por TIAGO
LEITE | PhD Saúde, Master Coach | Colaborador do Mundo Botafogo
Por que você joga contra si mesmo?
Chegar aos 40+ é como entrar no segundo
tempo de uma final de campeonato. Você já tem quilometragem, conhece os atalhos
do campo e sabe que o tempo passa mais rápido depois dos 15 minutos. A vida
ideal nessa fase não é um sonho de garoto; é a busca pelo equilíbrio de um
veterano: saúde para aguentar o tranco, estabilidade para dar segurança à
família e a autoridade de quem já viveu muitas batalhas.
Imagine a cena: você acorda com disposição,
o corpo responde como se o joelho não tivesse história, sua conta bancária é
sólida como uma defesa bem postada e, no domingo, você se senta para ver o
Glorioso com a paz de quem cumpriu o dever. Isso é o título que todo homem ou
mulher botafoguense deseja.
Mas por que o placar ainda está magro?
Muitas vezes, o maior adversário não é o time de fora, nem a crise, nem o
chefe. O inimigo veste a sua camisa. É a autossabotagem, aquele erro de saída
de bola que a gente comete sozinho quando o jogo parece controlado. O
"Drible de Corpo" da Autossabotagem.
Na vida, assim como em Campo, a gente sofre
com os mesmos padrões de derrota se não tivermos cuidado:
1. O "Efeito 2004": Você
vive preso em glórias ou dores do passado. Acredita que, porque algo deu errado
lá atrás, o roteiro vai se repetir. Isso te impede de arriscar o chute de fora
da área na carreira ou na vida pessoal.
2. O "Recuo de Bola
Perigoso": Na hora de avançar para um hábito saudável ou um
projeto novo, você amarela. Inventa uma desculpa — o cansaço, a idade, a falta
de tempo — e recua para a zona de conforto. Só que recuar demais chama o
adversário para dentro da sua área.
3. A Dependência do "Salvador
da Pátria": Assim como o torcedor que espera um único
craque resolver tudo, você espera que uma promoção, um bilhete de loteria ou o
reconhecimento de alguém mude sua vida. Você entrega o controle do seu destino
para o pé dos outros.
A Ruptura: Mudando
a Mentalidade no Vestiário. Para um botafoguense, "tem coisas que só
acontecem com o Botafogo", é um dito tanto de alegrias inéditas, como de
dores inesperadas, e no caso da dor, para o homem de 40+, ela deve ser de
alerta. A autossabotagem acontece porque sua mente prefere o alívio imediato (a
cerveja a mais, o silêncio diante do problema, o conformismo) do que o esforço
da vitória.
Exemplos práticos de Ruptura:
– Na Saúde: Parar
de dar o "balão para frente" nos exames de rotina. Assumir que o
corpo é o seu estádio e ele precisa de manutenção agora.
– Nas Relações: Deixar
de ser o jogador que só reclama do juiz. Assuma a braçadeira de capitão da sua
casa e lidere pelo exemplo, não pelo grito.
– No Trabalho: Não
aceite o empate técnico. Busque a evolução tática, aprenda novas ferramentas e
não deixe o "sabotador da preguiça" te convencer de que você já deu o
que tinha que dar.
O Apito Final não chegou aos 40+, você
ainda tem muito jogo pela frente. A vida ideal não é uma miragem, ela é
construída em cada drible contra a sua própria mente. Identifique o seu padrão
de derrota, nomeie o seu sabotador e faça a substituição necessária.
O Glorioso nos ensina a resiliência. A vida
nos exige a Ruptura. Pare de jogar contra você mesmo e comece a busca pelo topo
da tabela. O título da sua vida pessoal só depende da sua coragem de parar de
se boicotar.
Siga Tiago Leite: @tiagoleite40.oficial | www.homemdvalor.com.br

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