por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
O jogo, iniciado sob forte chuva, foi suspenso aos 6’,
mas reatado pouco minutos após a interrupção.
Se foi do tempo, se foi da falta de titulares (o Botafogo
iniciou a partida com 2 titulares e o Fluminense com 6 titulares), ou se foi
devido ao Botafogo já estar classificado e o Fluminense também praticamente
classificado, a primeira parte do clássico foi chata, burocrática, sem organização
em campo e terminou como começou: nebulosa.
Consequentemente foi tudo muito equilibrado em baixo
nível futebolístico e praticamente só houve dois momentos que poderiam ter
levado perigo: aos 37’ falta frontal à grande área favorável ao Fluminense, que
foi ao centro da baliza e Leo Link enviou para escanteio; aos 45+2’ falta
frontal à grande área favorável ao Botafogo, que Fábio socou para a lateral.
Foi pouco, muito pouco, por um jogo que começou ‘aguado’ e
decorreu de modo ‘amanteigado’.
O segundo tempo foi
diferente, se bem que, ainda assim, tenha sido muito truncado.
As equipes retornaram sem alterações, e talvez devido ao
Fluminense estar com seis titulares e o Botafogo apenas com dois, as instruções
de Zubeldía foram para entrar a todo o vapor, sufocar e marcar, certamente com
a ideia de gestão posterior do jogo e, quiçá, aproveitar de o Botafogo querer
chegar ao empate e aumentar o placar.
Anselmi não estava gostando da pressão exercida pelo
Fluminense, que anunciava a abertura do placar, e efetuou três substituições
aos 58’: Kadu por Vitinho, Allan por Danilo e Kadir por Santi Rodríguez.
Seja porque o Fluminense ignorou as substituições, ou estas
ainda não se encaixaram imediatamente na partida, a pressão continuou: aos 62’
o Fluminense contra-atacou perigosamente pela ala direita e Leo Linck salvou
para escanteio; aos 63’ o Fluminense entrou na área e chutou perigosamente ao lado
do poste.
Aos 64’ Zubeldía respondeu às substituições do seu homólogo
Anselmi e substituiu Lima por Savarino, Santi Moreno por Serna e Canobbio por
Lucho Acosta.
Anselmi respondeu então com a entrada de Álvaro Montoro,
aos 65’
O balanço das substituições resultou em cheio para o
Fluminense, que continuou pressionando e levando perigo à área do Glorioso. Aos
67’ Leo Linck foi obrigado a uma nova defesa e aos 68’ o Fluminense recebeu o
prêmio de porfiar no ataque durante 23 minutos da segunda parte, inaugurando o
marcador por John Kennedy, a passe de
Martinelli, que definiu o placar final.
Daí em diante o Fluminense acalmou um pouco e passou a
gerir o jogo, enquanto a equipe do Botafogo se reposicionou em campo com a
entrada dos substitutos e começou então a jogar algum futebol visando o empate.
Já com mais titulares em campo o Botafogo reagiu, fez
algumas boas jogadas no ataque, mas o Fluminense sustinha bem os nossos avanços
com uma boa muralha defensiva e os alvinegros não conseguiam o remate final com
perigo para a baliza de Fábio.
Aos 75’ o Botafogo jogava melhor do que o Fluminense, sobretudo
após a entrada de Montoro, mas a gestão do jogo pelo Fluminense era eficiente.
Após 90+1’ Santi Rodríguez ainda tentou empatar
finalizando ao lado, mas aos 90+6’, num bom contra-ataque tricolor, foi a vez de
Leo Linck efetuar uma belíssima defesa cara a cara com o adversário e,
finalmente, Alex Telles, que entrara aos 77’, teve a derradeira oportunidade cobrando
uma falta aos 90+8’ à entrada da grande área, mas a bola saiu rente ao travessão.
Em suma, talvez se possa afirmar que Anselmi aproveitou a
classificação antecipada para testar uma equipe alternativa (que não se esforçou
tanto quanto seria de esperar), identificar fragilidades e potencialidades e
mapear as posições que clamam por reforços.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 0x1 Fluminense
» Gols: John Kennedy, aos 68’
» Competição: Campeonato Estadual
» Data: 01.02.2026
» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de
Janeiro (RJ)
» Público: 8.596 pagantes; 9.766 espectadores
» Renda: R$ 400.648,00
» Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ); Assistentes: Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) e Gustavo Mota Correia (RJ); Var: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
» Disciplina: cartão amarelo – Jordan Barrera, Léo Linck e Santi Rodríguez
(Botafogo) e John Kennedy e Ignácio (Fluminense)
» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte, Bastos e Marçal; Kadu (Vitinho), Allan
(Danilo), Jordan Barrera e Nathan Fernandes (Alex Telles); Artur (Álvaro
Montoro), Kadir (Santi Rodríguez) e Matheus Martins. Técnico: Martín Anselmi.
» Fluminense: Fábio, Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Bernal,
Martinelli (Nonato) e Lima (Savarino); Santi Moreno (Serna), Canobbio (Lucho
Acosta) e John Kennedy (Everaldo). Técnico: Luis Zubeldía.

2 comentários:
O carioca atual é para mim tão desanimador que não consigo nem me aborrecer com o Botafogo ter escalado um time reserva, o que é bom, não cansa os titulares, dá ritmo de jogo a vários reservas, sabendo dessa forma com quem poderá utilizar ao longo da temporada. As verdadeiras preocupações atuais são: sair desse malfadado transferban, focar no brasileiro e principalmente se preparar para o jogo da pré LA.
O jogo na verdade foi uma chatice, mas tenho uma dúvida, e me corrija se estiver errado, é sobre um lance no primeiro tempo, achei pênalti no Artur, pois foi derrubado por trás dentro da área, foi uma tombada por trás , fora da area o soprador marca qualquer esbarrãozimho, mas dentro da área tem que matar o jogador para marcar pênalti para o Botafogo. A arbitragem brasileira é um horror, mas a carioca consegue se superar em ruindade.
Disputar as quartas de final para o Botafogo eu acho que é um tremendo prejuízo, só vai servir para aumentar o cansaço do time, principalmente se não cair o transferban e nesse caso, nada de reforços. Abs e SB!
O Carioca também não me preocupa, Sergio. Encaro-o como pré-temporada, mas com obrigação de ganhar aos clubes mais modestos, de modo a ser um treino em que as qualidades são evidenciadas. As verdadeiras preocupações são as que mencionou.
Também nos convém disputar as quartas-de-final, porque caso contrário arrisca-mo-nos a jogar o play-off obrigatório para não descermos de divisão. Para a nossa preparação para a temporada sempre é melhor jogar as quartas com um adversário mais difícil do que jogar o play-off com adversário mais fraco.
Em minha opinião foi pênalti sobre o Artur, mas os árbitro tendem a interpretar ombro-a-ombro, especialmente se for para nos desfavorecer. É o hábito já desde os primórdios do futebol carioca quando enfrentávamos o Fluminense.
Se o tranferban não sair resta ao Anselmi acelerar a preparação dos nossos melhores juniores para completar o banco.
Abraços Gloriosos.
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