segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Basquetebol: 1º campeão brasileiro entre cariocas


Augusto Shaw, um norte-americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, completou seus estudos na Universidade de Yale, onde em 1892 graduou-se como bacharel em artes e onde Shaw tomou contacto pela primeira vez com o basquetebol.

Em 1894, Augusto Shaw foi convidado para docente do tradicional Mackenzie College, em São Paulo, levando na bagagem uma bola de basquetebol. Após muita persistência ele conseguiu convencer os alunos de que não se tratava de um jogo exclusivo de mulheres e criou a equipa do Mackenzie College, ainda em 1896.

Em 1912 aconteceram os primeiros torneios de basquetebol do Rio de Janeiro e em 1939 o Club de Regatas Botafogo tornou-se o primeiro clube brasileiro de basquetebol a vencer uma equipa americana.

As equipas do Botafogo possuem grandes tradições no basquetebol, tendo obtido dez títulos de Campeão Estadual masculino desde 1939 e sete títulos de Campeão Estadual feminino desde 1955. Ambas as equipas foram tetracampeãs cariocas; a equipa masculina em 1942-1943-1944-1945 e a equipa feminina em 1960-1961-1962-1963. A equipa feminina tornou a ser campeã estadual em 1995 e 2006.

Porém, o maior feito conseguido pelo Botafogo foi sagrar-se o primeiro clube carioca a vencer o Campeonato Brasileiro de Basquetebol masculino em 1967. A equipa era formada por José Luiz Pereira, Raimundo Grossi, Cláudio Devoto, César Sebba, José António Gonçalves, Aurélio Tomasini, Carlos Netto, Otto Ditrichi Júnior, Édson Ramos, José Carlos Ciavella e Ricardo Conde. O técnico era Tude Sobrinho.

No que respeita a figuras, destacaram-se grandes basquetebolistas entre os quais: Óscar Zelaya, campeão carioca, brasileiro e olímpico em 1936; Sérgio Macarrão na década de 1960; Neuci Ramos da Silva, tetracampeã de basquetebol em 1963, medalha de prata em 1963 e 1957 e medalha de bronze em 1955 nos Jogos Pan-americanos; Marcelinho na década 1990.

O Botafogo também produziu dirigentes nacionais, de entre os quais se destaca Gerasime Bozikis (jogador e dirigente), que chegou a Presidente da Confederação Brasileira de Basquetebol.

Gerasime Bozikis, ‘O Grego’, iniciou-se no basquete aos 10 anos ainda em Atenas e no Brasil jogou no Nova Friburgo, no Syrio e Libanês, América, Tijuca e, finalmente, no Botafogo. Mais tarde foi director e vice-presidente do Botafogo; em 1982 entrou para a Federação de Basquetebol do Rio de Janeiro como Vice-presidente Técnico e foi Presidente entre 1985 e 1997, tendo assumindo desde este último ano o cargo de Presidente da Confederação Brasileira de Basquetebol.

Fontes principais
Pepe, Braz; Miranda, Luiz; Carvalho, Óscar (1996), Botafogo o Glorioso – uma história a preto e branco, Petrópolis: Ney Óscar Ribeiro de Carvalho
http://www.basketrio.com.br
http://www.botafogonocoracao.com.br
http://www.cbb.com.br
http://www.geocities.com

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Quem será o melhor jogador durante o campeonato?

Resultados da enquete:

Castillo: 6 voto (20%)
Ferrero: 10 votos (33%)
Jorge Henrique: 9 votos (30%)
Lúcio Flávio: 5 votos (17%)
W. Paulista: 0 votos (0%)

[Votação entre 28/01-03/02/2008]

sábado, 2 de fevereiro de 2008

7ª vitória consecutiva: vencer sem convencer

O Botafogo começou a partida tecnicamente bem, jogou razoavelmente fechado na defesa, superiorizou-se ao Vasco devido à rapidez imprimida às jogadas e acabou por inaugurar o marcador num golaço de Zé Carlos. O Vasco reagiu ao gol, como seria natural, mas o Botafogo continuou a jogar discreto, aguentou-se bem na defesa e tornou a marcar após a cobrança de escanteio.

Porém, Jorge Henrique lesionou-se, foi substituído e o ataque do Botafogo eclipsou-se. Parecendo que estava jogando pouco, a verdade é que a energia e as desmarcações de Jorge Henrique dificultam o trabalho de qualquer defesa e dão espaço aos companheiros para entrar na área.

Na segunda parte a defesa do Botafogo abriu-se novamente como noutros jogos, o Vasco entrou e marcou aos dois minutos. A bola foi centrada, a defesa falhou, o adversário cabeceou forte e a bola bateu nas mãos de Castillo e entrou. A seguir Zé Carlos foi expulso – em minha opinião deveria ter sido apenas cartão amarelo –, o Botafogo desconjuntou-se e o Vasco empatou num rebote de uma bola novamente espalmada para a frente por Castillo.

O Botafogo tentou segurar o empate (a saída de W. Paulista e a entrada de Édson faz adivinhar o novo esquema), mas acabou por ganhar através de um penalty cometido sobre Fábio e assinalado por Lúcio Flávio já no final do confronto. A 5ª vitória consecutiva no campeonato e 7ª este ano mostrou, contudo, que este Botafogo é extremamente semelhante ao Botafogo de 2007, tal como tenho vindo a referir.

O ataque, enquanto esteve organizado, foi bem, mas a defesa claudicou novamente na 2ª parte. As bolas centradas para a área botafoguense são praticamente meio gol e o goleiro é bastante fraco, quer nas saídas pelo alto quer no afastamento de bolas perigosas. Do que se viu até agora, a defesa continua a fraquejar e Castillo é responsável, pelo menos, por três gols dos adversários.

É impressionante como este Botafogo se assemelha tanto ao de 2007, quer no esquema ofensivo quer no esquema defensivo, e até mesmo no goleiro. As forças e as fraquezas são muito semelhantes e isso mostra várias coisas: a) a capacidade do treinador em colocar uma equipa a jogar ofensivamente, mesmo tendo jogadores que se conhecem mal; b) a incapacidade do treinador armar a defesa, quer no jogo pelo alto quer na permissão dos adversários a entrar facilmente na área (vê-se vezes demais os adversários isolados na área!); c) o treino de goleiros parece continuar destinado ao fracasso, porque Castillo continua a sair mal e a afastar pessimamente as bolas, acabando algumas em gol; d) a insistência em jogadores como Renato Silva, cujo (mau) futebol parece ter contagiado Ferrero, não beneficia esta equipa. Penso que quer o Renato quer o Alessandro não são jogadores para esta equipa, apesar deste último se esforçar bastante.

Deve-se realçar que, pelo menos, a equipa tem a vantagem de não ter o tricolor Dodô nem quaisquer outros craques. Assim, o ataque deixou de jogar ‘enrolado’ à volta do tricolor Dodô e a equipa é mais prática a jogar, marca gols ensaiados e aproveita as bolas paradas, bem como os jogadores colaboram mais entre si (em minha opinião, W. Paulista, J. Henrique e Zé Carlos têm triangulado bem para o tempo que jogam em conjunto). Não deixámos de marcar gols bonitos (que golaço, Zé Carlos!) e passámos a marcar também gols oportunos à medida do saudoso André Lima (bom gol, Túlio!).

Em suma, vencemos novamente, mas não convencemos ainda, porque o Botafogo tornou a complicar o que parecia fácil. O Botafogo jogou a 2ª parte de um tal modo que tanto poderia vencer como perder. Para se ser campeão não se pode viver esta angústia, dentro e fora do campo. Urge que Escalada esteja em forma, que as novas peças da defesa comecem a jogar, que o goleiro seja treinado nas suas falhas – e não desculpado publicamente como fez Cuca no último jogo –, que seja montada uma defesa segura para 90 minutos e não apenas 45 (é urgentíssimo, caramba!; o treinador continua sem ver isso?!?!?!) e que o 3-5-2 seja revisto, porque os jogadores não se adequam ao esquema.

As minhas observações sobre o esquema são muito semelhantes há quase um ano; outros companheiros botafoguenses também dizem o mesmo há quase um ano, as derrotas por causa disso foram bastantes em 2007 e não há maneira de se reconhecer que há aqui um problema. E enquanto não se reconhece que há um problema, obviamente que não haverá ninguém para resolver aquilo que não se reconhece como tal.

FICHA TÉCNICA
Botafogo 3x2 Vasco da Gama
Gols: Zé Carlos (17’ 1ºT), Túlio (34’ 1T), Lúcio Flávio (pen.) (41’ 2ºT); Jorge Luiz (2’ 2ºT), Bruno Meneghel (32’ 2ºT)
Competição: Campeonato Carioca
Estádio Mário Filho, o ‘Maracanã’, 2 de Fevereiro de 2008
Arbitragem: Péricles Bassols; Wagner Santos e Jorge Luis Roxo (RJ)
Cartões amarelos: Diguinho (Botafogo); Jonílson, Abuda (Vasco)
Cartões vermelhos: Zé Carlos (Botafogo); Luizão (Vasco)
Botafogo: Castillo; Alessandro, Ferrero, Renato Silva e Triguinho (Abedi); Túlio, Diguinho, Lucio Flavio e Zé Carlos; Jorge Henrique (Fábio) e Wellington Paulista (Édson). Técnico: Alexi Stiva, o ‘Cuca’.
Vasco da Gama: Tiago; Wagner Diniz, Jorge Luiz, Luizão e Carlinhos; Jonílson (Bruno Meneghel), Beto, Leandro Bomfim (Amaral) e Morais; Alex Teixeira e Alan Kardec (Abuda). Técnico: Alfredo Sampaio.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Boliche: uma incursão nos jogos de salão

São Paulo concentrava a maioria dos boliches brasileiros e, no período entre 1963 e 1969, a cidade chegou a dispor de 96 boliches, muitos dos quais vieram a fechar devido à má qualidade das pistas.

Nessa época diversos cantores como Roberto Carlos e Elis Regina, bem como jogadores de futebol, eram proprietários de boliches. O último destes boliches a fechar – o Gran Boliche – foi em 1996, no qual os pinos ainda eram recolocados manualmente por pinboys.

Anos antes, em 1982, instalou-se o primeiro boliche oficial automático no Brasil, o Morumbi Bowling Show, que iniciou uma nova fase no desporto.

Segundo a minha pesquisa, os títulos do Botafogo foram conquistados durante os anos de 2001 a 2005.

O primeiro título conquistado foi o de Campeão Estadual de Boliche, categoria simples, em 2001, com a seguinte equipa: Daniel Raphanelli, Eduardo Macedo, Márcio Martins, Tininha Muelas, Marcel Gladulich, Toninho Carvalho, Valéria Stilben, Anderson Verçosa, Manoel Tavares, Álvaro Ferreira, Pedro Tavares, Milena Carvalho, Andras e Fernando Cherfen.

Nesse mesmo ano, o Botafogo obteve a Medalha de Bronze (3º lugar) no módulo bronze do Campeonato Brasileiro de Clubes e conquistou a Taça Brasil de Boliche masculino juvenil com a seguinte equipa: Pedro Tavares, Felipe Ventura e Márcio Martins [total de 732 pontos].

Em 2002 o Botafogo conquistou o Torneio Maria Lilia de Almeida Rego da Liga Norte de Boliche da categoria simples com a seguinte equipa: Daniel Raphanelli, Anderson Verçosa, Márcio Martins, Álvaro Ferreira e Tininha.

Em 2005 o Botafogo foi Campeão Estadual de Quartetos por Equipas.

Entretanto, individualmente destacou-se o então atleta juvenil, Daniel Raphanelli, que atingiu por duas vezes o recorde de 300 pontos, 12 strikes, e que obteve o 1º lugar em rankings estaduais nas categorias de base. As suas façanhas são destacadas em outro artigo.

Individualmente deve-se referir, ainda, em 2004, o título de vice-campeão estadual individual da 1ª divisão, obtido por Guto Cardoso, com os seguintes resultados finais: Guto Cardoso (Botafogo) 210x195 Caco Cruz (Vasco da Gama) e Guto Cardoso (Botafogo) 168x185 Márcio Vieira (Vasco da Gama).

No mesmo ano, P. Dias conquistou o título de campeão estadual individual da 2ª divisão, com os seguintes resultados finais: P. Dias (Botafogo) 161x157 Oliveira (Mangalarga); P. Dias (Botafogo) 185x168 Óscar (Fluminense); P. Dias (Botafogo) 180x150 Óscar (Fluminense) no desempate.

Fontes principais
http://www.bira.com.br/
http://www.boliche.com.br/

Lucas Emanuel: o mais jovem artilheiro do Botafogo XXI

Crédito: Vitor Silva | Botafogo. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Lucas Emanuel Jales do Nascimento nasceu no dia 3 de junho de ...