segunda-feira, 3 de março de 2008

Grandes jogos de pólo aquático

O Botafogo tem obtido títulos em finais tão ‘dramáticas’ no futebol como no pólo aquático e uma das primeiras e mais extraordinárias finais aconteceu em 1955 pelo Campeonato Estadual destinado a aspirantes.

Nesse ano realizou-se uma espécie de torneio de aspirantes, a que se deu o título de Campeonato Estadual de Terceira Divisão, mas que contava com alguns dos principais jogadores que procuravam obter performances adequadas às competições mais importantes da temporada.

O campeonato realizou-se em dois turnos, terminando com um empate pontual ente Botafogo e Fluminense, os quais tiveram que decidir o título numa melhor de três. O Fluminense investiu muito no título e, para o efeito, escalou os seus elementos mais destacados, designadamente Sérgio, Rodrigues e Osvaldo Cochrane, todos jogadores do escrete canarinho.

Porém, ainda no 1º tempo, Sérgio foi punido com uma falta, discutiu com o árbitro, foi expulso e a sua equipa abandonou o jogo em protesto, tendo sido decretada a vitória do Botafogo.

Então, o segundo jogo era muito esperado e as Laranjeiras tiveram um elevado público para assistir à partida decisiva. O Fluminense parecia talhado para o título e logo no início da partida assinalou 2x0 a seu favor, com gols de Daniel e Osvaldo. No entanto, jogando com tranquilidade e eficácia, o Botafogo foi tomando conta do jogo paulatinamente e, através de Nuno e Branco, decretou o empate ainda no 1º tempo.

No segundo tempo Branco bisou e fez o terceiro gol botafoguense, mas Daniel, que se viria a revelar o artilheiro do campeonato, livrou-se de dois adversários e empatou a partida novamente, obrigando a uma prorrogação. E, no segundo tempo da prorrogação, Branco anotou o seu terceiro gol na partida e deu a vitória ao Botafogo por 4x3.

A dramática partida tivera, afinal, um vencedor justo, tal como refere o Jornal dos Sports à época: “O Botafogo foi de fato o quadro mais equilibrado do torneio. O Fluminense reforçou a última hora seu quadro com Sérgio e Osvaldo, mas a falta de treino não permitiu a estes uma ação eficiente.”

O Botafogo alinhou com Eliani, Nuno, Caetano, Amazonas, Branco, Médicis, Riper e Branco. Os gols foram assinalados por Branco (3) e Nuno.

Fonte
Jornal dos Sports, Maio de 1955

domingo, 2 de março de 2008

Em que posição prefere reforços?

Resultados da enquete:

Zagueiro central: 2 votos (10%)
Lateral direito: 0 votos (0%)
Lateral esquerdo: 0 votos (0%)
Meio-campista: 14 votos (70%)
Centroavante: 4 votos (20%)

[Votação entre 25/02-02/03/2008]

sábado, 1 de março de 2008

Ganhar com um mínimo de desempenho

Num jogo morno de estreia do Botafogo na Taça Rio a vitória foi justa, mas incaracterística. O que mais se destacou durante este jogo talvez tenham sido as faixas e os garfos gigantes em alusão ao prejuízo que o Botafogo sofreu na final da Taça Guanabara – e, evidentemente, os três pontos conquistados.

A equipa mostra alguma fragilidade quando não joga com a equipa titular, sentindo especialmente a falta do ‘maestro’ Lúcio Flávio e dos ataques de Zé Carlos pelo lado esquerdo.

Wellington Paulista mostrou-se artilheiro mais uma vez, mas o seu substituto foi uma absoluta desilusão. Se houvesse nota abaixo de zero talvez Escalada a merecesse. Apesar de jogar muito pouco na equipa, as intervenções de Escalada parecem piorar com o tempo. Esperemos que o atacante se redima rapidamente.

Durante todo o jogo o Botafogo nunca foi esmagador no seu domínio, e nem o treinador nem a torcida ficaram satisfeitos com o desempenho ocorrido no Engenhão.

Porém, talvez isso se possa atribuir à falta de titulares, ao cansaço da viagem ao Acre e ao regresso ao Rio de Janeiro, o local do ‘crime’ ocorrido no Domingo passado. No próximo fim-de-semana será, com certeza, melhor.

FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x0 América
Gol: Wellington Paulista 33’ 1ºT
Competição: Campeonato Carioca
Estádio olímpico João Havelange, o ‘Engenhão’, 1 de Março de 2008
Cartões amarelos: Renato Silva, Jorge Henrique, Alessandro, Ferrero, Túlio (Botafogo); Nílton, Elvis, Everton, Cleberson (América)
Arbitragem: João Batista de Arruda; Marcos Antônio Bastos Júnior e Sergio Waldman (RJ)
Botafogo: Castillo, Alessandro, Renato Silva, Ferrero, Triguinho, Túlio, Diguinho, Adriano Felício (Eduardo), Abedi (Wellington Junior), Jorge Henrique, Wellington Paulista (Escalada). Técnico: Alexi Stival, o ‘Cuca’
América: Paulo Victor, Oliveira, Cleberson, Nílton (Jeffinho), Carlinhos, Bruno Carvalho, Everton (Rodrigo Silva), Elvis, Lucas (Marco Brito), Maciel, Fernando. Técnico: Gaúcho

Manga e o muro do Mourisco Pasteur

Em 1967, na final do campeonato carioca contra o Bangu, campeão de 1966, Manga estava muito nervoso durante a partida e falhou diversas intervenções. A situação era tão flagrante que Gérson, o canhotinha de ouro, se colocou na defesa a segurar o ataque do Bangu. O Botafogo ganhou por 2x1 e tornou-se campeão carioca.

Foi a época mais extraordinária do Botafogo, tendo sido bicampeão carioca em 1967-68, bicampeão da Taça Guanabara 1967-68 e campeão brasileiro ao conquistar a Taça Brasil em 1968.

Entretanto, sopraram ao ouvido de João Saldanha que Manga se vendera ao Bangu, cujo presidente era o conhecido bicheiro Castor de Andrade.

O Botafogo comemorou a conquista do título na sede do Mourisco Pasteur com um jantar para dirigentes e jogadores. Nessa altura, João Saldanha chegou de surpresa e Manga levantou-se, caminhando para ele com o intuito de tirar satisfações sobre as desconfianças de Saldanha.

Porém, antes que Manga se aproximasse, João Saldanha sacou do revólver e deu dois tiros para o chão. Manga saiu correndo como um gato e saltou os altos muros do Mourisco, desaparecendo. O caso foi registrado na 10ª Delegacia Policial e Sandro Moreyra, famoso jornalista botafoguenses, garantiu que Manga havia batido o recorde mundial do salto em altura.

A história pode ter alguma graça, mas foi um drama à época, até por Manga ser um enorme trunfo do Botafogo e uma figura carismática.

Sendo verdade ou não o ocorrido sobre a ‘venda’, Manga saiu do Botafogo no ano seguinte e ainda teve uma longa carreira vitoriosa, como, aliás, tivera no Botafogo, sendo ainda hoje o jogador que mais títulos conquistou pelo Botafogo.

Mercado de contratações: Domingos Andrade, um volante combativo e intenso

Crédito: mercadoazul.pt . por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Domingos Paulo Andrade nasceu no dia 7 de maio de 2003, em Luanda, ...