quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Botafogo 0x1 Nacional Potosí – pelada na várzea de Potosí

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

É ‘doloroso’ escrever sobre este jogo, principalmente porque é a sexta derrota consecutiva da Era Martín Anselmi e porque jogamos contra uma equipe claramente frágil – tipicamente de natureza amadora – que nos golearia se tivesse qualidade para competir na Libertadores.

Os gols quase escandalosos que o Botafogo perdeu e os inúmero gols escandalosos que o Nacional perdeu são indesculpáveis numa competição desta natureza, que evidenciou uma enorme falta de organização de parte a parte – sobretudo porque o Botafogo penava defendendo a sua baliza atrapalhadamente num esquema 5x4x1 e o Nacional atacando na base no voluntarismo de quem quer ganhar mas sem saber exatamente como fazê-lo.

O Nacional foi para o ataque desde o primeiro minuto de jogo e a nossa equipe foi encurralada sem capacidade de resposta, perdendo as segundas bolas em zona proibida, apesar de jogar em 5x4x1, incapaz de criar com um meio campo recuado praticamente inexistente e um ataque que esperava surpreender através de um lançamento longo, mas a velocidade e o domínio de bola que se exigia a Matheus Martins é algo que ele não tem, acabando por todas as pseudo-ações atacantes morrerem na zaga do Nacional ou na linha de fundo, apesar da sua dificuldade de recomposição após os seus ataques.

Aos 9’ houve a primeira oportunidade clara de gol do Nacional, aos 14’ enviaram a bola a poste de Léo Linck na sequência de um escanteio e a desorganização das nossas duas linhas de 5 e de 4 manifestava-se em novas e sucessiva oportunidade de gol para o adversário, com os nossos atletas perdidos em campo sem nenhum modelo de jogo, apesar de individualmente serem claramente superiores ao Nacional – coisa que não se viu em campo.

O Botafogo só conseguiu chegar próximo da grande área do Nacional após o período de hidratação com três oportunidades de gol, embora antes, aos 27’, Léo Linck tenha saído em falso e a baliza desprotegida só não foi vazada porque os atacantes do Nacional insistiam em acertar com a bola na arquibancada.

Porém, as três oportunidades mencionadas para o Botafogo, aos 33’, 34’ e 35’ foram absurdamente desperdiçadas com chutes de Matheus Martins, Newton e Barrera desenquadrados da baliza e rematados erradamente para o pior lado, quando seria fácil marcar frente a frente com o goleiro.

O Nacional também deu continuidade ao seu festival de bolas para fora, ao ponto de Leo Linck não ter feito uma única defesa difícil, enquanto o Botafogo perdia segundas bolas, desperdiçava passes curtos e longos mal encaminhados e conseguia atacar apenas a intervalos, sem jogadas verdadeiramente trabalhadas.

Aos 44’, a encerrar o primeiro tempo, Matheus Martin perdeu escandalosamente a oportunidade de inaugurar o placar cara a cara com o goleiro dentro da grande área, incapaz de dar um toque na bola para desviar-se de Galindo e empurrar para a baliza – atirando novamente para fora no lado errado da baliza e mostrando claramente que o que tem para dar é apenas o que (não) mostrou numa noite em que as equipe em confronto mais pareciam o Pernas de Pau FC contra o Falta d’Ar FC.

Foram 45 minutos de autêntica pelada na várzea de Potosí, e a altitude não pode ser desculpa para tantos gols perdidos de parte a parte sem que houvesse necessidade de defesas dos goleiros.

Na segunda parte o cenário foi semelhante e, para não cansar o/a leitor/a com redundâncias, destaco apenas quatro aspetos principais:

(a) O Nacional abriu o placar ao primeiro minuto da segunda parte na cobrança de falta em estilo de escanteio, a zaga não aliviou e Baldomar abriu o placar de cabeça ao primeiro poste (!), com Léo Linck mal posicionado.

(b) Aos 54’ Montoro teve uma grande oportunidade de gol, mas cabeceou ao poste e depois esmurrou o gramado claramente frustrado por não marcar.

(c) Os remates amadorísticos continuaram a florear a escassez de oxigênio em Potosí.

(d) Em todo o jogo Léo Linck não fez nenhuma defesa realmente difícil (a mais aparatosa foi espalmar para escanteio uma bola que foi à figura) e Galindo, que me lembre, não fez sequer uma defesa enquadrada à baliza – o que significa que mesmo as oportunidades de gol do Botafogo cara a cara com o goleiro foram para fora!

Se o Botafogo não eliminar a empenhada e frágil equipe do Nacional Potosí por um placar robusto no Nilton Santos, Martín Anselmi pode entregar a pasta a outro colega de profissão – e John Textor irá amargar pela quarta temporada seguida a falta de planejamento capaz para a pré-temporada. Quanto a nós, é o coração que dói e a alma que sofre.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x1 Nacional Potosí

» Gol: Baldomar, aos 46’

» Competição: Copa Libertadores da América

» Data: 18.02.2026

» Local: Estádio Víctor Agustín Ugarte, em Potosí (Bolívia)

Árbitro: Augusto Aragón (Equador); Assistentes: Ricardo Baren (Equador) e Dennys Guerrero (Equador); Var: Gabriel González (Equador)

» Disciplina: cartão amarelo – Mateo Ponte, Jordan Barrera e Newton (Botafogo)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte (Ythallo), Bastos e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Wallace Davi (Lucas Villalba) e Alex Telles; Jordan Barrera (Marquinhos), Matheus Martins (Kadir) e Álvaro Montoro (Kauan Toledo). Técnico: Martín Anselmi.

» Nacional Potosí: Galindo; Baldomar, Restrepo, Demiquel e Torrico (Orellana); Otormin (Hoyos), Azogue e William Álvarez; Óscar Villalba (Tobar), Maxi Núñez (Rojas) e Solis (Abastoflor). Técnico: Leonardo Égüez.

Livro 133: ‘El Primer Grito de Gol del Azteca’

2024: El Primer Grito de Gol del Azteca, de Arlindo dos Santos Cruz

SINOPSE

O livro relata as experiências de Arlindo (dos Santos Cruz) no futebol, desde a infância nas praias de Ilhéus até à sua aposentadoria, incluindo as suas conquistas como jogador, sobretudo no Botafogo e no América do México, e na campanha da Seleção Brasileira campeã invicta dos Jogos Pan-Americanos de 1963.

O livro, publicado em 2024, é composto por 144 páginas e dois capítulos muito especiais: a conquista do campeonato mexicano de 1965 pelo Club de Fútbol América, após 37 anos sem títulos, e o inesquecível 29 de maio de 1966, quando foi inaugurado o “Coloso de Santa Úrsula” (Colosso de Santa Úrsula).

O livro também descreve a sua relação com outros grandes nomes do futebol, como Pelé, Garrincha, Didi e Zagallo, e partilha memórias envolventes e inolvidáveis das suas passagens por diferentes clubes e países, uma síntese dos seus 84 anos de vida até à data da publicação.

Cristóbal Ortega, figura maior do América, escreveu um emocionante prólogo; Alan Peniche produziu o livro; o jornalista argentino Pablo Aro Geraldes foi quem entrevistou o craque por cerca de um ano.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Arlindo, de craque do Botafogo a lenda no México

Crédito: Revista do Esporte, nº 186, setembro de 1962.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Arlindo dos Santos Cruz nasceu no dia 26 de abril de 1940, em Vitória, estado do Espírito Santo, filho do pescador Manoel dos Santos Cruz e de Maria Espôsa dos Santos Cruz, foi meia atacante e uma das grandes revelações do Botafogo de Futebol e Regatas na década de 1960.

Aos 12 anos de idade, juntamente com o irmão, ajudava o pai na pesca, mas depois girou por diversas profissões como aprendiz de pedreiro, carpinteiro e sapateiro, até que se empregou numa empresa que comercializava cacau e simultaneamente jogava em equipes de futebol de várzea.

Entretanto integrou os quadros amadores do EC Vitória por um breve período e posteriormente tentou a sua sorte no América, por interferência de Evergisto de Almeida, grande amigo da família, tendo então viajado para o Rio de Janeiro, mas contraiu uma ferida no pé, não pôde treinar, engordou e acabou perdendo a oportunidade.

Posteriormente Arlindo treinou no Bangu e no Madureira, mas como não tinha incentivos financeiros enveredou novamente por se empregar numa empresa comercial, continuando a jogar na várzea, pelo Villa FC, de Honório Gurgel, do qual Roberto Fux era diretor, o qual acabou por levar Arlindo para o Fluminense, mas o técnico Zoulo Rabelo não se interessou pelo futuro craque botafoguense.

Foi num desses jogos amadores, num tempo em que esses campeonatos dispunham de bastante prestígio, que Amsterdam Cavalcanti, funcionário do jornal ‘Tribuna de Imprensa’, encaminhou Arlindo para o Botafogo, em 1959, tornando-se parte efetiva da equipe juvenil do Glorioso e conquistando o tricampeonato estadual da categoria em 1961-1962-1963.

Arlindo narrou assim, para a Revista do Esporte (nº 186, de setembro de 1962), a sua chegada ao Glorioso: – “Encontrei no Botafogo o melhor ambiente de todos os clubes em que estive treinando. Gente de fama, de cartaz internacional, mas de uma simplicidade a toda a prova. Deixaram-me à vontade como se eu já fosse um veterano do plantel.”

No campeonato juvenil de 1961, o Botafogo somou 16 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 53-20. Arlindo alinhou ao lado de futuros campeões como Roberto Miranda, Dimas, Jairzinho, Othon Valentim e Mura. Os artilheiros foram Arlindo, com 17 gols, e Roberto, com 12 gols.

No bicampeonato de 1962 o Botafogo somou 20 vitórias e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 75-12. A equipe base era formada por Florisval; Mura, Zé Carlos, Admilton e Adevaldo; Luís Carlos e Arlindo; Dagoberto, Roberto Miranda, Othon e Iroldo. Técnico: Paraguaio.

Nesse mesmo ano Arlindo subiu à equipe principal e jogou 14 partidas, estreando como profissional no dia 30 de agosto de 1962, no Estádio de General Severiano, em vitória sobre o Canto do Rio por 2x0, gols de Quarentinha, aos 40’, e Amarildo, aos 83’ (pen.), em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no qual Arlindo se sagrou campeão. Sob o comando de Marinho Peres o Botafogo formou com Manga; Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Arlindo; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.

Nesse ano de 1962 – o chamado ‘Ano de Mané’ – o Botafogo sagrou-se Bicampeão Carioca profissional ao vencer a decisão sobre o Flamengo com três gols de Garrincha, mas Arlindo não disputou essa final. O Glorioso somou 17 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 49-14. Os artilheiros foram Quarentinha, com 17 gols, e Amarildo, com 15 gols.

Em simultâneo com a sua presença na equipe principal, Arlindo tornou a atuar no juvenil, sagrando-se tricampeão em 1963, tendo o Botafogo somado 19 vitórias e 3 empates, sagrando-se campeão invicto com 56 gols marcados e apenas 7 sofridos. Os maiores artilheiros foram Dedé, 16 gols; Othon Valentim, 11 gols; Roberto Miranda, 11 gols; Arlindo, 7 gols. Foram utilizados Adevaldo, Arlindo, Canavieira, Carioca, Dagoberto, Dedé, Dimas, Florisvaldo, Hélio, Jairzinho, João da Mata, Luiz Carlos, Mura, Othon Valentim, Roberto César, Roberto Miranda, Zé Alves e Zé Carlos.

Nesse mesmo ano Arlindo participou e conquistou pelo Botafogo o Torneio Início do Campeonato Carioca (1963), mas a sua grande conquista foi a disputa do Campeonato Pan-Americano em representação da Seleção Brasileira, disputado por pontos em grupo único de todos contra todos, e o Brasil venceu o Uruguai por 3x1, os E.U. da América por 10x0, o Chile por 3x0 e no último e decisivo jogo, no dia 3 de maio de 1963, o Brasil empatou com a Argentina por 2x2, gols de Airton e Othon, sagrando-se campeão pan-americano. Comandada por Antoninho Fernandes a equipe formou com Heitor; Carlos Alberto, Zé Carlos, Adevaldo e Riva; Nenê, Íris e Arlindo; Airton Beleza, Jairzinho e Othon Valentim.

Arlindo e Gérson. Crédito: Revista do Esporte, nº 269, maio de 1964.

Em 1964 Arlindo conquistou diversos torneios amistosos, designadamente o Torneio Magalhães Pinto, o Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz (Bolívia) e o Torneio Quadrangular do Suriname, mas a maior conquista desse ano foi o Torneio Rio-São Paulo. Ao final da competição Botafogo e Santos estavam empatados e teriam que decidir o título em dois jogos. No 1º jogo, realizado no Maracanã, no dia 10 de janeiro de 1965, o Botafogo venceu o Santos por 3x2, formando com Manga; Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo; Élton e Gérson; Garrincha (Zagallo), Jairzinho (Adevaldo), Arlindo e Roberto Miranda (Hélio Dias). Técnico: Geninho.

Todavia, na medida em que o Botafogo e o Santos tinham contratos para excursionar no final da competição, estiveram indisponíveis para o 2º jogo e o título foi atribuído aos dois clubes.

Entretanto, Arlindo tornara-se uma grande promessa para a Copa do Mundo de 1966, a disputar em Inglaterra, mas do México chegou uma proposta irrecusável, vinda do Club de Fútbol América, que assegurava ao craque um contrato por dois anos e luvas de 7.500 dólares (13 milhões de cruzeiros). Arlindo solicitou, então, a sua saída, argumentando que poderia melhorar substancialmente a sua qualidade de vida e adquirir casa para os seus pais.

A indignação de Conselheiros e torcedores influentes não demoveu Arlindo, que rumou ao México após jogar ao lado de grandes craques botafoguenses, alguns dos quais campeões mundiais em 1958, 1962 e 1970, nomeadamente Garrincha, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagallo, Jairzinho, Roberto Miranda, Quarentinha, Manga, Joel, Zé Carlos, Paulistinha, Pampolini, Neivaldo, entre outros.

Em terra mexicanas Arlindo foi titular do América logo que chegou em 1965 e conquistou o campeonato mexicano da temporada 1965-1966, que fugia ao América há 37 anos, mas depois teve que realizar uma delicada cirurgia a um aneurisma cerebral, recuperando-se a tempo de se eternizar no Estádio Azteca, pelo menos enquanto o estádio existir.

Arlindo aposentado e Arlindo após ter inaugurado o placar no novo Estádio Azteca. Fonte: Instagram Somos América MX (@somosamerica.mx).

Efetivamente, Arlindo entrou para a história do futebol do país ao marcar o 1º gol no novo e belíssimo Estádio Azteca, de arquitetura inovadora, e que viria a ser um dos únicos estádios a acolher duas Copas do Mundo, em 1970 e 1986.

Defrontaram-se, então, o América e o Torino, de Itália, no dia 29 de maio de 1966, empatando por 2x2, gols de Arlindo e Zague para o América, ambos jogadores brasileiros. O 1º gol é assim narrado na Wikipédia sobre o ‘Estadio Azteca’ (em língua espanhola): “El primer gol lo anotó el jugador brasileño del América, Arlindo dos Santos, a los 10 minutos de juego; tras un veloz avance por la banda derecha, al amazónico, al borde del área, tiró y el balón se coló al ángulo superior derecho de la portería defendida por el italiano Vieri.”

GOLAÇO! (visite-o em https://www.youtube.com/watch?v=5VY4Xv8OyUo).

Arlindo tem uma placa gravada com o seu nome em lugar nobre no Estádio Azteca, aludindo ao 1º gol, e referências históricas no “Coloso de Santa Úrsula”, assim também designado o estádio em virtude do bairro onde se localiza.

Após a sua vitoriosa estadia do América (1965-1967), Arlindo seguiu para o Pachuca (1967-1968), regressou ao América (1968-1969) e posteriormente ingressou no Deportivo Toluca (1969-1970).

Entretanto regressou ao Brasil e tornou a jogar no Botafogo (1970), fazendo a sua despedida definitiva do Clube no dia 19 de setembro de 1970, no Estádio da Gávea, em empate por 0x0 com o América, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Sob o comando de Mário Zagallo, o Botafogo formou com Ubirajara Motta; Moreira, Moisés, Osmar e Botinha; Nei Conceição e Arlindo (Betinho); Zequinha, Nílson Dias, Ferretti e Careca.

Após o Botafogo o craque ainda atuou pelo São Cristóvão (1972) e depois pelo Madureira (1973-1974), aposentando-se em seguida.

Entretanto, após a sua aposentação como futebolista, Arlindo teve uma experiência pioneira como treinador, alcançando o apogeu no Catar. Depois regressou ao México, foi treinador de juvenis e recebeu a nacionalidade mexicana. Mais tarde tornou-se proprietário de um restaurante na capital do país, onde continua a viver.

Em entrevista de Arlindo ao ge.globo.com em 2008, mencionou estar muito grato ao Club de Fútbol América e definiu-se surpreendentemente assim quanto aos seus relacionamentos clubistas: “Sou Vasco de nascimento, Botafogo de coração e brilhei no América do México. Jamais torceria para o Flamengo. Aliás, sou antiflamenguista.”

Recentemente (2024) foi publicado o livro ‘El Primer Grito de Gol del Azteca’ no qual Arlindo relata a sua vida desde a infância.

Fontes: arogeraldes.blogspot.com; datafogo.blogspot.com; es.wikipedia.org; en.wikipedia.org; ge.globo.com; tardesdepacaembu.wordpress.com; terceirotempo.uol.com.br; vitrinecapixaba.blogspot.com; www.instagram.com/tesorosdeldeportemx; www.ogol.com.br; www.youtube.com.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Mercado de contratações: Jhoan Hernández, currículo curto e promissor

Créditos: Instagram @jhoan_hernandez37

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jhoan Hernández Mejía nasceu no dia 20 de fevereiro de 2006, em Lloró, departamento de Chocó, na Colômbia, atua como lateral-esquerdo, é esquerdino, mede 1,78m de altura e pesa 69kg.

O atleta é cria das categorias de base do Millonarios Fútbol Club estreando na equipe juvenil em 2022, aos 16 anos.

Nesse mesmo ano foi convocado a integrar a Seleção Colombiana Sub-17, por Jorge ‘Chamo’ Serna, para a realização de amistosos. No ano seguinte, no dia 30 de março de 2023, foi novamente convocado para a Seleção Colombiana, por Juan Carlos Ramírez, disputando o Campeonato Sul-americano Sub-17, em Quito y Guayaquil.

No dia 7 de maio de 2023 Jhoan Hernández, com apenas 17 anos, foi convocado pela primeira vez para a equipe principal do Millonarios, por Alberto Gamero. Estreou na equipe profissional no dia 11 de maio de 2023, em partida válida pelo Torneio Apertura, na vitória por 3x1 sobre o Alianza Petrolera, gols de Juan Vargas, aos 30’ e 84’, e Leonardo Castro, aos 65’, substituindo Daniel Cataño já na reta final da partida.

O seu primeiro título pelo profissional ocorreu um mês depois, no dia 24 de junho de 2023, conquistando o Torneio Apertura ante o Atlético Nacional.

O atleta finalizou a temporada de 2023 com 4 partidas no profissional, alternando com presenças no futebol de base do clube.

No início da temporada de 2024 disputou o Torneio Apertura e a Copa Libertadores devido às lesões de Omar Bertel y Danovis Banguero, assumindo a titularidade.

Nesse ano iniciou a consolidação do seu futebol na equipe profissional do Millonarios.

No dia 8 de junho de 2025 estreou pela Seleção Colombiana Sub-20.

No Millonarios atuou pela equipe profissional em 22 jogos e fez 3 assistências, entre 2023 e 2025.

Em fevereiro de 2026 foi transferido para o Botafogo por empréstimo até dezembro de 2026, fixando-se o valor da compra em 1,5 milhões de dólares (R$ 8,1 milhões de reais) por parte dos seus direitos económicos. 

Botafogo 0x1 Nacional Potosí – pelada na várzea de Potosí

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo É ‘doloroso’ escrever sobre este jogo, principalmente porque é a sexta derrota consecutiva da E...