quinta-feira, 2 de março de 2023

Retrospecto Botafogo x Sergipe (1962-2023)

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo de Futebol e Regatas e o Club Sportivo Sergipe defrontaram-se por 7 ocasiões entre 1962 e 2001, tendo o Botafogo vencido todas as partidas e obtido um saldo de gols favorável em 22-8.

O primeiro jogo ocorreu em amistoso no dia 8 de junho de 1962 e o último jogo pela Copa do Brasil no dia 21 de março de 2001, tendo o Botafogo vencido ambos por 2x1. A maior goleada registrou-se pelo Campeonato Brasileiro no dia 3 de abril de 1983, por 6x2.

OS JOGOS

Botafogo 2x1 Sergipe

» Gols: Quarentinha e China

» Competição: Amistoso Interestadual

» Data: 08.06.1962

» Local: Estádio Lourival Baptista, o ‘Batistão’, em Aracaju (SE)

Botafogo 1x0 Sergipe

» Gols: Zé Oto (contra), aos 34’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 29.10.1972

» Local: Estádio Lourival Baptista, o ‘Batistão’, em Aracaju (SE)

» Público: 10.668 espectadores

» Renda: Cr$ 53.052,00

» Árbitro: José Faville Neto

» Disciplina: cartão vermelho – Raimundo (Sergipe)

» Botafogo: Wendell; Osmar Guarnelli, Britto (Scala) Waltencir, e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto; Dorinho (Ademir Vicente) e Ferretti; Jairzinho e Zequinha.

» Sergipe: Lumumba; Zé Oto, João Carlos, Raimundo e Aylton; Joel, Torino (Zé Pequeno); Adãozinho e Paulo Sérgio; Rocha e Carlinhos II (Zé Pequeno).

Equipe de 1978, no período em que o Botafogo bateu o recorde brasileiro de invencibilidade no futebol (52 jogos), tendo goleado o Sergipe por 5x1 no dia 5 de abril de 1978 com hat-trick de Mendonça em jogo válido pelo campeonato brasileiro de futebol. Imagem: em pé – Zé Carlos, Beto, Osmar, Wecsley, Renê e Rodrigues Neto; agachados – Cremílson, Mendonça, Dé, Manfrini e Paulo César.

Botafogo 5x1 Sergipe

» Gols: Mendonça (3), Cremílson e Nílson Dias (Botafogo); Florisvaldo (Sergipe)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 05.04.1978

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 4.482 espectadores

» Botafogo: Zé Carlos; Osmar Guarnelli (Fred), Renê, Beto e Luisinho; Perivaldo, Mendonça e Clóvis; Cremílson, João Paulo e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.

» Sergipe: Marco Antônio; Paulo, Rubens, Cabral e Camilo; Peribaldo, Amorim, Paulo Gomes e Vanderlei; Florisvaldo, Orlando (Queirós) e Paulo Roberto. Técnico: Edmur Cruz.

Botafogo 3x1 Sergipe

» Gols: Nunes, aos 38’ e 83’, e Alemão, aos 72’ (Botafogo); Henágio, aos 74’ (Sergipe)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 11.03.1983

» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

» Disciplina: cartão amarelo – Paulo Silva (Sergipe)

» Botafogo: Paulo Sérgio; Paulo Verdan, Abel Braga, Josimar e Oswaldo; Alemão, Ataíde e Jérson; Geraldo, Nunes e Lupercínio.

» Sergipe: Alberino; Paulinho Carimbó, Robson, Cacau e Paulo Silva; Nininho, Henágio e Luís Carlos; Rui, Valença e Aroldo (Mica).

Botafogo 6x2 Sergipe

» Gols: Té, aos 25’ e 88’, Geraldo, aos 35’, Lupercínio, aos 51’, Jérson, aos 66’, e Róbson (contra), aos 69’ (Botafogo); Mica, aos 39’ (pen.) e 68’ (Sergipe)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 03.04.1983

» Local: Estádio Lourival Baptista, o ‘Batistão’, em Aracaju (SE)

» Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho

» Botafogo: Paulo Sérgio, Paulo Verdan, Luís Cláudio, Christiano e Josimar; Alemão, Ataíde e Jérson; Geraldo, Té e Lupercínio (Édson). Técnico: Zé Mário.

» Sergipe: Reinaldo, Toninho, Paulinho (Cacau), Rubens e Róbson; Rui, Gena (Cícero) e Henácio; Nininho, Valença e Mica. Técnico: Juan Celly.

Botafogo 3x2 Sergipe 

» Gols: Tailson, aos 44’, Rodrigo Beckham, aos 67, e Donizete, aos 77’ (Botafogo); Aílton, aos 47’ e 54’ (Sergipe)

» Competição: Copa do Brasil 2001

» Data: 14.03.2001

» Local: Estádio Lourival Baptista, o ‘Batistão), em Aracaju (SE)

» Botafogo: Igor; Váldson (Bruno Sá), Júnior, Augusto (Valmir) e Dênis; Rodrigo Beckham, Alexandre Gaúcho (Serginho Silva) e Reidner; Fábio Augusto, Donizete e Taílson. Técnico: Sebastião Lazaroni.

» Sergipe: Aloísio; Sidney, Vicente, Luizinho e Adeildo; Cristiano, Télio (Pedro Costa) e Edinho; Aílton Cardosinho (Serginho), Gilson Maratá (Fábio Costa) e Mazinho. Técnico: Luiz Carlos Cruz. 

Botafogo 2x1 Sergipe

» Gols: Donizete, aos 67, e Váldson, aos 71’ (Botafogo); Aílton, aos 32’ (Sergipe)

» Competição: Copa do Brasil

» Data: 21.03.2001

» Local: Estádio Caio Martins, em Niterói (RJ)

» Botafogo: Wagner; Valmir, Váldson, Júnior e Bruno Sá (Dênis); Augusto, Rodrigo Beckham e Reidner; Serginho Silva (Fábio Augusto), Donizete (Daniel Mendes) e Taílson. Técnico: Sebastião Lazaroni.

» Sergipe: Aloísio; Sidney (Rogério), Vicente, Luizinho e Adeildo; Edinho, Télio (Gilson Costa) e Cristiano; Aílton Cardosinho (Pedro Costa), Gilson Maratá e Mazinho. Técnico: Luiz Carlos Cruz.

Botafogo - enseada (1880-Atual)

 
Década de 1880

Década de 2010

quarta-feira, 1 de março de 2023

Mané segundo Nilton Santos (1): o segredo do drible de Garrincha

Depoimento de NILTON SANTOS

ao editor CELSO DARIO UNZELTE da revista Placar (1992)

Logo no jogo de estréia, contra o Bonsucesso, Mané fez três gols na vitória do Botafogo por 6x3. Um deles de pênalti, batido com a tranqüilidade de um veterano, como se jogássemos juntos há anos.

Passei, por exemplo, a tentar entender porque o Mané driblava com tanta facilidade. Logo percebi que, quando ia para cima do marcador, o cara se afastava, apoiando-se no pé esquerdo. E era justamente para aquele lado que Mané sempre driblava, aproveitando que o marcador não podia tirar o pé de apoio do chão. Mas o verdadeiro segredo eu só descobri mesmo depois, quando viramos compadres e ele me levou para Pau Grande, sua cidade natal.

Mané resolveu que eu batizaria a sua sexta filha, Maria Cecília. Fui apresentado aos vizinhos todos de Pau Grande com um orgulho comovente por parte dele. Era como se só eu, ali, fosse um jogador famoso. A certa altura veio o convite: “Compadre, vem conhecer o nosso ‘Maracanã’ ”. Era um platô, um morrinho irregular perto da casa dele, onde a criançada fazia o seu campinho, botando dois tijolinhos de cada lado.

Tenho a impressão de que foi lá que Mané, quando garoto, aprimorou sua principal jogada, porque tinha que passar pelo adversário e, ao mesmo tempo, evitar que a bola caísse em um barranco. Aquilo lhe deu uma noção de distância muito boa. Por isso, era capaz de conseguir, mesmo a meio metro da linha de fundo, sempre um drible a mais.

FLAtulências (317): Vicemengão, o maior da nação!

 
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