“Depois de ouvirmos que
tinha havido mais uma agressão a um árbitro (tornou-se normal...) ouvimos
várias vezes o nome do jogador, o que ele fez, os 2 minutos de jogo, etc., etc.
Do árbitro (José Rodrigues, se não estou em erro), pouco se referiu sobre a sua
atitude séria, responsável. É possível tratar das questões do jogo, do
desporto, a partir da perspectiva que constrói em vez da forma propícia ao
decair do nível. Aproveitar cada jogo, cada situação, para valorizar a
sociedade que somos. […] Em vez da
subserviência, o sentido crítico, em vez da submissão, o respeito. É que se a
subserviência e a submissão se impõem, a autoridade pode confundir-se com o
autoritário e despoletar o desrespeito e, na verdade, o ridículo. Medo e respeito
não são a mesma coisa, tal como o carácter, a coragem e a frontalidade –
cultivadas justamente no desporto, não são manifestações equivalentes. Sendo
assim, o desprezo pela autoridade destaca o facto que não há autoridade. No
desporto, tanto quanto na sociedade. A ignorância instala-se, a maldade domina,
as fronteiras entre o mal e o bem desaparecem. E o drama, que deveria ser parte
do jogo, o drama de não saber quem ganha e de saber que ‘esse’ jogo não se
repete, desloca-se para os arredores do Estádio e mata.” – Manuela Hasse, professora de desporto,
in http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=670274
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2 comentários:
Mágica, pareces, ao descreveres a lógica
Ao comentares as "questões do jogo" no esporte!
No passeio diário por "Mundo Botafogo",
Vi, li, e sorvi tua escrita, exata assim, ótima!
E parabéns ao Ruy pelo texto garimpado,
Limpo, saboroso, tão, que espero ter a sorte:
Assimilá-lo e o por junto ao meu, lado a lado!
Sérgio Sampaio,
www.umpoetinha.com.br
Será que o desporto retornará algum dia ao Glorioso espírito olímpico do Barão de Coubertin?
Abraços Gloriosos.
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