terça-feira, 3 de setembro de 2024

Brasileirão Betano 25ª rodada: destaques botafoguenses

Igor Jesus | Cara da Rodada

por BRASILEIRÃO BETANO

SELEÇÃO DA RODADA

Léo Jardim (Vasco da Gama);

William (Cruzeiro), Alexander Barboza (Botafogo), João Victor (Vasco da Gama) e Lucas P. (Vasco da Gama);

Marlon Freitas (Botafogo), Matheus H. (Cruzeiro) e Garro (Corinthians);

Maurício (Palmeiras), Igor Jesus (Botafogo) e Kaio Jorge (Cruzeiro).

Técnico: Artur Jorge (Botafogo).



segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Botafogo ganha Ouros no Brasileiro de Judô - resultados

Fonte: @botafogojudo

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Aleksander Lotto e Wagner Guimarães conquistaram duas medalhas de Ouro no Campeonato Brasileiro de Judô / Veteranos, organizado pela Confederação Brasileira de Judô, que decorreu no Ginásio Internacional Newton de Faria, em Anápolis (GO), nos dias 24 e 25 de agosto de 2024.

O Botafogo Judô competiu com três atletas e obteve os seguintes resultados:

CLASSE M4 (+100kg)

1º Aleksander Lotto (Botafogo/RJ)

2º Anderson Vargas (SC)

3º Carlos Silva (PE)

3º Igor Dhozawa (GO)

Fonte: @botafogojudo

CLASSE M5 (-73kg)

1º Wagner Guimarães (Botafogo/RJ)

2º Sérgio Tanabe (DF)

3º César Rocha (SP)

3º Alexandre Leocádio (AM)

CLASSE M4 (-90kg)

5º Daniel Menezes (Botafogo/RJ)

Aleksander Lotto mostrou-se muito satisfeito com os resultados:

– «Representar o Botafogo na primeira participação da equipe em um Brasileiro de Veteranos é muito especial para mim, para o Daniel e para o Wagner. Agradeço ao Botafogo e aos nossos treinadores, pois com este trabalho de excelência estamos em todos os pódios dos campeonatos do estado e do país.»

Fontes: @botafogojudo; extra.globo.com; #fogonotatame; judori.org

Voz de Rafaella Santos: torcedora de raiz

Fonte: Instagram Jogada10.

por CNN BRASIL

«Nasci em Santos, mas logo depois, a gente foi para Mogi das Cruzes, onde nasceu meu irmão. Eu tinha uma melhor amiga que era aqui do Rio de Janeiro, morava em Niterói, eu tinha uns seis anos. É aquele negócio, você quer ser igual a sua melhor amiga, aquela paixão e tudo. Eu comecei a frequentar a casa e os almoços de família dela e tudo era do Botafogo. Eu falei assim: ‘Eu quero conhecer o Botafogo’. […]

E quando meu irmão veio jogar no Rio, na base do Santos ainda, pedi para me levar no Botafogo. Ele disse ‘para que?’. Eu queria conhecer, queria ir lá. Comecei a procurar, a gostar, a ir nos jogos, a torcer. […]

Quando tinha Santos x Botafogo, eu dizia para o meu irmão ‘desculpa, mas hoje eu vou torcer para o Botafogo. Eu torço para você fazer gol, para vencer não’. Quando ele foi para fora do Brasil, esquece, é só Botafogo.»

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/botafogo/botafoguense-irma-de-neymar-vai-ao-classico-contra-flamengo-no-nilton-santos/?hidemenu=true

domingo, 1 de setembro de 2024

Botafogo 2x0 Fortaleza: jogo de estratégia e ousadia

Créditos: Vitor Silva / Botafogo. Montagem: Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Um jogo de futebol que reunia o líder e o vice-líder, em disputa direta pela manutenção ou alteração da liderança, dificilmente deixaria de ser um jogo verdadeiramente interessante cujas equipes são comandadas por dois grandes intérpretes da estratégia futebolística – Artur Jorge e Juan Vojvoda.

Ambas as equipes jogaram reconhecendo a grande valia do adversário e claramente se estudaram durante umas duas dezenas de minutos, com o Botafogo dominando as operações de ataque e o Fortaleza cauteloso nas operações de defesa.

Porém, sempre por cima do jogo, determinado a vencer, o Botafogo preencheu o meio campo deixado pelo recuo do Fortaleza e concatenou inúmeros ataques que desgastavam o adversário, enquanto a equipe de Vojvoda só timidamente chegava ao ataque, explorando ligações diretas, mas esbarrando no desempenho fenomenal de Barboza e na firmeza de Bastos – que não permitiam nenhum ataque perigoso do adversário.

O Botafogo não somente fazia bem a transição atacante, mas foi esmerado na transição defensiva, nunca descuidando da recomposição da retaguarda.

E, assim, as oportunidades de gol não apareciam com clareza, porque ambas as equipes montaram um sistema de marcação notável, e sem descuidar o ataque sempre que possível. O Botafogo dominava a partida usando de muita mobilidade, que exigia esforços redobrados do adversário a defender-se para não se desarticular, atacando sempre com os dois meio-campistas ofensivos e os dois atacantes, reforçado pelos dois laterais avançados, deixando a defesa guardada pelos dois meio-campistas defensivos e a zaga, recuando os dois laterais sempre que a bola era perdida na frente.

E nesse jogo estratégico a primeira oportunidade real de gol pertenceu a Igor Jesus, que se ergueu livre no alto para cabecear aos 27’, mas a pontaria não foi tão afinada quanto desejaria e a bola saiu ao lado com o goleiro batido.

Daí em diante o Botafogo ainda cresceu mais, articulando as suas melhores jogadas com a bola no solo e o gol parecia estar amadurecendo. Seria apenas uma questão de tempo, embora Luiz Henrique, muito marcado e bem menos criativo do que o habitual, perdia oportunidades de finalizar dentro da área devido a não conseguir iludir a marcação.

Faltava, então, claramente, um homem para arrastar a defensiva adversária, abrir espaços na muralha do Fortaleza e permitir a entrada de um dos outros 3 homens que atacavam – tal como Júnior Santos fazia, no seu trabalho claramente coletivo de criar oportunidades de gol aos companheiros.

Apesar disso, o Fortaleza cada vez mais sentia dificuldades em conter a avalanche alvinegra, e eis quando aos 37’ o goleiro do Fortaleza simulou um ‘dói-dói’ em jogada de gol iminente e ficou algum tempo no chão aos cuidados da sua equipe médica, para esfriar os ânimos atacantes do Botafogo.

Mas nem assim o Glorioso parou de atacar, embora o grande objetivo de um jogo de futebol não fosse alcançado na 1ª parte – o gol!

Todavia, para que se tenha noção do que foi o filme da 1ª parte, veja-se alguns dados do jogo: Botafogo com 75% de posse de bola, 8 escanteios contra 1, 12 remates contra 6, 6 remates bloqueados contra 1, em nehum momento o Fortaleza teve uma oportunidade real de gol.

Na 2ª parte o Botafogo aprofundou o seu domínio e aos 49’ Luiz Henrique teve a clara oportunidade de marcar através de remate frontal que foi parar às mãos de João Ricardo; aos 55’ Savarino teve a oportunidade de rematar no semicírculo da grande área, mas a noite não era sua e todos os seus remates foram desenquadrados da baliza; aos 56’ um remate acabou por ser bloqueado in extremis após excelente teia de triangulações urdidas pelo ataque botafoguense – novamente se sentindo a falta do abre-defesas, Júnior Santos, para rebentar com o cadeado defensivo do Fortaleza.

Artur Jorge decidiu, então, refrescar o ataque para desgastar mais ainda a defensiva contrária e fez entrar, de uma assentada, Danilo Barboza, Tiquinho Soares e Matheus Martins em lugar de Gregore, Luiz Henrique e Savarino, sendo Gregore por via de já ter um cartão amarelo e Luiz Henrique e Savarino por maior desgaste numa noite que não havia sido das melhores para eles.

E na jogada seguinte o gol inaugural que teimava em não aparecer. Efeito das substituições? Efeito de uma jogada fenomenal de equipe? Nada disso. Foi efeito do momento mais inspirador e criativo de um atleta do Botafogo durante toda a partida – um passe de 40 metros de Alexander Barboza direitinho para os pés de Igor Jesus descaído pela direita do ataque do Botafogo e já entrando na grande área. O artilheiro avançou, amorteceu a bola no peito, a marcação colocou-se imediatamente à sua frente, o goleiro fechou o ângulo, mas a rapidez do remate de primeira e cruzado de Igor Jesus descobriu um espaço milimétrico e o esférico aninhou-se no fundo das redes do ex-líder do campeonato a partir daquele instante. Botafogo 1x0.

Gol do 99 e a liderança adversária que morre!

Ferido de morte, o Fortaleza ainda tentou atacar galhardamente, mas o Glorioso fora renovado de forças no ataque e o desgaste foi-se acentuando com tantos ataques do Botafogo ao longo do jogo – que dominou de ponta a ponta.

Aos 79’ um chutaço de Tchê, Tchê saiu rasando o poste e aos 85’ era visível o desnorte no rosto de Vojvoda perante a avalanche botafoguense e a energia da sua defensiva a claudicar. Que fazer? – pensava ele. E não encontrava resposta possível para uma equipe que tipicamente joga na defensiva e espera pacientemente por um erro adversário, que não aconteceu, nem a meio campo, nem na zaga, onde Alexander Barboza não cometeu nenhum erro, acertou em todas as suas intervenções e fez – embora de outro modo – o papel que Júnior Santos fazia para desbaratar a defesa, no caso concreto rasgando a defesa com um passe fenomenal à Gérson, Canotinha de Ouro, ou à Didi, como prefira o leitor, para o gol tão esperado, amadurecido e profundamente desejado por toda a enorme multidão que no Niltão incitou o Botafogo durante todo o tempo.

E eis que com a vitória na mão, Tiquinho Soares tocou de calcanhar para Marlon Freitas lançar de primeira, ainda na nossa intermediária, Igor Jesus, que, na corrida, bateu dois defensores do Fortaleza já estafados da surra de ataques impostos pelo Glorioso e fuzilou João Ricardo, aos 90+1’, estabelecendo o placar final que mostra à evidência que o Botafogo joga futebol a sério, concentrado e determinado desde o primeiro ao último minuto. Botafogo 2x0.

Como notas finais:

I

Vale lembrar que a CBF poderia cuidar de se livrar do seu ridículo papel de pretender diminuir a dinâmica da equipe nas partidas no Niltão ao desmembrar todos os jogos do Botafogo para os sábados à noite, visando dificultar a presença da torcida (e talvez diminuir a receita de bilheteira), porque isso não vai desmobilizar uma torcida que sempre disse que jamais se renderá – o que faz é diminuir a dinâmica de um campeonato cujo esforço dos atletas a CBF não é merecedora!

II

Destacar que bastou uma semana para o Botafogo renovar energias e elevar o seu futebol ao nível das estrelas, mostrando à saciedade que o calendário CBF é absurdo, ‘homicida’ do desempenho dos atletas e prestador de um péssimo serviço ao futebol brasileiro – dentro e fora de portas!

III

O Botafogo não permitiu ao ex-líder Fortaleza evidenciar as suas qualidades atacantes, não havendo, ao longo do jogo, nenhuma real oportunidade de gol a favor do adversário, evidenciando o absolutismo do futebol do Glorioso.

IV

Realçar que, apesar de poucas vezes destacar as ações individuais dos atletas para os desfechos das partidas, porque o individual pode ser decisivo aqui e ali, mas o coletivo é que faz as conquistas, anoto com muita satisfação o desempenho de Alexander Barboza por não ter errado nenhum desarme nem nenhum passe e ser o responsável para o lindo passe ‘fatal’ – pelo que, pese embora o par de gols obtido por Igor Jesus, considero que Barboza foi o maior destaque individual da partida, o ‘craque’ do jogo.

V

Finalmente partilhar com os leitores que fui enxadrista em tempos idos – ainda pratico quando os amigos a isso se dispõem – e que este foi um jogo tipicamente de xadrez em que a paciência, aliada à ousadia, sobrepôs-se claramente à estratégia defensiva que espera tão-somente um deslize adversário para o encurralar. A estratégia defensiva é legítima, mas raramente acaba por chegar ao estrelato.

E o Botafogo é o Clube da Estrela d’Alva, ou seja, Vênus, designada nos tempos romanos como a ‘Deusa do Amor e da Beleza’ – e assim se juntaram, na Gloriosa noite de ontem, o Amor da torcida à Beleza estratégica e tática do melhor futebol brasileiro da atualidade.

Porém, sem esquecer a máxima: “jogo a jogo”, que vale tanto para a comissão técnica e o plantel como para a torcida. Ou como assevera o ditado popular: “de grão a grão, enche a galinha o papo”.

Abraços Gloriosos e muita fruição nos próximos 15 dias, saboreando a vitória e a liderança.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x0 Fortaleza

» Gols: Igor Jesus, aos 72’ e 90+1’

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Data: 31.08.2024

» Público: 28.594 pagantes; 32.564 espectadores

» Renda: R$ 1.890.400,00

» Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP); Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP); VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)

» Disciplina: cartão amarelo – Gregore, Bastos, Artur Jorge e Marçal (Botafogo) e Cardona, Brítez, Pedro Augusto e Kervin Andrade (Fortaleza)

» Botafogo: John; Mateo Ponte (Tchê Tchê), Bastos, Alexander Barboza e Cuiabano (Marçal); Gregore (Danilo Barbosa), Marlon Freitas e Thiago Almada; Luiz Henrique (Tiquinho Soares), Igor Jesus e Savarino (Matheus Martins). Técnico: Artur Jorge.

» Fortaleza: João Ricardo; Brítez, Kuscevic, Cardona (Felipe Jonathan) e Bruno Pacheco; Lucas Sasha (Kervin Andrade); Hércules (Pedro Augusto) e Pochettino (Emmanuel Martínez); Moisés (Yago Pikachu), Breno Lopes e Lucero. Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

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