segunda-feira, 23 de março de 2026

Botafogo x Seleções Nacionais Estrangeiras (década 1990)

Botafogo 2x1 Coreia do Sul (1995). Crédito: Wikipédia – Escudo e Brasão.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Esta publicação é a última da série e apresenta os seguintes elementos: (a) súmulas-síntese de jogos contra Seleções Nacionais Estrangeiras na década de 1990; (b) síntese estatística de jogos na década de 1990; (c) síntese estatística geral de todas as décadas publicadas (1910-1990).

Botafogo 1x2 Guiana Francesa

» Gols: Toninho (Botafogo)

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 19.06.1993

» Local: Caiena, Guiana Francesa

» Botafogo:

Botafogo 0x0 Coreia do Sul (Seleção Olímpica)

» Gols: –

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 05.05.1995

» Local: Seul, Coreia do Sul

Botafogo 2x1 Coreia do Sul

» Gols:

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 07.05.1995

» Local: Seul, Coreia do Sul

Botafogo 2x1 Vietnam

» Gols: Tico Mineiro e Wilson Goiano (Botafogo)

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 24.05.1998

» Local: Estádio Hàng Dây, em Hanói, Vietnam

Botafogo 1x1 Jamaica

» Gols: Bebeto (Botafogo)

» Competição: Amistoso Internacional

» Data: 18.11.1998

» Local: National Stadium (Independende Park), em Kingston, Jamaica

SÍNTESE:

5 jogos; 2 vitórias, 2 empates e 1 derrota; saldo de gols nulo 6-5.

Coreia do Sul, 1 vitória e 1 empate; Guiana Francesa, 1 derrota; Jamaica, 1 empate; Vietnam, 1 vitória.

SÍNTESE GERAL (décadas 1910 a 1990):

52 jogos; 26 vitórias, 11 empate e 15 derrotas; saldo de gols favorável em 102-53.

POR PAÍSES E TERRITÓRIOS (32):

América (Estados Unidos da), 1 vitória; Antilhas Holandesas, 1 derrota; Argélia, 1 empate; Argentina, 1 vitória, 1 derrota; Aruba, 2 vitórias; Áustria, 1 derrota; Camarões, 1 vitória, 1 empate; Chile, 1 vitória e 2 derrotas; Congo, 1 empate; Coreia do Sul, 1 vitória e 1 empate; Costa do Marfim, 1 vitória, 1 derrota; Costa Rica, 1 empate; Cuba, 2 vitórias; Curaçau, 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota; El Salvador, 1 vitória; Equador, 1 empate; Finlândia, 1 derrota; Holanda, 1 vitória; Guiana Francesa, 1 derrota; Jamaica, 1 empate; Japão, 1 vitória; Kuwait, 1 empate; Mali, 1 derrota; México, 6 vitórias, 2 empates, 1 derrota; Portugal, 1 derrota; Romênia, 1 derrota; Síria, 1 derrota; Tchecoslováquia, 1 vitória; União Soviética, 1 vitória; Uruguai, 1 derrota; Venezuela, 1 vitória; Vietnam, 1 vitória.

POR CONTINENTES E SUBCONTINENTES:

África (Argélia, Camarões, Congo, Costa do Marfim, Mali): 2 vitórias, 3 empates, 2 derrotas.

América Central (Costa Rica, Cuba, El Salvador): 3 vitórias, 1 empate, 0 derrotas.

América do Norte (América (E. U. da), Jamaica, Martinica, México,): 7 vitórias, 3 empates, 2 derrotas.

América do Sul (Antilhas Holandesas, Argentina, Aruba, Chile, Curaçau, Equador, Guiana Francesa, Uruguai, Venezuela): 8 vitórias, 2 empates, 7 derrotas.

Ásia (Coreia do Sul, Japão, Kuwait, Síria, Vietnam): 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota.

Europa (Áustria, Finlândia, Holanda, Portugal, Romênia, Tchecoslováquia, União Soviética): 3 vitórias, 0 empates, 4 derrotas.

NOTAS FINAIS:

Maior vantagem na América do Norte; maior (e única) desvantagem na Europa.

Maior goleada a favor: 11x0 contra a Venezuela em 1950; maior (e única) goleada contra: 1x4 contra o Chile em 1982.

Botafogo vence série prata do Rio-São Paulo de botão

Crédito: Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ)

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

O Botafogo de Futebol e Regatas venceu o VI Torneio Rio-São Paulo, Série Prata, de futebol de mesa, que se realizou na sede do Canindé-Cifac, no Sport Clube Corinthians Paulista, no dia 14 de março de 2026.

Foram classificados para as semifinais da série Prata os clubes colocados em 5ª e 6ª posições dos grupos A e B – Maria Zélia, Botafogo, CEPE 2004 e Círculo Militar. Eis os resultados do Botafogo:

SEMIFINAL

Botafogo 3x1 CEPE 2004

FINAL

Botafogo 2x0 Maria Zélia.

Fonte: https://www.fefumerj.com.br/america-latino-e-arthur-kruger-campeoes-no-vi-rio-sao-paulo-da-regra-dadinho/

domingo, 22 de março de 2026

Botafogo 2x1 Bragantino - goleiro salvador, artilharia da defesa

O homem do jogo. Crédito:

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Falando com sinceridade, este jogo valeu apenas pelos três pontos conquistados e pela exibição de Raul, embora neste caso, apesar de ter sido o melhor em campo, ainda precisa convencer através de uma sequência de jogos com diferentes equipes, e não apenas diante de uma equipe que juntamente com o Internacional tem o pior ataque e os seus atletas – tal como os nossos – são exímios em pecar na definição para gol.

À boa maneira de Anselmi tivemos uma equipe teoricamente agressiva no ataque e o primeiro sinal foi entusiasmante: Joaquín Correa entrou na grande área pela ala esquerda, após um bom passe de Montoro, e quando se preparava para rematar foi derrubado. Como habitualmente o árbitro não assinalou coisa alguma, mas desta vez o VAR chamou-o para visionar o lance e então assinalou o pênalti – validado cinco minutos depois de ter ocorrido.

Alex Telles cobrou o penâlti novamente como mandam as regras – goleiro para um lado, bola para o outro. Com quem é que este homem aprendeu a cobrar pênaltis com tanta eficácia?

Botafogo 1x0 no primeiro lance perigoso, mas o placar rapidamente se mostrou enganador com o Bragantino tomando as rédeas do jogo numa correria à moda do fraco Mancini. No entanto, funcionou.

Com três meias ofensivos e com Danilo a volante, sabendo-se que marca mal os adversários, o sistema defensivo mostrou-se novamente permeável logo que o Bragantino reagiu.

Aos 11’ Raul defendeu no susto um cabeceio de Lucas Barbosa completamente livre à boca da baliza após um cruzamento da esquerda – que foi por onde o Bragantino quase sempre atacou, sabendo das deficiências defensivas nessa ala; aos 13’30” a defesa alvinegra escancarou a entrada da área e valeu novamente Raul, que espalmou para escanteio um tiraço do Bragantino; e à terceira foi de vez à custa da peneira defensiva do Botafogo que deixou novamente Lucas Barbosa totalmente isolado frente a frente a Raul, tocando facilmente para um canto e empatando a partida apenas sete minutos após a abertura do placar.

Daí em diante o Botafogo teve um único lampejo na 1ª parte do jogo – Álvaro Montoro disparou um remate de surpresa aos 18’ e a bola embateu na base do poste da baliza.

O Bragantino continuou a correria, os passes perdidos por ambos os lados imperavam e a defesa alvinegra parecia a confusão da Torre de Babel, marcando mal, perdendo as segundas bolas e dando todas as chances para o Bragantino virar o resultado – e virou logo aos 21’. Um contra-ataque rápido, a defesa muito alta mostrou-se uma vez mais desprevenida e a virada de placar aconteceu, com os gols convertidos em espaços de 7 em 7 minutos.

E só mesmo a sorte nos salvou: o VAR considerou que um atleta do Bragantino barrou Alex Telles, impedindo-o de correr atrás do atleta que recebeu a bola e o gol foi anulado.

Com as marcações do Botafogo continuando a deixar o Bragantino livre no ataque, aos 25’ foi novamente Raul que saiu à bola e in extremis salvou-nos da virada do Bragantino.

A toada de jogo manteve-se com a frágil defesa do Botafogo disputando com o frágil ataque do Bragantino quem conseguia errar mais, bem como se constatou, por demais evidente, a inoperância de Matheus Martins (boa oportunidade desperdiçada já nos acréscimos) e do regressado Júnior Santos – e assim se foi chegando ao intervalo de um jogo tecnicamente muito devedor.

As substituições ao intervalo (Vitinho e Villalba) e posteriormente a entrada de Allan melhoraram o meio-campo e o confronto entre as duas equipes tendeu para o equilíbrio. Todavia, foi um equilíbrio qualitativamente pouco interessante, e somente aos 70’ aconteceu algo realmente relevante – o gol do Botafogo em jogada já clássica da equipe.

O Botafogo ganhou um escanteio, Danilo cobrou e Alexander Barboza cabeceou à medida para desempatar e estabelecer o placar final. Botafogo 2x1.

A partir daí, e especialmente nos últimos minutos, o Bragantino criou duas chances na defesa-peneira do Botafogo que deixou novamente os atacantes sem marcação, as quais só Raul conseguiu resolver novamente com presença de espírito em duas grandes defesas aos 88’ e 91’.

Finalmente, aos 94’, Correa desperdiçou escandalosamente um gol em que bastava um toque subtil para desviar a bola do goleiro, em vez de a ter conduzido até à figura de Cleiton.

Será que os atacantes e meias ofensivos não fazem revisão dos jogos para corrigirem as deficiências notórias do último passe e do remate final?

Em suma, uma defesa peneira em que Raul salvou o Botafogo da derrota pelo menos em cinco ocasiões e o ataque do Botafogo se mostrou novamente inoperante mesmo perante uma escalação muito ofensiva que desequilibra a defesa, necessitando mais uma vez que fossem os defensores a marcar os gols que os atacantes não conseguem / não sabem fazer.

Esta vitória não pode encobrir o essencial: a equipe permanece sem fio de jogo, superiormente desorganizada na defesa e inferiormente produtiva no ataque.

Se nem contra o modesto Bragantino Martín Amselmi consegue estabelecer um fio de jogo coerente, equilibrado e persistente, urge a sua saída e a contratação de um treinador com provas dadas que assegure, à partida, uma nova esperança, porque a equipe dispõe de jogadores com valor suficiente para fazerem muito melhor com um treinador que seja capaz de montar uma identidade coletiva consistente e imprimir uma dinâmica de jogo baseada nas características do jogadores – sem improvisos nem obsessões em esquemas táticos desajustados à realidade do plantel.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 2x1 Bragantino

» Gols: Alex Telles, aos  7’ (pen.), e Alexander Barboza, aos 70’ (Botafogo); Lucas Barbosa, aos 14’ (Bragantino)

» Competição: Campeonato Brasileiro

» Data: 21.03.2026

» Local: Estádio Cícero de Souza Marques, em São Paulo (SP)

» Árbitro: Lucas Casagrande (PR); Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Andrey Luiz de Freitas (PR); VAR: Daniel Nobre Bins (RS)

» Disciplina: cartão amarelo – Santi Rodríguez, Matheus Martins e Edenílson (Botafogo) e Juninho Capixaba e Alix Vinícius (Bragantino)

» Botafogo: Raul; Mateo Ponte, Ferraresi (Justino), Alexander Barboza e Alex Telles (Vitinho); Danilo, Santi Rodríguez (Allan), Álvaro Montoro e Matheus Martins (Edenílson); Joaquín Correa e Júnior Santos (Lucas Villalba). Técnico: Martín Anselmi.

» Bragantino: Cleiton; Andrés Hurtado, Alix Vinícius, Gustavo Marques e Juninho Capixaba; Gabriel (Davi Gomes), Matheus Fernandes (Nacho Sosa) e Rodriguinho (Gustavinho); Lucas Barbosa, Eduardo Sasha (Pitta) e Henry Mosquera (José Herrera). Técnico: Vagner Mancini.

Voz de Rafael – as mentiras de Textor

«Ele é uma pessoa divertida e tal, só que, assim, ele mente demais, cara. Conta muita história, vai por mim. Ele mesmo acredita na própria mentira. Em coletivo, a gente pega ele mentindo toda hora.»

«Aí vai cansando. Ninguém aguenta o cara ficar mentindo o tempo todo pra tu. Você fica assim: 'não é possível'.»

«Ele tem um bom coração, é uma pessoa boa, tenta ajudar. Mas o problema é que ele é mentiroso. Ele tem ‘tesão’ em mentir.»

– Rafael (Pereira da Silva), ex-lateral-direito botafoguense, in Lance!

«Coitado do mentiroso / Mente uma vez, mente sempre

Mesmo que fale verdade / Todos lhe dizem que mente»

– António Aleixo, poeta popular português, in Este Livro que Vos Deixo.

O resultado é simples: estabelece-se uma correlação invariavelmente forte que determina que à medida que a confiança diminui o descrédito aumenta, gerando insegurança e riscos elevados.

Fontes: https://www.lance.com.br/fora-de-campo/campeao-brasileiro-pelo-botafogo-dispara-contra-textor-mentiroso.html; “Este Livro que Vos Deixo”, de António Aleixo, poeta popular português.

Botafogo x Seleções Nacionais Estrangeiras (década 1990)

Botafogo 2x1 Coreia do Sul (1995). Crédito: Wikipédia – Escudo e Brasão. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Esta publicação é a úl...