Alguns leitores do Mundo Botafogo solicitaram um artigo destacando a importância de Neca nos anos sessenta. Há bastante tempo que venho procurando coisas sobre um dos ‘reveladores de craques’ dos anos sessenta, mas muitíssimo pouco tenho obtido. Por isso, este artigo não será uma história sobre Neca, mas um destaque aos treinadores mais importantes que no Glorioso revelaram jogadores.
Manoel dos Santos Victorino, o ‘Neca’, nasceu no Rio de Janeiro em 1923 e faleceu na mesma cidade em 1996, com 73 anos de idade.
Neca iniciou a sua carreira como jogador de futebol no São Cristóvão (RJ), onde também encerrou a carreira, e posteriormente no São Paulo (SP), antes de ingressar no Botafogo, onde jogou entre 1950 e 1951.
Neca estreou-se no Botafogo de Futebol e Regatas no dia 11 de Fevereiro de 1950 enfrentando o Flamengo pelo Torneio Rio-São Paulo. O jogo terminou empatado em 2x2, com gols de Juvenal e Octavio e a seguinte formação: Oswaldo, Gerson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Hamilton (Neca), Geninho, Zezinho, Octavio e Jayme (Reinaldo).
Eis os jogos em que Neca assinalou gols pelo Botafogo (nº de gols entre colchetes):
Profissionais
» 27.08.1950: Botafogo 1x0 São Cristóvão [1]
» 15.10.1950: Botafogo 1x0 Flamengo [1]
» 29.10.1950: Botafogo 7x2 Olaria [1]
» 25.11.1950: Botafogo 3x0 Madureira [1]
Aspirantes
» 13.08.1950: Botafogo 7x4 America [2]
» 03.09.1950: Botafogo 2x4 Bangu [1]
Mais tarde, após encerrar a carreiras nos gramados, Neca dedicou-se a formar jogadores na base e reingressou no Botafogo para desenvolver a tarefa de revelar craques.
O Botafogo sempre teve tradição de escolinha de futebol, designadamente desde a fundação do Carioca F. C., na década 1900-10. Nas décadas de 1940 e 1950, António Franco de Oliveira, conhecido por ‘Neném Prancha’, foi o grande descobridor de talentos, entre os quais se conta Heleno de Freitas, tendo inclusive vitórias significativas com as bases, designadamente em 1955 e 1957 com a conquista de dois campeonatos cariocas de infanto-juvenis.
Seguidamente foi Egydio Landolfi, o ‘Paraguaio’, campeão carioca de 1948, quem se destacou como treinador nas bases do Botafogo, conquistando o Torneio Início de Juvenis de 1961 e o tetracampeonato carioca de juvenis em 1961-62-63-64.
Foi nessa época que Neca também reingressou no Botafogo para descobrir talentos, tendo sido o treinador que conquistou, entre outros, o Torneio Mundial Oficial Infanto-Juvenil de Croix (França) em 1973, o Tricampeonato Carioca Infantil em 1968-69-70 e o Torneio Início de Infanto-Juvenis em 1963.
Neca e Paraguaio foram as figuras mais importantes que revelaram os grandes jogadores do nosso clube na Era pós Garrincha, Didi e Nilton Santos, sendo que, destes três, apenas Didi não se iniciou a jogar no Botafogo.
A curiosidade mais interessante da relação entre Neca e Paraguaio é que a coexistência de ambos à frente das equipas de base do Botafogo reeditou a coexistência de ambos nas equipas do Botafogo entre 1950 e 1951, período em que ambos jogaram juntos e ganharam por três vezes para o campeonato carioca. Eis as fichas dos três jogos (campeonato dos profissionais):
» 31.12.1950: Botafogo 1x0 Bonsucesso [gol de Paraguaio]
Equipa: Oswaldo, Basso e Araty; Rubinho, Carlito e Juvenal; Paraguaio, Neca, Ariosto, Geninho e Zezinho.
» 14.01.1951: Botafogo 2x0 Vasco da Gama [?]
Equipa: Oswaldo, Basso e Santos; Rubinho, Carlito e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirilo, Neca e Walter.
» 21.01.1951: Botafogo 2x1 America [gols de Zezinho e Paraguaio]
Equipa: Oswaldo, Basso e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Neca, Pirilo, Geninho e Zezinho.
Fontes
Mundo Botafogo: artigos vários sobre o futebol de bases (fichas técnicas)
Mundo Botafogo: artigo sobre Neném Prancha
Mundo Botafogo: artigo sobre Paraguaio
Manoel dos Santos Victorino, o ‘Neca’, nasceu no Rio de Janeiro em 1923 e faleceu na mesma cidade em 1996, com 73 anos de idade.
Neca iniciou a sua carreira como jogador de futebol no São Cristóvão (RJ), onde também encerrou a carreira, e posteriormente no São Paulo (SP), antes de ingressar no Botafogo, onde jogou entre 1950 e 1951.
Neca estreou-se no Botafogo de Futebol e Regatas no dia 11 de Fevereiro de 1950 enfrentando o Flamengo pelo Torneio Rio-São Paulo. O jogo terminou empatado em 2x2, com gols de Juvenal e Octavio e a seguinte formação: Oswaldo, Gerson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Hamilton (Neca), Geninho, Zezinho, Octavio e Jayme (Reinaldo).
Eis os jogos em que Neca assinalou gols pelo Botafogo (nº de gols entre colchetes):
Profissionais
» 27.08.1950: Botafogo 1x0 São Cristóvão [1]
» 15.10.1950: Botafogo 1x0 Flamengo [1]
» 29.10.1950: Botafogo 7x2 Olaria [1]
» 25.11.1950: Botafogo 3x0 Madureira [1]
Aspirantes
» 13.08.1950: Botafogo 7x4 America [2]
» 03.09.1950: Botafogo 2x4 Bangu [1]
Mais tarde, após encerrar a carreiras nos gramados, Neca dedicou-se a formar jogadores na base e reingressou no Botafogo para desenvolver a tarefa de revelar craques.
O Botafogo sempre teve tradição de escolinha de futebol, designadamente desde a fundação do Carioca F. C., na década 1900-10. Nas décadas de 1940 e 1950, António Franco de Oliveira, conhecido por ‘Neném Prancha’, foi o grande descobridor de talentos, entre os quais se conta Heleno de Freitas, tendo inclusive vitórias significativas com as bases, designadamente em 1955 e 1957 com a conquista de dois campeonatos cariocas de infanto-juvenis.
Seguidamente foi Egydio Landolfi, o ‘Paraguaio’, campeão carioca de 1948, quem se destacou como treinador nas bases do Botafogo, conquistando o Torneio Início de Juvenis de 1961 e o tetracampeonato carioca de juvenis em 1961-62-63-64.
Foi nessa época que Neca também reingressou no Botafogo para descobrir talentos, tendo sido o treinador que conquistou, entre outros, o Torneio Mundial Oficial Infanto-Juvenil de Croix (França) em 1973, o Tricampeonato Carioca Infantil em 1968-69-70 e o Torneio Início de Infanto-Juvenis em 1963.
Neca e Paraguaio foram as figuras mais importantes que revelaram os grandes jogadores do nosso clube na Era pós Garrincha, Didi e Nilton Santos, sendo que, destes três, apenas Didi não se iniciou a jogar no Botafogo.
A curiosidade mais interessante da relação entre Neca e Paraguaio é que a coexistência de ambos à frente das equipas de base do Botafogo reeditou a coexistência de ambos nas equipas do Botafogo entre 1950 e 1951, período em que ambos jogaram juntos e ganharam por três vezes para o campeonato carioca. Eis as fichas dos três jogos (campeonato dos profissionais):
» 31.12.1950: Botafogo 1x0 Bonsucesso [gol de Paraguaio]
Equipa: Oswaldo, Basso e Araty; Rubinho, Carlito e Juvenal; Paraguaio, Neca, Ariosto, Geninho e Zezinho.
» 14.01.1951: Botafogo 2x0 Vasco da Gama [?]
Equipa: Oswaldo, Basso e Santos; Rubinho, Carlito e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirilo, Neca e Walter.
» 21.01.1951: Botafogo 2x1 America [gols de Zezinho e Paraguaio]
Equipa: Oswaldo, Basso e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Neca, Pirilo, Geninho e Zezinho.
Fontes
Mundo Botafogo: artigos vários sobre o futebol de bases (fichas técnicas)
Mundo Botafogo: artigo sobre Neném Prancha
Mundo Botafogo: artigo sobre Paraguaio
7 comentários:
Caro leitor que fez um comentário aqui a respeito de Neca, quero informá-lo que, por lapso, apaguei o seu comentário. Na verdade, o seu comentário estava junto ao de um cathartiforme cujos comentários idiotas eliminei, e por lapso também eliminei o seu comentário. Peço imensa desculpa. Solicito-lhe que publique novamente o seu comentário, por favor, para eu poder responder. Obrigado.
Saudações Gloriosos!
Boa noite Rui,
Primeiro parabéns pelo blog. Segundo, muito obrigado pela homenagem ao Neca. São atitudes como esta que nos animam. As vezes parece que o clube se esquece do passado. Porém, são atitudes como esta que me animam. Neca era meu tio-avô. Muito bom ler sobre ele.
Sucesso,
Anderson Victorino
Gostaria de prestar uma homenagem a esta pessoa maravilhosa das categorias de base do Botafogo , não só " Seu Neca", como era chamado, mais também "Seu Armindo"- motorista do clube na época;
O ano era 1980, o Botafogo atravessava um momento difícel nos profissionais; nas categorias de base a Federação Carioca de Futebol acabava com a categoria Infanto Juvenil, permanecendo Infantil ( até 14 anos), Juvenis ( até 16 anos )e Juniores ( 17 à 20 anos ),nesta época era muito difícel em qualquer clube subir para os profissionais antes de estourar idade como verificamos nos dias atuais, mesmo sendo " atleta fora de série " como tinhamos na época Romário ( Vasco), Bebeto, Aldair, Gaucho,Adalberto e outros no Flamengo, Paulinho e Ricardo Gomes (Fluminense)e aqui no Botafogo também tínhamos grandes jogadores como Luizinho , Helinho, Ademir,Wagner Pepeta, Zé Luiz, Antonio, Leonardo, Nei, entre outros, o grande homem Neca era correto, inteligente e conhecedor como poucos do esporte futebol, um dos maiores descobridores de talento, pouco notado pelos dirigentes, nesta época os treinadores eram Edgar ( infantil ), Neca (Juvenil) e Joel Martins (Juniores); o Botafogo entregava ao elenco profissional os campeões da base Mendonça, Wesclei, Edson, Luis Carlos, Miltão, Luis Cláudio campeões em cima do Flamengo de Mozer, Figueredo, Zé Carlos, Leandro, Vitor, Anselmo, em fim, dá para perceber pelos atletas os quais fiz questão de elencar que " Seu Neca " não podia fazer milagres , mais conseguia jóias raras que foram desperdiçadas pela falta de estrutura do clube na época; porém nunca é tarde para este clube fazer justiça a este homem que mesmo já tendo partido para a eternidade ficaria muito feliz lá em cima de ser reconhecido como " O MAIOR DESCOBRIDOR DE TALENTOS DO BOTAFOGO ".
Um forte abraço
Karla Galhardo
Anderson, lembro-me muito bem de Neca. Eu era um jovem torcedor do Glorioso nos anos sessenta.
Abraços Gloriosos!
Obrigado pelo contributo, Karla.
Abraços Gloriosos!
Na foto de 73 o 2º jogador agaixado da esquerda para direita chamavasse:- João Ronaldo ou Pará ou ainda Parazinho como era conhecido pelos clgs de infãncia e pré adolenscência, eramos vizinhos em higienópolis perto de DEL Castilho onde eram os treinos da escolinha do Neca no campo da antiga fábrica de tecidos Nova América, bons tempos aqueles. João Ronaldo era um Exímio driblador, era um canhoto que atuava pela ponta esquerda, já naquele tempo fazia o papel de 3ºhomem de meio campo como gostava muito o lendário ZAGALO, cheguei a jogar com ele algumas vezes, eu era lateral esquerdo. Meus parabéns pelo site-blog.
Obrigado pelo contributo, Paolo.
Abraços Gloriosos!
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