“Quem atinge
patamares de lenda no desporto deixa de ser homem. É um deus. Invencível,
omnipotente, eterno, perfeito. É assim que as grandes “estrelas” desportivas
ficam cristalizadas na memória coletiva. Nem sempre nos lembramos (ou nos
queremos lembrar) das imperfeições. A degradação do corpo e da mente, os vícios
privados, tudo isso parece escondido (ou esquecido) até a morte se apresentar.
Com Mané Garrincha, tudo ficou à vista desde sempre, a sua genialidade como
futebolista e os seus defeitos como homem. Não era um homem mau, era apenas um
homem, o ‘anjo das pernas tortas’ que tinha um dom faustiano para jogar
futebol.” – jornal Público,
Lisboa.
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