por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
O Botafogo dominou a
partida, criou inúmeras oportunidades, mas foi dia em que a bola não queria
entrar de jeito nenhum.
A Chapecoense começou
atrevidamente em modo de ataque, mas logo Kadir respondeu aos 5’ com jogada
perigosa, seguida no minuto seguinte por um arranque veloz de Júnior Santos pela
ala direita, cruzando para Kadir que rematou à trave, e no rebote Júnior Santos
desperdiçou a oportunidade de marcar chutando para fora.
Os minutos foram
correndo, o Botafogo urdindo ataques perigosos, sobretudo pela ala direta, mas
as jogadas eram bloqueadas no momento dos remates pela ‘cortina de ferro’ defensiva da Chapecoense que montou, ou chutadas para fora.
O nosso adversário teve
uma jogada perigosa de gol apenas aos 65’ quando Garcez, livre de marcação,
chutou para fora.
O Botafogo respondeu três
minutos depois com Álvaro Montoro a rematar, a bola sofreu um leve desvio num
adversário e foi novamente à trave.
Por essa altura a
posse de bola do Botafogo acercava-se de 70%, com muitas finalizações, mas sem
incomodar excessivamente o goleiro Anderson, excepto aos 70’ quando Kadir arrancou
pela esquerda até à linha de fundo e serviu Vitinho que rematou à boca da baliza,
a bola tocou num zagueiro, ia entrando e em cima da linha de gol o goleiro enrolou-se
e agarrou o esférico sem saber como o terá feito.
A bola não queria mesmo
entrar…
Aos 82’ houve uma
grande oportunidade da Chapecoense, que levou a bola à trave. No minuto
seguinte Álvaro Montoro endereçou um excelente passe para Joaquín Correa
descaído pelo lado direito e frente a frente com o goleiro permitiu-lhe uma
grande defesa.
Tudo se encaminhava
para o zero a zero no Nilton Santos. Eis senão quando, aos 90’ cravados,
Vitinho fez uma excelente jogada pelo lado direito, ludibriou os adversários,
centrou ao segundo poste e Alex Telles – com veia goleadora na parte final da
sua carreira – cabeceou como mandam as regras, de cima para baixo, e colocou o
Botafogo a vencer por 1x0.
E o jogo terminou
praticamente aí, apesar dos minutos de compensação, numa vitória difícil, mas
justa e finalmente sem sofrermos gols.
Entretanto, a equipe
de arbitragem poderia ir para a reforma após uma atuação medíocre,
invariavelmente contra o Botafogo.
Deve-se destacar a redenção
de Bastos e de Montoro, que surgiram em bom plano, respectivamente na defesa e
na criação, Ferraresi fez novamente uma boa dupla de zaga com o seu parceiro e
Alex Telles confirmou uma vez mais a sua importância em cada jogo.
Fica a nota de que
teremos que ser mais efetivos com as ‘muralhas’ defensivas do futebol hodierno,
algo que defrontaremos tantas mais vezes quanto mais forem obtidos resultados positivos
e expressivos, alarmando os adversários.
Teremos proximamente adversários
mais fortes do que a maioria daqueles que a comissão técnica de Franclim Carvalho
tem defrontado, mas por enquanto, face a um começo que deixou a torcida
desconfiada, 73% de aproveitamento sem derrotas em cinco jogos é um passo importante
a consolidar.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x0 Chapecoense
» Gols: Alex Telles,
aos 90’
» Competição: Copa do
Brasil – jogo de ida
» Data: 21.04.2026
» Local: Estádio
Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
» Público: 26.001
espectadores
» Renda: R$
» Árbitro: Rodrigo
José Pereira de Lima (PE); Assistentes: Brígida Cirilo Ferreira (AL) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE); VAR: Adriano de
Assis Miranda (SP)
» Disciplina: cartão amarelo – Caio Roque, e Álvaro
Montoro (Botafogo) e Rafael Thyere, Camilo,
Marcinho e Anderson (Chapecoense)
»
Botafogo: Neto; Vitinho, Ferraresi, Bastos e Caio Roque (Alex Telles);
Allan (Cristian Medina), Danilo e Montoro; Júnior Santos (Arthur Cabral), Kadir
Barría (Joaquín Correa) e Matheus Martins (Edenílson). Técnico: Franclim
Carvalho.
» Chapecoense: Anderson;
Victor Caetano, Rafael Thyere (Bruno Leonardo) e Marcos Vinícius, Eduardo Doma,
Bruno Pacheco (Ênio), Camilo e Higor Meritão; Jean Carlos (Walter Clar), Marcinho
(Rubens) e Garcez (João Vitor). Técnico: Fábio Matias.

2 comentários:
Tem um número de torcedores do Botafogo, não muito grande, e alguns nas redes sociais que parece que nunca estão satisfeitos e mesmo nas vitórias encontram motivo para falar mal do time. Seu comentário sobre o jogo descreve o mesmo jogo que eu vi.
Jogo difícil, jogar contra retrancas é sempre muito difícil, recordando 2024, o time campeão da LA e brasileiro, um belo time com jogadores diferenciados, foi incapaz de vencer retrancas do Cuiabá, Vitória, Criciúma, todos os jogos no Nilton Santos. Mas parece que a memória de certos torcedores é seletiva. Eu achei que o time ontem foi bem, criou chances,mas há dias em que parece que a bola não quer entrar. E outro detalhe importante, o time não desistiu e lutou e buscou a vitória a todo custo. Importante também é ver a recuperação do futebol do Montoro e do Bastos. Parece que de fato o Anselmi os estava atrapalhando, não que fosse sua intenção, mas seu esquema não ajudava o elenco.
Li reclamações da escalação do time, que deveria ser o mesmo que jogou no sábado. Porém, no sábado foi outro jogo, a Chapecoense tinha que sair para o jogo, portanto jogar na retranca não faria sentido, o que faz num jogo de mata mata. Como nós não sabemos o que aconteceu em relação a fisiologia do elenco, me parece que há necessidade de se poupar jogadores, a maratona é muito grande, também vejo a necessidade de se rodar o elenco e saber com quem se poderá contar.
Seis jogos sem perder com 4 vitórias é bastante importante e mostra que o time está numa crescente. É claro que precisamos enfrentar times mais qualificados para realmente avaliarmos a evolução da equipe, mas o momento é interessante e vamos torcer para que o time continue evoluindo. Vencer é sempre bom, e num mata mata, fazer o resultado em casa, mesmo que por um placar mínimo é importa.
A LA de 2024 nos mostrou isso. Abs e SB!
A curva da normal explica bem que há torcedores extremistas (excessivamente pessimistas e nada perdoam) que quase sempre falam mal do desempenho da equipe e outros extremistas (excessivamente otimistas e tudo desculpam) que quase sempre falam bem; em ambos os casos a curva da normal mostra que são em geral alguns e não muitos. A maioria usa empiricamente o bom senso e racionalmente a assertividade. É bom haver capacidade crítica serena em busca de outros entendimentos e soluções.
O Anselmi estragou muita coisa. O 3-4-3 não é para qualquer equipe - exige características muito especiais, que quando não existem diminuem o desenvolvimento das capacidades dos atletas.
Eu também lamento certas escalações, mas o Franclim tinha que arriscar para descansar alguns jogadores. A rotatividade em relação ao calendário 'homicida' que nos oferece a CBF é essencial. Precisa é de ser 'cirúrgica'.
Seis jogos sem perder é uma evolução colossal comparativamente ao que fez Anselmi - que só ganhou (e nem sempre) a equipes modestas e perdeu todos os clássicos. Tenho muitos receios ainda, mas alguma esperança que possamos fazer uma época mais tranquila se o quiproquó financeiro, os transferban e os casos jurídicos não abalarem a estrutura da equipe e permitirem mais desafogo financeiro até final do ano.
Sobre títulos (CdB ou Sul-americana) pensemos nisso mais tarde, conforme a evolução da equipe.
Abraços Gloriosos.
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