por KLEBER LEITE | Jornalista,
radialista, empresário e ex-presidente do Flamengo | Excerto de matéria
publicada em https://kleberleite.com (11.01.2023)
[…] No torneio da Independência, nos Estados Unidos, onde Roberto Dinamite
e Zico brilharam, Gerson usou a sua cidade natal, Niterói, como desculpa para
não ser multado.
Estávamos em dia de folga, voltando da Disney, onde o canhota, saudoso de
Maria Helena e das filhas, havia se emocionado.
O carro alugado, que mais parecia uma banheira, pois era enorme, levava na
frente Gerson, dirigindo, eu e Doalcei. No banco de trás, Radamés Lattari,
saudoso pai do nosso Rada e à época diretor de seleções da CBF, Oswaldo Brandão
e Ruy Porto.
De repente, do nada, uma perseguição policial ao nosso carro. Doalcei,
nervoso, dizia para Gerson encostar o carro. Gerson retrucava, dizendo que não
havia feito nada errado, que a perseguição policial deveria ser para outro
veículo. Não era. Gerson foi fechado e teve que parar. Doalcei foi dialogar com
o policial, que já desceu colocando a mão na arma.
Gerson, nervoso, se dirigiu ao guarda e em bom português, sapecou:
– O que eu fiz de errado? Não avancei
nenhum sinal e estava devagar.
Doalcei traduziu rapidamente. Sua excelência, o policial, ouviu e tirou um
talão da carteira, já sapecando a multa. Gerson inconformado, gritava:
– Não vou pagar!!!
Doalcei, mais calmo, perguntou o motivo da multa. A resposta foi curta e
grossa:
– O farol não estava ligado.
Doalcei traduziu e Gerson foi ao desespero:
– Doalcei, diga a este incompetente
que em Niterói basta a lanterna estar acesa!!!
Dodô, em sábia decisão, resolveu pagar a multa…
Fonte: https://kleberleite.com/11/01/2023/14/45/o-canhotinha-de-ouro/

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