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terça-feira, 25 de março de 2014

Voz de Bebeto de Freitas

É fácil verificar quem rouba o Botafogo. Sou favorável que se abra o clube para uma devassa. Meu sigilo fiscal está aberto desde que todos os ex-presidentes abram os seus, a começar do momento em que o Montenegro entrou e o Botafogo se arrebentou financeiramente. Peguei o clube com todas as receitas antecipadas. Os documentos da gestão anterior (do ex-presidente Mauro Nei Palmeiro) tinham sido roubados. Durante a auditoria e a renegociação das dívidas com a Receita Federal e a Justiça do Trabalho, descobrimos que a dívida, que eles diziam ser de R$ 30 milhões, já estava em R$ 220 milhões. Só em 2005 pudemos começar a publicar os balanços dos anos anteriores. Tive que acrescentar 100 milhões no passivo em função do que encontramos e agora dizem que essa dívida fui eu que fiz. Entreguei o Botafogo com certidão negativa em 2008. Por conta do fechamento do Maracanã e da demanda pelo Engenhão, o clube nunca teve tanto dinheiro para honrar seus compromissos.” – Bebeto de Freitas, ex-presidente do Botafogo, em entrevista a O Globo online.

6 comentários:

Sergio Di Sabbato disse...

Meu amigo Rui, esse montenegro que é mesmo o eterno presidente? E isso por causa de um brasileiro? O que seria então Paulo Azeredo, Ademar bebiano e etc? Me lembro de um artigo do Bernardo santoro, que usa o pseudônimo de Kosh no Canal Botafogo, que quando o montenegro assumiu o Botafogo a dívida era relativamente pequena, mas ele e seus dois nefastos sucessores elevaram a dívida a montantes inimagináveis e, outra obra sua, o atual presidente conseguiu triplicar a dívida. Será que os interesses desses sujeitos é realmente é servir o clube ou se servir dele? E será que são realmente botafoguenses? O Bebeto pode ter muitos defeitos, mas é inegável que tirou o Botafogo do buraco, mas esses nefastos senhores conseguiram afastá-lo com essa política sórdida que impera no Botafogo a mais de 40 anos, e por que? Acho que não é difícil responder. Se não fosse essa fantástica torcida, o Botafogo já não existiria a muito tempo. Tomara que o próximo presidente possa limpar o clube como tem feito o presidente do seu Sporting de Lisboa. É difícil, muito difícil, mas quem sabe se o Botafogo não entra novamente nos trilhos e volta a ser realmente um gigante. Abs e SB! Abs e SB

Gil disse...

Rui,
Lembro do clube falido e desacreditado que Bebeto herdou!
Coincidentemente deixado por alguns que voltaram a vida política do clube pela mãos do atual presidente!

Abs e Sds, Botafoguenses!!!

Rui Moura disse...

Faço minhas as suas palavras, Sergio. Ademais, acerca do título de 1995, Montenegro - língua de trapo como sempre e fugindo-lhe a boca para a verdade - considerou que ele próprio ficara surpreendido com a conquista. Na verdade, não foi ele que conquistou o título, mas sim Gottardo no comando e Túlio e Donizete fazendo desgraças nas defesas adversárias. E o espanto de Montenegro tem uma razão: se ele conseguiu partir o time ao meio, instalando nele dois grupos para poder reinar dividindo, naturalmente que o título nos traz perplexidade. Ainda hoje me traz perplexidade: como é possível um presidente a puxar para um lado com metade da equipa e a outra metade a puxar para outro lado, conquistar um título tão dificilmente disputado como o Brasileirão? - Dito de outro modo: "Há coisas que só acontecem ao Botafogo!"

Abraços Gloriosos!

Rui Moura disse...

Em minha opinião, Gil, Bebeto de Freitas - que também critiquei sempre que entendi ser justo e necessário - foi o melhor presidente do clube desde os tempos de Paulo Azeredo e Sergio Darcy. Depois disso - exceção feita a Emil Pinheiro que foi o pioneiro da nossa reabilitação no final da década de 1980 - nenhum outro presidente fez fosse o que fosse com visão futurista.

Portanto, se Cláudio Good e Manoel Renha não retornarem, eu nada me importaria com o retorno de Bebeto de Freitas - e a neutralização definitiva de Montenegro, Palmeiro e Rolim, que Assumpção recolocou na ribalta do clube.

Abraços Gloriosos!

Sergio Di Sabbato disse...

Há um outro detalhe, repetido de tal forma que pensarão que é verdade: a volta do Botafogo a GS foi obra do montenegro. Grande mentira, pois o processo da volta foi longa e penosa, começando quase que logo após a venda, com a iniciativa de vários botafoguenses ilustres e a iniciativa que deu força a volta as origens foi através do Emil Pinheiro. Nunca vou me esquecer da noite em que o Botafogo quebrou o jejum de 21 anos, eu, meu irmão, meu sobrinho e um amigo de longa data rumamos a GS, e lá estava a torcida com velas iluminando a antiga sede e, esta iniciativa fez com que botafoguenses ilustres lutassem pela volta ao lugar de onde o Botafogo nunca deveria ter saído. mais uma pergunta que não quer calar: onde estavam esses cardeais do Botafogo naquela nefasta época em que o clube estava a beira da insolvência? Que eu saiba, não fosse pelo Emil, ao contrário do muitos apregoam, que o Botafogo resistiria sem o Emil, não me lembro de nenhum dos donos por lá, como também em 2003. Só voltaram quando o clube começou a respirar e, por infelicidade, colocaram novamente o clube no cti. Sobre o Emil, que muitos botafoguenses renegam por sua atividade, eu digo que com todos os defeitos que ele tinha, devemos a gratidão pelo clube não ter acabado. A ele e a essa maravilhosa torcida, que tem sido injustamente massacrada. Logo ela que junto com a gloriosa história de grandes craques do Botafogo faz com que o clube resista a tanta incompetência e não feche de vez. Abs e SB!

Rui Moura disse...

Inteiramente de acordo, Sergio. O processo d eregresso foi lento e epnoso, envolveu muita gente, incluindo políticos ocupando cargos importantes no Rio de Janeiro. O Montenegro é completamente alheio a isso. Quanto ao Emil, foi o único oásis entre o deserto que se estendeu de Charles Boerer a Nei Palmeiro. Com Bebeto erguemos novamente a cabeça, tivemos times competitivos e ganhamos a licitação do Engenhão, e com Assumpção baixamos as calças.

Abraços Gloriosos!