por RUY MOURA |
Editor d Mundo Botafogo
O jogo entre Botafogo e Independiente Petrolero não permite
uma avaliação objetiva ao desempenho da nossa equipe em um jogo internacional,
tendo em conta que a equipe boliviana o melhor que fez foi proporcionar ao
Botafogo um bom treino e, mais do que revelar a qualidade do nosso desempenhou,
evidenciou alguns dos nossos pontos fracos que permanecem como dantes.
Uma avaliação positiva refere-se à quantidade de
jogadas e remates perigosos; uma avaliação menos positiva realça o enorme volume
ofensivo que acabou quase invariavelmente nas mãos do homem do jogo – Jhohan
Gutiérrez.
Ou o goleiro boliviano é um verdadeiro craque, ou as
conclusões do Botafogo continuam pecando pela desafinação.
Desde o primeiro ao último minuto de jogo foi o
Botafogo que levou perigo à baliza adversária, especialmente na primeira parte,
na qual, segundo as estatísticas, efetuou mais de duas dezenas de conclusões e
apenas faturou um gol.
O Independiente limitou-se fundamentalmente a fechar as
infiltrações pelo meio e o Botafogo jogou predominantemente pelas alas. De modo
geral, a equipe boliviana ofereceu os espaços necessários para o Botafogo avançar
facilmente pelas pontas e pelo meio até à intermediária.
Apesar de vários remates logo aos primeiros minutos, por
Cristian Medina e Lucas Villalba, o guardião boliviano assinou muito boa
presença desde o início, o travessão evitou um gol de cobrança de falta por
Alex Telles aos 14’ e somente aos 23’ é que o Botafogo inaugurou o marcador,
numa das poucas jogadas bem sucedidas em penetração pelo interior. Lucas Villalba
fez o passe à entrada da área, a bola rebateu no zagueiro e Cristian Medina saiu
na frente do goleiro, driblou-o e rematou para a baliza aberta. Botafogo 1x0,
com um gol atualmente raro de ver com drible sobre o goleiro.
Na segunda metade do 1º tempo o Botafogo continuou
criando jogadas perigosas, Kauan Toledo acertou na trave e a equipe continuou
desperdiçando gols, apesar dos espaços de que dispunha, das divididas que
ganhava e dos remates que o goleiro boliviano defendia.
Digamos que as insuficiências da equipe vieram
claramente ao de cima contra um adversário frágil, que pela lógica deveria ter
sido goleado por 5 ou 6 a zero, designadamente no que respeita às decisões
erradas de passes ou de remates e à clara falta de definição no remate.
No 2º tempo o volume de jogo continuou a não ter
correspondência no placar. O magro resultado, todavia, não correspondia a
qualquer pressão do Independiente, que em todo o jogo não obrigou Neto a uma
única defesa e não criou jogadas realmente perigosas.
Somente 58 minutos após o primeiro gol é que o
Botafogo conseguiu ampliar o resultado. Mateo Ponte, totalmente livre de
marcação, cruzou rasteiro da ponta direita, a bola sobrou para Jordan Barrera
ao segundo poste, que ainda teve tempo de ajeitar e rematar vitoriosamente aos
81’. Botafogo 2x0.
Aos 86’, ao cair do pano, o inenarrável Joaquín Correa
avançou pela esquerda até quase à linha de fundo e aparentemente efetuou um
cruzamento, sendo menos provável que tenha tentado o remate, Eduardo vinha
embalado para defender a sua baliza e acabou por enfiar a bola no fundo das
redes em gol contra.
Em suma, mais três pontos, classificação direta à
beira de acontecer, precisando apenas do Caracas empatar o seu jogo de hoje, ou
na última rodada Botafogo e Caracas empatarem.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 3x0
Independiente Petrolero
» Gols: Cristian Medina, aos 23’, Jordan Barrera, aos
81’, e Eduardo aos 86’ (contra)
» Competição: Copa Sul-Americana
» Data: 20.05.2026
» Local: Estádio La Huerta, em Assunção (Paraguai)
» Público: portões fechados
» Árbitro: Guillermo Guerrero (Equador); Assistentes: Christian
Lescano (Equador) e David Vacacela (Equador); VAR: Gabriel González (EQU)
» Disciplina: cartão amarelo – Eduardo, Montero e
Rafinha (Independiente Petrolero)
» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander
Barboza e Alex Telles; Huguinho (Santi Rodríguez), Cristian Medina e Álvaro
Montoro (Jordan Barrera); Lucas Villalba (Caio Valle), Arthur Cabral (Chris
Ramos) e Kauan Toledo (Joaquín Correa). Técnico: Franclim Carvalho.
Independiente Petrolero: Jhohan Gutiérrez; Montero
(Wagner Pinote), Eduardo, Palma, Francisco Rodríguez (Leaños) e Daniel Rojas;
Gustavo Cristaldo (Rafinha), Navarro (Mercado) e Ruddy Cardozo; Willie (Adelan)
e Rodrigo Rivas. Técnico: Thiago Leitão.

2 comentários:
Minha única observação obre o jogo de ontem, é que o time do Botafogo não pode perder tantas oportunidades como aconteceu contra o Independente Petroleiro. Segundo estatísticas, foram 41 finalizações e parece que metade delas no gol. Claro que não podemos tirar o.merito do goleiro adversário, mas nunca vi um time perder tantos gols. Enfim, na verdade foi um treino de luxo nas terras paraguaias. Abs e SB!
Exatamente, Sergio. Segundo li, foram essas as finalizações, e 20 delas enquadradas na baliza. Dessas 20 marcamos 2 gols (o 3º gol não foi enquadrado à baliza, mas sim gol contra), o que é manifestamente pouco. E tivemos cerca de 68-70% de posse de bola. Tanta posse e tanto remate para 2 gols apenas, e espaçados por um hora de diferença...
Em suma, na minha opinião a equipe não é ruim. Os treinos é que talvez sejam escassos e ainda não tiveram as orientações essenciais ao nível de melhoria de passes, cobranças de falta (não convertemos nem mesmo as faltas muitos perigosas), definições à baliza, etc.
Abraços Gloriosos.
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