terça-feira, 2 de setembro de 2025

Wilson Goiano: lateral-direito raçudo na conquista de 1995

Fonte: X / Museu do Fogão.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Wilson Pereira Carvalho, o ‘Wilson Goiano’, nasceu no dia 9 de novembro de 1969, em Trindade, estado de Goiás, atuava como lateral-direito, era destro, media 1,77m de altura e pesava 65kg.

Wilson Goiano começou jogando nas categorias de base do Goiás (GO) em 1983 e foi promovido aos profissionais em 1986, aos 17 anos de idade, tendo rumado ao América Mineiro em 1993, dez anos após iniciar a sua carreira.

No Goiás, entre 1988 e 1993 atuou pelo menos em 70 jogos e marcou 1 gol, conquistando o campeonato goiano em 1989-1990-1991.

Porém a sua estadia durou pouco em Minas Gerais (3 jogos e 1 gol), ingressando no Botafogo FR no ano seguinte, em 1994. Em boa hora o fez porque se tornou titular do Botafogo e em 1995 conquistou o único Campeonato Brasileiro da sua trajetória profissional.

No dia 17 de dezembro de 1995, no jogo de volta pela decisão do Brasileirão, Santos 1x1 Botafogo (Botafogo 2x1 no jogo de ida), o Glorioso tornou-se campeão brasileiro alinhando com Wagner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva; Jamir, Leandro Ávila e Beto; Túlio Maravilha e Donizete. O gol botafoguense foi de Túlio Maravilha.

O Botafogo foi, indiscutivelmente, o grande clube do seu percurso, conquistando a Taça Cidade Maravilhosa em 1996, a Tríplice estadual Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Carioca em 1997 e o Torneio Rio-São Paulo em 1998.

No jogo de volta pela decisão do Torneio Rio-São Paulo, Botafogo 2x2 São Paulo (Botafogo 3x2 no jogo de ida), o Glorioso alinhou com Wagner; Wilson Goiano, Jorge Luiz, Gonçalves e Jefferson; Pingo, França (Zé Carlos), Djair e Sérgio Manoel (Alemão); Túlio e Maravilha e Bebeto. Os gols botafoguenses foram de Jefferson e Zé Carlos.

No Botafogo conquistou ainda três torneios internacionais em 1996: Troféu Teresa Herrera, Torneio Presidente da Rússia e Copa Nippon Ham.

Na decisão do importantíssimo Troféu Teresa Herrera o Botafogo, sempre em desvantagem no placar, conseguiu empatar por quatro vezes com a grande equipe da Juventus, conquistando o Troféu nas grandes penalidades. A equipe alinhou com Wagner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Grotto e Jefferson; Souza, Otacílio, Marcelo Alves (Marcos Aurélio) e França (Zé Carlos); Sorato (Mauricinho) e Túlio Maravilha. Os gols botafoguenses foram de Túlio Maravilha (2), França e Ferrara (contra).

Wilson Goiano saiu do Botafogo em 1999 (90 jogos e 1 gol), passou rapidamente pelo Inter de Limeira (SP) (14 jogos e 1 gol) e ingressou no Coritiba (PR) (6 jogos) ainda nesse ano, conquistando o Campeonato Paranaense de 1999.

Em 2000 rumou ao Rio Branco (SP) (13 jogos e 2 gols), em 2001 jogou no Matonense (SP) (11 jogos) e finalmente transferiu-se para o Gama (2001-2002) encerrando aí a carreira profissional (26 jogos).

Após pendurar as chuteiras Wilson Goiano formou-se em Direito e exerceu a profissão até 2013, mas descobriu que lhe faltava o ambiente futebolístico, deixou de exercer advocacia e nesse ano montou o Centro Esportivo Wilson Goiano, na sua cidade Natal, “onde vivemos o futebol 24 horas”.

Porém… regressou ao Botafogo 17 anos depois de encerrar a carreira, comemorando em 2019 a conquista da Copa Internacional de Futebol Legends pelo Botafogo, competição master que aos 50 anos de idade enriqueceu o seu currículo futebolístico, superando Corinthians, Sporting Cristal (Peru), River Plate (Uruguai) e Vasco da Gama.

Fontes: Blogue Mundo Botafogo (fichas técnicas); https://labnoticias.jor.br; https://pt.wikipedia.org; https://www.zerozero.pt

Carlos Augusto Montenegro e editor do Mundo Botafogo: tão diferentes e tão concordantes!

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Excerto de opinião manifestada pelo editor do Mundo Botafogo em 09.07.2025:

[https://mundobotafogo.blogspot.com/2025/07/john-textor-figura-chave-variacoes-em.html]

«Em dezembro J. Textor e A. Jorge eram uma espécie de Deuses para os botafoguenses, mas simultaneamente Textor era uma espécie de Diabo para os torcedores do Lyon, que se sentiam abandonados pelo ‘dono’.

E os problemas da Eagle Football, fora o sucesso desportivo do Botafogo, foram se acumulando em resultado das derivas de John Textor. No Brasil, John Textor envolveu-se em polêmicas que mais tarde percebeu que não tinha base de apoio suficiente para vencer e acabou mudando de estratégia; no Crystal Palace os acionistas maioritários não seguiam os planos de Textor e a sua influência era nula; no Lyon a crise financeira instalou-se e as críticas subiram de tom; quanto à equipe belga Textor decidiu recentemente mudar a sua designação e revoltou os torcedores. Quanto à equipe americana, tem permanecido fora dos nossos holofotes e pouco se sabe dela.

E neste pano de fundo em que Textor se mexia, ora para um lado, ora para outro lado, os seus clubes navegavam ao sabor do vento, ou melhor, ao sabor das prioridades de Textor, que não conseguia chegar a todos, beneficiando uns em prejuízo de outros e sem alcançar uma gestão equilibrada no quadro da Eagle Football, seja de estabilidade desportiva seja de estabilidade financeira. […]

Descartado do Crystal Palace, afastado do Lyon, distante do clube belga cujo nome trocou, Textor garantiu à TV Globo que “vou passar muito mais tempo a pensar na Eagle Football e focar-me novamente no Botafogo” – reconhecendo publicamente que se desfocara do Glorioso e negligenciara a gestão estratégica da Eagle Football. […]

É justamente por isso que é necessário clarividência para exercermos tanto o nosso agrado como o nosso desagrado face a cada situação concreta de gestão do Clube, porque chame-se ele SAF Botafogo, Botafogo de Futebol e Regatas ou outra designação futura qualquer, ele está acima de qualquer figura individual dentro ou fora de campo e será sempre o mesmo e único Botafogo que pulsa no nosso coração e enche as nossas almas de alegria.»

Entrevista de Carlos Augusto Montenegro em 31.08.2025 ao canal Panorama Glorioso | Texto de Fogaonet.com:

«Uma coisa que eu estranhei muito é que o Textor passou por vários lugares e não fez amigos. Brigou na França, brigou com a federação [francesa], brigou com o Lyon, brigou com a torcida. Foi para a Bélgica, pegou o Molenbeek, também brigou lá, o Molenbeek acabou caindo, a torcida não gosta. Ele foi para a Inglaterra e também os torcedores do Crystal Palace, antes de vender, não estavam gostando muito dele, ele volta para os Estados Unidos e briga com todo mundo, com os sócios da Eagle, que estão muito chateados com ele etc. e tal. […]

O Botafogo de Futebol e Regatas não pode viver de aventura, o Botafogo não pode apostar ou arriscar qualquer coisa, o Botafogo tem que ter garantias de continuidade, pagamento da dívida, etc. Não tem nenhum CPF na história maior que o Botafogo.»

Quando Carlos Augusto Montenegro e o editor do Mundo Botafogo, personalidades tão distintivamente opostas, interpretam com veemência exatamente as mesmas ideias críticas sobre os comportamentos derivantes de um terceiro a quem ambos estamos gratos, é porque algo vai muito mal no reino da SAF Botafogo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Mura: o lateral direito da gloriosa década de 1960

 Tricampeões juvenis (1961-62-63). Estádio de General Severiano.
Acervo de Mura. Legendas de Marcelão Marcelo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Maurício Pereira Barros, o ‘Mura’, nasceu no dia 4 de fevereiro de 1944, no Recife, estado de Pernambuco, atuava com lateral-direito e foi cria do Botafogo.

O percurso profissional de Mura foi bastante curioso: o atleta jogou profissionalmente pelo Botafogo no período de 1963 a 1966 e foi emprestado ao Atlético Mineiro em 1967; regressou ao Botafogo para cumprir as temporadas de 1968 e 1969 e ainda em 1969 foi emprestado ao Bahia; em 1970 e 1971 tornou a jogar pelo Botafogo e encerrou a carreira no Paysandu, em 1973. Foi também emprestado ao Olaria, comprovado por uma foto de equipe, mas desconhece-se o período da ocorrência.

Mura pertenceu à célebre geração que conquistou o tetracampeonato de 1961-1962-1963-1964 e na qual foram revelados craques como Dimas, Jairzinho e Roberto Miranda, mais tarde campeões do mundo, Arlindo e Othon Valentim, entre outros.

No dia 23 de junho de 1963 estreou na equipe principal, em empate por 0x0 com a Portuguesa, pelo Torneio Início. Sob o comando de Egídio Landolfi, o 'Paraguaio', a equipe alinhou com Hélio Dias; Mura, Zé Carlos, Adevaldo e Dimas; Luiz Carlos Theodoro e Arlindo; Jairzinho, Roberto, Dedé e Othon Valentim.

No primeiro período de estadia no Botafogo Mura foi convocado para a Seleção Brasileira Restritiva (Sub-23 / Olímpica) em 1964 e atuou em 8 jogos. Neste âmbito participou da Olimpíadas de Tóquio e foi titular contra Egito, Coreia do Sul e Tchecoslováquia.

O último jogo pelo Botafogo ocorreu no dia 19 de dezembro de 1971, na derrota por 1x0 para o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro.  Sob o comando de Egídio Landolfi, o 'Paraguaio', a equipe alinhou com Wendell; Mura, Djalma Dias, Queiroz e Valtencir; Carlos Roberto e Marcos Aurélio (Didinho); Zequinha, Jairzinho, Ney Oliveira e Careca (Tuca).

Quer na estreia, quer na despedida, Mura foi expulso em ambos os jogos.

Pelo Botafogo Mura atuou em 102 jogos (incluindo Torneio Início) e marcou 3 gol

Títulos nacionais oficiais conquistados pelo Botafogo:

» Campeonato Carioca de Juvenis: 1961-1962-1963-1964

» Torneio Início: 1963

» Torneio Rio-São Paulo: 1964, 1966

» Torneio Quadrangular de Teresina: 1966

» Taça Guanabara: 1968

Fontes: Facebook Botafogo “O imortal time dos sonhos”; https://pt.wikipedia.com; https://tardesdepacaembu.wordpress.com

Um futebol aberto ao mundo

Crédito: Worten.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Um futebol aberto ao mundo melhora as competições, aprimora o futebol, aumenta a competitividade, atrai e fascina os torcedores.

O futebol inglês e a sua Premier League encantam e preenchem um imaginário de chegada para todos os futebolistas, treinadores e investidores do mundo inteiro.

Listar todas as nacionalidades de jogadores presentes no futebol inglês é tarefa árdua, mas listar os treinadores e os proprietários que iniciaram a nova temporada 2025-2026 no comando dos clubes ingleses é fácil e dá-nos uma ideia da abertura do futebol inglês ao mundo e aos benefícios de receber novas ideias, novos métodos, novas culturas.

Os 20 clubes ingleses da Liga principal têm por treinadores 4 espanhóis (20%), 4 portugueses (20%), 3 ingleses (15%) e ainda por mais 9 treinadores de nacionalidades diferentes (5% cada) oriundas da Alemanha, Áustria, Dinamarca, Escócia, EU América, França, Irlanda, Itália e Países Baixos – em suma, 12 nacionalidades!

Eis a lista completa:

ESPANHA (4): Andoni Iraola – Bournemouth; Mikel Arteta – Arsenal; Pep Guardiola – Manchester City; Unai Emery – Aston Villa.

PORTUGAL (4): Marco Silva – Fulham; Nuno Espírito Santo – Nottingham Forest; Ruben Amorim – Manchester United; Vítor Pereira – Wolverhampton Wanderers.

INGLATERRA (3): Eddie Howe – Newcastle United; Graham Potter – West Ham United; Scott Parker – Burnley.

ALEMANHA (1): Daniel Farke – Leeds United.

ÁUSTRIA (1): Oliver Glasner – Crystal Palace.

DINAMARCA (1): Thomas Frank – Tottenham Hotspur.

ESCÓCIA (1): David Moyes – Everton.

E.U. AMÉRICA (1): Fabian Hürzeler – Brighton.

FRANÇA (1): Régis Le Bris – Sunderland.

IRLANDA (1): Keith Andrews – Brentford.

ITÁLIA (1): Enzo Maresca – Chelsea.

PAÍSES BAIXOS (1): Arne Slot – Liverpool.

No que respeita a proprietários os 20 clubes ingleses da Liga principal são propriedade de 12 americanos (41%), 6 ingleses (20,5%), 2 chineses (7%) e ainda mais 9 proprietários de nacionalidades diferentes (3,5% cada) oriundos de Arábia Saudita, Áustria, Chéquia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Grécia, País de Gales, Rússia e Suíça - em suma, 12 nacionalidades.

Consequentemente a variedade é ampla e diversos clubes possuem mais do que um proprietário de nacionalidades diferentes em diversos casos:

E.U. AMÉRICA (12): Arsenal, Aston Villa (parcial), Burnley, Chelsea (liderança), Crystal Palace (parcial), Everton, Fulham (parcial), Leeds United (parcial), Liverpool, Manchester United (Glazers), Newcastle United (via mídia), West Ham United (parcial).

INGLATERRA (6): Brentford, Brighton, Crystal Palace (Parish), Manchester United (Ratcliffe), Tottenham Hotspur, West Ham United (parcial).

CHINA (2): Manchester United (minorias), Wolverhampton.

ARÁBIA SAUDITA (1): Newcastle United (PIF).

ÁUSTRIA (1): Leeds United (Red Bull).

CHÉQUIA (1): West Ham United (Křetínský).

EGITO (1): Aston Villa (Sawiris).

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (1): Manchester City (maioria)

GRÉCIA (1): Nottingham Forest

PAÍS DE GALES (1): West Ham United (parcial).

RÚSSIA (1): Bournemouth.

SUÍÇA (1): Chelsea (Wyss, minoritário).

Em suma,  futebol inglês é um caleidoscópio de nacionalidades, é um mundo de todo mundo!

Botafogo, impressionante campeão estadual de remo 2026

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