sexta-feira, 1 de maio de 2026

Eugênia Borer, estrela brilhante do basquete botafoguense

Crédito: Revista do Botafogo FR, nº 198, Ano XVIII, Maio de 1963.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Eugênia Rindeika Borer foi uma atleta de basquetebol que se iniciou no Clube Atlético Paulistano (P) e mais tarde participou nos Jogos de Inverno de Santos no basquete.

Entretanto a família mudou-se para o Rio de Janeiro e Eugênia começou treinando no Jacarepaguá TC, cujo técnico era Charles Borer, com o qual iniciou namoro em 1954 e casaram-se em 1956.

Devido ao matrimônio Eugênia fez uma pausa desportiva e um curso de culinária, dedicou-se à casa e ao marido e finalmente deu à luz o filho Charles Júnior.

Em 1959 Charles Borer era o técnico da equipe de basquete feminino do Botafogo de Futebol e Regatas, razão pela qual Eugênia Borer regressou às quadras. Mais tarde Borer tornou-se presidente do Clube (1976-1981), sendo na sua diretoria que se efetuou a venda do Casarão e do estádio à Companhia Vale do Rio Doce, concretizando o processo preparado e desenvolvido pela diretoria de Rivadávia Corrêa Meyer Jr. (1973-1975), que entretanto cessara funções.

No início da década de 1960 Eugênia conheceu um fulgor inédito na sua carreira, destacando-se durante o período de maior força da equipa feminina alvinegra.

Integrante de uma geração marcante do basquete feminino do Clube, Eugênia fez parte do grupo que conquistou o tetracampeonato carioca adulto feminino de 1960-1961-1962-1963, sendo dois desses campeonatos vencidos de modo invicto.

Campanhas em https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/tetracampes-de-basquetebol-feminino.html

Nas campanhas do tetracampeonato, conquistado no dia 29 de setembro de 1963, Eugênia Borer (recordista de jogos somando as quatro conquistas), Neuci Ramos da Silva e Lúcia Maria Borges (Luci) foram as únicas atletas campeãs em todas as edições.

No conjunto das quatro conquistas o Botafogo realizou 65 jogos, obtendo 62 vitórias e apenas 3 derrotas, tendo Eugênia convertido 366 pontos.

Na última edição a equipe alinhou com Hellé, Eugênia, Marly, Luci, Renate, Neuci, Rosinha, Nádia, Teresa, Verinha, Marinha e Dinimar. A comissão técnica era composta por Charle Borer (técnico), Honorato Bernardo (assistente), Nílson Alan (médico), José Augusto Reis, o ‘Toucinho (Massagista) e ‘Seu Arthur’ (roupeiro).

Além do desempenho em quadra, Eugênia é lembrada como capitã da equipa e uma das jogadoras fundamentais do Botafogo naquela fase.

Logo em 1960 a atleta foi alvo de relevante destaque com uma foto sua na revista do Esporte (nº 75, de 13 de agosto de 1960), numa época em que a revista não agraciava mulheres com a primeira página. Nas bocas do mundo, Eugênia foi homenageada com um troféu, em 1961, pelo Jornal do Sports, como a ‘Mãe do Ano’.

No ano do glorioso tetracampeonato (1963), a basquetebolista também foi destaque na capa da revista ‘Botafogo’, órgão oficial do Clube (edição nº 198, ano XVIII).

Além dos campeonatos cariocas pelo Botafogo, Eugênia conquistou três Torneios Início (1959, 1961-1962) e os Jogos Abertos de Poço de Caldas (1960), sendo também atleta da Seleção Brasileira de Basquete.

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A trajetória de Eugênia Borer também se relaciona à vida institucional do Botafogo, tendo sido reconhecida como sócia benemérita do Clube, distinção concedida a personalidades que prestaram serviços relevantes à instituição.

O seu nome foi preservado na memória do basquete carioca por meio da Copa Eugênia Borer, competição feminina disputada nas décadas de 1990 e 2000.O Botafogo venceu essse torneio na categoria adulto feminino em 1993 e 1996 e na categoria adulto masculino em 1995, além de conquistas em outras categorias de base, o que demonstra que a sua contribuição continuou sendo homenageada décadas depois da sua aposentadoria das quadras.

Eugênia Borer é reconhecidamente uma das personagens mais relevantes da história do basquetebol feminino do Botafogo de Futebol e Regatas: atleta titular de uma geração multicampeã, capitã e líder em quadra, recordista de jogos do tetracampeonato, benemérita do clube e homenageada posteriormente com uma competição que levou seu nome.

Fontes principais: esporterio.blogspot.com; kikedabola.blogspot.com; mundobotafogo.blogspot.com; Revista do Botafogo de Futebol e Regatas, nº 198, Ano XVIII, Maio de 1963.

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