domingo, 1 de março de 2026

Botafogo 0x0 Boavista – um espetáculo de Sonobol

por RUY MURA | Editor do Mundo Botafogo

O jogo começou com dificuldades de criação do Botafogo, que buscava espaços de um modo lento e pachorrento, enquanto o Boavista se resguardava no seu meio campo na expectativa do que poderia acontecer.

Porém, não aconteceu rigorosamente nada. Aos 15’ o Botafogo detinha 75% de posse de bola, nenhum remate, nenhum sinal de criação.

Finalmente, aos 24’, Artur ensaiou o primeiro remate, que saiu por cima do travessão sem qualquer perigo para a baliza adversária.

Aos 30’ a sonolência tomou-me de assalto e na arquibancada acredito que os torcedores estariam entre estupetafos e revoltados com o que presenciavam em campo.

Aos 32’, Edenilson mostrou ao que vinha: recebeu um bom passe que o colocou dentro da área para rematar, mas a sua lentidão e displicência permitiram o desarme pelo zagueiro.

Pode-se dizer que a Taça Rio dá minutos aos atletas reservas e nada mais, mas neste caso, nem isso aconteceu porque nenhum atleta se empregou a fundo e todos pareciam desejosos de ir para cara. Os goleiros até pensaram em botar uma rede de poste a poste das balizas, balouçarem-se languidamente com uma cerveja na mão e servindo-se de siris com a outra. Ou tirar uma soneca num cantinho aconchegante da arquibancada. Não fazia nenhuma diferença para o jogo.

Para desequilibrar não havia ninguém. Nem os jovens, nem os medalhões. Arthur Cabral não tem recursos técnicos para atacante (e custou 12M€…), Artur corre, corre, mas faz pouco, Joaquín Corrêa e Edenilson não se viram. Os quatro não entraram em campo.

O Botafogo jogou entre os seus zagueiros, e até Raul participou da zaga-troca-a-bola, e o Boavista ficou vendo passes para o lado, passes para trás, e nada de futebol. Foi Anselmi que mandou os atletas jogarem assim? Isto é, não jogarem e gerirem o 0x0 sem nenhum respeito pelos torcedores presentes no pior jogo do Botafogo a que assisti desde há muitos anos.

Na segunda parte conseguiram ser piores. O Boavista ainda tentou uma movimentação melhor, mas também não tinha equipe para jogar futebol.

Aos 70’ o árbitro marcou pênalti para o Boavista, mas o VAR arrumou um impedimento que confesso não ter percebido a razão. Se o pênalti tivesse sido confirmado e o Boavista convertesse era bem merecido para a displicência de toda a equipe e do próprio treinador que deixou a jogo permanecer a um ritmo absurdo.

Aos 79’ o Botafogo fez o primeiro remate da 2ª parte…

Em suma, o jogo terminou como começou: placar em 0x0 sem nenhuma ocorrência de futebol entre o primeiro e o último minuto.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x0 Boavista

» Gols: –

» Competição: Taça Rio

» Data: 28.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 2.695 pagantes; 3.696 epectadres

» Renda: R$ 54.408,00

» Árbitro: João Marcos Gonçalves Fernandes (RJ); Assistentes: Wallace Muller Barros Santos (RJ) e Marcelo Araújo Ossimo (RJ); Var: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)

» Disciplina: cartão amarelo – Arthur Novaes (Botafogo); Luis Henrique e Bruno Jesus (Boavista)

» Botafogo: Raul; Kadu, Ythallo, Justino e Gabriel Abdias; Edenílson, Arthur Novaes (Álvaro Montoro) e Caio Valle (Jordan Barrera); Artur (Lucas Villalba), Joaquín Correa (Nathan Fernandes) e Arthur Cabral (Arthur Izaque). Técnico: Martín Anselmi.

» Boavista: Lucas Maticoli; Igor França, Bruno Jesus, André Rodrigues e Titto; Ryan Couto, Fernando Santana (Sandrinho) e Cesinha (Luis Henrique); Isael (Brunão), Berê (Khawhan) e Lucas Silva (Misael Xavier). Técnico: Gilson Kleina.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Botafogo vice-campeão brasileiro de futsal feminino

Crédito: Liga de Futsal do Amapá

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O futsal adulto feminino do Botafogo foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro de Clubes de Ligas de Futsal, organizado pela Associação Brasileira de Ligas de Futsal, que se realizou no Ginásio Poliesportivo da Polícia Militar, em Macapá, estado do Amapá, entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026.

O Botafogo realizou uma campanha muito boa vencendo os seis jogos que disputou antes da final, mas não conseguiu superar as adversárias na decisão. Eis a campanha completa:

1ª FASE

Botafogo 2x1 Associação Esportiva Estadual (ES)

» Gols: Andressa e Emily

» Data: 23.02.2026

Botafogo 4x0 Castanhal EC

» Gols: Mayure (2), Palloma e Bianca

» Data: 23.02.2026

Botafogo 5x3 Fla Nobre (AP)

» Gols: Andressa (2), Stefany, Kemilly e Giovanna

» Data: 24.02.2026

Botafogo 3x0 Associação Palestra FC (RS)

» Gols: Andressa (2) e Emily

» Data: 24.02.2026

Botafogo 4x2 São Bento (AP)

» Gols: Emily, Verônica, Bianca e Palloma (Botafogo)

» Data: 25.02.2026

SEMIFINAL

Botafogo 3x0 Associação Palestra FC (RS)

» Gols: Andressa (2) e Emily

» Data: 26.02.2026

FINAL

Botafogo 1x5 Associação Esportiva Estadual (ES)

» Gols: Verônica

» Data: 27.02.2026

SÍNTESE: 7 jogos, 6 vitórias, 1 derrota; saldo de gols favorável por 22-11.

ARTILHARIA: Andressa (7), Emily (4), Bianca (2), Mayure (2), Palloma (2), Verônica (2), Giovanna (1), Kemilly (1) e Stefany (1).

Fontes: Youtube, Facebook e Instagram da Liga de Futsal do Amapá.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Garrincha, o maior símbolo do futebol-arte em palco Glorioso

Garrincha, 1963. Fonte: Facebook de Flamínio Lobo.

[Título original: Garrincha e o Botafogo: a história do craque que virou símbolo do futebol-arte]

por GABREL PORTA | Excerto da Gazeta do Paraná

«Poucos nomes se confundem tanto com a identidade de um clube quanto Garrincha com o Botafogo. Dono de um estilo irreverente, dribles imprevisíveis e alegria espontânea, o ponta-direita construiu no time alvinegro o capítulo mais marcante de sua carreira e se consolidou como um dos maiores ídolos da história do futebol nacional.

Entre as décadas de 1950 e 1960, Garrincha foi o principal rosto da fase mais gloriosa do Botafogo. Em um período repleto de esquadrões históricos, o clube reuniu jogadores que formariam a base da Seleção Brasileira bicampeã do mundo. Nenhum, porém, simbolizou tanto esse momento quanto o camisa 7.

Sua importância vai além de estatísticas. Garrincha redefiniu o papel do ponta-direita, desequilibrando partidas praticamente sozinho e transformando jogos comuns em verdadeiros espetáculos. Com ele em campo, o Botafogo enfrentou de igual para igual, e frequentemente superou grandes forças do futebol brasileiro, como o Santos de Pelé e os principais clubes do eixo Rio-São Paulo.

Mesmo após o encerramento da carreira, a imagem de Garrincha segue intimamente ligada ao clube. Ele não foi apenas um grande jogador do Botafogo. Foi o atleta que projetou o Alvinegro como referência mundial do futebol.

[…]

Garrincha atuava como ponta-direita clássico, mas com características únicas. Dribles curtos, aceleração explosiva, cruzamento precisos e uma capacidade rara de decidir partidas sozinho marcaram o seu estilo. Suas penas tortas, longe de serem limitação, tornaram-se vantagem técnica.

No Botafogo, formou com Didi uma das duplas mais emblemáticas da história do futebol, liderando um time que encantou torcedores no Brasil e no exterior. Foi também peça fundamental da Seleção Brasileira campeã mundial em 1958 e 1962, sendo protagonista absoluto no título do Chile.

Ainda assim, foi no Botafogo que sua genialidade encontrou palco ideal. Garrincha permanece como símbolo máximo do futebol-arte. No Alvinegro, não foi apenas um craque. Foi a personificação da alegria, da irreverência e da capacidade de transformar o futebol em espetáculo eterno.»

Matéria completa no endereço https://gazetadoparana.com.br/artigo/garrincha-botafogo-historia-craque-futebol-arte

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Botafogo 2x0 Nacional Potosí – classificação à tangente

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Estamos na 3ª fase da Copa Libertadores e esse objetivo principal foi alcançado, mas tanto os 90 minutos em casa como os 180 minutos no conjunto da eliminatória deixam-nos com bastante mais incertezas do que certezas.

Em um primeiro momento – que nos surpreendeu positivamente – o Botafogo evidenciou uma postura atacante e dominante invejável. Sabendo-se que provavelmente o Nacional jogaria com uma marcação alta, a nossa equipe aproveitou a situação para lançamentos longos nas costas dos adversários, apostando no contra-ataque e na velocidade.

Foi assim que ainda antes do minuto 1, em contra-ataque veloz, Vitinho acertou o poste esquerdo da baliza de Galindo; aos 4’ houve novo lançamento em profundidade pela ala esquerda, Alex Telles ganhou em corrida ao adversário, tocou ligeiramente para a frente com a cabeça e à saída do goleiro assinou um gol espetacular, picando a bola e encobrindo o guardião boliviano. Botafogo 1x0.

Ainda insatisfeitos com o placar empatado, aos 9’ houve nova jogada perigosa que acabou em boa defesa do goleiro, mas um minuto após, os 10’, Alexander Barboza emendou de cabeça uma cobrança de escanteio pelo lado esquerdo e carimbou o travessão!

Os ataques continuaram e aos 15’ ocorreu uma nova jogada perigosa, em que Galindo defendeu; finalmente, aos 19’, Vitinho rematou de meia distância e a bola embateu no poste direito da baliza do Nacional – isto é, em 19 minutos o Botafogo fez um gol e carimbou toda a baliza adversária com três remates que beijaram o travessão e os dois postes à guarda de Galindo.

Entretanto, uma paragem para substituir o equipamento de rádio do árbitro esfriou um pouco mais o domínio botafoguense e o treinador do Nacional também aproveitou para povoar melhor o meio-campo e travar as jogadas em profundidade do Botafogo.

Ainda assim, aos 28’, Matheus Martins, tal como lhe é habitual, cara a cara com o goleiro em mais um contra-ataque rápido do Botafogo, chutou à figura de Galindo; aos 30’, em novo contra-ataque rápido, os nossos atletas remataram três vezes sucessivas na mesma jogada, mas a bola foi defendida pelo goleiro, depois bloqueada pela zaga e finalmente rematada para fora.

Entretanto, Léo Linck abusava de jogar próximo do círculo do meio-campo trocando a bola com os zagueiros, certamente com a crença, e provavelmente também de Anselmi, que é o Manuel Neuer II, e que estávamos a jogar uma partida de futsal em situação desesperada de derrotados nos minutos finais, arriscando que uma perdida de bola a meio-campo e um bom remate longo para a nossa baliza surpreendesse Léo Linck, mas felizmente não houve bolas dessas perdidas, esperando nós que o goleiro seja corrigido para não termos dissabores futuro com esse comportamento excessivo.

Por outro lado, em duas situações os jogadores do Nacional poderiam ter sido expulsos, e certamente num dos casos não havia dúvida: Orellana levantou excessivamente o pé e atingiu a cabeça de Vitinho, constituindo clara situação de expulsão.

Após o tempo regulamentar esgotado, aos 45+4’ houve um desvio in-extremis da zaga boliviana para escanteio, e quando todos já esperavam o apito do árbitro, numa falta a nosso favor cobrada por Álvaro Montoro aos 45+5’, Barboza cabeceou para o meio da área, a zaga não conseguiu afastar capazmente a bola e Danilo aproveitou a confusão rematando para o fundo das redes. Botafogo 2x0.

A vantagem no placar era um bom começo para a 2ª parte do jogo, tanto mais quanto na 1ª parte tivemos 77% de posse de bola, dois gols, três bolas a travessão e as postes, nenhum ataque perigoso do Nacional e nenhum remate à nossa baliza. Creio que todos nós, comissão técnica, atletas, espectadores ao vivo e espectadores de televisão, foram para o intervalo crentes de que a 2ª parte seria um novo passeio para alcançar um placar tranquilo de 3x0 ou 4x0.

Ledo engano!

Alex Telles ainda tentou, logo aos 46’, dar o mesmo tom ao jogo com um remate perigoso por cima do travessão, mas ficamos por isso mesmo até aos 60’, quando Galindo defendeu bem uma cabeçada, isto é, 14 minutos sem nenhuma relevância, com o nervosismo crescendo nas nossas hostes face ao placar apertado, o Nacional bem melhor organizado do que em Potosí e ainda procurando brechas na nossa defesa na esperança do empate, e aos 66’, em remate de Villalba de meia-distância, com Léo Linck totalmente batido, o Nacional esteve à beira de empatar a eliminatória com a bola embatendo no travessão. Ufa!...

Aos 72’, em corrida, Artur foi claramente desequilibrado pelo zagueiro dentro da área, mas o árbitro e o VAR tornaram a ignorar um caso que merecia óbvia revisão. E dos 80’ em diante foi um sobressalto para todo nós, com o Botafogo irreconhecível, nervoso e sem gás mesmo após as substituições – porque não tínhamos no banco reservas para os titulares da partida, e nem sequer temos atacantes capazes, sendo caricata a substituição de Matheus Martins por Arthur Cabral ou vice-versa, porque ambos são quase-nulidade. E tudo leva a crer que vamos continuar não priorizando um atacante que faça o que os nossos atacantes não sabem fazer – gols!

Em suma, aliviados – novamente aliviados… – com a classificação à tangente e com algum dramatismo à mistura, mas temerosos do que vem a seguir na 3ª fase da Copa Libertadores, esperançados que o Barcelona de Guayaquil esteja ao nosso alcance e que os reforços melhorem significativamente a equipe daí em diante.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x0 Nacional Potosí

» Gols: Alex Telles, aos 4’, e Danilo, aos 45+5’

» Competição: Copa Libertadores | 2ª Fase

» Data: 25.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 26.331 pagantes; 28.318 espectadores

» Renda: R$ 800.618,00

» Árbitro: Piero Maza (Chile); Assistentes: José Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile); Var: Juan Lara (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Mateo Ponte e Alex Telles (Botafogo) e Orellana, Pavia, Solis e Maxi Núñez (Nacional Potosí)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte (Justino), Bastos e Alexander Barboza; Vitinho, Newton, Danilo e Alex Telles; Jordan Barrera (Artur), Matheus Martins (Arthur Cabral) e Álvaro Montoro (Correa). Técnico: Martín Anselmi.

» Nacional Potosí: Galindo; Baldomar (Peña), Restrepo, Demiquel e Hoyos; Orellana (Torrico), Otormin (Pavia), Azogue e Solis; William Álvarez (Villalba) e Hugo Rojas (Maxi Núñez). Técnico: Leonardo Égüez.

Botafogo 0x0 Boavista – um espetáculo de Sonobol

por RUY MURA | Editor do Mundo Botafogo O jogo começou com dificuldades de criação do Botafogo, que buscava espaços de um modo lento e p...