domingo, 25 de outubro de 2026

Botafogo 3x0 Internacional – ligue-se o alerta

Walter, pela enésima vez. Para quando não ter que publicar esta figura novamente?

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

É Tempo de Social!

Desde 2020 não se via uma temporada como esta. Erros graves de gestão que se refletiram/refletem no plantel e no rendimento da equipe, cujos valores individuais são bastante superiores aos resultados alcançados.

Muitos de nós receamos este novo ‘Tempo de Social’ e tudo se encaminha para ser o pior ano desde 2020, o que não espanta muitos de nós.

A atitude e a eficácia estiveram do lado do Internacional, que mais uma vez o Botafogo ressuscitou exatamente como nos tempos antigos, apresentando uma fragilidade defensiva impressionante e pouca capacidade de reação – o que significa que a atitude permanece a nível meramente cadenciado e burocrático.

Foi a terceira derrota sob o comando de Tite, que tem o ‘magnífico’ aproveitamento de 26,7% em 5 jogos, numa equipe que ainda possuía alguma esperança de chegar à zona de classificação para a Libertadores e em vez disso continua flertando com o Z4.

Ademais, 3x0 é um resultado escandaloso em se tratando de um adversário do Z4, permitido por sucessivos erros de uma equipe desligada, embora a qualidade individual disponível devesse traduzir-se numa equipe mais criativa e mais combativa.

Tite continua a escavar soluções que não encontra, em vez de fazer o tradicional ‘feijão com arroz’, tornando a equipe mais pragmática e estável num campeonato demasiado avançado para experiências prolongadas.

O Internacional jogou com a urgência de quem precisava desesperadamente de vencer e o Botafogo foi incapaz de responder, aceitando a urgência dos gaúchos e deixando-nos dúvidas muito sérias sobre a organização coletiva, a intensidade competitiva e a capacidade de Tite para melhorar a equipe no curto prazo.

A defesa mostrou-se vulnerável às investidas laterais, evidenciando dificuldades de anular o arranque colorado pela ala direita e de acompanhar a chegada de Matheus Bahia ao segundo poste no primeiro gol; no segundo gol a defesa não conseguiu afastar a bola, quicando de cabeça em cabeça até sobrar para Bernabei que rematou em zona proibitiva já no miolo da grande área; no terceiro gol a nossa defesa encontrava-se totalmente desarticulada, concedendo um espaço imenso para a transição e o remate vitorioso.

De modo geral o meio-campo apresentou-se muito pouco competitivo, tendo Allan e Danilo muitas dificuldades nos duelos e na proteção à defesa, dificultando a recuperação de bola e consequentemente a construção de jogadas.

No ataque, além de aqui e ali Kauan Jesus tenha sido acionado, os movimentos atacantes mais perigosos ocorreram tardiamente, já depois do 3x0, através de Ziyech numa boa defesa de Kauan Jesus e de Marçal acertando a trave.

É certo que a chuva tornou o campo pesado e dificultou a circulação de bola, mas as equipes têm que se preparar para isso, e foi o Internacional que se adaptou melhor mediante decisões simples, atenção às segundas bolas e agressividade nos duelos.

Em suma, o Botafogo não funciona coletivamente e o conjunto dos cinco jogos de Tite permitem avançar com uma pergunta oportuna e legítima: até que ponto o péssimo rendimento do Botafogo resulta das opções táticas de Tite?

Esperemos que a equipe consiga vencer o Remo no próximo desafio, caso contrário…

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x3 Internacional

» Gols: Matheus Bahia, aos 31’, Juninho, aos 41’, e Bernabei, aos 66’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 24.10.2026

» Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS)

» Público: 30.703 pagantes; 33.406 espectadores

» Renda: R$ 1.450.464,00

» Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES); Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Douglas Pagung (ES); VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

» Disciplina: carta amarelo – Álvaro Montoro e Ferraresi (Botafogo) e Bernabei (Internacional)

» Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles; Allan (Domingos Andrade), Danilo (Huguinho) e Álvaro Montoro; Cristian Medina (Júnior Santos), Tiquinho Soares (Arthur Cabral) e Matheus Martins (Ziyech). Técnico: Tite.

» Internacional: Kauan Jesus; Bruno Gomes, Maripán e Juninho; Aguirre, Ronaldo (Bruno Henrique), Thiago Maia (Paulinho) e Matheus Bahia; Alan Patrick (João Victor), Alerrandro (João Bezerra) e Bernabei (Calebe). Técnico: Eduardo Baptista.

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