Um tributo a um grande botafoguense que revolucionou o voleibol brasileiro
Obra: Bebeto de Freitas: o que eu vivi
Autor:
Rafael Valesi
Editora: 7
Letras
Preço: R$
52,65
SINOPSE
A obra, de
256 páginas e que conta com prefácio de Alexandre Kalil e um texto
especialmente escrito pelo treinador Jorge Barros, tinha como propósito inicial
retratar as memórias e as reflexões de Bebeto. Porém, Bebeto de Freitas: o que
eu vivi também tornou-se uma homenagem póstuma a um dos grandes nomes da
história do esporte nacional e do voleibol mundial. Em vida, Bebeto viu o livro
nascer. Além das entrevistas concedidas entre novembro e dezembro de 2017 ao
jornalista Rafael Valesi - com quem começou a escrever o livro a quatro mãos -,
ele ainda teve tempo para ler e aprovar alguns trechos iniciais. Após seu
falecimento, com o projeto em andamento, decidiu-se por manter o estilo do
texto, em primeira pessoa. Afinal, não havia melhor pessoa para contar a
história de Bebeto de Freitas do que ele mesmo. Uma trajetória rica e bela, por
sinal, sempre com o esporte como linha condutora.
Bebeto de
Freitas: o que eu vivi conta, pelas próprias palavras do biografado, suas
inúmeras faces. No Brasil, Bebeto ganhou projeção por ser o treinador da
chamada Geração de Prata, a seleção brasileira que conquistou a primeira
medalha olímpica do voleibol brasileiro, nos Jogos de Los Angeles em 1984. Mas
sua vida pessoal e profissional foi muito além disso. Bebeto também foi
sobrinho de João Saldanha, primo de Heleno de Freitas, levantador do Botafogo e
do Brasil em duas edições dos Jogos Olímpicos, campeão mundial pela Itália,
membro do Hall da Fama do voleibol, presidente do seu clube do coração e
diretor do Atlético Mineiro, entre outras coisas.
Uma das maiores
preocupações de Bebeto era que a obra não fosse um mero passatempo, mas que
também provocasse uma reflexão em seus leitores, especialmente sobre a maneira
como o esporte é negligenciado por dirigentes e autoridades públicas no Brasil.
Em uma de suas últimas análises sobre o desporto nacional, Bebeto apresenta
eventuais soluções para que o país incorpore de vez o hábito de praticar
atividades físicas. Apesar das inúmeras conquistas, Bebeto de Freitas gostava
de ser reconhecido desta maneira, como um lutador pelo esporte, um Dom Quixote
das quadras brasileiras.
4 comentários:
A honestidade do Bebeto custou cara na luta contra a hipocrisia que impera no esporte brasileiro, ou seja, aqui o crime compensa e a honestidade é vista com o um empecilho. Abs e SB!
Exatamente, Sergio. E note-se que na Federação alguém disse: enquanto Bebeto for presidente o Botafogo nunca será campeão. E não foi. Rodeado de inimigos por todo o lado acabou saindo mal com tanta pressão que lhe fizeram. Foi o único presidente do Botafogo que conheci ser capaz e travar os oportunistas e a oligarquia medonha que ainda impera no casarão.
Abraços Gloriosos.
Ruy, eu ouvi aqui em Petrópolis de viva voz de um dirigente do Serrano que falou exatamente isso. Ele falou que o Bebeto era persona non grata tanto na federação carioca quanto na cbf, e falou que enquanto o Bebeto fosse presidente do Botafogo ele não ganharia nada, o que explica os erros absurdos cometidos contra o Botafogo depois de 2006. Nem sei como o Botafogo conquistou o carioca de 2006. Os erros de arbitragem comprovam de fato a perseguição ao clube e em especial ao dirigente Bebeto. Aliás, perseguição ao clube, como dizia o saudoso JIM, começou em 1907. Abs e SB!
O título de 2006 foi um acaso, e numa final contra uma equipe frágil. Foi aí que os dirigentes federativos juraram quase morte ao Botafogo. Fomos roubados descaradamnte no Brasileirão, na Copa do Brasil e no Estadual nos anos seguintes.
Abraços gloriosos.
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