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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Seedorf e eu


Todo o lugar é minha casa. Fico bem onde estiver morando. (…) A experiência multicultural de viver em vários lugares do mundo fez muito bem para a minha cabeça, que ficou mais aberta e diversificada.” – porque é que Seedorf sente o que eu sinto (que já vivi em três dos quatro continentes do mundo e em mais de duas dezenas de residências, além dos hotéis)?

As olimpíadas são sempre mostradas como um encontro que eleva as pessoas, e o mundo inteiro olha para a televisão com esse espírito.” – porque é que Seedorf diz o que eu sempre tenho dito sobre o desporto?

No futebol os valores mais justos que influenciam o comportamento das pessoas de dentro para fora dos estádios não são suficientemente enfatizados. Talvez porque seja um esporte tão popular. Mas deveria ser o oposto”. – porque é que Seedorf pensa o que eu penso sobre a ética do futebol?

Seedorf ganhou a minha admiração, ultrapassando todos os outros futebolistas de quem me senti mais próximo no que respeita a postura ética pessoal e profissional.

A notícia de que Seedorf sente saudades do Milan e do futebol italiano não espanta ninguém. Nem no Botafogo nem no futebol brasileiro há gente que se assuma tão frontalmente com tantos valores preciosos e inquebrantáveis.

O insuspeitável Ronaldo decretou ontem, em entrevista a Globoesporte, que “o futebol brasileiro, obviamente, não vive seu melhor momento. Vive, talvez, o seu pior momento na história.”

Talvez por isso tenha começado a ‘partida anunciada’ para algum cargo importante no Milan, provavelmente após a Copa do Mundo de 2014.

Causa BrahmaFogo: espaço de imprensa do Glorioso


Uma das ‘causas genuínas’ realizadas no âmbito da parceria do nosso clube com a BrahmaFogo foi o espaço das Salas de Imprensa.


A sala de imprensa do Botafogo é coisa de primeiro mundo. Ela abriga, confortavelmente, 36 jornalistas sentados, possui climatização e palco para colocação de cameras e outros apetrechos para melhor atender às necessidades da imprensa e dos jogadores.


Além disso, esta sala de imprensa é apenas uma parte do espaço Luiz Mendes. Este foi o nome dado pelo BFR para a zona mista de imprensa, na qual a imprensa circula entre as salas de imprensa, por onde os jogadores saem dos vestiários. Trata-se de uma justa homenagem a um dos maiores radialistas do Brasil e botafoguense de coração. Na foto, é registrado o momento no qual o presidente Maurício Assumpção entrega o espaço à família do saudoso Luiz Mendes.


No que respeita à Sala de Imprensa de visitantes, trata-se também de um espaço muito confortável para os clubes que nos visitam, porque o Botafogo trata os seus adversários com respeito e dignidade, dando o exemplo que o desporto merece como atividade de união de homens e mulheres com mentes sãs em corpos sãos.

O pormenor é que a parceria vigente entre o Botafogo e a BrahmaFogo apenas se comprometia a reformar a sala de imprensa do estádio, sem estipular o valor a ser investido nessa melhoria. No entanto, quando a obra ficou pronta superou todos os níveis de expectativa, porque a reforma abrangeu duas salas e a criação do espaço Luiz Mendes.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mundo Botafogo atribui ingressos para o clássico


O Mundo Botafogo, no âmbito da parceria com a BrahmaFogo, atribui dois ingressos de arquibancada para o clássico de sábado às duas primeiras pessoas que responderem corretamente à seguinte pergunta:

“Quantos gols marcou Túlio ‘Maravilha’ no campeonato brasileiro de 1995?”

As respostas certas apenas serão consideradas válidas se simultaneamente os leitores enviarem o seu nome completo para o seguinte correio eletrônico: mundobotafogo@gmail.com.

Os vencedores serão anunciados no blogue. Através de correio eletrônico indicarei como devem proceder para pegar os ingressos na sexta-feira à tarde em General Severiano.

Solicita-se que os leitores respondam apenas no caso de efetivamente quererem estar presentes no clássico.

Jogos Memoráveis do Botafogo


‘Jogos Memoráveis do Botafogo’, de Auriel de Almeida, livro que descreve 30 partidas inesquecíveis dos times de futebol botafoguenses, será lançado no próximo dia 4 dezembro em noite de autógrafos na Livraria da Travessa.

Confesso sentir-me muito honrado pelo amável convite de Auriel de Almeida para que eu escrevesse o prefácio da sua notável obra.

Eis o texto oficial de divulgação do livro [Editora iVentura]:

No dia 4 de Dezembro participe de uma deliciosa jornada pelos jogos que marcaram época na história do Botafogo de Futebol e Regatas. Editado pela iVentura, o livro “Jogos Memoráveis do Botafogo”, de Auriel de Almeida, será lançado na Livraria da Travessa, da Av. Rio Branco, a partir das 17h00.

No livro, que tem orelha do jornalista Maurício Fonseca, prefácio de Rui Moura, depoimentos na quarta capa de Sonja Martinelli, torcedora símbolo do Botafogo na conquista do título de 1989, da cantora e compositora Isabella Taviani, do jornalista Roby Porto, e da atriz, piloto e jornalista, Suzane Carvalho, são descritas 30 partidas inesquecíveis do clube.

Escolher os jogos memoráveis de um grande clube ao longo de mais de 100 anos não é uma tarefa fácil, mas necessária quando se pretende manter vivo para o torcedor atuações de gala dos jogadores, vitórias inesquecíveis, períodos sublimes e curiosidades que marcaram todos que estiveram presentes nos momentos narrados ou tomaram conhecimento, através da TV, do rádio, da internet, do jornal impresso ou de uma revista esportiva.

Baseado em um denso e cuidadoso trabalho de pesquisa, a obra nos brinda com passagens emocionantes que enchem de orgulho o torcedor. A viagem do leitor, tem início em setembro de 1907, passa pelas vitórias dos anos de 1930, avança pelos anos de ouro do fantástico time que tinha Garrincha, Nilton Santos e inúmeros outros craques, mostra partidas importantes da trajetória alvinegra nos anos de 1960, detalha a conquista histórica de 1989 e termina com o título carioca de 2010.

Prepare-se para participar de uma deliciosa jornada pelos jogos que marcaram época na história do “Glorioso”.

Título: Jogos Memoráveis do Botafogo
Autor: Auriel de Almeida
Editora: iVentura
Nº de páginas: 202
Formato: 16x23 cm.
Lançamento 4 de Dezembro de 2012, a partir das 17h
Local: Livraria da Travessa
Endereço: Av. Rio Branco, 44 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Botafogo, campeão do Fraldinha no Tijucão 2012



O Botafogo sagrou-se campeão do XXXIX Campeonato de Futebol Dente-de-Leite 2012, na categoria ‘fraldinha’, que decorreu no Tijuca Tênis Clube entre os meses de março e novembro.

O Botafogo bateu o Fluminense na prorrogação da final por 3x1, após empate de 1x1 no tempo regulamentar. O artilheiro Dedé marcou os dois gols na prorrogação e Paulo Victor o gol do tempo normal de jogo.

Eis a campanha do Glorioso:

1º TURNO (Botafogo campeão invicto)

17.03.2012
Botafogo 1x0 Flamengo
» Gol: Dedé

31.03.2012
Botafogo 8x0 Boavista
» Gols: Dedé (4), Matheus (3) e Andrey

14.04.2012
Botafogo 1x0 Olaria
» Gol: Raoni

13.05.2012
Botafogo 6x2 Bangu
» Gols: Andrey (3), Paulo Victor, Dedé e Francisco

19.05.2012
Botafogo 4x2 Fluminense
» Gols: Dedé, Paulo Victor, Thiago e Andrey

03.06.2012
Botafogo 7x3 América
» Gols: Dedé (4) e Paulo Victor (3)

24.06.2012
Botafogo 6x1 Nova Iguaçu
» Gols: Dedé (3), Andrey (2), Paulo Victor

05.08.2012
Botafogo 15x0 Vasco da Gama
» Gols: Dedé (5), Andrey (5), Paulo Victor (2), Thiaguinho (2) e Matheus

10.08.2012
Botafogo 5x2 Volta Redonda
» Gols: Dedé (2), Andrey (2) e Paulo Victor


2º TURNO

26.08.2012
Botafogo 2x6 Flamengo
» Gols: Dedé (2)

02.09.2012
Botafogo 4x0 Vasco da Gama
» Gols: Dedé (2), Paulo Victor e Andrey

30.09.2012
Botafogo 7x2 Olaria
» Gols: Dedé (2), Paulo Victor (2), Andrey, Matheus e um gol contra

03.10.2012
Botafogo 4x2 Volta Redonda
» Gols: Dedé (2), Andrey e Thiaguinho

21.10.2012
Botafogo 2x3 Bangu
» Gols: Francisco e Andrey

SEMIFINAIS

28.10.2012
Botafogo 3x1 Bangu
» Gols: Dedé (2) e Paulo Victor

10.12.2012
Botafogo 5x0 Bangu
» Gols: Paulo Victor (2), Thiaguinho, Dedé e Andrey

FINAL

25.11.2012
Botafogo 3x1 Fluminense [1x1 no tempo normal]
» Gols: Dedé (2) e Paulo Victor

O Botafogo obteve 15 vitórias e 2 derrotas em 17 jogos. O saldo de gols foi de 83-25. André Luiz Brum (Dedé) foi o grande artilheiro da competição com 34 gols.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Leonardo Santos – duplo campeão brasileiro



O Botafogo disputou o Campeonato Brasileiro de Júnior – Troféu Júlio de Lamare, que decorreu na sua piscina de 50 metros entre 21 e 25 de novembro de 2012.

Duas medalhas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze deram o sexto lugar ao Botafogo na classificação geral.

Leonardo Santos foi o grande destaque botafoguense ao conquistar as duas medalhas de ouro para o clube. Eis os resultados de Leonardo Santos:

200 METROS MEDLEY MASCULINO – JÚNIOR 1
1º Leonardo Santos, com 02’:10”.30

400 METROS MEDLEY MASCULINO – JÚNIOR 1
1º Leonardo Santos, com 04’:41”.70

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo), Imagem: Portal do Botafogo de Futebol e Regatas / Divulgação

O mundo dá voltas



por Mauro Axlace
editor do blogue Aqipossa
escrito para Mundo Botafogo

Pai, pai, pai...” Lá ia eu à procura de meu pai, lá pela década de 70, quando eu nem fazia idéia do que era jogar futebol. Muito menos para que servia jogar futebol fora da garagem do prédio onde eu morava. Morava naquela época e moro hoje novamente. O mundo dá voltas, e 30 anos depois, cá estou eu novamente no mesmo prédio.

- Pai, pai... Vou jogar bola e todo mundo já escolheu um nome de jogador. Me fala um também.
- Garrincha.
- Não pode.
- Nilton Santos?
- Esse não.
- Jairzinho!
- Não, pai...
- Rivelino!
- Opa! Esse ninguém falou.

Bem, eu ia ser o Riva. E quem era Riva? Eu sabia lá quem era o Riva. Só confiava no meu pai, botafoguense, e ia chutar a bola pra qualquer lado. Eu não fazia idéia do que era “passa a bola”, “tô livre” ou onde era o gol.

Essas são as lembranças que tenho no início de minha infância, quando eu nem tinha time. Quando para mim importava mais brincar, ver desenho, lanchar... O tempo passa, as coisas mudam, os amores chegam. A gente cresce. Encontrei meu amor, o primeiro, o que botou fogo, o Botafogo. Sabe dessas coisas que acontecem antes mesmo de você prestar atenção? Eu já havia torcido para o Botafogo antes mesmo de saber que um dia torceria para qualquer time.

Foi em 1984, Novembro, dia 18. Maracanã. Eu e meu falecido tio, irmão de meu falecido avô. Ambos tricolores, me levavam ao Maracanã assistir futebol. Qualquer jogo valia para eles. Principalmente para meu avô, jornalista. Eu entrava pelo setor da imprensa, no mesmo elevador que José Carlos Araújo, Luís Mendes, Paulo Stein, Márcio Guedes, João Saldanha... Mas isso já era na década de 80, percebam.

Naquele dia 18 de Novembro, vi o Botafogo abrir o placar contra o time do Flu. Veio o intervalo e meu tio, que se chamava Luís, me disse: “Vamos tomar uma Fanta. O Flu vai virar no segundo tempo.”

Bebi a Fanta e o Flu virou mesmo. E com tricolores me levando para o Maracanã e meu pai dando a dica do Rivelino, virei Flu também? Não. Só achei que naquele momento o jogo ainda não tinha acabado. Achei correto torcer para o Botafogo, ao menos naquele jogo, pois uma virada da virada ensinaria alguma coisa aos tricolores. E o jogo só acabaria mesmo depois que o tal do Baltazar fizesse o 4º gol do Botafogo numa arrancada bem detrás e chutasse por entre as pernas do Paulo Victor. Assim eu vi o Botafogo virar a virada e vencer por 4x2.

Depois, já com o amor do Botafogo no peito, vi também no Maracanã, em 1989, o Vasco ser atropelado sem sofrer gol. Um 0x0 que não entendi como. Um completo domínio do alvinegro que não virou gol. Gols na verdade. Até Paulinho Criciuma dando dois chapeuzinhos no Geovane eu vi, não vi foi a bola entrar.

Foram poucas as vezes que vi num estádio o time da Estrela Solitária jogar. Mas em nenhuma delas eu havia visto ele perder. Ontem eu vi. Na companhia de outro Luís, não meu tio, mas o “Docarmo”, que escreve o Botafogo do Biriba.

Foi a primeira vez que eu fui ao Engenhão. Comprei uma camisa só para estrear. Choveu. Cheguei cedo demais. O Botafogo perdeu.

Esperei o ‘Biriba’ chegar. Passou um torcedor com a roupa e a máscara do filme O Predador com uma bandeira do Botafogo. O ‘Biriba’ chegou. A gente entrou. Tudo novo, o Camarote era novidade. O Botafogo perdeu.

No Camarote, tudo do bom e do melhor. Tanto que nem quis olhar tudo de uma vez. Sentamos lá fora para ver o jogo. Abri a porta de vidro e o primeiro som que ouço, é o auto-falante dizendo os jogadores titulares. Naquele exato momento, o nome era do Elkeson. O Botafogo perdeu.

Começa o jogo, papo vai, papo vem, “e o Rui do Mundo Botafogo?”, “e o blog do Biriba?”, “E o blog do AQIPOSSA?”, essas coisas. Um lance aqui, outro lá, analisa isso, não entende aquilo. Falta para o Galo. Gol de falta do Galo. O Botafogo perdeu.

- Quer saber? Vamos lá para dentro comer algo? - perguntou-me o Luís. - É melhor. - respondi eu. Nessa hora, ao entrar de novo no melhor do Camarote da BrahmaFogo, é que pude ver o que estávamos perdendo. Queijos, salaminhos, quitutes, salgadinhos, camarão, presunto... Sanduíches. Sorvete! Cerveja... Ah, era sem álcool, claro.

Sentados numa das mesas, umas batatinhas fritas, mais conversa e gol de empate do Botafogo. Parece que ficar do lado de dentro do camarote trouxe a sorte. Mais umas batatinhas, mais um disso e mais um daquilo, mais um gol do Botafogo. Mas o Botafogo perdeu, Pô! Como? Porquê?

Não cabe mim encontrar o porquê. Não se sabe nem porque Osvaldo Oliveira existe, disse o Luís, o ‘Biriba’, e completando, alivia o camarada que assiste os jogos na beira do campo e só: “Ele pode até existir, mas lá nas ilhas Fidji e não sair de lá”.

Botafoguense é supersticioso. Não há como negar. Perdeu porque era a minha primeira vez no Engenhão, porque eu cheguei cedo demais, porque essa camisa nova deu azar. A sorte faltou porque choveu, porque eu vi o Predador, porque eu deveria ter ficado do lado externo e não no interno do Camarote da BrahmaFogo, ou porque a cerveja era sem álcool. Podem pôr a culpa no destino que já tinha me avisado ao ouvir o nome de Elkeson como a primeira coisa: “Vai embora meu rapaz, hoje não vai dar”. Eu não quis escutar, deu no que deu... O Botafogo perdeu.

Bem, a recomendação no Camarote da BrahmaFogo é não falar palavrões e o Rui também não deixaria eu falar alguns aqui, mas p...que p... É f... C... E outras letras mais. O Botafogo é assim. Quando você quer, ele não. Se você acha que não, ele faz. E quem perde o espetáculo é você. Mas dessa vez não. Estava na cara que eu não perderia nada. Não voltamos lá para fora. Ficamos aproveitando o Camarote da Brahma, que era mais negócio. E olha que no segundo tempo, mesmo ainda ganhando, não ficamos apenas eu e o ‘Biriba’. Outros ‘videntes’ já estavam trocando o certo pelo duvidoso.

A cerveja era sem álcool, mas estava boa. O que não estava bom é o que eu via no telão. O som atrasado da TV, já que no estádio a torcida gritava antes, tirava um pouco a graça do lance, mas não escondia que o Atlético empatava o jogo. “Nunca vi o Botafogo perder num jogo que eu tenha vindo ao estádio, Luís”, disse ao ‘Biriba’. Mas o Botafogo perdeu.

A vida é assim. Uns ganham, outros perdem. O estádio estava vazio. Por pouco, muito pouco, não tinha mais atleticano que botafoguense. Se eu e o Luís não fôssemos ao jogo, aí sim, teria mais atleticano. Melhor assim, pois poucos viram o vexame de um time que com um a mais, consegue perder de virada da virada, e essa não vai ensinar coisa alguma a esses que lá perderam, e felizmente o jogo acabou antes que um ‘tal’ qualquer fizesse o 4º gol do jogo por entre as pernas do Jefferson. Lucas foi expulso, e infelizmente volta só ano que vem. Quer dizer, infelizmente volta ano que vem. A coisa estava tão ruim, que o Elkeson fazia uma jogada errada e um torcedor no camarote reclamou do Lodeiro.

O ‘Biriba’ me perguntou quais desses jogadores atuais eu achava que deveriam ficar. Nem vale a pena responder. Era melhor que ficassem o queijinho, o presuntinho, o camarão... Também as batatas fritas, os sanduíches, os amendoins e as castanhas. Para reserva, o sorvete, o pão com presunto e meia fatia de abacaxi dentro e com uma cereja em cima. Até a cerveja sem álcool pode ficar. Só não pode ficar o cara das ilhas Fidji.

Querem saber? O Botafogo perdeu porque não existe mais aquele Botafogo onde crianças escolhem os nomes de jogadores alvinegros para jogarem bola. Porque estamos na década de 10 do novo milênio e não mais na de 60 e 70, e até mesmo a de 80, que mesmo no jejum ainda havia jogadores que honrassem a camisa preta e branca. O Botafogo perdeu porque, assim como quando eu era criança, os atuais jogadores parecem mais chutar a bola para qualquer lado. Não fazem idéia do que é “passa a bola”, “tô livre” e até mesmo onde é o gol. O Botafogo perdeu porque não há mais quem dê dois chapeuzinhos em ninguém, porque atualmente o Botafogo não é o Botafogo de antigamente.

O Botafogo perdeu porque quem comanda o clube dá azar até ao mais supersticioso torcedor. Não importa se o camarada sentou num lugar diferente, se não era a camisa de sempre, se chegou cedo ou se chegou atrasado. O cara da fantasia de Predador vai trocar por uma do Alien, ou do Jason, ou até por uma do Mickey, mas não vai adiantar. O Botafogo perdeu. O Botafogo perdeu uma ótima oportunidade de nos poupar. O Botafogo perdeu mais alguns torcedores que preferirão esquecer o futebol.

Pai, pai, pai...” Lá vem meu filho à minha procura, no alto de seus 8, 9 anos, quando já começa a fazer idéia do que é jogar futebol. Já sabe para que serve jogar bola fora da garagem do prédio onde eu jogava. O mundo dá voltas. Sabe que campeonatos existem, rebaixamento, time daqui e de lá.

- Pai, pai... Qual o nome daquele jogador que você disse que tinha que ir embora do Botafogo?
- Lucas.
- Não era esse não...
- Antônio Carlos?
- Esse não.
- Rafael Marques!
- Não, pai...
- Elkeson!
- Opa! Esse mesmo.

Mas o mundo dá voltas. 

Imagem: À falta de uma imagem do Camarote BrahmaFogo recorri a uma imagem de 2011 publicada no blogue do meu amigo PC Guimarães. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Manequinho aplaude (31)


“Naquele tempo, lateral que passasse do meio do campo era considerado maluco.” – Nílton Santos, ex-lateral-esquerdo do Botafogo e da Seleção Brasileira, sobre as décadas de 1940 e 1950.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sincronismo perfeito: 2x3 de manhã, 2x3 à tarde


Um dia perfeito no estádio do Botafogo!

De manhã, na final do Torneio OPG, o Botafogo entra invicto em campo (11 vitórias e 2 empates), joga novamente muito melhor do que o adversário durante a 1ª parte e abre o placar.

Na 2ª parte do jogo, o time invicto e a dominar a partida, convence-se que a melhor forma de garantir o título é recuar. Recuou, recuou, recuou, tomou um, dois, três gols, com o excelso apoio de mais uma arbitragem que distribuía cartões amarelos aos botafoguenses, invertia faltas e validava gols irregulares.

À tarde, o Botafogo começa a perder a partida, mas faz a virada ainda no 1º tempo, ganhando por 2x1. Na 2ª parte, a eterna ‘fatalidade’: o adversário fica com menos um jogador em campo, o Botafogo convence-se que já ganhou, desliga-se do jogo, o adversário vira o resultado e ganha no Engenhão. A arbitragem não influenciou o resultado final porque… se a da manhã tomou decisões sempre tendenciosas a favor do Flamengo, a da tarde errou por pura incompetência.

Em consequência, um dia perfeito no Engenhão: nas bases pratica-se o recuo quando se está ganhando, mostrando-se medo e nervosismo, mesmo se o time está invicto até ao último jogo do campeonato; nos profissionais, a mesma fenomenologia difunde-se e fluidifica-se num time que quando está ganhando se desliga do jogo ou recua.

Sincronismo perfeito: derrota por 2x3 de manhã; derrota por 2x3 à tarde.

Sincronismo perfeito: o time da manhã recua quando está à frente do placar; o time da tarde desliga-se quando fica com um jogador a mais em campo e está a ganhar o jogo.

Sincronismo perfeito: de manhã uma arbitragem com erros grosseiros sempre a favor do Flamengo; à tarde uma arbitragem que valida dois gols em impedimento, um para cada lado, mostrando a sua fraca preparação técnica.

Sincronismo imperfeito: a ambição do Botafogo fica-se pela boca de dirigentes, técnicos e jogadores; a ambição dos outros estende-se ao resto do corpo lutando até ao fim com ou sem ajuda de arbitragens.

Os leitores já perceberam há muito o meu crescente sentimento que vai acabar por me desinteressar do futebol do meu clube: estou completamente desiludido com a incapacidade de discernimento do Botafogo e com a incompetência e parcialidade das arbitragens.

Que chegue rapidamente 2045! Creio que cinquenta anos bastarão para o Botafogo preparar uma equipa campeã. 

[PS: (1) Nestes dois jogos somente se verificou uma incongruência: o Flamengo ganhou injustamente (como quase sempre) devido aos erros de arbitragem a seu favor e o Atlético Mineiro ganhou merecidamente pela sua luta até ao fim e eficácia de contra-ataque; (2) Mas nem tudo é tão mau assim, porque Maurício Assumpção parece que já tem tudo acertado para um grandioso 2013: segundo o presidente, o time de base já está montado e… certamente com Oswaldo de Oliveira no comando!]

FICHA TÉCNICA
Botafogo 2x3 Atlético Mineiro
» Gols: Antônio Carlos 27' e Elkeson 29' (Botafogo); Bernard 14′, Richarlyson 81' e Réver 87' (Atlético Mineiro)
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 25.11.2012
» Local: Estádio Olímpico João Havelange, o ‘Engenhão’ (RJ)
» Público: 3.039 pagantes
» Renda: R$ 51.935,00
» Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO); Auxiliares: Márcio Luiz Augusto (SP) e João Patrício de Araújo (GO)
» Disciplina: cartão amarelo – Antônio Carlos, Andrezinho, Doria, Lucas e Gabriel (Botafogo); Júnior César, Escudero e Guilherme (Atlético-MG); cartão vermelho – Júnior César (Atlético-MG) e Lucas (Botafogo)
» Botafogo: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Dória e Márcio Azevedo (Jadson, 74); Gabriel, Fellype Gabriel, Andrezinho (Vítor Júnior, 89'), Seedorf e Lodeiro; Elkeson. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
» Atlético-MG: Victor, Carlos César (Serginho, 73'), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete, Escudero (Richarlyson, 66'), Guilherme (Juninho, 57') e Bernard; Jô. Técnico: Alexis Stival, o ‘Cuca’.

Manequinho aplaude (30)


“Recebi várias propostas do Corinthians e do Palmeiras ao longo dos anos. Queriam me contratar, mas eu não ia para uma cidade que não tem praia. Além do mais, eu me divertia e ainda me pagavam bem para isso. Lá eu iria receber mais, mas a minha ambição era e é ser feliz.” – Nílton Santos, sobre nunca ter deixado o Botafogo.

Quando Manga se quis demitir


Após um Botafogo x Bangu, em 1964, Manga quis rescindir o seu contrato por não se conformar com o resultado do jogo que perdemos por 4x3 com dois gols irregulares do Bangu.

Ontem como hoje os responsáveis por arbitragens sempre se importaram pouco com a “sequência vexatória de desacertos” que geralmente insistem em favorecer sempre os mesmos clubes e em prejudicar sempre outros mesmos clubes.

O tão ‘famoso futebol brasileiro’ foi dado a conhecer ao mundo por três linhas de ataque maioritariamente botafoguenses em 1958, 1962 e 1970. Todos os brasileiros que gostam de futebol deviam respeitar profundamente os dois clubes que forneceram a esmagadora maioria dos titulares tricampeões do mundo: o Botafogo e o Santos.

No entanto, em pleno 1964, o ‘bandeirinha’ Sílvio Cabeti, à semelhança de outros ‘bandeirinhas’ como Hilton Moutinho e Ana Paula Oliveira, mais de 40 anos depois, teve uma “sequência vexatória de desacertos” – todos contra o Botafogo, evidentemente.

Eis um excerto da contestação do nosso clube:

Senhor presidente: O Botafogo de Futebol e Regatas formaliza neste documento seu veemente protesto contra a arbitragem que funcionou no último domingo no jôgo de que participou sua equipe principal de futebol e cujo resultado significou a quase impossibilidade de alcançar o título máximo do campeonato de 64. Todos quantos compareceram a esta partida, assistiram estarrecidos a uma das mais desastrosas arbitragem dos últimos tempos. A atuação do “bandeirinha” Sílvio Cabeti, caracterizada por uma sequência vexatória de desacertos, produzindo inversões de faltas e impedimentos não marcados, obteve o beneplácito do árbitro Amílcar Ferreira, tornando-se, ambos, merecedores das sérias censuras que lhes foram feitas, notadamente pela crítica especializada em arbitragem. As irregularidades que precederam ao primeiro e sétimo gol da partida foram de tal ordem que impede possa ser apreciada com indulgência esta arbitragem. O presente protesto, ainda que inútil quanto à modificação final do resultado da partida, visa uma providência que há muito se faz necessária e é diàriamente proclamada, qual seja o aprimoramento do Departamento de Árbitro.

Parece que ainda hoje os responsáveis das arbitragens não conhecem a expressão ‘providência’ aplicável ao rigor das comissões que dirigem. Mas garanto-vos, caros leitores, que a expressão existe no vocabulário português há muitos séculos.

Uma gentileza do meu querido amigo Mauro Axlace (http://aqipossa.blogspot.com.br); Fonte: Correio da Manhã, 13.10.1964

sábado, 24 de novembro de 2012

CBF: Oswaldo de Oliveira a técnico da Seleção Brasileira, por favor!


Com três anos de atraso…


Fui contra a 1ª reintegração de Jobson devido à sua irresponsabilidade. Fi-lo publicamente e não me lembro de nenhuma voz que se assumisse contra essa reintegração. Achavam que estava ali o futuro do futebol botafoguense. Em um irresponsável?!

Agora, Maurício Assumpção e parte da torcida que cobriram Jobson uma, duas e três vezes, e concomitantemente todas as suas irresponsabilidades, merecem as palavras cruéis e destituídas de sentido do ‘atleta’. Penso que Maurício Assumpção e essa parte da torcida merecem realmente isso, apesar de haver uma enormíssima ingratidão da parte do dito ‘atleta’ relativamente ao presidente, porque foi o presidente, com os seus erros crassos, que o reintegrou uma, duas, três vezes, e lhe deu as oportunidades que eu não daria.

Creio que o Flamengo poderia ser o lugar ideal para uma pessoa como ele, mas até o Flamengo já lhe endereçou a negativa, a qual ainda torna mais ridículas as suas declarações sobre jogar no ‘Mengão’ fazendo dupla com V. Love.

Eu gostaria muito que isto servisse de boa lição ao presidente e a essa parte da torcida. Infelizmente, não creio muito nisso. Quem não percebeu que Jobson sairia do Botafogo pelo basculante do banheiro ou que Loco Abreu – um ídolo que estimo e não esquecerei – já não pode ser o futuro do Botafogo, dificilmente aprende lições.

Urge acrescentar qualidade aos torcedores, aos dirigentes, às comissões técnicas e aos atletas se o Botafogo quiser sonhar e concretizar.

Urge mudar o paradigma de gestão e de perfil do Botafogo. Clarence Seeedorf é simbolicamente a nossa oportunidade de mudança.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Jairzinho by MAM


Jornalistas do Botafogo no Jornal do Brasil



O notável clube que se segue, comunicado pelo nosso conhecidíssimo Roberto Porto a Cesar Oliveira, meu amigo editor de Livros de Futebol (http://www.livrosdefutebol.com), foi revelado por ele esta semana.

O clube corresponde a jornalistas botafoguenses do Jornal do Brasil, na Avenida do Brasil, em meados da década de 1970, e inclui uma equipa ofensiva em 4x3x3. Eis os ‘Gloriosos Jornalistas’:

Equipa: Otávio Name; Oldemário Touguinhó, João Saldanha, Sandro Moreyra e Márcio Guedes; Mara Bentes, Roberto Porto e Eloir Maciel; Antônio Maria, Luiz Fernando Lima e Paulo César Vasconcelos
Reserva: Sérgio Elena Dantas
Técnico: Salim Simão
Diretor de futebol: José Antônio do Nascimento Brito
Presidente: Manoel Francisco do Nascimento Brito
Sub-23: Roby Porto e João Pedro Paes Leme
Diagramador: Mesquita

Diz-se que os sentimentos de inveja de certa ‘Press’ que anda por aí residem originalmente na impossibilidade de alguma vez, em alguma parte do mundo, tornar a existir um tal clube e uma tal equipa de jornalistas. Que goleada!