por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
Assisti a um jogo de futebol aquático numa espécie de piscina
que não drenava água alguma, mesmo quando a intempérie abrandou, adulterando
completamente a prática desportiva, além de o Botafogo se apresentar
praticamente com a sua equipe sub-20.
Aos 15’ o Vasco possuía um pouco mais de posse de bola, mas
nada se passou digno de nota, além de uma briga dos dois contendores contra os
charcos que inundavam o gramado.
Aos 30’ a situação era semelhante, sem táticas visíveis e
praticamente sem perigo para as balizas defendidas pelos goleiros, a não ser um
remate do Vasco para fora após falha da zaga alvinegra.
Aos 40’ o esforço para assistir a um jogo completamente
descaracterizado era enorme, tal era a feiura do desafio aquático gerido por
mais um árbitro de baixíssima qualidade.
Finalmente aos 42’ aconteceu uma oportunidade para o
Botafogo após vacilo da zaga vascaína, mas Kadir rematou à figura de Léo
Jardim.
Aos 44’ deu-se a expulsão de Marquinhos por uma entrada
fora de tempo às pernas do adversário, recebendo o segundo cartão amarelo.
Aproveitando bem o súbito percalço do Botafogo devido à
expulsão, aos 45+1’ o Vasco cobrou uma falta, Leo Linck espalmou e no rebote
Bastos manteve o placar a zero, mas na jogada seguinte, na cobrança de
escanteio, foi a vez de Alexander Barboza salvar praticamente em cima da linha
ante a indefinição de Leo Linck.
Ao abrir a segunda parte, em que o Botafogo entrou com
mais três jogadores do sub-20, o Vasco aproveitou-se de uma confusão na área do
Botafogo e Brenner inaugurou o marcador aos 48’.
Aos 51’ Barrera cobrou uma falta que quase dava gol, mas
o goleiro defendeu. E aos 61’ o festival aquático praticamente se encerrou quando
Philipe Coutinho cobrou um pênalti duvidoso para o meio da baliza e ampliou o
placar aos 62’.
Três minutos depois Allan foi expulso no banco e não joga
a próxima partida.
E daí em diante, além de umas tímidas incursões, nada
mais se passou neste pobre espetáculo futebolístico (?) em que estrelou a FERJ
com o seu regulamento absurdo, péssima arbitragem e sem nadador salva-vidas
para acudir aos desesperos dos atletas contra a maré vinda do céu.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 0x2 Vasco da Gama
» Gols: Brenner, aos 48’, e Philipe Coutinho, aos 62’
(pen.)
» Competição Campeonato Carioca / Taça Guanabara
» Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
» Data: 08.02.2026
» Público: 15.049 pagantes; 15.547 espectadores
» Renda: R$ 552.558,00
Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz (RJ); Assistentes: Luiz
Cláudio Regazone (RJ) e Thayse Marques Fonseca (RJ); Var: Philip Georg Bennett
(RJ)
» Disciplina: cartão amarelo – Marquinhos (Botafogo) e Robert
Renan (Vasco da Gama); cartão vermelho – Marquinhos e Allan, no banco (Botafogo)
» Botafogo: Léo Linck; Justino, Bastos e Alexander
Barboza (Bernardo Valim); Kadu, Marquinhos, Jordan Barrera (Arthur Novaes) e
Gabriel Abdias; Matheus Martins (Arthur Izaque), Kadir (Caio Valle) e Nathan
Fernandes (Kauan Toledo).Técnico: Martín Anselmi.
» Vasco da Gama: Léo Jardim; Pumita Rodríguez, Saldívia,
Robert Renan e Lucas Piton; Cauan Barros, Thiago Mendes (Tchê Tchê) e Philipe
Coutinho (Rojas); Nuno Moreira (GB), Brenner (Hinestroza) e Andrés Gómez (Paulo
Henrique). Técnico: Fernando Diniz.


4 comentários:
O melhor do jogo foi o comentário da partida de "water-polo" do editor. (rsrs)
Meu amigo, na falta absoluta do que fazer nesse domingo chuvoso em Petrópolis, aliás, a chuva não nos abandona há quase 2 meses, resolvi assistir o jogo, que foi tudo, menos futebol. Talvez fosse melhor o Anselmi ter escalado o campeoníssimo time de water polo do Botafogo (se é que ainda existe, pois esse associativo...). Uma vergonha um país com 5 títulos mundiais, jogadores espetaculares ao longo de sua história, um estádio apresentar um gramado da qualidade do de ontem. Infelizmente o futebol brasileiro em termos de jogos está uma lástima, nunca deveria ter assistido jogos da Premier League e da Champions League, porque o que se vê aqui atualmente é um futebol de qualidade muito ruim, apesar de ainda termos bons jogadores, mas os realmente bons, não estão mais no Brasil.
Ainda bem que o treinador do Botafogo colocou a garotada para jogar, num jogo que não valia absolutamente nada, poupar os titulares foi inteligente, haja visto os 3 próximos jogos, titulares num campeonato mais próximo da várzea do que outra coisa, séria temeroso.
Com toda sinceridade, tirando a rivalidade no jogo contra o Flamengo, no fundo, no fundo, devido a compromissos mais importantes, o melhor seria o Botafogo ser eliminado domingo, pois a pré Libertadores é muito mais importante do que esse campeonatinho mequetrefe. Que tristeza o Rio de Janeiro vive no momento, e para piorar, o que já foi o campeonato mais charmoso e assistido do país virou essa coisa. Abs e SB!
Pois é, José Vanilson, em certos casos, como o de ontem, "rir é o melhor remédio"... face à pobreza intelectual permanente da FERJ há décadas.
Abraços Gloriosos.
Começando pelo fim, Sergio: como é possível ter-se cnseguido transformar campeonato estadual mais charmoso e importante do país nessa... 'coisa'?...
O pólo aquático do Botafogo era tetracampeão sul-americano, foi totalmente abandonado pelo clube, tal como a maravilhosa piscina do Mourisco, e a gestão de Durcesio Melo acabou por extinguir as seções de Natação e Pólo Aquático, modalidades em que temos acumulads vários títulos sul-americanos e brasileiros.
Sobre o gramado: então, segundo diversos eminentes personagens do futebol nacional não é o gramado sintético que deve ser suprimido e em contrapartida silenciar-se a existência de charcos onde nem bola de gude dá para jogar?...
No futebol brasileiro os que ainda conseguem ser bons são os jogadores, todavia, nem tanto, porque os realmente bons/muito bons/excepcionais sonham com a Europa e rumam para a Europa, descapitalizando o futebol de clubes. E o que faz a CBF acerca disso?... Nada de coisa nenhuma... Que tristeza...
Sobre campeonat a FERJ arrumou maneira de não conseguirmos fugir as jogos: se Botafogo se classificar contra o Flamengo vai ter que continuar a disputa do campeonato; se o Botafogo for eliminado vai ter que jogar as semifinais da Taça Rio em duas mãos e se se classificar ainda tem a final para conquistar uma Taça que representa o quê em matéria futebolística? A FERJ não é uma Federação, mas sim uma Ferração!
Abraços Gloriosos.
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