quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Arlindo, de craque do Botafogo a lenda no México

Crédito: Revista do Esporte, nº 186, setembro de 1962.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Arlindo dos Santos Cruz nasceu no dia 26 de abril de 1940, em Vitória, estado do Espírito Santo, filho do pescador Manoel dos Santos Cruz e de Maria Espôsa dos Santos Cruz, foi meia atacante e uma das grandes revelações do Botafogo de Futebol e Regatas na década de 1960.

Aos 12 anos de idade, juntamente com o irmão, ajudava o pai na pesca, mas depois girou por diversas profissões como aprendiz de pedreiro, carpinteiro e sapateiro, até que se empregou numa empresa que comercializava cacau e simultaneamente jogava em equipes de futebol de várzea.

Entretanto integrou os quadros amadores do EC Vitória por um breve período e posteriormente tentou a sua sorte no América, por interferência de Evergisto de Almeida, grande amigo da família, tendo então viajado para o Rio de Janeiro, mas contraiu uma ferida no pé, não pôde treinar, engordou e acabou perdendo a oportunidade.

Posteriormente Arlindo treinou no Bangu e no Madureira, mas como não tinha incentivos financeiros enveredou novamente por se empregar numa empresa comercial, continuando a jogar na várzea, pelo Villa FC, de Honório Gurgel, do qual Roberto Fux era diretor, o qual acabou por levar Arlindo para o Fluminense, mas o técnico Zoulo Rabelo não se interessou pelo futuro craque botafoguense.

Foi num desses jogos amadores, num tempo em que esses campeonatos dispunham de bastante prestígio, que Amsterdam Cavalcanti, funcionário do jornal ‘Tribuna de Imprensa’, encaminhou Arlindo para o Botafogo, em 1959, tornando-se parte efetiva da equipe juvenil do Glorioso e conquistando o tricampeonato estadual da categoria em 1961-1962-1963.

Arlindo narrou assim, para a Revista do Esporte (nº 186, de setembro de 1962), a sua chegada ao Glorioso: – “Encontrei no Botafogo o melhor ambiente de todos os clubes em que estive treinando. Gente de fama, de cartaz internacional, mas de uma simplicidade a toda a prova. Deixaram-me à vontade como se eu já fosse um veterano do plantel.”

No campeonato juvenil de 1961, o Botafogo somou 16 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 53-20. Arlindo alinhou ao lado de futuros campeões como Roberto Miranda, Dimas, Jairzinho, Othon Valentim e Mura. Os artilheiros foram Arlindo, com 17 gols, e Roberto, com 12 gols.

No bicampeonato de 1962 o Botafogo somou 20 vitórias e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 75-12. A equipe base era formada por Florisval; Mura, Zé Carlos, Admilton e Adevaldo; Luís Carlos e Arlindo; Dagoberto, Roberto Miranda, Othon e Iroldo. Técnico: Paraguaio.

Nesse mesmo ano Arlindo subiu à equipe principal e jogou 14 partidas, estreando como profissional no dia 30 de agosto de 1962, no Estádio de General Severiano, em vitória sobre o Canto do Rio por 2x0, gols de Quarentinha, aos 40’, e Amarildo, aos 83’ (pen.), em jogo válido pelo Campeonato Carioca, no qual Arlindo se sagrou campeão. Sob o comando de Marinho Peres o Botafogo formou com Manga; Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Arlindo; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.

Nesse ano de 1962 – o chamado ‘Ano de Mané’ – o Botafogo sagrou-se Bicampeão Carioca profissional ao vencer a decisão sobre o Flamengo com três gols de Garrincha, mas Arlindo não disputou essa final. O Glorioso somou 17 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, com saldo de gols favorável em 49-14. Os artilheiros foram Quarentinha, com 17 gols, e Amarildo, com 15 gols.

Em simultâneo com a sua presença na equipe principal, Arlindo tornou a atuar no juvenil, sagrando-se tricampeão em 1963, tendo o Botafogo somado 19 vitórias e 3 empates, sagrando-se campeão invicto com 56 gols marcados e apenas 7 sofridos. Os maiores artilheiros foram Dedé, 16 gols; Othon Valentim, 11 gols; Roberto Miranda, 11 gols; Arlindo, 7 gols. Foram utilizados Adevaldo, Arlindo, Canavieira, Carioca, Dagoberto, Dedé, Dimas, Florisvaldo, Hélio, Jairzinho, João da Mata, Luiz Carlos, Mura, Othon Valentim, Roberto César, Roberto Miranda, Zé Alves e Zé Carlos.

Nesse mesmo ano Arlindo participou e conquistou pelo Botafogo o Torneio Início do Campeonato Carioca (1963), mas a sua grande conquista foi a disputa do Campeonato Pan-Americano em representação da Seleção Brasileira, disputado por pontos em grupo único de todos contra todos, e o Brasil venceu o Uruguai por 3x1, os E.U. da América por 10x0, o Chile por 3x0 e no último e decisivo jogo, no dia 3 de maio de 1963, o Brasil empatou com a Argentina por 2x2, gols de Airton e Othon, sagrando-se campeão pan-americano. Comandada por Antoninho Fernandes a equipe formou com Heitor; Carlos Alberto, Zé Carlos, Adevaldo e Riva; Nenê, Íris e Arlindo; Airton Beleza, Jairzinho e Othon Valentim.

Arlindo e Gérson. Crédito: Revista do Esporte, nº 269, maio de 1964.

Em 1964 Arlindo conquistou diversos torneios amistosos, designadamente o Torneio Magalhães Pinto, o Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz (Bolívia) e o Torneio Quadrangular do Suriname, mas a maior conquista desse ano foi o Torneio Rio-São Paulo. Ao final da competição Botafogo e Santos estavam empatados e teriam que decidir o título em dois jogos. No 1º jogo, realizado no Maracanã, no dia 10 de janeiro de 1965, o Botafogo venceu o Santos por 3x2, formando com Manga; Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo; Élton e Gérson; Garrincha (Zagallo), Jairzinho (Adevaldo), Arlindo e Roberto Miranda (Hélio Dias). Técnico: Geninho.

Todavia, na medida em que o Botafogo e o Santos tinham contratos para excursionar no final da competição, estiveram indisponíveis para o 2º jogo e o título foi atribuído aos dois clubes.

Entretanto, Arlindo tornara-se uma grande promessa para a Copa do Mundo de 1966, a disputar em Inglaterra, mas do México chegou uma proposta irrecusável, vinda do Club de Fútbol América, que assegurava ao craque um contrato por dois anos e luvas de 7.500 dólares (13 milhões de cruzeiros). Arlindo solicitou, então, a sua saída, argumentando que poderia melhorar substancialmente a sua qualidade de vida e adquirir casa para os seus pais.

A indignação de Conselheiros e torcedores influentes não demoveu Arlindo, que rumou ao México após jogar ao lado de grandes craques botafoguenses, alguns dos quais campeões mundiais em 1958, 1962 e 1970, nomeadamente Garrincha, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagallo, Jairzinho, Roberto Miranda, Quarentinha, Manga, Joel, Zé Carlos, Paulistinha, Pampolini, Neivaldo, entre outros.

Em terra mexicanas Arlindo foi titular do América logo que chegou em 1965 e conquistou o campeonato mexicano da temporada 1965-1966, que fugia ao América há 37 anos, mas depois teve que realizar uma delicada cirurgia a um aneurisma cerebral, recuperando-se a tempo de se eternizar no Estádio Azteca, pelo menos enquanto o estádio existir.

Arlindo aposentado e Arlindo após ter inaugurado o placar no novo Estádio Azteca. Fonte: Instagram Somos América MX (@somosamerica.mx).

Efetivamente, Arlindo entrou para a história do futebol do país ao marcar o 1º gol no novo e belíssimo Estádio Azteca, de arquitetura inovadora, e que viria a ser um dos únicos estádios a acolher duas Copas do Mundo, em 1970 e 1986.

Defrontaram-se, então, o América e o Torino, de Itália, no dia 29 de maio de 1966, empatando por 2x2, gols de Arlindo e Zague para o América, ambos jogadores brasileiros. O 1º gol é assim narrado na Wikipédia sobre o ‘Estadio Azteca’ (em língua espanhola): “El primer gol lo anotó el jugador brasileño del América, Arlindo dos Santos, a los 10 minutos de juego; tras un veloz avance por la banda derecha, al amazónico, al borde del área, tiró y el balón se coló al ángulo superior derecho de la portería defendida por el italiano Vieri.”

GOLAÇO! (visite-o em https://www.youtube.com/watch?v=5VY4Xv8OyUo).

Arlindo tem uma placa gravada com o seu nome em lugar nobre no Estádio Azteca, aludindo ao 1º gol, e referências históricas no “Coloso de Santa Úrsula”, assim também designado o estádio em virtude do bairro onde se localiza.

Após a sua vitoriosa estadia do América (1965-1967), Arlindo seguiu para o Pachuca (1967-1968), regressou ao América (1968-1969) e posteriormente ingressou no Deportivo Toluca (1969-1970).

Entretanto regressou ao Brasil e tornou a jogar no Botafogo (1970), fazendo a sua despedida definitiva do Clube no dia 19 de setembro de 1970, no Estádio da Gávea, em empate por 0x0 com o América, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Sob o comando de Mário Zagallo, o Botafogo formou com Ubirajara Motta; Moreira, Moisés, Osmar e Botinha; Nei Conceição e Arlindo (Betinho); Zequinha, Nílson Dias, Ferretti e Careca.

Após o Botafogo o craque ainda atuou pelo São Cristóvão (1972) e depois pelo Madureira (1973-1974), aposentando-se em seguida.

Entretanto, após a sua aposentação como futebolista, Arlindo teve uma experiência pioneira como treinador, alcançando o apogeu no Catar. Depois regressou ao México, foi treinador de juvenis e recebeu a nacionalidade mexicana. Mais tarde tornou-se proprietário de um restaurante na capital do país, onde continua a viver.

Em entrevista de Arlindo ao ge.globo.com em 2008, mencionou estar muito grato ao Club de Fútbol América e definiu-se surpreendentemente assim quanto aos seus relacionamentos clubistas: “Sou Vasco de nascimento, Botafogo de coração e brilhei no América do México. Jamais torceria para o Flamengo. Aliás, sou antiflamenguista.”

Recentemente (2024) foi publicado o livro ‘El Primer Grito de Gol del Azteca’ no qual Arlindo relata a sua vida desde a infância.

Fontes: arogeraldes.blogspot.com; datafogo.blogspot.com; es.wikipedia.org; en.wikipedia.org; ge.globo.com; tardesdepacaembu.wordpress.com; terceirotempo.uol.com.br; vitrinecapixaba.blogspot.com; www.instagram.com/tesorosdeldeportemx; www.ogol.com.br; www.youtube.com.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Mercado de contratações: Jhoan Hernández, currículo curto e promissor

Créditos: Instagram @jhoan_hernandez37

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jhoan Hernández Mejía nasceu no dia 20 de fevereiro de 2006, em Lloró, departamento de Chocó, na Colômbia, atua como lateral-esquerdo, é esquerdino, mede 1,78m de altura e pesa 69kg.

O atleta é cria das categorias de base do Millonarios Fútbol Club estreando na equipe juvenil em 2022, aos 16 anos.

Nesse mesmo ano foi convocado a integrar a Seleção Colombiana Sub-17, por Jorge ‘Chamo’ Serna, para a realização de amistosos. No ano seguinte, no dia 30 de março de 2023, foi novamente convocado para a Seleção Colombiana, por Juan Carlos Ramírez, disputando o Campeonato Sul-americano Sub-17, em Quito y Guayaquil.

No dia 7 de maio de 2023 Jhoan Hernández, com apenas 17 anos, foi convocado pela primeira vez para a equipe principal do Millonarios, por Alberto Gamero. Estreou na equipe profissional no dia 11 de maio de 2023, em partida válida pelo Torneio Apertura, na vitória por 3x1 sobre o Alianza Petrolera, gols de Juan Vargas, aos 30’ e 84’, e Leonardo Castro, aos 65’, substituindo Daniel Cataño já na reta final da partida.

O seu primeiro título pelo profissional ocorreu um mês depois, no dia 24 de junho de 2023, conquistando o Torneio Apertura ante o Atlético Nacional.

O atleta finalizou a temporada de 2023 com 4 partidas no profissional, alternando com presenças no futebol de base do clube.

No início da temporada de 2024 disputou o Torneio Apertura e a Copa Libertadores devido às lesões de Omar Bertel y Danovis Banguero, assumindo a titularidade.

Nesse ano iniciou a consolidação do seu futebol na equipe profissional do Millonarios.

No dia 8 de junho de 2025 estreou pela Seleção Colombiana Sub-20.

No Millonarios atuou pela equipe profissional em 22 jogos e fez 3 assistências, entre 2023 e 2025.

Em fevereiro de 2026 foi transferido para o Botafogo por empréstimo até dezembro de 2026, fixando-se o valor da compra em 1,5 milhões de dólares (R$ 8,1 milhões de reais) por parte dos seus direitos económicos. 

Um botafoguense na torcida mossoroense

Crédito: Lindomarcos Faustino.

José Vanilson Julião, editor do ‘Jornal da Grande Natal’, nosso Amigo e Colaborador do Mundo Botafogo, enviou-nos a curiosa imagem acima, descrevendo a cena:

«Torcedor com a camisa do Botafogo no meio da torcida mossoroense no Estádio Manoel Leonardo Nogueira, em 2005

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Botafogo 1x2 Apito + Neto = Flamengo

Lucas Villalba em atuação crescente. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo iniciou a partida com cautela e o Flamengo dominou as operações atacantes em busca do primeiro gol. E conseguiu: Bruno Arleu de Araújo engoliu o apito numa falta c-l-a-r-í-s-s-i-m-a sobre Matheus Martins e deu o passe para o ataque de Bruno Henrique, que culminou num remate de Lucas Paquetá de defesa fácil para Neto, o goleiro-reserva em quase toda a sua carreira, que mais uma vez mostrou a sua lentidão e lançou-se atrasado à bola, enquanto Rodrigo Carvalhaes de Miranda, mesmo analisando em câmera lenta validou o passe do apitadeiro: 0x1 aos 18’.

O Flamengo afrouxou o ataque e foi gerindo o jogo. O Botafogo tornou-se um pouco mais afoito e aos 35’ Newton lançou Jordan Barrera, que tocou para Matheus Martins rematar ao lado perdendo uma boa oportunidade.

Aos 39’, Matheus Martins não dominou a bola e perdeu a chance de ficar cara a cara com Andrew. E chegou-se ao intervalo sem quaisquer outras atividades de realce.

No reatamento o Botafogo decidiu-se a comandar o jogo. Aos 50’, Newton disparou um potente remate fora área para uma defesa difícil de Andrew e as jogadas ofensivas do alvinegro pareciam anunciar o empate. E aconteceu!

As 53’ Alex Telles cobrou escanteio, Alexander Barboza voou mais alto do que a zaga, cabeceando ao segundo poste e introduzindo a bola no ângulo da baliza adversária: 1x1.

Aos 56’ Lucas Villalba lançou a bola para Matheus Martins na ala direita e o remate saiu à figura de Andrew. Aos 61’ Jordan Barrera tocou para Álvaro Montoro, que de calcanhar serviu Arthur Novaes que rematou fora da área rente ao poste.

As substituições aos 65’ não melhoraram a equipe, sobretudo porque Arthur Cabral é uma nulidade, mas apesar disso, pela dinâmica dos outros atletas, a virada anunciava-se, com o Flamengo dominado pelo Botafogo. Porém, eis que Neto reentrou em cena, espalmou a bola em vez de socá-la, em jeito de passe para Pulgar, e protagonizou o placar final aos 84’ dando a vitória ao Flamengo de mão beijada.

Tudo fácil para o Flamengo, que jogou quase nada desde os 15’ iniciais: o 1º gol em jeito de passe de Bruno Arleu de Araújo e colaboração ativa de Neto; o 2º gol em jeito de passe de Neto para Pulgar.

Crédito: Blog do Milton Neves.

Apesar da derrota – que se deve aos dois personagens anteriormente citados – o Botafogo jogou muito melhor do que nos últimos jogos em que o ataque foi quase nulo, mostrando boas articulações entre Lucas Villalba, Jordan Barrera e Álvaro Montoro, que juntamente com Alexander Barboza destacaram-se na equipe.

Montoro já se sabe que é um artista, mas Barrera demonstrou evolução e Villalba parece querer comprova o que o Mundo Botafogo escreveu na sua biografia: compromisso de ataque veloz e criativo.

Sublinho novamente: esta equipe, com mudança de atitude de Martín Anselmi, adaptando o sistema tático aos jogadores e não o inverso, e com alguns reforços, sobretudo através de um goleiro não-reserva nem reformado da baliza, como Neto, e um centroavante muito mais técnico e tático do que o nulo Arthur Cabral, pode ainda crescer coletivamente e não envergonhar ninguém, já que neste jogo evidenciou bastante mais empenho e vontade de vencer.

No entanto, é como disse acerca do jogo anterior: as cartas estão principalmente nas mãos de dois ‘jogadores’ – John Textor e Martín Anselmi.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x2 Flamengo

» Gols: Alexander Barboza, aos 53’ (Botafogo); Lucas Paquetá, aos 18’, e Pulgar, as 84’ (Flamengo)

» Competição: Campeonato Estadual

» Data: 15.02.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 10.133 pagantes; 10.987 espectadores

» Renda: R$ 651.330,00

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ); Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ); Var: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)

» Disciplina: Bastos, Lucas Villalba e Martín Anselmi – técnico (Botafogo); ao clube mais amiguinho nenhum amarelo

» Botafogo: Neto; Vitinho, Bastos (Ythallo) e Alexander Barboza; Lucas Villalba (Nathan Fernandes), Newton, Danilo (Arthur Novaes) e Alex Telles; Jordan Barrera, Matheus Martins (Arthur Cabral) e Álvaro Montoro (Artur). Técnico: Martín Anselmi.

» Flamengo: Andrew; Emerson Royal, Danilo, Vitão e Ayrton Lucas; Pulgar, Lucas Paquetá (Léo Pereira) e Carrascal (Evertton Araújo); Plata (Luiz Araújo), Bruno Henrique (Arrascaeta) e Samuel Lino (Everton Cebolinha). Técnico: Filipe Luís.

Arlindo, de craque do Botafogo a lenda no México

Crédito: Revista do Esporte, nº 186, setembro de 1962. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Arlindo dos Santos Cruz nasceu no dia 26...