terça-feira, 29 de outubro de 2019

Livro 85: 'Bebeto de Freitas: o que eu vivi'

Um tributo a um grande botafoguense que revolucionou o voleibol brasileiro

Obra: Bebeto de Freitas: o que eu vivi
Autor: Rafael Valesi
Editora: 7 Letras
Preço: R$ 52,65

SINOPSE

A obra, de 256 páginas e que conta com prefácio de Alexandre Kalil e um texto especialmente escrito pelo treinador Jorge Barros, tinha como propósito inicial retratar as memórias e as reflexões de Bebeto. Porém, Bebeto de Freitas: o que eu vivi também tornou-se uma homenagem póstuma a um dos grandes nomes da história do esporte nacional e do voleibol mundial. Em vida, Bebeto viu o livro nascer. Além das entrevistas concedidas entre novembro e dezembro de 2017 ao jornalista Rafael Valesi - com quem começou a escrever o livro a quatro mãos -, ele ainda teve tempo para ler e aprovar alguns trechos iniciais. Após seu falecimento, com o projeto em andamento, decidiu-se por manter o estilo do texto, em primeira pessoa. Afinal, não havia melhor pessoa para contar a história de Bebeto de Freitas do que ele mesmo. Uma trajetória rica e bela, por sinal, sempre com o esporte como linha condutora.

Bebeto de Freitas: o que eu vivi conta, pelas próprias palavras do biografado, suas inúmeras faces. No Brasil, Bebeto ganhou projeção por ser o treinador da chamada Geração de Prata, a seleção brasileira que conquistou a primeira medalha olímpica do voleibol brasileiro, nos Jogos de Los Angeles em 1984. Mas sua vida pessoal e profissional foi muito além disso. Bebeto também foi sobrinho de João Saldanha, primo de Heleno de Freitas, levantador do Botafogo e do Brasil em duas edições dos Jogos Olímpicos, campeão mundial pela Itália, membro do Hall da Fama do voleibol, presidente do seu clube do coração e diretor do Atlético Mineiro, entre outras coisas.

Uma das maiores preocupações de Bebeto era que a obra não fosse um mero passatempo, mas que também provocasse uma reflexão em seus leitores, especialmente sobre a maneira como o esporte é negligenciado por dirigentes e autoridades públicas no Brasil. Em uma de suas últimas análises sobre o desporto nacional, Bebeto apresenta eventuais soluções para que o país incorpore de vez o hábito de praticar atividades físicas. Apesar das inúmeras conquistas, Bebeto de Freitas gostava de ser reconhecido desta maneira, como um lutador pelo esporte, um Dom Quixote das quadras brasileiras.

4 comentários:

Sergio disse...

A honestidade do Bebeto custou cara na luta contra a hipocrisia que impera no esporte brasileiro, ou seja, aqui o crime compensa e a honestidade é vista com o um empecilho. Abs e SB!

Ruy Moura disse...

Exatamente, Sergio. E note-se que na Federação alguém disse: enquanto Bebeto for presidente o Botafogo nunca será campeão. E não foi. Rodeado de inimigos por todo o lado acabou saindo mal com tanta pressão que lhe fizeram. Foi o único presidente do Botafogo que conheci ser capaz e travar os oportunistas e a oligarquia medonha que ainda impera no casarão.

Abraços Gloriosos.

Sergio disse...

Ruy, eu ouvi aqui em Petrópolis de viva voz de um dirigente do Serrano que falou exatamente isso. Ele falou que o Bebeto era persona non grata tanto na federação carioca quanto na cbf, e falou que enquanto o Bebeto fosse presidente do Botafogo ele não ganharia nada, o que explica os erros absurdos cometidos contra o Botafogo depois de 2006. Nem sei como o Botafogo conquistou o carioca de 2006. Os erros de arbitragem comprovam de fato a perseguição ao clube e em especial ao dirigente Bebeto. Aliás, perseguição ao clube, como dizia o saudoso JIM, começou em 1907. Abs e SB!

Ruy Moura disse...

O título de 2006 foi um acaso, e numa final contra uma equipe frágil. Foi aí que os dirigentes federativos juraram quase morte ao Botafogo. Fomos roubados descaradamnte no Brasileirão, na Copa do Brasil e no Estadual nos anos seguintes.

Abraços gloriosos.

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