quinta-feira, 30 de abril de 2026

Hugo Ibeas, o grande patrono do remo alvinegro

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Dr. Hugo Ibeas é uma das figuras históricas ligadas ao remo e à vida institucional do Botafogo de Futebol e Regatas. Ex-remador, dirigente e Grande Benemérito do Clube, construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao desporto alvinegro, pela defesa das tradições náuticas do Botafogo e pelo compromisso com a formação de atletas.

Profissionalmente Hugo Ibeas teve uma carreira jurídica longa e relevante, especialmente no Rio de Janeiro, atuando em Direito Civil, Direito Comercial, Contratos e Arbitragem, tendo fundado, com Carlos Augusto da Silveira Lobo, o escritório Lobo & Ibeas Advogados, sediado na Avenida Rio Branco, atuando por quatro décadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, até 2018, ano em que o escritório foi encerrado e Hugo Ibeas passou à situação de atividade individual, continuando a prestar relevantes serviços de jurista.

A sua ligação com o Clube alvinegro ultrapassa a mera dimensão desportiva, porquanto ao longo dos anos Hugo Ibeas se consolidou como referência de conduta, ética e pertencimento institucional, sendo reconhecido como uma personalidade profundamente associada ao remo botafoguense. Em ata do Conselho Deliberativo do Botafogo, ele é citado como “Grande Benemérito e patrono do remo do Botafogo”, em contexto de homenagem ao atleta olímpico Lucas Verthein e à história dos remadores alvinegros.

Como se sabe, o remo ocupa lugar central na identidade do Botafogo por via do Club de Regatas Botafogo, com atividade desde 1886, mas fundado oficialmente no 1º de julho de 1894, na Praia de Botafogo, tendo as suas origens diretamente ligadas às competições náuticas da Enseada de Botafogo. Nesse ambiente de tradição, Hugo Ibeas tornou-se um guardião da memória e dos valores do Clube, ajudando a preservar o vínculo entre passado, presente e futuro da modalidade.

No dia 18 de abril de 2026 o Botafogo de Futebol e Regatas prestou-lhe homenagem em vida na sede do Remo, em Sacopã, com a inauguração de uma placa dedicada ao Grande Benemérito Hugo Ibeas. A cerimônia reuniu dirigentes, ex-presidentes, atletas, beneméritos, familiares e convidados, destacando a sua trajetória, a sua dedicação ao remo alvinegro e valores como caráter, ética e compromisso com a formação de atletas.

Mais do que dirigente, Hugo Ibeas representa a figura do botafoguense abnegado: aquele que participa, preserva, orienta e contribui para que o Clube permaneça fiel às suas raízes. O seu nome está associado à valorização do remo, ao fortalecimento da cultura desportiva do Botafogo e à transmissão de princípios que ultrapassam resultados competitivos.

Eric Menezes, amigo de Felipe Rafael Ibeas, filho de Hugo Ibeas, narra assim o que se dizia do célebre personagem à época em que Eric tinha 13 anos, e já remava no Botafogo: “Hugo Ibeas era um dirigente abnegado do Botafogo. Talvez mais um amigo do clube do que um dirigente. Lembro que alguém se referindo a ele o chamou de ‘abnegado’.” – in historiasderemador.com.br.

Pelo seu exemplo como ex-remador, dirigente, benemérito e patrono do remo, Hugo Ibeas integra o grupo de personalidades que ajudaram a sustentar a grandeza institucional do Botafogo de Futebol e Regatas, especialmente no universo dos desportos olímpicos e da memória alvinegra.

Fontes principais: botafogoderegatas.wordpress.com; botafogofrsocialolimpico.com.br; estrellasdalva.wordpress.com; historiasderemador.com.br; www.botafogo.com.br; www.escavador.com.

Remo Costal - Beach Sprint - funcionamento



Fonte: Time Brasil TV (Youtube).

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jogo fácil do início ao fim e em estilo de treino na 1ª parte, de tal modo que o jogo se tornou entediante para o espectador.

Face a um adversário claramente inferior às restantes equipes do Grupo o Botafogo apresentou-se num 4-4-2 que variava para o 3-5-2 quando atacava, mas nem por isso se tornou mais efetiva, porque adormeceu a partir dos 15’ quando se adiantou no marcador.

Desde o início parecia claro que o adversário não conseguiria medir forças com o Botafogo, organizado em triângulo no meio campo e com Alan mais avançado, ao mesmo tempo que os nossos laterais progrediam nas duas alas e lançavam sucessivos cruzamentos para a área.

Apesar disso, a jogada mais perigosa só surgiu aos 12’, quando um cruzamento de Arthur Cabral do lado esquerdo encontrou o jovem Kadir ao segundo pau, que tocou de cabeça para Edenílson na pequena área, que por um triz não inaugurava o marcador. E em seguida, aos 15’, Alex Telles centrou novamente da esquerda ao segundo pau e Mateo Ponte entrou fulminante para balançar as redes adversárias. Botafogo 1x0.

E foi aí que o treino praticamente começou: posse de bola com mais de 70%, jogo cadenciado, tentativas pouco efetivas e muito mornas para ampliar o marcador, sobretudo porque boa parte das bolas chegavam na direção de Arthur Cabral que, aparentemente com peso acima do que devia, não consegue correr o suficiente e as bolas tornaram a escapar-lhe – por não as alcançar ou não dominar –, depois de duas ou três boas apresentações em jogos anteriores, inviabilizando a pretendida articulação com Álvaro Montoro.

O jogo atingiu um nível de ‘banho-maria’ tão alto que após o gol passaram-se 25 minutos até uma nova grande oportunidade dentro da área aos 40’ com Cabral novamente fora de rota da bola; aos 45’ o jovem Kadir – bastante mais perigoso do que Cabral  insistiu na busca da bola após hesitação da zaga e conseguiu rematar com a bola saindo rasteira rente ao poste.

O 1º tempo terminou com um único e frouxo remate do Independiente à nossa baliza contra uma dúzia de remates do Botafogo, que evidenciou volume de jogo atacante, mas muito pouco eficaz.

Na 2ª parte, certamente por instruções do treinador, a mesma equipe da 1ª parte e com o mesmo esquema tático apresentou-se bastante mais veloz desde o minuto inicial, quando Kadir, aos 46’ deu o tom, rematando de primeira e ganhando escanteio; aos 50’ o mesmo Kadir, muito móvel no ataque, cruzou para trás desde a linha de fundo e Montoro rematou para o goleiro espalmar com boa defesa.

Ainda assim, somente aos 62’ o Botafogo foi capaz de vencer pela 2ª vez a atabalhoada equipe do Independiente: Alex Telles cobrou uma falta descaído para a direita, o goleiro espalmou, Montoro recebeu o rebote para lá do segundo poste e conseguiu, com pouco ângulo, rematar cruzado e ampliar o placar. Botafogo 2x0.

Entretanto o nosso estimado Franclim continuou ‘dando bola’ para Joaquín Correa que tornou a entrar em mais um jogo, no lugar de Kadir, sem concretizar coisa alguma. Kadir, apesar de não conseguir um gol merecido, mostrou-se o mais aplicado, móvel e com diversas boas assistências para os companheiros.

Embora perceba que é necessário rodar a equipe face ao elevadíssimo número de jogos de três em três dias, não entendo a razão de Lucas Villalba continuar encostado emperrando-se a possibilidade de ganhar minutos e subir de forma – porque é muito melhor do que a nulidade de jogadas apresentadas por Correa.

Vencida e cansada, a frágil equipe adversária tomou pela 1ª vez um contra-ataque do Botafogo, excelentemente trabalhado de pé em pé, e Newton – que entrara há pouco – teve a felicidade de concluir com sucesso aos 77’. Botafogo 3x0.

Aos 86’ Marçal rematou ao poste; aos 87’ Bastos desperdiçou uma grande oportunidade com uma cabeçada para fora; aos 90+3’ terminou uma partida desinteressante.

E aos ‘trancos e barrancos’ o Botafogo alcança o 9º jogo sem conhecer o sabor da derrota e Franclim Carvalho mantém a sua invencibilidade como técnico há 7 jogos.

O Remo também é para vencer – desejavelmente com menos ‘banho-maria’ do que contra o Independiente Petrolero.

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

» Gols: Mateo Ponte, aos 15’, Álvaro Montoro, aos 62’, e Newton, ao 77’

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 28.04.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 7.198 pagantes; 8.434 espectadores

» Renda: R$ 168.497,00

» Árbitro: Fernando Vejar (Chile); Assistentes: Carlos Poblete (Chile) e Eric Pizarro (Chile)

; VAR: Miguel Araos (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Bastos e Santi Rodríguez (Botafogo); Eduardo (Independiente); cartão vermelho – Eduardo (Independiente)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Allan, Cristian Medina, Edenílson (Newton) e Álvaro Montoro (Santi Rodríguez); Kadir Barría (Joaquín Correa) e Arthur Cabral (Chris Ramos). Técnico: Franclim Carvalho.

» Independiente Petrolero: Johan Gutiérrez; Saúl Torres, Eduardo, Palma e Francisco Rodríguez (Leaños); Daniel Rojas, Diego Vargas (Gustavo Cristaldo) e Willie; Ruddy Cardozo (Mercado), Wagner Pinote (Lutkowski) e Jonatan Cristaldo (Rivas). Técnico: Thiago Leitão.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Paulo Azeredo versus Carlito Rocha, a razão e a emoção nos destinos alvinegros (II)

Fonte: Reprodução | Montagem MB.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Carlito Rocha teve uma participação desportiva intensa em toda a sua vida, principalmente no futebol, mas também no remo e no polo aquático.

Nascido em 11 de novembro de 1894, no mesmo ano da fundação do Club de Regatas Botafogo, Carlito Rocha chegou ao Botafogo Football Club em 1913 [segundo as fichas técnicas do livro de Alceu Mendes de Oliveira Castro], jogando no Segundo Quadro, e ascendeu à equipe principal em 1914.

Estreou na equipe principal aos 20 anos de idade, no dia 22 de novembro de 2014, na vitória por 3x2 sobre o Rio-Cricket, tendo o Botafogo formado com Baby, Carlito e Dutra; Oswaldo, Lulú e Pino; Juca, Aluizio, Fontenelle, Dorinho e Menezes.

Consta que Carlito Rocha jogou pelo Botafogo FC como atacante e zagueiro, ocasionalmente também como goleiro.

À época era normal que alguns atletas jogassem tanto no Primeiro Quadro como no Segundo Quadro. Foi nessas circunstâncias que Carlito Rocha se sagrou campeão do Segundo Quadro em 1915, embora também jogasse no Primeiro Quadro.

Ademais, Carlito Rocha era um aficionado dos desportos aquáticos, sendo simultaneamente atleta do Club de Regatas Guanabara, no qual foi bicampeão brasileiro de single-skiff em 1916 e 1917. No mesmo ano de 1917 também foi campeão carioca invicto de polo aquático pelo CR Guanabara.

No dia 7 de setembro de 1918 Carlito Rocha viveu o momento mais dramático da sua carreira de atleta. Totalmente devotado ao Botafogo insistiu em ir a jogo numa partida contra o América FC, com pneumonia e febre alta, ficando em estado de coma após o jogo e salvando-se por um triz após um longo período de convalescença.

Nas décadas de 1920 e 1930 permaneceu ligado ao Botafogo nos bastidores, integrando comissões técnicas (que à época tinham cariz coletivo), assumindo cargos dirigentes e até mesmo arbitrando jogos de futebol com uma ética tal que nunca favoreceu o Botafogo em jogos do Glorioso cuja arbitragem dirigiu.

Em 1934, a par de Paulo Azeredo, presidente do Clube, teve papel importante na luta entre o amadorismo e o profissionalismo e participou na montagem da Seleção Brasileira da CBD para a Copa do Mundo, em Itália.

Em 1935 assumiu a liderança da equipe principal no cargo de treinador e sagrou-se campeão carioca, completando o tetra-campeonato carioca de 1932-33-34-35, cujo presidente à época era Paulo Azeredo.

Oposto ao faro político-diplomático e à predominância da racionalidade, Carlito Rocha agia fundamentalmente segundo valores patriarcais e emocionais em diversos momentos da história do Glorioso, como quando forçou a demissão do grande Leônidas da Silva em 1936, figura de topo da equipe botafoguense e do futebol nacional, porque o craque revelou, em uma entrevista, que desde criança era torcedor do Clube de Regatas do Flamengo – e seguiu a sua vida brilhando no Flamengo (1936-1941) e no São Paulo (1942-1950).

Em 1942 teve um papel importante no ambiente político e institucional que conduziu à fusão entre o Botafogo Football Club e o Club de Regatas Botafogo, embora Augusto Frederico Schmidt, presidente do clube de remo, tenha sido alegadamente o cérebro da fusão, renovando-se a anuência do ‘Almirante’, Antônio Mendes de Oliveira Castro, revelada já em 1931.

No ano seguinte, em 1943, Carlito Rocha foi eleito presidente da Federação Metropolitana de Remo do Rio de Janeiro, tendo organizado a primeira regata noturna do mundo nesse ano, contando com cerca de 400 remadores.

De 1948 a 1951 foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, lançando-se definitivamente para a ribalta com a conquista do campeonato carioca, 13 anos depois dele próprio ter vencido a última conquista em 1935, como técnico, e sobretudo em virtude de todas as suas superstições que, na perspectiva de Carlito Rocha, foram a razão da conquista que teve, como símbolo maior das suas crendices, a ‘descoberta’ do cachorro Biriba que viria a ser a mascote e amuleto do Botafogo FR.

Daí em diante o criador da mística e da superstição botafoguense passou a ser sobretudo um símbolo do Clube, agindo na década de 1970 como opositor à ideia de vender a sede de General Severiano, cujo ato prenunciava perda de identidade do mais antigo Clube multiesportivo brasileiro, tendo até ao fim da sua vida lutado para que o Casarão fosse tombado como patrimônio do estado do Rio de Janeiro, cidade onde faleceu em 12 de março de 1981.

A comparação entre as obras de Paulo Azeredo e de Carlito Rocha apresenta poucos pontos em comum, embora sejam os dois maiores ‘craques’ dirigentes a influenciar a vida e o perfil do Clube.

Por que razão, então, apesar de Paulo Azeredo ter sido a alavanca maior do Botafogo para a concentração de uma fenomenal elite de craques em inúmeras modalidades desportivas, de múltiplos títulos multiesportivos, de enorme patrimônio acrescentado e de projeção mundial inédita, Carlito Rocha firmou-se como a figura dirigente mais celebrada pelas hostes botafoguenses?

Carlito Rocha era portador de um perfil complexo e singular: profundamente religioso, carismático, folclórico e de convicções inabaláveis. Respeitado dentro do Clube pelo seu carisma e devoção, no exterior era conhecido por homem de fé e de frases tonitruantes.

Carlito realçava a cada momento a sua religiosidade, carregando santinhos nos bolsos, distribuindo imagens aos jogadores antes das partidas e instava-os a beijar tais objetos de modo a ‘abençoar’ a equipe. Por fim conseguiu construir uma capelinha à entrada de General Severiano e cotidianamente interpretava sinais divinos e transformava esses ‘presságios’ em rituais.

Amarrar cortinas na sede para ‘amarrar’ o adversário, definir horários e rotinas rígidas, impor pequenos gestos repetitivos antes das partidas, eram elementos fundamentais que misturavam fé, psicologia e liderança.

O cachorro Biriba foi o clímax dessa mistura e virou talismã da equipe e do Clube a partir do dia em que invadiu o campo para ‘comemorar’ o 10º gol do Botafogo contra o Madureira, o que para Carlito foi um sinal premonitório que tornou a equipe invencível até ao final do campeonato carioca, o qual conquistou em 1948 sobre o poderoso Vasco da Gama, apelidado de ‘Expresso da Vitória’.

O episódio e a conquista do campeonato consolidaram o Biriba como mascote histórico e fortaleceu a narrativa mística de Carlito Rocha. Biriba não tornou a ‘ganhar’ campeonatos, mas a aura religiosa e mística de Carlito robusteceu-se – e o cachorro virou, provavelmente para sempre, a mascote do Glorioso.

Em 1957, na campanha histórica do Botafogo, que culminou na vitória sobre o Fluminense por 6x2 na final do campeonato estadual, o título afinal não se deveu ao papel de Paulo Azeredo e outros dirigentes e profissionais, mas… a uma fala de Carlito Rocha com Deus!

Qual teria sido a contribuição carlitiana para o título? – questionou Nelson Rodrigues,  tricolor derrotado dessa final, e ele próprio respondeu: “Carlito ligou o jogo ao sobrenatural, pôs Deus ao lado do Botafogo e, mais do que isso, pôs Deus contra o Fluminense”.

Mais do que meramente ‘folclórico’, Carlito Rocha influenciou definitivamente a cultura botafoguense, desde a capelinha na sede à mascote Biriba, criando uma narrativa que atravessou gerações.

Essa fama encontrou a sua consagração quando publicamente assegurou que havia “conversado com Deus” e que o título de campeão seria do Botafogo, consagrando uma união indissociável entre a superstição pagã e a religiosidade extrema que Carlito institucionalizou na identidade do Clube.

Paulo Antônio Azeredo levou o Botafogo aos títulos, ao patrimônio físico, à projeção no mundo, mas Carlos Martins da Rocha, por entre santinhos, sinais, mascote, capelinha e toda uma série de superstições, institucionalizou uma narrativa cultural que se tornou patrimônio cultural dos torcedores botafoguenses e na qual se reconhecem a si mesmos como a torcida mais supersticiosa do planeta, por obra e graça de Carlito Rocha.

Fontes: [1] Blogue Mundo Botafogo (publicações sobre Paulo Azeredo, Carlito Rocha, sortilégios e superstições). [2] Boletins Oficiais do Botafogo de Futebol e Regatas. [3] Castro, Alceu Mendes de Oliveira (1951).O Futebol no Botafogo (1904-1950). Rio de Janeiro: Gráfica Milone. [4] www.otempo.com.br.

Hugo Ibeas, o grande patrono do remo alvinegro

Crédito: botafogofrsocialolimpico.com.br por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo O Dr. Hugo Ibeas é uma das figuras históricas ligadas ...