terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Um dia de 1945...
7
de outubro de 1945. Botafogo x Fluminense, válido para o campeonato carioca e
vencido pelo Botafogo por 1x0.
Num
campeonato que terminamos como bi-vice-campeões (acabaríamos por chegar a
tetra-vice-campeões – 1944/45/46/47 – antes da conquista de 1948), fomos mais
uma vez prejudicados por arbitragens e jogo violento.
Alceu
Mendes de Oliveira Castro (1951: 585) evidencia como o nosso extraordinário
Luiz Tovar – que nunca quis receber um centavo por jogar e abandonou o futebol
por defender o amadorismo – foi violentamente placado. Típico do Fluminense: ou
forja as tabelas do campeonato na sua sede, ou ganha no tapetão, ou parte para
a violência.
“Tovar,
nosso leal e admirável meia, vitima de brutal entrada de Bigóde, retirou-se de
campo aos cinco minutos de jôgo, com terrível torção no tornozelo, propositada
e violenta, que colocou-o fora do campeonato de 45. Nosso quadro irritou-se e
revidou à violência, sendo negrinhão e Bigóde expulsos da cancha no 2º tempo.
Franquito,
seriamente atingido, também não mais jogaria no ano: o Botafogo, em quinze
dias, ficou com a sua magnífica dianteira esfacelada, com a perda de treis
grandes elementos: René, Tovar e Franquito. A vitória foi comemorada com
‘champagne’ e o bicho subiu a mais de dois contos de réis.”
Relato
de ‘A Noite’:
“No
Botafogo, a defesa esteve em plano superior, devido á desarticulação do ataque
com a saída de Tovar. Ary foi o melhor elemento, tendo feito duas defesas
sensacionais, uma assombrosa, de chute de Geraldino. Laranjeira e Sarno, ótimos
e firmes. Franquito foi o melhor elemento do ataque e Heleno, excelente no
primeiro tempo, mas, depois da prática do jôgo violento, descontrolou-se, disse
o que quis ao bandeirinha Belgrano dos Santos e ao próprio árbitro.”
O
Botafogo alinhou com Ary, laranjeira e Sarno; Ivan, Negrinhão e Cid; Lula,
Tovar, Heleno de Freitas, Tim e Franquito. O solitário gol da vitória foi
assinalado por Franquito.
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