sábado, 10 de janeiro de 2026

Interesses desportivos versus comerciais: o caso dos treinadores

Crédito: Thiago Ribeiro / AGIF.

por RUI FARIA, treinador de futebol, ex-Adjunto de José Mourinho no Manchester United. In Instagram @ruifaria_rf

«A great club’ philosophy used to be about silverware. Coaches were hired for their winning streaks in order to achieve for the club objectives. Today, coaches are often hired according to their willingness to accept a club’s business plan.

Coaches are led to believe they’re at the helm of a sports project in which they can manage their own decision-making while influencing different departments in order to achieve sporting success.

The club’s business plan, however is essential about numbers – with each department set up too achieve its own objectives, contesting any coaching decision that could hinder its own targets – regardless f on-field results.

A winning football team is more than the sum of departmental parts and the setting of department-by-department objectives often comes at the cost of points and silverware won.

Yet the coach still remains the face f an unsuccessful project – even when their power is reduced to almost nothing!»

Versão traduzida para português (do Brasil) com a versão gratuita do tradutor DeepL.com:

«A filosofia de um grande clube costumava girar em torno dos troféus. Os treinadores eram contratados por suas sequências de vitórias, a fim de alcançar os objetivos do clube. Hoje, os treinadores são frequentemente contratados de acordo com sua disposição em aceitar o plano de negócios do clube.

Os treinadores são levados a acreditar que estão no comando de um projeto esportivo no qual podem gerenciar suas próprias decisões e influenciar diferentes departamentos para alcançar o sucesso esportivo.

No entanto, o plano de negócios do clube é essencialmente baseado em números — cada departamento é criado para atingir os seus próprios objetivos, contestando qualquer decisão do treinador que possa prejudicar as suas metas — independentemente dos resultados em campo.

Uma equipa de futebol vencedora é mais do que a soma das partes departamentais e a definição de objetivos departamento a departamento muitas vezes tem como custo a perda de pontos e troféus conquistados.

No entanto, o treinador continua a ser o rosto de um projeto mal sucedido – mesmo quando o seu poder é reduzido a quase nada!»

Questão: haverá alguma semelhança entre o texto e certas ocorrências na SAF Botafogo em 2025?...

Jefferson, elegância de um goleiro

O gesto que dispensa palavras. Reprodução / Internet.

Loco Abreu será sempre lembrado com alegria pela sua personalidade, gols e, sobretudo, pela ‘cavadinha’ que colocou o Botafogo em vantagem na final do Campeonato Carioca de 2010. Porém, foi Jefferson que, alguns minutos depois, lacrou o placar final ao defender uma penalidade máxima de Adriano ‘Imperador’, assegurando o título para o Glorioso e evitando, uma vez mais, a possibilidade de um inédito tetracampeonato carioca do Flamengo.

Pênaltis defendidos contra Argentina / Lionel Messi e Flamengo / Adriano ‘Imperador’ e comemorando a conquista da Copa das Confederações pelo Brasil. Reprodução e Montagem do Mundo Botafogo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O futebol perdeu o encanto…

Final da Copa do Mundo de 1962 / Reprodução.

por TOSTÃO | Coluna do Tostão | A Tarde

Os anos 50, 60 e 70 foram períodos de encantamento com o futebol por causa dos grandes craques, times e da maneira lúdica e ofensiva de jogar.

Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Real Madrid de Di Stéfano, o Benfica de Eusébio, e as seleções da Holanda de 1974 e do Brasil de 1958, 1962 e 1970 fascinaram o mundo da bola.

Após a derrota da excepcional Seleção Brasileira de 1982, repleta de craques, e com a ascensão da ciência esportiva, houve uma enorme valorização da estratégia de jogo, da disciplina tática e do pragmatismo.

Durante as décadas de 80 e 90, o futebol ficou mais defensivo, feio e chato, mesmo com muitos craques.

O escritor uruguaio Eduardo Galeano sintetizou o momento ao dizer:

“O futebol é uma triste viagem do prazer ao dever.”

O BRILHO QUE SOBREVIVEU EM MEIO AO TÉDIO

Durante a Copa de 2002, vencida pelo Brasil, jornalistas alemães afirmaram que a seleção da Alemanha era a pior da história — ainda assim, foi vice-campeã.

O Brasil, mesmo preso à velha estratégia, venceu graças ao talento de Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.

Após o Mundial, cresceu o consenso de que o futebol precisava voltar a encantar.

Barcelona de Guardiola, com Xavi, Iniesta, Busquets, Ronaldinho e Messi, revolucionou o futebol mundial com um estilo bonito e eficiente, baseado em toques rápidos e coletividade.

DA HOLANDA À ESPANHA: A REINVENÇÃO DO JOGO

Guardiola se inspirou em Johan Cruyff, que havia sido técnico e jogador do Barcelona, influenciado por Rinus Michels, criador da “Laranja Mecânica” de 1974.

Espanha, seguindo esse modelo, encantou o mundo e foi campeã mundial em 2010 bicampeã europeia em 2008 e 2012.

A partir daí, a maioria das seleções europeias adotou o estilo espanhol, mantendo suas particularidades nacionais.

O BRASIL FICOU PARA TRÁS

Nos últimos anos, o futebol mundial tornou-se intenso, compacto e veloz, alternando trocas curtas de passes com transições rápidas da defesa ao ataque.

Enquanto isso, o futebol brasileiro estagnou, incapaz de acompanhar a evolução — uma das razões da perda dos últimos cinco títulos mundiais (2006 a 2022).

Há sinais de mudança, mas o atraso técnico e estrutural ainda pesa.

O técnico Leonardo Jardim, do Cruzeiro, merece elogios pelas críticas aos gramados ruins, à arbitragem deficiente e ao calendário insano — pontos também denunciados há anos por Abel Ferreira.

má formação dos árbitros e o comportamento belicoso dos jogadores tornaram o espetáculo menos nobre.

A falta de orientação técnica e disciplinar é generalizada.

O FUTURO PRECISA SER CONSTRUÍDO

Temo que, no futuro, a história conte que existiu um país chamado Brasil, o país do futebol, que teve um rei chamado Pelé, muitos craques e um estilo bonito e fascinante.

O mundo parava para ver o Brasil jogar.

Hoje, por incompetência e desorganização, o futebol brasileiro se tornou igual ou inferior aos demais.

futuro não é destino — é construção.

Fonte: https://atarde.com.br/colunistas/coluna-do-tostao/o-futebol-perdeu-o-encanto-e-precisa-reencontrar-sua-alma-1366272

Luiz Henrique, 2024

Fonte: X / @fotosdobotafogo

«Gol em final, gol em semifinal, gol em oitavas, gol em todos os clássicos, foi Rei da América, Melhor jogador do Brasileirão e protagonista das nossas memórias mais catárticas e eternas.» – in X / @fotosdobotafogo

Interesses desportivos versus comerciais: o caso dos treinadores

Crédito: Thiago Ribeiro / AGIF. por RUI FARIA, treinador de futebol, ex-Adjunto de José Mourinho no Manchester United. In Instagram @ruifa...