por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
O Botafogo iniciou a partida com
cautela e o Flamengo dominou as operações atacantes em busca do primeiro gol. E
conseguiu: Bruno Arleu de Araújo engoliu o apito numa falta c-l-a-r-í-s-s-i-m-a
sobre Matheus Martins e deu o passe para o ataque de Bruno Henrique, que
culminou num remate de Lucas Paquetá de defesa fácil para Neto, o
goleiro-reserva em quase toda a sua carreira, que mais uma vez mostrou a sua
lentidão e lançou-se atrasado à bola, enquanto Rodrigo Carvalhaes de Miranda,
mesmo analisando em câmera lenta validou o passe do apitadeiro: 0x1 aos 18’.
O Flamengo afrouxou o ataque e foi
gerindo o jogo. O Botafogo tornou-se um pouco mais afoito e aos 35’ Newton
lançou Jordan Barrera, que tocou para Matheus Martins rematar ao lado perdendo
uma boa oportunidade.
Aos 39’, Matheus Martins não dominou
a bola e perdeu a chance de ficar cara a cara com Andrew. E chegou-se ao
intervalo sem quaisquer outras atividades de realce.
No reatamento o Botafogo decidiu-se
a comandar o jogo. Aos 50’, Newton disparou um potente remate fora área para uma
defesa difícil de Andrew e as jogadas ofensivas do alvinegro pareciam anunciar
o empate. E aconteceu!
As 53’ Alex Telles cobrou escanteio,
Alexander Barboza voou mais alto do que a zaga, cabeceando ao segundo poste e
introduzindo a bola no ângulo da baliza adversária: 1x1.
Aos 56’ Lucas Villalba lançou a bola
para Matheus Martins na ala direita e o remate saiu à figura de Andrew. Aos 61’
Jordan Barrera tocou para Álvaro Montoro, que de calcanhar serviu Arthur Novaes
que rematou fora da área rente ao poste.
As substituições aos 65’ não
melhoraram a equipe, sobretudo porque Arthur Cabral é uma nulidade, mas apesar
disso, pela dinâmica dos outros atletas, a virada anunciava-se, com o Flamengo
dominado pelo Botafogo. Porém, eis que Neto reentrou em cena, espalmou a bola em
vez de socá-la, em jeito de passe para Pulgar, e protagonizou o placar final
aos 84’ dando a vitória ao Flamengo de mão beijada.
Tudo fácil para o Flamengo, que jogou quase nada desde os 15’ iniciais: o 1º gol em jeito de passe de Bruno Arleu de Araújo e colaboração ativa de Neto; o 2º gol em jeito de passe de Neto para Pulgar.
Apesar da derrota – que se deve aos
dois personagens anteriormente citados – o Botafogo jogou muito melhor do que
nos últimos jogos em que o ataque foi quase nulo, mostrando boas articulações
entre Lucas Villalba, Jordan Barrera e Álvaro Montoro, que juntamente com
Alexander Barboza destacaram-se na equipe.
Montoro já se sabe que é um artista,
mas Barrera demonstrou evolução e Villalba parece querer comprova o que o Mundo
Botafogo escreveu na sua biografia: compromisso de ataque veloz e criativo.
Sublinho novamente: esta equipe, com
mudança de atitude de Martín Anselmi, adaptando o sistema tático aos jogadores
e não o inverso, e com alguns reforços, sobretudo através de um goleiro
não-reserva nem reformado da baliza, como Neto, e um centroavante muito mais
técnico e tático do que o nulo Arthur Cabral, pode ainda crescer coletivamente
e não envergonhar ninguém, já que neste jogo evidenciou bastante mais empenho e
vontade de vencer.
No entanto, é como disse acerca do
jogo anterior: as cartas estão principalmente nas mãos de dois ‘jogadores’ –
John Textor e Martín Anselmi.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x2 Flamengo
» Gols: Alexander Barboza, aos 53’
(Botafogo); Lucas Paquetá, aos 18’, e Pulgar, as 84’ (Flamengo)
» Competição: Campeonato Estadual
» Data: 15.02.2026
» Local: Estádio Olímpico Nilton
Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
» Público: 10.133 pagantes; 10.987
espectadores
» Renda: R$ 651.330,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ); Assistentes:
Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Thiago Henrique Neto Corrêa
Farinha (RJ); Var: Rodrigo
Carvalhaes de Miranda (RJ)
» Disciplina: Bastos, Lucas Villalba
e Martín Anselmi – técnico (Botafogo); ao clube mais amiguinho nenhum amarelo
» Botafogo: Neto; Vitinho, Bastos
(Ythallo) e Alexander Barboza; Lucas Villalba (Nathan Fernandes), Newton,
Danilo (Arthur Novaes) e Alex Telles; Jordan Barrera, Matheus Martins (Arthur
Cabral) e Álvaro Montoro (Artur). Técnico: Martín Anselmi.
» Flamengo: Andrew; Emerson Royal,
Danilo, Vitão e Ayrton Lucas; Pulgar, Lucas Paquetá (Léo Pereira) e Carrascal
(Evertton Araújo); Plata (Luiz Araújo), Bruno Henrique (Arrascaeta) e Samuel
Lino (Everton Cebolinha). Técnico: Filipe Luís.

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6 comentários:
Dois gols dados para o adversário, um para variar, oferta do apitador e do var gabundo e o outro do péssimo goleiro que o Botafogo contratou, que está mais para avô do que Neto. Inacreditável o número de falhas desse jogador. Como um time vencedor começa com um grande goleiro, estamos pessimamente servidos.
Apesar da derrota, observei algumas coisas promissoras no desempenho de alguns jogadores que tem tudo para evoluir, assim como uma melhora no sistema tático, mas as substituições achei que pioraram o time, mas a saída de Montoro e Villalba parece que foi para poupar para o jogo realmente importante, contra o Potosi.
Por outro lado, há jogadores que deveriam ser negociados, eu particularmente não aguento mais o Artur, Artur Cabral, Mateus Martins e naturalmente o Neto.
Uma coisa nesse século XXI, os erros de arbitragem contra o Botafogo, em especial em jogos contra o time de ontem é algo absolutamente inacreditável. E pelo público de ontem, percebe-se que esse carioca já não vale mais nada, além dos constantes favorecimentos para um certo clube. Há momentos em que me pergunto: será que vale a pena assistir jogos dos campeonatos quando observamos vícios e erros que se repetem incessantemente? Abs e SB!
O melhor do comentário é a charge do apito!
Boa noite!
Eu ainda estou triste pela derrota — e não apenas por perder, mas pela forma como perdemos.
Em primeiro lugar, para surpresa de zero pessoas, a arbitragem não marcou uma falta clara e possibilitou que eles abrissem o placar, contando ainda com mais uma falha de Neto. No segundo tempo, voltamos melhor e fomos buscar o empate. Conseguimos. Porém, no fim, quando restavam poucos minutos, o nosso goleiro voltou a ser negativamente protagonista e entregou mais um de seus rebotes fatais.
O nosso arqueiro falhou contra o Vasco no ano passado, pela Copa do Brasil; depois foi a vez do Fluminense, quando levamos um gol acachapante; e agora, contra o Flamengo. “Parabéns”, pode pedir música no Fantástico.
Nosso time também sofre no ataque. Não temos um “matador” que possa guardar quando precisamos. Matheus Martins perdeu um gol cara a cara. Inacreditável! Os dois Arthurs pouco mudaram o jogo.
Enfim, precisamos urgentemente voltar a combinar com os russos, ou continuaremos atravessando um inverno muito mais frio que a Sibéria.
Dinafogo, no mínimo deveríamos ter saído com o empate. O Flamengo jogou pouco e na segunda parte quase inexistiu. O árbitro e Var ajudaram, à derrota a Neto consolidou-a. Sobre Neto, a biografia que publiquei assim que ele chegou intitulava-se "o goleiro-reserva". Será que a SAF não conseguiu ver isso?
E se não houver 'matador' contratado ficaremos com ataque de 'mentirinha', refém de gols dos meio-campistas e dos defensores.
Realmente, relembrar essa conversa de Garrincha com Feola perguntando se já havia combinado a tática com os russos é altamente oportuno.
A torcida tem que apoiar a equipe, mas muita atenta e crítica de modo construtivo, especial com o técnico e o acionista maioritário, para que não sejamos enrolados com novas promessas vãs.
Abraços Gloriosos.
A charge é realmente muito boa, José Vanilson!
Abraços Gloriosos.
Sergio, começando pelo fim: o Carioca vale pouquíssimo e realmente não me preocupa muito a eliminação (embora sempre não-agradável em qualquer caso, especialmente de gols oferecidos). O que interessa mesmo é fazer a pré-temporada no Carioca, que é uma competição desacreditadíssima comparativamente ao que foi outrora, de modo a que estejamos melhor preparados para as competições subsequentes. O problema é que esta pré-temporada não foi muito positiva em virtude da falta de plantel e os jogadores entretanto contratados não poderam atuar, acrescendo ainda que cinco derrotas consecutivas (nem me lembro já qual foi a última vez que isso aconteceu) é algo que não favorece a moral dos jogadores.
Em todo o caso ontem vi muito mais atitude por parte deles, e a haver vencedor indiscutivelmente seria o Botafogo se não fosse a ocorrências de dois frangos/galinhas do neto/avô.
As arbitragens são a maior vergonha do ex-país do futebol, cujos dirigentes atiraram para as urtigas as nobres conquistas da seleção e do clubes brasileiros pelo mundo afora. Salvam-se apenas os atletas, porque dirigentes confederativos, federativos e de clubes, (desa)conselhos de arbitragem e árbitros, treinadores e mídia esportiva são geralmente 'brincadeira'... (talvez uma nova vaga de treinadores esteja a surgir, e bem necessária é)
Concordo que Artur, Arthur Cabral, Matheus Martins e Neto possam sair. Lamento apenas pelo Artur, em quem havia começado a acreditar, mas perdeu-se. Arthur Cabral e Neto era esperado. Eu ainda enchia mais a barca...
Acredito perfeitamente que Montoro e Villalba foram poupados. Afinal, Montoro ainda é frágil para uma grande sequência de jogos e Villalba não tem jogado. Ambos são importantes, e a Libertadores é coisa bem mais séria do que Carioca.
Abraços Gloriosos.
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