quarta-feira, 24 de junho de 2015

FLAtulências (69): comemorações cathartiformes

Fonte: Facebook. Gentileza de Gil Gomes

Fragmentos ‘jogos memoráveis do botafogo’: quem dança por último… (31)

O regulamento do Campeonato estadual de 1977 foi mesmo um dos piores já surgidos na história. […] O Botafogo já havia conquistado de forma invicta a Taça Guanabara e a Taça Rio, mas na contramão da tradição, naquele ano isso não era suficiente para conquistar o título estadual. Houve ainda um terceiro turno. […]

No primeiro jogo, disputado em um sábado, o Glorioso jogou muito abaixo do esperado e perdeu para o Vasco por 1 a 0. […]

A torcida […] ficou mesmo foi revoltada com a provocação de Edmundo, que […] resolveu rebolar debochadamente na frente do ídolo Gonçalves antes de aplicar um drible, referência ao tenebroso hit da época, a “Dança da Bundinha”. […] Os jogadores botafoguenses, irritados, prometeram dar o troco na partida seguinte.

A segunda parte da final foi marcada para uma terça-feira [!].

O Botafogo jogava mal como na primeira partida. O trio Edmundo, Juninho e Ramon comia a bola e só era parado por faltas desleais de seus rivais. […] E quando a partida [já] estava equilibrada, com cheiro de empate sem gols, apareceu mais uma daquelas estrelas improváveis, a estrela de Dimba.

Considerado o talismã da equipe por Joel Santana, o reserva Dimba fora escalado como titular justo na final, e até então a aposta parecia um equívoco. […] Mas Dimba […] protagonizou um lance digno de Garrincha. […] Wilson Goiano […] lançou para Dimba, que recebeu coladinho á linha lateral, bem perto da linha de fundo, e o talismã viu Fabrício e Felipe chegarem juntos para matar o lance, fazendo um “sanduíche”. Só que com aquele espaço mínimo de chão, como em uma jogada de futsal, Dimba girou e passou pelo meio dos dois rivais, entrando na grande área. Outro vascaíno, Luisinho, apareceu correndo para cortar, mas em outro lance de génio Dimba tirou a bola com um toquinho […] e em seguida fuzilou cruzado, quase sem ângulo: Botafogo 1 a 0. Um gol lindo. […]

Os jogadores alvinegros, […] enfileirados na frente do atacante [Edmundo], repetiram a dancinha grotesca, que não pareceu tão feia assim naquela noite de festa. […]

Quem dança por último dança melhor…

[Além da narração de partes do jogo, Auriel de Almeida ainda faz alguns destaques e curiosidades sobre Gonçalves, Dimba e Joel Santana]

Excerto autorizado pelo autor. In: ALMEIDA, A. (2012). Jogos Memoráveis do Botafogo. Rio de Janeiro: ed. iVentura, pp. 185 a 188 (à venda nas livrarias Travessa e Saraiva ou no portal www.iventura.com.br)

terça-feira, 23 de junho de 2015

Voz do ELITORDINARISMO

“Em Tóquio, presidentes de empresas varrem a calçada das ruas onde moram. Em Manhattan, banqueiros usam o metrô para ir ao trabalho. Em Berlim, cada vez mais, os ricos rejeitam ser proprietários. Em Paris, o que distingue a elite é o conhecimento. No Brasil, no entanto, aqueles que estão no topo da pirâmide precisam ser diferentes, especiais, exclusivos, aristocráticos. Prova disso é o artigo de Danuza Leão, publicado neste domingo, na Folha de S. Paulo. Ela afirma que ser rico perdeu a graça, porque hoje, numa ida a Paris ou Nova York, periga-se dar de cara com o porteiro do seu prédio. Resumindo, o que a elite brasileira mais deseja é a desigualdade ou a volta aos tempos de casa grande e senzala.”

Botafogo de São José do Ouro campeão da Taça Amizade

O Botafogo de São José do Ouro, sediado em São Pedro do Iraxim, sagrou-se campeão da Taça da Amizade de futebol de campo da Liga Independente de São José do Ouro, no Rio Grande do Sul, ao vencer o Atlético Independente de Jardim Alegre por 2x1 no tempo regulamentar da decisão e obter o desempate nas grandes penalidades.

No jogo de ida o Atlético havia vencido por 1x0, resultando em um placar agregado de 2x2 que determinou a decisão por grandes penalidades. O Atlético desperdiçou dois pênaltis e o Botafogo aproveitou todos os que cobrou, acabando por vencer por 4x3 e conquistar o título da Taça da Amizade da Liga Independente.

A melhor defesa ficou com a equipe do Botafogo e o Atlético teve como prêmio de consolação a conquista da artilharia por intermédio do seu atleta Maicon, autor de 12 gols.

O Mundo Botafogo já identificou 37 clubes com a designação de Botafogo no Rio Grande do Sul. O Estado gaúcho é recordista de clubes cuja designação e ou escudo se inspiram no Clube da Estrela Solitária.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)

Treinadores e contextos (X): a circularidade de treinadores entre conquistas de 1996-98 até à perda da Copa do Brasil de 1999

Joel Santana. Crédito: Tom Dib | Lancepress. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Paulo Autuori saiu do Botafogo no final de 1995 em...