segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Botafogo 0x1 Fluminense - em ritmo de treino

 O melhor em campo. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O jogo, iniciado sob forte chuva, foi suspenso aos 6’, mas reatado pouco minutos após a interrupção.

Se foi do tempo, se foi da falta de titulares (o Botafogo iniciou a partida com 2 titulares e o Fluminense com 6 titulares), ou se foi devido ao Botafogo já estar classificado e o Fluminense também praticamente classificado, a primeira parte do clássico foi chata, burocrática, sem organização em campo e terminou como começou: nebulosa.

Consequentemente foi tudo muito equilibrado em baixo nível futebolístico e praticamente só houve dois momentos que poderiam ter levado perigo: aos 37’ falta frontal à grande área favorável ao Fluminense, que foi ao centro da baliza e Leo Link enviou para escanteio; aos 45+2’ falta frontal à grande área favorável ao Botafogo, que Fábio socou para a lateral.

Foi pouco, muito pouco, por um jogo que começou ‘aguado’ e decorreu de modo ‘amanteigado’.

O segundo tempo foi diferente, se bem que, ainda assim, tenha sido muito truncado.

As equipes retornaram sem alterações, e talvez devido ao Fluminense estar com seis titulares e o Botafogo apenas com dois, as instruções de Zubeldía foram para entrar a todo o vapor, sufocar e marcar, certamente com a ideia de gestão posterior do jogo e, quiçá, aproveitar de o Botafogo querer chegar ao empate e aumentar o placar.

Anselmi não estava gostando da pressão exercida pelo Fluminense, que anunciava a abertura do placar, e efetuou três substituições aos 58’: Kadu por Vitinho, Allan por Danilo e Kadir por Santi Rodríguez.

Seja porque o Fluminense ignorou as substituições, ou estas ainda não se encaixaram imediatamente na partida, a pressão continuou: aos 62’ o Fluminense contra-atacou perigosamente pela ala direita e Leo Linck salvou para escanteio; aos 63’ o Fluminense entrou na área e chutou perigosamente ao lado do poste.

Aos 64’ Zubeldía respondeu às substituições do seu homólogo Anselmi e substituiu Lima por Savarino, Santi Moreno por Serna e Canobbio por Lucho Acosta.

Anselmi respondeu então com a entrada de Álvaro Montoro, aos 65’

O balanço das substituições resultou em cheio para o Fluminense, que continuou pressionando e levando perigo à área do Glorioso. Aos 67’ Leo Linck foi obrigado a uma nova defesa e aos 68’ o Fluminense recebeu o prêmio de porfiar no ataque durante 23 minutos da segunda parte, inaugurando o marcador por John Kennedy,  a passe de Martinelli, que definiu o placar final.

Daí em diante o Fluminense acalmou um pouco e passou a gerir o jogo, enquanto a equipe do Botafogo se reposicionou em campo com a entrada dos substitutos e começou então a jogar algum futebol visando o empate.

Já com mais titulares em campo o Botafogo reagiu, fez algumas boas jogadas no ataque, mas o Fluminense sustinha bem os nossos avanços com uma boa muralha defensiva e os alvinegros não conseguiam o remate final com perigo para a baliza de Fábio.

Aos 75’ o Botafogo jogava melhor do que o Fluminense, sobretudo após a entrada de Montoro, mas a gestão do jogo pelo Fluminense era eficiente.

Após 90+1’ Santi Rodríguez ainda tentou empatar finalizando ao lado, mas aos 90+6’, num bom contra-ataque tricolor, foi a vez de Leo Linck efetuar uma belíssima defesa cara a cara com o adversário e, finalmente, Alex Telles, que entrara aos 77’, teve a derradeira oportunidade cobrando uma falta aos 90+8’ à entrada da grande área, mas a bola saiu rente ao travessão.

Em suma, talvez se possa afirmar que Anselmi aproveitou a classificação antecipada para testar uma equipe alternativa (que não se esforçou tanto quanto seria de esperar), identificar fragilidades e potencialidades e mapear as posições que clamam por reforços.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x1 Fluminense

» Gols: John Kennedy, aos 68’

» Competição: Campeonato Estadual

» Data: 01.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 8.596 pagantes; 9.766 espectadores

» Renda: R$ 400.648,00

» Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ); Assistentes: Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) e Gustavo Mota Correia (RJ); Var: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

» Disciplina: cartão amarelo – Jordan Barrera, Léo Linck e Santi Rodríguez (Botafogo) e John Kennedy e Ignácio (Fluminense)

» Botafogo: Léo Linck; Mateo Ponte, Bastos e Marçal; Kadu (Vitinho), Allan (Danilo), Jordan Barrera e Nathan Fernandes (Alex Telles); Artur (Álvaro Montoro), Kadir (Santi Rodríguez) e Matheus Martins. Técnico: Martín Anselmi.

» Fluminense: Fábio, Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Bernal, Martinelli (Nonato) e Lima (Savarino); Santi Moreno (Serna), Canobbio (Lucho Acosta) e John Kennedy (Everaldo). Técnico: Luis Zubeldía.

2 comentários:

Sergio disse...

O carioca atual é para mim tão desanimador que não consigo nem me aborrecer com o Botafogo ter escalado um time reserva, o que é bom, não cansa os titulares, dá ritmo de jogo a vários reservas, sabendo dessa forma com quem poderá utilizar ao longo da temporada. As verdadeiras preocupações atuais são: sair desse malfadado transferban, focar no brasileiro e principalmente se preparar para o jogo da pré LA.
O jogo na verdade foi uma chatice, mas tenho uma dúvida, e me corrija se estiver errado, é sobre um lance no primeiro tempo, achei pênalti no Artur, pois foi derrubado por trás dentro da área, foi uma tombada por trás , fora da area o soprador marca qualquer esbarrãozimho, mas dentro da área tem que matar o jogador para marcar pênalti para o Botafogo. A arbitragem brasileira é um horror, mas a carioca consegue se superar em ruindade.
Disputar as quartas de final para o Botafogo eu acho que é um tremendo prejuízo, só vai servir para aumentar o cansaço do time, principalmente se não cair o transferban e nesse caso, nada de reforços. Abs e SB!

Ruy Moura disse...

O Carioca também não me preocupa, Sergio. Encaro-o como pré-temporada, mas com obrigação de ganhar aos clubes mais modestos, de modo a ser um treino em que as qualidades são evidenciadas. As verdadeiras preocupações são as que mencionou.

Também nos convém disputar as quartas-de-final, porque caso contrário arrisca-mo-nos a jogar o play-off obrigatório para não descermos de divisão. Para a nossa preparação para a temporada sempre é melhor jogar as quartas com um adversário mais difícil do que jogar o play-off com adversário mais fraco.

Em minha opinião foi pênalti sobre o Artur, mas os árbitro tendem a interpretar ombro-a-ombro, especialmente se for para nos desfavorecer. É o hábito já desde os primórdios do futebol carioca quando enfrentávamos o Fluminense.

Se o tranferban não sair resta ao Anselmi acelerar a preparação dos nossos melhores juniores para completar o banco.

Abraços Gloriosos.

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Crédito: https://mundobotafogo.blogspot.com/2011/07/trofeu-teresa-herrera.html por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Vindo de campeão...