por RUY MOURA |
Editor do Mundo Botafogo
O Botafogo fez o jogo possível face ao
cansaço de vários partidas entre Copinha e Estadual com os atletas do Sub-20 e
contra um adversário mais forte do que nos jogos anteriores.
O jogo foi muito movimentado e brigado do
início ao fim, com muitas perdas de bola de parte a parte e poucas
oportunidades de gol. A nossa equipe não conseguiu a posse de bola habitual,
foi muito afobada, fez muito chutão para a frente e para o alto – tal como o
São Paulo.
Entretanto tivemos uma arbitragem adversa que
ainda antes do período de hidratação nos ‘presenteou’ com 3 cartões amarelos, condicionando-nos
e não tendo os mesmos critérios com o nosso adversário – além de marcar faltas inexistentes
contra nós e omitindo faltas dos paulistas.
Após a hidratação, aos 34’, surgiu a primeira
oportunidade real, a favor do São Paulo, através de um remate fortíssimo de
fora da grande área que foi ao poste da nossa baliza.
A nossa afobação manteve-se e quando atacávamos
nem sempre o fazíamos de modo apoiado, acabando por se perder a bola após
dribles sucessivos de quem conduzia a bola.
Aos 45’, numa cobrança de falta, Djhordney
inaugurou o marcador com uma cabeçada monumental, rodando a cabeça e levando a
bola ao ângulo superior da nossa baliza.
No 2º tempo, em inferioridade no marcador, o
Botafogo reagiu e procurou atacar, até que aos 56’, num chutão para dentro da
área, dois dos nossos jogadores tocaram a bola com a cabeça, sobrou para Arthur
Izaque que marcou mais um golaço de voleio como já fizera noutros jogos,
empatando a partida.
Após a hidratação o cansaço foi se apoderando
dos nossos atletas, o jogo baixou o nível de parte a parte e quando parecia que
a partida se dirigia para os pênaltis, eis que numa falha de marcação a bola é
alçada para a área, um atleta paulista desviou-a para a boca da baliza e
Matheus Menezes limitou-se a empurrar para o fundo das redes.
Daí em diante o Botafogo queria reagir ao
placar adverso, mas já não tinha forças para isso. E as 90+4’, com o nosso
goleiro na grande área adversária tentendo tudo por tudo num escanteio, a
defesa do São Paulo afastou o perigo e Paulinho chutou de muito longe para a
nossa baliza desguarnecida, fechando o placar para o São Paulo.
O Sub-20 fez o que foi possível no Estadual e
na Copinha e os atletas estão todos de parabéns pelo brio com que se empenharam
face a uma gestão caótica de calendário das entidades oficiais e ao improviso
da nossa própria gestão.
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x3 São
Paulo
» Gols: Arthur Izaque, aos 56’ (Botafogo);
Djhordney, aos 45’, Matheus Menezes, aso 83’, e Paulinho, aos 90+4’
» Competição: Copa São Paulo de Futebol
Júnior
» Data: 19.01.2026
» Local: Estádio Municipal Walter Ribeiro, em
Sorocaba (SP)
» Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues;
Assistentes: Rodrigo Meirelles Bernardo e Vladimir Nunes da Silva; VAR:
Fernando Bartz Guedes.
» Disciplina: cartão amarelo – Arthur Izaque,
Justino, Lucas Camilo, Bernardo Valim, Matheusinho, Danillo e Rodrigo Bellão –
técnico (Botafogo) e Gustavo Santana, Matheus Ferreira e Felipe (São Paulo)
» Botafogo: Ryhan Luca; Kauã Branco, Danillo,
Justino e Kauã Cruz (Juninho); Lucas Camilo (Bernardo Valim), Gustavo Pereira
(Caio Valle) e Felipe Januário (Gabriel Abdias); Matheus Fortunato
(Matheusinho), Arthur Izaque (Samuel Alves) e Kauan Toledo. Técnico: Rodrigo
Bellão.
» São Paulo: João Pedro; Igor Felisberto,
Isaac, Hugo e Felipe (Guilherme Reis); Matheus Ferreira, Djhordney e Lucyan
(Matheus Menezes); Tetê (Juan Potes), Paulinho e Gustavo Santana. Técnico:
Allan Barcellos.

2 comentários:
Não vi o jogo, mas tinha a quase certeza que o Botafogo perderia. Nenhuma equipe passa impune com o desgaste que esses garotos sofreram em menos de uma semana. Jogo quinta no carioca, no sub 20, sábado sub 20, domingo carioca e segunda copinha. Fora o cansaço das partidas, não podemos esquecer o cansaço das viagens. Acho que esses garotos foram heróicos nessa jornada e honraram as cores alvinegras. Uma pena que o nosso futebol, pródigo em revelar talentos, seja incapaz de ter dirigentes com um mínimo de inteligência para conceber temporadas não tão desgastantes que causam tantos problemas aos clubes. O fato é que,de profissional o nosso futebol tem muito pouco, pois o amadorismo dos nossos dirigentes, com raríssimas exceções, é de uma tristeza sem fim. O mais triste é saber que uma mudança nos rumos do futebol é algo que parece inatingível. Abs e SB!
A certeza eu não tinha, mas admitia que a eliminação fosse natural face a essa sucessão de jogos. Por exemplo, o Kauan Toledo fez 5 jogos em uma semana, e não sei como conseguiu aguentar o jogo de ontem até ao fim. Porém, esse desrespeito com a saúde dos atletas já não acontece apenas na balbúrdia do brasileiro, porque a FIFA está seguindo o mesmo caminho, meramente por interesses económicos, e já há muita gente na Europa a reclamar contra UEFA e FIFA. Vários clubes defendem, por exemplo, que o formato do novo Mundial de Clubes que decorreu em junho deveria ser sido [a 1º e ] última edição dessa nova prova.
No Brasil foi o amadorismo da CBF e federações que prejudicou fortemente o espetáculo desportivo, na FIFA e suas ramificações é a ganância financeira que obriga os atletas a jogarem muito mais partidas do que antes - com forte prejuízo para a sua saúde e para os clubes.
Em minha opinião o futebol carece de um Fórum Mundial anual - à semelhança do Fórum de Davos que está a ocorrer - que discuta seriamente o presente redefina novos rumos para o futuro.
Abraços Gloriosos.
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