por RUY MOURA |
Editor do Mundo Botafogo
Edmundo Alves de Souza Neto, conhecido por Edmundo ‘Animal’, apelido famoso dado
pelo narrador desportivo Osmar Santos, em virtude de Edmundo mesclar técnica e
raça, explosão e competitividade, nasceu no dia 2 de abril de 1971, em Niterói,
teve uma infância humilde e viu no futebol a oportunidade de uma vida melhor.
Edmundo começou jogando futsal, passou para o
futebol e esteve nas bases do Vasco da Gama entre 1982-1986, antes de ingressar
nas categorias de base do Botafogo, onde permaneceu entre 1987-1989,
regressando posteriormente ao Vasco da Gama (1990-1991), onde terminou a sua
formação, em virtude de ter sido expulso do Botafogo.
A história que correu sobre a dita expulsão
baseou-se numa das primeiras polêmicas de Edmundo no futebol, antes de ser
largamente conhecido por provocar os adversários, discutir com jogadores,
técnicos, dirigentes e jornalistas, e adorar baladas.
Por onde passava Edmundo deixava a marca da
sua indisciplina e excentricidade, enfileirando tantas confusões quanto
perdões, porque a profissionalização do futebol brasileiro era ainda incipiente
e Edmundo em campo resolvia jogos.
Não obstante, o caso mais grave do seu tempo
de jogador foi quando, em 1995, bateu com a sua Cherokee no Fiat Uno dirigido por
Carlos Frederico Pontes, que faleceu juntamente com duas passageiras, enquanto
Edmundo foi condenado a quatro anos e meio de prisão em regime semiaberto (in
https://ge.globo.com).
As confusões que entretanto foi acumulando na
carreira permitem afirmar que Edmundo fez parte dos bad boys do futebol brasileiro na década de 1990, a par de Romário
e de tantos outros.
Conta-se que o incidente da expulsão do
Botafogo, ocorrido durante a etapa da sua formação no Alvinegro, se deveu a
Edmundo andar nu nas instalações do Clube, sendo que as fontes divergem quanto
a andar nu na piscina, ou na concentração, ou em outras zonas sociais,
constrangendo as funcionárias.
Em virtude de tais episódios irreverentes e
falta de decoro, Edmundo acabou por ser afastado do Clube e regressou ao Vasco
da Gama.
O próprio Edmundo confirma tais incidentes em
General Severiano, asseverando que “eu
considerava aquilo lá a minha casa, então para mim fazer isso era normal”.
Claro que é uma resposta descontextualizada, porque seguramente Edmundo sabia
que estava provocando os preceitos sociais dos usos e costumes vigentes.
De resto, Edmundo também asseverou que não
foi essa a razão pela qual foi expulso. Um provável mito urbano do futebol
brasileiro assevera que Edmundo teria tido um caso amoroso com a esposa de
alguém dentro do Botafogo.
Mito urbano?... Não?... Em qualquer dos casos
esta dúvida ficará para sempre: se Edmundo não foi expulso por andar nu nas
instalações do Clube como o próprio mencionou, então qual terá sido a razão?
Seja ela qual for, a polêmica figura de
Edmundo, o ‘Animal’, ficará para sempre gravada no futebol brasileiro e o
Glorioso mais uma vez não escapou à celebre frase – “Há coisas que só acontecem
ao Botafogo!”
Fontes principais: https://ge.globo.com;
https://www.museudapelada.com;
https://www.netvasco.com.br; https://www.verminososporfutebol.com.br

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