por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
Foi difícil para mim assistir à destruição da equipe
durante três meses, e depois das claras melhorias promovidas por Rodrigo
Bellão, é difícil comentar a estreia de Franclim Carvalho.
Ao longo da partida fui anotando alguns dos meus
pensamentos, como se segue.
Pré-jogo: escalação equivocada; agora que Arthur Cabral
finalmente começou a jogar futebol é preterido por Júnior Santos em fase ruim?
Aos 5’. Perdas elementares de bola devido a lentidão e
muito fraco domínio de bola.
Aos 13’. Muitos passes errados e uma posse de bola inútil
de 69%.
Aos 17’. O Caracas iguala-se, ou pior, ao jogo ruim do
Botafogo.
Aos 20’. Isto é um
futebol de trapalhões.
Aos 23’. Bastos toma um cartão amarelo – quase sujeito a
vermelho – numa entrada sobre o adversário que mais parece de um inexperiente
juvenil do que de um jogador experiente e que já jogou bom futebol.
Aos 25’. Perigo zero para as duas balizas.
Aos 30’. Arte futebolística zero. ‘Botafogo Way’?!
Aos 40’. Futebol vertical e transições rápidas igual a
zero.
Aos 42’. E pimba! 0x1 é castigo merecido.
Ao intervalo:
“The Botafogo Way”?...
Vem o Renato Paiva, diz que joga à “The Botafogo Way”;
vem o Martín Anselmi, diz que joga à “The Botafogo Way”; vem o Franclim
Carvalho, diz que joga à “The Botafogo Way”. São mentirosos, queriam agradar ou
não sabiam o que diziam?...
Tragam de volta o Rodrigo Bellão do jogo contra o Vasco!
Equipe mal escalada, Arthur Cabral de fora… lentidão… perdas
elementares de bola… erros posicionais… incapacidade de variações…
Rebate de consciência de FC e finalmente Cabral vai a
jogo. Mas… em substituição de Matheus Martins em vez de Júnior Santos?!
Aos 50’. Empate de Cabral, claro!
Aos 60’. Tudo com dantes, Botafogo nas mesmas panaceias
de pseudo-soluções generalistas sem nenhum resultado prático. Nenhum golpe de
asa tático, que tristeza de jogo…
Aos 65’. Montoro já não é o mesmo após Anselmi ter arruinado
o seu futebol, Santi não cria coisa alguma, Danilo em noite de anormal
imprecisão.
Aos 70’. Finalmente um remate capaz de Danilo a obrigar o
goleiro deles a espalmar.
Aos 72’. Novamente Cabral quase a virar o resultado com
potente remate ao travessão.
Aos 73’. Mas a cerimônia para rematar continua…
Aos 75’. O que o Botafogo tem de passes errados é
notável!
Aos 77’. A incapacidade de penetração por dentro é
impressionante!
Aos 79’. Começou a ‘cera’, com o goleiro… E Júnior Santos
saiu como entrou: produção zero. Uma pena…
Aos 81’. Em vez do ‘Botafogo Way’ saiu-me um ‘Botafogo
Wrong Way’. Ou, em bom português, um ‘Botafogo Manso’…
Aos 86’. 70% de posse de bola inútil, 3 remates enquadrados
na baliza durante todo o jogo.
Aos 90’. Falta gana e arte.
Aos 91’. Barboza, como sempre, tinha que tomar cartão
amarelo.
Aos 92’. Nem pressão final sabem fazer. Pobre espetáculo jogando
contra o 11º classificado do 'poderoso' campeonato venezuelano com 2 vitórias em
10 jogos…
Aos 95’. Barrera, que também nada fez, perde enorme
possibilidade da virada e remata à figura do goleiro. Mas também o Caracas não
merecia perder pela gana que colocou no jogo.
Fim de jogo: nunca vaiei o meu Clube, mas aceito que a
vaia final tenha sido muito justa; justa para a equipe e justa para a nova
invenção de Textor no comando técnico do Botafogo. Um dia destes podemos mudar do Niltão para o Caio Martins porque a torcida resistente caberá toda lá.
Como diria Cadu (da Botafogo TV), “fim de papo, fim de festa”
em noite sem festividades de uma ‘vitória imperdível’ que acabou em empate.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x1 Caracas
» Gols: Arthur Cabral, aos 50’
(Botafogo); Wilfred Correa, aos 42’ (Caracas)
» Competição: Copa Sul-Americana
» Data: 09.04.2026
» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de
Janeiro (RJ)
» Público: 10.241
pagantes; 11.931 espectadores
» Renda: R$ 248.107,00
» Árbitro: Kevin
Ortega (Peru); Assistentes:
Michael Orué (Peru) e José Castillo (Peru); VAR: Joel
Alarcón (Peru)
» Disciplina: cartão amarelo – Bastos, Jordan Barrera e Alexander Barboza (Botafogo)
» Botafogo: Raul;
Vitinho (Mateo Ponte), Bastos, Alexander Barboza e Caio Roque (Jhoan Hernández);
Allan, Danilo e Álvaro Montoro; Santi Rodríguez (Jordan Barrera), Júnior Santos
(Kadir) e Matheus Martins (Arthur Cabral).Técnico: Franclim Carvalho
» Caracas: Benítez;
Enrique Ferreira, Jesús Quintero, Luis Mago e Yéndis; Larotonda, Wilfred Correa
(La Mantía), Lezama (Chris Martínez) e Covea (Uribe); Ángel Figueroa (Reinoso)
e Sebástian González (Adrián Fernández). Técnico: Fernando Aristeguieta.

6 comentários:
Continua trazendo treinador desconhecido...
De todos os treinadores que chegaram nenhum tinha grande currículo. O Anselmi veio do Porto demitido em apenas 5 meses com resultados miseráveis no eu 3x4x3. O mesmo plantel do Porto com outro treinador está atualmente na liderança do Campeonato Português.
Abraços Gloriosos.
Nunca vaiei meu time em respeito a essa gloriosa camisa, mas ontem se estivesse no Nilton Santos com certeza vaiaria, tal a minha indignação pelo que apresentaram em campo, foi constrangedor.
A impressão que passou, é que o time foi escolhido no vestiário, tipo batendo para ou ímpar, como nas peladas de rua, pois a falta de entrosamento, os erros de posicionamento, passes simples errados foi absurdo, mas o pior foi a completa falta de vontade da maioria dos jogadores.
Concordo quando você escreve que o Anselmi destruiu o futebol do Montoro, mas eu acrescentaria o do Santi, Vitinho, Barreira.
A situação atual do futebol do Botafogo é terrivel, sobre todos os aspectos, mas é assustador como um sujeito que em 3 anos conseguiu reconstruir o futebol do clube, dando esperança aos torcedores de dias melhores, em menos de 2 anos conseguiu destrui-lo, e pior, parece que o associativo por debaixo dos panos parece tramar para assumir o futebol, mesmo que as escondidas, puro jogo de vaidades. Temos muito pelo futuro do Botafogo,e parece que a figura execrável do "eterno presidente", o sujeito que levou o clube a essa situação, continue comandando as figuras do associativo, que com sua imensa incompetência destruiu o remo, basquete, a piscina entre outras lambanças eternas. Triste do nosso Botafogo que merecia melhor destino. Abs e SB!
1º parágrafo, abstenho-me. Não sei se conseguiria vaiar jgadores envergando a Gloriosa.
2º e 3º parágrafos, concordo e assino em baixo.
4º parágrafo, confesso que é uma encruzilhada: deixar o futebol gerido por John Textor ou pela oligarquia do Botafogo FR, venha o Diabo e que escolha. Sendo o 'conhecido' aquilo que nós sabemos, eu arriscaria no 'desconhecido' com venda do Clube a outra entidade idônea que percebesse que o Botafogo pode ser fonte de valor acrescentado desportivo e comercial. Os resultados de 2024 e a valorização dos atletas evidencia essa dupla possibilidade. E Textor não fez a alavancagem de mais títulos nem encheu mais os bolsos porque de gestão de futebol percebe tanto como eu do idioma chinês.
Mas impõe-se uma pergunta: qual do presidentes dos últimos 60 anos percebiam de gestão de futebol? No máximo, dois. Cujos nomes sãp fáceis de adivinhar.
Abraços Gloriosos.
Ontem foi o pior público do Botafogo em competições sul-americanos desde que virou SAF e traduz o sentimento do que virou o clube.
O Framclim na minha visão teve uma leitura ruim do elenco e do jogo. Mas, acredito que a crise financeira do clube já entrou em campo. Não se tem horizonte de quando os salários serão pagos e tem o risco de jogador já pedir rescisão por meio da justiça.
Textor mostrou ser um verdadeiro estelionatário e nosso associativo é um feudo que não tem a menor noção do que fazer. Estamos muito ferrados e abandonados.
Carlos Roberto, assino na totalidade o seu comentário. Em suma, sentimento de tristeza da torcida; Franclim equivocado antes e durante o jogo; crise dentro e fora de campo; Textor e associativo sem saberem como gerir a SAF e o BFR.
O custo de termos sido campeões do Brasil e da Libertadores no mesmo ano começou a ser cobrado em 2025 e tende ao abismo ainda este ano.
Falta-nos um investidor sério que queira comprar a SAF.
Abraços Gloriosos.
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