quinta-feira, 16 de abril de 2026

Botafogo 3x2 Racing – retoma de protagonismo

Kadir. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Começo este texto pelo fim, isto é, pelo que realmente fica para a história: uma importantíssima vitória, tanto por valer a liderança no Grupo da Copa Sul-americana, como por vir a constituir um eventual tônico para a equipe e permitir novas lições que o técnico pode retirar sobre os seus erros e acertos e sobre como gerir os atletas dentro e fora de campo de modo a alavancar as potencialidades de cada um.

Dito isso, a vitória foi procurada, primeiro, na crença e ousadia de que era possível virar o placar, como efetivamente ocorreu no 1º tempo, e, segundo, resistir e nunca desistir, como se verificou em todo o 2º tempo.

Não posso, contudo, deixar de referir que a derrota poderia ter muito bem acontecido desde cedo. A escolha de Neto para titular alvoroçou as hostes alvinegras e o próprio confirmou esses receios aos 3’ de jogo quando o Racing inaugurou o marcador numa saída intempestiva de Neto. A comprovação desses temores viria aos 10’ quando, após falhanço incrível da defensiva do Botafogo e nova saída absolutamente estabanada de Neto, o goleiro andou ‘nadando’ na grande área, foi ultrapassado pelo atacante do Racing e se não fosse Ferraresi substituir a falta de presença do goleiro na baliza, estaríamos, aos dez minutos de jogo, perdendo por 2x0 – provavelmente com Neto perdido para o resto da partida, com a equipe fora de si mesma, com o técnico sem saber o que fazer para travar a avalancha anunciada e os torcedores alvinegros encolerizados.

E as culpas não seriam tanto de Neto nem de Franclim Carvalho, mas de John Textor que, levianamente, considerou que tínhamos goleiro depois de todos os três terem falhado incrivelmente em defesas fáceis. Habituados que estamos a diretorias maioritariamente ‘carniceiras’ nos últimos 60 anos, Textor quer que nos habituemos a um acionista maioritário que vende os ativos humanos mais preciosos assim que se destacam na equipe e não contrata ninguém à altura deles – assim foi com Lucas Perri, Adryelson, Luiz Henrique, Thiago Almada, Igor Jesus, Gregore, Jair, Cuiabano, Savarino, etc. e… o goleiro John, sem que tivesse havido substituto em tão crucial posição.

No entanto, apesar dos falhanços de Neto até aos 10’ de jogo, momentos depois disso Neto fez uma grande defesa, dando algumas esperanças de ser capaz de recuperar das suas falhas e o Botafogo conseguiu segurar-se emocionalmente, foi crescendo progressivamente e num lance de alguma sorte, em que a bola ricocheteou num defesa argentino, o esférico sobrou para Arthur Cabral, que avançou velozmente e face a face com o goleiro não perdoou, empatando a partida aos 22’.

Curiosamente, após Cabral retratar publicamente a sua insatisfação com o próprio desempenho – frase de humildade profissional e de persistente busca, que mereceu realce no Mundo Botafogo –, eis que subitamente começou marcando gols, 4 nos últimos cinco jogos.

O Botafogo continuou atacando a partir de boa articulação entre Allan e Medina, buscando o tridente de ataque, e após várias insistências, eis que Barboza enviou um chutão para a frente e o robusto e rápido Júnior Santos desmarcou-se no meio campo, dominou a bola, disparou em direção à baliza adversária por dezenas de metros e à saída do goleiro fez a virada aos 41’: Botafogo 2x1.O Jacaré recuperou o seu estilo de cavalgada que o consagrou na Libertadores de 2024, constituindo um perigo para a defensiva do Racing, a par do bom desempenho de Arthur Cabral, que acabou substituído por exaustão.

Porém, nada estava garantido, porque apesar da virada o Botafogo ainda sentia algumas dificuldades na defesa, e aos 43’ o Racing perdeu um gol quase feito na pequena área. Dois minutos depois, aos 45’, Neto fez uma defesa espetacular de reflexo a uma cabeçada fulminante na pequena área.

Em suma, seria preciso ter cuidado no 2º tempo porque os argentinos iriam certamente em busca do empate. Dito e feito: aos 52’ nova cabeçada na pequena área do Botafogo com selo de gol, mas Neto assinou, pela 3ª vez, uma defesa incrível, espalmando para escanteio.

Ao contrário da 1ª parte, o Racing tornou-se mais perigoso, o Botafogo respondeu baixando a defensiva, mas aos 63’, em jogada muito parecida com o lançamento de Barboza para o gol de Júnior Santos, Cannavo dominou um chutão vindo da sua defesa e centrou rasteiro para Adrián Martínez empatar novamente o jogo dentro da pequena área.

Porém, a espaços, o Botafogo não desistia de atacar, o jogo amoleceu e na reta final da partida a equipe argentina aparentava estar conformada com o empate que lhe asseguraria a liderança.

Mas não o Botafogo…

Kadir acabara de entrar e quis deixar a sua marca: a jovem promessa cobrou lateral para Barrera, correu pela ala esquerda, Barrera devolveu-lhe a bola, Kadir disparou velozmente até à linha de fundo acossado por um adversário e centrou com açúcar de cana, mel e outros ingredientes gulosos para o miolo da grande área onde Danilo apenas se deu ao trabalho de estabelecer o placar final aos 90+3’: Botafogo 3x2!

Esperemos que a ‘separação de águas’ se tenha iniciado, mas muito trabalho há que fazer. Em primeiro lugar, no treino de goleiros, depois na montagem de uma defesa segura, porque somos a pior defesa do campeonato brasileiro, em seguida tratar de identificar as melhores articulações entre meio-campistas e explorar novas jogadas de ataque.

A questão da estratégia e das táticas é também um elemento crucial: montar uma estratégia definidora de um modelo de jogo consistente e simultaneamente flexível, bem como esquemas táticos que possam confundir os adversários, independentemente de um sistema tático predominante.

Aliás, nessa matéria, convém deixar aqui a ideia de que um tridente de ataque nem sempre é o ideal, tal como ocorreu ontem: por exemplo, um sistema mais baseado em 4-4-2 que permita montar linhas consistentes e próximas pode ser fundamental para solidificar a defesa sem perder de vista um ataque veloz, sobretudo baseado na recorrência às alas, porque não temos atletas vocacionados para atacar pelo meio, embora Danilo deva ter mais liberdade em campo para o poder fazer.

Não vai ser fácil. Mas o sol ‘nasce’ todos os dias…

FICHA TÉCNICA

Botafogo 3x2 Racing

» Gols: Arthur Cabral, aos 22’, Júnior Santos, aos 41’, e Danilo, aos 90+3’ (Botafogo); Santiago Sosa, aos 3’, e Adrián Martínez, aos 63’ (Racing)

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 15.04.2026

» Local: Estádio Presidente Perón (‘El Cilindro’), em Avellaneda, Argentina

» Público: Portões fechados.

» Árbitro: Cristián Garay (Chile); Assistentes: Claudio Urrutia (Chile) e Alejandro Molina (Chile); VAR: Rodrigo Carvajal (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Allan, Arthur Cabral, Mateo Ponte e Franclim Carvalho, técnico (Botafogo) e Baltasar Rodríguez, Cannavo e Adrian Fernández (Racing)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Caio Roque); Allan, Edenílson (Danilo) e Cristian Medina; Júnior Santos (Lucas Villalba), Arthur Cabral (Kadir) e Matheus Martins (Jordan Barrera). Técnico: Franclim Carvalho.

» Racing: Cambeses; Cannavo, Pardo, Colombo e Ignacio Rodríguez; Santiago Sosa, Baltasar Rodríguez (Zuculini) e Gonzalo Sosa (Adrian Fernández); Martirena (Vergara), Adrián Martínez e Conechny (Solari). Técnico: Gustavo Costas.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Retrospecto Botafogo x Racing Club (1966-2025) – súmulas

Crédito: Wikipédia. Montagem Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo defrontou o Racing Club de Avellaneda em quatro ocasiões e três desses jogos valeram dois títulos: um para cada lado. No confronto o Botafogo tem 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, 2 gols a favor e 4 gols contra.

No campeonato Argentino o Racing registra atualmente 5 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, 15 gols a favor e 13 gols contra (média de 1,15 x 1,00 gols por jogo), 9º lugar entre 15 participantes do Grupo B.

No Campeonato Brasileiro o Botafogo registra atualmente 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, 18 gols a favor e 21 gols contra (média de 1,80 x 2,10 gols por jogo), 11º lugar (menos um jogo) entre 20 participantes, tendo a particularidade de possuir o melhor ataque (apenas superado pelo líder) e a pior defesa do campeonato.

OS JOGOS

Botafogo 2x0 Racing Club (Argentina)

» Gols: Parada, aos 18’, e Roberto Miranda, aos 87’

» Competição: Taça Carranza de Buenos Aires

» Data: 16.02.1966

» Local: Campo do Independiente, Avellaneda, Grande Buenos Aires (Argentina)

» Público: ~40.000 espectadores

» Árbitro: J. L. Praddande

» Botafogo: Manga, Joel, Adevaldo, Dimas e Rildo; Élton e Gérson; Jairzinho, Parada, Bianchini (Roberto Miranda) e Afonsinho. Técnico: Admildo Chirol.

» Racing: Cejas, O. Martin, Basile, Vidal e R. Díaz; Mori e J. J. Rodríguez; Rulli, Parenti J. Vicente), Cárdenas (Canadel) e Martinoli. Técnico: J. J. Pizzuti.

Nota: O Botafogo conquistou a Copa Carranza em decisão contra o Racing Club.

Conquista em https://mundobotafogo.blogspot.com/2011/09/botafogo-campeao-internacional-em_13.html

Botafogo 0x0 Racing Club (Argentina)

Gols: –

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 12.10.1966

» Local: Estádio General San Marín, em Mar del Plata (Argentina)

» Árbitro: R. Goicoechea

» Público: ~20.000 espectadores

» Botafogo: Cao; Joel, Zé Carlos, Paulistinha e Dimas; Leônidas e Gérson; Roberto, Parada (Sicupira), Valdir e Humberto. Técnico: Admildo Chirol.

» Racing: L. Carrizo (A. Cejas); R. Perfumo, O. Martín, R. Díaz e A. Basile (M. A. Mori); Chabay e J. Martinoli; J. C. Rulli, J. C. Cárdenas (F. Parenti), J. J. Rodríguez (R. Vicente) e H. Maschio (N. Rambert). Técnico: J. J. Pizzuti.

Nota: O segundo jogo entre os dois clubes, amistoso internacional, ocorreu em circunstâncias delicadas. O Botafogo disputava o campeonato carioca, a equipe estava em dificuldades por excesso de jogos e Gérson e companheiros não queriam jogar na Argentina, argumentando que devido ao cansaço representariam mal o futebol brasileiro, que esse cansaço aumentaria com a viagem de ida e volta e especialmente porque no regresso enfrentariam o Flamengo pelo estadual. O presidente Ney Cidade Palmeiro retrucou que o Botafogo estava com problemas financeiros e precisava dos 5.000 dólares de cachê. O Glorioso teve uma péssima atuação e não dignificou o futebol brasileiro, tal como Gérson previra – terminando a partida num triste nulo.

Botafogo 0x2 Racing Club (Argentina)

» Gols: Luciano Vietto, aos 30’ (pen.), e Adrián Martínez, aos 62’

» Competição: Recopa Sul-Americana

» Data: 20.02.2025

» Local: Estádio Presidente Péron ('El Cilindro'), em Avellaneda, Grande Buenos Aires (Argentina)

» Árbitro: Felipe Andrés González Alveal (Chile); Assistentes: José Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile); VAR: Rodrigo Carvajal (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Alexander Barboza, Danilo Barbosa, Newton e Rwan Cruz (Botafogo) e Di Cesare, Zuculini, Martirena e Nardoni (Racing); cartão vermelho – Cuiabano (Botafogo)

» Botafogo: John; Vitinho, Danilo Barbosa, Alexander Barboza e Alex Telles; Newton, Allan (Rwan Cruz) e Marlon Freitas; Savarino (Kauê), Igor Jesus e Matheus Martins (Cuiabano). Técnico: Cláudio Caçapa.

» Racing: Gabriel Arias; Di Cesare, Colombo e Quirós; Martirena, Nardoni, Zuculini e Gabriel Rojas; Luciano Vietto (Zaracho), Maximiliano Salas (Nacho Rodríguez) e Adrián Martínez. Técnico: Gustavo Costas.

Botafogo 0x2 Racing Club (Argentina)

» Gols: Zaracho, aos 49’, e Zuculini, aos 69’

» Competição: Recopa Sul-americana

» Data: 27.02.2025

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (Brasil)

» Público: 30.975 espectadores

» Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela); Assistentes: Jorge Urrego (Venezuela) e Tulio Moreno (Venezuela); VAR: Juan Soto (Venezuela)

» Disciplina: cartão amarelo – Gregore, Jair e Alexander Barboza (Botafogo) e Vietto, Adrián Martínez e Nardoni (Racing)

» Botafogo: John; Vitinho (Mateo Ponte), Jair, Alexander Barboza e Alex Telles; Gregore (Rwan Cruz), Marlon Freitas e Savarino (Newton); Artur (Jeffinho), Igor Jesus e Matheus Martins (Kayke). Técnico: Cláudio Caçapa.

» Racing: Gabriel Arias; Di Ceare (Conti), Colombo e Quirós; Martirena (Mura), Nardoni, Zuculini (Almendra), Vietto (Zaracho) e Gabriel Rojas; Maximiliano Salas e Adrián Martínez (Solari). Técnico: Gustavo Costas.

Nota: O Racing Club conquistou a Recopa Sul-americana.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Botafogo, campeão Brasileiro de Remo Costal

C2X Misto Sênior. Fonte: Time Brasil TV, captura de tela em 12.04.2026.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo conquistou o Campeonato Brasileiro de Remo Costal, nas categorias C4X Misto Sênior e C2X Misto Sênior, organização do Clube de Remo União e da Confederação Brasileira de Remo, com a chancela do Comitê Brasileiro de Clubes, o qual decorreu na Praia de Ponta Negra, em Natal (RN), entre os dias 10 e 12 de abril de 2026.

O Botafogo foi campeão dos barcos mistos e o Flamengo campeão dos barcos individuais (C1X Masculino Sênior e C1X Feminino Sênior), confirmando-se a hegemonia do Botafogo e do Flamengo no remo brasileiro.

Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo foi o grande destaque da competição, participando na conquista das duas medalhas de Ouro para o Botafogo nos barcos mistos e conquistou ainda uma medalha de Bronze na categoriaC1X Masculino Sênior.

Eis os resultados de quartas-de-final, semifinais e finais nas quais o Botafogo participou

C2X MISTO SÊNIOR

Semifinal

1º Botafogo FR (Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo e Thalita Rosa Soares), em 2’57”630

2º Botafogo FR e CN Francisco Martinelli (Carlos Bruno de Almeida e Sophia Lima de Oliveira), em 3’05”500

Final

1º Botafogo FR (Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo e Thalita Rosa Soares), em 2’31”070

2º CR Flamengo (Kissya Cataldo da Costa e David Faria de Souza), em 2’36”910

C4X Misto Sênior. Fonte: Time Brasil TV, captura de tela em 12.04.2026.

C4X MISTO SÊNIOR

Semifinal

1º Botafogo FR (Antônia Emanuelle Abreu Motta, Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo, Heitor dos Santos Araújo, Thalita Rosa Soares e Taiane), em 2’29”200

2º CNR Álvares Cabral (Fabrício, Amanda, Jefferson, Alice e Thaynara), em 2’36”570

Final

1º Botafogo FR (Antônia Emanuelle Abreu Motta, Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo, Heitor dos Santos Araújo, Thalita Rosa Soares e Taiane), em 2’23”900

2º CR Flamengo (David Faria de Souza, Kissya Cataldo da Costa, Ana Caroline Freire da Silva, Yan Costa Ferreira de Sá e Vangelys Reinke Pereira), em 3’09”150

C1X Masculino Sênior. Crédito: Paulo José | Remo Brasil.

C1X MASCULINO SÊNIOR

Quartas-de-final

1º Botafogo FR (Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo), em 2’55”170

2º CN Paysandu (Flávio Henrique Rosendo), em 3’08”620

Semifinal

1º CR Flamengo (David Faria de Souza), 2’34”940

2º Botafogo FR (Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo), 3’00”270

Disputa de Bronze

Botafogo FR (Renato César Cataldo Felizardo de Azevedo), em 2’49”600

2º CNR Álvares Cabral (Fabrício Martins Juvenal Alexandre), em 2’058”070

Fonte: Dados de ‘Time Brasil TV’ registrados em direto.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Botafogo 2x2 Coritiba – pontuando a passo de caracol…

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo apresentou mais uma vez uma escalação equivocada, que parece apostar mais nos atletas individualistas, contra uma equipe sabidamente perigosa no contra-ataque, especialmente em jogos fora de casa, que valeu ao Botafogo um 1º tempo amplamente convidativo aos contra-ataques velozes do Coritiba.

O Botafogo atacava através de passes sem foco na criação de oportunidades, os atletas perdiam-se nas jogadas por dentro, sem estofo para ganharem no corpo a corpo, e não mantinham a proximidade de linhas, permitindo ao Coritiba retomar a bola mediante marcação forte e avançar contra uma defesa muito vulnerável que dava aso a jogadas perigosíssimas dos homens do sul.

Desse modo o Coritiba conseguia imprimir muito movimento às jogadas, favorecendo-se pela sua maior velocidade e surpreendendo a nossa defesa excessivamente aberta.

Com a equipe do Coritiba muito bem montada e muito ligada, aproveitava-se da exposição da linha defensiva botafoguense e conseguiu ser perigosíssima aos 7’, 16’, 23’, 27’ e finalmente aos 34’ inaugurando o marcador, após perda de bola de Danilo e ante a fragilidade de Raul em deter remates rasteiros.

O Botafogo tentou reagir, mas a desarticulação das suas linhas não dava consistência ao ataque e foi ainda o Coritiba que poderia ter ampliado o placarem duas ocasiões.

O 1º tempo terminou sem que o Botafogo ameaçasse verdadeiramente a baliza adversária, tendo efetuado um único remate perigoso por Barrera.

Ao intervalo Franclim Carvalho substituiu jogadores – tal como fizera no jogo anterior –, fazendo entrar Edenílson e Villalba nos lugares de Montoro e Santi Rodríguez e a equipe melhorou, atacando muito mais pelas pontas.

Ainda antes do primeiro minuto Edenílson poderia ter marcado, mas aos 54’, após assistência de Vitinho na ala direita, Danilo recebeu dentro da área, girou entre dois defensores e empatou a partida.

Jogando com menos toques laterais e mais objetividade, aos 56’ Barrera perdeu uma grande oportunidade rematando pelo alto. A equipe foi reforçada aos 65’ com a saída de Barrera – que produz assustadoramente pouco – e a entrada de Matheus Martins.

Aos 70’, novamente pela ala esquerda, Matheus Martins lançou Caio Roque, este cruzou da linha de fundo e Arthur Cabral, dentro da pequena área, girou e rematou… para fora!

Finalmente, aos 76’, após grande pressão, Caio Roque, pela esquerda, cruzou para a área, a bola passou por todo mundo e Arthur Cabral fez a virada com um pequeno toque: Botafogo 2x1.

Quando a vitória parecia estar encaminhada, eis que Villalba, improvisado como lateral, não dominou a bola e ainda tocou, em jeito de passe, para Lavega, que empatou o jogo aos 79’ contra todas as expectativas.

E desde os 80’ foi a pressão do Botafogo no ataque contra a boa postura defensiva do Coritiba, que concretamente não resultou em nenhum remate de gol.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x2 Coritiba

» Gols: Danilo, aos 54’, e Arthur Cabral, aos 76’ (Botafogo); Breno Lopes, 33’, e Lavega, aos 79’ (Coritiba)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 12.04.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 12.149 pagantes; 14.695 espectadores

» Renda: R$ 389.600,00

» Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES); Assistentes: Douglas Pagung (ES) e Pedro Amorim de Freitas (ES); VAR: Diego Pombo Lopez (BA)

» Disciplina: cartão amarelo – Vitinho e Alexander Barboza (Botafogo); Wallisson, Pedro Rangel, Thiago Santos e Jacy (Coritiba)

» Botafogo: Raul; Vitinho (Chris Ramos), Bastos, Alexander Barboza e Jhoan Hernández (Caio Roque); Cristian Medina, Danilo e Álvaro Montoro (Edenílson); Santi Rodríguez (Lucas Villalba), Arthur Cabral e Jordan Barrera (Matheus Martins). Técnico: Franclim Carvalho.

» Coritiba: Pedro Rangel; Tinga, Maicon (Tiago Cóser), Jacy e Bruno Melo (Felipe Jonatan); Sebastián Gómez (Thiago Santos), Vini Paulista (Wallisson) e Josué; Lucas Ronier, Breno Lopes (Lavega) e Pedro Rocha (Renato Marques). Técnico: Fernando Seabra.

Botafogo 3x2 Racing – retoma de protagonismo

Kadir. Crédito: Vitor Silva | Botafogo. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Começo este texto pelo fim, isto é, pelo que realmente ...