“O vice de Futebol do Botafogo, Francisco
Fonseca, virou piada no clube. Há 40 dias, Fonseca, no Conselho Deliberativo,
disse aos colegas para se prepararem para ser campeões brasileiros. " - in blogue De Prima / Lance!net.
sábado, 26 de outubro de 2013
O pai chato...
“Desde que chegou
ao Botafogo, Seedorf mostrou que uma de suas principais características era a
liderança. Experiente, o camisa 10 cobra e gosta de orientar os jogadores tanto
em treinos quanto nas partidas. Por isso, ele ficou conhecido carinhosamente
como "Pai chato". Em alguns momentos, porém, quando o sangue está
mais quente, a recepção não é tão amena. Nos últimos tempos, no entanto, a
comissão técnica e seus companheiros sentiram o holandês mais calado e menos
interativo, bem diferente daquilo que se acostumaram a ver.
Assim, nesta sexta-feira, o zagueiro Bolívar teve a
iniciativa de intermediar uma longa reunião antes do treinamento com a
participação de todos os jogadores. Na conversa, Seedorf argumentou que alguns
estavam sendo hostis quando ele fazia cobranças, e, caso sua iniciativa
estivesse criando desentendimento, preferia se calar, se fosse o melhor para o
time.
Um dos casos mais recentes envolveu o craque holandês e
Dória, que retrucou Seedorf de forma mais áspera. Antes, houve episódios
semelhantes com o goleiro Jefferson e o zagueiro Antônio Carlos. Na conversa
desta sexta-feira, o elenco tentou deixar o camisa 10 novamente à vontade para
exercer sua liderança. Os atletas consideram que a força dele é importante para
potencializar a qualidade de todos os outros.”
– in Globoesporte.com
Comentário de Mundo Botafogo:
Seedorf tentou orientar, disciplinar e fazer concentrar
os seus companheiros de equipa, muito menos experientes do que ele, durante os
jogos. Ainda se fez de ‘pai conselheiro’ de Fellype Gabriel, vitinho, Hyuri,
Octávio… Porém, os atletas do futebol brasileiro, neste caso botafoguenses, mal
acostumados pelos treinadores e pela cultura reinante, cuja exigência é, em
minha opinião, muito deficitária, contestaram Seedorf – o grande ‘maestro’ do
time em campo.
Estávamos, então, ganhando, e os nossos atletas devem
ter pensado que eram intocáveis craques de outro planeta. Contestaram Seedorf
várias vezes, Seedorf sentiu-se isolado, calou-se, perdeu motivação em campo e
deixou de chamar os companheiros à atenção, em campo e no vestiário. O
treinador não interveio para explicar a necessidade da liderança de Seedorf,
até porque Oswaldo nunca realçou o surinamês, colocando em realce sempre,
sempre, Rafael Marques, homem da sua escolha pessoal. Na verdade, desde a sua
contratação, o treinador nunca quis Seedorf
devido à sua idade, mas declarou que gostaria de ter dois Rafael
Marques. Agora, sem Seedorf no comando, e sequer sem um Rafael Marques a jogar
futebol, a equipa quer, em pleno mar revolto, o regresso do ‘pai chato’.
É tarde, camaradas, é muito tarde.
Os vossos contributos para reforçar a nossa fama de ‘cavalo
paraguaio’ nos últimos jogos, assim como a fama (mentirosa) de cathartiformes que
ganham na raça, foram significativos.
Os ‘pais chatos’ são geralmente contestados pela
imaturidade dos jovens, que recorrem logo à proteção do ‘pai chato’ quando
metem o pé na poça. E mais tarde dão graças divinas quando percebem a absoluta
necessidade de cada um de nós ter tido um ‘pai chato’. Pena que, em geral, só se
reconhece tardiamente…
O mal que Jefferson, Antônio Carlos, Dória ou outros atletas fizeram é
irremediável. Não por malícia, mas porque a disciplina imposta aos atletas no
futebol brasileiro é parecida com manteiga em tempo de verão, e os nossos
rapazes já se achavam a meio caminho da titularidade da Seleção Brasileira…
É certo que os jogadores foram os menos responsáveis
pela queda fulminante do Botafogo – que está intimamente associada à venda
sucessiva de atletas (Maurício Assumpção) e à má gestão física e técnica do plantel (Oswaldo
Oliveira) –, mas que contribuíram com as suas atitudes, indubitavelmente que
sim.
Agora percebe-se que a inadequada gestão do vestiário, no
qual o treinador nunca deu força a Seedorf, e a incompetência de gestão do
plantel, que não preveniu a equipa para os tempos do cansaço, de suspensões e
de lesões, só poderia dar no que deu.
O treinador nunca deu força a Seedorf com receio de ser
secundarizado – apenas admitindo as suas atitudes por força das circunstâncias –,
e por isso nunca lhe deu respaldo. Agora o treinador não está secundarizado,
mas terciarizado com o pique em mar alto… Talvez esteja feliz e contente com a
sua arritmia…
O Mundo Botafogo chamou inúmeras vezes a atenção sobre o
papel de liderança técnica de Seedorf em campo, suprindo as inúmeras incapacidades
táticas do treinador. Mas Seedorf cansou-se de ser contestado pelos
companheiros e de não sentir respaldo do treinador, e entendeu que, se estava a
incomodar, o melhor seria calar-se porque não quer prejudicar ninguém e nem precisa
de mais nada para a sua carreira, ao contrário de quem ele voluntária e
generosamente orientava. Eu faria o mesmo – ou melhor, eu simplesmente rescindia
amigavelmente o contrato no fim da temporada, como fiz na minha própria vida.
Será que todos percebem agora que a queda abrupta do
nosso desempenho, além da má gestão física do elenco e da incapacidade técnica
do treinador, se deveu a deixarmos de dispor do único líder-treinador que o Botafogo
tinha em campo?
Embora não o expressem abertamente, sei que uns quantos
leitores entendem que o Mundo Botafogo – isto é, eu – tem sido ‘pessimista’ (*)
e ‘chato’ com as suas permanentes chamadas de atenção para corrigir as deficiências
e manter o rumo, em vez de embandeirar em arco com a campanha que se fazia no
Brasileirão.
Eu, o ‘blogueiro chato’, Seedorf, o ‘pai chato’.
Os ex-intocáveis ex-craques (**) querem agora o regresso
do ‘pai chato’?! É tarde, tarde demais… As boas aprendizagens são sempre feitas
nos tempos certos. A cereja já se foi e o bolo está em vias de desaparecer…
(***)
(*) Em lugar de ‘pessimista’ leia-se a expressão certa: ‘realista’.
(**) Craques no Botafogo só há dois: Jefferson e o ‘pai
chato’, em fim de carreira, que apenas quis colocar a sua imensa generosidade
ao serviço do Botafogo e da sua torcida – e que por isso mesmo jamais deveria
ser vaiado.
(***) Tomara que não! Que o ‘pai chato’ ainda vá a tempo!
FORA, OSWALDO OLIVEIRA! DEFINITIVAMENTE!
Caros
amigos e leitores do blogue, em toda a minha vida apelei à interjeição ‘FORA!’
contra um único sujeito, e por três vezes: Oswaldo Oliveira.
E
fi-lo porque em qualquer dessas ocasiões ele menorizou a nossa torcida e o
nosso Botafogo. Confira essas publicações em:
Pedi
a sua demissão em Maio de 2012 quando ainda quase todos viam nele um ‘grande’
(!!!) treinador. Tornei a pedi-la em outubro de 2012 e em janeiro de 2013.
Desde
Janeiro deste ano ele não tinha mais margem para tornar a menorizar-nos, então
veio a mulher dizer pela boca dele, em público, o que ele não poderia dizer com
a sua própria boca: menorizar o Botafogo, a torcida, os jogadores.
Frase retirada textualmente da notícia de Globoesporte e veiculada com honras de referência no sítio flamenguista http://www.noticiasflamengo.com/noticias/3874-oswaldo-de-oliveira-enaltece-atuacao-do-flamengo-qfoi-impecavelq.html
.
Ontem à noite, após ler os elogios de Oswaldo Oliveira ao Flamengo – e não é a 1ª vez –, assim como a outros adversários em várias ocasiões, decidi, seguindo a sugestão do leitor Manynho de lançar o mote da sua demissão, reproduzir o ‘cartaz’ que publiquei no 1º ‘FORA!’ a Oswaldo Oliveira, em maio de 2012.
.
Ontem à noite, após ler os elogios de Oswaldo Oliveira ao Flamengo – e não é a 1ª vez –, assim como a outros adversários em várias ocasiões, decidi, seguindo a sugestão do leitor Manynho de lançar o mote da sua demissão, reproduzir o ‘cartaz’ que publiquei no 1º ‘FORA!’ a Oswaldo Oliveira, em maio de 2012.
O
treinador erra completamente a gestão do plantel, escala mal, mantém-se omisso
como um monge durante o jogo e ainda elogia o Flamengo pela vitória que uma vez
mais entregou devido à sua incompetência.
À
sua incapacidade de sempre, juntou atitudes inéticas diversas em relação ao
Glorioso. É demais! Ultrapassou todos os limites éticos e técnicos da minha
paciência!
EDUARDO HÚNGARO PARA TREINADOR!
FORA, OSWALDO OLIVEIRA!
DEFINITIVAMENTE!
Lista de vice-campeão em torneios internacionais
Além
de todos os títulos internacionais importantes que o Botafogo conquistou, ainda
foi vice-campeão em 16 ocasiões.
Eis
a lista em competições internacionais:
1952
– Pequena Copa do Mundo (Caracas)
1953
– Copa Montevideo
1957
– Pequena Copa do Mundo (Caracas)
1957
– Quadrangular da Costa Rica
1958
– Pentagonal do México
1959 – Taça Teresa Herrera (La Coruña)
1962
– Quadrangular de Santiago
1971
– Pentagonal da Colômbia
1979
– Torneio de Vigo
1983
– Copa Kirim (Japão)
1985
– Torneio de Gröningen
1986
– Torneio de Amsterdam
1986
– Torneio de Charleroi
1988
– Torneio de Vigo
1989
– Torneio de Berna (Philips Cup)
1994
– Recopa Sul-Americana
Pesquisa
de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)
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