brasil/Botafogo) e Daniel Passold Filho, em 4’56”820

2º Santiago Marsili e Valentino Averss (Argentina), em 5’03”590

3º Tomás Muñoz e Ferran Habash (Peru), em 5’04”710

FOUR SKIFF SUB-23 MASCULINO – 1500M

1º Emilio Genaro Battilana, Juan Ignacio Jijjon, Valentino Aversso e Tomás Paredes (Argentina), em 4’ 46”170

2º Bernardo Barreto de Oliveira (Brasil/Botafogo), Daniel Passold Filho, Arthur Cardoso Gonçalves e Arthur Veiga Aguiar, em 4’51”490

3º Tomás Muñoz, Benjamín Menjiba, Ferran Habash e Martín Arcos (Chile), em 4’54”170

Crédito: @botafogosocialolimpico (imagem do Pan-Americano 2025).

FOUR SKIFF SUB-19 FEMININO – 1500M

1º Maria Guadalupe Salas, Victoria Riveros, Iara Simonitti e Catalina Deandrea (Argentina), em 5’09”900

Lara Postiglioni Dornelles Pizarro, Jennifer da Silva de Almeida, Isabella Silveira Fonseca Gomes (Brasil/Botafogo) e Marina Victória Figueredo dos Santos, em 5’11”960

3º Trinidad Díaz, Emilia Rosas, Emily Serandour e Emilia Liewald (Chile), em 5’21”140

SINGLE SKIFF SUB-19 FEMININO – 1500M

1º Emilia Liewald (Chile), em 5’54”880

2º Catalina Deandrea (Argentina), em 5’59”580

3º Isabella Silveira Fonseca Gomes (Botafogo/Brasil), em 6’02”560

Fontes de resultados: https://www.youtube.com/watch?v=MN7XrIzeyzA&t=19330s; https://www.youtube.com/watch?v=vV0eEHpBIng&t=18321s

Botafogo Futsal venceu o Torneio das Mulheres

Crédito: @botafogofutsalfeminino.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo Futsal feminino venceu o Torneio das Mulheres de Futsal, organizado pela Liga Teresopolitana de Desportos, que decorreu no Ginásio Poliesportivo Pedro Rage Jahara, o ‘Pedrão’, no dia 22 de março de 2026, vencendo na final a Associação Atlética Portuguesa por 2x1.

Participaram as equipes da AA Portuguesa, Botafogo Futsal, Determinadas FC, Granlem, MED Terê, Mulheres em Quadra, Pião FC e SMEL.

O Botafogo qualificou-se pelo Grupo A superando as equipes de Granlem, Mulheres em Quadra e Pião FC e na final venceu a Associação Atlética Portuguesa por 2x1.

Fontes: Instagram @botafogosocialolimpico, @ligateresopolitanadesportos e @rsfutscout.

Rua de Cima vs Rua de Baixo

por LEGADO RELÍQUIAS FC

«Esqueça os estádios de bilhões e os gramados perfeitos. O maior clássico do mundo nunca precisou de holofotes, apenas de dois chinelos servindo de trave e uma bola de capotão.

"Rua de Cima" vs "Rua de Baixo" é onde as lendas do bairro nasceram, onde o drible valia mais que o gol e onde a única regra era: quem fizesse o último, vencia. Quem viveu essa época sabe que o verdadeiro futebol raiz não tem preço, tem história.»

segunda-feira, 30 de março de 2026

Botafogo vence Taça do Governador de Fut7

Fonte: Instagram @botafogosocialolimpico.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo sagrou-se bicampeão da Taça do Governador, competição organizada pela Liga Profissional de Clubes de Futebol de 7 Brasil, que decorreu no Centenarium Stadium, em Niterói, vencendo o Búzios por 5x0 no dia 28 de março de 2026.

Eis a campanha na Taça Rio e na Taça do Governador:

TAÇA RIO

Fase de Grupos

Botafogo 2x1 Búzios

» Data: 28.02.2026

Botafogo 2x3 Vasco da Gama

» Data: 07.03.2026

Botafogo 1x1 Madureira

» Data: 14.03.2026

TAÇA DO GOVERNADOR

Semifinal

Botafogo 2x1 Macaé

» Data: 21.03.2026

Final

Botafogo 5x0 Búzios

» Gols: Coutinho, aos 13’1ºT, 1’30”2ºT e 23’2ºT, Roger, aos 22’1ºT, e gol contra do Búzios, aos 11’2ºT

» Data: 28.03.2026

Fontes: www.futebol7brasil.com.br; Youtube TNT SPORTS TV.

Botafogo 1x4 Athletico – quando os sinos dobram

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Por onde começar num jogo de equívocos colossais que parecem anunciar o ‘dobrar dos sinos’ para uma sequência de 12 jogos em dois meses?

Estamos perante uma equipe que não tem goleiro nem atacantes há largo tempo e, de repente, sem treinador. Todavia, John Textor não providenciou a contratação de um goleiro (Neto, Léo Linck e Raul são manifestamente muito fracos); não providenciou uma dupla de atacantes capazes que pudessem substituir as inacreditáveis insuficiências de Matheus Martins e da múmia Arthur Cabral, que custaram mais de 20 M€ (e não é Júnior Santos fora de forma que resolverá o problema); não providenciou um treinador em substituição daquele que despediu (e Rodrigo Bellão ainda não está em condições de assumir uma equipe principal).

Acresce que a defesa foi desarticulada por Martín Anselmi e tanto a zaga quanto os laterais já não sabem o que fazer e estão desfasados do tempo de marcação e de recomposição quando o Botafogo ataca. Quanto ao meio-campo, com tantos improvisos de Anselmi, descaracterizou-se.

Rodrigo Bellão é defensor da posse de bola e tentou desenhar um modelo de jogo, sem sucesso. É minha opinião, conforme já escrevi, que Bellão pode vir a ser um bom treinador, mas que ainda não amadureceu tecnicamente para assumir um plantel principal e permaneço com dúvidas sobre a sua capacidade de liderança de homens já feitos – que exigem uma liderança diferente dos atletas das equipes de base.

O homem-mor que deveria articular o que desarticulou devido a ser uma espécie de cata-vento nas contraditórias ideias que toma, continua passeando pelo mundo ao mesmo tempo que centraliza as decisões e, simultaneamente, sem montar um departamento de futebol com profissionais à altura das exigências do Clube que há pouco mais de um ano foi campeão sul-americano e brasileiro – travando assim o tempo útil para as decisões.

Quanto ao jogo, o inenarrável Matheus Martins perdeu um gol logo aos 2’ de jogo, não conseguindo sequer que o remate fosse enquadrado com a baliza. O Athletico falhou, mas o Botafogo não aproveitou. Na resposta do Athletico, Montoro perdeu a bola, Barboza falhou, Raul deixou a bola passar sob o corpo e o Athletico aproveitou para inaugurar o marcador num contra-ataque veloz. E aos 6’ não ocorreu o 2x0 por mero acaso.

Enquanto o Athletico imprimia velocidade nas suas ações com bolas em profundidade, o Botafogo rendilhava uma imitação de tiki-taka, mas sem nenhuma eficácia, nem sequer perigo para a baliza adversária, já que Matheus Martins e Arthur Cabral simplesmente omitiam-se no ataque – e fora o remate de MM aos 2’, nada mais produziram.

O Botafogo rendilhava e o Athletico simplesmente esperava pelos nossos erros. Dada a lentidão do nosso meio-campo, foram sendo tentados lançamentos em profundidade, mas sempre sem precisão e sem atacantes que dominassem a bola.

E assim foi decorrendo a partida: o Botafogo com posse de bola inócua; o Athletico marcando bem e recuado à espreita do contra-ataque letal.

Ao 42’ a sorte favoreceu-nos: Alex Telles cobrou mal um escanteio rasteiro, mas a bola escapuliu dos pés de um zagueiro, o goleiro conseguiu espalmar no susto, mas Edenilson, já quase no chão, conseguiu empatar a partida.

Bafejados pela sorte, os nossos atletas, como se fossem rapazes de uma pelada, entusiasmaram-se com o empate, atacaram novamente sem cuidar de proteger a defesa e aos 45+3’, com a nossa defesa incapaz de se recompor rapidamente, o Athletico executou um lançamento longo e preciso para a ala direita onde Alex Telles não estava, o centro saiu rasteiro, Bastos fez mal a cobertura na área e o atacante apenas empurrou para o fundo da baliza para o Athletico retomar a liderança do placar.

E para repetir a entrada da 1ª parte, o Athletico ampliou logo no início da 2ª: em jogada ensaiada numa cobrança de falta, a zaga botafoguense – feita peneira de principiante – foi ludibriada pela maior maturidade do adversário e a nossa derrota foi praticamente sacramentada.

As múmias da frente continuaram a sua improdutividade, o meio-campo rendilhava sem capacidade de produção efetiva e atrás a marcação era um deserto de eficiência. O Athletico permaneceu, então, tranquilo a gerir a partida e ainda conseguiu, aos 81’, estabelecer a goleada através da cobrança de falta: a bola foi pelo alto em diagonal e Raul lançou-se atrasado e mal colocado, tomando novo gol da sua inteira responsabilidade.

E assim foi um jogo simples do Athletico ganhar com poupança de energias e goleada com olé. Mais uma vergonha…

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x4 Athletico

» Gols: Edenílson, aos 42’ (Botafogo); Viveros, ao 3’ e 45+3’, Aguirre, aos 49’, e Esquivel, aos 81’ (Athletico)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 29.03.2026

» Local: Arena da Baixada, em Coritiba (PR)

» Público: 21.967 pagantes; 22.625 espectadores

» Renda: R$ 864.995,00

» Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG); Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) e Celso Luiz da Silva (MG); VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

» Disciplina: cartão amarelo – Cristian Medina, Alexander Barboza e Júnior Santos (Botafogo) e Luiz Gustavo e Arthur Dias (Athletico)

» Botafogo: Raul; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles; Edenílson (Jordan Barrera), Cristian Medina e Álvaro Montoro; Santi Rodríguez (Júnior Santos), Arthur Cabral (Nathan Fernandes) e Matheus Martins (Lucas Villalba). Técnico: Rodrigo Bellão.

» Athletico: Santos, Benavidez, Aguirre, Arthur Dias (Terán) e Esquivel; Luiz Gustavo, Jadson e Dudu (Portilla); Mendoza (Léo Derik), Viveros (Renan Peixoto) e Julimar (Zapelli). Técnico: Odair Hellmann.

domingo, 29 de março de 2026

Retrospecto Botafogo x Athletico

Créditos: Elson Souto.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (1936-2025): 64 jogos; 22 vitórias, 12 empates e 30 derrotas; saldo de gols desfavorável em 80-87.

1º JOGO

Botafogo 1x1 Atlético (PR)

» Gols: Carvalho Leite (Botafogo); Canalli (contra) (Atlético)

» Competição:

» Data: 20.09.1936

» Local: Estádio Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

» Árbitro: Ataíde Santos

» Botafogo: Aymoré Moreira, Octacílio e Brum; Affonso, Zezé Moreira e Canalli; Patesko, Martim, Carvalho Leite, Russinho e Pirica. Técnico: Togo Renan Soares (Kanela).

» Atlético (PR): Caju, Zanetti e Osório; Korman, Bibe e Bortolotti; Naná, Raul Rosa, Bento, Ceccato e Ceccatinho.

Pesquisa: José Ricardo Caldas e Almeida.

ÚLTIMO JOGO

Botafogo 1x0 Athletico

» Gols: Igor Jesus, aos 13’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 05.10.2024

» Local: Ligga Arena, em Curitiba (PR)

» Público: 23.646 espectadores

» Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP); Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP); VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)

» Disciplina: cartão amarelo – Gregore, Danilo Barbosa, Tiquinho Soares e Matheus Martins (Botafogo) e Madson e Kaique Rocha (Athletico)

» Botafogo: John; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles; Gregore (Allan), Marlon Freitas (Tchê Tchê) e Thiago Almada (Danilo Barbosa); Luiz Henrique (Matheus Martins), Igor Jesus (Tiquinho Soares) e Savarino. Técnico: Artur Jorge.

» Athletico: Mycael; Madson, Kaique Rocha, Gamarra (João Cruz) e Esquivel; Gabriel (Praxedes), Erick e Zapelli (Nikão); Cuello (Julimar), Mastriani (Di Yorio) e Canobbio. Técnico: Lucho González.

MAIOR GOLEADA DE TODOS OS CONFRONTOS

Botafogo 5x0 Atlético

» Gols: Lima, aos 23’ e 90’, Reinaldo, aos 38’ e 42’, e Zé Roberto, aos 44’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 03.09.2006

» Local: Estádio Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

» Botafogo: Lopes; Rafael Marques, Juninho e Asprilla (Felipe Saad); Ruy, Diguinho (Ataliba), Claiton, Zé Roberto e Junior César; Lima e Reinaldo (Wando). Técnico: Dirceu Stival (interino).

» Atlético (PR): Cléber; André Rocha (Erandir), Danilo, João Leonardo e Ivan; Marcelo Silva, Alan Bahia (Fabrício), Cristian e Ferreira; Dênis Marques e Marcos Aurélio (Willian). Técnico: Oswaldo Alvarez.

JOGOS – ÚLTIMOS 20 ANOS

(36 Jogos: 12V, 7E e 17D; saldo de gols desfavorável 41-44)

29.04.2006 – Botafogo 0x4 Atlético (PR)

03.09.2006 – Botafogo 5x0 Atlético (PR)

06.07.2007 – Botafogo 2x0 Atlético (PR)

03.10.2007Botafogo 0x2 Atlético (PR)

03.08.2008 – Botafogo 3x0 Atlético (PR)

22.11.2008 – Botafogo 2x2 Atlético (PR)

08.08.2009 – Botafogo 0x1 Atlético (PR)

02.09.2009 – Botafogo 0x0 Atlético (PR)

16.09.2009 – Botafogo 3x2 Atlético (PR)

29.11.2009 – Botafogo 0x2 Atlético (PR)

02.06.2010 – Botafogo 2x3 Atlético (PR)

26.09.2010 – Botafogo 1x1 Atlético (PR)

23.07.2011 – Botafogo 1x2 Atlético (PR)

16.10.2011 – Botafogo 2x0 Atlético (PR)

26.08.2013 – Botafogo 0x2 Atlético (PR)

16.11.2013 – Botafogo 4x0 Atlético (PR)

10.08.2014 – Botafogo 0x2 Atlético (PR)

08.11.2014 – Botafogo 0x2 Atlético (PR)

25.05.2016Botafogo 2x1 Atlético (PR)

29.08.2016Botafogo 0x1 Atlético (PR)

20.07.2017Botafogo 0x0 Atlético (PR)

11.11.2017 – Botafogo 0x1 Atlético (PR)

13.06.2018 – Botafogo 2x0 Atlético (PR)

27.10.2018 – Botafogo 1x2 Atlético (PR)

11.08.2019 – Botafogo 2x1 Athletico (PR)

17.11.2019 – Botafogo 0x1 Athletico (PR)

09.09.2020 – Botafogo 1x1 Athletico (PR)

06.01.2021 – Botafogo 0x2 Athletico (PR)

23.07.2022 – Botafogo 2x0 Athletico (PR)

13.11.2022 – Botafogo 0x3 Athletico (PR)

17.05.2023 – Botafogo 2x3 Athletico (PR)

31.05.2023 – Botafogo 1x0 Athletico (PR) [pen. 2x4]

03.06.2023 – Botafogo 0x1 Athletico (PR)

21.10.2023 – Botafogo 1x1 Athletico (PR)

19.06.2024 – Botafogo 1x1 Athletico (PR)

05.10.2024 – Botafogo 1x0 Athletico (PR)

Botafogo 1x3 Corinthians – 5ª rodada do Brasileirão feminino

Crédito: Arthur Barreto | Botafogo.

O Botafogo perdeu para o Corinthians no Campeonato Brasileiro A1 e ocupa o 15º lugar com 4 pontos resultantes de 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x3 Corinthians

» Gols: Rebeca, aos 86’ (Botafogo); Vic Albuquerque, aos 19’, Gabi Zanotti, aos 34’, e Jaque Ribeiro, aos 46’ (Corinthians)

» Competição: Campeonato Brasileiro A1

» Data: 27.03.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Árbitra: Elizabete Esmeralda Cordeiro dos Santos Gomes; Assistentes: Thayse Marques Fonseca e Karolaynne da Conceição Martins Garcia; Quarta árbitra: Sabrina da Silva Gomes Elino

» Disciplina: cartão amarelo – Thaiane (Botafogo) e Érika e Letícia Teles (Corinthians)

» Botafogo: Michelle; Sinara (Fran Bonfanti), Thaiane, Yasmin Cosmann e Natane; Kika (Rebeca), Tauane Zóio (Thaynara) e Bebê; Tailane, Carol (Shashá) e Tipa (Júllia). Técnico: Léo Goulart.

» Corinthians: Nicole; Gi Fernandes, Érika (Letícia Teles), Thaís Ferreira e Tamires (Juliete); Duda Sampaio, Vic Albuquerque (Belén Aquino), Letícia Monteiro (Ana Vitória) e Andressa Alves; Gabi Zanotti e Jaque Ribeiro (Rhaizza). Técnica: Emily Lima.

sábado, 28 de março de 2026

Arrebatadora e tumultuada década de 1990 (III): da goleada do Fluminense ao título da bagunça

Túlio Maravilha, o craque do campo / Reprodução.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A conquista da Copa Conmebol em 1993 poderia trazer algum alento ao Botafogo, mas a realidade é que o Botafogo atravessava um verdadeiro deserto e a sua vida financeira era mais próxima do estertor da morte.

Em 1994 a dívida salarial aos jogadores era elevada e tinha sido sinalizada pelo então presidente Carlos Augusto Montenegro para ser quitada em parte. No entanto, em pleno quadrangular final do campeonato carioca e com a equipe eliminada com duas derrotas e um empate (apenas um ponto ganho), os jogadores souberam já dentro do ônibus, rumo ao Maracanã para enfrentar o Fluminense – com uma derrota e dois empates (apenas dois pontos ganhos) –, que a prometida quitação não se iria realizar.

O que se viu depois em campo foi o reflexo do descomprometimento do clube: o Fluminense goleou o Botafogo por 7x1!

A lassidão dos atletas em campo foi tão escandalosa que em escassos 24 minutos de jogo o Botafogo já era derrotado por 4x0!

O técnico Dé, confrontado com a hipótese de ter havido participação financeira do Fluminense nega em absoluto essa versão:

Depois dessa goleada afastamos jogadores, alguns com certo nome. É só comparar a escalação contra o Fluminense e a do jogo depois para ver uma reformulação de cinco ou seis nomes. Surgiu uma conversa de que a goleada teria tido participação financeira do Fluminense, mas isso é mentira. Os jogadores não levaram dinheiro. O que aconteceu foi que eles não receberam salário e se vingaram. Puxaram o freio de mão, reclamaram publicamente de substituições. Na minha época de jogador isso não aconteceria, porque não havia mercenários.”

De certo modo o presidente do Botafogo perdera o controlo da situação e, segundo se disse à época, teria ensaiado uma escapatória invadindo o vestiário para agredir o lateral-esquerdo Eduardo. A coisa pegou em parte, porque ainda hoje se diz que os jogadores se venderam.

Porém, da catástrofe financeira e da vergonha dos 7x1 em 1994 até ao título de campeão brasileiro de 1995 mediou apenas um ano e meio. Fruto de uma gestão espetacular e uma organização florescente?

Nem por isso, nem por isso…

Paulo Autuori, o craque do banco. Fonte: Botafogo TV.

Os salários continuaram atrasados, mas, paradoxalmente, o Botafogo fazia uma boa campanha no campeonato brasileiro de 1995, dispondo de jogadores como Túlio Maravilha, Wilson Gottardo, Sérgio Manoel e Donizete.

Contudo, os salários em atraso incomodavam sobremaneira os jogadores e Túlio tinha alguns privilégios. Os jogadores entendiam que Túlio devia cobrar a diretoria, especialmente Wilson Gottardo e Sérgio Manoel.

É claro que Túlio não quereria confrontar a diretoria, e entretanto chegara aos ouvidos do presidente uns certos zumbidos sobre o assunto. Vai daí conta-se que Carlos Augusto Montenegro terá ido ao vestiário da equipe e gritado: “Aqui não é Flamengo, não é bagunça, não. Vocês querem que eu mande o Túlio embora. Eu mando, mas Gottardo e Sérgio Manoel, vocês vão ter que fazer gol."

Os ânimos acalmaram, mas em boa verdade estávamos bem mais próximos da bagunça do Flamengo do que da situação de qualquer outro clube organizado – e foi o próprio presidente do Botafogo a admiti-lo, em junho de 2020, numa live com Sérgio Manoel, Gonçalves, Túlio e Wagner, relembrando o título 25 anos antes, a propósito de uma pergunta sobre como foi o planejamento desse ano:

– “Nenhum. Absolutamente nenhum. Foi uma bagunça. Eu não conhecia o Paulo Autuori, o Gottardo que falou que ele era gente boa. Me ajudaram, trouxeram o Donizete lá do México, o Antônio conseguiu o Jamir e ainda veio o Iranildo. Eu tinha ligado pro Calçada e ofereci uma troca, aproveitei que o Eurico tava na Europa, e aí veio o Leandro Ávila. O time montou. Profissionais com muito caráter e dedicação. Demos sorte porque não tínhamos um elenco muito grande, mas graças a Deus ninguém se machucou.”

Em suma, o afamado ‘presidente do título’ não tinha nenhum plano em 1995 e tudo foi acontecendo por acaso e pela sorte – comprovando-se que “há coisas [boas e más] que só acontecem ao Botafogo”.

Foi um título construído na base da resiliência e da superação protagonizadas pela comissão técnica e pelos líderes do vestiário, que juntos conseguiram galvanizar a equipe para realizar um sonho muito, muito improvável: sermos campeões brasileiros em 1995!

JOGOS DA DECISÃO (https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/campeo-brasileiro-em-futebol-1995.html):

BOTAFOGO FR 2x1 e 1x1 SANTOS FC

Wilson Gottardo e Túlio marcaram os gols do jogo de ida e Túlio marcou o gol do jogo de volta. A equipe do 2º jogo alinhou com Wagner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Moisés); Leandro, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete e Túlio. Técnico: Paulo Autuori.

Fontes principais:

https://maisqueumjogo.com.br

https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/campeo-brasileiro-em-futebol-1995.html

https://www.terra.com.br/esportes/lance/presidente-do-botafogo-em-95-montenegro-explica-planejamento-do-titulo-nenhum-foi-uma-bagunca,69c4f7c435a98f87e8f8647f1b7215c2i7m6ldth.html?utm_source=clipboard

https://www.youtube.com/watch?v=6vy4rYoF-Uw

sexta-feira, 27 de março de 2026

Arrebatadora e tumultuada década de 1990 (II): do catrastófico Brasileirão à improvável Copa Conmebol

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Em 1992 o Botafogo chegou à final do Brasileirão com um timaço favorito para conquistar o título após uma campanha sensacional. Porém, num jogo absolutamente estranho, a equipe tomou três gols do Flamengo em nove minutos e perdeu o jogo.

Renato Gaúcho fizera uma aposta com Gaúcho, jogador do Flamengo, que quem perdesse teria que servir churrasco ao outro. Renato Gaúcho cumpriu a aposta dando churrasquinho na boca do atacante Gaúcho, que envergava roupa rubro-negra. Uma foto do dito churrasco foi vazada para a mídia.

O grande jornalista Roberto Porto, botafoguense de quatro costados, após abrir O Globo e ver a chocante foto narrou assim o assunto:

Almocei às garfadas, peguei o carro e rumei para o Mourisco. O ambiente era o pior possível. Centenas de torcedores, os nervos à flor da pele, queriam linchar Renato Gaúcho ou, no mínimo, incendiar seu carro. […] Esperei o momento certo, furei o bloqueio e me vi cara a cara com Emil. […] Para minha surpresa – pois não imaginava a confiança e a amizade que ele depositava em mim – Emil Pinheiro mandou sair todo mundo de sua sala e, rigorosamente a sós, me perguntou:

– Porto, você acha que o Ernesto Paulo pode escalar o Renato domingo, quando temos no mínimo que vencer por 3 a 0? […]

Sem chance, Emil. A torcida aí fora está querendo fazer churrasco do Renato. Aquela foto foi uma agressão ao Botafogo.

Emil ainda tentou argumentar, […] mas não mudei de ideia:

Renato não pode mais vestir ‘A Gloriosa’ alvinegra. Nunca, em tempo algum, um jogador fez o que ele fez…

A muito custo, Emil cedeu a meus argumentos. E na hora, mandou por telefone um recado a Ernesto Paulo:

– Renato está banido do Botafogo!!!

O Botafogo empatou o 2º jogo em 2x2 e o Flamengo sagrou-se campeão. Mais tarde, quando Túlio Maravilha – prosseguiu Roberto Porto – “caiu no canto da sereia de jogar no Corinthians, um dirigente famoso do clube me perguntou:

O que você acha de trazermos o Renato Gaúcho de volta?

Respondi friamente:

– Se ele voltar, quem some do Botafogo sou eu, que tenho vergonha na cara…

Fonte das citações: https://www.futebolbarretos.com.br/principal.php?xidalt=2394&xvar=ver_noticia

Conquista da Conmebol | Reprodução.

No ano seguinte à catástrofe de 1992, um grande título deu um novo alento ao Botafogo, que entretanto continuava sem a sua sede colonial, vendida à Companhia Vale do Rio Doce.

O Clube não chegara a uma final oficial de natureza internacional desde os seus tempos áureos até à década de 1990, muito porque as suas diretorias pós-1963 fizeram a equipe rumar em sucessivas excursões pelo mundo (atuamos em mais de cem cidades até hoje), em busca de dólares que desapareciam com a mesma velocidade com que surgiam.

Porém, surpreendentemente, com uma equipe considerada apenas mediana, chegou finalmente a uma final no dia 30 de setembro de 1993, disputando o troféu da Copa Sul-americana Conmebol com o poderoso Peñarol (então 5 vezes campeão da Libertadores e 4 vezes vice-campeão).

A equipe alvinegra, apesar de bons resultados, vencia mais na garra do que na técnica e mostrava-se altamente competitiva, constituindo para o Peñarol uma ‘prenda de grego’, bem organizada por Carlos Alberto Torres e comandada pelo improvável artilheiro Sinval.

Embora o ‘estrelado’ Pablo Bengoechea tenha inaugurado o marcador aos 34’, o certo é que a garra alvinegra virou o jogo com dois gols aos 52’ e 72’, vitória que parecia certa à chegada dos 90’ de jogo. No entanto, foi nesse fatídico minuto que um ‘balde de água fria’ mergulhou os nossos jogadores numa inesperada incredulidade e reduziu o Maracanã ao silêncio – o Peñarol empatou aos 90’.

A decisão por pênaltis costumava ser desfavorável aos brasileiros, e tudo parecia perdido quando Sinval, o artilheiro da competição, perdeu a 1ª penalidade. Porém, William Bacana defendeu também a 1ª do Peñarol, o Botafogo marcou em três penalidades sucessivas e o Peñarol entregou-nos o troféu rematando à trave na quarta oportunidade – Botafogo campeão, 1º clube carioca a levantar um título internacional no Maracanã!

BOTAFOGO 2x2 PEÑAROL [pênaltis: 3x1]

» Gols: Eliel, aos 52’, e Sinval, aos 72’ (Botafogo); Bengoechea, aos 34’, e Otero, aos 90’ (Peñarol); Decisão por pênaltis: Suélio, Perivaldo e André Santos (Botafogo) e Da Silva (Peñarol)

» Estádio do Maracanã; 30.09.1993; 45.000 espectadores

» Botafogo: William Bacana, Perivaldo, André Santos, Cláudio Henrique e Clei (Eliomar); Nélson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Costa. Técnico: Carlos Alberto Torres.

Fontes principais:

https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/campeo-de-futebol-da-copa-conmebol-1993.html

https://www.facebook.com/watch/?v=1714968188752680

https://www.futebolbarretos.com.br/principal.php?xidalt=2394&xvar=ver_noticia

quinta-feira, 26 de março de 2026

Arrebatadora e tumultuada década de 1990 (I): da redenção à quase-tragédia

Crédito: Montagem do Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O ano de 1989 foi o da redenção do Botafogo após 21 anos de jejum sem títulos de campeão estadual, interestadual ou nacional. O Botafogo sagrou-se finalmente campeão carioca, com a particularidade de vencer a final por 1x0 contra o eterno rival Flamengo, gol de Maurício a cruzamento de Mazzolinha, fazendo a emoção perpassar por toda a cidade do Rio de Janeiro e até mesmo do Brasil, através dos seus milhões de torcedores que choraram copiosamente de alegria e se abraçaram como se todos fossem irmãos verdadeiros.

Leia aqui o título de 1989: http://mundobotafogo.blogspot.com/2011/04/botafogo-campeao-estadual-invicto-de.html

E se 1989 terminou em delirante exaltação da Torcida Gloriosa, a década seguinte começou da melhor maneira para o futebol botafoguense: em 1990, com gol de Carlos Alberto Dias, o Botafogo venceu o Vasco da Gama na decisão e sagrou-se bicampeão carioca, reeditando os bis de 1961-62 e 1967-68.

A cena simultaneamente folclórica e bastante ridícula foi o Vasco da Gama querer interpretar o regulamento à sua maneira e considerar que havia sido campeão, efetuando uma volta olímpica pelo estádio. Todos – de um lado e de outro – sabiam que o campeão era o Botafogo, menos Eurico Miranda, respaldado pela cavernosa Federação de Futebol do Rio de Janeiro, que inventou uma interpretação diferente de todos os demais e queria uma prorrogação.

Obviamente o Botafogo foi campeão, mas só recebeu a taça dois meses mais tarde. Entretanto, enquanto o Vasco fazia a volta olímpica com uma caravela improvisada de um torcedor, o Botafogo comemorou o título com a Taça Rádio Nova Friburgo ofertada ao vencedor do encontro.

Leia aqui sobre esse evento: http://mundobotafogo.blogspot.com/2020/06/1990-botafogo-campeao-vs-hilaria-volta.html

Em 1991, já na parte final do campeonato Brasileiro, jogava-se o clássico Fluminense x Botafogo. O Fluminense tinha o mando de campo, mas o Maracanã estava impossibilitado e São Januário não fora liberado.

Então, o Fluminense teve a tosca ideia de solicitar à CBF e à Federação de Futebol do Rio de Janeiro a hipótese de jogar nas Laranjeiras, estádio que não tinha as mínimas condições de segurança para um clássico em que jogavam dois clubes que eram rivais desde os primórdios do campeonato carioca, em 1906.

Thiago Gomide, jornalista de O Dia, resumiu:

O improvável aconteceu: aceitaram a sandice, mesmo sabendo de todos os riscos inerentes.

Crédito: Globoplay.globo.com

A estrutura de segurança do estádio e a logística de apoio à venda de ingressos inexistiram. Filas de quilómetros em torno do estádio no empurra-empurra, enquanto os cambistas faziam a festa e em meia hora foram vendidos todos os ingressos.

No dia do jogo as dificuldades de entrada no estádio eram gigantescas, a torcida do Fluminense provocou os botafoguenses desde o início do jogo, fazendo o que, erroneamente, supunha ser a sua parte para ajudar o Fluminense a chegar às semifinais do Brasileirão em caso de vitória.

O intervalo chegou com 0x0 no placar e as provocações entre as torcidas resultaram na torcida botafoguense derrubar o frágil alambrado e todo o mundo – alvinegros e tricolores – invadir o campo numa homérica cena de pancadaria em que os mais atingidos foram os botafoguenses – dentro e fora do estádio, já que o ônibus alvinegro foi atacado e os vidros partidos.

Homens, mulheres e crianças corriam fugindo do descalabro; outros corriam para bater, chutar e espancar os adversários. A polícia e os seus pastores alemães tentavam acalmar as hostes, em vão. A pancadaria continuou, o jogo não foi reatado após o intervalo e ficou para decisão no tribunal.

Para coroar o ‘feito’ da CBF, o juiz nomeado foi o dantesco José Roberto Wright, o tal que expulsou cinco atleticanos (MG) durante um jogo da Copa Libertadores, em 1981, favorecendo escandalosamente o Flamengo por interrupção do jogo, que assim classificou o rubro-negro – talvez o maior ‘assalto’ do apito na história do futebol brasileiro. E, claro que, após a pancadaria nas Laranjeiras, escreveu na súmula que a culpa foi toda da torcida botafoguense.

O Fluminense acabou ganhando o jogo na ‘secretaria’ pelo placar estipulado em 1x0. Todavia, as manobras tricolores com vista a ganharem a partida alcançaram apenas um fim inglório: o Fluminense foi derrotado pelo Bragantino nas semifinais e ficou em 4º lugar na classificação final.

Em um vídeo publicado no portal Globoesporte, em 2013, reproduzindo os acontecimentos, o narrador questionou o essencial do tumulto campal:

De quem é a culpa? Dos torcedores do Botafogo que derrubaram o alambrado? Dos tricolores que provocaram a torcida adversária? Todos têm sua parcela. Mas a maior, sem dúvida, cabe à insensibilidade dos dirigentes que comandam o futebol brasileiro. Foram eles que por não saberem organizar o calendário marcaram o clássico da tradição de Fluminense e Botafogo para um estádio que sabidamente não oferece a menor condição de segurança. São eles que estão levando o futebol brasileiro, orgulho de toda uma nação, para o buraco negro da violência e da selvageria. Agora o que menos importa é quem vai ganhar o jogo. Um jogo em que ninguém ganhou; todos perderam.

Fontes principais:

https://globoplay.globo.com/v/3014749/

http://mundobotafogo.blogspot.com/2020/06/1990-botafogo-campeao-vs-hilaria-volta.html

http://mundobotafogo.blogspot.com/2011/04/botafogo-campeao-estadual-invicto-de.html

https://odia.ig.com.br/colunas/coisas-do-rio/2019/10/5807378-o-fluminense-ja-venceu-o-botafogo-no-tribunal-e-foi-pra-semifinal-do-brasileirao-de-1991.html

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