por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
Didi, de
seu nome completo Waldir Pereira, nasceu no dia 8 de outubro de 1928, em Campos
do Goytacazes, e faleceu no dia 12 de maio de 2011, no Rio de Janeiro.
Disputou
313 jogos pelo Botafogo, marcou 114 gols, foi tricampeão carioca (1957, 1961,
1962), campeão do Torneio Rio-São Paulo (1962) e bicampeão mundial pelo Brasil
(1958, 1962).
Desfilando
classe e elegância, o “Mr. Football” estreou pelo Botafogo no dia 11 de março
de 1956, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos de Goytacazes (RJ), no amistoso
estadual vencido pelo Botafogo por 2x1 defrontando o Americano F.C.
João
Carlos inaugurou o marcador aos 33’, e Didi, aos 52’, fez o gol da vitória do
Botafogo, enquanto Fubá descontou para o Americano aos 80’, sob a arbitragem de
Reinaldo Senra.
O
Botafogo alinhou com Pereyra Natero; Orlando Mais, Domício e Nilton Santos; Bob
e Pampolini; Garrincha, Didi, Alarcon, João Carlos e Rodrigues, sob o comando
de Zezé Moreira.
O
Americano alinhou com Luís Fernando; Jorge Ramos e Naime; Marreca, Cicinho e
Nilton; Fubá, Chiquinho, China, Zuza e Arturzinho.
A soberba
contratação de Didi ao Fluminense inscreveu-se nas importantes decisões que o presidente Paulo
Azeredo levou a cabo a partir de 1954 para renovar a equipe e gerar o mais longo
e brilhante período do futebol Botafoguense.
O segundo
momento que gerou a continuidade da época gloriosa foi a contratação de Gérson,
o canhotinha de ouro, em 1963, decisão que aliada ao excelente trabalho de base
dos juniores (á época designados por juvenis), o qual revelou novos craques, culminou
na conquista do Torneio Rio-São Paulo em 1962 e 1964, do Bi-Bi de 1967-68 e da
Taça Brasil em 1969, além do contributo essencial dos atletas botafoguenses para
a conquista da Copa do Mundo de 1970.
Gérson de
Oliveira Nunes, nascido no dia 11 de janeiro de 1941, em Niterói, foi o herdeiro
de Didi, tendo sido contratado numa situação meio extravagante na qual Gérson
se desentendeu com Flávio Costa e o presidente do Flamengo, recusando-se a continuar
envergando a camisa rubro-negra, ocorrência aproveitada por Quarentinha e
Renato Estelita para que o Botafogo contratasse o craque por 150 milhões de
cruzeiros.
Ler o episódio
rocambolesco da chegada de Gérson ao Botafogo em https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/05/contratao-de-grson-o-canhotinha-de-ouro.html
Didi e
Gérson foram os estrategistas cruciais dos esquadrões gloriosos de 1957-1969.

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