sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Botafogo 2x0 Portuguesa – juniores vencem em jogo de adultos

Crédito: Arthur Barreto | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo assumiu o risco de perder pontos para a Portuguesa, que vinha de bom resultado contra o Flamengo, logo na 1ª rodada da competição carioca, atuando integralmente com a equipe júnior e somente na 2ª parte reforçada com Mateo Ponte, Newton, Barrera e Matheus Martins.

Ledo engano, porque o modelo de jogo do sub-20 e o entrosamento entre os atletas estão consolidados sob a batuta de Rodrigo Bellão, que se estreou nos profissionais do Botafogo com uma vitória convincente.

Aos 19’ o Botafogo mostrou ao que ia quando, após cobrança de escanteio do lado esquerdo, Justino endossou a bola de cabeça para o meio da área e Danillo completou para o fundo das redes. Todavia, o assistente do árbitro assinalou que a trajetória da bola teria descrito uma curva e ultrapassara a linha de fundo. Porém, a repetição visual da jogada em modo lento não indica que o gol devesse ser anulado.

O Botafogo voltou à carga e aos 22’ Marquinhos tentou a sua sorte de fora da área, mas Douglas Borges espalmou para escanteio. O Botafogo mostrava um desempenho superior à Portuguesa, mas a afobação – que já ocorrera anteriormente na Copinha – era grande na tentativa de inaugurar o marcador, o que gerava passes errados e perdas de bola.

Por outro lado, a Portuguesa procurava marcar em cima e as faltas sucederam-se de parte a parte, não se verificando oportunidades flagrantes de gol, excepto aos 44’ quando, após um cruzamento, Guilherme Silveira cabeceou em claríssimo impedimento e o gol da Portuguesa foi anulado.

No segundo tempo o Botafogo entrou com vontade de vencer e aos 52’ Anderson Rosa cometeu uma imprudência quando ao despachar a bola da grande área levou junto o pé de Felipe Januário. Penalidade máxima convertida com categoria pelo jovem Caio Valle, que comemorou intensamente, tal como Rodrigo Bellão. Botafogo 1x0.

A Portuguesa apertou o Botafogo, mas a defesa nunca vazada na Copinha afastava todas as bolas com bastante segurança. Bellão entendeu, então, reforçar o meio-campo e o ataque, fazendo entrar Barrera e Matheus Martins. Surgiram, assim, alguns contra-ataques perigosos nos quais apostávamos e que pecavam por muita individualidade, embora Arthur Izaque tenha conseguido um bom remate de fora da área para a defesa de Douglas Borges.

Bellão fez entrar Newton e Mateo Ponte, mas as perdidas continuaram. Por exemplo, aos 67’, Arthur Izaque deslumbrou-se com vários dribles e em vez de endossar a bola a Matheus Martins sozinho à entrada da área, tornou a driblar e perdeu a bola. Na jogada seguinte outro contra-ataque se perdeu pelo mesmo motivo.

E foi nesse tempo de ajuste dos alvinegros que a Portuguesa cresceu, embora aos 71’ Barrera tivesse rematado de fora da grande área e obrigasse Douglas Borges a espalmar para escanteio. Porém, a resposta da Portuguesa foi absolutamente arrasadora: no espaço de apenas um minuto criou três grandes oportunidades que não foram convertidas. Efetivamente, na sequência de uma grande pressão a Portuguesa conseguiu rematar à baliza, em três momentos distintos, surgindo então o goleiro Raul como a grande figura, espalmando um remate de Luiz Gustavo e depois dois remates sucessivos de Uelber, salvando espetacularmente a equipe do empate.

O Botafogo entretanto melhorou com as substituições e passou a explorar a profundidade, mas os contra-ataques acabaram se perdendo, ao mesmo tempo que, em situação de vencedora, a equipe procurava gerir melhor a partida e assegurar a vantagem.

Eis senão quando, contra todas as expectativas, a Portuguesa arrancou um contra-ataque envolvente aos 89’ e a bola acabou por sobrar para Uelber que, debaixo do travessão e com o goleiro fora da meta, desperdiçou o empate cabeceando por cima!

E, já agora, segundo o lema (nem sempre verdadeiro) de que “quem não faz leva”, o Botafogo respondeu dois minutos depois, aos 90+1’, após um ataque muito bem triangulado de Newton para Kauan Toledo e deste para Lucas Camilo que ousou rematar com força a uma distância de 25 metros e ampliar o marcador com um golaço que selou a saborosa vitória final do treinador e de tantos jovens que, ainda que necessitem de bastante polimento técnico, se estrearam jogando nos profissionais do Glorioso.

Rodrigo Bellão e os atletas estão fazendo um trabalho magnífico nas bases e calcorreando com bastante segurança os caminhos do sucesso. Parabéns a todos!

FICHA TÉCNICA

Botafogo x Portuguesa

» Gols: Caio Valle, aos 52’, e Lucas Camilo, aos 90+2’

» Competição: Campeonato Carioca

» Data: 15.01.2026

» Local: Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador (RJ)

» Público: 2.135 pagantes; 2.481 espectadores

» Renda: R$ 66.675,00

» Árbitro: Lucas Coelho Santos (RJ); Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Naiara Mendes Tavares (RJ); VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

» Disciplina: cartão amarelo – Kadu, Justino, Bernardo Valim, Kauan Toledo e Barrera (Botafogo) e Lucas Costa, Guilherme Santos, Henrique Rocha, João Paulo e Anderson Rocha e Alex Nascif – técnico (Portuguesa)

» Botafogo: Raul; Kadu (Mateo Ponte), Danillo, Justino (Lucas Camilo) e Gabriel Abdias; Marquinhos (Newton), Bernardo Valim e Caio Valle (Barrera); Kauan Toledo, Arthur Izaque e Felipe Januário (Matheus Martins). Técnico: Rodrigo Bellão (interino).

» Portuguesa: Douglas Borges; Sávio (Luiz Gustavo), Carlos Henrique, Lucas Costa e Guilherme Santos; Henrique Rocha (Chay), João Paulo () e Rhuan Silveira (Uelber); Guilherme Silveira, Bruno Mota e Léo Muchacho (Anderson Rosa). Técnico: Alex Nascif.

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