terça-feira, 7 de abril de 2020

Palacete centenário em Botafogo é novo centro cultural do Rio

Restaurado, abrigará artes, gastronomia e laboratório. Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

por MARIO TOLEDO
Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro

Botafogo é um bairro na zona sul do Rio de Janeiro que procura preservar seus casarões antigos. É lá que ficam construções onde funcionam atrações culturais como a Casa de Rui Barbosa, os museus do Índio e Villa Lobos e o Palácio do Catete. E ainda o Palácio da Cidade, sede da prefeitura da cidade. A eles se junta, a partir de hoje [03.08.2018], a Casa Firjan, uma área de 10 mil metros quadrados onde estão um palacete e duas casas geminadas, todos de 1906, e que fazem parte do patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro.

“É uma ruptura. É preciso ter essa conversa com a sociedade. E o Rio de Janeiro conversa com o Brasil”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, sobre o novo empreendimento.

A conversa com a sociedade é proposta no modelo do complexo cultural, voltado principalmente para a inovação, o empreendedorismo e o momento atual do mercado mundial de profissões. Segundo o Fórum Econômico Mundial de 2016, 30% das profissões atuais não existiam há 10 anos e 65% das crianças que entram hoje na escola vão trabalhar em profissões que ainda não existem.

A Casa Firjan vai abrigar exposições, música, cinema, restaurante, café, palestras, debates, cursos livres e laboratórios técnicos. A expectativa é de um público anual de 200 mil pessoas, que também poderá aproveitar os salões para recepções e reuniões e o terraço principal, ideal para happy hours.

Em estilo art nouveau, as três construções começaram a ser restauradas em 2011 e contam um pedaço da história da cidade. Foi construída por Eduardo Pallasim Guinle, fundador da Companhia Docas de Santos e avô de Octavio Guinle, que construiu o Copacabana Palace. O patriarca dos Guinle no Brasil deu o palacete para a sua filha, Celina, que morou lá com o marido, Linneo de Paula Machado e seus quatro filhos. A propriedade ficou com a família até 2005.

Junto às três construções centenárias, foi erguido um prédio em estilo contemporâneo, onde funcionarão os laboratórios da Firjan, voltados principalmente para a inovação. O projeto ganhou o segundo lugar do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura por suas características de sustentabilidade e harmonia com o patrimônio histórico.

A exposição inaugural chama-se “Transformação” e ocupa três áreas do complexo. No palacete, o visitante tem contato com a mostra “Os pioneiros”, que destaca personalidades empreendedoras como Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá; José Granado (das Casas Granado) e a família Gelli. E a mostra a “Materialidade” que apresenta o trabalho dos artistas Raul Mourão, Gustavo Prado e Adriana Eu. Há ainda um terceiro espaço, onde o visitante brinca com a realidade virtual e o futuro das profissões, por interatividades.

Os jardins serão abertos à visitação. Assim como o café e o restaurante, que têm a assinatura da chef Flávia Quaresma. O ingresso da exposição custa R$ 10 (R$ 5, meia entrada), com gratuidade às terças-feiras.

Publicação completa em http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-08/palacete-centenario-em-botafogo-e-novo-centro-cultural-do-rio

2 comentários:

Lúcia Costa disse...

A casa FIRJAN é aqui pertinho de casa. Já estive lá por diversas vezes e é sempre um programa maravilhoso. Aqui em Botafogo , houve uma verdadeira comoção popular quando foi dito que o Palácio ia ser derrubado para dar lugar a um empreendimento imobiliário. Foi quando a Firjan resolveu comprar e ali criar um centro cultural simplesmente espetacular!
Beijos grandiosos !

Ruy Moura disse...

VIVA A FIRJAN! Destruir esse lindo palácio era destruir mais um dos inúmeros patrimônios do Rio que foram desaparecendo pela ação humana! Um crime patrimonial a um Rio de Janeiro que era lindíssimo na 1ª metade do século XX. Depois destruíram, destruíram, destruíram... e... construiram, construiram, construiram... favelas.

Beijos grandiosos por um lado, 'pequenosos' por outro...

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