Em 2023 Marçal, atualmente ainda atleta do
Botafogo, foi entrevistado pelo Globoesporte e, a propósito das suas andanças
pelo mundo, contou um caso ocorrido com ele que é um bom exemplo da importância
de uma compreensão multicultural do planeta:
por GIBA PEREZ | Jornalista | Excerto de artigo no portal Globoesporte
«Na
Turquia foi mais impactante para mim. Uma cultura totalmente diferente da
nossa. Lembro que cheguei na cidade meia-noite para assinar com o clube no
outro dia de manhã.
Quando foi cinco
horas da manhã começou a tocar uma sirene. Eu fiquei desesperado, pensei que
fosse alguma coisa de guerra. Fui para a janela, maior paz. Ninguém na rua.
Fiquei pensando:
“O que está
acontecendo?”
A sirene tocando, eu
fiquei abismado. Não sei o que é, se alguém está indo para algum lado, se no
hotel tem algum lugar para ir no subsolo. Olhei no corredor e também não tinha
ninguém.
No outro dia, eu fui
conversar com o tradutor e ele me explicou que, por ser um país muçulmano, às
cinco horas e em outros horários toca o sinal para as pessoas acordarem para
rezar.
E eu desesperado
achando que era alguma coisa grave.»
Nota do Mundo Botafogo: Os turcos muçulmanos
rezam cinco vezes ao dia, designadamente ao nascer-do-sol, ao meio-dia, à
tarde, ao pôr-do-sol e à noite, práticas que são consideradas essenciais na sua
religião.
Texto completo com histórias de Eduardo,
Marçal e Tiquinho Soares em https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2023/03/31/de-sirene-a-batida-de-carro-jogadores-do-botafogo-contam-historias-da-carreira.ghtml

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