quarta-feira, 24 de junho de 2015
Fragmentos ‘jogos memoráveis do botafogo’: quem dança por último… (31)
O
regulamento do Campeonato estadual de 1977 foi mesmo um dos piores já surgidos
na história. […] O Botafogo já
havia conquistado de forma invicta a Taça Guanabara e a Taça Rio, mas na
contramão da tradição, naquele ano isso não era suficiente para conquistar o
título estadual. Houve ainda um terceiro turno. […]
No
primeiro jogo, disputado em um sábado, o Glorioso jogou muito abaixo do
esperado e perdeu para o Vasco por 1 a 0. […]
A
torcida […] ficou mesmo
foi revoltada com a provocação de Edmundo, que […] resolveu rebolar debochadamente na frente do ídolo Gonçalves antes de
aplicar um drible, referência ao tenebroso hit da época, a “Dança da Bundinha”.
[…] Os jogadores botafoguenses,
irritados, prometeram dar o troco na partida seguinte.
A
segunda parte da final foi marcada para uma terça-feira
[!].
O
Botafogo jogava mal como na primeira partida. O trio Edmundo, Juninho e Ramon
comia a bola e só era parado por faltas desleais de seus rivais.
[…] E quando a partida [já] estava
equilibrada, com cheiro de empate sem gols, apareceu mais uma daquelas estrelas
improváveis, a estrela de Dimba.
Considerado
o talismã da equipe por Joel Santana, o reserva Dimba fora escalado como
titular justo na final, e até então a aposta parecia um equívoco.
[…] Mas Dimba […] protagonizou um lance digno de Garrincha.
[…] Wilson Goiano […] lançou para Dimba, que recebeu coladinho á
linha lateral, bem perto da linha de fundo, e o talismã viu Fabrício e Felipe
chegarem juntos para matar o lance, fazendo um “sanduíche”. Só que com aquele
espaço mínimo de chão, como em uma jogada de futsal, Dimba girou e passou pelo
meio dos dois rivais, entrando na grande área. Outro vascaíno, Luisinho,
apareceu correndo para cortar, mas em outro lance de génio Dimba tirou a bola
com um toquinho […] e em seguida
fuzilou cruzado, quase sem ângulo: Botafogo 1 a 0. Um gol lindo. […]
Os
jogadores alvinegros, […] enfileirados
na frente do atacante [Edmundo], repetiram
a dancinha grotesca, que não pareceu tão feia assim naquela noite de festa.
[…]
Quem
dança por último dança melhor…
[Além da narração de partes do jogo, Auriel de Almeida
ainda faz alguns destaques e curiosidades sobre Gonçalves, Dimba e Joel
Santana]
Excerto autorizado pelo autor. In: ALMEIDA, A. (2012). Jogos Memoráveis do Botafogo. Rio de Janeiro: ed. iVentura, pp. 185
a 188 (à venda nas livrarias Travessa e Saraiva ou no portal www.iventura.com.br)
terça-feira, 23 de junho de 2015
Voz do ELITORDINARISMO
“Em Tóquio, presidentes de
empresas varrem a calçada das ruas onde moram. Em Manhattan, banqueiros usam o
metrô para ir ao trabalho. Em Berlim, cada vez mais, os ricos rejeitam ser
proprietários. Em Paris, o que distingue a elite é o conhecimento. No Brasil,
no entanto, aqueles que estão no topo da pirâmide precisam ser diferentes,
especiais, exclusivos, aristocráticos. Prova disso é o artigo de Danuza Leão,
publicado neste domingo, na Folha de S. Paulo. Ela afirma que ser rico perdeu a
graça, porque hoje, numa ida a Paris ou Nova York, periga-se dar de cara com o
porteiro do seu prédio. Resumindo, o que a elite brasileira mais deseja é a
desigualdade ou a volta aos tempos de casa grande e senzala.”
Botafogo de São José do Ouro campeão da Taça Amizade
O Botafogo
de São José do Ouro, sediado em São Pedro do Iraxim, sagrou-se campeão da Taça
da Amizade de futebol de campo da Liga Independente de São José do Ouro, no Rio
Grande do Sul, ao vencer o Atlético Independente de Jardim Alegre por 2x1 no
tempo regulamentar da decisão e obter o desempate nas grandes penalidades.
No jogo de
ida o Atlético havia vencido por 1x0, resultando em um placar agregado de 2x2
que determinou a decisão por grandes penalidades. O Atlético desperdiçou dois
pênaltis e o Botafogo aproveitou todos os que cobrou, acabando por vencer por 4x3
e conquistar o título da Taça da Amizade da Liga Independente.
A melhor
defesa ficou com a equipe do Botafogo e o Atlético teve como prêmio de
consolação a conquista da artilharia por intermédio do seu atleta Maicon, autor
de 12 gols.
O Mundo
Botafogo já identificou 37 clubes com a designação de Botafogo no Rio Grande do
Sul. O Estado gaúcho é recordista de clubes cuja designação e ou escudo se inspiram
no Clube da Estrela Solitária.
Pesquisa de
Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)
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