sábado, 29 de agosto de 2026

O bicho era certo, sim

Manga simboliza uma época de plena hegemonia alvinegra sobre o Flamengo. Crédito: O Globo | 16.03.2008. Foto melhorada por IA.

[Nota preliminar: Na época da entrevista que se segue, Manga vivia em Miami com a esposa Cecília, onde trabalhava à frente de uma empresa que instalava pisos de madeira. Antes ensinara futebol em escolinhas da cidade, sobretudo para a colônia hispânica.]

Entrevista por ROGÉRIO DAFLON | O Globo – Esportes

O GLOBO: Era um prazer especial derrotar o Flamengo?

MANGA: Era uma grande alegria. O Flamengo já tinha a maior torcida, e a lotação do Maracanã era de 150 mil pessoas, os ingressos sempre terminavam rapidamente. A torcida do Botafogo ficava em menor número. Apesar disso, ganhávamos a maioria dos jogos. O time do Flamengo, com Dida, Henrique, Jordan, era muito badalado, mas o Botafogo… Imagina um time com Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Amarildo, Quarentinha, Didi, Jadir, Paulistinha. O Botafogo tem de voltar a investir. Os dirigentes têm de contratar grandes jogadores. Sei que o time tem um goleiro uruguaio (Castillo), que me elogiou. Pelo menos ele sabe da grandeza do clube.

·         O senhor dizia que, quando jogava contra o Flamengo, era semana de fazer a feira porque o bicho estava garantido…

MANGA: Dizia. O bicho era certo, sim. Com aquele time era fácil dizer isso. Mas com o maior respeito, não queria ofender ninguém… Naquela época, a torcida que saía frustrada do Maracanã era a do Flamengo. Foi assim nos Campeonatos Cariocas de 1961 e 1962.

·         O senhor acabou fazendo parte dos grandes momentos do Botafogo, pois foi campeão também em 1967 e 1968 (nesse ano, em que deixou o clube, participou de nove dos 18 jogos do Carioca).

MANGA: Se em 61 e 62 a equipe tinha craques como Garrincha e Didi, entre outros, em 67 e 68, havia Jairzinho, Gérson, Roberto, um verdadeiro timaço. Naquele tempo, eu não falava mais que o bicho estava garantido contra o Flamengo, mas assim mesmo o Botafogo vencia quase sempre o time rubro-negro.

·         E quanto ao episódio em que João Saldanha atirou no senhor, acusando-o de fazer corpo mole na final contra o Bangu, em 1967, no Campeonato Carioca?

MANGA: Fiquei muito chateado, porque sempre atuei em campo com a maior seriedade, e o Botafogo venceu aquela decisão por 2 a 1. Quando vi o Saldanha armado no Mourisco, atirando em mim, resolvi correr. Daquela forma, não havia como enfrentá-lo. Um mês depois fizemos as pazes e ficou tudo bem.

·         O senhor acompanha as notícias sobre o Campeonato Carioca?

MANGA: Não muito, mas sei que é diferente. Na década de 60, os grandes jogadores não iam para o exterior. Era como se o Kaká estivesse jogando no Brasil. No Carioca, times com Bangu, Olaria e São Cristóvão davam muito mais trabalho do que hoje em dia, ainda mais quando jogavam em seus estádios. Agora, soube que os times pequenos só jogam nos campos dos times grandes.

·         O senhor brilhou em outros times. Tem uma recordação marcante?

MANGA: Fui campeão mundial Interclubes pelo Nacional do Uruguai (1971), mas um time que me marcou também foi o Internacional de Porto Alegre. Joguei com excepcionais jogadores, como Figueroa, Falcão, Batista, e fui bicampeão brasileiro (1975 e 1976). Em 75, na final contra o Cruzeiro, tive atuação importante contendo os tiros de Nelinho.

·         Mas torce pelo Botafogo?

MANGA: Em 1959, o João Saldanha foi ao Recife, onde eu jogava pelo Sport, e me levou para o Botafogo, quando eu tinha 21 anos. Lá joguei dez anos, participando de conquistas históricas. Serei Botafogo até morrer.

Fonte: O Globo – Esportes, 16.03.2008.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Tolito: da ‘esquina do Botafogo’ às torcidas organizadas e aos sambas-enredo, eis uma vida repleta e criativa – II Parte

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Porém, antes, em finais da década de 1950, nasceu a ‘Torcida Fogolito’, indicada por uns como sendo fundada por Tolito, mas o célebre jornaleiro tem outra versão, a qual chegou a ser comandada pelo seu filho Ivanir, na década de 1980:

Um dia, espontaneamente, surgiu a Tolito-Fogo, formada por freqüentadores do ponto. Não tive nenhuma ingerência na formação dessa torcida, mas estou com ela e não abro. Nessa pelo menos, tenho certeza que cartola não pia. Nessa não se faz o jogo político que divide o clube, que acaba com o time. Aqui só se torce pelo bem do Botafogo. […] Outra coisa: não sou torcedor defender meu time na arquibancada, em dia de jogo. Eu defendo o Botafogo, brigo por ele, o dia inteirinho. Por isso é que minha voz é rouca assim.” (Placar, 1979)

Relembrando essa época de arquibancada, pedia aos membros da Fogolito que evitassem brigas nos estádios, mas confessa que não adiantava muito:

Eu mesmo saía no tapa com qualquer um pelo Botafogo. Não é à toa que tenho 23 processos por causa de brigas de torcidas.” (O Globo, 1988)

Tolito confessa que naquele tempo a torcida botafoguense era mais esquentada e se animava com os ‘incentivos’ distribuídos pelo ‘Marinheiro’, cachaça com laranja:

Já apanhei muito, principalmente nos tempos de ‘Marinheiro’, por causa do meu time. Lembro de um pau redondo, na Rua Férrea, campo do Bangu. Ainda bem que do meu lado estavam Paulo Amaral, ‘Marinheiro e uma turma do tope deles. Foi de lascar.” (Placar, 1979)

Paralelamente ao combate pelo Botafogo e ao seu negócio de jornaleiro, Tolito foi sambista desde a década de 1930, desfilando na bateria da Mangueira e começando a compor na Unidos do Outeiro, no Engenho de Dentro.

Mais tarde passou para a Unidos da Piedade, compondo três sambas, fundou a Aprendizes da Boca do Mato, sendo seus os três primeiros sambas dessa escola, tendo então descoberto Martinho da Vila, deixando-o ser o compositor principal e regressando à Unidos da Piedade, vencendo o samba de 1959.

Transferiu-se então para a Unidos da Capela em 1961, e no ano seguinte Tolito compôs “O centenário de Rui Barbosa”, cantado nesse ano:

Foi o samba mais bonito que fiz. Depois de vencer com este samba-enredo, ganhei mais duas vezes em Lucas, até 1969, quando fui para a Portela, onde passei menos de três anos, até ingressar na Mangueira em 1972, ano em que a escola foi campeã.” (O Globo, 1988)

Depois do Unidos da Capela, Tolito foi um dos fundadores da Unidos de Lucas, por fusão da Aprendizes de Lucas e do Unidos da Capela, tendo vencido duas vezes com as suas composições, a última das quais em 1969.

No ano seguinte ingressou na Portela e em 1972 fixou-se na Estação Primeira de Mangueira, a sua escola favorita desde 1936.

À aparente contradição de um carioca de Olaria ser da Mangueira e torcer pelo Botafogo, Tolito argumentava:

Dizem que Mangueira e Flamengo são irmãs. Mangueira pode até ser irmã do Flamengo, mas é também do Botafogo, do Vasco e do Fluminense. Cartola é tricolor, Zica é rubro-negra; eu, o Tolito, sou botafoguense.” (Placar, 1979)

Na verde-rosa os seus sambas foram selecionados em diversas ocasiões: em 1972, com samba não assinado; em 1975, com “Imagem Política de Jorge Lima”; em 1976, com “No Reino da Mãe do Ouro”; em 1978, com “Avatar… e a Selva Transformou-se em Ouro”; e em 1982 compôs o último samba na Mangueira, com “Mil e Uma Noites Cariocas”.

Eu me afastei por desentendimentos com a direção. A escola queria que o autor do samba vencedor deixasse os seus direitos autorais nas mãos da diretoria, recebendo apena um valor previamente estipulado. Não concordei e saí. Muita gente não se conformava com minhas quatro vitórias, principalmente porque só estudei até o terceiro ano primário. Pessoas com mais instrução, como o Leci Brandão, por exemplo, nunca me venceram e o Hélio Turco, autor de 13 sambas cantados pela escola na avenida, também não conseguiu me derrotar.” (O Globo, 1988)

Depois de se afastar da Mangueira, em 1984 também se afastou temporariamente das arquibancadas aos 67 anos de idade, desgostoso com as diretorias do Botafogo e principalmente com a violência nos estádios.

Crítico das contratações de Emil Pinheiro, presidente do Botafogo, Tolito apontava o problema:

Ele tem dinheiro, mas não aplica bem. Gasta muito e mal.” (O Globo, 1988)

Em 1988 a esposa de Tolito faleceu e ele precisou de recuperar emocionalmente do nefasto acontecimento.

A vida não corria de feição a Tolito, mas um ano depois, Emil Pinheiro, talvez redimido por boas contratações, levou o Botafogo a sagrar-se finalmente campeão carioca em 1989, após 21 anos sem o título estadual – ainda muito valioso à época.

A longa espera de Tolito foi objeto de satisfação redobrada um ano depois com a conquista do bicampeonato em 1990, em cima do Vasco da Gama, numa final épica que contou com uma ridícula caravela de papelão com direito a volta olímpica do clube cruzmaltino, comemorando um título que acabara de perder – e cuja má interpretação do regulamento, intencional ou não, fez o ‘gigante da colina’ passar por histórica figura burlesca.

Finalmente o homem que se tornou torcedor do Botafogo no auge do Clube durante a ‘Era Amadora’, e que assistiu de perto a todas as grandes campanhas do Botafogo de Futebol e Regatas no auge do Clube na ‘Era Profissional’ nas décadas de 1950 e 1960, acompanhando o Glorioso onde ele estivesse, fosse dentro ou fora do estado onde foi fundado, celebrou o fim do jejum e o título de bicampeão carioca de 1989 e 1990.

Tolito também foi a tempo de assistir à conquista inédita da Copa Conmebol, em 1993, e do primeiro título de Campeão Brasileiro, em 1995.

O Botafogo ressurgira uma vez mais das cinzas, e em 1996, aos 79 anos de idade, Tolito faleceu de trombose, numa clínica em Seropédica, fechando o ciclo de uma vida repleta e intensamente vivida.

Fontes: Chaim, Aníbal (2018). Futebol, corações e mentes: os torcedores na perspectiva do Estado. Universidade de São Paulo, doi.org/10.11606/T.8.2018.TDE-06122018-121608; mundobotafogo.blogspot.com/2014/02/a-noite-de-tolito.html; mundobotafogo.blogspot.com/2010/10/tolito-e-agora-do-botafogo.html; O Globo, (1988); Revista Placar, 1979; www.galeriadosamba.com.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Tolito: da ‘esquina do Botafogo’ às torcidas organizadas e aos sambas-enredo, eis uma vida repleta e criativa – I Parte

Crédito: Imagem melhorada e modificada por IA.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Herlito Machado Fonseca, conhecido por ‘Seu Tolito’, ou simplesmente ‘Tolito’, nascido no dia 6 de junho de 1917, em Olaria, no Rio de Janeiro, foi um célebre jornaleiro apaixonadíssimo pelo Botafogo e membro da ala de compositores da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

Tolito passou a sua infância basicamente em Ramos, morou em Botafogo, mas o local com o qual se identificou foi Engenho de Dentro, onde viveu desde 1956 e era conhecido por todos, e onde em um dia do século XXI, anos depois do seu falecimento, nasceu um Estádio Olímpico, atualmente designado por Nílton Santos e administrado pelo seu Botafogo de Futebol e Regatas.

O seu interesse pelo futebol começou com o Andarahy, ao mesmo tempo que nutria simpatia pelo Botafogo Football Club, desde 1932, aos 15 anos de idade, na sequência da cisão ocorrida no futebol carioca e o Botafogo se declarou a favor dos clubes mais modestos.

Eu era torcedor do Andarahy, o verde-e-branco, mas o profissionalismo acabou com o meu time, e fui torcer por quem o defendera na Liga: o Botafogo.” (Placar, 1979)

“Na época, o Botafogo acompanhou os times pequenos e foi tetracampeão de 1932 a 1935. Então me identifiquei com o Botafogo e passei a torcer por ele.” (O Globo, 1988)

A paixão (infiel) pela Estação Primeira de Mangueira surgiu mais tarde, cerca de 1936, quando habitava o ‘Esqueleto’, uma estrutura de cimento armado destinada a ser a Prefeitura do antigo Distrito federal, mas a obra foi embargada e as famílias mais desfavorecidas ocuparam-no, dando início a uma favela.

A família de Tolito foi, então, para o ‘Esqueleto’ e a partir dessa geografia avistava a Mangueira, conviveu com o povo do morro e acabou desfilando pela Escola de Samba. Só muito mais tarde, em 1972, é que começou a compor na Mangueira, mas acabou por ter desavenças, em especial na década de 1980; no Botafogo também brigava, mas em vez de sair, ficava.

Até que no início da década seguinte, em 1940, encontrou uma trincheira que se tornou famosa por defender diariamente o Botafogo: Tolito montou uma banca de jornal na esquina mais movimentada da cidade do Rio de Janeiro – a Avenida Rio Branco com a Rua 7 de Setembro.

Criativo, Tolito foi o primeiro jornaleiro do Rio a personalizar a sua banca, cravando no alto a bandeira do Botafogo, e de vez em quando a bandeira da Mangueira.

E foi nessa esquina, também conhecida por ‘banca do Tolito’, e até ‘esquina do Botafogo’, que Herlito Machado Fonseca se tornou uma das figuras mais célebres de sempre do futebol botafoguense e carioca, devido aos torcedores se reunirem aí ao alvorecer ou ao crepúsculo da tarde em discussão permanente, debatendo sobretudo os acontecimentos do futebol e da política – mas principalmente do futebol.

Nesta esquina, desde o dia 3 de março de 1940, quando passei a trabalhar aqui, homens de todo tipo, de todo nível social, se reúnem para discutir futebol. Aqui, nesta banca, um Carlos Lacerda dava o braço a um José Lins do Rego para defender o Flamengo. Mário Filho, fumando seu charuto, passava e se postava por perto, saboreando o Havana e a discussão.” (Placar, 1979)

Porém, a banca de Tolito ampliou a sua fama e atraiu outros torcedores. Na época da Segunda Guerra Mundial o povo brasileiro estava revoltado com a Itália de Mussolini, e como a maioria das bancas pertencia a italianos, as depredações eram constantes e o engenhoso Tolito aplicou uma estratégia que se tornou vencedora: colocou as bandeiras do Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama na sua banca para protegê-la.

Só não coloquei a do Fluminense porque tem as cores da Itália. Daí para frente, pessoal passou a reunir-se para ali discutir futebol. Mais tarde os políticos passaram a aproveitar o movimento para discursar em frente à banca. Carlos Lacerda era um que subia no meu banquinho e ficava falando para o povão.” (O Globo, 1988)

Daí em diante outras bancas passaram a imitar a de Tolito, surgindo bandeiras do Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama.

É o chamado espírito de imitação. Mas não adianta. O ponto é o mais importante. Esta esquina criou fama, com seus freqüentadores permanentes. Não é invenção de agora. Saldanha, rapazote, freqüentava a esquina, defendendo o seu Botafogo. Gerações de cronistas esportivos gastaram saliva em argumentação, defendendo eus artigos e crônicas.” (Placar, 1979)

Quando o Jornal do Brasil transferiu a sua sede da Avenida Rio Branco para a Avenida do Brasil, Tolito temeu pela permanência da discussão em torno da sua banca e pela saúde do seu negócio, porque a esquina era animada pelas polêmicas entre jornalistas.

Oldemário Touguinhó era dos que passavam horas discutindo. Depois, vinham outros companheiros. Tinha o Dácio de Almeida, que era uma parada. Mas o Jornal do Brasil saiu aqui do lado e a minha esquina continuou a mesma” (Placar, 1979), sobretudo graças a João Saldanha e a sua famosa ‘Bolsa de Apostas’ discutindo e argumentando para a sua coluna e seus programas diários na televisão.

Foi, aliás, a partir dessa esquina, que Tolito criou a ‘Charanga do Botafogo’, em 1944, iniciativa apoiada por Carlito Rocha, colaborando na aquisição de painéis, bandeiras e serpentinas. A Charanga representou uma transformação geral do modo como as torcidas apoiavam os seus clubes, incorporando instrumentos, bandeias, adereços e elementos carnavalescos, criando uma atmosfera de aproximação do futebol ao popular espetáculo carnavalesco.

Em suma, Tolito inventou uma nova maneira de torcer, transformando a arquibancada em espaço de música, festa, símbolos e identidade coletiva.

No entanto, Tolito dissolveu a Charanga em 1949, reagindo às frequentes brigas provocadas por gente infiltrada com objetivos não consentâneos com o simples apoio ao Botafogo.

Foi também por essa época que nasceu a primeira ‘Torcida Organizada do Botafogo’ (TOB), que atuava junto às diretorias do Clube como porta-voz dos sentimentos e paixão dos torcedores anônimos, a qual foi criada em 1945 e liderada por Salvador Peixoto, tendo como grande incentivador José Ferreira Bogagi, conhecido por ‘Marinheiro’ (ou ‘Marinheiro do Botafogo´), que atuava como braço-direito de Salvador Peixoto e ganhou popularidade nas arquibancadas devido à sua voz metálica e potente, comparada as radialistas pelos cronistas da época.

Leia aqui sobre Salvador Peixoto: https://mundobotafogo.blogspot.com/2021/10/salvador-peixoto-1-chefe-da-torcida.html

Salvador Peixoto cedeu o cargo a Tarzan, em 1957, e Russão, levado por Tolito para a TOB, sucedeu-lhe em 1974 à frente dos destinos da Gloriosa torcida botafoguense.

Leia aqui sobre Tarzan e Russão: https://mundobotafogo.blogspot.com/2009/10/tarzan-um-torcedor-extraordinario.html; https://mundobotafogo.blogspot.com/2010/09/russao-uma-lenda-viva.html

(Continua)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Thâmela e Victoria – sensacionais campeãs em Montreal e 3º lugar no Ranking Mundial 2026

Crédito: @volleyballworld

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Thâmela Coradello e Victoria Lopes, representando o Sesc/Botafogo Praia, sagraram-se campeãs da última etapa da categoria Elite do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, competição organizada pela Volleyball World Beach Pro Tour, que se realizou em Montreal, no Canadá, entre os dias 20 e 23 de agosto de 2026.

As campeãs ganharam 6 jogos e perderam 1, efetuaram quatro viradas, incluindo a semifinal e a final, e na semifinal venceram a dupla Melissa Humaña-Paredes e Brandie Wilkerson, do Canadá, que haviam vencido as brasileiras anteriormente na Chave Principal.

Na final Thâmela e Victoria venceram Kristen Cruz e Taryn Brasher, dos E.U. da América, em uma partida disputada palmo a palmo nos três parciais realizados.

Com esta etapa encerrou-se o Circuito Mundial de Vôlei de Praia e a dupla Thâmela & Vic ascenderam ao 3º lugar do Ranking Mundial!

Rico de Freitas é o técnico de Thâmela e Vic, o qual é filho de Bebeto de Freitas, que reinventou o voleibol brasileiro como jogador e técnico, e foi um grande Presidente do Botafogo de Futebol e Regatas resgatando o nosso Clube da Série B e da falência para novos voos.

Rico de Freitas comemorando com Thâmela e Vic. Crédito: @sescbotafogopraia

Eis a campanha completa das campeãs:

CHAVE PRINCIPAL

Thâmela & Victoria 2x1 Monika Paulikiene & Ainé Raupelyté (Lituânia)

» Parciais: 19-21; 21-10; 15-12

» Data: 20.08.2026

Thâmela & Victoria 2x1 Ana Patrícia & Carol Horta (Brasil)

» Parciais: 21-13; 26-28; 15-09

» Data: 21.08.2026

Thâmela & Victoria 0x2 Melissa Humaña-Paredes & Brandie Wilkerson (Canadá)

» Parciais: 13-21; 18-21

» Data: 21.08.2026

FASE de 12

Thâmela & Victoria 2x1 Hailey Harward & Kylie DeBerg (E.U. da América)

» Parciais: 21-23; 21-17; 15-12

» Data: 22.08.2026

Crédito: @volleyballworld

QUARTAS DE FINAL

Thâmela & Victoria 2x1 Julia Donlin & Lexy Denaburg (E.U. da América)

» Parciais: 21-17; 13-21; 18-16

» Data: 22.08.2026

SEMIFINAIS

Thâmela & Victoria 2x1 Melissa Humaña-Paredes & Brandie Wilkerson (Canadá)

» Parciais: 19-21; 22-20; 15-07

» Data: 23.08.2026

FINAL

Thâmela & Victoria 2x1 Kristen Cruz & Taryn Brasher (E.U. da América)

» Parciais: 19-21; 21-18; 15-12

» Data: 23.08.2026

Fonte: https://en.volleyballworld.com

O bicho era certo, sim

Manga simboliza uma época de plena hegemonia alvinegra sobre o Flamengo. Crédito: O Globo | 16.03.2008. Foto melhorada por IA. [ Nota prel...