quarta-feira, 25 de junho de 2014

Parem a Copa: o Uruguai é campeão!


Nathalie Fidelis

A Nathalie vestiu a 7 para dar sorte ao Brasil na Copa do Mundo

Obrigado pela lembrança, Miguel

Ilustríssimo Ruy Moura,

Não tive como não lembrar de você.

Estive ontem no delicioso Restaurante Filet de Ouro no Jardim Botânico. Além de todos os garçons terem que usar no crachá um escudo do Botafogo, a senha do wi-fi do estabelecimento é "soubotafogo".

Um grande abraço,
Miguel Gonzalez.

[Mensagem enviada por e-mail]

Flamenguistas como o excelente Miguel Gonzalez, que conheci em Lisboa numa sua viagem à Europa, eu quero ter muitos. O Miguel edita o ótimo blogue Esporterio dedicado a todos os esportes praticados por clubes do Estado do Rio de Janeiro.

Saiba, querido amigo, que a minha estima por si, nascida desde o momento em que trocamos as primeiras informações sobre os nossos clubes, e consolidada no nosso encontro em Lisboa, é muito grande. Abraços Desportivos.

Acima do bem e do mal

por António Magalhães
reputado jornalista esportivo português
Jornal Record, 25.06.2014

Portugal vai fazer o seu último jogo do grupo no estádio que tem o nome de um dos maiores craques do futebol brasileiro: Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, como lhe chamou Vinícius de Moraes.

Há dias, a TV Brasil recordou o Mundial de 1962 que deveria ter sido a Copa de Pelé, o prodígio que se tinha revelado com 17 anos na conquista de 1958 na Suécia. Uma lesão no primeiro jogo tirou Pelé da competição e deixou Garrincha sozinho no palco.

As imagens que o canal brasileiro passou mostram aquilo que o genial Nélson Rodrigues, jornalista e escritor, escreveu sobre o talento de Garrincha nas suas crónicas: “É inglês sentado, inglês deitado, inglês ajoelhado. Ingleses fazendo fila indiana diante daquele demónio de outro planeta. Ingleses surpresos, ridicularizados, ingleses derrotados. Derrotados por Garrincha. Aquele demónio que ninguém sabe de onde saiu, aquele espantalho de número 7. Garrincha. E no entanto ele não é mais que um passarinho. De demónio não tem nada.”

Com a devida vénia de um humilde admirador, continuo a citar mestre Nélson, para quem os outros craques como Didi, Zagalo e Nilton Santos pertenciam “à miserável condição humana. São mortais e suscetíveis de todas as contingências da carne e da alma. (…) Garrincha, não. Garrincha está acima do bem e do mal”. Só pode ser uma honra jogar num estádio com o nome do senhor Mané.

Clubes de futebol centenários no Rio de Janeiro

Crédito: Escudos de Wikipédia | Montagem MB. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Os clubes multiesportivos centenários em atividade...