sábado, 27 de junho de 2015

O Melhor Botafogo de Todos os Tempos

David Nunes, ‘O Gajo’, é um brilhante membro da equipe da Rádio Botafogo, apresentado sempre como “50% Português, 50% Brasileiro, 100% Botafogo”. Agora dispõe de um blogue que se iniciou com a seleção das melhores equipes de todos os tempos. Replico, naturalmente, a publicação referente ao Glorioso.

Excelência Técnica e Dribles

Foi muito divertido pesquisar e escalar o Glorioso de todos os tempos. O Botafogo tem uma história rica e jogadores importantes que contribuíram para que o Brasil se tornasse o país do futebol. Entre nossos clubes, é um dos mais clássicos.

Escalado com a base na época de ouro do futebol brasileiro, décadas de 50 e 60, os melhores de todos os tempos de General Severiano formam um time ofensivo e tecnicamente muito forte.

Com um jeito de jogar agressivo e craques em todas as posições, esse Fogão é avassalador. Tanto o trabalho em equipe, quanto as jogadas individuais são pontos fortes do escrete.

No gol, um gigante que garante o “bicho” das partidas. Na zaga, uma dupla sólida e nos lados a companhia de dois dos maiores laterais da história da bola. A linha defensiva alvi-negra tem boa saída de jogo e dá tranquilidade para o setor central trabalhar.

A alta classe do meio-campo é a alma da equipe. Qualquer um dos três jogadores pode cadenciar o ritmo de jogo e desequilibrar uma partida. Com craques diferenciados na armação das jogadas, o trabalho de marcação do oponente se torna uma árdua tarefa.

À frente, Garrincha fica à vontade para infernizar a ponta direita, enquanto Jairzinho rompe a defesa pelo lado esquerdo. O Possesso fecha pelo meio balançando as redes de quem ousa enfrentar o time da estrela solitária.

Aos rivais resta a dúvida de como neutralizar esse esquadrão. Fechar as laterais para conter os pontas ou bloquear a criação do meio deixando os marcadores homem-a-homem com o Mané e o Furacão. Complicado…

E então, dá para segurar o ímpeto do Glorioso de todos os tempos? Seria essa uma missão impossível?

Abaixo vemos a escalação do time titular e reserva. Entre parênteses as décadas em que os jogadores defenderam essa camisa.

Titulares:
1. Manga (60)
2. Carlos Alberto Torres (70)
3. Gonçalves (90)
4. Mauro Galvão (80)
6. Nilton Santos (40/50/60)
8. Didi (50/60)
5. Gérson (60)
10. Seedorf (2010)
7. Garrincha (50/60)
9. Amarildo (50/60)
11. Jairzinho (60/70)

Reservas:
Jéfferson (2000/2010);
Josimar (80), Wilson Gottardo (80/90), Leônidas (60/70), Marinho Chagas (70);
Martim Silveira (30), Zagallo (50/60), Paulo César Cajú (60/70);
Quarentinha (50/60), Túlio Maravilha (90/2000), Heleno de Freitas (40).

Vale a pena lembrar também: 
Paulo Sérgio, Basso, Rodrigues Neto, Rildo, Alemão, Renato Gaúcho, Carvalho Leite, Fischer, Loco Abreu, Dirceu, Roberto Miranda, Dodô, Valdo, Bebeto, Cláudio Adão, Donizete, Paulo Valentim, Leandro Ávila, Brito.

O Gajo

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Artefatos (80)

FLAtulências (70): afinal, urubu é pombo...

Gentileza do meu amigo Gil Gomes

Fragmentos ‘jogos memoráveis do botafogo’: a estreia do estádio Nilton Santos… (32)

Quando a cidade do Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007, Botafogo, Flamengo e Fluminense ficaram de olho no estádio de futebol que seria construído especialmente para o evento. […] Após a disputa do Pan o mesmo seria arrendado, o que era um ótima oportunidade para os clubes “sem estádio”.

Mas antes que a licitação pelo novíssimo estádio [atualmente designado por Nilton Santos] fosse aberta, quis o destino que a abertura fosse entre dois dos interessados, Botafogo e Fluminense. […]

O Engenhão foi presenteado com uma festa lindíssima das duas torcidas. […] E no Clássico Vovô de gala estavam em jogo nada menos que duas taças – o troféu Waldir Pereira, dado ao autor do primeiro gol do novo estádio, e o troféu João Havelange, prêmio ao clube que vencesse a partida histórica. […]

Alex Dias […] driblou o goleiro Júlio César quase na linha d efundo e sem ângulo nenhum conseguiu estufar as redes. […]

A reação do Botafogo ocorreu só no segundo tempo. […] O juiz Evandro Rogério Roman assinalou corretamente o pênalti. Na cobrança, Dodô, que atravessava uma excelente fase, chutou rasteirinho no canto […]: 1 a 1 no Engenhão.

[Aos 87 minutos] Alex cruzou na medida para Dodô, que cabeceou livre, no chão, matando qualquer possibilidade de defesa do goleiro rival: 2 a 1. E a vitória foi garantida após uma defesa milagrosa de Júlio César no minuto final. […]

Desde então o estádio […] é a nova morada do Glorioso. Inaugurada, poeticamente, com uma vitória inesquecível de seu futuro dono.

[Além da narração de partes do jogo, Auriel de Almeida ainda faz alguns destaques e curiosidades sobre Dodô, Túlio Guerreiro e Vovô inaugurador de estádios]

Excerto autorizado pelo autor. In: ALMEIDA, A. (2012). Jogos Memoráveis do Botafogo. Rio de Janeiro: ed. iVentura, pp. 189 a 193 (à venda nas livrarias Travessa e Saraiva ou no portal www.iventura.com.br)

Treinadores e contextos (X): a circularidade de treinadores entre conquistas de 1996-98 até à perda da Copa do Brasil de 1999

Joel Santana. Crédito: Tom Dib | Lancepress. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Paulo Autuori saiu do Botafogo no final de 1995 em...