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domingo, 4 de outubro de 2026

Voz de Alex Telles

«Jogar no Botafogo não é uma experiência de carreira, é uma experiência de vida.» – Alex Telles, lateral-esquerdo do Botafogo, campeão sul-americano e brasileiro.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Voz de João Carpinteiro – encontro com Deus...

«Tenho 87 anos e vi muitas vezes o Garrincha jogar no Maracanã, Rio de Janeiro. Eu vi!!!!! Posso te dizer: Garrincha jogava mais que Pelé, Messi, Cristiano… mais que qualquer um. Eu sou Flamengo, mas domingo era dia de ver o Botafogo de Garrincha. Íamos eu e meu pai ao Maracanã. O povo amava Garrincha. O que ele fazia com a bola e com os adversários nunca ninguém fez igual. Ver Garrincha jogar era ter um encontro com Deus. Acredite, ele era um verdadeiro espetáculo.» – João Carpinteiro, X/@MeninoMofado. 

domingo, 27 de setembro de 2026

Voz de Jandyra Faria, 112 anos, botafoguense desde pequenininha

Crédito: Kadidja Fernandes/AT.

“Adoro assistir às partidas de futebol do Botafogo. Eu sou botafoguense desde pequenininha e não largo meu time de jeito nenhum! Já fui ao Kleber de Andrade quando os jogadores vieram ao Espírito Santo e recebi uma homenagem do Botafogo. Sou a gloriosa Jandyra Fara, a torcedora mais antiga do Estado! E tudo isso por causa de um dos meus irmãos. O Botafogo é tudo para mim.”

– Jandyra Faria dos Santos nasceu no dia 23 de agosto de 1914, no distrito de Pendanga, em Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, sendo a sua idade validada oficialmente pela LongeviQuest, parceira oficial do Guinness World Records.

Leia mais sobre a Gloriosa Jandyra Faria dos Santos em:

https://mundobotafogo.blogspot.com/2018/08/voz-de-jandyra-faria-dos-santos-ser.html

https://mundobotafogo.blogspot.com/2013/05/jandyra-faria-98-anos-botafoguense.html

Fonte: https://tribunaonline.com.br/cidades/sou-botafoguense-desde-pequenininha-diz-dona-jandira-aos-112-anos-331527

domingo, 23 de agosto de 2026

Voz de João Saldanha - as medidas de grandeza

Crédito: Ique.

«A história dos grandes clubes é a história dos seus grandes jogadores. Se o Botafogo quiser continuar sendo grande que invista na formação de um grande time.» – João Saldanha, jornalista e treinador de futebol.

sábado, 22 de agosto de 2026

A VOCAÇÃO DO ERRO...

«O Botafogo tem a vocação do erro...» – Augusto Frederico Schmidt, poeta, empresário e político, ex-presidente do Clube de Regatas Botafogo, vice-presidente do Botafogo de Futebol e Regatas e idealizador da fusão entre os dois clubes em 1942, resumindo a Santhiago Dantas, jornalista, advogado, professor e político, o Glorioso Clube da Estrela Solitária.

domingo, 7 de junho de 2026

Visão estratégica e destruição imprevidente num só personagem

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

«Vamos construir um centro de treinamento. Vamos alterar a organização do clube. Vamos querer ser campeões da Libertadores daqui a três anos. Vamos ser campeões brasileiros daqui a três anos”.» – Luís Castro, falando sobre a primeira abordagem de John Textor ao treinador que acabaria por contratar em 2022.

«Desculpe-me interromper» – disse o auxiliar Vítor Severino. «A frase foi esta, que eu nunca mais me esqueci, porque eu costumo partilhar. ‘No primeiro ano, não estou preocupado. E vocês fiquem já a saber que se cairmos, caímos juntos, porque vocês não vão sair. Fiquem à vontade para construir. No segundo ano, vamos ficar perto dos títulos. E no terceiro, vamos buscar títulos’»

Faltou Textor acrescentar: «Nos anos seguintes destruirei as equipes vendendo os melhores atletas, aumentarei estrategicamente a dívida, levarei o caos ao clube e colocarei diversos interessados e ‘interesseiros’ a disputar o parco espólio existente para depois por via jurídica regressar triunfante reunindo os cacos e ser erguido a ‘salvador da pátria botafoguense’.»

John Textor teve o condão de trazer magia e desencanto aos nossos corações num ínfimo lapso de tempo. Estamos acostumados a oportunistas e impostores que nos alternam o céu e o inferno, embora nunca com tanta intensidade como na curta vida da SAF, mas somos resilientes e, como sempre durante a nossa inigualável história desportiva e social, aconteça  que acontecer, renasceremos das cinzas livres de lóbis e oligarquias que nos queiram impor, porque "o Botafogo é uma fortaleza e sua torcida jamais se renderá!".

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Voz de Thiago Pinheiro

Elaborado por Mundo Botafogo.

«No futuro, o Botafogo será o tema de uma disciplina em cada curso de direito no Brasil.» – @othiagopinheiro.

sábado, 4 de abril de 2026

Voz de Arthur Cabral

Crédito: Sports Press Photo/Getty Images.

«É difícil chegar em casa depois do jogo, depois de jogar mal, depois de não conseguir ajudar a equipe. É continuar marcando mais frequentemente, que é a minha função, e estou deixando a desejar nisso.» – Arthur Cabral, ao SporTV.

Nota do Mundo Botafogo: a honestidade intelectual, sem desculpas fúteis ou enganadoras no que respeita ao desempenho de cada um de nós, foi sempre apreciada pelo editor do blogue e por isso o reconhecimento de Arthur Cabral deve ser realçado.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Voz de André Rizek

Crédito: Reprodução | SporTV.

«O Botafogo não tem time para cair, mas tem ambiente de rebaixamento.» – André Rizek, jornalista desportivo.

domingo, 22 de março de 2026

Voz de Rafael – as mentiras de Textor

«Ele é uma pessoa divertida e tal, só que, assim, ele mente demais, cara. Conta muita história, vai por mim. Ele mesmo acredita na própria mentira. Em coletivo, a gente pega ele mentindo toda hora.»

«Aí vai cansando. Ninguém aguenta o cara ficar mentindo o tempo todo pra tu. Você fica assim: 'não é possível'.»

«Ele tem um bom coração, é uma pessoa boa, tenta ajudar. Mas o problema é que ele é mentiroso. Ele tem ‘tesão’ em mentir.»

– Rafael (Pereira da Silva), ex-lateral-direito botafoguense, in Lance!

«Coitado do mentiroso / Mente uma vez, mente sempre

Mesmo que fale verdade / Todos lhe dizem que mente»

– António Aleixo, poeta popular português, in Este Livro que Vos Deixo.

O resultado é simples: estabelece-se uma correlação invariavelmente forte que determina que à medida que a confiança diminui o descrédito aumenta, gerando insegurança e riscos elevados.

Fontes: https://www.lance.com.br/fora-de-campo/campeao-brasileiro-pelo-botafogo-dispara-contra-textor-mentiroso.html; “Este Livro que Vos Deixo”, de António Aleixo, poeta popular português.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Voz de Azambuja: futebol é símbolo, narrativa, identidade e afeto

Fonte: Vitor Silva | Botafogo.

«O Botafogo de hoje opera como se o futebol fosse apenas um ambiente empresarial tradicional, onde todos os ativos são tratados de forma equivalente. Só que o futebol não é só ativo, ele é também símbolo, narrativa, identidade e afeto.» – in Blog do Azambuja | Fogaonet.com

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A certeza do ano...

«No Mundial de Clubes só o Flamengo pode chegar mais longe. Fluminense, Botafogo e Palmeiras, esquece. Só o Flamengo pode chegar à semifinal ou final, ainda não sei.» – ‘Craque Neto’ sobre o Mundial de Clubes 2025, in www.radiouniversitariafm.com.br.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Vozes de Maurício e Valdir Espinosa

Maurício e Valdir Espinosa. Arquivo pessoal de Maurício.

Maurício sobre a final de 1989: – “O primeiro tempo foi 0 a 0. Eu desci a escadaria do vestiário e encontrei com o Espinosa”.

Ele disse: – “Como você está?”

Eu falei: – “Mal, pode me tirar.”

E ele: – “Não, eu sonhei que você faria o gol do título. Eu tiro qualquer um, menos você. Lava a cabeça, se ajoelha, pede a quem você tiver que pedir, a Deus, para te proteger, mas você vai voltar”.

sábado, 25 de outubro de 2025

Vozes de João Saldanha

In LUDOPEDIO.ORG.BF

– Quatro homens, um ao lado do outro é a linha burra de quatro zagueiros. Só dá certo em parada militar, no futebol é brejo certo.

– Campo de futebol não é loteamento. Ninguém pode ter posição fixa.

– No futebol atual o preparo físico precisa ser apurado, pois do contrário o time joga como quem dorme com cobertor curto no inverno.

– É mais fácil falar das cabines ou das tribunas do que de dentro do campo. – Futebol não é ópio do povo. No Brasil é arte e paixão popular.

– Em 469 anos de história, matamos menos gente do que vocês em dez minutos de campo de concentração (numa emissora alemã, em resposta a uma pergunta de quantos índios foram mortos no Brasil desde o descobrimento).

João Saldanha, por Zuca Sardan.

– E como é que a Scotland Yard ficou famosa? Prendendo bons caráteres? (na BBC, respondendo à insinuação de que os árbitros latino-americanos não eram honestos).

– Meu velho, comunismo puro, a meu ver, só daqui a três mil anos.

– O Brasil é um país sem leis, é de quem chegar primeiro. Foi assim, desde o descobrimento.

– No Brasil, eu luto por um capitalismo desenvolvido, pois é um avanço.

– Hoje o Garrincha morreria de tanta pancada em campo.

– Nunca gritei gol, nem levei bandeira. Assisto aos jogos frio, frio.

– Quando alguém acerta na loteria três visitas são certas: a do corretor de ações, a do vendedor de enceradeira e a do padre da paróquia.

– Na verdade, o futebol é uma grande Zona do Agrião.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Voz de André Rizek: ao Flamengo, tudo; aos outros, porrada

por ANDRÉ RIZEK | YouTube / Charla Podcast

«Nos anos 80, eu pedi de presente de aniversário pra minha família ver um jogo do Flamengo, do Zico, no Maracanã. Eu tinha fascinação pelo time do Zico, pelo Flamengo no Maracanã e tal. E aí quando eu venho morar no Rio de Janeiro em 2010, meu primeiro choque é com a cobertura da mídia. […]

E a primeira coisa que eu percebo é que, cara, o Flamengo tem um tratamento nobre. Por exemplo, o Flamengo vence a Taça Guanabara “a Guanabara é do Mengão!” E outros clubes ganham e são zoados. Aí o Botafogo ganha o campeonato estadual “Botafogo vence um Estadual esvaziado”, peraí. Alguma coisa está diferente. O Vasco vai jogar com o Real Madrid, a manchete é “vice de novo”, o Flamengo perde do Liverpool, é “parabéns, Flamengo, bela partida”. Peraí, calma. A coisa não bate. […]

Ronaldinho espirrava, RONALDINHO! Aí o Vasco ganhava do Aurora, maior goleada da história internacional do Vasco, quatro linhas. Está estranho. E aí você acostuma o torcedor do Flamengo que tem que ser assim. Ao Flamengo tudo e aos outros nada. Zoeira, trata com desdém, com piada. Então o próprio torcedor do Flamengo se habituou a esse tratamento. […]

Durante a Copa do Mundo, tem um exemplo prático. Eu disse que o Jhon Arias era, na minha opinião, o melhor jogador, o mais completo jogador em atividade no Brasil. “Mas e o Arrasca?” Eu não falei do Flamengo. Não se pode elogiar nada que seja fora do Flamengo. […] Foi se criando uma cultura de mídia no Brasil, que ao Flamengo, tudo, e aos outros, porrada, zoeira, entendeu? Diminuição, muitas vezes desrespeito.»

quinta-feira, 17 de julho de 2025

John Textor reconhecendo as suas dificuldades em acertar

Crédito: Jorge Rodrigues.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O que disse John Textor sobre as suas dificuldades em acertar o início das pré-temporadas:

«Definitivamente tenho dificuldade para entender como conquistar vitórias na pré-temporada, mas também como me preparar na pré-temporada. E, como proprietário, ainda não acertei isso, ainda não acertei… Também tive dificuldades com mudanças de treinador. Foi um choque incrível no meio da temporada, quando estávamos em primeiro lugar e perdemos o Luís Castro. É muito difícil perder alguém no meio da temporada quando estamos jogando tão bem. E aí passamos por uma série de trocas de treinador depois disso só para manter a temporada viva. Obviamente, não foi bem administrado naquele período.

[…]

Quero pular para Artur Jorge. Ótima experiência com ele, ótimos campeonatos com ele. Não quero entrar em muitos detalhes, mas ficou muito, muito claro, que ele havia decidido sair antes do final da temporada. E foi muito difícil substituí-lo. É muito difícil conseguir um técnico para este clube depois da melhor temporada em 120 anos. Ninguém queria o cargo. E levei muito tempo para tomar a decisão sobre o treinador, e isso impactou na pré-temporada novamente. Então, não sei, nunca acerto na pré-temporada.»

*****

O reconhecimento público de John Textor sobre alguns dos erros mais graves que cometeu é louvável. Os líderes também se enganam e devem reconhecê-lo, mas não basta: é preciso não cometer o mesmo erro duas vezes, e Textor cometeu-o três vezes sucessivas no início das temporadas de 2023, 2024 e 2025.

Contudo, a sua sinceridade deve ser realçada, porque somente quando se reconhece um problema é que se consegue encontrar uma boa solução para ele, porque o não reconhecimento de um problema real invalidada qualquer solução para o resolver.

O reconhecimento de John Textor dá razão à crônica de 9 de julho do Mundo Botafogo acerca da avaliação dos anos sob a sua gestão e deixa mais pobre, por via da sua própria autocrítica, quem disse que “botafoguense que critica John Textor bom sujeito não é”. John Textor autocritica-se porque é bom sujeito.

Tal como os botafoguenses são bons sujeitos quando exercem a sua crítica construtiva em defesa do Botafogo – porque nenhum de nós, seja presidente ou acionista maioritário, está acima do Botafogo e é nosso dever defender construtivamente o nosso Glorioso Clube da Estrela Solitária.

Eu direi, parafraseando o saudoso jornalista Roberto Porto, que o Botafogo é a maior paixão imaterial das nossas vidas!

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Voz de Diego Simeone: trabalho honesto e corajoso

"Felicito o adversário, trabalhou muito bem, com honestidade e coragem, defendeu como se deve defender e, quando se defende bem, se ataca bem, tem-se mais hipóteses de ganhar." – Diego Simeone, técnico do Atlético Madrid.

[Depois do comentário do técnico Luis Enrique após a derrota para o Botafogo, um novo comentário, desta vez do técnico Diego Simeone após a eliminação da sua equipe, pode ser muito útil para a reflexão dos técnicos que quando perdem um jogo invariavelmente o culpado é o árbitro, o gramado, as condições atmosféricas ou a invasão do gramado por algum cachorro perdido.]

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Voz de Arnaldo Ribeiro - e que tal a surpresa, hem?...

Olhando incrédulo para a tabela do Grupo B. Fonte: Youtube ‘Bandsports’, captura de tela.

«Os três brasileiros pra mim têm totais condições de passar e o Botafogo tem pouquíssimas condições de passar. A não ser que ele apronte uma surpresa pra gente. […] Cada time está num estágio e o Botafogo tem dois europeus no grupo. Então ele tem dois desafios, embora a gente tenha visto vários jogos equilibrados, interessantes, não só de brasileiros mas de sul-americanos. […] E o Botafogo ele vai ter que… ou dois empates e uma combinação de resultados pode acontecer. O Botafogo pode passar sem vencer um europeu, dependendo de uma combinação de resultados, pode, mas vamos combinar que aí seria uma grande surpresa eliminar um europeu, mesmo sem vencer um europeu, nessa etapa.» – Arnaldo Ribeiro, in Bandsports.

domingo, 22 de junho de 2025

Voz de Renato Paiva

Fonte: X – Botafogo FR.

«Hoje, infelizmente, podes fazer 50 coisas ótimas. Se fazes uma que não é tão boa, é essa que vai vender, ganhar dimensão. Não é um problema do futebol, mas da sociedade, e o futebol não se dissocia. Hoje o Renato Paiva é um gênio, há três dias era um burro. Hoje o jogador X é fantástico, há três dias era ‘perneta’. Mas sei como nós, Botafogo e grupo, vivemos com isso: fechados, não ouvindo absolutamente nada que te ponha na Lua ou cá em baixo. Nós precisamos de equilíbrio.» – Renato Paiva, técnico do Botafogo.

Treinadores e contextos (II): do WM de Dori Kürschner ao efeito transformador de Zezé Moreira

Dori Kürschner. Fonte: https://alchetron.com . por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Izidor ‘Dori’ Kürschner (1939-1940) trouxe para...