quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Botafogo 1x0 Atlético Mineiro – ganhar fôlego

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O essencial da vitória do Botafogo sobre o Atlético Mineiro, numa temporada já perdida, foi a conquista dos três pontos para nos mantermos acima da linha de água da despromoção, porque infelizmente, em apenas dois anos, deixamos o topo do futebol sul-americano e brasileiro para lutarmos por não descer à Série B.   

Isso significa que, apesar da vitória fundamental obtida, por escasso 1x0 sobre uma equipe de reservas, estamos perante fragilidades de funcionamento da equipe.

É verdade que o Botafogo foi superior na criação das melhores oportunidades (p.e. gol de Edenilson aos 18’, Tiquinho no travessão aos 28’ e Martins na trave aos 90+3’), mas não conseguiu transformar essa superioridade num controlo consistente da partida e num placar mais confortável. A equipe venceu meritoriamente, a estrutura defensiva melhorou, mas sem a eficácia atacante desejada.

Tite surpreendeu o adversário com a utilização de Justino, Ferraresi e Marçal na zaga, proporcionando maior proteção à baliza e permitindo que Vitinho tivesse liberdade para avançar pela ala direita, tendo sido essencial na excelente jogada que proporcionou o gol de Edenilson.

Huguinho mais recuado protegeu o espaço dos zagueiros e reduziu as possibilidades de progressão interior do Atlético.

O conjunto desse esquema permitiu um maior equilíbrio defensivo, evitando simultaneamente que Gabriel Batista pudesse ser colocado muitas vezes à prova, embora aos 38’ tenha realizado uma defesa que claramente evitou o empate.

Não obstante, o esquema 3-5-2, variando para 3-1-4-2, assentou muitas vezes numa organização defensiva 5-4-1, a qual funcionou vezes demais após o gol, evidenciando um esquema concetual com densidade defensiva, mas aumentando a distância entre linhas e prejudicando ataques bem urdidos.

Tiquinho muito isolado à frente obstava a ligação entre defesa e ataque e as dificuldades na posse de bola foram evidentes. Isto é, Tite resolveu, neste caso concreto, o problema defensivo, mas não conseguiu criar um modelo integrado e harmonioso entre os três setores.

A excelente articulação coletiva que precedeu o gol de Edenílson foi muito mais ocasional do que sistemática, o que mostra que Tite ainda não conseguiu potenciar as qualidades individuais de diversos jogadores em favor de um conjunto equilibrado, intenso e eficaz.

Um dos principais problemas é que Medina apresenta dificuldades em participar na construção ofensiva e Danilo Pereira também não conseguiu estabelecer uma relação consistente com Edenílson e Tiquinho, o que significa que as combinações pelo corredor central foram escassas e as melhores ações decorreram de progressões individuais, bolas paradas e transições rápidas mal aproveitadas – em suma, escassa circulação ofensiva entre linhas e poucos movimentos coordenados.

De modo geral, a organização defensiva melhorou com três zagueiros e Huguinho na proteção; o meio campo com Medina e Danilo Pereira continua estruturalmente desequilibrado, sem soluções de criação por dentro; no ataque Tiquinho sofreu com o recuo da equipe e Matheus Martins, como habitualmente, perdeu duas ou três oportunidades decisivas para ampliar o placar, apesar da sua entrada ter dado mais velocidade e profundidade ao ataque.

Por outro lado, mantém-se a tendência para proteger vantagens mínimas demasiadamente cedo e a organização ofensiva fica aprisionada nessa tendência e na dificuldade do meio campo mediar a passagem para as zonas ofensivas de remate.

Em síntese, Tite ainda não conseguiu criar uma identidade coletiva na equipe e a nossa vitória, embora muito importante, foi sobre uma equipe reserva do Atlético. Perdemos jogos fundamentais contra adversários do Z4, vencemos o lanterna por um magro 1x0 e repetimos a dose na vitória sobre o Atlético sem muitos titulares fundamentais. Donde, Tite ainda não convenceu ninguém.

Finalmente, sublinhar que não me agrada o 3-5-2, porque julgo que não temos atualmente os atletas indicados para o efeito, o que significa que a opção de Tite não é provavelmente a mais adequada para a identidade da equipe e aparenta mais ser uma solução de recurso face às recentes atuações desastradas do setor defensivo.

Para o futuro imediato: em geral, os treinadores queixam-se da falta de tempo para treinar, mas quando o têm nem por isso as melhorias são claras; Tite tem, agora, esse tempo antes do próximo jogo e esperemos que encontre uma solução mais equilibrada e eficaz, que vença o Corinthians e assegure a manutenção.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 1x0 Atlético Mineiro

» Gols: Edenílson, aos 18’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 04.11.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 20.462 pagantes; 22.008 espectadores

» Receita: R$ 438.170,00

» Árbitro: Lucas Casagrande (PR); Assistentes: Daniella Coutinho Pinto (BA) e Thiaggo Americano Labes (SC); VAR: Douglas Schwengber da Silva (RS)

» Disciplina: cartão amarelo – Cristian Medina e Marçal (Botafogo); Tomás Pérez e Kauã Pascini (Atlético)

» Botafogo: Gabriel Batista; Justino, Ferraresi e Marçal; Vitinho, Huguinho, Edenílson (Alex Telles), Cristian Medina (Domingos Andrade) e Paulinho (Kauan Toledo); Danilo Pereira (Matheus Martins) e Tiquinho Soares (Arthur Cabral). Técnico: Tite.

» Atlético Mineiro: Everson; Preciado, Léo Duarte, Vitão (Vitor Hugo) e Kauã Pascini; Tomás Pérez (Gutte), Cissé (Gabriel Veneno), Alexsander e Gustavo Scarpa; Dudu e Cauã Soares. Técnico: Eduardo Domínguez.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Retrospecto Botafogo x Atlético Mineiro (1923-2026) – jogos, artilharias e estatísticas

Créditos: Elson Souto

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

SÍNTESE DE TODOS OS JOGOS (1923-2026)

» 119 jogos, 53 vitórias, 28 empates, 38 derrotas; saldo de gols favorável em 210-175.

1ª JOGO

Botafogo 4x2 Atlético Mineiro

» Gols: Alkindar (2), Neco e Celso (Botafogo); Zica e Alderico (Atlético)

» Competição: Amistoso

» Data: 21.10.1923

» Local: Estádio do Palestra Itália, em Belo Horizonte (MG)

» Botafogo: Clóvis, Couto e Osmar Dutra; Surica, Alfredinho e Lagreca; Jolibel, Alkindar, Celso, Neco e Claudionor.

» Atlético: Álvaro, Quetinho e Amador; Alderico, Ivo e Tavico; Morgan, Tula, Tilita, Zica e Manso.

ÚLTIMO JOGO

Botafogo 1x1 Atlético Mineiro

» Gols: Arthur Cabral, aos 89’ (Botafogo); Cassierra, aos 22’ (Atlético Mineiro)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 10.05.2026

» Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)

» Público: 33.043 espectadores

» Renda: R$ 1.731.166,89

» Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC); Assistentes: Neuza Inês Back (SP) e Henrique Neu Ribeiro (SC); VAR: Diego Pombo Lopez (BA)

» Disciplina: cartão amarelo – Alex Telles e Mateo Ponte (Botafogo)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Newton (Álvaro Montoro), Edenílson (Kadir), Cristian Medina e Danilo; Matheus Martins (Jordan Barrera) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.

» Atlético Mineiro: Everson; Natanael, Iván Román (Vitor Hugo), Júnior Alonso e Renan Lodi; Tomás Pérez, Maycon e Bernard (Alexsander); Cuello (Reinier), Alan Minda (Cissé) e Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez.

DECISÃO DA COPA LIBERTADORES 2024

Botafogo 3x1 Atlético Mineiro

Gols: Luiz Henrique, aos 35’, Alex Telles, aos 43’, e Júnior Santos, aos 96’ (Botafogo); Vargas, aos 46’ (Atlético)

» Competição: Copa Libertadores da América – Final

» Data: 30.11.2024

» Local: Estádio Mâs Monumental, Buenos Aires, Argentina

» Árbitro: Facundo Tello (Argentina); Assistentes: Ezequiel Brailovsky (Argentina) e Gabriel Chade (Argentina); VAR: Mauro Vigliano (Argentina)

» Disciplina: cartão amarelo – Battaglia, Lyanco, Fausto Vera e Hulk (Atlético); Alex Telles, Thiago Almada, Igor Jesus e Vitinho (Botafogo); cartão vermelho – Gregore (Botafogo)

» Botafogo: John; Vitinho, Alexander Barboza, Adryelson e Alex Telles (Marçal); Gregore, Marlon Freitas e Savarino (Danilo Barbosa); Luiz Henrique (Matheus Martins), Igor Jesus (Allan) e Thiago Almada (Júnior Santos). Técnico: Artur Jorge.

» Atlético Mineiro: Everson; Lyanco (Mariano), Battaglia e Junior Alonso; Gustavo Scarpa (Vargas), Fausto Vera (Bernard), Alan Franco e Guilherme Arana; Hulk, Paulinho e Deyverson (Alan Kardec). Técnico: Gabriel Milito.

Nota: No ano dourado de 2024 o Botafogo foi claramente superior ao Atlético Mineiro nos três jogos disputados: 3x0; 0x0; 3x1.

MAIOR GOLEADA DO CLÁSSICO

Botafogo 5x0 Atlético Mineiro

» Gols: Gonçalves, aos 11’, Donizete, aos 15’ e 19’, e Túlio Maravilha, aos 81’ e 89’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 12.11.1995

» Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 19.553 pagantes

» Renda: R$ 193.605,00

» Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)

» Disciplina: Paulo Roberto (Atlético) foi expulso

» Botafogo: Vágner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Guto); Leandro Ávila (Moisés), Jamir e Beto (Narciso); Túlio Maravilha, Donizete e Sergio Manoel. Técnico: Paulo Autuori.

» Atlético: Adilson; Dinho, Ronaldo Guiaro, Jorge Luís e Paulo Roberto; Carlos, Doriva e Caio (Cleiton); Euller, Ézio (Renaldo) e Leandro Tavares (Ademir). Procópio Cardoso.

MAIOR GOLEADA DO CLÁSSICO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS

Botafogo 4x0 Atlético Mineiro

» Gols: Lúcio Flávio, aos 1', Triguinho, aos 68', Carlos Alberto, 83’, e Gil, aos 89’

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Local: Estádio Olímpico João Havelange, no Rio de Janeiro (RJ)

» Data: 23.07.2008

» Arbitragem: Leonardo Gaciba da Silva (SP); Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)

» Disciplina: cartão amarelo – Triguinho, Thiaguinho e Túlio (Botafogo) e César Prates, Gedeon, Francis, Márcio Araújo, Serginho e Calisto (Atlético); cartão vermelho – César Prates e Yuri (Atlético)

» Botafogo: Castillo, Renato Silva, André Luís e Triguinho; Thiaguinho (Jorge Henrique), Túlio, Diguinho, Lúcio Flávio (Leandro Guerreiro) e Zé Carlos (Gil); Carlos Alberto e Wellington Paulista. Técnico: Ney Franco.

» Atlético: Édson, Mariano, Vinícius, Marcos e César Prates; Francis (Yuri), Serginho, Gedeon, Márcio Araújo e Renan Oliveira (Marques); Eduardo (Calisto). Técnico: Alexandre Gallo.

SÍNTESE DOS ÚLTIMOS 20 ANOS (2007-2026)

» 50 jogos, 23 vitórias, 10 empates e 17 derrotas; saldo de gols favorável em 75-57.

OS JOGOS

02.05.2007 – Botafogo 0x0 Atlético Mineiro (F) – Copa do Brasil

– Sem gols

10.05.2007 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (C) – Copa do Brasil

– Gols: Túlo Guerreiro e Lúcio Flávio

20.05.2007 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Dodô e Lúcio Flávio

26.08.2007 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Túlio Guerreiro e Lúcio Flávio

08.05.2008 – Botafogo 0x0 Atlético Mineiro (F) – Copa do Brasil

– Sem gols

14.05.2008 – Botafogo 2x0 Atlético Mineiro (C) – Copa do Brasil

– Gols: Zé Carlos e Alessandro

23.07.2008 – Botafogo 4x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Lúcio Flávio, Triguinho, Carlos Alberto e Gil

14.08.2008 – Botafogo 3x1 Atlético Mineiro (C) – Sul-americana

– Gols: Carlos Alberto (2) e Eduardo

27.08.2008 – Botafogo 5x2 Atlético Mineiro (F) – Sul-americana

– Gols: Lúcio Flávio (2), Jorge Henrique, Carlos Alberto e Leandro Almeida

02.11.2008 – Botafogo 1x2 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Carlos Alberto

05.07.2009 – Botafogo 1x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Juninho

08.10.2009 – Botafogo 3x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: André Lima, Lúcio Flávio e Reinaldo

07.08.2010 – Botafogo 3x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Maicosuel, Somália e Herrera

30.10.2010 – Botafogo 2x0 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Edno e Loco Abreu

10.08.2011 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (F) – Sul-americana

– Gols: Herrera  Maicosuel

20.08.2011 – Botafogo 3x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Felipe Menezes (2) e Elkeson

23.08.2011 – Botafogo 1x0 Atlético Mineiro (C) – Sul-americana

– Gols: Herrera

27.11.2011 – Botafogo 0x4 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

19.08.2012 – Botafogo 2x3 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Andrezinho (2)

25.11.2012 – Botafogo 2x3 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Antônio Carlos e Elkeson

07.08.2013 – Botafogo 2x2 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Elias e Lodeiro

22.08.2013 – Botafogo 4x2 Atlético Mineiro (C) – Copa do Brasil

– Gols: Lodeiro, Leonardo Silva (contra), Rafael Marques e Vitinho

28.08.2013 – Botafogo 2x2 Atlético Mineiro (F) – Copa do Brasil

– Gols: Rafael Marques e Dória

26.10.2013 – Botafogo 1x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Júlio César

07.09.2014 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

07.12.2014 – Botafogo 0x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Sem gols

30.06.2016 – Botafogo 3x5 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Sassá, Gervasio Núñez e Buno Silva

16.10.2016 – Botafogo 3x2 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Bruno Silva, Rodrigo Pimpão e Dudu Cearense

29.06.2017 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (F) – Copa do Brasil

– Sem gols

09.07.2017 – Botafogo 1x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Roger

26.07.2017 – Botafogo 3x0 Atlético Mineiro (C) – Copa do Brasil

– Gols: Joel Carli, Roger e Gilson

29.10.2017 – Botafogo 0x0 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

19.08.2018 – Botafogo 0x3 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Sem gols

01.12.2018 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

24.07.2019 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (C) – Sul-americana

– Sem gols

31.07.2019 – Botafogo 0x2 Atlético Mineiro (F) – Sul-americana

– Sem gols

08.09.2019 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Diego Souza e Alex Santana

04.12.2019 – Botafogo 0x2 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

19.08.2020 – Botafogo 2x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Luiz Fernando e Caio Alexandre

25.11.2020 – Botafogo 1x2 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Marcelo Benevenuto

17.07.2022 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Sem gols

07.11.2022 – Botafogo 2x0 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Victor Sá e Tiquinho Soares

07.05.2023 – Botafogo 2x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Victor Sá e Matheus Nascimento

16.09.2023 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

07.07.2024 – Botafogo 3x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Luiz Henrique, Cuiabano e Savarino

20.11.2024 – Botafogo 0x0 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

30.11.2024 – Botafogo 3x1 Atlético Mineiro (N) – Copa Libertadores da América

– Gols: Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos

20.04.2025 – Botafogo 0x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Sem gols

20.09.2025 – Botafogo 1x0 Atlético Mineiro (C) – Brasileirão

– Gols: Santi Rodriguez

10.05.2026 – Botafogo 1x1 Atlético Mineiro (F) – Brasileirão

– Gols: Arthur Cabral

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Treinadores e contextos (XI): três anos a caminho do desastre que consumiu treinadores na fogueira da crise

Fonte: Montagem do Mundo Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Chegou-se ao século XXI e a uma nova diretoria confrontada com um histórico da circularidade de treinadores no Botafogo em aceleração entre janeiro de 1996 e dezembro de 1999, tipo porta giratória, onde a maioria que entrava se repetia entrando, saindo e reentrando, registrando-se várias chegadas, sem contar os interinos, designadamente dos treinadores Marinho Peres, Ricardo Barreto, Jair Pereira (5ª chegada desde históricos anteriores), Joel Santana, Sebastião Rocha, Carlos Alberto Torres (2ª chegada), Gílson Nunes, Paulo Autuori (2ª chegada), Valdir Espinosa (3ª chegada), Gílson Nunes (2ª chegada), Mauro Fernandes, Carlos Alberto Torres (3ª chegada) e Antônio Clemente, cuja média de estadia por treinador foi de 112 dias!

Porém, a nova diretoria conseguiu piorar ainda mais o que parecia improvável piorar. Sem interromper a circularidade da porta giratória, o Botafogo seguiu um caminho semelhante à Seleção Brasileira, que em 2002 teve o seu ‘canto do cisne’ até à data, cuja coincidência não admira porque o Clube sempre estivera indelevelmente ligado à Seleção Brasileira e aos seus maiores sucessos. O que espanta verdadeiramente foi o Clube não conseguir, após o seu renascimento com a chegada de Emil Pinheiro em 1986, encontrar uma diretoria profissionalizada capaz de impor um programa de recuperação que certamente seus sócios apoiariam.

Em matéria de treinador o ano começou como terminou, contratando-se novamente Joel Santana (2ª chegada) três anos após a campanha de 1997, mas o elenco era outro e o Clube em deterioração acelerada. A memória afetiva foi traída pelo novo contexto e ‘Papai Joel’ não conseguiu recriar o lugar onde foi feliz nas conquistas de 1997, embora tenha durado um pouco mais do que os últimos antecessores – 260 dias.

Então, foi a vez da reentrada de Antônio Clemente (2ª chegada) e Ricardo Barreto (2ª chegada), que no conjunto duraram apenas 75 dias numa espécie de lista informal com treinadores de emergência, não se conseguindo sedimentar uma cultura técnica e menos ainda uma linhagem técnica em aprendizagem crescente – cada treinador chegava, mexia aqui e ali com pouco critério e tudo recomeçava novamente do zero.

Então o Botafogo foi buscar Sebastião Lazaroni, dono do estatuto de ex-selecionador brasileiro em uma Copa do Mundo. O nome era ‘grande’, mas na prática o Clube não oferecia condições equivalentes ao currículo do treinador. A equipe não engrenou e a experiência de Lazaroni só por si esbarrou na falta de estruturas. Durou 135 dias.

Sebastião Lazaroni. Fonte: Divulgação.

Recorreu-se, então, novamente à porta giratória: em abril de 2001 Dé Aranha estava de regresso. No entanto, certos resultados não se compadecem dos treinadores e 68 dias depois Dé foi demitido após um acontecimento que se pode classificar de institucional e que, apesar de ser claramente fruto da instabilidade e da crise técnica e financeira, foi decisivo para o desenlace: o Vasco da Gama goleou o Botafogo por 7x0!

E para não quebrar a ‘tradição’ da circularidade, eis que Paulo Autuori regressou (3ª chegada) em julho de 2021 e pediu a demissão em outubro, apenas 40 dias depois, após o sétimo jogo seguido em vencer, comprovando que o mesmo treinador em contextos diferentes tanto pode ser parte integrante da glória como da impotência.

Quem se manteve igual foi o Botafogo, insistindo na porta giratória: Abel Braga (2ª chegada) assegurou a circularidade – chegara pela 1ª vez em 1985 – em outubro de 2001. Chegou para impor autoridade e exigir disciplina e desempenho. A imprensa anunciava “Abel assume Fogão e os incomodados que se mudem”, em claro aviso aos jogadores, mas o campeonato carioca foi decepcionante após uma derrota para o America, acentuando a pressão da torcida e minando o ambiente interno.

Todavia, Braga enfrentava um problema maior fora das quatro linhas: exigia reforços para a temporada de 2002 e a diretoria era totalmente impotente para cumprir fosse o que fosse. Em julho, após 266 dias, o treinador entregou o cargo. Tratava-se do início do descalabro final da crise independentemente da diversidade do treinador em 2002.

Não obstante a circularidade de treinadores não ter oferecido nenhum resultado positivo, a estratégia continuou, alternando-se treinadores antigos com treinadores na sua 1ª chegada e ainda de comandos ocasionais, como foram os de Zagalinho (filho de Mário Zagalo) e Dé Aranha, que comandaram equipes B substituindo a equipe principal, e ainda Leomir de Souza, interino por dois jogos.

Como treinador principal Arthur Bernardes sucedeu a Abel Braga em julho com a missão de preparar a equipe para o Brasileirão e recuperar a confiança do plantel, mas a diretoria não cumpriu nenhuma das promessas. Foi prometido, entre outros aspectos, a contratação de Romário e de Petkovic, mas a pusilanimidade da diretoria era impressionante: Romário acabou representando o Fluminense e Petkovic o Vasco.

Abel Braga. Fonte: Divulgação.

Sem tempo nem meios, Bernardes não conseguiu vencer os quatro primeiros jogos e profundamente desagradado apresentou a demissão ao fim de 44 dias, revelando as contradições e a pusilanimidade da diretoria que somente conseguiu agravar a crise.

E quem regressa?... Exatamente o predecessor de Arthur Bernardes: Abel Braga em sua 3ª chegada, numa situação absolutamente paradoxal, já que se demitira por falta de reforços e nenhum reforço havia chegado. Obviamente que Braga não conseguiu resolver coisa alguma numa crise que arrastava todos para um desenlace trágico e saiu após 29 dias, deixando o Botafogo com 11 pontos em 12 jogos e 6 jogos sem vencer.

Foi nessas circunstâncias que Ivo Wortmann chegou ao Botafogo. Pretendia-se alternativamente um futebol baseado na força, mas sem tempo útil para os jogadores se aclimatarem e assimilarem um modelo novo com os mesmos atletas. A equipe ainda alcançou algumas vitórias, mas a consistência coletiva não se mostrou suficiente, enquanto as rodadas encurtavam e a equipe não conseguia descolar da despromoção.

Quarenta e seis dias após a sua Chegada Wortmann pediu a demissão, e em desespero total a diretoria agarrou-se ao derradeiro protagonista da circularidade que caracterizava as escolhas de treinadores: Carlos Alberto Torres regressou, sacrificando-se pelo Botafogo, do qual – afirmou mais tarde um familiar – era sócio, mas tinha apenas três jogos par salvar o Clube da despromoção.

A esperança renasceu com a vitória sobre o Corinthians no Maracanã, mas a derrota para o Guarani, em Campinas, tornou tudo mais difícil, ocorrendo o desfecho final no dia 17 de novembro de 2002 com a despromoção do Botafogo para a Série B do Brasileirão, em pleno Caio Martins.

Tendo em consideração esta série dedicada aos percursos, às glórias e aos revezes da profissão de treinador, revelou-se uma imagem que, além da trágica 1ª descida de divisão do Glorioso futebol botafoguense, símbolo do futebol-arte brasileiro, evidencia bem a ingrata função de treinador de futebol: Carlos Alberto Torres, o capitão da Seleção do Brasil campeã mundial de 1970, símbolo de triunfo e grandeza, associou-se, por sacrifício e solidariedade, a um dos episódios mais dramáticos do Botafogo de Garrincha, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagallo, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo Cézar Caju, entre outros grandes craques do eterno Glorioso da Estrela Solitária.

Fontes principais da série: br.bolavip.com; brasil.elpais.com; jbemfolhas.com.br; jornalggn.com.br; mundobotafogo.blogspot.com; museudapessoa.org; operamundi.uol.com.br; pesquisaescolar.fundaj.gov.br; pt.wikipedia.org; www.uol.com.br; https://sopanomel.blogspot.com; terceirotempo.uol.com.br; tnonline.uol.com.br; www.campeoesdofutebol.com.br; www.correiobraziliense.com.br; www.jb.com.br; www.museudapelada.com; www1.folha.uol.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Botafogo inédito campeão de sectorball por equipes

Fonte: FEFUMERJ.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo, com base em CLAUDIO PINHO | Presidente da FEFUMERJ

O Botafogo conquistou o inédito título de Campeão Estadual de Equipes da regra Sectorball, competição organizada pela Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ), que decorreu no Departamento de Futebol de Mesa do Olaria Atlético Clube, no dia 31 de outubro de 2026.

A competição teve a participação do Bangu AC, Botafogo FR, Grajaú TC, Olaria AC e CR Vasco da Gama, e o Botafogo alinhou com Halisson Carneiro, Márcio Leal e Robson Marfa – os campeões.

O campeonato decorreu no sistema de pontos corridos e foi intensamente disputado até à última rodada, sobretudo entre Botafogo e Olaria, levando a melhor o Glorioso. O undecacampeão Vasco da Gama esteve arredado dos primeiros lugares e o Bangu completou o pódio na terceira posição.

Nota de destaque para Robson Marfa que neste ano inédito e fantástico da sua carreira de botonista alcançou o 12º título de 2026, vencendo competições nacionais e estaduais, individuais e em equipe, e em diversas regras de futebol de mesa.

Fonte: Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ).

Botafogo 1x0 Atlético Mineiro – ganhar fôlego

Crédito: Vitor Silva | Botafogo. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo O essencial da vitória do Botafogo sobre o Atlético Mineiro, n...