sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Jefferson: o maior craque botafoguense do séc. XXI

[Atualização, pós-aposentadoria, da biografia publicada em 2013]

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jefferson de Oliveira Galvão nasceu no dia 2 de janeiro de 1983, em São Vicente, estado de São Paulo, atuava como goleiro, era esquerdino, media 1,89m de altura.

Jefferson iniciou a sua carreira nas bases da Ferroviária de Assis (1995-1997) e terminou a sua formação no Cruzeiro (1997-2000). Estreou na equipe profissional da ‘Raposa’ na derrota por 3x1 para o Bahia, em partida válida para a Copa João Havelange. Comandado por Luís Felipe, a equipe formou com Jefferson; Cris (Luisão), Marcel Djian, Rodrigo e Donizete Oliveira; Sorín, Ricardinho e Geovanni (Alex Mineiro); Jackson, Sérgio Manoel (Marcos Paulo) e Oséas.

Entretanto, em março de 2023, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 e conquistou o Torneio da Malásia. Em novembro e dezembro disputou a Copa do Mundo de Seleções Sub-20, atuando nos 4 jogos, sagrando-se campeão na vitória por 1x0 sobre a Espanha, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, gol de Fernandinho aos 87’, na decisão. A equipe, comandada por Marcos Paquetá, alinhou com Jefferson; Dani Alves, Alcides, Adaílton Santos e Jardel; Juninho Arcanjo (Fernandinho), Adriano, Dudu Cearense e Nilmar (Dagoberto); Daniel Carvalho (Andrezinho) e Kleber Gladiador.

Mais tarde, após ser prestigiado por Felipão, foi colocado em segundo plano por Vanderlei Luxemburgo, treinador que se seguiu, e acabou sendo emprestado ao América-SP, em 2023, e depois – felizmente – emprestado ao Botafogo entre 2003 e 2025.

Entre 2000-2005 atuou 70 vezes pelo Cruzeiro, não chegando a atuar pelo América-SP.

Muito jovem, a torcida botafoguense desconfiou de Jefferson, sobretudo por Vanderlei Luxemburgo dizer que ficava de “cabelos em pé” quando tinha que escalar o goleiro. Por conta disso foi reserva e atuou apenas por duas vezes no 1º ano, alcançando a titularidade apenas em 2004. Estreou no empate por 2x2 com o São Raimundo-AM, na cidade de Manaus, no dia 20 de setembro de 2003, em partida válida pelo campeonato brasileiro – série B. A equipe, comandada por Levir Culpi, alinhou com Jefferson; Eliseu, Túlio Guerreiro, Fernando e Têti; Edgar, Almir e Daniel; Valdo, Camacho e Edivaldo. Os gols foram marcados por Daniel, aos 85’, e Almir, aos 89’.

Em 2005 o Cruzeiro negociou o craque para o Trabzonspor Kulübü (2005-2008), em cujo clube foi perseguido pelo treinador que – diz-se – não gostava de brasileiros, e posteriormente ingressou no Konyaspor Kulübü (2008-2009), atuando pelos dois clubes em 53 e 19 jogos, respetivamente, jogando a Liga dos Campeões Europeus e a Liga Europa.

Reprodução.

Em 2009 regressou definitivamente ao Botafogo, onde jogou até 2018 e se tornou o maior ídolo do Clube no século XXI.

Livre no mercado em 2009, por conta de o Konyaspor descer à segunda divisão, regressou ao Brasil, mas não conseguiu logo colocação, nem sequer no Botafogo. Somente dois meses após é que fechou negócio com o Clube da Estrela Solitária, tendo feito a sua reestreia no empate por 0x0 com o Fluminense, no dia 13 de setembro de 2009, no ainda estádio João Havelange, em partida válida pelo campeonato brasileiro. Comandada por Estevam Soares, a equipe alinhou com Jefferson; Emerson, Juninho e Fahel; Alessandro (Thiaguinho), Leandro Guerreiro, Jônatas, Lúcio Flávio (Renato) e Eduardo; Reinaldo (Ricardinho) e André Lima.

Logo no ano seguinte Jefferson iniciou a sua caminhada para ídolo e craque do Botafogo e da Seleção Brasileira quando na final da Taça Rio, que valia a conquista do campeonato carioca de 2010 se o Botafogo ganhasse, já que vencera anteriormente a Taça Guanabara, se destacou juntamente com Loco Abreu. O craque uruguaio estabeleceu o placar final com o célebre pênalti de ‘cavadinha’ sobre o hediondo goleiro Bruno, do Flamengo, que só valeu o título porque minutos depois Jefferson defendeu o único pênalti que Adriano ‘Imperador’ perdeu em toda a sua carreira.

O Botafogo venceu o Flamengo por 2x1, gols de Herrera, aos 22’ (pen.), e Loco Abreu, aos 71’ (pen.), no Maracanã, no dia 18 de abril de 2010. A equipe, comandada por Joel Santana, formou com Jefferson, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Caio), Renato (Edno) e Somália; Herrera e Loco Abreu.

Em consequência das grandes exibições de Jefferson em 2010, que valeram a conquista da Taça Guanabara, da Taça Rio e do Campeonato Estadual, bem como foi eleito o melhor jogador da Taça Rio, Mano Menezes convocou Jefferson para um amistoso com os E.U. da América, mas só estreou mais tarde. Foi ainda convocado para mais três amistosos em 2010, bem como outros três amistosos e Copa América em 2011.

Porém, foi somente do Superclássico das Américas de 2011 que Jefferson estreou pela equipe principal do Brasil, em empate por 0x0 com a Argentina, no dia 14 de setembro de 2011. Comandada por Mano Menezes, a equipe formou com Jefferson; Danilo, Dedé, Réver e Kléber; Ralf, Renato Abreu (Óscar) e Ronaldinho Gaúcho; Paulinho (Casemiro)

No jogo decisivo o Brasil superou a Argentina por 2x0, no estádio do Maracanã, no dia 28 de setembro, gols de Lucas, as 53’, e Neymar, aos 75’, sagrando-se campeão do superclássico das Américas. Comandada por Mano Menezes, a equipe formou com Jefferson; Danilo, Dedé, Réver e Cortês (Kléber); Ralf, Rômulo e Ronaldinho Gaúcho; Lucas (Diego Souza), Borges (Fred) e Neymar.

Reprodução.

Ainda nesse ano de 2011 Jefferson foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Daí em diante o nosso craque consolidou-se como maior ídolo do Botafogo no século XXI – pelo menos até que outro craque o desbanque – algo que não aconteceu até hoje.

Em 2012 Jefferson foi convocado várias vezes, mas só atuou em três partidas. Apesar disso sagrou-se novamente campeão do Superclássico das Américas, atuando na 1ª partida com vitória do Brasil por 2x1 sobre a Argentina, gols de Paulinho, aos 25’, e Neymar, aos 90+3’ (pen.). O Brasil perdeu o 2º jogo por 1x0, mas conquistou a competição na decisão por pênaltis.

Pelo Clube foi campeão da Taça Rio em 2012.

Em 2013 Jefferson repetiu a receita de estadual de 2010: venceu a Taça Guanabara, a Taça Rio e o Campeonato Estadual. Na Seleção Brasileira foi reserva na Copa das Confederações.

Em 2014 o goleirão participou da Copa do Mundo como suplente, sendo titular Júlio César. Porém, o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2014, eleito com muita justiça, foi Jefferson.

Nesse ano, com o regresso de Dunga à Seleção, Jefferson ganhou a titularidade e sagrou-se novamente campeão do Superclássico das Américas, desta vez disputado em jogo único. O Brasil venceu os argentinos por 2x0, gols de Diego Tardelli, aos 27’ e 63’, na cidade Pequim, na China, no dia 11 de outubro de 2014, com a particularidade de Jefferson ter defendido um pênalti cobrado pelo supercraque Lionel Messi. Comandada por Dunga, a Seleção do Brasil formou com Jefferson; Danilo, Miranda, David Luiz (Gil) e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias e Óscar; William, Diego Tardelli (Kaká) e Neymar (Robinho).

Em 2015, com o Botafogo destinado a disputar a Série B do campeonato Brasileiro, Jefferson não se abalou e continuou a defender honrosamente o Botafogo, acabando por conquistar o título de campeão Brasileiro da Série B. Anteriormente vencera a Taça Guanabara de 2015.

Em 2020 Jefferson venceu uma enquete popular da Globoesporte, a propósito do Dia do Goleiro, em virtude de ter defendido uma cabeçada fulminante de Karim Benzema dentro da pequena área, em partida amistosa entre Brasil e França, vencida pelo Brasil por 3x1, no Stade de France, em março de 2015, conquistando 48% de preferências e superando os goleiros Marcos, Félix, Leão, Júlio César, Dida Taffarel e Alisson.

Em 2016 e 2017 Jefferson sofreu lesões complicadas no tendão do tríceps, esteve um ano ausente e perdeu as convocações para a Seleção Brasileira. Em 2018, pelo Botafogo, ainda atuou em 1 jogo da Copa do Brasil e em 6 jogos do Campeonato Estadual, que lhe valeram a sua última conquista, antes de encerrar a carreira.

Apelidado de ‘Homem de Gelo’ pela sua frieza debaixo da linha da meta, tornou-se simultaneamente o goleiro e o 3º jogador a atuar mais vezes pelo Botafogo, em 459 jogos, apenas superado por Garrincha e Nilton Santos. No Botafogo tornou-se, ainda, o recordista de atuações no Estádio Olímpico Nilton Santos, com 148 jogos disputados e o maior goleiro pega-pênaltis do Glorioso, defendendo 15 grandes penalidades no tempo normal de jogo e 4 em disputas de pênaltis.

Fontes principais das informações: https://datafogo.blogspot.com; https://pt.wikipedia.org; https://cruzeiropedia.org; https://mundobotafogo.blogspot.com.

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