segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Do presidente Médici para o rei Garrincha

por SEVERINO FILHO, jornalista e historiador
Excerto de e-mail para o portal Terceiro Tempo

Quando foi instalado um museu do futebol no Estádio Maracanã, autoridades da época resolveram batizá-lo de Museu Presidente Médici.

Alguns anos depois, logo que o jornalista Sandro Moreyra faleceu, diretores do museu procuraram a filha do jornalista – Sandra Moreyra, da Rede Globo –, solicitando a doação do uniforme completo que Garrincha usou na Copa de 62 e que, até então, era guardado por Sandro.

Sandra não colocou dificuldades, mas fez uma exigência: "Eu faço a doação do uniforme do Mané ao Museu, mas desde que mudem o nome para Museu Mané Garrincha".

E assim foi feito.

O museu do Maracanã leva o nome de Garrincha e ostenta, como peça de inestimável valor, o uniforme completo que Garrincha usou quando ganhou sua segunda Copa do Mundo.

Acrósticos a Lúcia Senna (XXIII)


por SÉRGIO SAMPAIO
poeta do Mundo Botafogo

Acrósticos de Sérgio Sampaio, poeta, homenageando as crônicas de Lúcia Senna, cantora, escritora e ‘Rainha do Mundo Botafogo’, publicadas no blogue – ambos extraordinários artistas que enriquecem o blogue com os seus inúmeros talentos.

Neste bloco publicam-se os acrósticos referentes às crônicas da amada Lúcia Senna intituladas ‘Peter Pan e Eu’, ‘Uma lenda amazônica’ e ‘Pegar ou largar, eis a questão!’.

LXVII

Lobato, o Monteiro, é certo, invejaria mil:
Uma Emília amazônica, do nosso Brasil,
Coração de onça parda, bem mimetizada,
Indo às fazendas curtir histórias, reinações,
A, de Peter Pan, mistura de bruxa com fada!

Sofreu por amor, também, por amor, fez sofrer
E capturou, dessa vida, a perfeita essência,
Nuvem passageira prenunciando o prazer,
Naus carregadas de suprimentos, consciência
A postos, humor ao timão, gostoso se ver!

Confesso aqui que aprecio tanto desvario,
O bizarro, quando em vez, vem assinar o ponto,
Solicitado por ti, aceito o desafio,
Tenho as madrugadas e, com elas, sempre conto,
A noite de Santa Teresa me ajuda, pronto!

In ‘Peter Pan e Eu’

LXVIII

Luar, mesmo em luta negros olhos que tens,
Ungiu a noite a bordo do barco atado ao rio
Caudaloso e que domina todas as suas margens,
Igarapés e que “ama” zonas o desafio,
A força das águas que lhe frutas selvagens!

Simplesmente levaste amiga mais a coragem,
Em redes, dormem ouvindo a sinfonia selva
Nascida da vida pelas árvores, na relva,
Nos seres imaginados por caboclos crentes,
Algaraviada das aves, rastros das serpentes…

Corações de esperança de aventura e de amor,
O nascer do sol soberbo e dando, a tudo, cor,
Saudades do que houve mudaram as duas sim:
Temos rainha e cronista, é bem simples assim;
Ambas, numa só, temerária, com todo ardor!

In ‘Uma lenda amazônica’

LXIX

Logo tu, ousar falar em desapego! Estranho:
Última pessoa para tal, muito estremada,
Colecionas fatos, afetos, com mui ganho
Imortaliza-os em crônicas, bruxa e fada,
Aquelas que nos deixam euforia ou lanho!

In ‘Pegar ou largar, eis a questão!’

A Gloriosa e o Biriba

Série: O Trapalhão (05)

Treinadores e contextos (X): a circularidade de treinadores entre conquistas de 1996-98 até à perda da Copa do Brasil de 1999

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