por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
Duas equipes em campo sem grandes objetivos e com muitos
reservas, ofereceram um mau espetáculo aos espectadores na 1ª parte, como que
cumprindo meramente calendário. Nem mesmo os jogadores reservas, de parte a
parte, procuraram – ou não conseguiram – mostrar-se à altura de substituir os
titulares.
Do lado do Botafogo a inoperância foi total,
exceptuando-se apenas um passe de Joaquín Correa para um remate frontal de
Jordan Barrera à baliza, desperdiçado para fora.
Do Caracas pouco mais se viu, inaugurando o marcador aos
36’ à custa de um gol contra de Chris Ramos, indefensável para Raul: 0x1, sem
méritos.
E assim se chegou ao intervalo na expectativa de que,
talvez, a equipe do Botafogo viesse a adotar o costumeiro comportamento de mau
1º tempo, bom 2º tempo.
Foi justamente isso que aconteceu: o Botafogo regressou
totalmente alinhado a um futebol de jogadas bem urdidas e não se pode sequer
justificar isso unicamente pela entrada de Cristian Medina ao intervalo, já que
nem sequer foi o melhor homem do Botafogo, e o justo empate chegou antes das
substituições mais significativas.
Aos 50’ Joaquín Correa rematou de fora da grande área e a
bola passou rasando o travessão; aos 56’ Medina rematou perigosamente ao lado,
embora pudesse ter feito melhor do que isso. O Botafogo permaneceu perigoso
mandando no jogo e o Caracas meramente remetido a defender a magra vantagem que
esperava preservar, não passando praticamente do seu meio campo.
Aos 61’, após cobrança de lateral, a bola foi aos pés de Joaquín
Correa, que próximo à entrada da grande área deu um toque pelo alto para Chris
Ramos que se deslocava e, frente a frente com o goleiro, rematou em arco e empatou
a partida, redimindo-se do gol contra: 1x1.
No minuto seguinte Franclim substituiu Jordan Barrera (irreconhecível)
por Matheus Martins, o Botafogo continuou perigoso, rasgando ainda mais a
defesa contrária e urdindo boas jogadas. Aos 70’ o técnico dispensou Edenílson
e Chris Ramos e fez entrar Caio Valle e Kauan Toledo. Na jogada seguinte, aos
71’, na ala esquerda do ataque, Toledo apareceu em boa posição no ataque, avançou,
serviu Matheus Martins, que tocou para Joaquín Correa cruzar junto à linha de
fundo e o próprio Toledo apareceu à boca da baliza para virar o placar:
Botafogo 2x1.
Sobrava Botafogo. De tal modo que a gestão do jogo era
totalmente nossa sem oposição adversária e aos 85’ Joaquín Correa podia ter
fechado com chave de ouro as duas assistências que fez para gol decretando ele
mesmo o seu gol, mas face a face com o goleiro desperdiçou para fora.
E aos 90’, inesperadamente, o Caracas apareceu na área,
alguém rematou numa blitz dentro da
grande área botafoguense e a bola foi embater no travessão – amigo de última
hora que evitou o injustíssimo empate.
Porém, ainda não tinha acabado o jogo para Joaquín Correa.
O Botafogo atacou pelo meio, Kauan Toledo derivou para a esquerda, executou um
cruzamento rasteiro e, na corrida, Joaquín Correa não perdoou: Botafogo 3x1.
De uma assentada consolidou-se a vitória botafoguense,
Kauan Toledo devolveu a Joaquín Correa o presente que este lhe dera para a
viragem e simultaneamente ‘Tucu’ fez o seu melhor jogo no Botafogo – se em 15
partidas fizera duas assistências e um gol, contra o Caracas teve a mesma produção
num só jogo.
Foram 45 minutos de uma noite internacional motivadora
para fechar o mês de maio com vitória sobre o Bahia.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 3x1 Caracas
» Gols: Chris Ramos, aos 61’,
Kauan Toledo, ao 71’, e Joaquín Correa, aos 90+2’ (Botafogo); Chris Ramos, aos
36’ (contra) (Caracas)
» Competição: Copa Sul-Americana
» Data: 27.05.2026
» Local: Estádio Olímpico da UCV, em Caracas (Venezuela)
» Árbitro: Carlos Betancur (Colômbia);
Assistentes: Miguel Roldán (Colômbia) e Mary Blanco (Colômbia); VAR: Ricardo García (Colômbia)
» Disciplina: cartão amarelo – Vitinho, Wallace Davi e Matheus Martins (Botafogo) e
Fereira e Luis Mago (Caracas)
» Botafogo: Raul; Vitinho (Kadu), Ythallo, Justino e Marçal; Wallace Davi (Cristian
Medina), Santi Rodríguez e Edenílson (Caio Valle); Joaquín Correa, Chris Ramos
(Kauan Toledo) e Jordan Barrera (Matheus Martins). Técnico: Franclim Carvalho.
» Caracas: Frankarlos Benítez (Vegas); Fereira, Quintero (La Mantía), Luis Mago e
Yendis; Larotonda, Gudiño e Covea; Wilfred Correa (Mauricio Márquez), Adrián
Fernández (Sebastián González) e Robert Hernández (Chris Martínez). Técnico:
Henry Meléndez.

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