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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: Apenas Mil [09]

por ADILSON TAIPAN
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

Se eu fosse técnico do botafogo
Colocaria esse menino de castigo
Ficaria de joelhos no caroço de milho
Diante do DVD
E assistir mil vezes a jogada perdida.

Mais dois pontos jogados fora.

[…]

Depois que saciasse bem a sua fome
Escreveria mil vezes
“Eu não jogo sozinho”

Pagaria mil desculpas para cada amiguinho
Como onze e os reservas são muito pouco
Pagaria mil penitências
Nas rampas e escadas do Engenhão
E imploraria a cada torcedor mais mil perdões.

[…]

O massagista lhe daria mil palmadas

[…]

Mais mil exames de próstata
Pelo dedo grosso quintuplicado do médico

[…]

O preparador físico também quer o seu quinhão

[…]

Mil vezes em volta do campo.

Ah! O tesoureiro dividiu o se salário por mil
999 Partes serão do clube
E sinta-se honrado mil vezes
Por você jogar no Botafogo. […]

Excertos de ‘A Estrela da Manhã’, de Adilson Taipan, pp. 40 e 41 [excertos de poemas].

Contatos para aquisição de livros:
adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: a altura da camisa… [08]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

É ele que faz o meu feijão com arroz
Tempera com muito tomate, salsa, sal […]

Tentando pela boca mudar minhas cores
Só tem essa camisa?
Não! Tenho todas!
Peguei essa porque estava no alto, bem alto
As outras ocupam a última gaveta
A sete palmos do chão […]

Fiquei ali curtindo a especialidade da casa
Bati papo, contei vantagens
Aproveitando o bom momento da tabela.

Mas na hora que a conta chegou:
Quê?... Que é isso, Chicão?
Misturou tricolagem com roubalhagem?
Parece framenguista…
Respondeu que o precinho
Tem a mesma altura da camisa.
Seu invejoso oportunista!
Precisava empatar esse jogo no final da partida?

Excertos de ‘A Estrela da Manhã’, de Adilson Taipan, pp. 81 e 82 [excertos de poemas].
Contatos para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

sábado, 17 de maio de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: torcedor desenganado… [06]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

Hierarquia é posto
E a poesia general:
Posso assistir ao jogo do Botafogo?

[…]

Quando entrar em campo
Levantem e batam continência

[…]

Eu sei que meu filho é gay
Minha filha é piranha
A mulher costura pra fora
E que o time do Botafogo
É uma porcaria
Mas, por favor, não me contem!
Nem quero ser o último a saber
Morro apaixonado assim mesmo

[…]

Diante desse amor me senti um nada
Mas no céu a nossa Estrela
Tem posição de destaque.

Excertos de ‘A Estrela da Manhã’, de Adilson Taipan, pp. 65, 67. 69 e 70 [montagem de excertos de poemas].

Contatos para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: lançando pepitas de ouro… [05]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

Uma perna direita para apoio e estética
E na Canhota um brilho de ouro
Que jogava suas pepitas a 40m de distância
Certinhas, nas costas mortas dos zagueiros

[…]

Influenciou a infância de muita gente
A minha mãe brigava comigo para levantar o calção
Aprendi a tirar a cegueira da perna esquerda
Imitando os seus lançamentos

[…]

Quando saiu do Botafogo
Parecia que se mudou um parente

[…]

Reconhece que jogou no time certo
Com os jogadores certos

[…]

A estrela iluminou o seu caminho
Escuto Waldir Amaral nas minhas reminiscências:
“Bateu a falta Gerson
É goooooool do Botafogo
Indivíduo com-pe-ten-te esse Canhotinha de Ouro”
Foi o quarto gol contra o Vasco em 68
A alegria de ser campeão invadiu um menino.

Excertos de ‘A Estrela da Manhã’, de Adilson Taipan, pp. 71 e 72.

Contatos para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: poemas incompletos… [04]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
excertos de ‘A Estrela do Amanhã’

Fui datar um poema
E a numeração me chamou a atenção
Tudo era 10
Não tem a mística do 7.

[…]

Esse poema dezconfiado
Encalorado sobre as brisas de décadas vividas

[…]

Pode ser que no infinito
Nasça na manjedouro um Dez-Menino
Que drible a peneira do tirano Herodes
E se torne Pai & Filho
Desse novo número santificado.

[…]

Sou Botafogo sou Seu-Sete
0 13 a ferradura o lobo
Biriba gemada nó na cortina…

Excertos de dois poemas.
Contatos para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: sem drible… [03]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
excerto de ‘A Estrela do Amanhã’

Final de semana sem Botafogo não tem futebol
O relógio vai fazer cera
[…]
Minha mulher sabendo do meu mau humor
Tentou que eu a driblasse pelo meio das pernas
E não funcionou
Meus momentos de procriação
Tem influência nos onze astros
Se os noventa minutos forem positivos
Escalo a montanha como um eremita louco
Amo a minha família
É o maior amor do mundo
Depois da Estrela Solitária

Contatos para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

domingo, 9 de março de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: Luiz Carlos Prestes [02]

por Adilson Taipan
Poeta do Povo e do Botafogo
Excerto de ‘A Estrela do Amanhã’

Tive a felicidade e a honra
De conhecer pessoalmente Luiz Carlos Prestes
O Cavaleiro da Esperança em carne e osso.
Imaginava-o enorme
Montado como mocinho num imenso cavalo branco
Ficou ainda maior
Quando o vi sentado no sofá
Num apartamento no 11º andar na Gávea
Doado pelo Carlinhos
Ou melhor, Óscar Niemeyer.
[…]
Recusou a patente de General como aposentadoria
Não queria ser um comandante sem quartel e sem soldados
Engravatado assalariado acomodado…
[…]
Prestes e o Botafogo
Têm muitos pontos em comum
Usam a mesma Estrela
Para libertar a alma e a pátria.
[…]
Fomos tetracampeões em 32-33-34-35
Eram tantas bandeiras tremulando nas ruas
Que inspirou o grande líder
A também erguer a sua.
[…]
Saiu muito mais convicto e se elegeu Senador
Com a ajuda do camarada Alvinegro João Saldanha
Que nas horas vagas e escondidas
Jogava pelo Partidão.
[…]
A esperança estufará as redes
Com toques de alegria e simplicidade
Ensinada pelo Mestre ao Poeta-Peão.

CONTATOS para aquisição de livros: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Fragmentos ‘a estrela do amanhã’: prefácio [01]


Adilson Taipan, o ‘Poeta do Povo e do Botafogo’, publicara, entre 2007 e 2011, cinco livros de poesia sobre o Botafogo e outras coisas mais: Malandro é Malandro, Mané é Mané; A Cavadinha Muito Loca; Proibidão: Bota Tudo, Botafogo!; Camisa 7; Poeta do Povo e do Botafogo.

Neste ano de 2013, Adilson Taipan acaba de publicar mais dois livros de poesia (capas ilustradas acima): 'A Estrela do Amanhã' e 'Botafogo na Intimidade'. A Estrela do Amanhã apresenta personagens como Óscar Niemeyer, Luís Carlos Prestes, João Saldanha e outras figuras gradas da música, da cultura e do futebol.

Foi com imenso prazer que aceitei o gentil convite do Poeta do Povo e do Botafogo para escrever o Prefácio do seu sexto livro, A Estrela do Amanhã, que hoje estreia uma nova rubrica no Mundo Botafogo. Em cada publicação será transcrito um excerto dos versos de Adilson Taipan, cujos contatos para aquisição dos seus livros são os seguintes: adilson.taipan@gmail.com e tel. (21)9938-1383. Eis o prefácio que escrevi:

PREFÁCIO

Adilson Taipan, o Poeta do Povo e do Botafogo, surgiu desprevenidamente na minha vida através da sua pena mágica. Displicentemente desfolhei as páginas dos seus dois primeiros livros de poesia: não deparei com nenhum estilo conhecido, com nenhum traço poético vincado. Mas para quem compra todos os livros sobre o Botafogo de Futebol e Regatas, não poderia furtar-me a adquirir as primeiras obras de Adilson Taipan.

Os seus livros fizeram a viagem transatlântica América do Sul – Europa e acabei em Lisboa lendo Adilson Taipan. Poeta do Povo…. E ainda por cima do Botafogo… Quem diria… Quem raio de homem é este que se acha Poeta do Povo e do Botafogo?... Abri o 1º livro. Então iniciei a leitura…

Adilson começou pela gênese, sugerindo que “dizem que o contraste surgiu / Quando o Deus sol fecundou a lua. / Um negro escravo ao se lavar no rio / Nadou nas águas brancas da filha do Senhor.”

“Dizem que uma criança teve uma luz e misturou”, e o Botafogo passou a ser a gênese de tudo e a razão de todas as coisas quando o poeta escutou “que existia futebol” e perguntou “a um moço aleijado / Que estava uniformizado” sobre “as cores mágicas” de um bando “correndo atrás da bola”: - “É o Botafogo, gente boa!”

E desde aí o contraste tomou conta do poeta: “Que coisa é essa? / Só dá Botafogo na minha cabeça. / (…) Só falo e vejo Preto e Branco. / Será que sou daltônico?”

Tudo indica que não seja daltônico, mas talvez seja um poeta alucinado desde o instante em que passou a torcer por “uma zebra louca entre cavalos comportados.”

Começou logo a escrever. Desde criança. Poesia. Poesia para o Botafogo: “Muitos entraram no Botafogo com os pés / Consegui com as mãos / Por favor! / Não me escalem como goleiro / Sou Poeta!”

E lendo dei conta de um poeta flutuante e contraditório, apaixonado por muitas coisas e pelo futebol, que perseguia um rumo, uma linha, talvez um ponto, provavelmente uma estrela, que ligava a emoção do povo ao amor pelo Botafogo.

“Busco uma literatura pouco explorada, / sem cronologia.” “Sou um poeta de esquina, / De fundo de bar, / Um saudosista, / torcedor de geral.”

E foi buscando “uma literatura pouco explorada” que Adilson chegou a uma literatura poética inimitável. O Poeta atravessou o século XX todo nessa busca: “Enquanto os homens viajam de carro, avião, metro… / Peguei meu disco voador, /Apostei corrida com o cometa / E fui namorar com Dalva, / Minha estrela louca.”

Adilson atravessou o século. Recebeu de Flávio Ramos “um bilhetinho”; ouviu “os latidos do Biriba”; comeu “rapadura com mel e gemadas”; subiu com “a elegância do Heleno de Freitas”; passou brilhantina no cabelo e foi “ao cinema conquistar Gilda”; Didi lhe “mandou uma conversa em curva”; então começou “a dar dribles para tudo que é lado. / É o Sete! Estou incorporado!”; e “Quarentinha balançou as traves” do seu coração, inapelavelmente.

De tudo isso “Os terrestres cinematográficos pouco gravaram, / Mas na sala de vídeo do céu está tudo arquivado. / Quando viajar para lá / Levarei muitas balas e pipocas / E vou pedir autógrafos ao Didi, / Garrincha, Flávio Ramos, Mimi Sodré, Nilo, / Paulo Valentim e a tantos outros.”

Depois chegou um tempo que o poeta não perdoa: “Charles Borer não merece poesia / Vendeu a casa da nossa família”. Então o poeta padeceu de longa doença: “O sofá parece área de luta. / Babo, mordo, pulo… / É briga de prazer, gozar no sofrer. / É trauma de um casal / que se amou vinte e anos sem título.”

Porém, a reconciliação chegou finalmente por outra via. O imaginário de Adilson namorou Beth Carvalho quando eram crianças e o ‘Fogo’ incendiava-os na sua pureza infantil. Ensaiavam, mas um dia faltou-lhe a inspiração do título para o que ela cantava, e isso “separou o casal do brilho perfeito”. Então, o nosso poeta diz que caiu na vida, lutou, politicou, passou apertos durante 21 anos. Um dia escutou a voz conhecida na televisão, disfarçou-se de adulto, entrou no aparelho, pediu autógrafo, ela reconheceu-o: “Lágrimas vieram, beijou meu rosto, / Fiz uns rabiscos no chão / E pulamos amarelinha. / Era a mesma paixão / Como nos bons tempos.”

A paixão pelo Botafogo reacendeu-se: “Os Botafoguenses não têm defeitos.” E em cada verso monóstico ou em cada estrofe irregular, o Poeta do Povo e do Botafogo supera-se em generosidade botafoguense: “Cheguei em casa / Dei de cara com um malandro saindo do meu quarto” / (…) Meti-lhe a porrada pensando que fosse ladrão. / Não! Minha mulher gritou, / Ele é surfista da praia de Botafogo. / Hoje sei nadar graças aquele bom rapaz.”

E o sexo sempre presente: “Só paro de fazer sexo na hora do jogo, / Fico noventa minutos na concentração, / Mas assim que apita o final, tiro o uniforme feito louco; /Vamos botar filhote nesse ventre; / A torcida crescerá de nove em nove meses.” Sexo botafoguense, claro…

Adilson é também uma espécie de mágico que transforma tudo o que toca, mesmo que se trate da sua cadela Juju: “Ela cheira o escudo no meu peito, Lambe querendo dar mais brilho / (…) Já a vi no terraço com o olhar perdido no céu”.

No céu ou num certo inferno, porque o mundo preto-e-branco do Poeta do Povo e do Botafogo não aceita rótulos, e tanto pode ser inimigo do equilíbrio como levar o céu e o inferno ao cachimbo da paz por obra de um santo demónio de pernas tortas: “Nós, os inimigos do equilíbrio / Somos estrábicos, anti-tudo, / Quase aniomalináveis / (…) O codinome de demónio das pernas tortas / É magia Negra e Branca / Driblou os terráqueos e os que já subiram / O céu e o inferno fumaram no mesmo cachimbo.”

Não admira, por isso, que aceite que se pode esperar tudo do Botafogo, embora com um desencanto poético magistral: “Do Botafogo se espera tudo, / Mas ser declarado campeão 89 anos depois, / Meu coração Alvinegro reconhece o exagero / (…) Parece quebrar o encanto de 1910.”

Da Estrela D’ Alva até cada momento da sua existência, Adilson Taipan percorre todo o Universo Glorioso: do porteiro ao presidente, do goleiro ao ponta esquerda, reservas, técnicos, roupeiros, médicos, massagistas, “Os que preparam o corpo / E os que alimentaram a mente”.

Prega a liberdade e não perdoa a quem a subtrai: “Arbitragem: Matou a paixão de um povo / Calou nosso grito de liberdade. / (…) Esse não errou, seguiu cartilha, / Orou na carta magna do cavaleiro das trevas.”

É este o poeta de quem me tornei amigo do coração através dos seus primeiros versos publicados. Irreverente, improvável, surpreendente, inesgotável… Um poeta capaz de falar de tudo e de integrar a vida num Mundo Botafogo – toda a vida de toda uma nação.

À boa maneira botafoguense, Adílson parece ser o tipo de torcedor eleito por uma ‘predestinação celestial’, mas cada vez mais penso que ele nasceu predisposto a possuir uma ‘senha para a cidadania’ – uma senha de liberdade e a explosão na pura paixão pelo futebol que o seu coração de povo identifica pelo nome de BOTAFOGO!

Adilson e os primórdios do Botafogo são irmãos gêmeos: ambos foram um ‘menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol’. Hoje são homens feitos, ou talvez não... O nosso poeta continua se apossando de um mundo em que “Qualquer centelha é Botafogo”…

E hoje, mais do que nunca, a brilhante alma de Adilson retoma o que em tempos timidamente rejeitou. Quando foi apresentado a Luiz Carlos Prestes, o político pediu ao poeta para o escrever em verso, mas… “’Seu’ Prestes! Não tenho essa capacidade / A minha formação intelectual é diminuta / Sou poeta popular / Dependo do sentimento e da inspiração.”

Foi com esse sentimento e essa inspiração, que o poeta explorou uma literatura não já de esquina, mas de avenida, não já de fundo de bar, mas do cimo do palco, talvez algo saudosista, ainda muito torcedor da geral, mas… uma poesia com cronologia!

Essa ‘cronologia’ em sentido figurado privilegia, em parte da sua obra, a figura ímpar de Luiz Carlos Prestes. É uma espécie de louvação, que aparentemente não é o estilo de Adilson Taipan. Mas… qual é o estilo de Adilson Taipan se não o sentimento e a inspiração baseados no Povo e no Botafogo? Faltava esta fusão política num clube que teve nas suas fileiras João Saldanha, o ‘João Sem Medo’, ou Osvaldão, pugilista do Botafogo e um dos líderes da Guerrilha do Araguaia do Norte.

“Prestes e o Botafogo / (…) Usam a mesma Estrela / Para libertar a alma e a pátria.” Na verdade, o nosso poeta reconhece que “A vida de Luiz Carlos Prestes vale uma Nação”.

A bola e a política, o Botafogo, a esperança: “A foice, o martelo e a caneta / São parentes próximos da bola / Ganhei a patente de operário versado / A esperança estufará as redes.”

O nosso poeta descobriu o seu rumo, a sua estrada, as cinco pontas de uma estrela que nos fala de Botafogo, de Futebol, de Povo, de Poesia, de Ideologia: “Olha! Eu tenho estrada / Segui os passos de Marx, Prestes, Chê... / O caminho sonhado da alvorada / Um brilhante de cinco pontas / Na testa, no peito e na alma / O futebol como ideologia popular.”

Descobriu, por entre buscas e descobertas, por entre diversidades e conexões, a sua religião: “O Pastor acredita no Botafogo / O poder das chamas / Limpa, purifica e salva a alma.”

“O Povo e o Botafogo / Serão eternamente campeões.”

Rui Moura
Professor Universitário, editor do blog Mundo Botafogo

Lisboa, março de 2012.

[Publicação autorizada pelo autor. In TAIPAN, Adilson (2014). A Estrela do Amanhã. Edição do autor.]

Treinadores e contextos (I): de Charles Williams à psicanálise de Nicolas Ladanyi

Charles Williams. Fonte: Wikipédia. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo A história dos treinadores do Botafogo de Futebol e Regatas...