quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Voz do canal Litoral News

Locutor do canal Litoral News (in Youtube) enquanto aguardava a chegada de Tite à coletiva após o Flamengo ser derrotado pelo Corinthians:

“O Flamengo tem-se acomodado ao justificar as dificuldades.” – E comparando a (des)organização do Flamengo à organização “do português lá no Botafogo”, afirmou, letra por letra, que “o Botafogo saiu da Copa do Brasil no outro dia porque foi roubado. Justiça seja feita, foi roubado. E ele diz que o calendário tem que ser enfrentado”.

Sobre a derrota do Flamengo para o Corinthians mostrou ser capaz de um humor sarcástico:

«A Assessoria do Flamengo promete que ele [Tite] chega rápido. O Flamengo quer voltar pra casa. Até porque hoje tem folga. Os caras vão ter três dias de folga e então querem voltar rápido pra aproveitar. Eu, depois de uma atuação dessa, eu ia pra casa, me escondia debaixo do edredon. Não ia nem na pizzaria. Ficava em casa, quietinho, debaixo do edredon, escondidinho pra refletir sobre o que aconteceu. Não daria nem pra passear na pizzaria. Noitada nem pensar».

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Mercado de contratações: Alex Telles, lateral-esquerdo em busca de novos títulos

Arte: Botafogo de Futebol e Regatas.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Alex Nicolao Telles nasceu no dia 15 de dezembro de 1992, em Caxias do Sul, estado do Rio Grande do Sul, embora tenha dupla nacionalidade brasileira e italiana. Atua como lateral-esquerdo, é esquerdino, mede 1,81m de altura e pesa 69kg.

Alex foi revelado pelo Juventude (2007-2011) e jogou no Sub-17, Sub-18, Sub-19 e Sub-20, sendo promovido ao escalão principal pelo qual jogou entre 2011-2012. Estreou no campeonato gaúcho no dia 24 de janeiro de 2011 na vitória de virada por 2x1 sobre o São José, com gols de Zulú, aos 79’, e Júlio Madureira, aos 90’. A equipe formou com Jonatas; Edson Borges, Bruno Salvador (Christian), Fred e Moisés (Anderson Pico); Umberto Louzer Filho, Jardel e Cristiano da Silva; Tiago Santos (Alex Telles), Júlio Madureira e Zulú.

Nesse ano Alex Telles ainda jogou na Série D do campeonato brasileiro e na Copa do Brasil, mas em 2012 participou em apenas 2 jogos pela Copa do Brasil e acabou por rumar ao Grêmio.

No Juventude atuou em 30 jogos e assinalou 2 gols. Sagrou-se bicampeão da Copa FGF (2011, 2012).

Em 2013 ingressou no Grêmio e marcou o seu 1º e único gol pelo clube gaúcho contra o Botafogo, em pleno Maracanã, também no único gol da partida aos 37’. Alex anulou Seedorf, que não esteve nos seus melhores dias. O Grêmio formou com Dida; Werley, Rhodolfo e Bressan; Pará, Souza, Ramiro (Adriano), Riveros (Wendell) e Alex Telles; Kleber e Barcos (Lucas Coelho).

Crédito: Satiro Sodré.

Alex atuou pelo Grêmio em 51 jogos e marcou 1 gol. Conquistou o Prêmio Craque do Brasileirão (2013) e a Bola de Prata da revista Placar (2013) na qualidade de melhor lateral esquerdo do campeonato brasileiro.

Iniciou então a sua carreira internacional assinando no dia 17 de janeiro de 2014 pelo Galatasaray (2014-2016). No dia 8 de março marcou o seu 1º gol pelo novo clube na goleada por 6x1 ao Akhisar Belediyespor, com gols de Didier Drogba aos 13’ e 48’, Alex Telles, aos 18’, Burak Yilmaz, aos 55’, Bruno Mezenga, aos 65’ (contra), e Wesley Sneijder, aos 73’. A equipe formou com Muslera; Eboué, Kaya, Balta e Alex Telles; Felipe Melo (Koray Günter), Güslam e Kurtulus; Yilmaz, Drogba (Umut Bulut) e Sneijder (Hamit Altintop). O técnico foi Roberto Mancini.

No período em que atuou pelo Galatasaray (janeiro/2014 a julho/2016), Alex conquistou 4 títulos, sendo o mais importante o de campeão da Süper Lig (2014/2015), no qual o atleta fez um brilharete especial: marcou o gol que garantiu a vitória sobre o Sivasspor por 3x2, fora de casa, e que permitiu ao Galatasaray ascender à liderança e não mais a perder até final do campeonato turco. A equipe marcou por Yasein Öztekin, aos 9’, Burak Yilmaz, aos 56’, e Alex Telles, aos 67’. O Galatasaray formou com Muslera; Sabri Sarioğlu, Chedjou, Kaya e Yasin Oztekin (Alex Telles); Hamit Altintop, Inan, Bruma e Adin; Sneijder (Umut Bukut) e Yilmaz (Çolak).

No dia 31 de agosto, não obstante a sua titularidade, o Galatasaray emprestou Alex Telles à Internazionale de Milão, equipe para a qual também transitou Roberto Mancini. A sua passagem foi irregular e atuou intermitentemente. Após ser titular em 5 partidas acabou por perder a posição para Yuto Nagatomo, mas recuperou-a no início de 2016. Porém, por conta de um cartão vermelho não participou em diversos jogos e perdeu espaço na equipe italiana.

Entre 2015 e 2016 Alex Telles atuou pela Internazionale apenas em 22 jogos, acabando por ser vendido pelo Galatasaray ao Porto.

O atleta deixou o Galatasaray após 60 jogos e 2 gols. Foi campeão da Süper Lig (2014/2015), bicampeã da Türkiye Kupasi (2013/2014, 2014/2015) e campeão da Turkish Super Cup (2015).

Ingressou então no FC Porto (2016-2020) no dia 12 de julho de 2016. Nos dois primeiros anos foi eleito para a Equipe do Ano pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (2016, 2017) e nos anos seguintes para a Equipe do Ano da Primeira Liga (2017/2018, 2018/2019) e Jogador do Ano do Porto (2018), mercê de desempenhos extraordinários.

Na temporada de 2017/2018 Alex sagrou-se campeão de Portugal; na temporada de 2018/2019 conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira; na temporada de 2019/2020 fez a ‘dobradinha’ ao conquistar as duas mais importantes provas do calendário português: a Primeira Liga e a Taça de Portugal.

Nesta última temporada, além dos dois títulos nacionais conquistados e da pertença à Equipe do Ano, Alex ainda foi o artilheiro do Porto com 13 gols e 7 assistências, tornando-se peça-chave nas conquistas do clube.

Ainda na temporada que terminou em 2019, Alex brilhou no dia 6 de março, em partida válida pela Liga dos Campeões da UEFA. Os portugueses bateram a Roma por 3x1 e garantiram a vaga nas quartas-de-final graças a um gol de Alex Telles na prorrogação, aos 117’. Antes, o Porto marcara aos 26’, por Tiquinho Soares, e aos 52’, por Marega. O Porto formou com Casillas; Éder Militão (Maxi Pereira), Felipe, Pepe e Alex Telles; Otávio (Hernâni), Herrera, Danilo Pereira e Corona (Brahimi); Tiquinho Soares (Fernando Andrade) e Marega.

Nesse ano também foi convocado pela 1ª vez para a Seleção Brasileira, no dia 15 de março de 2019, atuando em 12 jogos até à data, tendo sido os dois últimos na Copa do Mundo de 2022, nas vitórias por 1x0 sobre a Suíça e 1x0 sobre Camarões, competição da qual acabou por ser substituído por lesão em disputa com o adversário. Passou por uma intervenção cirúrgica ao joelho em dezembro desse ano.

No dia 4 de outubro de 2020, após as conquistas dos títulos nacionais e dos prêmios individuais, Alex Telles foi vendido ao Manchester United por 14,5 M €, deixando atrás de si uma grande história no Porto, pelo qual atuou em 194 jogos, marcou 26 gols e fez 57 assistências, tornando-se o defensor com mais gols pelo clube.

Estreou a 20 de outubro pelo Manchester United na vitória sobre o PSG fora de casa, com gols de Bruno Fernandes, aos 23’, e Rashford, aos 87’. A equipe formou com De Gea; Tuanzebe, Lindelöf, Shaw; Wan-Bissaka, McTominay, Fed e Alex Telles (Pogba); Bruno Fernandes (Van de Beek), Martial (Daniel James) e Rashford.

Um mundo ainda maior se abria ao atleta, mas a expectativa gerada em torno de si não correspondeu aos desempenhos. Além de ser substituído na sua estreia, Alex não se conseguiu firmar nos ‘diabos vermelhos’, tendo atuado apenas em 24 jogos na primeira temporada e na segunda temporada não foi além de 26 partidas, fez um gol e 4 assistências.

Terminou a sua jornada no Manchester United com 50 jogos, 1 gol assinalado e 8 assistências. O gol foi marcado no dia 29 de setembro de 2021 na vitória por 2x1 sobre o Villarreal, com gols de Alex Telles, aos 60’, e Cristiano Ronaldo, aos 90+5’.  

No dia 8 de agosto de 2022 ingressou no Sevilla por empréstimo, estreando no dia 12 de agosto na derrota para o Osasuna, por 2x1, válido pela 1ª rodada de La Liga.

No dia 31 de maio de 2023 sagrou-se campeão da Liga Europa da UEFA, a segunda competição de clubes mais importante do continente europeu. O Sevilla empatou com a Roma de José Mourinho no tempo regulamentar e venceu nos pênaltis por 4x1. O gol do Sevilla foi marcado por Gianluca Mancini, aos 55’ (contra); os pênaltis foram convertidos por Ocampos, Erik Lamela, Ivan Rakitić e Gonzalo Montiel. O Sevilla formou com Boubou; Jesús Navas (Gonzalo Montiel), Bade, Nemanja Gudelj (Marcos Teixeira) e Alex Telles (Karim Rekik); Fernando Reges (Joan Jordán) e Rakitić; Ocampos, Oliver Torres (Suso) e Bryan Gil (Erik Lamela); En-Nesyri. O técnico foi J. Mendilibar Etxebarria.

No entanto, no final da temporada Alex, despediu-se do Sevilla após atuar em 37 jogos e fazer 3 assistências.

Rumou então ao Al-Nassr (2023-2024) no dia 23 de julho de 2023, estreando dois dias depois em amistoso pré-época, no Japão, contra o Paris Saint-Germain, selando-se a partida por um empate a zero.

No clube saudita Alex Telles sagrou-se campeão da Liga dos Campeões Árabes (2023) na vitória sobre o Al-Hilal, por 2x1, com gols de Cristiano Ronaldo, aos 74’ e 90+8’. O Al-Nassr formou com Alaqidi; Sultan Al Ghanam, Ali Lajami (Mohammed Al-Fatil), Alamri e Alex Telles; Fofana e Abdullah Al Khaibari (Konan); Talisca (Abdulrhaman Ghareeb), Brozović (Al-Sulaiheem) e Sadio Mané (Abdulaziz Al-Aliwa); Cristiano Ronaldo (Ali Al-Hassan).

No dia 1º de setembro de 2024, após atuar em 44 jogos e ter marcado 3 gols, Alex Telles ficou livre no mercado em virtude do Al-Nassr ter sido oficialmente obrigado a dispensar um dos estrangeiros do elenco, tendo aceitado um convite do Botafogo e assinado contrato no último dia da janela de transferências.

Fontes: ge.globo.com; ie.soccerway.com; pt.wikipedia.org; www.flashscore.pt; www.transfermarkt.pt; www.uol.com.br/esporte/; www.whoscored.com; www.zerozero.pt

terça-feira, 3 de setembro de 2024

O Labirinto da Crônica


por LÚCIA SENNA | Escritora e Cantora | Cronista do Mundo Botafogo

Como uma advogada apaixonada em plena batalha, levanto minha voz em defesa de uma causa frequentemente subestimada e, por vezes, até escandalosamente negligenciada: a crônica. Sim, essa forma literária tão singular e que muitos veem com um olhar condescendente, com se fosse um mero passatempo de salão. Pois bem, preparem-se, porque estou aqui para mostrar que ser cronista não é só uma arte; é uma verdadeira odisseia!

Vamos começar com uma verdade indiscutível: escrever uma crônica não é um trabalho de pouca importância e eu sou a primeira a sentir os efeitos disso. A começar pelo zumbido incessante no ouvido, que tenho certeza absoluta ser um presente dos deuses da crônica. Afinal, nada mais justo do que ter um lembrete constante da minha dedicação em ouvir até à última fofoca cada risada contagiante e cada história curiosa que circula por aí.

E não é só isso: desde que abracei essa missão de tentar transformar o cotidiano em crônicas interessantes, meu pescoço nunca mais foi o mesmo. É exatamente isso! A famosa rigidez cervical, consequência direta de passar horas em posições desconfortáveis, espichando o pescoço na tentativa de ouvir conversas nas filas dos supermercados ou analisando os movimentos dos que por mim passam. Se você acha que escrever crônicas é fácil, experimente o torcicolo que vem com o pacote.

Mas… vamos além da questão física e do zumbido irritante. A verdadeira batalha é a luta contínua contra o estigma que esse gênero enfrenta. Muitas vezes a crônica é vista como uma escrita menor, uma “coisinha” simples. Pois eu digo, com toda a minha indignação, que isso não poderia estar mais longe da verdade!  Não se enganem, caros leitores, escrever uma crônica é um trabalho árduo! É preciso esclarecer que ser cronista não é apenas sentar-se em frente ao computador e magicamente transformar conversas de bar em prosa refinada. É muito, muito mais que isso.

Ser cronista é ter, além de inspiração, uma santa paciência para suportar o branco da tela zombando da sua momentânea falta de criatividade. É observar o cursor, sem dó nem piedade, piscando incessantemente. É perceber que as palavras não surgem, que elas têm vontade própria e brincam de esconder nos recônditos mais profundos do cérebro, sem se importar com o prazo, sempre à espreita. É querer chutar o pau da barraca ao ver que as frases saem truncadas, as ideias embaralhadas, que o tempo passa, a pressão aumenta, e a mente já exausta precisa escrever algo digno de ser lido. O bloqueio criativo é assustador!

Ser cronista é tornar-se um verdadeiro bisbilhoteiro profissional. É viver atrás de portas entreabertas, na esperança de ouvir aquela conversa peculiar que há de inspirar o próximo texto.

Ser cronista é sentir-se um pouco Sherlock Holmes das situações corriqueiras, com uma lupa imaginária nas mãos, procurando detalhes curiosos pelas esquinas das ruas e nas entrelinhas das conversas. É observar com olhar clínico o ato banal de um café da manhã e transformá-lo em uma reflexão interessante sobre a vida, o universo e a importância da família reunida em volta de uma mesa posta para as refeições.

Ser cronista, portanto, é ser uma espécie de espião do cotidiano, um observador discreto das banalidades da vida. É encontrar beleza e humor nas menores coisas e traduzir isso em palavras que levem o leitor a rir ou refletir. E ainda que o gênero seja menosprezado por alguns, é através dessas pequenas e significativas histórias que conseguimos enxergar a grandeza das nossas experiências diárias.

Ser cronista é perceber que escrever é também um ato de coragem. E que é necessário enfrentar os medos, as dúvidas, os bloqueios. Aceitar que, muitas vezes, as palavras não vêm, que o texto nem sempre sai perfeito, mas que há, sim, beleza na tentativa.

E se alguém ainda ousar dizer que a crônica é um gênero menor, eu apenas sorrio. No final das contas, a vida de um cronista é uma jornada de altos e baixos, de momentos de euforia criativa e de frustração paralisante.  Mas é também uma jornada de descobertas e crescimento, uma busca continua por histórias inusitadas descobertas através de lupas e com algumas consequências físicas como zumbidos nos ouvidos, torcicolos ou tornozelo fraturado.

E se me permitirem um conselho, nunca subestimem o poder de uma boa crônica. Elas podem não mudar o mundo, mas certamente iluminam o dia de quem as lê.

ESPN Bola de Prata 25ª rodada: destaques botafoguenses

Igor Jesus | Craque da Rodada. Crédito: Vitor Silva / Botafogo.

por ESPN BOLA DE PRATA

SELEÇÃO DO BRASILEIRÃO (após 25 rodadas)

João Ricardo (Fortaleza);

William (Cruzeiro), Gabriel Xavier (Bahia), Bastos (Botafogo) e Guilherme Arana (Atlético-MG);

Marlon Freitas (Botafogo), Savarino (Botafogo) e Matheus Pereira (Cruzeiro);

Lucas Moura (São Paulo) Pedro (Flamengo) e Estêvão (Palmeiras).

Técnico: Artur Jorge (Botafogo).

SELEÇÃO DA 25ª RODADA

Weverton (Palmeiras);

William (Cruzeiro), João Victor (Vasco da Gama), Alexander Barboza (Botafogo) e Bernabei (Internacional);

Marlon Freitas (Botafogo), Gabriel Carvalho (Internacional) e Rodrigo Garro (Corinthians);

Estêvão (Palmeiras), Igor Jesus (Botafogo) e Romero (Corinthians).

Técnico: Artur Jorge (Botafogo).

Vic e Thâmela conquistam Prata no torneio de vôlei de praia mais antigo do mundo

Fonte: Instagram @ sescbotafogopraia por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo A dupla Victoria Lopes e Thâmela Coradello, atletas do Se...