quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um dia de 1916…



Dia 17 de dezembro de 1916. Botafogo x Bangu. O America ganhou o campeonato carioca e Botafogo e Bangu ficaram em segundo lugar.

Fez-se o desempate num jogo extra para definir o vice-campeão, que em 1916 dava direito à conquista da Taça Gargeol.

O jogo decorreu no campo do Flamengo, que foi palco de uma sensacional virada.

O Bangu abriu o placar a dez minutos do fim do jogo. Se a vitória parecia garantida, eis que “o Glorioso reagiu furiosamente, para 5 minutos após, Osny, de penalty, empatar. E, nos últimos instantes, sob o delírio da assistência, Vadinho faz o goal da nossa vitória de 2x1”. (Castro, 1951: 118)

O Botafogo alinhou com Abreu, Wigand e Osny; Pino, Teague e Jones; Léo, Aluízio, Carlito, Vadinho e Dorinho.

Pesquisa de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo); fonte: Alceu Mendes de Oliveira Castro: O Futebol no Botafogo (1904-1950), Rio de Janeiro, 1951.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Andie Cris (II)


A catástrofe botafoguense

............................................Texto de Rui Moura (Mundo Botafogo)

Em duas semanas os abutres do futebol carioca querem liquidar o Botafogo, com a preciosa ajuda de Carlos Augusto Montenegro e de Maurício Assumpção – um lançou a ideia, o outro pode concretizá-la.

Montenegro lançou publicamente, na semana passada, a ideia de devolução do Engenhão e, manobra aqui, manobra ali, o presidente admite colocar essa hipótese.

Revoltante!

Se o fizer estaremos a regredir a 1976 e preparados para uma nova travessia no deserto, senão mesmo a iniciar-se a ‘americanização’ do Botafogo – fazendo, em questão de uns anos apenas, companhia ao America FC.

Se o presidente ceder ao curto prazo e entregar o Engenhão, será um novo carrasco do Botafogo que, a longo prazo, nos destruirá – porque não se consegue motivar mais torcedores que tão sofridos têm sido.

Ninguém, no seu juízo perfeito, faz tal coisa, a não ser que, por hipótese, existam interesses pessoais de alguém que não se importa de esmagar o seu próprio clube.

Se o Engenhão for entregue, o Botafogo descerá inexoravelmente a ladeira e espatifar-se-á numa pedreira, sem honra nem glória. No imediato, a gozação com o Botafogo e a descida de consideração ao clube arrastar-nos-á para uma situação em que a torcida nunca mais se renovará por desmotivação da gurizada, e a mídia e os esbirros cathartiformes acabam com a liquidação do Glorioso, e nem alvo de piadas seremos no futuro – porque já ninguém se importará connosco.

Teoricamente, tal opção só pode interessar aos seus intervenientes, não ao Botafogo nem aos seus sócios. Ademais, uma tal decisão tão delicada exigiria um escrutínio a todos os sócios – mas a todos, e não apenas ao núcleo de sempre, que congeminou e apoiou políticas inconsequentes desde a presidência de C. A. Montenegro, que mantém o Botafogo à margem das grandes disputas há 18 anos.

E depois de termos um estádio como o Engenhão já nada será como dantes. O arrendamento do estádio foi uma espécie de rotura com o passado, e a ele jamais se pode regressar nas mesmas condições.

Entregar o Engenhão é tarefa simples que qualquer medíocre pode fazer, mas ousar seguir em frente e combater pelos interesses do Botafogo, já exige visão, capacidade, competência e boa gestão política do entorno – e nada disso abunda no presidente.

A devolução do Engenhão é tudo o que os nossos inimigos almejam, e constitui uma nova rotura que nos trará a diminuição e a desacreditação do Botafogo.

E a Estrela Solitária, sem facho de luz, terá a sua última aparição como estrela candente – despojada de glória por toda a eternidade.

Convido todos os blogueiros a insurgirem-se contra a destruição do Botafogo de Futebol e Regatas, contra a destruição do nosso amor e das nossas almas profundamente botafoguenses.

Convido algum líder das torcidas organizadas, ou um sócio com prestígio social, que seja feita uma Marcha de Combate a tal medida, e que termine à frente da sede do Botafogo.

Se fosse possível, Garrincha e Heleno de Freitas erguer-se-iam da sepultura e chorariam com quanta força tivessem. Didi e Quarentinha não acreditariam na ocorrência, e Nilton Santos, se estivesse lúcido, teria uma parada cardíaca fulminante.

À falta do choro de Garrincha e de Heleno de Freitas, e do espanto de tantas e tantas glórias do Botafogo, serão somente os nossos olhos que transbordarão. Provavelmente pela última vez para muitos de nós. 
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[Resta-nos que seja verdade o que o diretor executivo Landau desmentiu hoje, há uma hora atrás: “Não existe essa chance, não estamos nem discutindo. Isso é uma iniciativa que não faz parte da diretoria executiva do Botafogo.”].

Reflita…

Quando pensar na interdição do Engenhão, reflita também nisso:

1 - A rapidez com que o Engenhão foi interdidado, 'do nada', muito repentino.

2 - A falta de opção de estádios, num péssimo momento, no meio do campeonato.

3 - O fim das obras no Maracanã e a licitação do mesmo se aproximando, deixando os clubes sem opção decente (que era o Engenhão).

4 - A Globo (que apoia a licitação), dois dias depois avisa: ''Vai demorar''.

5 - A firma alemã que fez o novo laudo e condenou agora a cobertura do Engenhão é a MESMA que vai fazer a cobertura do Maracanã (já a firma antiga, canadense, não condenava).

6 - A não interdição de diversas outras obras condenadas, como o Elevador do Joá, mas do Engenhão, sim.

7 - O Botafogo receber dias depois, após muita espera, o terreno do novo CT, através da prefeitura (troca de favores?). Lembrando que o presidente é do mesmo partido e próximo ao prefeito.

8 - O histórico de relações promíscuas entre prefeitura e empresas responsáveis por obras.

Fonte: Facebook

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