sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Treinadores e contextos (IX): da reconstrução com Dé, Renato e Jair à transformação do plantel com Autuori

Dé Aranha, Renato Trindade e Jair Pereira. Crédito: Divulgação.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Após a saída de Carlos Alberto Torres, Dé Aranha assumiu a equipe de dezembro de 1993 a maio de 1994, tendo começado a reconstruir o plantel com a chegada de novos jogadores, entre os quais Wágner, Wilson Gottardo, Sérgio Manoel e Túlio ‘Maravilha’, que viria a ser o novo ídolo botafoguense na conquista do Brasileirão de 1995, e logo em janeiro de 1994 fez três gols na vitória por 6x0 sobre o America.

Porém, Dé Aranha ficou por pouco tempo e sucedeu-lhe Renato Trindade, que tivera em clubes de menor dimensão e era relativamente desconhecido, mas em pouco tempo adquiriu fama de estudioso, alternando a estrutura da equipe durante os próprios jogos – utilizando três zagueiros, mudando para dois, reforçando o meio-campo ou alterando o número de atacantes, numa espécie de esquema de basquete com permanentes mudanças de organização constante segundo o que o jogo pedia.

Sob o comando de Renato, Túlio consolidou-se como artilheiro, Sérgio Manoel amadureceu, Gottardo tornou-se líder e a equipe começou a crescer competitivamente, ganhando o Torneio Triangular Eduardo Paes. Porém, Renato não resistiu a uma derrota para o América no estadual e foi substituído precisamente por um treinador que disse admirar: Jair Pereira.

Jair comandou o Botafogo no primeiro semestre de 1995, levou a equipe à decisão (perdida) da Taça Guanabara e também foi substituído, mas o papel desempenhado por Renato e Jair foi de crucial importância para o estado do plantel que chegou às mãos de Paulo Autuori – o treinador improvável.

Autuori era carioca, mas quase toda a sua carreira foi em clubes portugueses, destacando-se no Vitória de Guimarães, Nacional e Marítimo, construindo uma reputação de profissional metódico, organizado e intelectualmente acima da média de treinadores – mas no Brasil havia a convicção que era português e questionava-se o presidente Montenegro sobre onde descobrira ‘aquele português’.

Carlos Augusto Montenegro confessou mais tarde que tinha dúvidas sobre as suas capacidades, mas a contratação teve em conta a questão monetária frágil do Botafogo.

Assim, Autuori chegou ao Clube como técnico sem prestígio, salarialmente barato e para comandar uma equipe que não era candidata ao título. Porém, o plantel já tinha sido bem trabalhado, amadurecido e estava à beira de uma profunda mudança.

O Botafogo de 1995 foi produto de um planejamento plurianual, montado com celeridade, criatividade e poucos recursos financeiros e estruturais, evidenciando, talvez, o erro típico do futebol brasileiro em ter mais do que um treinador em cada ano, não dando tempo útil para a consolidação de métodos e técnicas de treinamento.

A diferença económica para alguns rivais era gritante, especialmente para o Flamengo, que acalentava ser campeão brasileiro no ano em que celebrava o seu centenário, mas foi, uma vez mais, o Botafogo que lhe ‘roubou’ a festa sagrando-se campeão do Brasil.

A equipe foi reforçada recorrendo-se a empréstimos e oportunidades de mercado: Gonçalves e Donizete regressavam do futebol mexicano e não entusiasmavam; Iranildo chegou do Madureira quase a custo zero; Beto veio do Goiás numa negociação folclórica que envolveu uma grande quantidade de chuteiras; Leandro Ávila saiu em conflito com o Vasco; na lateral-direita André Silva foi adaptado à posição por Autuori.

Os jogadores eram mais ou menos desconhecidos dos torcedores e mais tarde Gottardo descreveu a equipe como uma combinação de jogadores experientes e outros ainda pouco valorizados, escolhidos pelo qualidade técnica e o perfil.

Porém, o ‘onze’ ganhou identidade própria: Wágner; Wilson Goiano, Gottardo, Gonçalves e André Silva; Leandro Ávila, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete e Túlio.

Era uma equipe com enorme capacidade de luta, quatro jogadores de forte marcação no meio-campo e uma dupla atacante complementar, sendo Donizete a ‘alma da equipe’ e Túlio na função implacável de ‘matador’ Botafogo".

Túlio desempenhava outro papel crucial: ao contrário da maioria dos atletas entendeu desde cedo que o futebol envolvia não apenas as ocorrências de gramado, mas também de expectativas, provocação, manchete, espetáculo e psicologia.

Paulo Autuori. Crédito: Divulgação.

Antes de jogos importantes prometia gols, provocava adversários, inventava números e lançava frases destinadas a títulos de primeira página, retirando pressão dos companheiros, inflamando torcedores, irritando adversários – sem hostilidade real.

Um jornalista que acompanhou aquele Botafogo recordaria depois que Túlio tinha uma extraordinária noção de como "promover" um clássico através de provocações, sem necessariamente ultrapassar o limite para a hostilidade real. Vinte e três gols em todo o campeonato e espetáculos verbais recorrentes transformaram-no em personagem.

A relação com Montenegro era explosiva. Em dado momento zangou-se, ficou em Goiânia e não se apresentou. Montenegro ameaçou multá-lo e Túlio expôs a precaridade financeira do Clube: “como poderia ser multado sem salário há meses?

Apesar dos confrontos entre eles, Montenegro recusou vendê-lo ao Corinthians, tomando provavelmente a mais importante decisão da sua presidência naquele ano.

No Botafogo de 1995 certamente havia amizade e solidariedade, certamente, mas houve também crises reais – que começavam inevitavelmente pelo dinheiro. Em contexto de salários e prémios atrasados, Túlio encontrava-se numa situação diferente porque possuía um contrato publicitário com a Pepsi que lhe garantia uma fonte de rendimento regular, e isso gerou ressentimento.

Formaram-se dois polos: um associado à liderança Wilson Gottardo, outro próximo de Túlio, que ajudava financeiramente alguns companheiros em maiores dificuldades.

Em setembro o Botafogo estava em crise, embora bem colocado na classificação e Sérgio Manoel confrontou Túlio por não o cumprimentar, a tensão subiu e a agressão física esteve próxima entre dois jogadores fundamentais no funcionamento ofensivo.

O conflito não estalava num equipe derrotada, mas numa equipe que ganhava – e talvez por isso mesmo se tornasse mais perigoso. Então, Montenegro reuniu o plantel em Cai Martins e recriminou duramente as divisões internas, os ciúmes e as reclamações públicas. Houve confronto verbal, a crise não se evaporou, mas algo se alterou quando os atletas compreenderam que a sobrevivência coletiva dependia de uma espécie de pacto pragmático: podiam cobrar a direção e discutir entre si, mas que continuassem ganhando, isto é, ganhar era objetivo desportivo e instrumento de reivindicação salarial, em vez de a direção responder simplesmente “não há dinheiro’.

Foi nesse ambiente de crise e confronto que Autuori assumiu o duplo papel comandante tanto tático como psicológico. Montenegro definiu-o, mais tarde, como comandante tático, "paizão" e psicólogo.

Autuori não se expressava por temperamento explosivo típico de muitos treinadores brasileiros da época, preferindo a racionalidade, organizando funções, definindo responsabilidades e um modelo em que cada jogador entendia o que deveria fazer.

Donizete aproximou-se de Túlio e passou a explorar a mobilidade entre linhas; Leandro Ávila e Jamir equilibravam o meio-campo; Beto oferecia chegada e intensidade; Sérgio Manoel articulava jogo, avançava pela esquerda e servia os atacantes; Gottardo e Gonçalves formaram uma sólida dupla de zaga; André Silva adaptou-se a lateral esquerdo; Wágner foi decisivo na baliza. Foi Autuori que introduziu consistentemente a marcação à zona em vez de individual e ocupação racional de espaços

A equipe passou a valer mais do que a mera soma das parte. Donizete alternava os movimentos: corria entre linhas, surgia nas alas, recuava para buscar jogo e apoiava defensivamente. A dupla ofensiva funcionava por características opostas: Donizete buscava os movimentos para finalização, Túlio finalizava.

Em novembro o Atlético Mineiro foi goleado por 5x0, com dois gols de Túlio e dois gols de Donizete – já não era o acaso funcionando. Por ironia do futebol a adversidade não une automaticamente: primeiro divide e só depois gera coesão, se houver liderança. Havia: pela emoção, Montenegro; pela racionalidade e saber técnico, Autuori, o equilibrador de uma equipe que foi ganhando mesmo em crise – ou talvez por ela!

Na semifinal, por ironia do destino, o Botafogo enfrentou o Cruzeiro de Jair Pereira, que conhecia bem a equipe botafoguense, porém ela fora transformada por Autuori e após dois empates o Botafogo chegou à final contra o Santos.

Vitória por 2x1 no Rio; empate por 1x1 em São Paulo. O Santos reclamou do árbitro no jogo de volta, mas não do impedimento inexistente de Túlio à boca da baliza que daria mais um gol no jogo de ida. Erros de arbitragem de parte a parte e o improvável no ano do centenário do Flamengo aconteceu – Botafogo Campeão Brasileiro.

Campanha completa em: https://mundobotafogo.blogspot.com/2008/07/campeo-brasileiro-em-futebol-1995.html

Não houve uma linhagem técnica relacionada entre treinadores como aconteceu n passado, mas formou-se uma sequência técnica alinhada ao título: Dé Aranha participou no início da formação base; Renato Trindade introduziu flexibilidade tática; Jair Pereira afinou as referências internas da equipe; Paulo Autuori recebeu um plantel reconstruído, incorporou novos elementos, organizou-o taticamente, geriu psicologicamente a crise e nesse equilíbrio conduziu o Botafogo ao almejado título.

Fontes principais da série: br.bolavip.com; brasil.elpais.com; jbemfolhas.com.br; jornalggn.com.br; mundobotafogo.blogspot.com; museudapessoa.org; operamundi.uol.com.br; pesquisaescolar.fundaj.gov.br; pt.wikipedia.org; www.uol.com.br; https://sopanomel.blogspot.com; terceirotempo.uol.com.br; tnonline.uol.com.br; www.campeoesdofutebol.com.br; www.correiobraziliense.com.br; www.jb.com.br; www.museudapelada.com; www1.folha.uol.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Botafogo 1x2 Remo – é tempo de social…

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

É Tempo de Social!

É tempo de tristeza profunda…

“Não é de hoje que o Botafogo é um clube absolutamente sem um comando firme assertivo. Esse é um problema que já estava presente na gestão Textor e que, a meu ver, está sendo agravado na gestão João Paulo. Olho para o comando do futebol e vejo um diretor que sempre demonstra ter uma postura absolutamente passiva e uma direção de clube social que não possui qualificação para gerir o futebol de um clube do tamanho do Botafogo.” O autor amplia as críticas a “alguns atletas indolentes, displicentes e acomodados” e ao presidente do Social que embora tivesse que tomar algumas decisões, não devia ter sido “nada próximo a montar ele próprio uma comissão técnica”. [Ricardo Azambuja, www.fogaonet.com].

Atualmente os comandos do Botafogo estão literalmente descontrolados por virtude daqueles que ocupam cargos dirigentes a diversos níveis de liderança, enquanto ao mesmo tempo o nosso Glorioso se aproxima a traços largos da quarta despromoção da sua história, sempre, sempre, sempre, sempre em ‘Tempo de Social’.

A derrota – mais uma – contra um clube na zona da despromoção que não vencia há 12 partidas, revelou novamente fragilidades defensivas, fraca criatividade ofensiva e uma alarmante incapacidade de controlar o jogo.

O primeiro gol, marcado por Jajá, aos 8’, nasceu de um erro de Domingos Andrade; o segundo, apontado por Leonel Picco no início da segunda parte, tornou a mostrar problemas de organização e de cobertura defensiva.

A ausência de Danilo e Montoro foi sentida no meio-campo. Cristian Medina não conseguiu assumir a organização ofensiva, enquanto Huguinho e Domingos Andrade revelaram dificuldades para equilibrar a equipa, deixando ao Remo frequentes espaços entre os setores.

O ataque foi previsível e pouco eficaz, apresentando muitas dificuldades para criar oportunidades evidentes, faltando movimentos coordenados, profundidade e ligação entre o meio-campo e o ataque.

As substituições, apesar da intervenção tardia de Tite, melhoraram parcialmente a agressividade ofensiva, mas não corrigiram os problemas estruturais, e o gol de Edenílson, aos 82’, surgiu demasiado tarde para alterar o desfecho da partida.

Há certamente problemas de liderança assertiva e discernimento na diretoria e no departamento de futebol, mas o balanço do novo treinador é pior do que aquilo que o autor destas linhas já suspeitava: 6 partidas, 1 vitória (contra o lanterna por 1x0), 1 empate, 4 derrotas e 22% de aproveitamento!!!

O comando técnico é imensamente frágil na medida em que, independentemente da qualidade individual dos jogadores, não progrediu minimamente para implementar uma identidade coletiva própria, porquanto a equipe não pressiona coordenadamente, apresenta dificuldades na transição defensiva e revela pouca capacidade para construir ataques organizados.

De nada adiantou uma incipiente e ineficaz posse de bola de 61%, quando nos poucos 10 remates do Botafogo apenas 2 foram enquadrados com a baliza e as jogadas concatenadas foram facilmente bloqueadas pelo penúltimo classificado do Brasileirão.

Se contra os clubes da zona da despromoção o Botafogo não conseguiu ter globalmente sucesso, que esperar daqui para a frente?!

Tristeza, muita tristeza. Uma enorme vontade de lacrimejar furiosamente e o desejo de a torcida se organizar com assertividade e discernimento e expor publicamente o alarmante descontrolo reinante no Botafogo Social e na SAF, exigindo medidas urgentíssimas contando com a torcida e não contra ela.

Infelizmente, É Tempo de Social, enquanto a SAF hiberna…

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x2 Remo

» Gols: Edenílson, aos 83’ (Botafogo); Jajá, aos 8’, e Leonel Picco, aos 54’ (Remo)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 28.10.2026

» Local: Estádio Mangueirão, em Belém (PA)

» Público: 9.760 pagantes; 13.458 espectadores

» Receita: R$ 378.700,00

» Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR); Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Rafael Trombeta (PR); VAR: Wagner Reway (SC)

» Disciplina: cartão amarelo – Domingos Andrade e Matheus Bacchi (Botafogo)

» Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles (Paulinho); Domingos Andrade (Edenílson), Huguinho e Cristian Medina (Tiquinho Soares); Ziyech (Júnior Santos), Arthur Cabral e Matheus Martins (Kauan Toledo). Técnico: Tite.

» Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon Matheus (Mayk); Zé Welison, Leonel Picco (Zé Ricardo), Patrick (Edson) e David Braga (Galeano); Jajá (Eduardo Melo) e Gabriel Taliari. Técnico: Thiago Carpini.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Retrospecto Botafogo FR x Clube do Remo (1927-2026) – jogos, artilharias e estatísticas

Créditos: Elson Souto.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (1927-2026): 22 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 6 derrotas; saldo de gols favorável em 42-24.

1º JOGO:

Botafogo 5x1 Clube do Remo

» Gols: Ariza (2), Neco, Alkindar e Claudionor (Botafogo); Sant’Anna (Clube do Remo)

» Competição: Amistoso

» Data: 27.11.1927

» Local: Campo do Clube do Remo, em Belém (PA)

» Árbitro: Cláudio Lima

» Botafogo: Neiva; Alemão e Octacílio; Alberto Corrêa, Aguiar e Rogério; Ariza, Neco, Alkindar, Aché e Claudionor.

» Clube do Remo: Francelísio; Propércio e Evandro Almeida; Lindolpho, Vivi e Pamplona; Formiga, Secundino, Cordeiro, Marinheiro e Sant’Anna.

ÚLTIMO JOGO:

» Gols: Ferraresi, aos 12’ (Botafogo); Alef Manga, aos 69’ e Jajá, aos 90+2’ (Clube do Remo)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 02.05.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 18.780 pagantes; 22.116 espectadores

» Renda: R$ 692.020,00

» Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE); Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE); VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)

» Disciplina: cartão amarelo – Vitinho e Danilo (Botafogo) e Tchamba e Picco (Clube do Remo)

» Botafogo: Neto; Vitinho, Bastos, Ferraresi e Alex Telles (Marçal); Cristian Medina (Allan, depois Joaquín Correa), Danilo e Álvaro Montoro (Júnior Santos); Matheus Martins, Kadir (Edenílson) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.

» Clube do Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho (Matheus Alexandre), Marllon, Tchamba e Mayk (David Braga); Zé Welison (Leonel Picco), Patrick, Zé Ricardo (Jaderson) e Yago Pikachu; Jajá e Alef Manga (Poveda). Técnico: Léo Condé.

OS JOGOS:

27.11.1927 – Botafogo 5x1 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Ariza (2), Neco, Alkindar e Claudionor

15.12.1927 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Claudionor e Nilo

14.02.1954 – Botafogo 1x1 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Vinícius

17.02.1954 – Botafogo 3x0 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Vinícius, Garrincha e Dino da Costa

18.02.1959 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Garrincha e Socó (contra)

17.05.1962 – Botafogo 2x1 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Amoroso e Neyvaldo

24.06.1964 – Botafogo 2x0 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Gérson e Bira

05.05.1966 – Botafogo 2x1 Remo – Torneio Pará-Guanabara (f)

– Gols: Élton e Sicupira

24.09.1972 – Botafogo 1x1 Remo – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Ferretti

10.06.1973 – Botafogo 1x0 Remo – Amistoso (f)

– Gols: Ferretti

10.03.1974 – Botafogo 2x2 Remo – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Nei Conceição e Puruca

10.11.1976 – Botafogo 0x2 Remo – Torneio Ney Braga (f)

– Sem gols

21.11.1976 – Botafogo 0x1 Remo – Torneio Ney Braga (f)

– Sem gols

24.02.1980 – Botafogo 3x1 Remo – Campeonato Brasileiro (f)

– Gols: Mendonça, Marcelo e Gil

04.04.2001 – Botafogo 1x2 Remo – Copa do Brasil (f)

– Gols: Alexandre Gaúcho

11.04.2001 – Botafogo 1x2 Remo – Copa do Brasil (f)

– Gols: Váldson

28.06.2003 – Botafogo 3x1 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B (c)

– Gols: Almir, Edivaldo Márcio Gomes

11.10.2003 – Botafogo 2x3 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B (f)

– Gols: Sandro e Camacho

18.10.2003 – Botafogo 4x1 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B (c)

– Gols: Almir (2), Leandrão e Valdo

13.06.2021 – Botafogo 3x0 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B (c)

– Gols: Chay, Rafael Navarro e Pedro Castro

04.09.2021 – Botafogo 1x0 Remo – Campeonato Brasileiro – Série B (f)

– Gols: Warley

02.05.2026 – Botafogo 1x2 Remo – Campeonato Brasileiro (c)

– Gols: Ferraresi

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Levou no peito e… marcou!

por EDUARDO GALEANO, Escritor uruguaio | Tradução livre do Mundo Botafogo

«Foi em 1947. Botafogo versus Flamengo, no Rio de Janeiro. Heleno de Freitas, atacante do Botafogo, fez um gol com o peito.

Heleno estava de costas para a baliza. A bola veio por cima. Ele parou-a com o peito e girou rapidamente, sem deixá-la cair. Com o corpo arqueado e a bola ainda apoiada no peito, enfrentou a situação. Entre as redes e ele havia uma multidão.

Havia mais gente na área do Flamengo do que em todo o Brasil. Se a bola tocasse o gramado, estaria tudo perdido. Então, Heleno começou a caminhar, com o corpo curvado para trás e a bola no peito atravessou tranquilamente as linhas inimigas.

Ninguém conseguia tirá-la dele sem cometer falta, e ele estava na zona de remate. Quando chegou à boca da baliza, Heleno endireitou o corpo. A bola deslizou até aos seus pés.

E ele marcou.»

Treinadores e contextos (IX): da reconstrução com Dé, Renato e Jair à transformação do plantel com Autuori

Dé Aranha, Renato Trindade e Jair Pereira. Crédito: Divulgação. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Após a saída de Carlos Alberto ...